Trailer e vídeo de entrevistas revelam cenas divertidas do novo Shaft
A Warner divulgou um novo trailer e um vídeo com entrevistas do elenco de “Shaft”, novo reboot da franquia dos anos 1970, que retorna como comédia de ação. As prévias são bastante divertidas e cheias de tiros. Inclusive, uma das melhores cenas combina piada e tiros, mostrando a reação indignada de Samuel L. Jackson ao ser comparado com o “Morfeus de ‘Matrix'”. “Cansei dessas comparações com Laurence Fishburne. Esta m* já deu”, ele diz. O clima lembra o tipo de filme que se fazia nos anos 1980, época de “Um Tira da Pesada”, “Tocaia” e “48 Horas”. Mas o mais curioso é que a trama leva em consideração os filmes anteriores de “Shaft”, todos muito sérios, reunindo os intérpretes do passado como se fossem integrantes de uma mesma família. Os Shafts são o vovô Richard Roundtree (que estrelou o primeiro “Shaft” de 1971), o pai Samuel L. Jackson (do reboot de 2000) e o jovem Jessie T. Usher (de “Independence Day: O Ressurgimento”), que coloca o legado “durão” da família em risco por se vestir mal, não parecer gostar de “pussy” (a piada homofóbica está no trailer) e ser pouco convincente como policial. O detetive John Shaft surgiu em 1971 em um filme dirigido por Gordon Parks, contratado por um chefão do crime para resgatar sua filha sequestrada. O filme e sua trilha antológica, assinada por Isaac Hayes, fizeram enorme sucesso e inspiraram duas continuações, além de uma série, todas estreladas por Roundtree na primeira metade dos anos 1970. A franquia foi retomada com direção do recém-falecido John Singleton com muito mais ação e violência em 2000. Mas agora virou comédia, com roteiro de Kenya Barris (criador da série “Black-ish”) e Alex Barnow (roteirista da série “The Goldbergs”), e direção de Tim Story, responsável pelas franquias “Pense como Eles” e “Policial em Apuros” – e dois “Quarteto Fantástico”. Além de três gerações de Shafts, o bom elenco também inclui Regina Hall (“Viagem das Garotas”), Alexandra Shipp (“X-Men: Apocalipse”), Avan Jogia (“Ghost War”), Matt Lauria (“Kingdom”), Luna Lauren Velez (“Dexter”), Method Man (“The Deuce”) e Isaach De Bankolé (“Pantera Negra”). A estreia está marcada para a próxima sexta (14/6) nos Estados Unidos. Mas o mercado de cinema do Brasil tem enorme dificuldade para encontrar data de lançamento para produções estreladas apenas por atores negros. Isto significa que não há previsão para o país.
Sigourney Weaver confirma participação no novo Caça-Fantasmas
A atriz Sigourney Weaver confirmou que vai voltar para a franquia “Os Caça-Fantasmas” como sua personagem do primeiro filme, Dana Barrett. Em entrevista para a revista Parade, ela revelou que já assinou contrato para participar do próximo capítulo da saga e ainda acrescentou: “Vai ser uma loucura trabalhar com esses caras novamente!” Até o momento, não há palavra oficial sobre os retornos de Dan Aykroyd, Bill Murray e Ernie Hudson, mas a declaração da atriz indica que é exatamente isso que vai acontecer. Embora não tenha confirmado o elenco original, a produção oficializou a contratação de Carrie Coon (“The Leftovers”), Finn Wolfhard (“Stranger Things”) e Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”). Mas tudo o que vazou desse elenco é que Coon viverá uma mãe solteira. Não há maiores detalhes da trama, mas o filme está a cargo do cineasta Jason Reitman (“Tully”), filho de Ivan Reitman, diretor dos dois primeiros “Caça-Fantasmas” – e que atuou, ainda criança, em “Os Caça-Fantasmas II”, de 1989. Ao anunciar a produção, ele disse que tinha “muito respeito” pelo reboot recente do diretor Paul Feig, realizado com novo elenco feminino, mas a sua versão “seguirá a trajetória do filme original”. Ou seja, será uma continuação de “Os Caça-Fantasmas II”. Reitman também coescreveu o roteiro, ao lado de Gil Kenan (“A Casa Monstro”). A estreia está marcada para 10 de julho de 2020.
Vídeo revela que Sergio Mallandro entrou em MIB: Homens de Preto – Internacional
Sérgio Mallandro é de outro mundo. Literalmente, segundo o marketing de “MIB: Homens de Preto – Internacional”. O comediante aparece no novo vídeo do longa. A participação é ao estilo dos comerciais da Netflix, em que celebridades locais aparecem “contracenando” (via montagem) com o elenco das produções, como se fizessem parte da trama original. A Sony Pictures, porém, pretende levar essa ação a um novo limite, incluindo diferentes inserções de famosidades regionais no filme de verdade. Assim, cada país receberá uma versão customizada do longa com a participação que merece. Nos EUA, o filme tem sido divulgado com astros de basquete. No Brasil, o público terá o alienígena que fala bilu-tetéia como brinde. O vídeo abaixo já mostra Mallandro infiltrado na agência dos Homens de Preto para sabotá-la. Este, por sinal, é realmente um dos detalhes da trama, que vai lidar com um traidor (ou traidores). As inserções (se não for blefe) também ajudariam a explicar porque o filme se chama “MIB: Homens de Preto – Internacional”, já que as prévias anteriores mostraram apenas a divisão dos Homens de Preto de Londres. O filme retoma a franquia de sucesso dos anos 1990, mas em vez de Tommy Lee Jones e Will Smith como os agentes K e J, a continuação reúne os astros de “Thor: Ragnarok”, Chris Hemsworth e Tessa Thompson, como os agentes H e M. O elenco também conta com as participações de Liam Neeson (“Busca Frenética”) e Emma Thompson. E ela é a única intérprete que já apareceu na franquia, em “”MIB: Homens de Preto 3” (2013). Com direção de F. Gary Gray (“Straight Outta Compton”), a continuação/spin-off/reboot/mutação/frankenstein estreia em 13 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Novo comercial dublado de Homens de Preto brinca com referência de Thor
A Sony divulgou um novo comercial dublado em português de “MIB: Homens de Preto – Internacional”, que destaca uma brincadeira com o tamanho do martelo de “Thor”. A prévia mostra Chris Hemsworth atirando um pequeno martelo num alienígena, sem conseguir causar nenhum dano. Outra curiosidade descortinada pela prévia é o tom histérico da dublagem brasileira. Todos os personagens têm voz empostada, com mais intensidade e volume que as versões originais, ao mesmo tempo em que perdem nuances e timing de comédia. Compare abaixo. O filme retoma a franquia de sucesso dos anos 1990, acompanhando a divisão dos Homens de Preto de Londres. E em vez de Tommy Lee Jones e Will Smith como os agentes K e J, a continuação reúne os astros de “Thor: Ragnarok”, Chris Hemsworth e Tessa Thompson, como os agentes H e M. O elenco também conta com as participações de Liam Neeson (“Busca Frenética”) e Emma Thompson. E ela é a única intérprete que já apareceu na franquia, em “”MIB: Homens de Preto 3” (2013). Com direção de F. Gary Gray (“Straight Outta Compton”), a continuação/spin-off/reboot/mutação estreia em 13 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Shippados: Nova série de comédia dos criadores de Os Normais ganha primeiro trailer
A Globoplay divulgou o primeiro trailer de “Shippados”, nova série de comédia de Alexandre Machado e Fernanda Young, os criadores de “Os Normais”. Estrelada por Tatá Werneck (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”) e Eduardo Sterblitch (“Os Penetras”), a atração retoma o tema dos problemas de um casal, como na série clássica da Globo. A diferença é que será lançada diretamente em streaming e abordará relacionamentos na era dos aplicativos. Na trama, Rita (Tatá Werneck) é uma funcionária de um supermercado que também é YouTuber e está sempre em busca de um namorado através de um aplicativo de relacionamentos. Depois de um encontro ruim, ela conhece Enzo (Eduardo Sterblitch) e os dois descobrem que têm muitas coisas em comum, como o azar no amor e os problemas com os aplicativos de namoro. A prévia ainda destaca outro casal, que chama atenção pelo nudismo. Clarice Falcão (“Desculpe o Transtorno”) e Luis Lobianco (“Porta dos Fundos: Contrato Vitalício”) vão aparecer na série sempre pelados. Júlia Rabello (“Alguém Como Eu”) e Rafael Quiroga (“Meu Passado Me Condena: O Filme”) também estão no elenco. Todos os episódios da 1ª temporada serão disponibilizados em 7 de junho em streaming.
3ª temporada de Divorce ganha primeiro teaser e data de estreia
A HBO divulgou o trailer da 3ª temporada de “Divorce”, que anuncia a data de estreia dos novos episódios. Criada por Sharon Horgan (série “Pulling”), a série retorna no dia 1º de julho com novos capítulos sobre as desventuras de um ex-casal divorciado, vivido por Sarah Jessica Parker (“Não Sei Como Ela Consegue”) e Thomas Haden Church (“Compramos um Zoológico”). A produção marca a volta de Parker para a HBO, mais de uma década após o fim de “Sex and the City”. O elenco também inclui Molly Shannon (série “Enlightened”), Talia Balsam (série “Mad Men”), Sterling Jerins (“Inovocação do Mal 2”) e Tracy Letts (série “Homeland”). Além destes, Becki Newton (“Ugly Betty”), introduzida como intérprete recorrente na 2ª temporada, integrará o elenco fixo dos próximos episódios.
Comerciais dublados do novo Homens de Preto evidenciam tradução confusa
A Sony divulgou três comerciais dublados em português de “MIB: Homens de Preto – Internacional”, que destacam os protagonistas e alguns alienígenas da trama. As prévias mostram principalmente como é bom ver filme legendado, mas também evidenciam a confusão dos tradutores em relação ao nome da agência em que os personagens trabalham. Na maioria das vezes, ela é chamada de MIB (que é sigla de Men in Black, sem tradução), mas há descuidos que fazem o nome da agência virar “a Homens de Preto” (Men in Black em português) no meio de uma conversa, sem nenhum contexto para a diferença de denominações. O filme retoma a franquia de sucesso dos anos 1990, acompanhando a divisão dos Homens de Preto (ou seria MIB?) de Londres. E em vez de Tommy Lee Jones e Will Smith como os agentes K e J, a continuação volta a reunir os astros de “Thor: Ragnarok”, Chris Hemsworth e Tessa Thompson, como os agentes H e M. Na trama, Thor e Valquíria enfrentam skrulls. Péraí… Ah, skrulls com outro nome! O elenco também conta com as participações de Liam Neeson (“Busca Frenética”) e Emma Thompson. E ela é a única intérprete que já apareceu na franquia, em “”MIB: Homens de Preto 3” (2013). Com direção de F. Gary Gray (“Straight Outta Compton”), a continuação/spin-off/reboot/mutação estreia em 13 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Ambos no planeta Terra.
Os Mortos Não Morrem: Filme de zumbis que abriu o Festival de Cannes ganha novo trailer
A Focus Features divulgou uma coleção de pôsteres e o segundo trailer de “Os Mortos Não Morrem” (The Dead Don’t Die), o filme de zumbis de Jim Jarmusch que abriu o Festival de Cannes deste ano. Depois de filmar vampiros em “Amantes Eternos” (2013), o veterano cineasta indie aprofunda sua fase horrorosa com zumbis, que saem dos cemitérios e necrotérios para atacar uma cidadezinha indefesa. O vídeo chega a lembrar “Zumbilândia” em suas lições sobre como matar quem já está morto. O elenco reúne diversos atores com quem Jarmusch trabalhou ao longo dos anos. Bill Murray (“Flores Partidas”), Adam Driver (“Paterson”) e Chloë Sevigny (também de “Flores Partidas”) vivem os policiais que precisam lidar com a situação, enquanto Tilda Swinton (“Amantes Eternos”) emula Michonne, como uma espadachim pronta para usar sua técnica samurai em mortos-vivos. O elenco ainda destaca Selena Gomez como uma adolescente em apuros e Iggy Pop como um dos zumbis canibais, o rapper RZA (do Wu Tang Clan) e até o cantor Tom Waits, que Jarmusch dirigiu no começo da carreira (em “Daunbailó”, de 1986). A estreia comercial está marcada para 14 de junho nos Estados Unidos e um mês depois, em 11 de julho, no Brasil.
Amazon cancela The Tick após duas temporadas
A Amazon cancelou a série “The Tick” após duas temporadas. A revelação foi feita pelo criador do herói e da série, Ben Edlund, em seu Twitter. “Lamento informar que a Amazon optou por não prosseguir com ‘The Tick’, mas não me desculpo por amar esse programa, o elenco, a história e sua mensagem. O destino exige que eu e meus compatriotas procuremos agora um novo lar para a série”, ele escreveu. “The Tick” contava com Peter Serafinowicz (“Guardiões da Galáxia”) no papel do super-herói azulão, e Griffin Newman (da série “Vinyl”) como seu ajudante Arthur Everest, um contador sem nenhum tipo de superpoder. Personagem de quadrinhos, o Tick surgiu em 1988 num gibi independente, escrito e desenhado pelo jovem Ben Edlund, então com 20 anos de idade. O personagem, que se disfarça de carrapato azul, foi concebido como uma paródia das histórias de super-heróis, e em suas aventuras enfrentava os mais diferentes vilões, sempre de forma atrapalhada. Fez tanto sucesso que ganhou uma versão animada em 1994. A atração durou três temporadas e é reprisada até hoje. Mas o personagem também já teve uma série anterior com atores reais, estrelada por Patrick Warburton (série “Rules of Engagement”), que não passou da 1ª temporada em 2001.
Mixed-ish: Novo spin-off de Black-ish ganha primeiro trailer
A rede ABC divulgou o primeiro trailer de “Mixed-ish”, série que fará parte da programação da próxima temporada. A produção é um spin-off de “Black-ish” e acompanha a versão adolescente da matriarca da família Johnson. Não bastasse o preconceito racial que ela e os dois irmãos caçulas sofrem por serem filhos mestiços (daí vem o termo mixed) de pai branco e mãe negra, elas ainda foram criadas numa comunidade hippie, sem nenhum preparação para enfrentar os desafios de uma escola cheia de crianças malvadas. Interpretada por Tracee Ellis Ross na atração original, Rainbow será vivida por Arica Himmell (“Thanksgiving”) no spin-off, que mantém elevada a quantidade de sitcoms nostálgicos do canal. A série se junta à “The Goldbergs”, também passada nos anos 1980, “Schooled” e “Fresh Off the Boat”, situadas na década de 1990, e substitui a cancelada “The Kids Are Alright”, centrada nos anos 1970. A comédia foi desenvolvida sem alarde e colocada silenciosamente em produção. A ideia inicial era plantar seu piloto num contexto de flashback durante a série original. O capítulo chegou a ser gravado e estava pronto para ir ao ar no início de maio. Mas, com a encomenda direta de “Mixed-ish”, a transmissão foi adiada e agora só irá ao ar na véspera da estreia da nova série, com mudanças no elenco adulto. A atração será o terceiro programa da franquia, que ainda inclui “Grown-ish”, no canal pago Freeform, sobre a vida universitária da filha mais velha dos Johnson, Zoey (Yara Shahidi). Criada por Kenya Barris, mentor do universo “Black-ish”, “Mixed-ish” também destaca em seu elenco as crianças Mykal-Michelle Harris (“Big Little Lies”) e o estreante Ethan William Childress, que darão vida aos irmãos de Bow, interpretados em suas versões adultas por Rashida Jones e Daveed Diggs. Também estão confirmadas Tika Sumpter (“Policial em Apuros”) e Christina Anthony (“Dog Moms”), mas os intérpretes brancos devem mudar.
Série Eu, Tu e Ela vai acabar na 5ª temporada
O canal pago americano Audience Network revelou que a série de comédia “You Me Her”, sobre um relacionamento a três, vai acabar em sua 5ª temporada. A atração é disponibilizada no Brasil pela Netflix com o título “Eu, Tu e Ela”. Desenvolvida por John Scott Shepherd (criador de “Save Me”), a série é uma comédia romântica com um ingrediente a mais: uma terceira pessoa. Mas o que parece feito para rir acaba rendendo uma reflexão sobre se um relacionamento a três pode realmente funcionar. Na série, Emma e Jack, casados há anos, enfrentam um período de marasmo no relacionamento. É quando entra em cena Izzy, uma estudante de pós-graduação que oferece aos dois um serviço de “acompanhante” e o mais improvável acontece: tanto Jack quanto Emma apaixonam-se por ela – e são correspondidos. Assim começa a história “poliamorosa”, que rendeu ao menos cinco anos de felicidade para todos os envolvidos. “You Me Her” é estrelada por Greg Poehler (irmão de Amy Poehler e astro-criador da série “Welcome to Sweden”), Rachel Blanchard (da série “Fargo”) e Priscilla Faia (série “Rookie Blue”). A 4ª temporada começou a ser exibida em 8 de abril nos Estados Unidos e ainda não há previsão para a estreia dos episódios finais.
Doris Day (1922 – 2019)
A lendária atriz Doris Day, que estrelou dezenas de comédias clássicas, morreu nesta segunda (13/5) em sua casa, em Carmel Valley, na Califórnia, cercada por amigos. No último dia 3 de abril, ela havia completado 97 anos. “Ela estava com saúde física excelente para sua idade, até recentemente contrair um caso sério de pneumonia”, informou um comunicado da fundação Doris Days, que a atriz criou para defender animais. Uma das estrelas de cinema mais adoradas de todos os tempos, Doris Day ficou marcada por papéis sempre otimistas e pelo charme inocente. Daí, veio seu apelido de “A Rainha Virgem”, pela pureza de seus papéis. Mas ela também era referida como “A Garota da Vizinhança”, por representar mulheres trabalhadoras nas telas, e não beldades glamourosas. Nascida Mary Ann Von Kappelhoff, Doris era filha de um músico talentoso e professor de canto, mas sonhava em seguir carreira como dançarina. O destino lhe reservou outro caminho. Aos 12 anos, ela se envolveu em um acidente de carro quase fatal e passou muitos meses entrando e saindo de hospitais, interrompendo sua vontade de dançar. Durante sua convalescença, ela começou a cantar, logo se apresentando no rádio e em clubes com um nome artístico emprestado de sua música favorita, “Day by Day”. Doris não demorou a se destacar como cantora, atraindo a atenção dos músicos Bob Crosby (irmão de Bing) e Les Brown. Ela excursionou o país por cerca de oito anos com cantora de big bang e, aos 23 anos, gravou seu primeiro grande hit com Brown, “Sentimental Journey”. A canção se tornou uma das favoritas dos soldados americanos durante a 2ª Guerra Mundial e atingiu o 1º lugar nas paradas de sucesso em 1945. Sua carreira musical acabaria ofuscada pela cinematográfica, mas ela recebeu reconhecimento com um Grammy especial por sua discografia em 2008. A transição para o cinema aconteceu em 1948, quando foi convidada a fazer um teste para a Warner Bros. O diretor Michael Curtiz ficou tão impressionado que a escolheu como substituta de última hora de Betty Hutton no musical “Romance em Alto-Mar” (1948). O sucesso da produção a transformou em estrela de Hollywood, levando-o a filmar em média três títulos por ano. Já em seu quinto filme, “No, No, Nanette” (1950), seu nome passou a ter o maior destaque nos cartazes. Além disso, seu par romântico naquele longa, Gordon McRae, se tornou seu primeiro grande parceiro nas telas. Os dois contracenaram em mais quatro produções. Ela era uma artista completa, capaz de interpretar e cantar. E sua interpretação de “Secret Love” no musical “Ardida como Pimenta” (1953), em que viveuu a pistoleira Jane Calamidade, rendeu seu primeiro Oscar de Melhor Canção – um prêmio destinado apenas aos compositores, embora o maior atrativo fosse sua voz na gravação. Após contracenar com Frank Sinatra em “Corações Enamorados” (1954), Doris partiu para a MGM, onde estrelou “Ama-me ou Esquece-me” (1955), uma versão romanceada da vida da cantora de jazz Ruth Etting. Cheio de canções memoráveis, o filme se tornou o favorito da atriz. Mas ela não se acomodou como estrela de musicais. Também viveu personagens dramáticas, com destaque para sua participação em “Dilema de uma Consciência” (1951), que denunciava a violência racial da Ku Klux Klan. Isso chamou a atenção de ninguém menos que Alfred Hitchcock, que cinco anos depois a escalou como esposa de James Stewart no famoso suspense “O Homem que Sabia Demais” (1956). Ironicamente, o filme de Hitchcock rendeu à Doris sua música mais conhecida, “Que Sera, Sera”, que venceu o Oscar. Em 1957, ela retomou seu antigo prazer de dançar, ao trabalhar com o renomado coreógrafo Bob Fosse em “Um Pijama para Dois” (1957), adaptação de um sucesso da Broadway, em que interpretava a líder sindical de uma fábrica de pijamas. A obra virou um de seus maiores sucessos, repletos de hits musicais e coreografias inesquecíveis. E também serviu de padrão para os filmes seguintes, em que Doris sempre vencia, com doçura, as artimanhas masculinas. A partir daí, a atriz se especializou em comédias românticas, contracenando com Clark Gable em “Um Amor de Professora” (1958), Richard Widmark em “O Túnel do Amor” (1958), Jack Lemmon em “A Viuvinha Indomável” (1959) e David Niven em “Já Fomos tão Felizes” (1960). Mas foi em “Confidências à Meia-Noite” (1959) que ela encontrou seu principal par. A comédia em que se apaixona por um mulherengo, vivido por Rock Hudson, forjou um dos mais célebres casais românticos de Hollywood. Doris Day acabou recebendo sua única indicação ao Oscar como atriz por esse filme. Os dois voltaram a contracenar em “Volta Meu Amor” (1961). Mas os produtores de Hollywood sabiam de um segredo que o público desconhecia. Hudson era gay. E, assim, Cary Grant apareceu como o mulherengo da vez em “Carícias de Luxo” (1962), sucedido por James Garner em “Tempero do Amor” (1963) e “Eu, Ela e a Outra” (1963). O público, porém, queria mais Doris e Rock Hudson. Tanto que a volta da parceria em “Não me Mandem Flores” (1964) estourou as bilheterias da época. Doris Day já tinha mais de 40 anos e ainda mantinha sua distinção como protagonista de comédias românticas, num período em que Hollywood supervalorizava juventude e beleza. Por isso, ela se esforçava em acompanhar os modismos da época, das sátiras de 007 em “A Espiã de Calcinhas de Renda” (1966) às paródias de Hitchcock em “Capricho” (1967). Ela até voltou a seus dias de pistoleira no western “A Indomável” (1967). Contudo, depois de aparecer como mãe de filhos bem crescidos em “Tem um Homem na Cama da Mamãe” (1968), sua carreira cinematográfica acabou. Em 1968, ela fez sua transição para a TV, estrelando “The Doris Day Show”, sitcom que a trazia como uma viúva de cidade grande decidida a viver no campo com os filhos. A série foi muito importante para a atriz, pois, após anos interpretando uma viuvinha alegre, seu marido Marty Melchen morrera de verdade. Ela também descobriu que estava falida, abrindo – e vencendo – um processo contra seu ex-advogado e empresário por negligência. A produção televisiva lhe deu um objetivo e ajudou-a a recuperar suas finanças. “The Doris Day Show” durou cinco temporadas, até 1973. Depois disso, ela ainda apresentou “Doris Day’s Best Friends” num canal evangélico, em 1985. Mas queria fazer mais. Em seu discurso de agradecimento ao prêmio Cecil B. DeMille por sua carreira, no Globo de Ouro de 1989, ela disse: “Eu estive longe por muito tempo” e “o melhor ainda está por vir, eu quero fazer mais”. Ela só fez mais um disco, em 2011. Longe da mídia, Doris passou seus últimos anos como ativista dos direitos dos animais, à frente de sua fundação.
Primeiro trailer da série Perfect Harmony revela Glee da meia-idade
A rede americana NBC divulgou o primeiro trailer de “Perfect Harmony”, série prevista para a próxima temporada. Combinando comédia, drama e musical, a produção pode ser descrita como um “Glee” da meia-idade. Ou, ainda, como um “Glee” evangélico. “Perfect Harmony” acompanha o ex-professor de música de Princeton Arthur Cochran (interpretado por Bradley Whitford, de “The Handmaid’s Tale”), que, desiludido com a vida, enche a cara, sai dirigindo e resolve se matar com pílulas. Mas, na última hora, pede um sinal a Deus. Como ele estacionou seu carro justamente diante de uma igreja, a deixa faz ressoar um coral sacro. Para resumir, ela acorda de ressaca dentro da igreja, cercado por um grupo de cantores desafinados que mal podem esperar para começar a ter aulas com seu novo professor. Diante dos personagens conflitantes a seu redor, Arthur logo percebe que aquela dissonância é o que ele precisa para se reinventar e redescobrir um pouco de felicidade. A prévia promete muitas versões de músicas conhecidas em arranjos de coral. Daí, a referência a “Glee”. A série foi criada por Lesley Wake (roteirista de “Life in Pieces”) e a produção inclui Jason Winer (também de “Life in Pieces”), que dirigiu o episódio piloto. Já o elenco desafinado destaca Anna Camp, que tem experiência no gênero como uma das estrelas da trilogia musical “A Escolha Perfeita”, além de Tymberlee Hill (“Search Party”), Rizwan Manji (“The Magicians”), Will Greenberg (“Wrecked”), Geno Segers (“Banshee”) e Spencer Allport (“Zero”).










