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    “Lightyear”, “Top Gun” e “Jurassic World” dominam bilheterias brasileiras

    20 de junho de 2022 /

    A estreia de “Lightyear”, nova animação da Pixar derivada de “Toy Story”, foi um bom chamariz de público nos cinemas brasileiros entre quinta (16/6) e domingo passado (19/6), atraindo cerca de 560 mil espectadores para liderar as bilheterias com mais de R$ 12 milhões. Mas, segundo dados da Comscore, a disputa foi acirrada, já que “Top Gun: Maverick” quase se sustentou na liderança, caindo para 2º lugar por uma pequena diferença, ao somar R$ 11,5 milhões em ingressos vendidos. Além disso, a distância para “Jurassic World: Domínio” em 3º foi menor ainda, com R$ 11,45 milhões. Os três filmes foram responsáveis por mais de 80% de toda a movimentação nos cinemas no fim de semana. A distância para os demais pode ser exemplificada pelos valores obtidos pelos valores seguintes do ranking: “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” com R$ 1 milhão em 4º lugar e “Assassino Sem Rastro” com pouco mais de R$ 284 mil em 5º. O Top 10 contou ainda com duas produções brasileiras. O documentário “Amigo Secreto”, que aborda o vazamento de mensagens dos procuradores da Lava Jato, foi o 8º com um público de 4,7 mil pessoas e uma bilheteria de R$ 107 mil. E “A Suspeita”, estrelado por Gloria Pires, fechou o Top 10. Ao todo, a renda das bilheterias beirou os R$ 37 milhões, com 1,68 milhão de ingressos de cinema vendidos no Brasil. #Top10Bilheteria #Filmes #Cinema 16-19/6:1. #Lightyear 2. #TopGunMaverick 3. #JurassicWorldDominio 4. #DoutorEstranho #MultiversoDaLoucura 5. #AssassinoSemRastro6. #TudoEmTodoOLugarAoMesmoTempo 7. #SonicMovie2 8. #AmigoSecreto9. #AHoraDoDesespero 10. #ASuspeita — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) June 20, 2022

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  • TV

    Leandro Lima e José Loreto filmam suspense com diretor de “Pantanal”

    19 de junho de 2022 /

    Os atores Leandro Lima e José Loreto estão juntos num novo projeto envolvendo um diretor de “Pantanal”. Os intérpretes dos personagens Levi e Tadeu integram o elenco de “A Cerca”, um suspense sobrenatural de Rogério Gomes, que comandou a primeira fase da novela. “Termino de rodar em julho e tem Marcello Novaes, Jonas Bloch, Leona Cavalli e José Loreto no elenco”, contou ele, em entrevista à revista Quem. Apesar desta informação, as filmagens começaram em 2020 em Cambará do Sul, no interior gaúcho. Ou seja, bem antes de “Pantanal”. A Quem também chamou “A Cerca” de “Acerto”. O roteiro de David Rauh (“Ilha de Ferro”) e Raul Guterres (produtor de “Casagrande e Seus Demônios”) acompanha uma jornalista de Porto Alegre (Cavalli) que vai para o interior fazer uma matéria sobre vinícolas. Mas encontra uma comunidade sombria sob o controle de duas famílias, os Molinari e os Salvini. Ao tocar na cerca que divide as propriedades dos dois maiores produtores da região, ela é acometida por visões de agricultores mortos naquele local em tempos remotos. Logo, integrantes das duas famílias poderosas começam a morrer.

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  • Filme,  Música

    Lucas Penteado revela gravação de sucesso de Claudinho e Buchecha

    19 de junho de 2022 /

    Os ex-BBB Lucas Penteado postou em seu Instagram um vídeo das gravações da música “Cena de Cinema”, em que ele canta com Juan Paiva para a trilha da cinebiografia de Claudinho e Buchecha. Com novo arranjo, a música ficou parecendo mais Paralamas do Sucesso. O filme se chama “Nosso Sonho”, mesmo nome de uma música do disco de estreia da dupla, lançado em 1996, e conta com direção de Eduardo Albergaria (da série “Ed Mort”). Produção da Urca Filmes, o longa foi anunciado em 2019 por Buchecha, mas a pandemia adiou os trabalhos para este ano, trazendo Penteado e Paiva, respectivamente, como Claudinho e Buchecha. Eles já tinham atuado juntos em “Malhação: Viva a Diferença”. O roteiro pretende mostrar a trajetória dos dois amigos, que começaram a cantar rap quando eram adolescentes em São Gonçalo, no Rio, e explodiram nas paradas com hits como “Só Love”, “Quero te Encontrar”, “Conquista”, “Fico Assim Sem Você” e “Nosso Sonho”, sucessos que consagraram a dupla pioneira do funk melody, gênero antigamente chamado de “charme”. Eles lançaram seis discos até a morte acidental de Claudinho, em 2002. O trabalho marca a estreia de Lucas Penteado no cinema, além de representar sua volta à atuação, quatro anos depois de sua passagem por “Malhação”. Já Juan Paiva encara seu quinto filme após “Correndo Atrás” (2018), “Sem seu Sangue” (2019), “M-8: Quando a Morte Socorre a Vida” (2019) e “Um Dia Qualquer” (2020). Ele também integra o elenco da série “As Five”, na Globoplay, sequência de seu trabalho em “Malhação”. Ainda não há previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lucas Koka Penteado (@lucaskokapenteado)

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  • Filme

    Paulo Gustavo vai ganhar filme da Amazon

    18 de junho de 2022 /

    A Amazon Prime Video está preparando um filme sobre o ator e humorista Paulo Gustavo. Intitulado “Filho da Mãe”, o projeto pretende reunir imagens das turnês do comediante e cenas de arquivo com sua família. O projeto começou a ser desenvolvido antes mesmo da morte do artista e também vai contar com depoimentos de profissionais e amigos próximos, além, é claro, da mãe, Déa Lúcia, e do viúvo, o dermatologista Thales Bretas. Entre as participações, estão confirmadas as atrizes e amigas Mônica Martelli e Ingrid Guimarães. Outros artistas também serão procurados pela plataforma para assinar contrato para liberação da exibição de suas imagens. Paulo Gustavo morreu no dia 4 de maio de 2021, após cerca de dois meses internado devido a complicações causadas pela covid-19. Um dos comediantes de maior sucesso do Brasil, ele concebeu e estrelou o filme de maior bilheteria do país, “Minha Mãe É uma Peça 3”. Sua personagem nesse franquia, a Dona Hermínia, era inspirada em sua mãe.

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  • Filme,  TV

    Ilka Soares (1932–2022)

    18 de junho de 2022 /

    A atriz Ilka Soares morreu na manhã deste sábado (18/6) no Rio de Janeiro. Ela estava internada na Clínica São Vicente, na capital fluminense, onde fazia um tratamento contra o câncer. Nascida em 21 de junho de 1932, completaria 90 anos na terça-feira. Com uma carreira de mais de sete décadas, Ilka virou estrela ainda na adolescência. Aos 15 anos, disputou um concurso de beleza promovido pelo jornal O Globo, onde chamou atenção do diretor de fotografia Ugo Lombardi, pai de Bruna Lombardi, e foi convidada a fazer teste para o filme “Iracema”, adaptação da obra clássica de José de Alencar. O filme foi lançado dois anos depois, em 1949, com Ilka Soares no papel-título, “a virgem dos lábios de mel”. O sucesso da produção a fez ser disputada pelos principais estúdios de cinema do Brasil. Destacou-se principalmente em produções da Atlântida, como as chanchadas “Três Vagabundos” (1952) e “Pintando o Sete” (1960), ao lado do rei do humor Oscarito, além do drama “Maior Que o Ódio” (1951), em que contracenou com o grande galã da época, Anselmo Duarte. O romance entre Ilka e Anselmo acabou virando história de amor real. Os dois se casaram. Mas, unidos pelo cinema, também se separaram após a convivência seguida nas telas. Eles mantiveram a parceria em mais duas comédias musicais – “Carnaval em Marte” (1955) e “Depois Eu Conto” (1956) – e, por volta do lançamento da segunda, se separaram. Ilka também brilhou em produções do estúdio Vera Cruz, especialista em melodramas populares, atuando em “Esquina da Ilusão” (1953) e no blockbuster nacional “Floradas na Serra” (1954), junto à primeira dama do teatro brasileiro, Cacilda Becker. Famosa e considerada uma das mulheres mais bonitas do país, ela passou a ser requisitada para capas de revistas e campanhas publicitárias das melhores marcas, o que a transformou numa das primeiras (senão a primeira) supermodelo do Brasil. Recém-inaugurado no país, o primeiro canal da TV brasileira, Tupi, fez questão de escalá-la em seu programa mais prestigioso, o “Teleteatro Tupi”, encabeçado por Fernanda Montenegro. A atração que encenava peças teatrais foi um dos maiores sucessos da década de 1950 na televisão – num período em que toda a programação era ao vivo. Em 1963, ela se casou com Walter Clark, executivo da TV Rio, que em dezembro de 1965 assumiu a direção geral de um novo canal: a TV Globo. No ano seguinte, Ilka estreou na Globo, substituindo a atriz Norma Bengell na apresentação do programa “Noite de Gala”. Fez sucesso como apresentadora e passou por outras produções, com destaque para o “Festival Internacional da Canção”, exibido no final da década. Mas mesmo com a vasta experiência como atriz, só foi fazer novelas com mais de duas décadas de carreira e após sua separação de Walter Clark. Ela estreou no gênero em 1971, na novela “O Cafona”, de Braúlio Pedroso, em que interpretou uma mulher sofisticada, tipo de personagem que a acompanharia pelo resto da carreira. A partir daí, Ilka não parou mais, emplacando novela atrás de novela. Ensaiou virar rainha das 22h, estrelando quatro atrações quase consecutivas no horário: “O Cafona”, “Bandeira 2” (1971), “O Bofe” (1972) e “O Espigão” (1974). Mas a partir de “Anjo Mau” (1976) encontrou novo nicho nas “novelas das sete”, vindo a estourar com “Locomotivas” (1977), primeira produção colorida da faixa, como Celeste, uma quarentona sexy (na época em que isso era raro na TV) que formou par com um ator 15 anos mais novo, o galã Dennis Carvalho. Cassiano Gabus Mendes foi o primeiro dramaturgo da Globo a explorar a capacidade cômica da atriz, que ela tinha aprimorado nas chanchadas. Depois de “Locomotiva”, Ilka se tornou seu talismã, aparecendo em várias de suas novelas, como “Te Contei?” (1978), “Elas por Elas” (1982), “Champagne” (1983) e “Que Rei Sou Eu?” (1989). Fez tanto sucesso em papéis cômicos que, no final da década de 1970, foi integrar um dos principais humorísticos da história da Globo, o “Planeta dos Homens”, ao lado de comediantes consagrados como Jô Soares, Agildo Ribeiro e Paulo Silvino. Ilka, porém, não virou comediante e continuou atuando em novelas, chegando a aparecer em duas atrações simultâneas entre 1990 e 1991, “Rainha da Sucata” às oito e “Barriga de Aluguel” às seis. Apesar disso, fez só mais duas novelas em seguida: “Deus Nos Acuda” (1993) e “Pecado Capital” (1998). O fim do ciclo na Globo lhe permitiu participar da série “Mandrake”, da HBO, e voltar ao cinema. Desde sua estreia no canal, Ilka só tinha feito um filme: “Brasa Adormecida”, em 1987. Ela retomou a trajetória cinematográfica interrompida com três novos lançamentos: “Copacabana” (2001), “Gatão de Meia Idade” (2006) e “Vendo ou Alugo” (2013). A comédia de Betse de Paula lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival Cine-PE, aos 80 anos de idade, e também foi a sua despedida das telas. Em 2018, Ilka fez uma nova retomada em sua carreira, voltando a modelar aos 86 anos, em fotos de lançamento de uma coleção da grife The Paradise, desenvolvida por seu neto e estilista Thomaz Azulay. Uma delas pode ser vista abaixo, ao lado de uma imagem da era de ouro da atriz no cinema.

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  • Filme,  Música

    Filme de Claudinho e Buchecha ganha primeiras fotos oficiais

    16 de junho de 2022 /

    O filme “Nosso Sonho”, produção da Urca Filmes sobre a carreira musical de Claudinho e Buchecha, teve suas primeiras fotos oficiais divulgadas. As imagens destacam o ex-BBB Lucas Penteado e o ator Juan Paiva caracterizados como Claudinho e Buchecha, respectivamente, além do diretor Eduardo Albergaria (da série “Ed Mort”) num registro de bastidores. O título “Nosso Sonho” vem de uma música do disco de estreia da dupla, lançado em 1996, e o longa pretende mostrar a trajetória dos dois amigos, que começaram a cantar rap quando eram adolescentes em São Gonçalo, no Rio, até explodir nas paradas com hits como “Só Love”, “Quero te Encontrar”, “Conquista”, “Fico Assim Sem Você” e o próprio “Nosso Sonho” – sucessos que consagraram a dupla pioneira do funk melody, gênero antigamente chamado de “charme”. Eles lançaram seis discos até a morte acidental de Claudinho, em 2002. O trabalho marca a estreia de Lucas Penteado no cinema, além de representar sua volta à atuação, quatro anos depois de sua passagem por “Malhação”. Já Juan Paiva encara seu quinto filme após “Correndo Atrás” (2018), “Sem seu Sangue” (2019), “M-8: Quando a Morte Socorre a Vida” (2019) e “Um Dia Qualquer” (2020). Ele também integra o elenco da série “As Five”, na Globoplay, sequência de seu trabalho em “Malhação”.

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    Maria Lúcia Dahl (1941-2022)

    16 de junho de 2022 /

    A atriz Maria Lúcia Dahl, que marcou época no cinema brasileiro, morreu nesta quinta (16/6) no Rio de Janeiro, de causa não informada aos 80 anos. Ela sofria de Alzheimer e estava internada no Retiro dos Artistas desde o início de 2020. Carioca, filha de família tradicional, ela conheceu seu primeiro marido quando morava na Itália – o cineasta Gustavo Dahl, com quem compartilhava o amor pelo cinema. A educação nas melhores escolas também a levou a querer trabalhar com Cultura, abrindo caminho para que se transformasse numa das maiores musas do cinema nacional – e da contracultura brasileira. Ela estreou nas telas em “Bahia de Todos os Santos”, drama de 1960 dirigido por José Hipolito Trigueirinho Neto, mas só foi repetir a experiência cinco anos depois, no clássico “Menino de Engenho” (1965), de Walter Lima Jr. Depois disso, porém, emendou um filme atrás do outro, cruzando as fronteiras entre o Cinema Novo, o Cinema Marginal e o cinema comercial. Para ficar só nos anos 1960, a lista inclui o segundo longa de Cacá Diegues, “A Grande Cidade ou As Aventuras e Desventuras de Luzia e Seus 3 Amigos Chegados de Longe” (1966), o primeiro filme de Daniel Filho, “Pobre Príncipe Encantado” (1969), e os clássicos “Cara a Cara”, de Júlio Bressane, e “Macunaíma” (1969), de Joaquim Pedro de Andrade. Sem esquecer de “O Bravo Guerreiro” (1969), primeira e única vez em que foi dirigida pelo marido, Gustavo Dahl. Vivendo tudo o que tinha direito na era das grandes loucuras, experimentou um casamento aberto, que acabou em divórcio no fim dos anos 1960, quando se apaixonou pelo líder estudantil Marcos Medeiros. Junto do segundo marido, acabou se engajando no movimento contra a ditadura militar, sofreu ameaças e fugiu do país com a ajuda da irmã, hoje figurinista da Globo, Marilia Carneiro. Ela viveu exilada em Paris, onde teve a filha Joana, que criou sozinha. Por volta dessa época, a morte do pai fez a família perder a estabilidade financeira, o que a a trouxe de volta ao Brasil em meados nos anos 1970, buscando retomar a carreira na televisão. Passando a dividir a tela grande com a tela da Globo, participou de novelas como “O Espigão” (1974), “Gabriela” (1975), “Espelho Mágico” (1977) e “Dancin’ Days” (1978), a primeira produção das oito de Gilberto Braga, com quem depois desenvolveu uma parceria bem-sucedida em novo formato. Ao mesmo tempo, consolidou-se como símbolo sexual da era das pornochanchadas, emendando produções de títulos bastante sugestivos – de “Deixa, Amorzinho… Deixa” (1975) a “O Gosto do Pecado” (1980), com destaque para “A Árvore do Sexo” (1977) e “Mulher Objeto” (1981), ambos dirigidos por Silvio de Abreu (hoje mais conhecido por suas novelas). Na década passada, a revista TPM lembrou que ela foi a única mulher capaz de circular com a mesma desenvoltura entre o clubes privados da elite carioca e os estúdios da pornochanchada. Filmes mais tradicionais também não faltaram no período, como “Um Homem Célebre” (1974), de Miguel Faria Jr., e “Guerra Conjugal” (1975), de Joaquim Pedro de Andrade, além da parceria com Antônio Calmon, iniciada em 1977 com “Revólver de Brinquedo”. Os dois trabalharam juntos em cinco filmes consecutivos no curto espaço de dois anos – até “Eu Matei Lúcio Flávio” (1979). Mas por volta da consagração de “Eu Te Amo” (1981), de Arnaldo Jabor, o cinema nacional entrou em crise, levando-a fortalecer sua presença na TV. Ela fez principalmente novelas leves com tons de humor, como “Ti Ti Ti” (1985), “Cambalacho” (1986), “Bambolê” (1987), “Salsa e Merengue” (1996) e “Aquele Beijo” (2006). A exceção foi sua única novela das oito, “Torre de Babel” (1998), numa participação especial para o velho parceiro Silvio de Abreu. A atriz também integrou o elenco das minisséries mais famosas de Gilberto Braga: “Anos Dourados” (1986), “O Primo Basílio” (1988) e “Anos Rebeldes” (1992). A partir da retomada do cinema brasileiro em meados dos anos 1990, Maria Lúcia retomou sua primeira paixão, aumentando sua filmografia com “Veja Esta Canção” (1994), de Cacá Diegues, “Quem Matou Pixote?” (1995), de José Joffily, e outros, até “O Gerente” (2011), do veterano Paulo César Saraceni. Na fase final de sua carreira, ainda demonstrou novos talentos, assinando o roteiro de “Vendo ou Alugo” (2013), comédia dirigida por Betse de Paula, que lhe rendeu o prêmio de melhor roteirista no Festival Cine-PE. Por sinal, ela também escreveu cinco livros e manteve uma coluna no antigo Jornal do Brasil por 20 anos. Sua última aparição nas telas foi no documentário “Marcos Medeiros Codinome Vampiro” (2018) sobre seu segundo marido. Marcos Medeiros foi preso, torturado e exilado na Europa, onde iniciou uma carreira como curtametragista de vanguarda (e roteirista do clássico documentário de Glauber Rocha “História do Brasil”), antes de falecer em 1997, após uma longa internação no Pinel. Maria Lúcia Dahl teve com ele sua única filha, Joana Medeiros, também atriz. E foi com ela que fez um dos ensaios nus mais famosos da Playboy brasileira, em 1985. Detalhe: Joana tinha apenas 14 anos.

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    10 filmes novos pra ver em casa no feriadão

    16 de junho de 2022 /

    A programação digital de lançamentos está intensa neste feriadão, repleta de boas novidades. Além de dois sucessos que estiveram recentemente nos cinemas, disponibilizados nas locadoras virtuais, há muitas estreias exclusivas nas plataformas de streaming. E muitas estrelas famosas também, como Taís Araújo, Sandra Bullock, Chris Hemsworth, Dakota Johnson, Andy Garcia e outros. Entre os 10 principais destaques, 9 já podem ser vistos nesta quinta (16/6). Apenas “Pleasure” precisa ser “agendado”, já que só chega no MUBI na sexta-feira. Confira abaixo os títulos, os trailers e mais detalhes das sugestões desta semana.       | MEDIDA PROVISÓRIA | VOD*   A estreia de Lázaro Ramos como diretor de cinema produziu o filme mais falado do Brasil em 2022. Prenúncio do que virou o país, foi originalmente concebido em 2017 e adapta uma peça teatral de 2011, mas bolsonaristas veem claramente o governo de seu mito retratado no pesadelo descrito na tela. É mesmo infernal, para usar uma palavra da atriz Taís Araújo, uma das estrelas do elenco ao lado do inglês Alfred Enoch (“How to Get Away with Murder”) e Seu Jorge (“Marighella”). A trama distópica se passa num futuro não muito distante, em que uma nova lei do governo federal de direita manda deportar todos os brasileiros de “melanina acentuada” para o continente africano. Com a desculpa de se tratar de uma reparação histórica, a iniciativa também visa acabar de vez com o racismo no Brasil, deixando o país só com brancos. Aplaudido pela crítica mundial, o filme foi comparado a “Corra!” e “The Handmaid’s Tale” nos EUA, atingindo 92% de aprovação no site americano Rotten Tomatoes. Tem sido exibido e premiado em festivais internacionais desde 2020, mas levou dois anos para chegar ao Brasil por enfrentar dificuldades envolvendo a Ancine, a Agência Nacional do Cinema – problema semelhante ao que também atrasou “Marighella”, de Wagner Moura, outro filme politizado com protagonista negro.   | CHA CHA REAL SMOOTH | APPLE TV+   A dramédia indie que venceu o prêmio do público no Festival de Sundance deste ano conta como um jovem recém-formado acaba num emprego de animador de festas infantis, onde conhece e se envolve com uma jovem mãe solteira, vivida por Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”). Escrito, dirigido e estrelado por Cooper Raiff (“Shithouse”), o filme tem o nome de um meme americano, ilustrado por uma estátua horrorosa do dinossauro Barney, que é usado para se referir a alguém que fez algo idiota achando que arrasou. Vale lembrar que o vencedor de Sundance do ano passado, “No Ritmo do Coração”, também foi adquirido pela Apple… e venceu o Oscar de Melhor Filme de 2022.   | PALM SPRINGS | STAR+   O conceito do “loop temporal” virou fenômeno pop com a comédia “Feitiço do Tempo” (1993). E depois de passar pela sci-fi, terror e até por séries, finalmente volta ao gênero original neste filme divertidíssimo, em que Cristin Milioti (“How I Met Your Mother”) e Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”) acordam sempre no mesmo dia. Presos num reboot infinito, os dois decidem viver como se não houvesse amanhã. E literalmente não há. O roteiro de Andy Siara (“Lodge 45”) foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Roteiristas e premiado no Spirit Awards. O filme dirigido pelo curtametragista Max Barbakow ainda atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. E seu elenco ainda inclui em seu elenco J.K. Simmons (“Counterpart”), Peter Gallagher (“Covert Affairs”), Camila Mendes (“Riverdale”) e Tyler Hoechlin (“Superman e Lois”).   | CIDADE PERDIDA | CLARO TV+, VOD*   A comédia estrelada por Sandra Bullock (“Imperdoável”) e Channing Tatum (“Magic Mike”) segue uma escritora de romances de aventura que se vê forçada a fazer uma turnê literária com o modelo de capa de seu novo livro. Irritada com a companhia do bonitão sem conteúdo, ela se vê numa situação ainda mais indesejável ao ser sequestrada. Mas até isso piora, quando o tal modelo sem noção resolve tentar salvá-la, fazendo com que os dois acabem perdidos na selva. No meio dessa confusão, ainda há uma trama de tesouro perdido, um vilão vivido por Daniel Radcliffe (o “Harry Potter”) e participação especial de Brad Pitt (“Era uma Vez… em Hollywood”). O roteiro é da dupla Dana Fox (“Megarrromântico”) e Oren Uziel (“Mortal Kombat”) e a direção dos irmãos Adam e Aaron Nee (“The Last Romantic”).   | SPIDERHEAD | NETFLIX   O diretor Joseph Kosinski, que atualmente voa alto nas bilheterias mundiais com “Top Gun: Maverick”, assina este thriller estrelado por Chris Hemsworth (“Thor”). A trama é baseado num conto de ficção científica de George Saunders e se passa em um futuro próximo, quando condenados podem se voluntariar como pacientes de experiências médicas para encurtar suas sentenças. Os testes a que se submetem são de drogas que alteram as emoções. Mas a situação logo sai de controle, quando as emoções passam do amor para a raiva, com resultados sangrentos. O filme tem roteiro da dupla Rhett Reese e Paul Wernick (“Deadpool”) e destaca em seu elenco Miles Teller (“Top Gun: Maverick”), Jurnee Smollett (“Aves de Rapina”), Tess Haubrich (“Treadstone”) e Charles Parnell (outro de “Top Gun: Maverick”).   | THE GIRL AND THE SPIDER | MUBI   O segundo filme dos gêmeos suíços Ramon e Silvan Zürcher, quase uma década após sua estreia com o premiado “A Gatinha Esquisita” (2013), usa a experiência renovadora e traumatizante de uma mudança para explorar o simbolismo da situação. Sem muitas explicações, os personagens surgem entre caixas transportadas, reformas e plantas imobiliárias, para apenas aos poucos servir à tensão entre uma jovem que festeja sua nova moradia e outra que sofre uma experiência contrastante, ajudando na mudança sem ir junto, deixada no antigo apartamento com suas emoções. Vendeu dois troféus na mostra Encounters do Festival de Berlim, dedicada a filmes com uma perspectiva independente: Melhor Direção e o Prêmio da Crítica.   | PLEASURE | MUBI   Uma das produções mais provocantes do ano – em mais de um sentido – , a estreia premiada da diretora sueca Ninja Thyberg mostra com crueza realista os bastidores ​​da indústria de filmes adultos. A câmera acompanha uma jovem de 19 anos (Sofia Kappel), que deixa sua pequena cidade da Suécia para se aventurar em Los Angeles com o objetivo de se tornar Jessica, a próxima grande estrela pornô mundial. Mas o caminho para esta consagração se prova mais acidentado do que ela imagina. Com cenas explícitas, mas artísticas – ao estilo de Gaspar Noé – , e com integrantes reais da indústria pornô californiana (Zelda Morrison é a principal coadjuvante), o filme traz um ponto de vista diferente da pornografia, desnudando as negociações de cenas adultas e as relações de poder entre artistas e empresários, em busca de sucesso nesse business. A obra chegou a disputar o prêmio de Descoberta do ano da Academia Europeia de Cinema. Perdeu para “Bela Vingança”, mas venceu outros oito troféus internacionais, inclusive o Prêmio do Júri no Festival de Deauville, na França.   | O PAI DA NOIVA | HBO MAX   Andy Garcia (de “Onze Homens e um Segredo”) tem o papel-título na versão latina (cubana-americana) da conhecida premissa, em que um pai orgulhoso prepara o casamento da filha (Adria Arjona, de “Morbius”) com o noivo (Diego Boneta, de “O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”). Na nova adaptação, ele também guarda um segredo sobre seu próprio casamento (com a cantora Gloria Estefan), que se encaminha para um divórcio. Baseada num romance de Edward Streeter, esta história tem sido filmada desde 1960, quando Spencer Tracy foi o pai da noiva, e até virou uma série em 1961, mas é mais lembrada pela adaptação de 1991, estrelada por Steve Martin, que chegou a ganhar sequência quatro anos depois. A nova versão foi escrita por Matt Lopez (“O Aprendiz de Feiticeiro”) e dirigida por Gary Alazraki (“Club de Cuervos”).   | CRUSH: AMOR COLORIDO | STAR+   Depois de divertidas rom-coms com adolescentes enrustidos, “Crush” abre o arco-íris LGBTQIAP+ com uma história moderna sobre uma estudante de high school assumidíssima em busca do primeiro amor. Na trama, a jovem Page decide ir contra todas suas inclinações artísticas para entrar no time de atletismo da escola, apenas para se aproximar da menina por quem sempre foi apaixonada. Só que lá fica mais próxima da irmã de seu crush, e percebe que seu coração começa a balançar. Um detalhe interessante desse triângulo lésbico é que ele formado por estrelas da Disney. Page é vivida por Rowan Blanchard (protagonista da serie do Disney Channel “Garota Conhece o Mundo”) e seus crushes são Isabella Ferreira (atualmente na rom-com gay “Love, Victor”) e Auli’i Cravalho (ninguém menos que a “Moana”). “Crush” é o primeiro longa da diretora Sammi Cohen (da série “CollegeHumor Originals”) e seu elenco ainda inclui Megan Mullally (da pioneira sitcom gay “Will & Grace”) como a mãe da protagonista e Tyler Alvarez (“Eu Nunca…”) no papel de seu melhor amigo.   | NOITES QUENTES DE VERÃO | Vivo Play, VOD*   Timothée Chalamet (“Duna”) vive um traficante adolescente nesta comédia de humor sombrio passada nos anos 1980. Na trama, ele descobre o submundo das drogas quando um desconhecido entra no estabelecimento em que ele trabalha e pede para esconder um punhado de maconha, segundos antes da polícia aparecer. Vítima de bullying na escola, o jovem imagina que esse acesso às drogas pode lhe tornar descolado e oferece ao traficante uma parceria para explorar o mercado potencial do Ensino Médio. Ele até fica com a garota de seus sonhos. Mas ser traficante tem seus percalços, como descobre entre socos e tiros de parceiros perturbadores. Escrito e dirigido pelo estreante Elijah Bynum, o filme ainda traz em seu elenco Alex Roe (série “Sirens”) como o parceiro mais velho, Maika Monroe (“Corrente do Mal”) como o interesse romântico e ainda William Fichtner (“12 Heróis”), Thomas Jane (série “The Expanse”), Emory Cohen (“Brooklyn”), Maia Mitchell (“The Fosters”) e Jack Kesy (“The Strain”).     * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.

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    “Lightyear” é a principal estreia de cinema da semana

    16 de junho de 2022 /

    A animação “Lightyear”, que destaca um personagem da franquia “Toy Story”, é o principal lançamento dos cinemas nesta quinta (16/6) com uma distribuição em cerca de 1,4 mil salas. Apesar desse domínio, a programação oferece outras estreias em circuito mais restrito, incluindo duas biografias musicais: uma produção francesa inspirada na vida de Céline Dion e um drama de época brasileiro sobre Celly Campello, pioneira do rock nacional. Há também um suspense francês e um policial brasileiro bastante tensos. “A Suspeita”, por sinal, rendeu o prêmio mais recente da carreira de Glória Pirez. A lista ainda contempla dois documentários: sobre o cantor George Michael, co-dirigido pelo próprio, e sobre a cobertura política da “Vaza Jato”. Confira abaixo os trailers e mais detalhes dos sete filmes que entram em cartaz.       | LIGHTYEAR |   Em seu filme solo, o famoso personagem de “Toy Story” não é um brinquedo, mas um astronauta de verdade. Na trama, ele embarca numa aventura sci-fi legítima – e bem convencional – com direito a viagem espacial e no tempo ao “infinito e além”, à origem do conflito com o vilão Zurg e principalmente ao primeiro beijo lésbico da história da Disney – que ocasionou o banimento do filme em países conservadores. Para diferenciar a produção, o personagem mudou de design e até de voz. Dublador oficial de Buzz Lightyear em “Toy Story”, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). No Brasil, também houve mudança, com o apresentador Marcos Mion assumindo a dublagem de Guilherme Briggs. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story” – assinou dois curtas da franquia e animou “Toy Story 3”.   | ALINE – A VOZ DO AMOR |   O drama musical francês é inspirado na vida de Céline Dion. Escrito, dirigido e estrelado pela francesa Valerie Lemercier (“50 São os Novos 30”), acompanha “Aline Dieu”, uma cantora fictícia que tem uma vida bastante parecida com a da intérprete da música-tema de “Titanic”. A trama narra a trajetória da artista desde a infância no Canadá, na região do Quebec durante a década de 1960, passa por sua transformação em cantora nos anos 1980 e segue até atingir seu estrelato mundial, enfatizando seu romance e seu casamento com o empresário bem mais velho que a descobriu. Na vida real, Céline se casou com o homem que a descobriu e apostou tudo no seu sucesso, René Angélil, falecido em 2016. Lemercier venceu o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz por sua interpretação.   | UM BROTO LEGAL |   O filme conta a história da primeira estrela do rock brasileiro: Celly Campello, responsável por hits como “Banho de Lua” e “Estúpido Cupido” em 1959. O papel da jovem Célia, que começou a cantar na adolescência em Taubaté, interior de São Paulo, à sombra do irmão Tony, antes de ter seu próprio programa na TV Record, marca a estreia no cinema da atriz Marianna Alexandre, de trajetória no teatro musical. Ela está ótima, mas o filme dirigido por Luís Alberto Pereira (“Tapete Vermelho”) não aprofunda as dificuldades enfrentadas por Celly ao cantar rock num período muito conservador – e tão bem retratado por figurinos e cenografia – , dando à cinebiografia a aparência de uma novela de época juvenil.   | A SUSPEITA |   Glória Pires foi premiada no último Festival de Gramado como Melhor Atriz pelo desempenho neste filme, em que interpreta uma policial diagnosticada com Alzheimer. Enquanto se conforma com sua aposentadoria, a investigação de seu último caso aponta um esquema que pode torná-la suspeita de assassinato. Logo, ela percebe que precisará encontrar o verdadeiro culpado, enquanto luta contra os lapsos de memória e recusa os conselhos de pegar leve. Diretor de novelas da Globo, Pedro Peregrino fez sua estreia no cinema à frente deste thriller policial, que foi escrito por dois roteiristas experientes, Newton Cannito (“Bróder”, “Reza a Lenda”) e Thiago Dottori (“VIPs” e “Turma da Mônica: Laços”), em parceria com a produtora Fernanda De Capua (“Domingo”).   | ARMADILHA EXPLOSIVA |   O thriller francês de confinamento se passa quase totalmente em torno de um carro no interior de um estacionamento. Sentada no assento do motorista, a protagonista, vivida por Nora Arnezeder (“Zoo”), percebe a contagem regressiva de uma bomba no painel do veículo. Ela é uma especialista em descarte de bombas, que trabalha para uma ONG com o namorado, mas desta vez qualquer erro pode custar não apenas sua vida, mas de seu filho e a filha do namorado, sentados no banco traseiro. Com apenas 30 minutos para impedir a explosão, ela convoca a equipe com quem trabalha para desativar a armadilha. Roteiro e direção são de Vanya Peirani-Vignes, que assina seu primeiro longa após trabalhar como assistente do mestre Claude Lelouch em cinco filmes.   | GEORGE MICHAEL FREEDOM UNCUT |   Descrito como “profundamente autobiográfico”, o documentário é ancorado em depoimentos inéditos de George Michael, gravados antes de sua morte em 2016. O cantor esteve bastante envolvido com a produção, a ponto de ser creditado como co-diretor. Na obra, ele pondera o período “turbulento” a partir do lançamento de seu álbum mais bem-sucedido, “Faith”, vencedor do Grammy em 1987, e seu disco de 1990, “Listen Without Prejudice: Vol. 1”, de onde saiu “Freedom 90”, música que batiza o filme. Durante o lançamento desse álbum, Michael entrou em conflito com a Sony e, em consequência, a divulgação foi prejudicada pela gravadora e pelo próprio cantor. Para completar, ele teve uma grande perda pessoal logo em seguida: a morte precoce de seu primeiro amor, o estilista brasileiro Anselmo Feleppa, por Aids em 1993.   | O AMIGO SECRETO |   O documentário aborda o vazamento de mensagens de integrantes da Operação Lava-Jato, crime que ficou conhecido como “Vaza-Jato”. Dirigido por Maria Augusta Ramos, que fez “O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, o filme traz depoimento de alguns dos jornalistas que trabalharam na cobertura e publicações das mensagens em 2019, entre eles Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, e Marina Rosse, do El País Brasil. Trabalho de hackers que foram presos pela Polícia Federal, o vazamento ajudou a livrar Luis Inácio Lula da Silva da condenação por corrupção e jogou dúvidas sobre os julgamentos do juiz Sergio Moro, considerado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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    Dissonantes: Marcelo Serrado é roqueiro grunge em trailer de comédia

    14 de junho de 2022 /

    A Star+ divulgou o pôster e o trailer de “Dissonantes”, nova comédia brasileira que investe na briga entre o pop e o rock. A trama traz Marcelo Serrado (“Crô em Família”) como um ex-grunge frustrado, que vê os ex-colegas dos anos 1990 seguindo outros caminhos, enquanto se afunda em dívidas para não comprometer sua integridade roqueira. A chance de uma virada chega a contragosto, quando um jurado de calouros da TV, ex-músico de sua antiga banda, propõe alugar seu estúdio para a gravação de uma artista do programa musical. Thati Lopes (“Diários de Intercâmbio”) vive a cantora em início de carreira, que convence o grunge aposentado a colocar guitarra no seu pop. Mais que isso, ela quer que ele se apresente com ela na disputa ao prêmio televisivo, que pode alavancar suas carreiras. “Dissonantes” tem roteiro de Mariana Trench Bascos (criadora de “Pico da Neblina”) e Pedro Riera (“Clube da Anittinha”), direção de Pedro Amorim (“Divórcio”) e produção da Querosene Filmes. A estreia está marcada para 23 de junho nos cinemas, antes do lançamento em streaming.

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    “Marighella” lidera indicações do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

    14 de junho de 2022 /

    A Academia Brasileira de Cinema (ABC) divulgou nesta terça (14/6) a lista dos indicados ao 21º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O grande destaque da relação é “Marighella”, líder em indicações, que concorre a 17 troféus, incluindo Filme de Ficção, Melhor Estreia na Direção (Wagner Moura) e Melhor Ator (Seu Jorge e Bruno Gagliasso, protagonista e coadjuvante jogados na mesma categoria). O segundo filme mais nomeado é “O Silêncio da Chuva”, de Daniel Filho, que disputa 11 prêmios, incluindo Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante (Cláudia Abreu). “7 Prisioneiros” e “Veneza” tiveram nove indicações, e aparecem empatados em terceiro lugar. As maiores curiosidades da lista encontram-se na disputa de filmes infantis, restrita a dois títulos, e na vitória antecipada de “Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente”, o único indicado na categoria de Melhor Animação – citado como “menção honrosa”. Ao todo, a lista contempla 200 profissionais, 17 longas-metragens brasileiros e 10 longas estrangeiros, além de curtas, produções ibero-americanas e séries. A cerimônia de premiação acontece na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, em 10 de agosto, com transmissão ao vivo pelo Canal Brasil, YouTube e Instagram. Confira abaixo todos os indicados. Melhor Longa-Metragem de Ficção 7 Prisioneiros Depois a Louca Sou Eu Deserto Particular Homem Onça Marighella Melhor Longa-Metragem de Comédia A Sogra Perfeita Depois a Louca Sou Eu O Auto da Boa Mentira Quem Vai Ficar com Mário? Um Casal Inseparável Melhor Longa-Metragem Infantil Turma da Mônica – Lições Um Tio Quase Perfeito 2 Menção Honrosa – Longa-Metragem Animação Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente Melhor Longa-Metragem de Documentário 8 Presidentes 1 Juramento – A História De Um Tempo Presente A Última Floresta Alvorada Chacrinha Cine Marrocos Melhor Direção Alexandre Morato (7 Prisioneiros) Aly Muritiba (Deserto Particular) Anna Muylaert e Lô Politi (Alvorada) Daniel Filho (O Silêncio da Chuva) Daniel Rezende (Turma da Mônica – Lições) Luiz Bolognesi (A Última Floresta) Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem Camila Freitas (Chão) Cesar Cabral (Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente) Déo Cardoso (Cabeça de Nêgo) Iuli Gerbase (A Nuvem Rosa) Madiano Marcheti (Madalena) Wagner Moura (Marighella) Melhor Atriz Adriana Esteves (Marighella) Andreia Horta (Mariana) Débora Falabella (Depois a Louca Sou Eu) Dira Paes (Veneza) Marieta Severo (Noites de Alface) Melhor Ator Antonio Saboia (Deserto Particular) Bruno Gagliasso (Marighella) Chico Diaz (Homem Onça) Irandhir Santos (Piedade) Seu Jorge (Marighella) Melhor Atriz Coadjuvante Bárbara Paz (Por Que Você Não Chora?) Bella Camero (Marighella) Carol Castro (Veneza) Claudia Abreu (O Silêncio da Chuva) Zezé Motta (Doutor Gama) Melhor Ator Coadjuvante André Abujamra (7 Prisioneiros) Augusto Madeira (Acqua Movie) Danton Mello (Um Tio Quase Perfeito 2) Emilio De Mello (Homem Onça) Humberto Carrão (Marighella) Luiz Carlos Vasconcelos (Marighella) Rodrigo Santoro (7 Prisioneiros) Melhor Direção De Fotografia Adrian Teijido (Marighella) Azul Serra (Turma Da Mônica – Lições) Cristiano Conceição (Doutor Gama) Felipe Reinheimer (O Silêncio Da Chuva) Gustavo Hadba (Acqua Movie) Gustavo Hadba (Veneza) Luis Armando Arteaga (Deserto Particular) Melhor Roteiro Original Anna Muylaert e Lô Politi (Alvorada) Davi Kopenawa Yanomami e Luiz Bolognesi (A Última Floresta) Henrique Dos Santos e Aly Muritiba (Deserto Particular) Hilton Lacerda, Anna Carolina Francisco e Dillner Gomes (Piedade) Thayná Mantesso e Alexandre Moratto (7 Prisioneiros) Melhor Roteiro Adaptado Felipe Braga e Wagner Moura (Marighella) Lucia Murat e Tatiana Salem Levy (Ana. Sem Título) Lusa Silvestre (O Silêncio da Chuva) Mariana Zatz e Thiago Dottori (Turma Da Mônica – Lições) Miguel Falabella (Veneza) Melhor Direção de Arte Claudio Amaral Peixoto (4×100 – Correndo Por Um Sonho) Fabíola Bonofiglio e Marcos Pedroso (Deserto Particular) Frederico Pinto (Marighella) Mário Monteiro (O Silêncio da Chuva) Tulé Peake (Veneza) William Valduga (7 Prisioneiros) Melhor Figurino Aline Canella (7 Prisioneiros) Bia Salgado (Veneza) Kika Lopes (O Silêncio da Chuva) Rô Nascimento (Doutor Gama) Verônica Julian (Marighella) Melhor Maquiagem Adriano Manques (O Silêncio da Chuva) Britney Federline (Deserto Particular) Gabi Britzki (Turma Da Mônica – Lições) Martín Macías Trujillo (Marighella) Martín Macías Trujillo (Veneza) Melhor Efeito Visual Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel (Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente) Emerson Bonadias (O Silêncio da Chuva) Luiz Adriano (Veneza) Marco Prado (Turma Da Mônica – Lições) Pedro de Lima Marques (Contos do Amanhã) Saulo Silva (Marighella) Melhor Montagem de Ficção Diana Vasconcellos (O Silêncio da Chuva) Diana Vasconcellos (Veneza) Germano de Oliveira (7 Prisioneiros) Karen Harley (Piedade) Lucas Gonzaga (Marighella) Melhor Montagem de Documentário Eva Randolph e Yan Motta (Boa Noite) Idê Lacreta (Zimba) Joana Ventura (8 Presidentes 1 Juramento – A História De Um Tempo Presente) Jordana Berg (Cine Marrocos) Ricardo Farias (A Última Floresta) Vania Debs (Alvorada) Melhor Som George Saldanha, Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima e Renan Deodato (Marighella) Jorge Rezende, Miriam Biderman, Ricardo Reis, e Toco Cerqueira (Turma Da Mônica – Lições) Lia Camargo e Tom Myers (7 Prisioneiros) Marcel Costa, Simone Petrillo e Paulo Gama (O Silêncio Da Chuva) Valéria Ferro, Tiago Bittencourt, Daniel Turini, Fernando Henna e Sérgio Abdalla (Acqua Movie) Melhor Trilha Sonora André Abujamra e Márcio Nigro (Bob Cuspe – Nós Não Gostamos De Gente) Antonio Pinto (Acqua Movie) Antonio Pinto (Marighella) Berna Ceppas (O Silêncio da Chuva) Cristovão Bastos (Pixinguinha, Um Homem Carinhoso) Felipe Ayres (Deserto Particular) Melhor Série Brasileira de Animação com Produção Independente Angeli The Killer – 2ª Temporada (Canal Brasil) Aventuras De Amí – 1ª Temporada (Globoplay) Os Under-Undergrounds – 2ª Temporada (Nickelodeon) Planeta Palavra – 1ª Temporada (Discovery+) Melhor Série Brasileira de Documentário com Produção Independente Abre Alas – 1ª Temporada (Youtube Originals) Sociedade Do Cansaço – 1ª Temporada (GNT) Som Da Rua – 3ª Temporada (Canal Curta). Transamazônica – Uma Estrada Para O Passado – 1ª Temporada (HBO E HBO Max) Tu Casa Es Mi Casa – 1ª Temporada (HBO Mundi e HBO Max) D Melhor Série Brasileira de Ficção com Produção Independente Chão De Estrelas – 1ª Temporada (Canal Brasil) Colônia – 1ª Temporada (Canal Brasil) Detetives Do Prédio Azul – 15ª Temporada (Gloob e Globoplay) Dom – 1ª Temporada (Amazon Prime Video) Manhãs De Setembro – 1ª Temporada (Amazon Prime Video) Sintonia – 2ª Temporada (Netflix) Melhor Série Brasileira de Ficção na TV Aberta Exterminadores Do Além – 1ª Temporada (SBT) Laboratório Aloprado Tá On – 1ª Temporada (TVE-RS) Sob Pressão – 4ª Temporada (Globo) Melhor Curta-Metragem de Animação Aurora – A Rua Que Queria Ser Um Rio, de Radhi Meron Batchan, de Ester Harumi Kawai Cenas Da Infância, de Kimberly Palermo Mitos Indígenas Em Travessia, de Julia Vellutini e Wesley Rodrigues Solitude, de Tami Martins Melhor Curta-Metragem de Documentário A Fome De Lázaro, de Diego Benevides Fogo Baixo Alto Astral, de Helena Ignez Foi Um Tempo De Poesia, de Petrus Cariry Mãe Solo, de Camila de Moraes Yaõkwa, Imagem E Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli Melhor Curta-Metragem de Ficção A Máquina Infernal, de Francis Vogner Dos Reis Ato, de Bárbara Paz Céu De Agosto, de Jasmin Tenucci Chão De Fábrica, de Nina Kopko Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet Melhor Filme Ibero-Americano A Noite do Fogo (México) Aranha (Argentina, Brasil e Chile) Coração Errante (Brasil, Argentina, Chile, Espanha e Holanda) Ema (Chile) Um Crime em Comum (Argentina) Melhor Filme Internacional Druk – Mais Uma Rodada (Dinamarca) Duna (EUA) Meu Pai (Reino Unido, França, EUA) Nomadland (EUA) Summer Of Soul (…Ou, Quando A Revolução Não Pôde Ser Televisionada) (EUA)

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    Mariana Xavier e Viih Tube serão irmãs em nova comédia

    12 de junho de 2022 /

    A atriz Mariana Xavier, conhecida como a filha de “Minha Mãe É uma Peça”, e a ex-BBB Viih Tube vão viver irmãs em “Doce Família”, nova comédia para os cinemas brasileiros. A produção será o terceiro longa de Viih Tube, que é “atriz com DRT”, em referência ao registro necessário para exercer a profissão. Ela produziu sua própria estreia, “Amiga do Inimigo” (2020), lançada apenas em streaming, e também já apareceu em “Me Tira da Mira” (2022). Mariana Xavier tem o dobro de filmes no currículo, mas “Doce Família” marcará sua estreia como protagonista. Na trama, ela viverá uma confeiteira bem-sucedida que vai começar a fazer loucuras para perder peso e poder se casar com o mesmo vestido usado pela mãe muitos anos antes. A personagem de Viih Tube, por sua vez, trabalha com a mãe numa clínica de emagrecimento e vai tentar ajudar a irmã, cometendo vários exageros. “Muitas das loucuras que vão acontecer no filme eu já passei. Eu já me submeti a coisas muito malucas para emagrecer. Eu já tomei todas as porcarias que você imaginar”, disse Mariana Xavier. O filme foi escrito por Carol Garcia (“Bom Dia, Verônica”), com consultoria de Camila Agustini (“As Seguidoras”), tem direção de Carolina Durão (“Ferdinando Show”), e seu elenco também destaca Maria Padilha (“O Candidato Honesto 2”) como a mãe e Karina Ramil (“Boca de Ouro”) como uma terceira irmã de Mariana Xavier e Viih Tube. O longa tem produção da Glaz e do Grupo Telefilms, e produção e distribuição da Galeria Distribuidora.

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    Documentário com delator da Odebrecht denuncia pressão para comprometer Lula

    12 de junho de 2022 /

    O documentário “Amigo Secreto”, que terá première nesta segunda (13/6) e chega formalmente aos cinemas na quinta-feira (16/6), teve um trecho bombástico revelado pelo jornal Folha de S. Paulo. Dirigido por Maria Augusta Ramos, que fez “O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, o filme aborda os bastidores da Operação Lava-Jato com denúncias contra os promotores da força-tarefa. O material adiantado pela Folha são declarações de um dos principais delatores da Lava-Jato, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar. Em seu depoimento para o filme, ele conta ter sofrido pressão dos procuradores para envolver Lula em seu acordo de delação premiada. É a primeira vez que um delator da operação faz esse tipo de afirmação de forma pública, embora supostos abusos tenham sido insinuados e abordados em decisões do STF. Apontado como elo entre a Odebrecht e o PT, Alencar disse que o ex-presidente era “o principal alvo” dos investigadores. “Era uma pressão em cima da gente”, diz o ex-executivo no longa-metragem. “E estava nítido que a questão era com o Lula.” Os interrogadores, segundo ele, insistiam em questões sobre “o irmão do Lula, o filho do Lula, não sei o que do Lula, as palestras do Lula [a empreiteira contratou o ex-presidente para falar em diversos eventos]”. “Nós levávamos bola preta, ‘ah, você não falou o suficiente’. Vai e volta, vai e volta. ‘Senão [diziam os interrogadores], não aceitamos o teu acordo”, acrescentou Alencar. As declarações coincidem com reportagens publicadas na época da Lava-Jato, que diziam que o Ministério Público Federal resistia em aceitar a delação do então executivo porque ele não citava políticos em suas revelações. Segundo Alencar, só depois de concordar em falar sobre Lula, os investigadores concordaram em assinar com ele o acordo de colaboração premiada. Entre outras coisas, Alexandrino detalhou em seus depoimentos os gastos da empreiteira com a obra no sítio de Lula em Atibaia entre 2010 e 2011. “Se eu falasse mais, eu estaria inventando. Estaria contando uma mentira como aconteceu com alguns [delatores] que você sabe, notórios, que mentiram para tentar escapar”, diz ele. “Eu contei a verdade. Eu cheguei no limite da minha verdade.” Esta verdade teria sido fundamental para que o ex-presidente fosse condenado em 2019 a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, num processo que teve a delação de Alexandrino Alencar como principal item de acusação. Apresentada sem mais contexto, a denúncia parece grave. Mas é importante contextualizar para evitar o negacionismo, tão em voga na polarização política atual. Tão relevante quanto a nova declaração é apontar que, apesar do tom de denúncia, Alexandrino Alencar não desmentiu nenhuma de suas delações à Lava-Jato. Informações que ele só confessou após sofrer pressão para delatar o que sabia. Tudo verdade, segundo ele. Alexandrino Alencar também fez outra denúncia no filme “Amigo Secreto” para fortalecer o relato de politização da Lava-Jato. Segundo o ex-executivo, pessoas que ele não nomeia foram dispensadas dos depoimentos quando citaram o nome de Aécio Neves em suas delações. “Não vou dizer o nome do santo. Mas tem colega meu que foi preso em Curitiba, chegou lá, o pessoal [investigadores] começou a perguntar sobre caixa dois [recursos doados para políticos sem registro na contabilidade oficial]. Ele [colega de Alexandrino] falou: ‘Isso aqui é para o Aécio Neves’. Na hora em que ele falou, eles [interrogadores] se levantaram e soltaram ele. Isso é Lava Jato? Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”, apontou Alencar. O ex-empreiteiro disse ainda que a sua delação detalhou “vários casos de caixa dois. Infinitos”. Entretanto, nenhum outro político citado sofreu indiciamento. “Não aconteceu nada com ninguém. Aconteceu comigo. Com eles [políticos], não aconteceu nada”. Por isso, Alencar diz-se convencido de que foi preso apenas porque o objetivo da Lava-Jato era chegar a Lula. “A maneira que fizeram… Como surge o Alexandrino nisso aí? Eles começam a me fiscalizar, grampeiam o meu telefone, o telefone do Lula”, afirma. Ele lembrou que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef fizeram delações na cadeia, citando-o como o executivo da Odebrecht que seria o operador das propinas da empreiteira. Com isso, a prisão de Alexandrino foi transformada de temporária em preventiva, sem data para que ele fosse solto, o que gerou a pressão para que colaborasse. “Tão simples assim”, resume o ex-executivo no filme. De novo, torna-se necessário conhecer o contexto. Para começar, apenas aqueles que foram presos preventivamente fizeram delações premiadas. Assim que essa prática foi barrada pelo STF, advogados orientaram seus clientes a ficar em silêncio e aguardar o fim do prazo legal da prisão temporária. Foi o fim das delações. Além disso, após a prisão de Lula, o governo Bolsonaro, a Procuradoria Geral da República e o Congresso Federal também trabalharam para alterar leis, acabar com a força-tarefa e movimentar várias peças na diretoria da Polícia Federal, que dificultaram investigações sobre outros políticos. Isto responde a outra questão levantada por Alexandrino Alencar sobre a impunidade dos demais delatados. Em 2016, Alexandrino Alencar foi condenado por Moro a 13 anos e seis meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Com o acordo e o pagamento de multas, o tempo foi reduzido para 6 anos e seis meses. Ele já cumpriu um ano em regime fechado, dois anos e meio em semiaberto e agora cumpre o restante em regime aberto. Pode sair de casa normalmente nos dias da semana, sem tornozeleira. Mas está proibido de sair às ruas nos finais de semana. Sua sentença segue em vigor, apesar do STF ter extinguido os julgamentos de Lula, num paradoxo kafkiano que usa a expressão “delimitação de julgado” para se justificar. A suspensão das sentenças contra Lula aconteceram em sessões marcadas por discursos de ministros-juízes com citações ao vazamento de mensagens dos procuradores da Lava-Jato, que foram obtidas por um hacker. Consideradas ilegais e proibidas de serem usadas em tribunais pelo Código de Processamento Penal, elas serviram para o STF “demonstrar” (verbo usado num voto da corte) exemplos que levaram o ex-juiz Sergio Moro a ser considerado suspeito no julgamento do ex-presidente. O filme de Maria Augusta Ramos, coproduzido e distribuído pela Vitrine Filmes, centra-se principalmente nestas mensagens. Ele relata a rotina dos jornalistas Leandro Demori, do site The Intercept Brasil, e Carla Jiménez, Regiane Oliveira e Marina Rossi, do El País Brasil, na cobertura das mensagens vazadas dos integrantes da Lava-Jato. As reportagens sobre o material ficaram conhecidas como o escândalo da Vaza-Jato, em 2019. Maria Augusta Ramos já dirigiu uma dezena de documentários, alguns deles premiados internacionalmente, como “Justiça” (2004), “Juízo” (2007) e “O Processo” (2018), para citar três que focam o Brasil pelo ponto de vista de seu ambiente jurídico elitista.

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