Festival de Animação de Annecy é cancelado, mas ganhará versão online
Os organizadores do Festival de Cinema de Animação de Annecy, na França, anunciaram que a 60ª edição do evento foi cancelada. Ela estava prevista para acontecer entre os dias 15 e 20 de junho deste ano. O evento é conhecido como uma espécie de Cannes da animação e já consagrou várias obras brasileiras, como os longas “Uma História de Amor e Fúria” (2013), de Luiz Bolognesi, e “O Menino e o Mundo” (2014), de Alê Abreu. “É com enorme decepção que nos resignamos a cancelar a edição”, pronunciaram-se os responsáveis pelo festival, em comunicado. “Motivados por nossa paixão e entusiasmo, apesar das restrições de confinamento, esperávamos manter a edição que havíamos preparado para vocês. Porém, a lógica e a situação internacional nos obrigam a agir com lucidez e responsabilidade. Precisamos mostrar respeito e profunda gratidão aos prestadores de serviços de saúde, bem como a todos aqueles que escolhem a solidariedade e o interesse público”. O comunicado prossegue: “O Annecy Festival é uma festa, uma ‘reunião de família’. Não podemos celebrar a animação e o nosso 60º aniversário quando alguns de vocês estão impedidos de participar”. O festival, porém, vai ganhar uma versão online, que, segundo os organizadores, está atualmente sendo elaborada. “Durante várias semanas nossos membros fundadores, parceiros, fornecedores, profissionais e criadores nos enviaram seu apoio total e, por isso, somos imensamente gratos. Esses incentivos nos motivam a oferecer uma versão online do Annecy Festival 2020. Esta versão daria acesso a obras exclusivas e conteúdo original, apesar das circunstâncias atuais. Em breve divulgaremos a programação que está sendo elaborada”. A seleção oficial dos participantes da versão online será anunciada no dia 15 de abril. Já o retorno da versão tradicional, presencial, na cidade alpina de Annecy só vai acontecer no ano que vem, em 14 de junho de 2021. Veja abaixo o cartaz produzido para o evento que foi cancelado.
Matthew McConaughey participa de bingo virtual com moradores de asilo
O ator Matthew McConaughey resolveu realizar uma sessão de bingo virtual, por videoconferência, para o principal grupo de risco do coronavírus. O vencedor do Oscar juntou-se a sua mãe, Kay, a esposa Camila Alves e seus filhos, para animar a noite de um grupo de moradores de um asilo de idosos dos Estados Unidos. Um vídeo da sessão foi compartilhado pela Spectrum Retirement Communities, entidade que ajuda pessoas mais velhas a criar novas comunidades e amizades ao redor do país. A ideia é inspirar outros idosos a manterem contatos com os amigos via tecnologia de vídeo, e até se divertir com jogos coletivos. Na publicação, os responsáveis pelo asilo agradeceram ao ator e à família. “Obrigado ao Matthew, à sua mulher Camila e à sua mãe Kay por receberem nossos moradores para algumas rodadas de bingo virtual. Nossos moradores se divertiram muito jogando, e eles amaram falar com Matthew sobre sua herança familiar e seu drink favorito.”
All Rise: Série vai retomar produção de episódios sem abandonar quarentena
A série “All Rise”, produção da WBTV (Warner Bros. Television) para a rede CBS, vai retomar sua produção durante a quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus. Mas a equipe não vai sair do isolamento. A ideia é adaptar a série para os dias de hoje, com situações da quarentena. O episódio em desenvolvimento abordará como o pandemia e o distanciamento social estão afetando o sistema de justiça criminal. Usando o FaceTime, Zoom, WebEx e outras mídias sociais, os produtores vão trabalhar virtualmente, à distância. As gravações do drama jurídico estrelado por Simone Missick (de “Luke Cage”) serão feitas nas casas dos próprios atores, respeitando as regras de distanciamento social, e a equipe técnica usará efeitos visuais para criar os cenários. “É uma chance única para nossa família ‘All Rise’ se unir – em nossas diferentes casas, até cidades – para contar uma história sobre resiliência, justiça e poder da comunidade”, disse o produtor executivo Greg Spottiswood. Com isso, “All Rise” será a primeira série a ter um episódio produzido em meio à suspensão de todas as gravações de filmes e séries, medida tomada como prevenção contra o covid-19. O episódio de quarentena vai ao ar no dia 4 de maio.
Viúva Negra, Shang-Chi e Doutor Estranho 2 vão estrear uma semana antes no Brasil
Três dias depois de anunciar as novas datas de estreias e seus filmes nos EUA, a Disney oficializou a situação de seus próximos lançamentos no Brasil. A previsão de estreia reflete o otimismo pouco realista do calendário americano, com a primeira estreia marcada para junho. Pelo cronograma, o filme que abre a volta da Disney ao cinema é a animação “Soul”. Trata-se de uma produção que nunca alterou sua data. O desenho produzido pela Pixar está desde sempre marcado para 25 de junho no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos. Em seguida, a Disney pretende lançar “Mulan”. O filme, que chegaria em março, foi remarcado para 24 de julho de 2020, mês que outros estúdios ainda consideraram inviável – a Sony adiou “Morbius”, que chegaria às telas brasileiras em 30 de julho, para 19 de março de 2021 nos EUA, e passou “Ghostbusters: Mais Além”, de 10 de julho para 5 de março de 2021. Já “Viúva Negra” será lançada em 29 de outubro. Mais plausível, esta data coloca o filme em cartaz no Brasil uma semana antes dos EUA, onde a estreia está marcada para 6 de novembro. Anteriormente, o filme chegaria aos cinemas no fim de abril. Ela não será o único filme da Marvel que chegará antes ao Brasil. “Eternos” (11/2/21), “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings” (29/4/21) e “Doctor Strange in the Multiverse of Madness” (28/10/21) também estrearão no Brasil com antecedência. No caso do primeiro, de apenas um dia, mas a diferença chega a uma semana para os demais. A lista também confirma que “Os Novos Mutantes” voltou para o limbo, ficando sem previsão. Triste sina do derivado dos X-Men, que deveria ter estreado em abril do ano passado, caso a Disney não tivesse comprado a Fox. Claro que se os cinemas continuarem fechados, estas datas não significarão nada. Confira abaixo o calendário dos próximos lançamento da Disney no Brasil. “Soul”: 25/6 “Mulan”: 23/7 “Empty Man”: 6/8 “The One and Only Ivan”: 13/8 “The Beatles: Get Back”: 3/9 “King’s Man: A Origem”: 17/9 “Morte No Nilo”: 8/10 “The French Dispatch”: 15/10 “Everybody’s Talking About Jamie”: 22/10 “Viúva Negra”: 29/10 “Deep Water”: 19/11 “Free Guy – Assumindo O Controle”: 10/12 “West Side Story”: 17/12 “Raya and the Last Dragon”: 7/1/21 “Eternos”: 11/2/21 “Ron’s Gone Wrong”: 25/2/21 “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”: 29/4/21 “Cruella”: 3/6/21 “Jungle Cruise”: 29/7/21 “Hamilton”: 14/10/21 “Doctor Strange in the Multiverse of Madness”: 28/10/21 “Avatar 2”: 16/12/21
Bruce Willis e Demi Moore compartilham quarentena juntos
Separados há mais de 20 anos, Bruce Willis e Demi Moore estão passando juntos a quarentena preventiva contra a pandemia do novo coronavírus. A revelação veio à tona quando uma das filhas do casal compartilhou uma foto em que eles aparecem combinando o mesmo modelo de pijamas, em casa. Quem publicou o clique foi Tallulah Willis, de 26 anos. “Caótico neutro”, escreveu ela na legenda do post desta segunda (6/4), que também enquadra seu namorado Dillon Buss e sua irmã Scout, de 28 anos. Uma segunda imagem, postada na página de Dillon, acrescenta ao isolamento o namorado de Scout, Jake Miller, numa imagem em que todos compartilham os mesmos modelos de pijamas. Bruce e Demi formaram um dos casais mais badalados de Hollywood. Eles ficaram casados de 1987 até o início dos anos 2000 e, além de Scout e Tallulah, também são pais de Rumer, de 31 anos. Demi atualmente está solteira, depois de um relacionamento longo com o também ator Ashton Kutcher. Mas Bruce recentemente renovou os votos de casamento com a esposa Emma Hemming em uma cerimônia realizada no Caribe. Ele tem mais duas filhas pequenas com Emma, Mabel e Evelyn, de oito e seis anos de idade. Ver essa foto no Instagram chaotic neutral Uma publicação compartilhada por tallulah (@buuski) em 6 de Abr, 2020 às 1:35 PDT
Roseanne Barr “descobre” que coronavírus é plano para eliminar sua geração
A comediante Roseanne Barr, atualmente mais conhecida por propagar teorias de conspiração da extrema direita na internet, descobriu qual é o objetivo da pandemia de coronavírus que vem matando milhares de pessoas em todo o mundo. Segundo Roseanne, a doença faz parte de um plano para matar as pessoas mais velhas, eliminando a geração conhecida como “baby boomer”. Ela compartilhou sua descoberta numa live do também comediante Norm Macdonald. “Você sabe o que é, Norm? Acho que eles estão apenas tentando se livrar de toda a minha geração”, disse Roseanne. “As garotas boomers que, você sabe, são viúvas hoje. Elas herdaram o dinheiro, então eles foram onde quer que o dinheiro estivesse e descobriram uma maneira de obtê-lo das pessoas”, completou Barr, sem deixar claro quem seriam “eles” ou como o dinheiro será obtido com a morte das viúvas. Barr também contou que está usando o tempo livre na quarentena para trabalhar em um processo contra Hollywood. Ela não superou o fato de ter sido demitida de sua própria série, “Roseanne”, pela presidente da rede ABC após disparar um tuíte racista contra uma ex-integrante do governo de Barack Obama. Na época, a comediante também foi dispensada por sua agência, a ICM Partners. A ABC chegou a resgatar a série, rebatizando-a de “The Conners”, sem participação de Roseanne. “Agora tenho tempo para pesquisar e propor a ação perfeita”, contou Barr. Veja a conversa entre Roseanne e Macdonald no vídeo abaixo.
J.K. Rowling revela que teve “todos os sintomas” de covid-19
J.K. Rowling, a criadora da saga “Harry Potter” e roteirista dos prólogos cinematográficos “Animais Fantásticos”, revelou que teve “todos os sintomas” do novo coronavírus durante as últimas duas semanas, mas não fez o teste para confirmar a doença. A escritora disse que, em vez de ir ao hospital, seguiu recomendações de seu marido médico para aliviar os sintomas respiratórios enquanto a doença seguia o seu curso. Ela contou que, após o susto, já se recuperou. Rowling também postou o link para o vídeo de um doutor no Queens Hospital, no Reino Unido, que ensina uma técnica de respiração para aliviar a falta de ar associada à infecção. Ao receber mensagens de apoio dos fãs, ela voltou ao Twitter para agradecer o carinho. “Eu realmente estou 100% recuperada, e só queria compartilhar uma técnica com vocês que é recomendada por médicos, não custa nada e não tem efeitos colaterais”, escreveu. “Isso pode ajudar você e seus entes queridos como me ajudou. Fiquem seguros, pessoal”, completou a escritora. Thank you for your kind and lovely messages! I really am completely recovered and wanted to share a technique that’s recommended by doctors, costs nothing, has no nasty side effects but could help you/your loved ones a lot, as it did me. Stay safe, everyone x — J.K. Rowling (@jk_rowling) April 6, 2020
Jay Benedict (1951 – 2020)
O ator Jay Benedict morreu no sábado (4/4) aos 68 anos, vítima de covid-19. A informação foi confirmada pela assessoria do ator. “É com muita dor que anunciamos a morte do nosso cliente Jay Benedict, que perdeu a batalha contra o covid-19 nesta tarde. Nossos pensamentos estão com sua família”, disse a TCG Artist Management em um comunicado. Nascido na Califórnia (EUA), Benedict teve uma longa carreira, com participações em várias séries, inclusive produções britânicas. Ele também apareceu em grandes sucessos do cinema, como “Vítor ou Vitória?” (1982), “Aliens, o Resgate” (1986), “A Casa da Rússia” (1990), “A Colônia” (1997), “Vatel, um Banquete para o Rei” (2000) e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012), entre outros, sempre em papéis pequenos. Seus últimos filmes foram duas produções francesas de 2017: a comédia “Madame” e a sci-fi “Depois do Apocalipse”. Benedict era casado com Phoebe Scholfield, que trabalhava com casting de dubladores e também era atriz – estrelou a série britânica “‘Allo ‘Allo!” (1982–1992).
Patricia Bosworth (1933 – 2020)
Patricia Bosworth, atriz e cronista da Era de Ouro de Hollywood, morreu na quinta-feira passada (2/4) de complicações relacionadas ao novo coronavírus. Ela tinha 86 anos. Nascida Patricia Crum, na Califórnia, era filha de um advogado e uma repórter/romancista de crimes, e teve uma vida dramática do começo ao fim. Enquanto cursava a universidade Sarah Lawrence, fugiu com uma estudante de arte que a abusou, levando à anulação de seu casamento após 16 meses. Seu irmão mais novo se suicidou e seu pai faria o mesmo seis anos depois. Ela virou modelo e foi fotografada pela célebre Diane Arbus para um anúncio de ônibus da empresa Greyhound. E graças a esse trabalho conseguiu realizar seu sonho de infância, tornando-se atriz em 1954. Bosworth ingressou no Actors Studio em Nova York, estudando com Lee Strasberg e ao lado de muitos dos grandes artistas da Era de Ouro de Hollywood, incluindo Paul Newman, Marilyn Monroe, Steve McQueen e Jane Fonda. Em meados dos anos 1950, começou a aparecer em várias produções da Broadway, fazendo rapidamente sua transição para as telas. Após estrear no cinema com “Quatro Rapazes e um Revólver” (1957), ela foi escalada em seu principal papel, como uma freira ao lado de Audrey Hepburn no clássico de Fred Zinnemann “Uma Cruz à Beira do Abismo” (1959). A sequência de tragédias de sua vida a acompanhou mesmo neste auge da carreira. No mesmo dia em que foi escalada para o longa de 1959, Bosworth soube que estava grávida e pagou para ter um aborto ilegal, para não perder o papel. Ela nunca mais engravidou. Seus últimos trabalhos como atriz foi em séries de TV, entre elas “Cidade Nua” e “The Patty Duke Show”, entre 1960 e 1963. Na década de 1960, decidiu deixar de atuar para se concentrar no jornalismo, passando a escrever sobre o show business. Escreveu para a revista New York e o jornal The New York Times antes de se tornar, durante as décadas seguintes, editora das revistas Screen Stars, Harper’s Bazaar, Viva, Mirabella e, principalmente, da Vanity Fair, onde Tina Brown a contratou como editora colaboradora em 1984. Ela manteve essa posição pelo resto da vida, com uma breve interrupção entre 1991 e 1997. Seus artigos permaneceram por décadas entre os mais lidos e discutidos da Vanity Fair, com destaque para um perfil de Elia Kazan que lhe rendeu o Prêmio Front Page do Newswomen’s Club de New York. Ela também escreveu biografias best-sellers de Montgomery Clift, Diane Arbus, Marlon Brando e Jane Fonda, além de vários livros de memórias. Seu livro sobre Arbus serviu de base para o roteiro do filme “A Pele” (2006), estrelado por Nicole Kidman e Robert Downey Jr.
Diretor de Shazam! aterroriza a esposa em curta de terror feito na quarentena
O isolamento social não impediu o diretor David F. Sandberg de fazer um novo filme. Ele aproveitou a quarentena do coronavírus para retomar suas origens de terror com um curta filmado em sua própria casa e estrelado por sua mulher. Muito antes de fazer “Shazam!” e até mesmo “Annabelle 2: A Criação do Mal”, Sandberg se projetou com o curta “Luzes Apagadas” (2013), estrelado por sua esposa, Lotta Losten. Naquele filme, ela vivia uma mulher assombrada por uma criatura que se movia no escuro, mas que desaparecia quando as luzes se acendiam. O curta inspirou o primeiro longa dirigido por Sandberg, “Quando as Luzes se Apagam”, lançado em 2016. A mesma premissa retorna no novo trabalho, intitulado “Shadowed”, em que Lotta Losten é perseguida por sombras, após uma queda de energia em sua casa. O próprio Sandberg dá vida a uma das sombras aterradoras. De acordo com a descrição do vídeo, a melhor forma de assistir à obra é “no escuro e com o som bem alto”. Usando as redes sociais, o cineasta disse que em breve disponibilizará um making-of, contando como conseguiu fazer o curta, que tem efeitos visuais, contando apenas com a colaboração de sua esposa e co-produtora, enquanto ambos estão trancados em sua casa.
Serviço de saúde pública do Reino Unido inspira agradecimentos de astros britânicos
Várias celebridades britânicas se juntaram em vídeos de agradecimento ao NHS, serviço de saúde britânica que inspirou o SUS brasileiro, por seu trabalho duro durante a pandemia de coronavírus no Reino Unido. Publicado no Twitter pelo próprio NHS, os vídeos começam com funcionários públicos, como a chefe de enfermagem Ruth May, agradecendo à equipe médica. E segue com o anúncio de que outras pessoas também gostariam de estender seus sentimentos. A lista de famosos que compartilham “thank you” e seguram folhas de papel com as hashtags #OurNHSPeople e #ThankYouNHS é enorme. Entre os atores, inclui Daniel Craig, Kate Winslet, Naomi Harris, Phoebe Waller-Bridge, Keira Knightley, Jude Law, Benedict Cumberbatch, Martin Freeman, Henry Cavill e John Boyega. Mas também há cantores como Paul McCartney, Elton John, Mick Jagger e Kyle Minogue, e muitas outras celebridades. Neste momento de crise sanitária mundial, a saúde pública ganha cada vez mais reconhecimento e valor, e sistemas como o NHS e o SUS se tornam contrastes gritantes diante da situação de países sem plano de saúde estatal, como os EUA, que não estão preparados para atender sua população. Our #ThankYouThursday doesn't end there! Joining James Bond, David Beckham and Paul McCartney are some more famous faces who want to give a shout out to #OurNHSPeople. #ThankYouNHS pic.twitter.com/g36o1sVuxr — NHS England and NHS Improvement (@NHSEngland) April 2, 2020
Carlos Vereza rompe com Bolsonaro: “Não dá mais”
O ator Carlos Vereza, que chegou a ser cotado para a secretaria de Cultura, rompeu publicamente com o presidente Jair Bolsonaro. Um dos maiores defensores de Bolsonaro na classe artística, Vereza fez críticas à postura do presidente em relação ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e anunciou que “tirou o time”, abandonado Bolsonaro. Numa série de postagens, o ator defendeu a atuação de Mandetta e a política de isolamento social, e rebateu o presidente, que prega o contrário, acusando-o de tentar “fritar” o ministro. A quarentena defendida pela ministro vem sendo constantemente criticada por Bolsonaro, que ontem, em entrevista à radio Jovem Pan, disse que vem “se bicando” com Mandetta, afirmando que falta “humildade” ao auxiliar. Vereza escreveu nas redes sociais que “o número de mortes no país não está maior porque as pessoas estão se preservando em casa”. E acrescentou: “Obrigado Mandettta”. Em seguida, ele repreendeu o presidente. “A mesma fritura de sempre: Bolsonaro agitando seus apoiadores radicais preparando o ambiente para demitir Mandetta”. Ele detalhou como o presidente abusa deste expediente: “Essa estratégia de vitimização de Bolsonaro esgotou-se pela repetição, tornou-se previsível, e portanto cansativa. Sempre elege um inimigo, seja real ou imaginário. Assim mantém seus radicais aficionados em constante tensão como se estivesse em clima de campanha permanente. E, ai de quem, em sua equipe, comece a destacar-se pela competência: é fritado e expelido sem remissão; e ele sempre vitimizado, ‘traído’ por aqueles em ‘quem tanto confiou'”. Em outro post, o ator tentou justificar seu apoio ao governo, apenas para anunciar o rompimento: “Estava tentando defender Bolsonaro, não tanto por ele, mas pela normalidade das instituições. Mas ele desautorizar publicamente o ministro da saúde por ciúmes, não dá mais: tirei o time”. Ele também anunciou que vai encerrar suas postagens abertas ao público na rede social. Na ocasião da posse de Regina Duarte na secretaria da Cultura, Vereza disse que tinha sido convidado pela ex-atriz a integrar o governo. “Fui convidado. Vou dar uma pensada. Eu não sei para qual cargo, acho que é para falar besteira”. Já Regina continua endossando o discurso do presidente em suas redes. Além de fazer postagens sobre os riscos da quarentena para a economia, marca dos discursos de Bolsonaro contra o isolamento social, ela também postou um meme de apoio ao presidente e, nesta sexta (3/4), publicou uma mensagem conclamando “jejum nacional” no domingo (5/4) contra o coronavírus. Curiosamente, a publicação ficou pouco tempo no ar, sendo removida após alguns minutos.
Artemis Fowl: “Harry Potter” da Disney não será mais lançado no cinema
A pandemia de coronavírus rendeu o primeiro cancelamento oficial de uma estreia de cinema. A Disney abandonou os planos de lançamento de “Artemis Fowl: O Mundo Secreto”, previsto para maio. O filme não foi apenas adiado, mas completamente descartado na nova programação do estúdio, anunciada nesta sexta (3/4). A superprodução não seguirá mais para o circuito cinematográfico, sendo disponibilizada diretamente na plataforma Disney+ (Disney Plus). Fantasia juvenil baseada nos livros de Eoin Colfer, Artemis Fowl: O Mundo Secreto” era considerado uma espécie de “Harry Potter” da Disney. Mais que o protagonista com a idade do bruxinho e a trama envolvendo criaturas mágicas, a conexão se estendia até ao roteirista Michael Goldenberg, que escreveu a versão cinematográfica de “Harry Potter e a Ordem da Fênix” (2007). Além disso, como a saga de J.K. Rowling, “Artemis Fowl” também é uma franquia literária juvenil, que conta com 8 volumes. Mas as comparações ficam nisso, já que o personagem está mais para Tom Riddle (o jovem Voldemort) que Harry Potter – ainda que eventualmente vire um “malvado favorito”. A história filmada pela Disney apresenta a “origem” da saga, mas o trailer que chegou a ser divulgado atenuou várias características do personagem, um menino de 12 anos que é milionário e também gênio do crime. Artemis é herdeiro da família de criminosos Fowl, tem o maior Q.I. da Europa, uma frieza perceptível e usa sua inteligência fora do comum para fins muito pouco nobres. No livro, ele enfrenta sérios problemas quando sequestra uma fada, com o objetivo de usar sua mágica para salvar seu pai, aprisionado por um inimigo misterioso. O elenco grandioso atestava a ambição da Disney em relação à franquia, ao incluir Colin Farrell (“Dumbo”), Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Nonso Anozie (série “Zoo”), Hong Chau (“Pequena Grande Vida”), Miranda Raison (“Assassinato no Expresso do Oriente”), Judi Dench (“Cats”), Lara McDonnell (“Simplesmente Acontece”) e o estreante Ferdia Shaw no papel-título. Ele é neto do falecido Robert Shaw, até hoje lembrado pelo papel de Quint no clássico “Tubarão” (1975). Em desenvolvimento desde 2013, a produção do filme envolveu um curioso drama de bastidores, já que quase voltou a juntar a Disney com o produtor Harvey Weinstein, condenado por crimes sexuais. Foi Weinstein quem viu o potencial de “Artemis Fowl”, negociando os direitos dos livros em 2001, quando ainda estava à frente da Miramax, empresa financiada pela Disney. Em 2005, a Disney optou por não renovar sua parceria com os irmãos Harvey e Bob Weinstein, comprando a companhia para dispensá-los – a Miramax acabou vendida mais tarde por US$ 650 milhões para um empresário árabe. Mas uma cláusula contratual assegurava a Harvey que, se um filme de “Artemis Fowl” fosse realizado pela Disney, ele teria direito à participação como produtor. Kenneth Branagh (“Assassinato no Expresso do Oriente”) foi contratado para dirigir o longa em 2015. Mas de lá para cá Weinstein caiu em desgraça, envolvido num escândalo de abuso sexual que lhe fez ser demitido da sua própria empresa, The Weinstein Company, e banido de Hollywood, até ir parar na cadeia. Logo que a polêmica estourou, a Disney aproveitou para eliminá-lo do negócio. Mas os demais parceiros do projeto permaneceram, entre eles o ator Robert De Niro (“O Lado Bom da Vida”) e sua sócia na Tribeca Films Jane Rosenthal. Foram De Niro e Rosenthal que apresentaram o livro a Weinstein e o envolveram na adaptação há 17 anos. Após tantas reviravoltas, o filme orçado em US$ 125 milhões vai sair diretamente em streaming, tornando-se a produção mais cara já realizada para a plataforma Disney+ (Disney Plus). Veja abaixo o trailer feito pela Disney quando os planos ainda previam lançamento cinematográfico.












