Documentário da guerra na Síria vence premiação do Cinema Independente Britânico
A principal premiação do cinema independente britânico, British Independent Film Awards (BIFA), consagrou na noite de domingo (1/12) o documentário “For Sama” como melhor filme do ano. O longa dirigido por Waad Al-Kateab e Edward Watts também faturou as categorias de Documentário, Direção e Edição. A grande vitória coloca “For Sama” como favorito ao Oscar de Melhor Documentário. Descrito como uma experiência feminina de guerra, o filme mostra o cotidiano da diretora Waad-Al-Khateab durante os cinco anos que viveu em Aleppo, uma das cidades mais afetadas pela guerra na Síria, onde se apaixonou e teve sua filha Sama, que batiza a obra. O filme com maior número de indicações, “The Personal History of David Copperfield”, de Armando Iannucci (criador da série “Veep”), acabou conquistando a maior quantidade de troféus. Foram cinco estatuetas: Melhor Roteiro (Armando Iannucci e Simon Blackwell), Ator Coadjuvante (Hugh Laurie), Figurino, Cenografia e Casting. Entre os atores principais, os vencedores foram Josh O’Connor (por “Only You”) e Renee Zellweger (por “Judy”). Bastante elogiada por sua interpretação de Judy Garland, a atriz deve receber mais prêmios na temporada, antes de ser indicada ao Oscar. O mesmo também pode ser dito a respeito da produção sul-coreana “Parasita”, que venceu a categoria de Melhor Filme Independente Internacional. O longa de Bong Joon-ho é unanimidade da crítica desde que recebeu a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano. A cerimônia do BIFA, realizada em Londres, também prestou homenagem à atriz Kristin Scott Thomas com um prêmio especial por sua carreira. Confira a baixo a lista completa dos prêmios. Melhor Filme Independente Britânico “For Sama” Melhor Direção Waad Al-Kateab e Edward Watts (“For Sama”) Melhor Roteiro Armando Iannucci e Simon Blackwell (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Atriz Renee Zellweger (“Judy”) Melhor Ator Josh O’Connor (“Only You”) Melhor Atriz Coadjuvante Ruthxjiah Bellenea (“The Last Tree”) Melhor Ator Coadjuvante Hugh Laurie (“The Personal History of David Copperfield”) Ator/Atriz Revelação Sam Adewunmi (“The Last Tree”) Diretor Revelação (Douglas Hickox Award) Harry Wootliff (“Only You”) Roteirista Revelação Emma Jane (“Unsworth Animals”) Produtor Revelação Kate Byers e Linn Waite (“Bait”) Melhor Documentário “For Sama” Melhor Filme Independente Internacional “Parasita” (Coreia do Sul) The Raindance Discovery Award “Children of the Snow Land” Melhor Casting Sarah Crowe (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Direção de Fotografia Benjamin Kracun (“Beats”) Melhor Figurino Suzie Harman e Robert Worley (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Edição Chloe Lambourne e Simon Mcmahon (“For Sama”) Melhores Efeitos Visuais Howard Jones (“A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon”) Melhor Maquiagem e Penteado Jeremy Woodhead (“Judy”) Melhor Música Jack Arnold (“Wild Rose”) Melhor Cenografia Cristina Casali (“The Personal History of David Copperfield”) Melhor Som David Bowtle-Mcmillan, Joakim Sundström e Robert Farr (“Beats”) The Richard Harris Award Kristin Scott Thomas
The Gentleman: Elenco grandioso do novo drama criminal de Guy Ritchie ganha pôsteres individuais
A STX divulgou uma coleção de pôsteres de “The Gentleman” para destacar individualmente os integrantes do impressionante elenco da produção. As artes destacam Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”), Charlie Hunnam (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Colin Farrell (“Dumbo”), Matthew McConaughey (“Interestelar”), Henry Golding (“Podres de Ricos”) e Michelle Dockery (“Downton Abbey”). O filme marca a volta do diretor Guy Ritchie às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira, em dramas criminais cultuados como “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998) e “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Na trama, Charlie Hunnam vive um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime americano (Matthew McConaughey) que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em 23 de abril, no Brasil.
Segredos Oficiais pertence à melhor tradição dos thrillers políticos
“Segredos Oficiais” é um thriller político na tradição dos melhores produzidos pela Nova Hollywood nos anos 1970, mas com aquele toque de maior realismo das produções britânicas. O filme conta a história real de Katharine Gun, vivida com brilhantismo por Keira Knightley (“Colette”). Funcionária de uma agência de inteligência da Inglaterra, ela obteve um memorando bombástico que revelava uma tentativa dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido de pressionar os demais países para obter apoio da ONU à guerra contra o Iraque em 2003, tendo como principal desculpa a existência das notórias – e inventadas – “armas de destruição em massa”. O filme é narrado com uma maestria impressionante, ainda que de maneira bem clássica. Talvez o maior mérito seja do roteiro, que foi coescrito pelo diretor Gavin Hood e consegue amarrar bem todos os personagens, apresentados nos momentos certos, e costurar a trama complexa de uma forma envolvente. É interessante como certos filmes, mesmo tratando de eventos ocorridos com uma distanciamento temporal relativamente grande, ainda falam sobre o momento atual. Afinal, vazamentos de informações privilegiadas estampam cada vez mais manchetes de jornais. Mas Gun não é retratada como uma heroína. O filme a mostra como uma pessoa comum que sente a necessidade de agir para impedir uma guerra (infelizmente, os Estados Unidos iniciam o ataque, mesmo sem o apoio da ONU) e que tem sua vida virada do avesso ao tomar essa decisão. O risco não é só dela, que pode ser presa, mas para seu marido, por ser imigrante, que enfrenta ameaças de deportação. O enredo vai sendo tecido com cuidado e esmero. Após a apresentação da personagem de Keira Knightley e as ações fundamentais para que o memorando ganhe o mundo, somos apresentados aos jornalistas do The Observer, principalmente àquele que escreveria a história, Martin Bright (em interpretação de Matt Smith, de “The Crown”). Depois, entra em cena o advogado Ben Emmerson (Ralph Fiennes, de “O Grande Hotel Budapeste”), que será responsável pela defesa da jovem. O excelente trabalho dos atores e o modo como o filme lida de forma realista com o mundo dos jornais, o circo da mídia e todo o drama kafkiano enfrentado por Gun, contribui para que “Segredos Oficiais” não deva nada a outras obras recentes de denúncias jornalísticas, como “Spotlight – Segredos Revelados”, de Tom McCarthy, “Conspiração e Poder”, de James Vanderbilt, ou “The Post – A Guerra Secreta”, de Steven Spielberg. E para quem não conhece a história real de Katharine Gun, o melhor é não pesquisar nada, pois o final é surpreendente.
Comédia do criador de Veep lidera indicações ao prêmio do cinema independente britânico
A principal premiação do cinema independente britânico, conhecida pela sigla BIFA (British Independent Film Awards), anunciou os indicados a sua edição deste ano. Destaque da lista, a comédia “The Personal History of David Copperfield”, de Armando Iannucci (criador da série “Veep”), é o filme com mais indicações. A adaptação do romance de Charles Dickens concorre a 11 prêmios, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro, Ator (Dev Patel), Ator e Atriz Coadjuvantes (Hugh Laurie e Tilda Swinton). Logo atrás aparece o drama musical “Wild Rose”, de Tom Harper (“The Aeronauts”), com 10 nomeações. Mas é “Judy”, de Rupert Goold (“A História Verdadeira”), para todos os efeitos uma produção inglesa de baixo orçamento, o filme mais oscarizável da relação, apesar de ter obtida apenas 5 indicações. Renee Zellwegger é favoritíssima ao prêmio de Melhor Atriz por seu retrato de Judy Garland. A 22ª cerimônia do BIFA vai acontecer em 1 de dezembro em Londres. Melhor Filme Independente Britânico Bait For Sama The Personal History of David Copperfield The Souvenir Wild Rose Melhor Direção Waad Al-Kateab, Edward Watts, For Sama Oliver Hermanus, Moffie Joanna Hogg, The Souvenir Mark Jenkin, Bait Asif Kapadia, Diego Maradona Melhor Atriz Jessie Buckley, Wild Rose Holliday Grainger, Animals Sally Hawkins, Eternal Beauty Vicky Knight, Dirty God Renee Zellweger, Judy Melhor Ator Sam Adewunmi, The Last Tree Tom Burke, The Souvenir Kris Hitchen, Sorry We Missed You Josh O’Connor, Only You Dev Patel, The Personal History of David Copperfield Melhor Roteiro Joanna Hogg, The Souvenir Armando Iannucci, Simon Blackwell, The Personal History of David Copperfield Paul Laverty, Sorry We Missed You Peter Strickland, In Fabric Nicole Taylor, Wild Rose Melhor Atriz Coadjuvante Jessica Barden, Scarborough Ruthxjiah Bellenea, The Last Tree Elizabeth Debicki, Vita & Virginia Tilda Swinton, The Personal History of David Copperfield Julie Walters, Wild Rose Melhor Ator Coadjuvante Chiwetel Ejiofor, The Boy Who Harnessed the Wind Hugh Laurie, The Personal History of David Copperfield Edlison Manuel, Olbera Núñez, Yuli – The Carlos Acosta Story Peter Mullan, The Vanishing Bluey Robinson, Dirty God Diretor Revelação (Douglas Hickox Award) Will Becher, Richard Phelan, A Shaun The Sheep Movie: Farmageddon Fyzal Boulifa, Lynn + Lucy Ninian Doff, Boyz in the Wood Chiwetel Ejiofor, The Boy Who Harnessed the Wind Harry Wootliff, Only You Produtor Revelação Finn Bruce, Tucked Kate Byers, Linn Waite, Bait Joy Gharoro-Akpojotor, Blue Story [Also Produced by Damian Jones] Becky Read, Three Identical Strangers [Also Produced by Grace Hughes-Hallett] Jack Sidey, Moffie [Also Produced by Eric Abraham] Roteirista Revelação Kieran Hurley, Beats Lisa Owens, Days of the Bagnold Summer Nicole Taylor, Wild Rose Emma Jane, Unsworth Animals Harry Wootliff, Only You Ator/Atriz Revelação Sam Adewunmi, The Last Tree Vicky Knight, Dirty God Lorn Macdonald, Beats Roxanne Scrimshaw, Lynn + Lucy Honor Swinton Byrne, The Souvenir Melhor Documentário Coup 53, Taghi Amirani, Walter Murch, Paul Zaentz Diego Maradona, Asif Kapadia, James Gay-Rees, Paul Martin For Sama, Waad Al-Kateab, Edward Watts Seahorse, Jeanie Finlay, Andrea Cornwell Tell Me Who I Am, Ed Perkins, Simon Chinn The Raindance Discovery Award A Bump Along the Way, Shelly Love Children of the Snow Land, Zara Balfour, Marcus Stephenson, Mark Hakansson Here for Life, Andrea Luka Zimmerman, Adrian Jackson, James Lingwood, Michael Morris, Cressida Day Muscle, Gerard Johnson, Matthew James Wilkinson, Richard Wylie, Ed Barratt The Street, Zed Nelson Melhor Filme Independente Internacional Ash Is Purest White Marriage Story Monos Parasite Portrait of a Lady on Fire Melhor Elenco Shaheen Baig, In Fabric Shaheen Baig, Aisha Bywaters, The Last Tree Kahleen Crawford, Caroline Stewart, Only You Kahleen Crawford, Wild Rose Sarah Crowe, The Personal History of David Copperfield Melhor Direção de Fotografia Ole Bratt Birkeland, Judy Benjamin Kracun, Beats Zac Nicholson, The Personal History of David Copperfield Jamie D Ramsay, Moffie Ari Wegner, In Fabric Melhor Figurino Suzie Harman, Robert Worley, The Personal History of David Copperfield Anna Mary Scott Robbins, Wild Rose Grace Snell, The Souvenir Jany Temime, Judy Jo Thompson, In Fabric Melhor Edição Mick Audsley, Peter Lambert, The Personal History of David Copperfield Mark Jenkin, Bait Chris King, Diego Maradona Chloe Lambourne, Simon Mcmahon, For Sama Helle Le Fevre, The Souvenir Melhores Efeitos Visuais Howard Jones, A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon Paul Mann, In Fabric Andy Quinn, The Boy Who Harnessed the Wind Melhor Maquiagem e Penteado Morten Jacobsen, Rogier Samuels, Lindelotte Van Der Meer, Dirty God Karen Hartley-Thomas, The Personal History of David Copperfield Emma Scott, In Fabric Jody Williams, Wild Rose Jeremy Woodhead, Judy Melhor Música Jack Arnold, Wild Rose Cavern Of Anti-Matter, In Fabric Nainita Desai, For Sama Antonio Pinto, Diego Maradona Jd Twitch, Penelope Trappes, Stephen Hindman, Beats Melhor Cenografia Cristina Casali, The Personal History of David Copperfield Stéphane Collonge, The Souvenir Kave Quinn, Judy Anne Seibel, The White Crow Paki Smith, In Fabric Melhor Som Anna My Bertmark, Jonathan Seale, Jules Woods, Gwen David Bowtle-Mcmillan, Joakim Sundström, Robert Farr, Beats Stephen Griffiths, Tim Cavagin, Max Walsh, Andy Shelley, Diego Maradona Lee Walpole, Colin Nicholson, Stuart Hilliker, Wild Rose Martin Pavey, In Fabric
A Música da Minha Vida celebra Bruce Springsteen e o poder da música
Filme indie britânico baseado nas memórias do jornalista inglês de ascendência paquistanesa Sarfraz Manzoor (e registradas no livro “Greetings from Bury Park: Race, Religion and Rock N’ Roll”, lançado por ele em 2007), “A Música da Minha Vida” (“Blinded by the Light”, no original) é uma declaração de amor a Bruce Springsteen, num contexto direto, e ao poder revolucionário da música, numa visão mais ampla. A trama retorna aos difíceis anos 1980 com Margaret Thatcher como primeira ministra do Reino Unido. A família de Manzoor (aqui apresentada como Javed Khan) vive em Luton e, seguindo seus preceitos, deseja encontrar uma parceira para o rapaz, tanto quanto espera que ele siga uma profissão tradicional, como médico ou advogado. Javed (interpretado por Viveik Kalra), porém, escreve poesias e também letras de música para uma banda de amigos e tem seu texto elogiado na escola, o que rende um estágio no jornal local, e o sonho de alçar voos mais altos… sozinho. Mas os dogmas da família (e o desemprego do pai) começam a pesar sobre seus ombros, e é neste momento em que ele encontra a luz, ou melhor, Bruce Springsteen, numa fita cassete emprestada por um amigo de escola (que, assim como ele, sofre racismo por seus pais também não serem ingleses – ainda que ele seja). Para Javed, Bruce traduz seus sentimentos, suas angustias e duvidas em canções como “Born To Run”, “The River”, “Badlands” e “Thunder Road”, e ancorado nelas ele pretende enfrentar o mundo (começando por sua família). Filme agridoce, previsível e que apenas tateia temas espinhosos (como o racismo, religião e a extrema-direita britânica), “A Música da Minha Vida” tem direção de Gurinder Chadha (de “Driblando o Destino” e carrega todos os cacoetes de uma produção independente, mas se destaca por sua bela trilha sonora (Bruce não apenas cedeu arrasadoras versões ao vivo raras como também uma canção inédita, “I’ll Stand By You”, que havia sido feita para um dos filmes de Harry Potter, mas ficou de fora) e sua força sonhadora, alcançando um resultado muito mais (hummm) honesto e interessante do que, digamos, “Yesterday”, “Rocketman” e “Bohemian Rhapsody”, ainda que aquém (emocionalmente) de “Springsteen on Broadway” e “Springsteen & I”.
The Gentleman: Matthew McConaughey é chefão do crime no trailer do novo filme de Guy Ritchie
A STX divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Gentleman”, que traz o diretor Guy Ritchie de volta às histórias de gângsteres britânicos, repletas de humor negro, que lhe renderam fama no começo de sua carreira. O envolvimento com drogas e diversas reviravoltas apresentadas na prévia evocam sua saudosa estreia, “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998), enquanto o elenco grandioso sugere o filme seguinte, “Snatch: Porcos e Diamantes” (2000). Definitivamente, não é “Aladdin” (2019) nem “Rei Arthur: A Lenda da Espada” (2017). Mas o protagonista é o intérprete do Rei Arthur, Charlie Hunnam, um gângster bem educado, que trabalha para um chefão do crime interpretado por Matthew McConaughey (“Interestelar”), americano que construiu um império de drogas no Reino Unido. Quando rumores começam a circular sobre uma aposentadoria do chefão, todos os outros criminosos de Londres criam seus próprios esquemas para tomar o lugar dele. O elenco grandioso inclui Henry Golding (“Podres de Ricos”), Michelle Dockery (“Downton Abbey”), Jeremy Strong (“Succession”), Eddie Marsan (“Ray Donovan”), Colin Farrell (“Dumbo”) e Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”). A estreia está marcada para 24 de janeiro nos Estados Unidos e ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.
Filme Sexy Beast vai virar série da Paramount
A Paramount encomendou uma temporada de 10 episódios de “Sexy Beast”, série que adapta o filme homônimo de 2000. A produção é uma parceria entre os estúdios Anonymous Content e Paramount Television, responsáveis por sucessos como “13 Reasons Why” e “The Alienist”. Estreia do cineasta Jonathan Glazer (“Reencarnação” e “Sob a Pele”), “Sexy Beast” é um filme de gângsteres que rendeu até uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante para Ben Kingsley. Na trama, Ray Winstone vive Gal Dove, um ladrão que resolve se aposentar da vida do crime, saindo em férias com sua mulher e amigos para a Espanha. Mas seu antigo parceiro Don Logan (papel de Kingsley) quer que ele participe de um grande assalto em Londres e se recusa a aceitar “não” como resposta. Ian McShane também está no elenco com o poderoso chefão Teddy Bass, que se beneficiaria do crime. A série será um prólogo que contará o passado criminoso desses personagens, mostrando o começo da parceria entre Gal Dove e Don Logan, na época em que começam a trabalhar para o chefão Teddy Bass e Gal conhece e se apaixona pela estrela de cinema adulto DeeDee – sua futura esposa. Gal é um ladrão brilhante e Don é um gângster cruel, e a série vai explorar o complicado relacionamento do par, em meio à loucura sedutora do mundo criminoso de Londres durante os vibrantes e voláteis anos 1990. A atração foi desenvolvida por Michael Caleo, roteirista das séries clássicas “Rescue Me” e “Os Sopranos”, além do filme “A Família”, de Luc Besson, e o primeiro episódio terá direção da cineasta Karyn Kusama (“O Peso do Passado”). Ainda não há previsão para a estreia.
Renee Zellweger é Judy Garland em trailer emocionante de cinebiografia
A LD Entertainment divulgou o pôster e o emocionante trailer completo de “Judy”, cinebiografia em que Renee Zellwegger se transforma em Judy Garland. A trama acompanha a lendária atriz de “O Mágico de Oz” (1939) e “Nasce uma Estrela” (1954) no final de sua vida. Separada, endividada e sem opções para cuidar dos filhos, ela aceita embarcar numa turnê de shows em Londres em 1968, onde realiza espetáculos concorridos, envolve-se com o último amor de sua vida, dá vexames e luta contra a depressão, semanas antes de morrer de overdose aos 47 anos de idade. É um grande melodrama. O filme tem roteiro de Tom Edge (da série “The Crown”), direção do inglês Rupert Goold (“A História Verdadeira”) e seu elenco ainda inclui Rufus Sewell (“The Man in the High Castle”), Bella Ramsey (“Game of Thrones”), Michael Gambon (“Harry Potter e as Relíquias da Morte”), Finn Wittrock (“American Horror Story”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Gemma-Leah Devereux (“The Tudors”) e Darci Shaw (“The Bay”) como a versão jovem de Judy. A estreia está marcada para 27 de setembro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Shaun, O Carneiro encontra ET no trailer da nova animação
A Aardman Animation divulgou novos pôsteres e trailer da continuação de “Shaun: O Carneiro” (2015). Com o subtítulo, em inglês, de “Farmageddon”, vídeo e cartaz mostram o carneiro no espaço e travando contato com um novo personagem, um ET que caiu na Terra. A chegada de discos voadores e aliens será acompanhada por uma invasão militar na pacata fazenda da trama, transformando completamente a premissa da franquia. Mas uma coisa não mudou. O filme é realizado com a mesma técnica de animação por stop-motion de todas as produções da Aardman. A direção é da dupla Will Becher e Richard Phelan, que estreia em longa após trabalharem na série animada do personagem. Shaun apareceu pela primeira vez no curta “Wallace & Gromit: O Fio da Navalha” (1995), premiado com o Oscar, e, de coadjuvante, acabou virando protagonista ao ganhar uma série animada em 2007, exibida até hoje pela TV britânica. Um dos segredos de sua popularidade é que seus desenhos são mudos, já que os carneiros não falam, e portanto são facilmente entendidos em todo o mundo. O primeiro longa foi o grande vencedor da edição 2015 do Festival Anima Mundi e disputou o Oscar de Melhor Animação. A continuação tem estreia marcada para outubro no Reino Unido, mas só deve chegar em 2020 no Brasil.
Danny Boyle revela planos de filmar Extermínio 3
O diretor britânico Danny Boyle contou que existem planos para retomar a franquia de zumbis “Extermínio” com um terceiro filme. Em entrevista ao jornal The Independent, ele comentou que teve uma conversa com o roteirista original, Alex Garland, que rendeu uma “ideia maravilhosa” para continuar a história. “Alex Garland e eu tivemos uma ideia maravilhosa para o terceiro filme. É realmente boa”, disse o diretor. “O filme original inspirou um tipo de ressurreição dos dramas envolvendo zumbis e não faz referência a nada disso. Não parece estagnado. Ele [Alex Garland] está concentrado na direção de seu próprio filme no momento, então estamos no limbo por enquanto, mas nunca se sabe”, completou o diretor. O “Extermínio” original, lançado em 2002, foi responsável pela renovação do interesse em histórias de zumbis. Não apenas no cinema. Os primeiros minutos do longa foram basicamente “refletidos” na primeira edição dos quadrinhos de “The Walking Dead”, lançada um anos depois com a mesma premissa, ao mostrar um protagonista que desperta num hospital sem saber do apocalipse zumbi. O longa ganhou uma boa continuação em 2007, escrita e dirigida pelo espanhol Juan Carlos Fresnadillo, com Boyle e Garland atuando como produtores. Atualmente, Boyle divulga o lançamento de seu novo filme, o musical “Yesterday”, com estreia marcada para agosto no Brasil, e Garland prepara seu terceiro longa como diretor, a adaptação do game “Halo”, além de sua primeira série, “Devs”. Relembre abaixo o trailer do primeiro “Extermínio”.
A Espiã Vermelha simplifica questões profundas com romantismo de época
Quando se fala de espionagem, a ideia imediatamente associada a ela é a de traição. Traição a seu país, à sua causa política, aos seus companheiros de trabalho ou militância, a seus amores, amigos, familiares. Mas o mundo é complexo e muitos elementos entram nessa equação. Por exemplo, num tempo de guerra, há alianças. Será correto que um país aliado esconda informações essenciais do outro? A lealdade a um país não poderia ser um entrave ao equilíbrio necessário para reconquistar a paz mundial? No terreno das relações pessoais, como amar e se dedicar a alguém que professa teses arriscadas, que soam parciais ou manipuladas? Enfim, é possível e desejável dormir com o inimigo? É justo excluir amigos e familiares de informações que podem colocá-los em risco? Por outro lado, deixá-los na ignorância pode ser uma forma de protegê-los? E aos companheiros de militância política ou científica é possível omitir ou compartilhar dados sigilosos? Em que medida e com que objetivo? Todas essas questões perpassam a leitura do romance “A Espiã Vermelha” (Red Joan), de Jennie Rooney, uma criação inspirada em fatos e personagens reais da história, no Reino Unido, no período que antecedeu a 2ª Guerra Mundial, passou por toda a conflagração e continuou após a bomba atômica, em Hiroshima, e a vitória dos aliados ocidentais e da União Soviética. A personagem da espiã Joan Stanley é complexa e cheia de nuances, sentimentos, valores, lealdades pessoais e políticas. É inspirada livremente na espiã britânica Melita Norwood, que agiu municiando a União Soviética de informações sigilosas. Só foi descoberta 50 anos após, quando já contava com 87 anos de idade, levando uma vida calma e tranquila nos subúrbios londrinos, viúva e com um filho advogado. O filme homônimo, de Trevor Nunn, adapta essa história surpreendente e atraente, respeitando a proposta do livro, mas reduzindo significativamente o impacto político e a força que esse envolvimento tem na vida da personagem principal e de seus contatos mais importantes. O comunismo como ideia-força dessa juventude retratada, o papel heroico e ambíguo de Stalin na guerra (haja visto o pacto de não-agressão firmado com Hitler), a opressão que se seguiu, assim como o papel do Reino Unido como aliado preferencial dos norte-americanos, porém, reticente em relação aos soviéticos, o rompimento do que restava do pacto civilizatório com o ataque brutal da bomba em Hiroshima e Nagasaki e o desequilíbrio do mundo com a emergência da superpotência dos Estados Unidos, tiveram um papel de fundamental relevo na trama. Isto é claro no livro, mas tímido no filme. Os elementos românticos da narrativa são mais explorados pelo filme do que talvez fosse necessário. Parece que houve uma preocupação de tornar mais palatável ao grande público uma trama que deixasse a contextualização política num plano mais geral, sem entrar em muitos detalhes. No entanto, a espionagem em si é apenas um elemento do sentimento político reinante naquele período da história. Não é o centro dela, embora seja o elemento detonador que une o presente ao passado. Evidentemente, o nome da grande atriz inglesa Judi Dench, que faz Joan idosa nos dias atuais, vai atrair o público aos cinemas. Seu papel, porém, é relativamente pequeno, já que o maior tempo é dedicado ao relembrar do passado que está sub judice da Joan jovem, papel de Sophie Cookson, que está bem, mas não passa a densidade política que a personagem precisaria ter. O elenco como conjunto é muito bom, a produção é bem cuidada, a caracterização de época é ótima, oferecendo um programa cinematográfico de boa qualidade. Mas o livro que inspirou o filme, lançado pela editora Record, aprofunda questões que “A Espiã Vermelha”, no cinema, não conseguiu explorar suficientemente.
Renee Zellweger é Judy Garland em trailer de cinebiografia
A Roadside Attractions divulgou o pôster, novas fotos e o primeiro trailer de “Judy”, cinebiografia da lendária atriz Judy Garland. A prévia mostra diversas cenas da vida da estrela, com ênfase em seus últimos anos, quando é encarnada por Renee Zellweger. E a interpretação é tão convincente que os letreiros chegam a afirmar que “Renee Zellweger é Judy Garland”. Situado em 1968, o filme mostrará a chegada da atriz em Londres para uma série de apresentações. 30 anos depois de dar a vida a Dorothy, em “O Mágico de Oz”, ela enfrenta problemas de uma grande estrela: brigas com empresários, relacionamentos com músicos, fãs e amigos, além do romance com seu quinto marido, Mickey Dean. Judy Garland faleceu poucos meses depois, ainda em Londres, de overdose aos 47 anos de idade. O filme tem roteiro de Tom Edge (da série “The Crown”), direção do inglês Rupert Goold (“A História Verdadeira”) e seu elenco ainda inclui Rufus Sewell (“The Man in the High Castle”), Bella Ramsey (“Game of Thrones”), Michael Gambon (“Harry Potter e as Relíquias da Morte”), Finn Wittrock (“American Horror Story”), Jessie Buckley (“Chernobyl”), Gemma-Leah Devereux (“The Tudors”) como Lisa Minnelli e Darci Shaw (“The Bay”) como a versão jovem de Judy. A estreia está marcada para 27 de setembro nos Estados Unidos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Nadja Regin (1931 – 2019)
A atriz Nadja Regin, que apareceu em dois filmes da franquia “007”, morreu aos 87 anos. A notícia foi confirmada pela conta oficial da saga James Bond no Twitter, que postou uma homenagem à atriz sérvia, sem dar maiores detalhes sobre sua morte. Ela começou a carreira em 1959 em filmes da então Iugoslávia, usando seu nome completo: Nadja Poderegin. Fez oito produções elogiadíssimas, antes de cruzar a Cortina de Ferro para trabalhar na Alemanha Ocidental e no Reino Unido, onde a qualidade das obras desabou, mas lhe deu maior visibilidade. Os dois filmes de James Bond foram os únicos trabalhos de sua filmografia lançados no Brasil. Em “Moscou Contra 007” (1963), estrelado por Sean Connery, Regin viveu a amante do personagem Karim Bey (Pedro Armendáriz), chefe da “estação T” do Serviço Secreto Britânico em Istambul (Turquia). Sua segunda aparição, em “007 Contra Goldfinger” (1964), teve mais destaque. Novamente ao lado de Connery, ela aparece como a personagem Bonita, uma dançarina sedutora que tenta enganar o espião. Regin continuou atuando durante os anos 1960, aparecendo em séries britânicas como “Danger Man”, “The Third Man” (O Terceiro Homem) e “The Saint” (O Santo). Até se aposentar em 1968, fundando a editora literária Honeyglen Publishing com sua irmã, Jelena.











