Mel Gibson e John Lithgow podem virar pais de Mark Wahlberg e Will Ferrell em Pai em Dose Dupla 2
A Paramount Pictures pode trazer Mel Gibson e John Lithgow para a sequência de “Pai em Dose Dupla”. Segundo o site Deadline, a continuação da comédia estrelada por Will Ferrell e Mark Wahlberg mostraria os pais dos protagonistas, que seriam vividos pelos dois atores. Lançado no final de 2015, “Pai em Dose Dupla” se tornou um dos maiores sucessos mundiais de Will Ferrell, com mais de US$ 390 milhões arrecadados. O filme conta a história de Brad (Will Ferrell), um executivo de rádio que se esforça para se tornar o melhor padrasto para os dois filhos de sua esposa. As complicações começam quando Dusty (Mark Wahlberg), o charmoso pai verdadeiro, aparece, forçando-o a competir pela afeição das crianças. Ferrell e Mark Wahlberg estão confirmados na sequência do filme, que voltará a ser escrito por John Morris e Sean Anders, com direção do segundo. As filmagens deverão começar em breve, já que a estreia está agendada para novembro. O mais provável, porém, é que o estúdio anuncie um adiamento.
Billy Crystal volta a ser o cowboy de Amigos para Sempre em paródia de Westworld
O canal Funny or Die divulgou um novo vídeo de humor no YouTube, que realiza um crossover entre a comédia “Amigos para Sempre”, grande sucesso dos anos 1990, e a série “Westworld”. O filme de 1991 trazia o comediante Billy Crystal como um morador de cidade grande que decide virar cowboy. O vídeo mostra que ele e o colega de elenco Daniel Stern conseguiram realizar seus sonhos, virando cowboys do parte temático de Westworld. O problema é que vivem brigando, o que é considerado um defeito e os leva a ser questionados pelos responsáveis pela manutenção do parque. A paródia inclui as participações de três integrantes do elenco da série da HBO: Luke Hemsworth, Ptolemy Slocum e Angela Sarafyan. Confira o resultado abaixo.
Batman, Robin e Batgirl se juntam no novo pôster da animação Lego
A Warner Bros. divulgou um novo pôster da animação “Lego Batman – O Filme”, spin-off de “Uma Aventura Lego” (2014), que junta os super-heróis Batman, Robin e Batgirl. Na versão original, a voz de Batman é feita por Will Arnett, que dublou o herói em “Uma Aventura Lego”, Michael Cera (“Scott Pilgrim contra o Mundo”) dubla Robin e Rosario Dawson (série “Luke Cage”) faz a voz de Batgirl. Além deles, o elenco de vozes em inglês inclui Zach Galifianakis (“Se Beber, Não Case”) como o Coringa, Ralph Fiennes (“O Grande Hotel Budapeste”) no papel de Alfred, Jenny Slate (série “Married”) como Arlequina e até a cantora Mariah Carey (“O Mordomo da Casa Branca”) como a Prefeita de Gotham City. O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith (“Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”) e a direção está a cargo de Chris McKay (série “Frango Robô”), que trabalhou como supervisor de animação de “Uma Aventura Lego”. “Lego Batman” tem estreia marcada para a próxima quinta (9/2) no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Comerciais dublados de Lego Batman referenciam a série cult dos anos 1960 e os Superamigos
A Warner Bros. divulgou três comerciais dublados da animação “Lego Batman – O Filme”, spin-off de “Uma Aventura Lego” (2014). E chama atenção como o dublador nacional do herói chega próximo do tom da voz de Will Arnett, o dublador americano, que repete seu papel de “Uma Aventura Lego” (2014). As prévias são muito divertidas e cheias de referências, inclusive à série cult do Batman de 1966 e até aos Superamigos. O roteiro foi escrito por Seth Grahame-Smith (“Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”) e a direção está a cargo de Chris McKay (série “Frango Robô”), que trabalhou como supervisor de animação de “Uma Aventura Lego”. “Lego Batman” tem estreia marcada para 9 de fevereiro de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Estreias: O Chamado 3 tem melhor distribuição que três indicados ao Oscar nesta semana
Samara quer te pegar na tela de cinema. Mas quem for esperto o suficiente para usar o Google e ler as críticas negativas pode sobreviver. Maior lançamento da semana, “O Chamado 3” chega 12 anos após o último filme da franquia. E passagem tão grande de tempo não impediu a distribuidora de acreditar no apelo da mulher-fantasma de cabelo na cara, que sai das telas para assustar o público. O longa chega em mais de 600 salas nesta quinta (2/2). Entretanto, a maldição é a mesma da “Bruxa de Blair”: uma sequência que decepciona os fãs da franquia. Não tenha medo, porque não é para ter mesmo. O lançamento besteirol nacional da semana ocupa metade deste circuito. “TOC – Transtornada, Obsessiva, Compulsiva” aposta na popularidade da comediante televisiva Tatá Werneck. E surpreende. Seu primeiro filme como protagonista usa metalinguagem para satirizar a carreira da própria atriz. Resta saber se o público brasileiro consegue assimilar comédia com QI acima da média. Juntando terror e cinema nacional, “Clarisse ou Alguma Coisa sobre nós Dois” também está chegando às telas, mas num circuito bem limitado e concentrado no Nordeste. A expectativa do diretor cearense Petrus Cariry é, quem sabe, repetir o fenômeno de seu conterrâneo Halder Gomes, que criou um blockbuster regional com “O Shaolin do Sertão” (2016). O filme já foi exibido em 10 países e coleciona prêmios em alguns festivais de gênero, além do troféu de Melhor Atriz (Sabrina Greve) no CineCeará do ano passado. Belamente fotografado, não é filme de sustos, mas terror de cinéfilo. Os cinéfilos, por sinal, ganham nesta semana mais três filmes indicados ao Oscar para conferir. Com grande lançamento para o gênero dramático (267 salas), “Estrelas Além do Tempo” registra a história de três matemáticas negras que a História esqueceu, graças ao racismo e ao machismo de sua época, revelando como elas ajudaram astronautas americanos a ir ao espaço nos anos 1960. Grande sucesso de bilheteria nos EUA, concorre a três Oscars: Melhor Filme, Roteiro Adaptado e Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer). “Jackie” também concorre a três estatuetas: Melhor Atriz (Natalie Portman), Figurino e Trilha Sonora. Como se percebe, é um filme para conferir a performance de Natalie Portman como a ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy. A trama se passa nos dias que se seguiram ao assassinato do presidente John Kennedy em 1963 e marca a estreia do diretor chileno Pablo Larraín (“Neruda”) em Hollywood. Ironicamente, o longa com mais indicações tem a menor distribuição (40 salas). Parte drama social, parte western clássico e parte thriller de ação, “A Qualquer Custo” acompanha dois irmãos que rodam cidadezinhas empoeiradas do interior do Texas para roubar bancos que estão querendo roubar a fazenda hipotecada de sua família. A mistura de gêneros é bem equilibrada e resulta num filme crepuscular de machos como há muito tempo o cinema não produzia. Não por acaso, concorre a Melhor Filme, Roteiro Original, Edição e Ator Coadjuvante (Jeff Bridges). Pode ficar sem vencer nenhum Oscar, mas já cumpre a missão de estabelecer definitivamente o ex-ator da série “Sons of Anarchy” Taylor Sheridan como um baita roteirista – é apenas seu segundo roteiro, após a ótima estreia escrevendo “Sicario” (2015). No circuito limitado, os Beatles continuam bastante populares, a ponto de seu novo documentário receber melhor distribuição que o filme do Oscar acima. Dirigido pelo cineasta Ron Howard (“Inferno”), “The Beatles: Eight Days a Week” registra os shows da banda, contando a história de suas turnês mundiais e o motivo que os levou a abandonar os palcos no auge da popularidade. Estreia em 43 salas em horários especiais. O filme dos Beatles também foi cotado para o Oscar, mas acabou preterido, assim como “Armas na Mesa”, thriller político estrelado por Jessica Chastain, que estreia em 14 salas. A atriz chegou a receber indicação ao Globo de Ouro, um troféu mais generoso (por dividir as interpretações entre Drama e Comédia e gerar o dobro de celebridades em sua lista de premiações). Mas não é fácil ir contra o lobby da indústria do armamento nos EUA, como demonstra a própria trama do lançamento, sobre a tentativa de passar leis mais duras contra o porte de armas num país que ainda segue leis do Velho Oeste. Por fim, o drama italiano “A Espera”, com Juliette Binoche, premiado no Festival de Veneza, deságua no circuito de arte, com distribuição por conta-gota. Clique nos títulos para ver os trailers de cada lançamento.
Personagens de Baywatch quebram o gelo com pôsteres animados
A Paramount Pictures divulgou um novo pôster (para o mercado alemão) e a versão animada (em vídeos) da coleção de pôsteres dos personagens de “Baywatch”, a comédia inspirada na série “SOS Malibu”. As artes anunciam um slogan oposto ao da série “Game of Thrones”. “Não se preocupe, o verão está chegando”, diz o texto repetido em todos os vídeos-pôsteres, mostrando o elenco quebrando o gelo em trajes de banho, no meio da neve do atual inverno americano. As temperaturas sobem por conta das participações de Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”), Zac Efron (“Vizinhos”), Alexandra Daddario (também de “Terremoto – A Falha de San Andreas”), Jon Bass (série “Big Time in Hollywood, FL”), Ilfenesh Hadera (série “Billions”), a modelo Kelly Rohrbach (série “Rizzoli & Isles”) e Priyanka Chopra (série “Quantico”), que vive a vilã. Seu vídeo, por sinal, vai na direção oposta dos demais, congelando em sua aparição. Nas palavras imortais de Didi: “É fria”. Escrita por Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu”) e Justin Malen (série “Trophy Wife”), e com direção de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), “Baywatch” tem previsão de lançamento no Brasil para 15 de junho, três semanas após a estreia nos EUA.
Crashing: Nova série de comédia da HBO ganha fotos e trailer legendado
O canal pago HBO divulgou oito fotos e o trailer legendado de sua nova série de comédia, “Crashing”, estrelada por Pete Holmes (“The Pete Holmes Show”) e produzida pelo cineasta Judd Apatow (diretor de “Descompensada” e produtor de “Girls”). A série tem tom semi-autobiográfico e gira em torno de um humorista de stand-up chamado Pete, que, após ser abandonado pela esposa (Lauren Lapkus, da série “Orange Is the New Black”), fica sem ter onde morar. Assim, ele começa a dormir nos sofás dos melhores comediantes de Nova York. A premissa serve de gancho para a participação de diversos humoristas. “Crashing” estreia no dia 19 de fevereiro na HBO.
Amazon renova as séries de comédia Mozart in the Jungle e Red Oaks
A Amazon anunciou a renovação de duas de suas séries de comédia mais populares. “Mozart in the Jungle” teve sua 4ª temporada encomendada, enquanto “Red Oaks” voltará para sua 3ª, que será também sua última temporada, para encerrar a trama. “Mozart in the Jungle” foi premiada no Globo de Ouro do ano passado como Melhor Série de Comédia e rendeu a seu protagonista, o mexicano Gael Garcia Bernal, o prêmio de Melhor Ator de Série de Comédia. Criação do roteirista Roman Coppola (“Moonrise Kingdom”), filho de Francis Ford Coppola, e seu primo, o ator Jason Schwartzman (também de “Moonrise Kingdom”), a série gira em torno do maestro interpretado por Bernal e os integrantes da sinfônica que ele rege de forma pouco convencional. O elenco também inclui Lola Kirke (“Mistress America”), Saffron Burrows (“Efeito Dominó”), Bernadette Peters (“Acontece nas Melhores Famílias”), Mark Bloom (“Não Sei Como Ela Consegue”) e Malcolm McDowell (“Halloween: O Início”). Já “Red Oaks” se passa num country club dos anos 1980, onde um jovem estudante de faculdade decide trabalhar durante o seu “último verão de folga”. A série foi criada por Gregory Jacobs (produtor de “No Limite do Amanhã”) e Joe Gangemi (roteirista de “Estrada Maldita”) e tem produção de dois cineastas, Steven Soderbergh (“Em Transe”) e David Gordon Green (“Joe”). Além de trazer Craig Roberts (série “Vizinhos”) no papel principal, o elenco conta com veteranos famosos, como Jennifer Grey (“Dirty Dancing – Ritmo Quente”), Paul Reiser e Richard Kind (ambos da série “Mad About You”).
Minha Mãe É uma Peça 2 supera R$ 100 milhões de bilheteria
O sucesso da comédia brasileira “Minha Mãe É Uma Peça 2” continua impressionante. No fim de semana, o filme conquistou uma façanha raríssima no cinema nacional, ao ultrapassar a arrecadação total de R$ 100 milhões. Ao todo, 8,1 milhões de ingressos já foram vendidos para o público assistir Paulo Gustavo vestido de mulher, somando R$ 109 milhões para a produção. A marca faz de “Minha Mãe É Uma Peça 2” o quarto filme brasileiro mais assistido de todos os tempos – ou, ao menos, desde 1970, quando o mercado passou a contabilizar seus números. Só perde para “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), “Tropa de Elite 2” (2010) e “Os Dez Mandamentos” (2016). Há seis semanas em cartaz, o filme permanece entre os mais assistidos do Brasil, ocupando atualmente a 3ª colocação do ranking das maiores bilheterias da semana. Os planos para a continuação já estão sendo discutidos e Paulo Gustavo mencionou a possibilidade de filmar “Minha Mãe É Uma Peça 3” em Nova York. Entretanto, ele não dá prazo para o início da produção, dizendo que tem “outros projetos”. “‘Minha Mãe é uma Peça em Nova York’, se tiver, vai demorar muito ainda. Eu tenho outros projetos, estou escrevendo um novo filme para o ano que vem, que eu ainda no posso contar, porque ainda não tem nada registrado, nem nome, nem nada, então fica difícil falar agora. Mas eu vou fazer, se Deus quiser. A trilogia, fica chiquérrimo, né. Agora, vai demorar um pouquinho. Vamos ver, tem que construir uma história muito engraçada. Para ter o 3, não dá para ser qualquer coisa, tem que ser melhor que o primeiro e o segundo”, afirmou o ator.
Toni Erdmann: Comédia alemã favorita ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro ganha trailer legendado
A Sony divulgou o trailer legendado de “Toni Erdmann”, comédia alemã que é favorita a vencer o Oscar 2017 de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Embora tenha estreado sem impressionar o júri do Festival de Cannes, o filme de Maren Ade vem acumulando premiações importantes na temporada. Foi, por exemplo, o grande vencedor do European Film Awards, a premiação da Academia Europeia de Cinema, considerada o “Oscar europeu”, faturando os troféus de Melhor Filme, Direção, Roteiro (também de Ade), Ator (o austríaco Peter Simonischek) e Atriz (a alemã Sandra Hüller). A trama de “Toni Erdmann” conta de forma lúdica os esforços de um pai para recuperar o amor de sua filha, uma executiva agressiva que não encontra seu lugar na vida. O sucesso internacional do filme rendeu uma antecipação de sua estreia no Brasil, que acontecerá em 9 de fevereiro.
Mistério na Costa Chanel cria humor surreal com personagens bizarros
Uma comédia surrealista é o que o diretor Bruno Dumont oferece com seu novo filme “Mistério na Costa Chanel”. Um elenco estelar, de grandes atores e atrizes, constrói personagens insanos, estranhos, exagerados, ambíguos ou que se inspiram em clichês e tipos familiares à história do cinema. Ma Loute (Brandon Lavieville), que dá o nome original ao filme, é uma figura bizarra. Ele transporta pessoas de um lado ao outro da água, carregando-as nos braços, mas também levando-as, junto com o pai, por meio de um barco, para mais longe. As pessoas que vão podem não voltar mais e esse é o mistério que se passa, no começo do século 20, numa pequena cidade costeira do litoral norte da França. Há muitos desaparecidos por lá, mas uma dupla de detetives desastrada, inspirada em o Gordo e o Magro do cinema, não percebe nada. Nem mesmo a existência de uma família de canibais da qual Ma Loute faz parte. O Gordo (Didier Despres) rola morro abaixo, enquanto a família Van Peteghem: André (Fabrice Luchini), Isabelle (Valeria Bruni Tedeschi) e dois filhos utilizam uma enorme e confortável casa com uma vista privilegiada do local. Receberão a visita de Aude (Juliette Binoche) e sua filha/filho Billie (Ralph). A ambiguidade de gênero do personagem Billie percorre todo o filme: será uma menina que gosta de se vestir de menino ou um menino feminino? Androginia, transexualidade, travestismo ou caso de intersexo? Também não importa muito. Quem disse que os mistérios existem para serem solucionados? Ali ninguém se entende ou se comunica para alcançar algo, muito menos qualquer tipo de racionalidade. Reações histéricas para fatos corriqueiros convivem com uma placidez diante de coisas muito graves que acontecem. As reações não combinam com os fatos. E, naturalmente, o amor que se estabelece entre Ma Loute e Billie pode ser um problema. Há um contexto de luta de classes implícito na trama que contrapõe a alta burguesia esnobe da família Van Peteghem aos pescadores pobres que com eles convivem. Mas ninguém se salva no exagero da caricatura e da farsa. Não há bem e mal, embora estejam caracterizadas diferenças sociais extremas. A maldade e a loucura dominam a cena e detonam tudo. É preciso, evidentemente, entrar na onda do filme, surfar no non sense e rir do besteirol criado por Dumont, que também assina o roteiro e a montagem. Mas não é uma bobagem qualquer. Trata-se de um diretor talentoso, responsável por filmes como “Camille Claudel 1915” (2013), “Fora de Satã” (2011) e “O Pecado de Hadewijch” (2009), capaz de criar sequências muito bem feitas, com um elenco magnífico que atrai todo o interesse. As locações são muito bonitas, mas não é só na Costa Chanel, na França, em 1910, que reside a insanidade. O mundo é uma loucura só. E sempre foi, parece nos dizer Bruno Dumont.
Comédia indie da Netflix vence o Festival de Sundance
O Festival de Sundance, reconhecido por projetar o melhor do cinema independente norte-americano, anunciou na noite de sábado (28/1) os vencedores de sua edição de 2017, consagrando a comédia de humor negro “I Don’t Feel at Home in This World Anymore” e o documentário “Dina” com os principais prêmios de seu júri. Estreia na direção do ator Macon Blair (“Sala Verde”), “I Don’t Feel at Home in This World Anymore” traz Melanie Lynskey (série “Two and a Half Men”) no limite de sua paciência com a falta de educação e cortesia das pessoas, após descobrir que sua casa foi roubada. Irritada e deprimida com a ineficácia da polícia, ela encontra ajuda num vizinho intenso, vivido por Elijah Wood (série “Dirk Gently’s Holistic Detective Agency”), que a estimula a tomar uma atitude. Mas virar justiceiros não é tão fácil quanto eles imaginam. Veja o trailer aqui. A comédia indie fechou com a Netflix e já tem lançamento marcado para fevereiro. Mas se a negociação foi financeiramente interessante para os produtores, a distribuição por streaming logo no começo do ano implode qualquer pretensão que o filme pudesse ter em relação ao Oscar 2018. Caso acordos do gênero virem tendência, podem, inclusive, diminuir o brilho de Sundance. Afinal, o festival tem ajudado a revelar grandes talentos, como o badalado Damien Chazelle, cujo filme anterior, “Whiplash”, venceu o Festival de Sundance em 2014 e o atual, “La La Land”, disputa 14 troféus no Oscar 2017. Já “Dina” apresenta um retrato nada convencional de romance, acompanhando um casal real de autistas de meia-idade. Dirigido por Antonio Santini e Dan Sickes, o filme celebra as diferenças e conquistou a crítica em Sundance. O público, entretanto, preferiu o documentário “Chasing Coral”, de Jeff Orlowski, sobre mudanças climáticas, e o drama “Crown Heights”, em que o diretor Matt Ruskin focou a injustiça do sistema judiciário, contando a história real de um jovem negro inocente que passou 21 anos preso. Detalhe: este filme terá distribuição da Amazon! Na competição internacional, os vencedores coincidiram em tema, ao expressarem a crise no Oriente Médio. Foram premiados o documentário “Last Men in Aleppo”, sobre os destroços da cidade síria citada em seu título, e “The Nile Hilton Incident”, suspense do sueco Tarik Saleh, que mostra a corrupção no Egito antes da Primavera Árabe (movimento social que destituiu o governo). Ironicamente, o prêmio para o filme “golpista” foi entregue por Sônia Braga (“Aquarius”). O Brasil concorria com “Não Devore Meu Coração”, primeiro longa individual de Felipe Bragança (“A Alegria”), que foi considerado amador pela crítica americana. Vencedores do Festival de Sundance 2017 FICÇÃO NORTE-AMERICANA Grande Prêmio do Júri “I Don’t Feel at Home in This World Anymore” Prêmio do Público “Crown Heights” Melhor Direção Eliza Hittman (“Beach Rats”) Melhor Roteiro Matt Spicer e David Branson Smith (“Ingrid Goes West”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Atuação Chanté Adams (“Roxanne Roxanne”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Direção Maggie Betts (“Novitiate”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Fotografia Daniel Landin (“Yellow Birds”) DOCUMENTÁRIO NORTE-AMERICANO Grande Prêmio do Júri Dina Prêmio do Público “Chasing Coral” Melhor Direção Peter Nicks (“The Force”) Melhor Roteiro Yance Ford (“Strong Island”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Edição Kim Roberts e Emiliano Battista (“Unrest”) Prêmio Especial Orwell “Icarus” Prêmio Especial do Júri por Filmagem Inspiradora Amanda Lipitz (“Step”) FICÇÃO MUNDIAL Grande Prêmio do Júri “The Nile Hilton Incident” Prêmio do Público “I Dream in Another Language” Melhor Direção Francis Lee (“God’s Own Country”) Melhor Roteiro Kirsten Tan (“Pop Aye”) Prêmio Especial do Júri por Visão Cinematográfica Jun Geng (“Free and Easy”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Fotografia Manu Dacosse (“Axolotl Overkill”) DOCUMENTÁRIO MUNDIAL Grande Prêmio do Júri “Last Men in Aleppo” Prêmio do Público “Joshua: Teenager vs. Superpower” Melhor Direção Pascale Lamche (“Winnie”) Melhor Roteiro Catherine Bainbridge e Alfonso Maiorana (“Rumble: The Indians Who Rocked the World”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Edição Ramona S. Diaz (“Motherland”) Prêmio Especial do Júri por Melhor Fotografia Rodrigo Trejo Villanueva (“Machines”)
Ben Stiller vai produzir comédia sobre pênis decepado para a Netflix
O ator Ben Stiller vai produzir uma comédia para a Netflix. Trata-se de “The Eggplant Emoji”, a história de um rapaz que, acidentalmente, decepa seu pênis durante uma viagem de acampamento e corre contra o tempo para, com a ajuda de seus amigos, chegar num hospital para reimplantá-lo antes que seja tarde mais. Stiller tem experiência com essa situação, quase chegando neste extremo na comédia “Quem Vai Ficar com Mary” (1998). Segundo o site The Hollywood Reporter, a Netflix superou a oferta de outras cinco empresas pelo filme, que está sendo escrito pela dupla Kevin Burrows e Matt Mider, criadores da série animada “Gentlemen Lobsters”. A ideia é que a comédia seja uma produção para maiores ao estilo de “Superbad – É Hoje”, que catapultou as carreiras dos jovens Jonah Hill, Michael Cera, Christopher Mintz-Plasse e Emma Stone. Uma curiosidade sobre o título da produção: na internet, o emoji da berinjela é geralmente associado a conteúdo sexual – e é inclusive banido do Instagram. Não há previsão para o começo das filmagens nem para a estreia da produção.












