La La Land vence o BAFTA, o “Oscar britânico”
O musical “La La Land”, do diretor Damien Chazelle, foi o grande vencedor do BAFTA 2017, principal premiação de cinema e televisão britânica, que aconteceu neste domingo (12) em Londres. Além da estatueta de Melhor Filme, o musical conquistou os troféus de Melhor Direção para Chazelle, Melhor Atriz para Emma Stone, Melhor Trilha Sonora e Melhor Fotografia. Os outros intérpretes premiados foram Casey Affleck, Melhor Ator por seu trabalho em “Manchester à Beira-Mar”, Viola Davis, Melhor Atriz Coadjuvante por “Um Limite entre Nós”, Dev Patel, Melhor Ator Coadjuvante por “Lion”, e Tom Holland, o novo Homem-Aranha como Revelação do ano. “Lion”, por sinal, também venceu o troféu de Melhor Roteiro Adaptado, enquanto “Manchester à Beira-Mar” levou o prêmio de Melhor Roteiro Original. Na lista de premiações britânicas, “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, sagrou-se o Melhor Filme e o terror “Sob a Sombra”, de Babak Anvari, a Melhor Estreia. Confira a lista completa dos vencedores abaixo. Vencedores do BAFTA Awards 2017 MELHOR FILME “La La Land” MELHOR FILME BRITÂNICO “Eu, Daniel Blake” MELHOR ESTREIA DE ROTEIRISTA, DIRETOR OU PRODUTOR BRITÂNICO “Sob a Sombra” – Babak Anvari (roteirista/diretor), Emily Leo, Oliver Roskill, Lucan Toh (produtores) MELHOR FILME ESTRANGEIRO “O Filho de Saul” (Hungria) MELHOR DOCUMENTÁRIO “A 13a Emenda” MELHOR ANIMAÇÃO “Kubo e as Cordas Mágicas” MELHOR DIRETOR Damien Chazelle, por “La La Land” MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Kenneth Lonergan, por “Manchester à Beira-Mar” MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Luke Davies, por “Lion” MELHOR ATOR Casey Affleck, por “Manchester à Beira-Mar” MELHOR ATRIZ Emma Stone, por “La La Land” MELHOR ATOR COADJUVANTE Dev Patel, por “Lion” MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Viola Davis, por “Um Limite entre Nós” MELHOR TRILHA SONORA “La La Land” MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA “La La Land” MELHOR EDIÇÃO “Até o Último Homem” MELHOR DIREÇÃO DE ARTE “Animais Fantásticos e Onde Habitam” MELHOR FIGURINO “Jackie” MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO “Florence – Quem é Essa Mulher?” MELHOR SOM “A Chegada” MELHORES EFEITOS VISUAIS “Mogli – O Menino Lobo” MELHOR CURTA BRITÂNICO DE ANIMAÇÃO “A Love Story” MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO “Home” REVELAÇÃO DO ANO Tom Holland
Michael Caine vai liderar gangue de idosos em filme de assalto
Um dos maiores assaltantes do cinema britânico, Michael Caine (“Interestelar”), vai retomar o mal caminho num novo filme de assalto, liderando uma gangue de criminosos da Terceira Idade. Segundo o jornal The Guardian, Caine liderá Michael Gambon (franquia “Harry Potter”), Jim Broadbent (“O Bebê de Bridget Jones”) e Ray Winstone (“Noé”) numa encenação do roubo do Hatton Garden Safe Deposit Ltd, tradicional local onde se comercializa joias na Inglaterra, que aconteceu durante o feriado da Páscoa de 2015. Na ocasião o quarteto de maus velhinhos fugiu com US$ 30 milhões em ouro, joias e pedras preciosas, mas acabou preso e condenado pela Justiça. Com um currículo repleto de assaltos mirabolantes, Michael Caine realiza grandes roubos desde “Um Golpe à Italiana” (1969) e continua até hoje impune, tentando aplicar novos golpes na recente franquia “Truque de Mestre”. A direção está a cargo de James Marsh (“A Teoria de Tudo”) e o roteiro é de Joe Penhall (“A Estrada”). Ainda não há previsão para o lançamento.
Berlim: Continuação de Trainspotting troca a juventude pela crise da meia-idade
Uma das sessões mais disputadas do Festival de Berlim, a exibição de “T2 Trainspotting” dividiu opiniões. Muitos esperavam uma retomada da ousadia do primeiro longa, com suas viagens aterrorizantes de heroína, mas, 20 anos depois, a continuação é quase uma sombra do original, mas nem por isso deixa de ser divertido. De certo modo, faz todo o sentido, inclusive narrativamente. “O primeiro longa juntou um ótimo tema e um roteiro excelente com o momento exato, o zeitgeist perfeito. Não dá para conseguir isso de novo, foi único”, considerou Jonny Lee Miller, intérprete de Simon, aka Sick Boy, durante o encontro com a imprensa internacional. “Eu mesmo só me interessei pelo novo projeto porque não seria ‘uma continuação’ típica… Até porque parece mais uma ‘post-mortem’ daquele universo”, brincou. De fato, “T2 Trainspotting” não tem o mesmo frescor, porque todos os envolvidos estão na meia-idade, tanto atrás das câmeras quanto na própria ficção. O tempo passou e o reencontro de personagens, atores, roteirista e diretor se dá em clima de nostalgia. As referências a eventos de 1996 surgem quase como memorabilia. Mas um filme é fruto do outro, e o cineasta Danny Boyle busca manter a continuidade estética entre as duas produções, optando pelo mesmo fluxo de imagens inspirados na estética de videoclipe, que parecia tão moderna na época do Britpop. Curiosamente, boa parte das críticas foram focadas nesta opção estética, centrada em movimentos de câmera “espertos” e visual “vibrante”, que mais parecem exercícios de estilo que uma estrutura a serviço da história. Mas há, sim, uma boa história captada pelas câmeras, da qual se ri muito. Na entrevista coletiva do festival, Boyle explicou que queria fazer um novo filme que fosse independente do original, mas achou difícil escapar da herança de “Trainspotting”. Ele revelou que o roteirista John Hodge escreveu um roteiro perfeitamente decente, baseado em parte no romance “Porno”, de Irvine Welsh, que é a sequência literária do primeiro filme. “Mas eu nem sequer me preocupei em enviá-lo para os atores”, disse. Isto porque o cineasta queria algo mais pessoal, que convencesse o elenco original a retornar. Ele precisava que o filme refletisse a passagem de tempo não só dos personagens, mas de todos os envolvidos. E assim se trancou com Hodge numa casa em Edimburgo, respirando o clima escocês para imaginar um reencontro com Renton, Sick Boy, Begbie e Spud na mesma cidade, mas numa época radicalmente diferente. “O filme é sobre a angústia do avançar da idade, é sobre questões envolvendo a masculinidade”, explica o diretor. “Era essencial que os atores trouxessem seus próprios conflitos pessoais com essas questões aos personagens”. Boyle acrescenta que até as mudanças tecnológicas dos últimos anos foram incorporadas na produção. “Muitas coisas mudaram no modo de se fazer cinema daquela época para cá. O mais importante é que as câmeras ficaram muito menores”, repara. “Com os aparelhos de hoje, você consegue captar em uma cena alguns detalhes que antes você sequer poderia imaginar enquanto escrevia o roteiro do filme. E também é possível acessar as performances dos atores de maneira diferente.” Mas mudanças também aconteceram durante as filmagens, afetando o mundo de todos os envolvidos. “Estávamos filmando quando aconteceu o Brexit, e foi um choque especial estar na Escócia” – que votou contra a saída do Reino Unido da União Européia – , contou Boyle. Talvez por reflexo disso, o filme é bem mais europeu que o primeiro, que foi todo concentrado em Edimburgo. Desta vez, há cenas na Holanda e na Romênia. Boyle também se dedicou a selecionar uma trilha sonora marcante, como a do primeiro filme, inclusive referenciando as duas músicas mais fortes do original, “Lust for Life”, de Iggy Pop, que ganhou um cover de Prodigy, e “Born Slippy”, refeita numa versão mais lenta pela própria banda Underworld. Mas, no lugar do Britpop de Blur, Elastica e Primal Scream, incluiu a nova geração de bandas britânicas, como Young Fathers e Fat White Family. Vale observar que os críticos britânicos foram os que mais gostaram do filme.
Atriz de Downton Abbey é romântica com TOC em trailer de fábula contemporânea
A Samuel Goldwyn Films divulgou os pôsteres, as fotos e o trailer de “This Beautiful Fantastic”, fábula contemporânea britânica estrelada por Jessica Brown Findlay (série “Downton Abbey”). Na trama, ela vive uma mulher reclusa com TOC, que sonha virar escritora infantil, mas sua fobia pela natureza acaba criando uma situação de risco em seu próprio quintal, com consequente ameaça de despejo do senhorio. Graças a isso, mesmo sem sair de sua propriedade, ela acaba conhecendo seu vizinho, um viúvo triste e mal-humorado (Tom Wilkinson, de “Batman Begins”), que obviamente é especialista em jardinagem. A prévia é entrecortada por elementos fabulosos, muito ao estilo de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001), que podem ser resultado do livro que a protagonista tenta escrever, com direito a um passarinho mecânico, cenas românticas com Jeremy Irvine (“Fallen”) e um chef vivido por Andrew Scott (série “Sherlock”). O filme é escrito e dirigido por Simon Aboud (“Comes a Bright Day) e estreia nos EUA em 10 de março. Não há previsão de lançamento no Brasil.
Rachel Weisz é viúva perigosa em trailer de suspense da escritora de Rebecca e Os Pássaros
A Fox Searchlight divulgou o primeiro trailer de “My Cousin Rachel”, suspense britânico de época estrelado por Rachel Weisz, no papel da manipuladora personagem-título. A prévia mostra como Sam Claflin (franquia “Jogos Vorazes”) é enfeitiçado pelo charme de Rachel, mesmo tendo quase certeza de que ela foi responsável pela morte do marido rico, seu primo legítimo, para ficar com sua herança. A trama é baseada no romance escrito em 1951 por Daphne du Maurier, a célebre autora adaptada por Alfred Hitchcock em dois clássicos de suspense: “Rebecca, a Mulher Inesquecível” (1940) e “Os Pássaros” (1963). A adaptação tem roteiro e direção do diretor Roger Michell, mais conhecido por comédias românticas como a clássica “Um Lugar Chamado Notting Hill” (1999) e “Um Fim de Semana em Paris” (2013). O elenco inclui Holliday Grainger (“Horas Decisivas”) e Iain Glen (série “Game of Thrones”). A estreia está marcada para 14 de julho nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Ator de Rogue One vira detetive particular em trailer noir do diretor de Dredd
A BBC Films divulgou quatro fotos e o trailer de “City of Tiny Lights”, que traz Riz Ahmed (“Rogue One: Uma História Star Wars”) como um detetive privado, que descobre segredos para pagar as contas. A prévia de verniz noir introduz os diversos personagens com quem ele cruza, ao investigar o desaparecimento de uma prostituta em Londres. O filme britânico tem direção de Pete Travis (“Dredd”), roteiro de Patrick Neate (“No Limite da Realidade”) e inclui em seu elenco Billie Piper (série “Penny Dreadful”), Cush Jumbo (série “The Good Wife”), Hannah Rae (série “Broadchurch”), Roshan Seth (“Indiana Jones e o Templo da Perdição”) e James Floyd (“Distúrbio”). A estreia está marcada para 7 de abril no Reino Unido e não há previsão de lançamento no Brasil.
Continuação de Trainspotting ganha duas coleções de pôsteres de personagens
A Sony divulgou duas coleções de pôsteres da continuação de “Trainspotting” (1996). Os registros em preto e branco foram feitos para o lançamento britânico, enquanto o cartazes de fundo laranja visam o mercado húngaro. Ambas as séries reúnem os atores Ewan McGregor, Jonny Lee Miller, Ewen Bremner e Robert Carlyle, intérpretes respectivamente de Renton, Sick Boy, Spud e Begbie, 21 anos após os eventos do primeiro filme. Além deles, também retornam na continuação o diretor Danny Boyle e o roteirista John Hodge, que escreveu a adaptação do romance original de Irvine Welsh. O filme terá première no Festival de Berlim e chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de fevereiro com o título de “T2 Trainspotting”. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las.
A turma volta a se reunir no novo pôster da continuação de Trainspotting
A Sony divulgou um novo pôster da continuação de “Trainspotting” (1996), que reúne os atores Ewan McGregor, Jonny Lee Miller, Ewen Bremner e Robert Carlyle, intérpretes respectivamente de Renton, Sick Boy, Spud e Begbie, 21 anos após os eventos do primeiro filme. Além deles, também retornam na continuação o diretor Danny Boyle e o roteirista John Hodge, que escreveu a adaptação do romance original de Irvine Welsh. O filme terá première no Festival de Berlim e chega aos cinemas brasileiros no dia 16 de fevereiro com o título de “T2 Trainspotting”. Clique na imagem abaixo para ampliá-la.
Sob a Sombra encontra o terror na cultura iraniana
Há um monstro em “Sob a Sombra”, mas não um monstro como aqueles a que fomos habituado pelo cinema norte-americano. A criatura pode ou não estar escondida dentro do lar da iraniana Shideh (Narges Rashidi), mas há uma guerra correndo lá fora, e apenas Shided e sua filha pequena, Dorsa (Avin Manshadi), parecem amedrontadas pela sinistra figura. O míssil encravado no apartamento do vizinho de cima sem detonar, talvez explique o pavor que mãe e filha vivem, enquanto o marido, um médico do exército recrutado para dar assistência no front, não volta. O horror vem da aflição e do perigo eminente do desconhecido, mas também da sombra de algo bem conhecido: a guerra. No caso, o final do confronto entre Irã e Iraque em 1988, um episódio histórico que deixou milhares de mortos e a cidade de Teerã em ruínas. O diretor e roteirista estreante Babak Anvari baseou-se em sua própria experiência de infância do período para recriar o clima de agonia e tensão de “Sob a Escuridão”. Intriga a forma como ele faz o terror progredir. A ameaça não vem de fora, ela brota de dentro. É como se estivesse debaixo da pele e atingisse primeiro os ossos. A mãe procura manter a rotina dentro de casa tranquila e a violência, embora referida a todo momento, nunca ocorre em quadro. Os barulhos das explosões e as rajadas de metralhadoras parecem longe, mas funcionam como pequenos lembretes. Não adianta fingir, é preciso estar sempre alerta. É por isso que mãe e filha dormem pouco. A pequena Dorsa é a primeira a pressentir os sinais dos “djins”. Só muda o nome, essas figuras folclóricas da cultura persa, no fundo são carregadas pelo vento do mesmo modo que o bicho papão da cultura ocidental. Shideh, é claro, tenta tranquilizar a criança, mas quando vislumbra atrás dela, espelhada na tela da TV, algo que não deveria estar lá, as duas esquecem o temor da guerra e os perigos da noite, e correm em pânico pelas ruas. É um alívio quando avistam as luzes de um veículo policial à frente; a dedução é que certamente esses homens virão em auxílio. Mas, em vez disso, eles repreendem as duas, com uma pergunta: “Estamos na Europa agora?” Só então a iraniana Shihed percebe que esqueceu a burka. Cáustica ironia, além de enfrentar a guerra e os “djins”, ainda há tempo para os oficiais lembrá-las dos costumes e do decoro. O que nos leva a crer que, em filme de terror do Oriente Médio, a desvantagem das vítimas é muito maior. Disponibilizado por streaming pela Netflix, a coprodução entre Irã e Reino Unido foi uma das sensações do Festival de Sundance do ano passado e, desde então, conquistou diversos prêmios, como Melhor Filme da mostra New Visions do Festival de Sitges (o mais famoso evento de cinema fantástico do mundo), além dos BIFAs (prêmio do cinema independente do Reino Unido) de Melhor Roteiro, Atriz Coadjuvante e Diretor Estreante – sem esquecer que ainda está indicada ao BAFTA (o “Oscar britânico”) e ao Independent Spirit Awards (o “Oscar indie”) em diversas categorias.
Filme Eu, Daniel Blake inspira gritos de “Fora Temer” no Brasil
Em cartaz desde o dia 5 de janeiro, o filme “Eu, Daniel Blake”, do inglês Ken Loach, tem inspirado manifestações políticas no Brasil. A produção, que mostra a crise do sistema de previdência, a burocracia estatal e as consequências da falta de emprego para a população na Inglaterra, costuma terminar com gritos de “Fora Temer” aos finais das sessões. O costume foi inaugurado durante o Festival do Rio, em outubro, quando o filme foi exibido pela primeira vez no país, rendendo um forte “Fora Temer” em meio a aplausos entusiasmados pela obra de Loach, diretor conhecido por abordar temas sociais e políticos de esquerda. Segundo o jornal O Globo apurou, a justificativa para as manifestações brasileiras seria o projeto de reforma de presidência enviada pelo governo ao Congresso. Do outro lado do espectro político, as únicas manifestações contra o partido da ex-presidente Dilma tem sido na denúncia do próprio filme como sendo “petista”. Não houve, no entanto, manifestações que fizessem a ligação entre a denúncia do filme à situação de devastação total dos fundos de previdência estatais, pilhados pela corrupção dos últimos 14 anos – do poderoso Petros, da Petrobrás, ao Postalis, dos Correios. Nem à crise de desemprego desencadeada pela política econômica do governo Dilma. Além de evocar catarse do público e elogios da crítica, “Eu, Daniel Blake” também venceu o Festival de Cannes do ano passado. Mas sua Palma de Ouro é considerada controvertida até entre os cinéfilos mais à esquerda. Há quem lamente que “Elle” e “Toni Erdmann” tenham sido menosprezados pelo festival francês, culpando a decisão numa suposta inclinação política do juri. Fora de Cannes, ocorreu o inverso, com “Eu, Daniel Blake” passando quase em branco na temporada de premiações do final do ano, diante da consagração de “Elle” e “Toni Erdmann”. Abaixo, alguns exemplos de tuítes relatando as manifestações nas sessões de “Eu, Daniel Blake”. Ontem vi "Eu, Daniel Blake" no belas… Acabou o filme povo gritando "Fora Temer" e aplaudindo… O_o — zedmartins (@zedmartins) 13 de janeiro de 2017 hoje fui com moze assistir Eu, Daniel Blake e rolou logo um FORA TEMER mto massa na sala no fim da sessão — priscila (@prisc666) 17 de janeiro de 2017 Ontem a seção de Eu, Daniel Blake em que eu estava virou um grande manifesto Fora Temer. — Cecilia Oliveira (@Filosolinda) 8 de janeiro de 2017
Netflix disponibiliza de surpresa um dos melhores filmes de terror de 2016
A Netflix brasileira disponibilizou de surpresa e sem nenhuma divulgação o terror “Sob a Sombra” (Under the Shadow), coprodução iraniana e britânica que, ao entrar no circuito dos festivais, sensibilizou a crítica internacional e acabou considerado um dos melhores filmes de terror de 2016. Entre os diversos prêmios que a produção conquistou estão o de Melhor Filme da mostra New Visions do Festival de Sitges, o mais famoso evento de cinema fantástico do mundo, e o de Melhor Roteiro do Festival de Atenas, além dos BIFAs (prêmio do cinema independente do Reino Unido) de Melhor Roteiro, Atriz Coadjuvante e Diretor Estreante – sem esquecer ainda que está indicada ao BAFTA (o “Oscar britânico”) e ao Independent Spirit Awards (o “Oscar indie”) em diversas categorias. Escrita e dirigida por Babak Anvari, a trama acompanha mãe e filha que se vêem assombradas em sua casa, em Teerã, enquanto o marido luta na guerra do Irã contra o Iraque dos anos 1980. De forma estranha, em vez de exaltar o filme que adquiriu, a Netflix simplesmente despejou o título em sua videoteca. Felizmente, o estúdio britânico disponibilizou um trailer, que pode ser visto abaixo. E, mesmo sem legendas, consegue impressionar. Atualização: A crítica já pode ser lida aqui.
Rupert Grint e Ed Westwick trocam tiros no primeiro trailer da série baseada no filme Snatch
O serviço de streaming Crackle divulgou o pôster e o primeiro trailer da série “Snatch”, baseado no filme homônimo de 2000, que no Brasil foi lançado como “Snatch: Porcos e Diamantes”. A prévia apresenta os personagens, com direito a tiroteio entre os personagens de Rupert Grint (o Ron Weasley da saga “Harry Potter”) e Ed Westwick (série “Gossip Girl”), além de indicar que a trama deve incorporar também elementos de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998). “Jogos, Trapaças” e “Snatch” foram os dois primeiros filmes escritos e dirigidos por Guy Ritchie (“O Agente da UNCLE”), caracterizados por muita ação, humor negro e reviravoltas sem fim. Para quem não lembra, o longa de 2000 foi estrelado pelo então iniciante Jason Statham (“Velozes e Furiosos 7”), Brad Pitt (“A Grande Aposta”) e Benicio Del Toro (“Sicario”). A versão de TV traz, além de Grint e Westwick, Dougray Scott (série “Fear the Walking Dead”), Luke Pasqualino (série “The Musketeers”), Stephanie Leonidas (série “Defiance”), Lucien Laviscount (série “Scream Queens”), Phoebe Dynevor (série “Dickensian”) e Juliet Aubrey (“Fallen”). A trama da série não será a mesma do cinema, sendo descrita como inspirada no espírito do longa, do mesmo modo que “Fargo” em relação ao longa homônimo dos irmãos Coen. A história, supostamente baseada num caso real, vai girar em torno de um roubo de milhões em ouro, que aconteceu em Londres, acompanhando um grupo de jovens que encontra, por acaso, o caminhão carregado com o ouro roubado. Enquanto tentam sobreviver no submundo de Londres, eles enfrentam policiais desonestos, ciganos, gângsteres internacionais e bandidos locais. A adaptação está a cargo de Alex De Rakoff (“Menino Cálcio – Um Lutador Duro na Queda”). A série “Snatch” vai estrear em 16 de março nos EUA.
Fábula sombria de O Lagosta explora a desumanização da sociedade
Não é de estranhar que um longa tão pouco comercial como “O Lagosta”, ainda que extremamente fascinante, pule seu lançamento nos cinemas para estrear direto em vídeo e streaming. Mistura de fábula sombria e sci-fi distópica, o primeiro filme falado em inglês do grego Yorgos Lanthimos (“Alpes”) aprofunda a visão de uma sociedade desumana, bizarra e distorcida que o cineasta já tinha explorado em “Dente Canino” (2009). A trama se passa num mundo cruel, que obriga as pessoas a formar pares e pune, de forma surreal, aquelas que não conseguem. Em outras palavras, os que não se encaixam nos padrões da sociedade. Na trama, Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) vive um homem recém-separado da esposa, que, por ter se tornado novamente solteiro, é obrigado a encontrar uma nova parceira em 45 dias. Para isso, é levado a um hotel de campo, onde outras pessoas na mesma situação precisam formar pares entre si. Mas as regras são muito rígidas. Não se pode fingir ou tentar casamentos de conveniência, embora alguns busquem essa saída. Ao falharem, os incapazes de encontrar um parceiro são punidos de forma fantástica. Como faz a feiticeira Circe, em “A Odisseia”. Logo ao chegar ao hotel, o personagem de Farrell é perguntado em qual animal gostaria de ser transformado, caso não consiga achar uma parceira. E é daí que vem o título da produção. Ele opta por virar uma lagosta, pois elas vivem até os cem anos e tem sangue azul. O tom surreal aos poucos se torna melancólico, conforme o protagonista, acompanhado por um cachorro, que na verdade é seu irmão transformado, vai conhecendo outras pessoas solitárias em sua mesma situação. Entre elas, está a personagem de Rachel Weisz (“A Luz Entre Oceanos”), com quem ele chega a imaginar uma chance de permanecer humano. Mas há também outra mulher importante na trama. A rebelde encarnada por Léa Seydoux (“007 Contra Spectre”) lidera um movimento contra o sistema, formando uma sociedade ilegal na floresta em torno do hotel, que prega a recusa completa às regras. Ou seja, o total desapego ao amor e ao romance. O filme pondera o destino do protagonista entre estes dois extremos, que tendem a produzir o mesmo resultado: a solidão. À deriva em sua situação desesperadora, Colin Farrell conquistou uma indicação ao Globo de Ouro pelo papel.












