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  • Filme

    Continuação de As Aventuras de Paddington ganha primeiro trailer

    30 de maio de 2017 /

    O StudioCanal divulgou o pôster e o primeiro trailer de “As Aventuras de Paddington 2”, continuação do filme infantil de 2014. A prévia mostra que o simpático urso de pelúcia falante continua atrapalhado, além de introduzir os novos personagens vividos por Hugh Grant (“Florence: Quem é Essa Mulher?”) e Brendan Gleeson (“O Guarda”). Com roteiro e direção de Paul King, que comandou o primeiro filme, o filme também traz de volta o elenco original, formado por Hugh Bonneville (série “Downton Abbey”), Sally Hawkins (“Godzilla”), Julie Walters (“Brooklyn”), Madeleine Harris (série “Man Down”), Jim Broadbent (“O Bebê de Bridget Jones”), Peter Capaldi (série “Doctor Who”) e Ben Whishaw (“007 Contra Spectre”) como a voz de Paddington. “As Aventuras de Paddington 2” tem estreia marcada para 8 de novembro no Reino Unido e apenas dois meses depois, em 18 de janeiro no Brasil, último país do mundo a exibir o filme.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Roger Moore (1927 – 2017)

    23 de maio de 2017 /

    O ator britânico Roger Moore, famoso por interpretar o agente secreto James Bond em sete filmes, morreu nesta terça-feira (23/5), aos 89 anos. Segundo a família, Moore faleceu na Suíça, “após uma brava luta contra o câncer”. “Obrigado, papai, por ter sido você, e por ter sido tão especial para tanta gente. Com o coração pesado, compartilhamos a péssima notícia de que nosso pai, Sir Roger Moore, morreu nesta terça-feira. Estamos devastados”, disseram os três filhos do ator, em comunicado publicado no Twitter. Moore atuou em dezenas de filmes ao longo de mais de 70 anos de carreira na TV e no cinema, mas será sempre lembrado como o ator que melhor substituiu Sean Connery no papel de James Bond — ele foi o terceiro intérprete do agente secreto no cinema. Sua filmografia começou quando ele tinha apenas 18 anos, como um legionário romano no filme “César e Cleópatra” de 1945, estrelado por Claude Rains e Vivien Leigh. E após meia dúzia de outras figurações, ele conseguiu passar num teste da RADA (Academia Real de Artes Dramáticas) para estudar como virar um ator profissional. Entre as aulas, conheceu sua primeira esposa. Mas a convocação para o serviço militar interrompeu provisoriamente seus planos. Depois de três anos no exército, Moore tentou retomar a carreira, mas só conseguiu novas figurações e trabalho como modelo fotográfico de revistas de moda. Sem desistir, resolveu se mudar para Nova York em 1953 com a segunda esposa, a cantora Dorothy Squires, para tentar a sorte na televisão americana. E após três telefilmes, chamou atenção da MGM, que lhe deu seu primeiro contrato. Ironicamente, o ator inglês foi se destacar em Hollywood, antes de ser reconhecido em sua terra natal. Sua breve passagem americana incluiu papéis nos clássicos “A Última Vez que Vi Paris” (1954) e “Melodia Interrompida” (1955). Mas o que chamou mais atenção foi sua bem-sucedida carreira de herói da TV, a começar pelo papel de Ivanhoé na série homônima de 1958. Ele também teve um papel recorrente na série de western “Maverick”, aparecendo em 16 episódios como o primo britânico do personagem-título, vivido por James Garner. A popularidade crescente o levou de volta à Europa para desempenhar seu primeiro papel de protagonista, como Romulus, fundador de Roma no épico italiano “O Rapto das Sabinas” (1961). E finalmente o conduziu ao personagem que lhe permitiu explorar o charme cínico que marcaria sua carreira: Simon Templar, o ladrão herói da série britânica “O Santo”. Moore estrelou “O Santo” por mais de 100 episódios, entre 1962 e 1969, chamando atenção pelo carisma demonstrado na tela. Basicamente um Robin Hood moderno, o Santo era um ladrão britânico elegante, que roubava criminosos em nome de boas causas, daí seu apelido. Mas claro que ele também enriquecia e se divertia com as femme fatales enquanto ajudava os oprimidos. A série foi um fenômeno tão popular que conseguiu projeção internacional, algo ainda raro para as produções britânicas dos anos 1960. Seu final fez o ator ser disputado para vários projetos, mas ele preferiu protagonizar um filme, “O Homem Que Não Era” (1970), que lhe rendeu vários elogios. Entretanto, foi um novo papel televisivo que determinou seu futuro. Os produtores comemoraram quando ele topou viver o playboy aristocrata Lord Brett Sinclair em “Persuaders!”, contracenando com o americano Tony Curtis. A série era inspirada nos filmes leves de ação da época, envolvendo grandes golpes em tom de comédia. Na trama, ambos eram playboys, mas de temperamentos e origens diferentes. A motivação da dupla para solucionar crimes “que a polícia não conseguia resolver” era se divertir. O inegável atrativo dos dois astros parecia destinado a transformar a atração em outro sucesso. Mas “Persuaders!” teve apenas uma temporada, exibida entre 1971 e 1972. Porque, em 1973, Roger Moore virou James Bond. Os produtores da franquia 007 se viram em apuros quando Sean Connery desistiu de viver o espião pela segunda vez – após a primeira substituição, com George Lazenby, não ser bem-recebida pelos fãs, a ponto de implorarem para Connery retornar. A solução se mostrou óbvia quando o nome de Roger Moore entrou no páreo. Ele já era um protótipo de James Bond, como Simon Templar e como Brett Sinclair. E tudo o que precisaria para assumir o papel era dizer Bond, James Bond. Moore estreou como James Bond em “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973), introduzido por uma música-tema inesquecível de Paul McCartney. Foram sete filmes como o espião britânico com licença para matar, até “007 – Na Mira dos Assassinos” (1985), desta vez com trilha do Duran Duran, para demonstrar como o mundo mudou desde que ele assumiu o papel. Sua interpretação moldou Bond, dando-lhe mais características de playboy e sedutor, além de uma leveza que deixou suas aventuras bem-humoradas. Os filmes ganharam títulos que refletiam essa mudança, como “007 – O Espião Que Me Amava” (1977), “007 – Somente Para Seus Olhos” (1981) e “007 Contra Octopussy” (1983). As Bond girls se tornaram cada vez mais sexy e importantes, ao mesmo tempo em que a ação foi se aproximando do ridículo, como em “007 Contra o Foguete da Morte” (1979), que teve cenas rodadas no Rio de Janeiro, com James Bond lutando contra o vilão Dentes de Aço no alto do bondinho do Pão de Açúcar, além da infame caminhada por uma lagoa infestada de jacarés, utilizando os bichos como “ponte”. Numa entrevista, ele explicou que sua abordagem mais cômica do personagem se devia ao fato de James Bond não ser um bom espião. “Você não pode ser um espião de verdade após fazer questão que todos saibam qual é seu nome e sua bebida favorita. Isso é apenas engraçado demais.” Apesar do tom leve, durante a filmagem de “Octopussy” na Índia, Moore teve sua visão de mundo mudada pelo contato com a miséria, e a partir daí resolveu usar sua popularidade para ajudar a combater a pobreza extrema. Por conta disso, tornou-se embaixador da Unicef, participando de eventos em todas as partes do mundo. Seu trabalho humanitário o levou a ser nomeado Cavaleiro do Império Britânico. James Bond foi seu personagem mais marcante, mas Moore precisou deixá-lo de lado aos 58 anos, quando passou a ser considerado velho demais para se insinuar para garotas de biquíni. Durante o período em que estrelou a franquia, também foi protagonista de filmes de ação, encabeçando produções de grande elenco, como “Selvagens Cães de Guerra” (1978), “Fuga para Athena” (1979) e “Resgate Suicida” (1980), além de ter feito uma bem-sucedida incursão pela comédia, com “Quem Não Corre, Voa” (1981), ao lado de Burt Reynolds. Entretanto, após deixar de viver 007, sua carreira estagnou. Até uma parceria com Michael Caine, a comédia “Ladrão de Ladrão” (1990), falhou em encantar. O que o levou a contracenar e ser dirigido por Jean-Claude Van Damme em “O Desafio Mortal” (1996). Depois disso, ainda fez uma aparição no musical “O Mundo das Spice Girls” (1997) e coadjuvou no besteirol americano “Cruzeiro das Loucas” (2002), que seus fãs preferem esquecer. Em 2016, Moore chegou a fazer uma participação no piloto de um revival de “O Santo”, que acabou não virando série. Por conta disso, seus últimos papéis foram como o personagem que mais marcou sua vida. Não James Bond, mas Roger Moore. Ele viveu a si mesmo em seus dois últimos filmes, ambos comédias: o francês “Incompatibles” (2013) e o britânico “The Carer” (2016). Em sua autobiografia de 2008, “My Word Is My Bond”, ele resumiu sua carreira como a arte de interpretar a si mesmo. “Passei a vida interpretando heróis porque parecia ser um”, escreveu. “Praticamente, todos os papéis que me ofereceram exigiam apenas que me parecesse comigo mesmo. Mas a verdade é que adoraria ter podido interpretar um verdadeiro vilão”.

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  • Filme

    Filme britânico mais comentado do ano, Lady Macbeth ganha trailer legendado

    28 de abril de 2017 /

    “Lady Macbeth”, um dos filmes britânicos mais comentados do ano, ganhou seu trailer legendado. Divulgado pela California Filmes, o vídeo, inclusive, traz frases de efeito pinçadas das críticas internacionais elogiosas. E as cenas tensas ecoam cada palavra. Drama de época, passado na Inglaterra rural do século 19, o longa acompanha Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Nikolai Leskov com direção de William Oldroyd, diretor britânico de teatro que estreia em longa-metragem. O papel principal destaca Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante. E o elenco ainda inclui Christopher Fairbanks (“Guardiões da Galáxia”), Cosmo Jarvis (“Spooks: O Mestre Espião”), Bill Fellows (série “Broadchurch”) e Naomi Ackie (série “The Five”). Após causar sensação no circuito dos festivais, “Lady Macbeth” estreia nesta sexta (28/4) no Reino Unido, chega em 14 de julho nos EUA e duas semanas depois, em 27 de julho, no Brasil.

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  • Filme

    Além das Palavras mergulha no universo da poeta Emily Dickinson

    27 de abril de 2017 /

    “Além das Palavras”, do diretor britânico Terence Davies, focaliza a vida da poeta moderna norte-americana Emily Dickinson (1830-1886). Ela só foi reconhecida após a morte, teve apenas uns dez poemas publicados em vida. Mesmo assim, alguns deles saíram sem nome, sem o devido crédito. Emily viveu uma vida discreta, reclusa, em que a família era o seu universo e dela nunca se afastou, inclusive rejeitando, até agressivamente, várias propostas de casamento. Mil e setecentos poemas foram encontrados após sua morte, revelando uma obra poderosa. De sua vida pouco se sabe, exceto pelas cartas que escreveu. As questões de gênero, que eram um forte fator da opressão feminina da época em que viveu Emily Dickinson, impediram que seu talento literário pudesse brilhar e se destacar socialmente. Ambiente familiar acolhedor, complexos quanto à presumida feiura e incapacidade de colocar em ação os sentimentos que a oprimiam, parecem ter tido um peso importante nessa história. O cineasta Terence Davies mergulhou nesse universo familiar de Emily Dickinson (vivida por Cynthia Nixon, a Miranda da série “Sex and the City”) e na sua bela poesia para construir um filme impecável, de grande talento e beleza. Desde as primeiras cenas, entra-se em cheio na ambientação do século 19. Todos os detalhes cuidadosamente recriados mostram a vida dentro da casa de uma família com posses. Móveis, objetos de uso e decorativos, roupas, ornamentos, janelas, cortinas, são absolutamente perfeitos. A iluminação é um destaque à parte, com uma fotografia deslumbrante para a descrição daquela realidade. A luminosidade interna, que ousa romper a escuridão, sem nunca afrontar o tom mortiço do ambiente, nos remete a um mundo que restringe, mas também protege, um universo familiar que cria uma zona de conforto, parece bastar-se a si mesmo. Assim como a personagem que sofre, vive sua solidão em família, mas ali se protege do mundo exterior. A narrativa põe em relevo a questão de gênero, a opressão ao desabrochar e ao desenvolvimento femininos, numa sociedade que confinava e impedia o êxito e o sucesso das mulheres, desvalorizando de modo absoluto seus talentos que escapassem à esfera doméstica. O que Terence Davies obtém do desenvolvimento do elenco também é notável. O espectador mergulha naquele universo, como se estivesse voltando no tempo, e encontra nas atrizes e atores a encarnação perfeita daquele mundo, nos diálogos, nos gestos contidos, nos silêncios, na agressividade que brota súbita em alguns momentos, enfim, em cada situação ou fala. A vida passa lenta, ruminando por dentro, rotineira, sem grandes sobressaltos. As atuações dão conta disso muito bem. A música de estilo clássico, belíssima, complementa a narrativa, pontuando a dimensão do tempo. Excelente filme do diretor de “Canção do Pôr do Sol” (2015), “Amor Profundo” (2011), “A Essência da Paixão” (2000), “O Fim de Um Longo Dia” (1992) e “Vozes Distantes” (1988). Uma carreira impressionante de filmes que primam pela elaborada e meticulosa qualidade artística, em que a beleza das imagens sempre se impõe.

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  • Série

    Snatch: Série estrelada por Rupert Grint é renovada para a 2ª temporada

    22 de abril de 2017 /

    O Crackle, serviço de streaming da Sony, anunciou no Twitter que “Snatch” ganhará uma 2ª temporada. Veja o post oficial abaixo. A série é baseada no longa homônimo de 2000, lançado no Brasil como “Snatch: Porcos e Diamantes”. Para quem lembra, foi um primeiros filmes escritos e dirigidos por Guy Ritchie (“O Agente da UNCLE”), caracterizado por muita ação, humor negro e reviravoltas sem fim, além de um elenco de peso, com o então iniciante Jason Statham (“Velozes e Furiosos 8”), Brad Pitt (“A Grande Aposta”) e Benicio Del Toro (“Sicario”). Concebida pelo roteirista Alex De Rakoff (“Menino Cálcio – Um Lutador Duro na Queda”), a versão de TV traz uma história inédita estrelada por Rupert Grint (franquia “Harry Potter”), Dougray Scott (série “Fear the Walking Dead”), Luke Pasqualino (série “The Musketeers”), Stephanie Leonidas (série “Defiance”), Lucien Laviscount (série “Scream Queens”), Ed Westwick (série “Gossip Girl”), Phoebe Dynevor (série “Dickensian”) e Juliet Aubrey (“Fallen”), entre muitos outros. A 2ª temporada terá novamente 10 episódios, com estreia prevista para 2018. Get ready for more gangster! #SnatchTV #Season2 #Crackle pic.twitter.com/kyphth5bL9 — Snatch On Crackle (@Snatch) April 19, 2017

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  • Filme

    T2 Trainspotting é sequência digna, que equilibra saudosismo e frescor

    28 de março de 2017 /

    O mundo mudou muito dos últimos 20 anos para cá, embora muita coisa tenha permanecido igual, como o consumismo e a superficialidade das pessoas, principalmente em tempos de redes sociais. Isso fica bastante explícito no ótimo monólogo de Renton (Ewan McGregor), atualizando para os novos tempos o “Choose life” do clássico original de 1996. Em tempos de sequências caça-níqueis descaradas, é bom ver um filme que faça sentido, tenha frescor e não apenas tente emular o espírito do anterior – isso seria complicado, levando em consideração que a história também se passa com um intervalo de 20 anos. Se antes havia uma conexão de amizade entre os quatro personagens, agora, depois da traição de Renton no final do primeiro filme, a noção de amizade é posta à prova. Quem continua sendo puro em seus sentimentos é Spud (Ewen Bremner), até por não ter evoluído. Ao contrário: como o vício da heroína não o abandonou, sua vida se tornou ainda mais miserável, levando em consideração que agora está sozinho nessa. Ao mesmo tempo de rir e de chorar, o momento em que ele fala de sua tentativa para se adaptar à sociedade traz a confissão de que ele nem sabia que existia um horário de verão. E assim sempre chegava aos compromissos com uma hora de atraso. Por tudo isso, “T2 Trainspotting” é um filme que funciona melhor após se rever o original, que continua sendo a melhor obra já dirigida por Danny Boyle. Muito do mérito está na construção dos personagens criados por Irvine Welsh, autor dos romances “Trainspotting” (1993) e “Pornô” (2002), em que os dois filmes são baseados. Uma história sobre reencontros após vários anos é quase sempre um ponto de partida interessante. Ainda mais quando esses personagens são tão icônicos e compartilharam histórias incríveis, ainda frescas na memória dos fãs. E Boyle não desaponta. Os quatro rapazes, Renton, Spud, Begbie (Robert Carlyle) e Sickboy, que agora prefere ser chamado de Simon (Jonny Lee Miller), estão muito bem representados de volta, ainda que Simon e Begbie, cada um à sua maneira, tenham sido mais envenenados pelo tempo e pelo estilo de vida. Simon por ter se transformado em um chantageador cheirador de cocaína e Begbie por nunca ter sido um exemplo de boa pessoa – e 20 anos passados na prisão não costumam melhorar as pessoas. Quem faz muita falta, ainda que apareça em uma rápida, mas marcante, aparição é Diane, a adorável personagem de Kelly Macdonald, que foi o interesse amoroso de Renton no primeiro filme. O filme opta por uma personagem feminina mais jovem, Veronika (Anjela Nedyalkova), que apesar disso é bastante interessante e um elemento de fundamental importância para a trama. Aliás, falando em trama, se o primeiro filme é composto por cenas fragmentadas, mais ou menos soltas, que formam uma espécie de caleidoscópio, “T2 Trainspotting” possui maior coesão na sua construção narrativa, para o bem e para o mal. Como os personagens estão mais sóbrios, é até natural que esse tipo de construção funcione melhor, embora, no fim das contas, isso acabe significando menor quantidade de cenas marcantes. O bom é que o enredo é sólido e empolgante, além de contar com uma cinematografia linda, a cargo de Anthony Dod Mantle, que vem trabalhando com Danny Boyle desde os tempos de “Extermínio”(2002), embora o tom colorido lembre mais o de outro filme menos badalado do diretor, “Em Transe” (2013). No quesito música, também não há tantos momentos marcantes quanto no primeiro filme, embora a brincadeira de trazer novamente “Lust for life”, do Iggy Pop, em versão remixada pelo Prodigy, seja muito boa. Outra canção marcante e que Boyle deixa rolar até o final para arrepiar os saudosistas é “Dreaming”, do Blondie. “Radio Ga Ga”, do Queen, já aparece de maneira mais discreta, o que é uma pena. Talvez o problema esteja no fato de a junção de velhos clássicos com canções contemporâneas nem sempre funcionar bem para aqueles que viram o filme original no cinema nos anos 1990, no auge do Britpop e a caminho de uma revolução na música eletrônica. A nova geração britânica não consegue evocar o mesmo impacto causado por “Born Slippy”, do Underworld, que, por sinal, é outro clássico revisitado na trilha.

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  • Filme

    Filme britânico mais comentado do ano, Lady Macbeth ganha novo trailer

    27 de março de 2017 /

    “Lady Macbeth”, um dos filmes britânicos mais comentados do ano, ganhou um novo trailer e três pôsteres. A prévia, inclusive, traz frases de efeito pinçadas das críticas elogiosas. E as cenas tensas ecoam cada palavra. Drama de época, passado na Inglaterra rural do século 19, o longa acompanha Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. O filme é uma adaptação do romance homônimo de Nikolai Leskov com direção de William Oldroyd, diretor britânico de teatro e curtas que estreia em longa-metragem. O papel principal destaca Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante. E o elenco ainda inclui Christopher Fairbanks (“Guardiões da Galáxia”), Cosmo Jarvis (“Spooks: O Mestre Espião”), Bill Fellows (série “Broadchurch”) e Naomi Ackie (série “The Five”). Ainda em exibição no circuito dos festivais, “Lady Macbeth” estreia em 28 de abril no Reino Unido, em 14 de julho nos EUA e duas semanas depois, em 27 de julho, no Brasil.

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  • Filme

    Rachel Weisz é viúva traiçoeira em novo trailer de suspense da escritora de Rebecca e Os Pássaros

    23 de março de 2017 /

    A Fox Searchlight divulgou um novo pôster e o segundo trailer de “My Cousin Rachel”, suspense britânico de época estrelado por Rachel Weisz, no papel da manipuladora personagem-título. A prévia mostra como Sam Claflin (franquia “Jogos Vorazes”) é enfeitiçado pelo charme – e o chá – da bela viúva, mesmo tendo quase certeza de que ela foi responsável pela morte de seu primo para ficar com a herança. A trama é baseada no romance escrito em 1951 por Daphne du Maurier, a célebre autora adaptada por Alfred Hitchcock em dois clássicos de suspense: “Rebecca, a Mulher Inesquecível” (1940) e “Os Pássaros” (1963), e já foi anteriormente levada ao cinema em 1952, com a diva Olivia de Havilland (“E o Vento Levou”) no papel principal. Este filme ganhou o título de “Eu Te Matarei, Querida” no Brasil, apesar de o livro ter sido traduzido literalmente como “Minha Prima Raquel”. A nova adaptação tem roteiro e direção do diretor Roger Michell, mais conhecido por comédias românticas como “Um Lugar Chamado Notting Hill” (1999) e “Um Fim de Semana em Paris” (2013), e o elenco ainda inclui Holliday Grainger (“Horas Decisivas”) e Iain Glen (série “Game of Thrones”). A estreia está marcada para 14 de julho nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Danny Boyle considera desenvolver spin-offs de Trainspotting

    19 de março de 2017 /

    Em meio à divulgação de “T2 Trainspotting”, Danny Boyle revelou que poderia se envolver em mais um filme sobre os mesmos personagens, mas não seria “T3”, uma continuação direta, pois os livros escritos por Irvine Welsh são como um “universo Marvel”, repletos de aventuras solos. “The Blade Artist”, por exemplo, seria um desses livros. A obra lançada no ano passado retrata a violenta vida de Begbie, vivido nos cinemas por Robert Carlyle. “Acredito que Bobby (Carlyle) adoraria fazer porque é muito interessante para o personagem. Isso poderia render um filme. Não poderia ser chamado de ‘T3’ porque todos os outros pouco ou nada aparecem. É uma história solo. Pode se chamar de spin-off. ‘The Blade Artist’ é uma grande leitura”, declarou Boyle ao site da revsita The Hollywood Reporter. Apesar da empolgação em expandir o universo de “Trainspotting” nos moldes da Marvel, o cineasta ressaltou que não definiu se irá mesmo fazer estes filmes. “Não sei. Minha afeição é pela totalidade, pelos quatro. As pessoas consideram o primeiro um longa mais voltado para Renton (Ewan McGregor). Eu não vejo desta forma, apesar dele dominar por ser o narrador. Sempre olhei como um filme de elenco, então, ainda estou muito neste modelo”, declarou. Já Robert Caryle, em entrevista ao jornal The Guardian, deixou claro que toparia voltar ao personagem mais uma vez. “Temos conversado sobre o assunto e estou disposto a fazer. Então, talvez, não tenhamos ainda visto o fim de Begbie”, afirmou. “T2 Trainspotting” chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, dia 23 de maio.

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  • Filme

    Nova animação de massinhas do criador de Wallace e Gromit ganha primeiro trailer

    17 de março de 2017 /

    A nova animação de massinhas da Aardman Animation ganhou seu pôster e primeiro trailer, com introdução de Eddie Redmayne (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”). “Early Man” se passa na Idade da Pedra e acompanha as aventuras de Dug (voz de Redmayne), um homem das cavernas que ajuda sua tribo a caçar e combater o malvado Lord Nooth (Tom Hiddleston, de “Thor”). O filme tem direção de Nick Park, criador de “Wallace e Gromit”, “Shaun: O Carneiro” e diretor do divertido “A Fuga das Galinhas” (2000). Também estão no elenco Maisie Williams (série “Game of Thrones”), Timothy Spall (franquia “Harry Potter”) e Richard Ayoade (série “The IT Crowd”). Ainda em fase de produção, “Early Man” estreia em janeiro de 2018 no Reino Unido e no mês seguinte no Brasil.

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  • Filme

    Atriz de Sex and the City vive a poeta Emily Dickinson em trailer legendado de cinebiografia

    15 de março de 2017 /

    A Cineart Films divulgou a versão legendada do trailer de “Além das Palavras”, tradução em português de “A Quiet Passion”. O filme traz Cynthia Nixon (a Miranda da série “Sex and the City”) como a poeta Emily Dickinson, numa cinebiografia dirigida pelo veterano cineasta britânico Terence Davies (“Amor Profundo”, “Vozes Distantes”). A prévia mostra a evolução da escritora, desde seus dias de estudante num internato cristão até o amadurecimento como mulher independente, que rejeitou as principais normas de comportamento do século 19, para desgosto de seu pai (vivido por Keith Carradine, da série “Fargo”). A prévia ainda destaca sua relação próxima com a irmã mais nova Lavinia (interpretada por Jennifer Ehle, de “Cinquenta Tons de Cinza”). Conhecida como Vinnie, a caçula é também uma das principais razões pelas quais Emily é considerada um ícone literário moderno, pois foi ela quem descobriu centenas de poemas inéditos e conseguiu publicá-los após a morte prematura da escritora aos 55 anos, consagrando-a postumamente como um gênio literário. A estreia está marcada para 27 de abril, duas semanas após o lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Rupert Grint rouba uma fortuna em ouro no trailer da série inspirada pelo filme Snatch

    7 de março de 2017 /

    O serviço de streaming Crackle divulgou o segundo trailer e um novo pôster da série “Snatch”, baseado no filme homônimo de 2000, que no Brasil foi lançado como “Snatch: Porcos e Diamantes”. A prévia apresenta o elemento catalizador da trama: o roubo de uma fortuna em ouro, cometido por um trio de gângsteres ineptos, dentre os quais se destaca o personagem de Rupert Grint (o Ron Weasley da saga “Harry Potter”). Perseguidos por outros criminosos, eles tentam encontrar uma maneira de passar o ouro adiante, e nisso o vídeo indica que a trama deve incorporar também elementos de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes” (1998). “Jogos, Trapaças” e “Snatch” foram os dois primeiros filmes escritos e dirigidos por Guy Ritchie (“O Agente da UNCLE”), caracterizados por muita ação, humor negro e reviravoltas sem fim. Para quem não lembra, o longa de 2000 foi estrelado pelo então iniciante Jason Statham (“Velozes e Furiosos 7”), Brad Pitt (“A Grande Aposta”) e Benicio Del Toro (“Sicario”). A versão de TV traz, além de Grint, Dougray Scott (série “Fear the Walking Dead”), Luke Pasqualino (série “The Musketeers”), Stephanie Leonidas (série “Defiance”), Lucien Laviscount (série “Scream Queens”), Ed Westwick (série “Gossip Girl”), Phoebe Dynevor (série “Dickensian”) e Juliet Aubrey (“Fallen”). A adaptação está a cargo de Alex De Rakoff (“Menino Cálcio – Um Lutador Duro na Queda”) e a estreia está marcada para 16 de março nos EUA.

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  • Filme

    O tempo passa voando no novo trailer da continuação de Trainspotting

    7 de março de 2017 /

    “Vinte anos passam voando”, diz Spud no novo trailer de “T2 Trainspotting”, a continuação do clássico britânico de 1996, e a prévia é toda focada na passagem desse tempo. Com o mesmo clima de sexo, drogas e música eletrônica dos anos 1990, o vídeo convida às inevitáveis comparações, entremeando imagens do filme original e cenas da produção atual, que escancaram como os atores envelheceram bastante. O ponto de partida é a volta de Renton (Ewan McGregor), após duas décadas em Amsterdã, completamente desintoxicado, reencontrando Sick Boy (Jonny Lee Miller), Spud (Ewen Bremner) e Begbie (Robert Carlyle) nas mesmas vidinhas de Edimburgo. Além deles, o diretor Danny Boyle e o roteirista John Hodge, que fizeram a adaptação do romance original de Irvine Welsh, também retornam à produção, que teve uma première bastante elogiada no Festival de Berlim. A estreia no Brasil está marcada para 23 de março

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