Black-ish é renovada e ganha novo spin-off
A rede ABC encomendou a 6ª temporada da série de comédia “Black-ish”, que virá acompanhada de um novo spin-off, “Mixed-ish”. A série derivada é um prólogo passado nos anos 1980 e gira em torno da versão adolescente da matriarca da família Johnson. Interpretada por Tracee Ellis Ross na atração original, Rainbow será vivida por Arica Himmell (“Thanksgiving”) no spin-off. A comédia foi desenvolvida sem alarde e colocada silenciosamente em produção. A ideia inicial era plantar seu piloto num contexto de flashback durante a série original. O capítulo chegou a ser gravado e estava pronto para ir ao ar na próxima terça (7/5). Mas, com a encomenda direta de “Mixed-ish”, a transmissão foi adiada e agora só irá ao ar na véspera da estreia da nova série, com mudanças no elenco adulto. Em “Mixed-ish”, a jovem Bow vai relatar sua experiência como filha de uma família mestiça nos anos 1980 e os dilemas que seus pais enfrentaram ao se mudar de uma comunidade hippie, onde suas diferenças eram aceitas, para os subúrbios, numa época em que o conservadorismo ainda se opunha à mistura racial entre casais. A atração será o terceiro programa da franquia, que ainda inclui “Grown-ish”, no canal pago Freeform, sobre a vida universitária da filha mais velha dos Johnson, Zoey (Yara Shahidi). A série original gira em torno das preocupações do patriarca da família Johnson, um homem negro bem-sucedido (vivido por Anthony Anderson), que receia que seus quatro filhos estejam perdendo as referências da cultura negra por crescerem num bairro de brancos ricos. Atualmente assistida por 5,1 milhões de telespectadores ao vivo, a atração original criada por Kenya Barris (“Um Salão do Barulho 3”) tem 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Além disso, é uma grande fonte de rendimentos para o ABC Studios, que negocia suas reprises com os canais pagos BET, FX e o site de streaming Hulu. “Black-ish” foi indicada três vezes como Melhor Série de Comédia no Emmy e Tracee Ellis Ross venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz, por sua performance como a mãe sofredora da família. A nova temporada será a primeira sem participação ativa do criador Kenya Barris, que fechou contrato de exclusividade com a Netflix. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
On My Block é renovada para a 3ª temporada pela Netflix
A Netflix anunciou a renovação de “On My Block” para sua 3ª temporada. A novidade foi compartilhada nas redes sociais da plataforma. Veja abaixo a versão em português do anúncio. A confirmação da continuidade veio um mês após a estreia da 2ª temporada, disponibilizada em 29 de março. Embora o serviço de streaming não compartilhe dados de audiência, a série sobre adolescentes latinos que frequentam a mesma high school de Los Angeles aumentou sua aprovação entre a crítica com os episódios mais recentes, atingindo 100% no Rotten Tomatoes – após uma estreia com 95% de aprovação. A série é uma co-criação de Lauren Iungerich (criadora de “Awkward”), Eddie Gonzalez e Jeremy Haft (roteiristas de “All Eyez on Me”, cinebiografia de Tupac Shakur), e acompanha quatro amigos inteligentes e descolados, que enfrentam as dores, os sucessos e os desafios do Ensino Médio em um bairro latino da pesada. O elenco inclui Diego Tinoco (série “Teen Wolf”), Jason Genao (“The Get Down”), Jessica Marie Garcia (“Liv e Maddie”), Brett Gray (“Ardmore Junction”) e a estreante Sierra Capri. A série é a segunda produção de comédia latina da Netflix, após “One Day at a Time” (já cancelada), reforçando um segmento sub-representado no universo das séries americanas. Eu tô só o Jamal com essa notícia \o/ \o/ \o/ pic.twitter.com/zrvOXci3Nu — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) April 29, 2019
Black Monday: Série de Don Cheadle é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano Showtime anunciou a renovação de “Black Monday”, série de comédia estrelada por Don Cheadle (de “Vingadores: Ultimato”) para sua 2ª temporada. Criada pelos roteiristas-produtores Jordan Cahan (criador de “Champaign ILL”) e David Caspe (criador de “Happy Endings” e “Marry Me”), a série deve seu título ao dia 19 de outubro de 1987, que ficou conhecido como Black Monday (a segunda-feira negra) por registrar o pior crash da história da bolsa de valores de Nova York. Passada nesse período, a produção conta “como um grupo de forasteiros se infiltrou no clube dos colarinhos branco bem nascidos de Wall Street e acabou quebrando o maior sistema financeiro do mundo”. Ao lado do ator dos “Vingadores”, que volta a estrelar uma série de comédia após cinco temporadas de “House of Lies” (2012–2016) no mesmo canal, o elenco destaca Andrew Rannells (da série “Girls”) e Regina Hall (“Viagem das Garotas”). Para completar a equipe, a produção também inclui a dupla Seth Rogen e Evan Goldberg, responsáveis por séries de tom insano, como “Preacher”, “Future Man” e a vindoura “The Boys”. “‘Black Monday’ virou a grande comédia da ganância, do estilo, da música e do excesso dos anos 1980, mas também é um inteligente comentário social sobre essa época – e indiretamente, nossa era atual também”, disse Gary Levine, presidente da Showtime Entertainment, em comunicado. “Mal podemos esperar para ver o que a inspiração depravada de David e Jordan vão preparar na 2ª temporada”. Composta por 10 episódios, a 1ª temporada se encerrou há quase um mês, no dia 31 de março.
Vingadores: Ultimato faz História com estreia mundial de US$ 1,2 bilhão
“Vingadores: Ultimato” virou a maior estreia de cinema de todos os tempos. Como num estalar de dedos de Thanos, sua chegada nas telas reduziu todos os recordes possíveis a pó, arrecadando em seu primeiro fim de semana 1,2 bilhão em todo o mundo. Nenhuma projeção foi tão otimista quanto a realidade. Estimava-se como possibilidade a meta de US$ 1 bilhão, mas o quarto “Vingadores” foi além. Com o sucesso mundial, “Vingadores: Ultimato” se tornou o primeiro filme a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em apenas um fim de semana. O novo recorde foi atingido em cinco dias, considerando o lançamento na quarta-feira (24/4) nos primeiros mercados internacionais. Os recordes começaram a cair já no primeiro dia de exibição, como a maior bilheteria de 24 horas de vários países, incluindo China, Brasil, Estados Unidos e Canadá. A expectativa do mercado apontava que “Vingadores: Ultimato” poderia se tornar o primeiro filme a atingir US$ 300 milhões em sua estreia na América do Norte. E o lançamento acabou rendendo US$ 350M. O valor é quase US$ 100M maior que o recorde anterior, que pertencia justamente ao filme que o antecedeu na franquia – “Vingadores: Guerra Infinita” faturou “só” US$ 257,6M em sua abertura norte-americana. O mercado norte-americano foi responsável pelo principal faturamento, mas o chinês não ficou muito distante, com arrecadação de US$ 330,5M – que é outro recorde, como maior estreia na China. O valor total é tão elevado que já superara 17 das 21 produções da Marvel, incluindo “Capitã Marvel”. E ainda rendeu um efeito colateral inusitado. O interesse no filme fez com que o público voltasse ao cinema para rever “Capitã Marvel”, que reassumiu lugar de destaque no ranking, ocupando o 2º lugar neste fim de semana na América do Norte. O empurrão até ajudou o longa estrelado por Brie Larson a chegar a US$ 1,1 bilhão em sua bilheteria mundial e a superar “Mulher-Maravilha” no mercado doméstico – por US$ 1M de diferença. A estratégia da Disney para atingir esses resultados foi a mesma em todos os países, estabelecendo recordes de ocupação de salas. Isto aconteceu até na América do Norte, onde o longa chegou a 4,6 mil telas – a maior distribuição de todos os tempos. A diferença – em relação ao Brasil, por exemplo – é que o mercado norte-americano tem leis regulatórias que impedem multiplexes de exibirem apenas um filme. Com isso, a ocupação do filme no parque exibidor doméstico foi de “apenas” 10% (contra 80% neste país desgovernado). A saída para enfrentar a demanda foi exibir a produção de três horas de duração em horários alternativos, madrugada à dentro. A Disney comemorou o resultado com um comunicado elogiando o presidente da Marvel Studios. “Kevin Feige e a equipe da Marvel Studios continuam desafiando as noções sobre o que é possível no cinema, tanto em termos de narrativa quanto nas bilheterias”, diz o texto, assinado pelo presidente da Walt Disney Studios, Alan Horn. “Embora o ‘Ultimato’ esteja longe de ser um fim para o Universo Cinematográfico da Marvel, esses primeiros 22 filmes constituem uma grande conquista, e o sucesso monumental deste final de semana é um testemunho da riqueza do mundo que eles imaginaram, do talento envolvido e de sua paixão coletiva, igualada apenas pelo entusiasmo irreprimível dos fãs de todo o mundo”. Dá para apostar que, diante desse fenômeno, a Disney vai querer mais filmes dos Vingadores. Especialmente se “Ultimato” seguir nesse ritmo e superar os US$ 2,7 bilhões de “Avatar”, consagrando-se como a maior bilheteria de todos os tempos. Projeções sugerem que é possível. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Vingadores: Ultimato Fim de semana: US$ 350M Total EUA e Canadá: US$ 350M Total Mundo: US$ 1,2B 2. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 8M Total EUA e Canadá: US$ 413,5M Total Mundo: US$ US$ 1,1B 3. A Maldição da Chorona Fim de semana: US$ 7,3M Total EUA e Canadá: US$ 41,2M Total Mundo: US$ 86,9M 4. Superação: O Milagre da Fé Fim de semana: US$ 6,3M Total EUA e Canadá: US$ 26,1M Total Mundo: US$ 33,7M 5. Shazam! Fim de semana: US$ 5,5M Total EUA e Canadá: US$ 131,1M Total Mundo: US$ 346,3M 6. A Chefinha Fim de semana: US$ 3,4M Total EUA e Canadá: US$ 35,8M Total Mundo: US$ 42,4M 7. Dumbo Fim de semana: US$ 3,2M Total EUA e Canadá: US$ 107M Total Mundo: US$ 327,6M 8. Cemitério Maldito Fim de semana: US$ 1,2M Total EUA e Canadá: US$ 52,6M Total Mundo: US$ 102,3M 9. Nós Fim de semana: US$ 1,1M Total EUA e Canadá: US$ 172,8M Total Mundo: US$ 249,4M 10. Pinguins Fim de semana: US$ 1M Total EUA e Canadá: US$ 5,7M Total Mundo: US$ US$ 5,7M
Wrecked é cancelada após três temporadas
O canal pago americano TBS anunciou o cancelamento da série “Wrecked” após três temporadas. A comédia sobre um grupo de sobreviventes de um acidente de avião que passam a viver em uma ilha deserta foi um sucesso em sua estreia em 2016, graças a comparações com “Lost”, mas perdeu audiência nos anos seguintes. O programa concluiu a sua 3ª temporada em outubro do ano passado e, desde então, aguardava uma decisão do canal sobre seu destino. Criada pelos irmãos Jordan e Justin Shipley (roteiristas de “Deadbeat”), a série trazia em seu elenco Brian Sacca (“O Lobo de Wall Street”), Zach Cregger (“About a Boy”), Asif Ali (“Mr. Robinson”), Ally Maki (“Manto e Adaga”), Rhys Darby (“Medidas Desesperadas”), Will Greenberg (“Halt & Catch Fire”), Brooke Dillman (“The Middle”) e Jessica Lowe (“Feliz Aniversário de Casamento”).
Santa Clarita Diet é cancelada após três temporadas
A Netflix cancelou “Santa Clarita Diet”, a série de comédia em que Drew Barrymore era uma mãe suburbana zumbi, um mês depois da estreia de sua 3ª temporada. O cancelamento confirma uma padrão adotado pela plataforma, que faz com que a duração de suas séries seja de três temporadas. São raras as produções que conseguem renovação para o quarto ano de produção no serviço de streaming. Criada por Victor Fresco (série “Better Off Ted”), “Santa Clarita Diet” acompanhava um casal de corretores imobiliários que tem sua vida suburbana perfeita colocada em cheque por um vírus zumbi. Quando a mulher começa a manifestar desejos carnais, em mais de um sentido, o marido se esforça para manter as aparências. O elenco incluía Timothy Olyphant (série “Justified”) como o marido de Barrymore, Liv Hewson (série “Dramaworld”) como a filha do casal e Skyler Gisondo (“Férias Frustradas”) como o nerd adolescente que quer fazer parte da família. O cancelamento foi confirmado em um comunicado. “Tal como o nosso público, apostamos tudo em Sheila e Joel. O relacionamento deles, diante de uma incrível adversidade, foi inspirador de se criar e de assistir. E, na maior parte do tempo, eles eram engraçados, o que é importante em uma comédia”, escreveram Victor Fresco e a produtora Tracy Katsky na despedida. “Sentiremos falta da série, mas estamos orgulhosos do trabalho que fizemos e sempre apreciaremos o amor e o entusiasmo que sentimos em nosso público. Se dependesse deles, Sheila e Joel continuariam por mais 10 mil anos”, finalizaram. A Netflix também divulgou um comunicado oficial de cancelamento da série em que agradeceu aos criadores e exaltou a criatividade da série.
Adam Sandler e Jennifer Aniston são suspeitos de assassinato em trailer de comédia
A Netflix divulgou o trailer legendado de “Mistério no Mediterrâneo” (“Murder Mistery), comédia que volta a juntar Adam Sandler e Jennifer Aniston após o sucesso da dupla em “Esposa de Mentirinha” (2011). No elenco estão também Luke Evans (“Velozes e Furiosos 6”), Gemma Arterton (“Aposta Máxima”) e o veterano Terence Stamp (“O Lar das Crianças Peculiares”). Com roteiro de James Vanderbit (“O Espetacular Homem-Aranha”) e direção de Kyle Newacheck (“Perda Total”), o filme segue um policial de Nova York (Sandler) e sua mulher (Anniston), que, durante uma viagem de férias pela Europa, são convidados a embarcar no iate de um milionário e acabam virando suspeitos de um assassinato. A partir daí, eles tentam descobrir o verdadeiro assassino. A estreia está prevista para 14 de junho na Netflix.
Novo trailer de Homens de Preto – Internacional destaca história da agente M
A Sony divulgou novos pôsteres e o segundo trailer legendado de “MIB: Homens de Preto – Internacional”, que destaca a história da agente M, vivida por Tessa Thompson. O filme retoma a franquia de sucesso dos anos 1990, acompanhando a divisão dos Homens de Preto de Londres. E em vez de Tommy Lee Jones e Will Smith como os agentes K e J, a continuação volta a reunir os astros de “Thor: Ragnarok”, Chris Hemsworth e Tessa Thompson, como os agentes H e M. O elenco também conta com as participações de Liam Neeson (“Busca Frenética”) e Emma Thompson. E ela é a única intérprete que já apareceu na franquia, em “MIB: Homens de Preto 3” (2013). Com direção de F. Gary Gray (“Velozes e Furiosos 8”), a continuação/spin-off estreia em 13 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Sabrina Sato vai enfrentar zumbis em série brasileira da Netflix
A Netflix anunciou a produção de “Reality Z”, sua primeira série brasileira sobre zumbis. O anúncio foi feito em um vídeo com a presença da apresentadora Sabrina Sato (“O Concurso”) e Ted Sarandos, o diretor de conteúdo da plataforma. No vídeo, Sabrina se entusiasma ao dizer que vai estrelar uma série sobre um reality show fictício. Com a experiência de quem participou do Big Brother Brasil, ela vai viver a apresentadora do programa da ficção. Mas no meio da conversa ameaça desistir, porque descobre que a série terá zumbis e ela tem medo. “O nome da série é ‘Reality Z’, o que você acha que o Z significa”?, pergunta o executivo. Veja abaixo. A ideia não é nova. A premissa é um remake de “Dead Set”, minissérie britânica de 2008 concebida por ninguém menos que Charlie Brooker, o criador de “Black Mirror”. A diferença é que a produção original usava os cenários, o nome, a apresentadora (Davina McCall), o narrador oficial (Marcus Bentley) e até concorrentes do Big Brother inglês real, levando a metalinguagem ao limite. Na trama, os integrantes da casa de estúdio ignoravam completamente que um surto zumbi estava causando o fim do mundo do lado de fora de seu isolamento. Até ser tarde demais. A Netflix não pode usar o nome do “Big Brother Brasil”, que está licenciado para a Globo, mas a participação de Sabrina permite uma ligação com o reality. Serão cinco episódios, que vão acompanhar os bastidores um programa chamado “Olimpo, A Casa dos Deuses”, durante uma noite de paredão. Em plena gravação, o estúdio se torna um abrigo para quem busca salvação do caos que tomou conta do Rio de Janeiro, após a proliferação de zumbis. O elenco inclui Guilherme Weber (“O Negócio”), Jesus Luz (“Aquele Beijo”), Ana Hartmann (“Me Chama de Bruna”), Emilio de Mello (“Psi”), Carla Ribas (“Casa de Alice”), Luellem de Castro (“Malhação”) e Ravel Andrade (“Sessão de Terapia”). A adaptação está a cargo de Cláudio Torres (“A Mulher Invisível”, “O Homem do Futuro”), que além de assinar os roteiros com João Costa, vai compartilhar a direção com Rodrigo Monte (“Magnífica 70”). A produção é da Conspiração Filmes. “Reality Z” ainda não previsão de estreia.
As Trapaceiras: Novo trailer da comédia de Anne Hathaway e Rebel Wilson faz piada com os Vingadores
A MGM divulgou um novo trailer da comédia “As Trapaceiras” (The Hustle), estrelada por Anne Hathaway (“Oito Mulheres e um Segredo”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”). E a prévia começa fazendo piada com os Vingadores (Avengers). O detalhe é que a piada dos “Revengers” já foi feita pela própria Marvel, de forma mais engraçada, em “Thor: Ragnarok”. O filme é uma versão feminina da comédia “Os Safados”, de 1988, que reunia Steve Martin e Michael Caine como dois trambiqueiros na Riviera Francesa. Enquanto o inglês Caine era sofisticado e seduzia milionárias de classe para seus golpes, o americano Martin era um vigarista folgado e sem sofisticação, que usava a lábia para se dar bem. No remake, Hathaway ensina Wilson a se tornar mais refinada, após um encontro casual. E logo vão da união à competição para roubar a fortuna de um ingênuo milionário do Vale do Silício. “As Trapaceiras” tem direção do galês Chris Addison, que faz sua estreia como diretor de cinema após comandar episódios da série “Veep”, atuar em “Doctor Who” e criar a série britânica “Trying Again”. O roteiro é de Jac Schaeffer, que está escrevendo o futuro filme solo da “Viúva Negra”. A estreia está marcada para 10 de maio nos Estados Unidos e apenas 25 de julho no Brasil.
HBO encomenda série espacial do criador de Veep
A HBO oficializou a produção de “Avenue 5”, nova série de comédia de Armando Iannucci, criador do sucesso “Veep” – que vai se encerrar na atual temporada. A trama se passa no futuro e acompanhará as aventuras do Capitão Ryan Clark, da nave Avenue 5, que dá título à produção. O personagem será interpretado por Hugh Laurie, que viveu os papéis-títulos das séries “House” e da recém-cancelada “Chance”. O papel marcará uma nova parceria entre o ator e o produtor. Laurie teve participação recorrente em “Veep”, aparecendo em 15 episódios entre a 4ª e a 6ª temporada da série. Adicionalmente, o ator também vai estrelar no próximo filme de Iannucci, “The Personal History of David Copperfield”, atualmente em pós-produção. O elenco também inclui Josh Gad (“A Bela e a Fera”), Zach Woods (“Silicon Valley”), Nikki Amuka-Bird (“Hard Sun”), Rebecca Front (“Transformers: O Último Cavaleiro”), Lenora Crichlow (“Deception”), Suzy Nakamura (“Dr. Ken”) e Ethan Phillips (“12 Horas para Sobreviver: O Ano da Eleição”). A série deve estrear em 2020.
Vidas Duplas empolga com internet, livros, filmes e amantes
Os filmes anteriores do diretor francês Olivier Assayas, “Acima das Nuvens” (2014) e “Personal Shopper” (2016), são bastante ambiciosos na forma. Por isso, “Vidas Duplas” (2018) parece um trabalho menor e menos desafiador, semelhante talvez a “Horas de Verão” (2008), outra obra sobre pessoas conversando sobre comportamento, mudanças no cenário político e social e relacionamentos. É como se o cineasta estivesse descansando um pouco enquanto prepara outra obra-prima. Mas engana-se quem subestima “Vidas Duplas”, que encanta não apenas por trazer um elenco muito talentoso, mas por colocar nas bocas de seus personagens falas tão inteligentes e sensíveis que fazem com que eles se materializem em criaturas reais. O que dizer, por exemplo, de Vincent Macaigne, que brilha como o romancista Léonard Spiegel, um homem inseguro que coloca todos os seus dramas e relacionamentos em suas obras literárias? Os momentos em que ele se mostra especialmente deprimido, ao lado do editor vivido por Guillaume Canet, da amante vivida por Juliette Binoche ou da esposa interpretada por Nora Hamzavi, são pontos altos de um filme cheio de pontos altos. As cenas envolvendo Macaigne, uma espécie de coração do filme, tornam-se grandes por serem mais relacionadas a discussões da vida real, de problemas ligados a relacionamentos. Os outros personagens se tornam menos sensíveis por discutirem assuntos do mundo contemporâneo, como o fim ou não do livro de papel, a diminuição do número de leitores de livros, a popularização dos audio-books etc. E o filme faz isso dando nomes aos bois: Facebook, YouTube, Kindle, Twitter. Todo esse filosofar sobre o mercado editorial também vem acompanhado por discussões acerca da natureza autobiográfica da arte e de sua imunidade a essas mudanças. Assayas, que havia trazido à tona um debate bem interessante sobre os blockbusters em “Acima das Nuvens”, mostra-se agora tão entusiasmado com a discussão sobre a revolução trazida pela internet que chega a contagiar. E no debate, há espaço tanto para Adorno quanto para Taylor Swift, para “A Fita Branca” e “Star Wars: O Despertar da Força”. Falando nesses dois filmes, um dos momentos mais engraçados de “Vidas Duplas” envolve sexo oral durante a sessão de um dos filmes e o modo como isso é contado em um romance. Sim, há o cuidado para não cansar o espectador com tanta discussão sobre internet e mercado editorial, já que a ciranda de amores dos personagens se tornam tão ou mais importantes do que o debate. Quase todos no filme têm um(a) amante e isso é outra coisa que diverte: a cumplicidade do público com os personagens. Ao final, a sensação de bem-estar faz com que gostemos tanto do filme, de seus personagens tão vivos, de suas discussões tão empolgantes, que o sentimento de gratidão pelo diretor e por todo o elenco se torna inevitável.
A Maldição da Chorona estreia em 1º lugar na América do Norte
Em plena Páscoa, uma praga fez sucesso nos cinemas norte-americanos. “A Maldição da Chorona” estreou em 1º lugar neste fim de semana nos Estados Unidos e Canadá. Com US$ 26,5M (milhões), liderou as bilheterias, mas não virou uma praga bíblica, já que teve um dos faturamentos mais fracos do chamado “universo Invocação do Mal”. A produção não contou com aval da crítica. Na verdade, só não teve a pior avaliação entre os filmes produzidos por James Wan porque “A Freira” o precedeu. Mesmo assim, foi considerado podre com 32% de aprovação no site Rotten Tomatoes – “A Freira” é podríssima, com 26%. O mercado internacional adicionou mais US$ 30M ao lançamento, gerando ao todo US$ 56,5M para os cofres da Warner. Isto significa que o filme, orçado em US$ 9 milhões, deu lucro na estreia. A Warner comemorou dobradinha no ranking, com “Shazam!” no 2º lugar em sua terceira semana em cartaz. Orçado em US$ 100M, o filme do super-herói da DC Comics atingiu US$ 121,3M no mercado doméstico e já tem US$ 322,8M em todo o mundo. O 3º lugar ficou com a segunda estreia da semana, o drama evangélico “Superação: O Milagre da Fé”, que no Brasil ficou conhecido como “o filme do Bolsonaro”. Fez US$ 11,1M em sua estreia, mais do que costumam render as produções que botam “fé” no título. O fato de ser o principal lançamento religioso da Páscoa na América do Norte, somado à presença da atriz Chrissy Metz, da série-fenômeno “This Is Us”, ajudou sua decolagem. A semana só teve dois lançamentos amplos, nenhum deles superprodução, diante da expectativa causada pelo calendário da semana que vem – a estreia de “Vingadores: Ultimato”, que deve bater todos os recordes. De resto, vale registrar uma façanha rara no ranking: dois títulos subiram posições em relação à semana passada. Na espera por “Vingadores”, “Capitã Marvel” escalou do 6º para o 4º lugar e atingiu número redondo nas bilheterias norte-americanas: US$ 400M – já são mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo. E a animação “O Elo Perdido”, que estreou em 9º na semana passada, atingiu o 8º. Como consolo, ela superou o candidato frustrado a blockbuster “Hellboy”, que despencou para o 10º lugar em sua segunda semana, consagrando-se como um dos maiores fiascos de 2019. Confira abaixo os demais rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. A Maldição da Chorona Fim de semana: US$ 26,5M Total EUA e Canadá: US$ 26,5M Total Mundo: US$ 56,5M 2. Shazam! Fim de semana: US$ 17,3M Total EUA e Canadá: US$ 121,3M Total Mundo: US$ 322,8M 3. Superação: O Milagre da Fé Fim de semana: US$ 11,1M Total EUA e Canadá: US$ 11,1M Total Mundo: US$ 20,5M 4. Capitã Marvel Fim de semana: US$ 9,1M Total EUA e Canadá: US$ 400M Total Mundo: US$ 1B 5. A Chefinha Fim de semana: US$ 8,4M Total EUA e Canadá: US$ 29,3M Total Mundo: US$ 34,1M 6. Dumbo Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 101,2M Total Mundo: US$ 307,8M 7. Cemitério Maldito Fim de semana: US$ 4,8M Total EUA e Canadá: US$ 49,5M Total Mundo: US$ 95,6M 8. O Elo Perdido Fim de semana: US$ 4,3M Total EUA e Canadá: US$ 12,9M Total Mundo: US$ 12,9M 9. Nós Fim de semana: US$ 4,2M Total EUA e Canadá: US$ 170,4M Total Mundo: US$ 245,7M 10. Hellboy Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA e Canadá: US$ 19,6M Total Mundo: US$ US$ 19,6M












