Marvel estaria pressionando Disney a recontratar James Gunn para Guardiões da Galáxia Vol. 3

 

A Marvel Studios estaria fazendo lobby junto à Walt Disney Pictures para recontratar o diretor James Gunn, demitido em 20 de julho de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, quando tuítes de conteúdo ofensivo, publicados há uma década, foram resgatados de sua conta na rede social por militantes da extrema direita dos Estados Unidos.

Segundo apurou o site Deadline, a conversa entre Marvel e Disney é consequência da carta aberta do elenco de “Guardiões da Galáxia”, que professou lealdade ao diretor. Na mensagem, os atores declararam repetidamente que queriam ver Gunn recontratado. O texto foi assinado por todos os protagonistas da franquia – Chris Pratt (Senhor das Estrelas), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Drax), Bradley Cooper (Rocket), Vin Diesel (Groot), Karen Gillan (Nebula), Pom Klementieff (Mantis), Sean Gunn (Kraglin) e Michael Rooker (Yondu).

Para completar, os fãs dos filmes dos “Guardiões da Galáxia” lançaram uma petição pedindo a recontratação do diretor, que já registrou mais de 374 mil assinaturas.

Gunn, enquanto isso, parou de se manifestar. Ele pediu desculpas e justificou os tuítes, a href=”https://pipocamoderna.com.br/2018/07/direita-americana-resgata-piadas-ofensivas-de-james-gunn-que-se-desculpa-e-explica-o-contexto/”>contextualizando as piadas sobre pedofilia e estupro ao lembrar o tipo de filmes transgressores que fazia na época. O cineasta chegou a dizer que respeitava a decisão da Disney e estava pronto para sofrer as consequências.

Ele já havia finalizado o roteiro de “Guardiões da Galáxia Vol. 3” e estava preparado para começar a pré-produção. Por conta disso, Dave Bautista, o mais inconformado do elenco, avisou que pretende pedir para ser dispensado de seu contrato e substituído na produção, caso o roteiro de Gunn não seja utilizado.

O problema é que o diretor foi demitido pelo próprio presidente da Disney, Alan Horn, que classificou as mensagens denunciadas pela direita como “indefensáveis”: “As atitudes ofensivas e as declarações de James no Twitter são indefensáveis e inconsistentes com os valores do nosso estúdio e nós cortamos relações com ele”.

Por outro lado, o fato de a Warner cobiçar Gunn para comandar filmes da DC Comics, como foi revelado na quinta-feira (9/8), pode estar tirando o sono do próprio Horn, e alimentando o empenho de Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, para encontrar uma solução conciliadora que resulte na recontratação do diretor.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna

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