Fábio Júnior canta música romântica em vídeo sangrento de Santa Clarita Diet
A Netflix convocou Fábio Júnior para estrelar um comercial da série “Santa Clarita Diet”. Num cenário todo branco, que pouco a pouco é pintado por jorros de sangue, o cantor deu um novo significado a sua famosa canção “Alma Gêmea”, com a letra refletindo o humor negro da nova produção do serviço de streaming. Confira abaixo. Criada por Victor Fresco (série “Better Off Ted”), “Santa Clarita Diet” traz Drew Barrymore (“Juntos e Misturados”) como uma mãe que se transforma em zumbi, mudando o cotidiano de sua família, que passa a ajudá-la a matar para alimentar seus desejos canibalescos. A série estreou no serviço de streaming em 3 de fevereiro.
Candidato sueco ao Oscar, Um Homem Chamado Ove destaca um bom personagem
Um bom personagem, que fuja dos clichês e estereótipos, que se revele humano e complexo, é meio caminho andado para um bom filme. Ove é um personagem assim, embora, de início, ele se apresente como um sujeito simplório, pouco inteligente e rígido ao extremo. O protagonista de “Um Homem Chamado Ove”, candidato sueco ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, apega-se a regras que, no fundo, ele mesmo criou, como síndico de um condomínio, e incomoda todos que por lá circulam, para se assegurar de uma existência pobre, mas segura. Pobre, no sentido espiritual. Afinal, estamos na Suécia e a classe média baixa por lá vive bem. Muito bem atendida em suas necessidades básicas. Ove chega aos 59 anos já viúvo e agora, aposentado contra sua vontade, pouco lhe resta para usufruir da vida. Pelo menos, é assim que ele encara as coisas: não existiu nada antes de Sonja (sua mulher morta) e nada haverá depois dela. Com isso, ele se afunda num niilismo pessoal, se afasta de tudo e de todos, de forma mal-humorada e agressiva e, consequentemente, decide se suicidar. Mas morrer não é nada fácil e suas tentativas costumam ser desastradas. Existe também a alteridade, e mesmo que se desejem negar a existência, os direitos e as necessidades dos outros, eles estão lá e podem se impor, goste-se ou não disso. Quem é o ser humano sem o outro, que pode incomodar, sim, mas também pode ressignificar a sua própria vida? Que sorte tem o Ove que as pessoas não o abandonem, não porque sejam altruístas, mas porque ele tem algo a dar sempre, apesar das evidências em contrário. É por aí que o filme avança na humanidade de seu personagem e nos faz refletir sobre o que é a nossa vida. A partir de situações comezinhas, banais, as coisas se mostram e podem ser descobertas. Uma história também vai se revelando e, por mais simples e corriqueira que pareça, é emocionalmente forte e marcante. O filme se baseia no best-seller homônimo de Fredrik Backman, mas percebe-se que o diretor Hannes Holm (“Família Andersson na Grécia”) quis aproveitar as muitas (todas?) situações do romance. Se é verdade que isso amplia o universo de Ove, por outro lado, dispersa um pouco o interesse. Muita coisa é dispensável, não acrescenta à temática principal e, se melhor editado, poderia deixar o filme mais enxuto e focado. Fidelidade excessiva ao romance original costuma ser uma armadilha para o cinema. Aqui há alguma perda, mas “Um Homem Chamado Ove” se sustenta bem no seu clima doce azedo, em que cabem a angústia, o drama, a tragédia do passado e, ao mesmo tempo, muito humor e muita ternura. O afeto como reparador da rigidez e da intolerância, caminho de descoberta. Conta-se uma boa história, a partir de um bom personagem. E isso se faz de uma maneira honesta, limpa. Não é tão original, mas é muito bom o caminho trilhado pela narrativa. Rolf Lassgard (“Depois do Casamento”) é ótimo como Ove, sustenta o filme o tempo todo. Filip Berg (“Evil – Raízes do Mal”), que faz Ove jovem, também dá conta do recado. E as duas mulheres protagonistas são ótimas: Bahar Pars (“Portofino: The Phillipines”), como a amiga imigrante Parvaneh, e Ida Engvoll (série “The Team”), a esposa Sonja, têm grande expressividade e beleza. Acrescentam ao filme uma luminosidade que lhe é essencial.
Batman Lego é pirado, divertido e obrigatório para os fãs dos quadrinhos
“Lego Batman – O Filme” é tão surtado quanto “Uma Aventura Lego”, a primeira incursão em longa-metragem da marca de brinquedos e a melhor animação de 2014. Pelo jeito, assim como os games e as animações para a TV, a franquia para o cinema seguirá esse tom pirado, com bobagens das grossas e motivos para muitas risadas. Mas vamos ponderar: no caso de “Uma Aventura Lego”, por concentrar a trama em um personagem inédito, a ousadia não tinha limites. Aqui, a pequena diferença é que estamos falando do Batman, o herói mais popular e provavelmente o mais conhecido dos quadrinhos, então é preciso seguir certas regras. Não que isso impeça a “Lego” de promover uma zoeira. Embora Batman seja ajustado à franquia, sua história, legado, tudo é devidamente referido. E o fato da animação ser uma comédia não significa, necessariamente, que ridiculariza o herói e seu universo. Ao contrário, é quase um processo de terapia para o personagem – a comédia rola solta, mas os realizadores levaram muito a sério (na medida do possível) o passado de Bruce Wayne, o motivo que o levou a se tornar o Batman, a relação com o Coringa e, sobretudo, algo que poucos exploraram sem enfiar na trama romances passageiros com Kim Basinger ou Nicole Kidman: a solidão do Homem-Morcego. Nas entrelinhas, é este o ponto central de “Lego Batman” e o que o torna obrigatório para qualquer fã dos quadrinhos. É para eles que o filme foi feito, com um buffet repleto de referências, incluindo menções aos filmes e séries da história do personagem, levando em conta até o tempo em que Batman está na ativa (ao pé da letra mesmo) e sua eficiência, afinal os vilões acabam sempre voltando mais cedo ou mais tarde. Isso não quer dizer que “Lego Batman” seja perfeito. Lá pelo meio, a animação viaja demais, envolvendo personagens demais, inclusive vilões de outros filmes que não têm nada a ver com as histórias da DC Comics. Legal, mas talvez mais apropriado em “Uma Aventura Lego”, que era um mix de franquias. Entretanto, “Batman Lego” existe neste universo. E é nesse momento que a animação revela suas intenções, como uma boa, criativa e divertida brincadeira de criança, ao misturar peças e bonecos de diferentes coleções da Lego. Vale frisar que, apesar de tanta loucura, o resultado termina muito bem costurado, com um ato final que se preocupa em concluir a situação do Batman solitário em sua Batcaverna. Não dava para esperar menos de Phil Lord e Chris Miller (“Tá Chovendo Hambúrguer” e, claro, “Uma Aventura Lego”) como produtores e Chris McKay (“Frango Robô”) como diretor. “Batman Lego” é muito engraçado e, ao não se levar a sério, evita as verdadeiras palhaçadas que foram os filmes do herói dirigidos por Zack Snyder e Joel Schumacher.
Bill Murray era primeira opção do remake de Toni Erdmann que será estrelado por Jack Nicholson
A volta de Jack Nicholson ao cinema, após sete anos sem filmar, não foi comemorada por Bill Murray. Em entrevista ao canal de notícias CNBC, o ator revelou que foi trocado pelo astro de “O Iluminado” no remake de “Toni Erdmann”. “Kristen Wiig, a quem considero maravilhosa, me mandou algo dizendo: ‘você daria uma olhada nisso?’ E eu não sou muito organizado, por um tempo eu perdi, depois encontrei, mas eu não dediquei um tempo a assistir a essa coisa que ela queria que eu assistisse. E então ela disse: ‘bem, Jack Nicholson assumiu o papel’”, contou Murray, sobre a filmagem americana do longa alemão. Indicado ao Oscar 2017 de Melhor Filme de Língua Estrangeira,“Toni Erdmann”conta a história do piadista Winfried Conradi, que quase não vê sua filha Ines, que trabalha em Bucareste. Até que decide ir à Romênia sem avisar e descobre que ela se dedica demais ao trabalho. Decidido a fazê-la compreender que está desperdiçando a vida, ele passa a incorporar um personagem chamado Toni Erdmann e a realizar uma sucessão de pegadinhas. O remake será realizado pela Paramount Pictures com produção do cineasta Adam McKay (vencedor do Oscar 2016 de Melhor Roteiro por “A Grande Aposta”) e seus sócios, o comediante Will Ferrell e a produtora Jessica Elbaum, junto com diretora do longa original, Maren Ade.
Superstore é renovada para sua 3ª temporada
A rede americana NBC anunciou a renovação de “Superstore”, série de comédia estrelada por America Ferrera (série “Ugly Betty”), para sua 3ª temporada. O anúncio veio logo após a emissora encomendar mais nove episódios para o segundo ano, o que faz com que ainda tenha toda a metade de sua 2ª temporada pela frente. Criada por Justin Spitzer (produtor da série “The Office”), “Superstore” é, como “The Office”, uma sitcom de ambiente de trabalho. A trama acompanha funcionários variados de uma grande loja americana, que vende de tudo e precisa lidar com um cotidiano repleto de emoções – desde raivosos caçadores de promoções, vendas que causam motins e sessões de treinamento intermináveis. O elenco inclui ainda Ben Feldman (série “Silicon Valley”), Mark McKinney (série “Man Seeking Woman”), Lauren Ash (série “Super Fun Night”), Colton Dunn (série “Key and Peele”), Nichole Bloom (série “Shameless”) e Nico Santos (“Segurança de Shopping 2”). “Superstore” retornará para mais 22 episódios no outono americano.
Marvel lança novo vídeo sobre o cotidiano de Thor e Darryl
A Marvel divulgou um novo vídeo da vida mundana de Thor (Chris Hemsworth) entre a humanidade. Em estilo de falso documentário, o vídeo revela uma discussão entre Thor e seu colega de casa, Darryl Jacobson, sobre a necessidade de o Deus do Trovão arranjar um emprego para ganhar dinheiro de verdade e contribuir com as despesas. A discussão lembra o falso documentário de vampiros “O que Fazemos nas Sombras”, do mesmo diretor de “Thor: Ragnarok”, o neozelandês Taika Waititi. Mas não é tão engraçado quanto o vídeo que iniciou a brincadeira, exibido originalmente na San Diego Comic-Con para mostrar o que Thor estava fazendo durante as lutas de “Capitão América: Guerra Civil”. Por sua vez, “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 26 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Nerd e viciada em sexo formam casal imperfeito na 2ª temporada de Love
A Netflix divulgou um novo trailer da 2ª temporada de “Love”, que acompanha o romance entre os personagens de Paul Rust (série “Super Fun Night”) e Gillian Jacobs (série “Community”), um nerd fracassado e uma alucinada sem noção. A prévia revela que ela se descobre viciada em sexo, enquanto busca manter sua relação monogâmica. “Love” mostra como esse casal improvável se apaixona e lida com suas diferenças. A série foi criada pelo cineasta Judd Apatow (“Bem-Vindo aos 40”), o ator Paul Rust e a roteirista Lesley Arfin (série “Girls”) e, em sua 2ª temporada, terá novamente 10 episódios de meia hora. A estreia está marcada para 10 de março.
Bob Odenkirk enfrenta o perigo das datas comemorativas em trailer de comédia da Netflix
A Netflix divulgou o trailer da comédia de humor negro “Dia da Namorada”, estrelada por Bob Odenkirk (série “Better Call Saul”). A trama gira em torno de um escritor fracassado de cartões de datas comemorativas, que vê a chance de dar a volta por cima num concurso para criar o melhor cartão de um novo feriado, o Dia da Namorada. Entretanto, a competição para criar o cartão perfeito acaba tendo uma guinada inesperada, rumo a uma onda de assassinatos. Escrito pelo próprio Odenkirk e dirigido por Michael Paul Stephenson (documentário “The Best Worst Movie”), o filme também inclui em seu elenco os atores Stacy Keach (“Conspiração e Poder”), Amber Tamblyn (série “Two and a Half Men”), Natasha Lyonne (série “Orange Is the New Black”), Ed Begley Jr. (série “Blunt Talk”), Andy Richter (“Os Aloprados”), June Diane Raphael (série “Grace and Frankie”) e Echo Kellum (série “Arrow”) “Dia da Namorada” foi disponibilizado nesta terça, 14 de fevereiro, quando se comemora o Dia dos Namorados nos EUA.
Lighton Meester viaja no tempo em fotos e comerciais da série de comédia Making History
A rede americana Fox retomou a divulgação de “Making History”, série de comédia sobre viagem no tempo aprovada em maio do ano passado, com vários comerciais e os retratos dos personagens. As prévias mostram como Adam Pally (série “The Mindy Project”) usa uma máquina do tempo caseira para namorar uma valente e bela colonizadora do século 18 (Leighton Meester, da série “Gossip Girl”), e no processo acaba mudando a História dos EUA. Para impedir que os ingleses vençam a guerra da independência, ele convence seu Professor de História (Yassir Lester, da série “Girls”) a ajudá-lo a consertar sua bagunça no passado. Mas logo decidem fazer novas viagens no tempo, na companhia da garota do século 18. A série foi criada por Julius Sharpe (roteirista-produtor de “Uma Família da Pesada/Family Guy”) e tem produção de Phil Lord e Christopher Miller (diretores de “Uma Aventura Lego” e “Anjos da Lei”). Lord e Miller também produzem as séries de comédia “The Last Man on Earth” e “Son of Zorn” no mesmo canal, curiosamente todas de temática sci-fi. A estreia vai acontecer em 5 de março nos EUA.
Cantor folk vira espião no trailer de Patriot, nova série de comédia da Amazon
A Amazon divulgou o pôster, 25 fotos e o trailer de “Patriot”, série de humor negro, que acompanha um cantor de folk que vira um improvável espião. A prévia dá uma mostra do tom da produção, indo da comédia absurda à violência inesperada. Criada por Steven Conrad (roteirista de “A Vida Secreta de Walter Mitty”), a trama gira em torno do cantor vivido pelo neozelandês Michael Dorman (“Promessas de Guerra”), que é filho de um funcionário do Departamento de Estado (Terry O’Quinn, da série “Lost”) e irmão de um congressista (Michael Chernus, da série “Orange Is the New Black”), e acaba recrutado para se infiltrar numa empresa de tubulação industrial, numa missão secreta para impedir que o Irã adquira capacidade nuclear. Ele será capaz de fazer tudo para cumprir seu objetivo, inclusive matar os concorrentes ao emprego e abordar estranhos em banheiros em busca de mijo para passar no teste de drogas. O elenco inclui Kathleen Munroe (série “Ressurrection”), Kurtwood Smith (série “Agent Carter”), Hana Mae Lee (“A Escolha Perfeita”), Gil Bellows (série “Eyewitness”), Julian Richings (série “Supernatural”), Mark Boone Junior (série “Sons of Anarchy”) e a sueca Aliette Opheim (“Dinheiro Fácil – Vida e Luxo”). A estreia está marcada para 24 de fevereiro no serviço de streaming.
Último trabalho de Carrie Fisher, 3ª temporada de Catastrophe ganha data de estreia
A Amazon anunciou a data de estreia do último trabalho da atriz Carrie Fisher. A 3ª temporada da série “Catastrophe” será disponibilizada no dia 28 de abril. A série foi criada por seus protagonistas, Sharon Horgan e Rob Delaney, e acompanha um casal pego de surpresa com uma gravidez inesperada. A atração conquistou a crítica britânica e rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Sharon Horgan no Festival de Montecarlo – premiação internacional de televisão. Carrie Fisher interpretava a mãe do personagem de Rob Delaney e que adorava criticar a nora Sharon. Ela morreu logo após gravar suas participações na série, que é produzida na Inglaterra. Teve um ataque cardíaco durante o voo de Londres para Los Angeles e não se recuperou. Além dos episódios inéditos com sua participação, ela também será vista no fim do ano em “Star Wars: Os Últimos Jedi”, que chega aos cinemas em 15 de dezembro no Brasil.
MTV cancela Loosely Exactly Nicole e Mary + Jane, enquanto decide futuro de Sweet/Vicious
A MTV anunciou o cancelamento de duas séries de comédia que estrearam no ano passado. “Loosely Exactly Nicole” e “Mary + Jane” não terão 2ª temporada. E o futuro não parece muito promissor também para “Sweet/Vicious”. As decisões foram tomadas após uma “conversa honesta com produtores”, revelou o presidente da emissora, Chris McCarthy, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. McCarthy assumiu a presidência da MTV no final de outubro, quando as séries já estavam em produção, e está encarregado de realizar uma grande mudança na emissora, como foco de uma estratégia global da Viacom, que pretende transformar seus principais canais de TV em indústrias de franquias. “‘Mary + Jane’ e ‘Nicole’ não voltarão”, disse McCarthy ao THR. “Nós amamos os produtos e pensamos que são grandes histórias. Nós amamos Nicole e Snoop e temos um monte de negócios com Snoop [incluindo séries do canal VH1]. Mas essas séries simplesmente não estavam ressoando da maneira que gostaríamos que tivessem. Já ‘Sweet/Vicious’ é uma história que pensamos que ser extremamente importante e muito oportuna e estamos tentando descobrir qual é o caminho certo para relançá-la e descobrir no que poderia se tornar. Não foi tomada nenhuma decisão ainda, mas nós amamos o show e estamos tentando descobrir como fazer funcionar”. O caso é que “Sweet/Vicious” foi a única das três séries de comédia que conseguiu repercutir junto a crítica e conquistar comentários positivos. As demais foram simplesmente ignoradas. Mas, ironicamente, as duas canceladas tiveram muito público que ela. “Loosely Exactly Nicole” tinha uma média de 198 mil espectadores, enquanto “Mary + Jane” alcançava quase o dobro, 368 mil pessoas. Já “Sweet/Vicious” estava sendo vista por 180 mil espectadores. A trama de “Loosely Exactly Nicole” acompanhava o cotidiano da atriz/personagem Nicole Byer, uma jovem negra e acima do peso que tenta decolar sua carreira como comediante. “Mary + Jane” era uma produção do rapper Snoop Dogg centrada em duas amigas que vendiam maconha. A atração foi criada por Deborah Kaplan e Harry Elfont, dupla responsável por várias comédias de cinema, da adolescente “Mal Posso Esperar” (1998) à romântica “Casa Comigo?” (2010). Já “Sweet/Vicious” acompanha duas garotas universitárias, vividas por Eliza Bennett (série “Broadchurch”) e Taylor Dearden (série “101 Ways to Get Rejected”), que resolvem se unir para se vingar, com máscara e roupas pretas, dos estudantes machistas, estupradores e abusivos, levando o combate ao crime à era do empoderamento feminino.
Criador de Dear White People agradece racistas que protestaram contra sua série
O cineasta Justin Simien, diretor do filme indie “Cara Gente Branca” e criador da serie homônima, agradeceu à polêmica e ameaça de boicote dos assinantes brancos da Netflix nos EUA, causada por sua atração. Na última semana, centenas de clientes da Netflix anunciaram que estavam cancelando o serviço de streaming por conta do teaser da série, que será lançada com o nome original em inglês “Dear White People”, acusando o conteúdo de promover o racismo e o “genocídio dos brancos”. “Obrigado por me ajudarem a fazer o teaser da série se tornar o vídeo mais visto na história da Netflix!”, ele postou no Twitter. “Mais de 3 milhões de visualizações. Mal posso esperar para ver o que vai acontecer quando lançar o trailer propriamente dito”. Em entrevista ao programa Entertainment Tonight, ele fez questão de agradecer aos racistas pela atenção gerada pela produção. “Para mim, foi realmente profundo e encorajador, de um jeito estranho”, ele disse. “Só chamou mais atenção para a série. Então, obrigado supremacistas brancos, por me ajudar a promover minha atração. Tenho que me sentir agradecido por sua insanidade”. Ele também escreveu um longo texto no site Medium, reparando que as queixas que acusavam a série de racismo eram acompanhadas por expressões racistas, como “nigger”. E ainda ponderou em seu Twitter sobre as acusações de promover o genocídio branco. Genocídio, claro, quer dizer o extermínio completo de uma raça por assassinato em massa. “Vivemos num mundo de dissonância cognitiva. A igualdade soa como opressão para os privilegiados, porque três palavras benignas os colocam em luta por suas existências, que, por acaso, não está realmente em perigo algum. E assim, um vídeo de 1 minuto se torna um apelo distorcido ao genocídio de brancos na mente de algumas pessoas. É o mundo da pós-verdade em que vivemos”. A série vai continuar a trama do filme “Cara Gente Branca”, que foi feito por meio de financiamento coletivo e premiado no Festival de Sundance de 2014. No longa, quatro jovens negros que ingressam na universidade se deparam com o racismo da instituição. Quando os alunos brancos decidem dar uma festa temática sobre a raça negra, os quatro se mobilizam e passam a questionar tudo, inclusive o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. “Cara Gente Branca” também foi premiado como Melhor Roteiro de Estreia no Spirit Awards (o Oscar indie) de 2015. Mesmo assim, foi lançado no Brasil apenas em VOD (video on demand). Por sinal, o polêmico teaser da série não foi disponibilizado para o mercado brasileiro, por isso encontra-se sem legendas. A estreia está marcada para 28 de abril.












