Estreias: “Predador”, “Lightyear” e os melhores filmes pra ver em casa
As plataformas de streaming disputam a atenção do público com títulos inéditos no cinema e a estreia de “Lightyear”. Por coincidência, a produção da Pixar chega junto do lançamento da nova animação do ex-chefe do estúdio, “Luck”. Mas o lançamento mais surpreendente é uma produção live-action: “Predador: A Caçada”, quinto filme da franquia sci-fi dos anos 1980. Feito para o streaming, é melhor que todos os filmes recentes do monstro alienígena exibidos no cinema e talvez supere até o original, estrelado por Schwarzenegger. Disparada, a maior surpresa da semana. A programação ainda traz a reconstituição dramática do resgate de 12 crianças isoladas numa caverna submersa da Tailândia, que foi notícia em todo o mundo em 2018, além de produções nacionais, ação chinesa e títulos cinéfilos. Confira abaixo as dicas dos 10 principais lançamentos para ver em casa. | O PREDADOR: A CAÇADA | STAR+ O quinto filme da franquia sci-fi “Predador” foi produzido para lançamento exclusivo em streaming, mas é provavelmente o melhor de toda a franquia. Sua abordagem é completamente diferente das anteriores, apresentando um combate entre o caçador alienígena e uma tribo Comanche. A trama se passa 300 anos atrás e destaca uma protagonista feminina, uma guerreira menosprezada por sua tribo por ser mulher, mas que enfrenta ursos e se descreve como especialista em sobrevivência. A personagem tem o melhor desenvolvimento de todos os que já enfrentaram o Predador. A interpretação de Amber Midthunder (a Rosa de “Roswell, New Mexico”) também se destaca no elenco composto apenas por atores nativo-americanos e das nações originárias. A escalação faz da sci-fi um trabalho mais representativo que muitos westerns convencionais. O roteiro foi escrito por Patrick Aison, mais conhecido por séries de ação e espionagem (como “Jack Ryan” e “Treadstone”), e a produção foi rodado totalmente sem alarde em Calgari, no Canadá, com direção de Dan Trachtenberg. “O Predador: A Caçada” é apenas o segundo longa de Trachtenberg, que deu uma sumida após estrear com a ótima sci-fi “Rua Cloverfield, 10” há seis anos. Desde então, ele filmou quatro episódios de séries – “Black Mirror”, “The Boys” e os pilotos da já cancelada “The Lost Symbol” e da vindoura “Waterworld” (baseada no filme homônimo). Mas seu talento foi novamente confirmado com a nova produção, que atingiu mais de 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. | LIGHTYEAR | DISNEY+ Em seu filme solo, o famoso personagem de “Toy Story” não é um brinquedo, mas um astronauta de verdade. Na trama, ele embarca numa aventura sci-fi legítima – e bem convencional – com direito a viagem no espaço e no tempo, ao “infinito e além”, que mostra a origem de seu conflito com o vilão Zurg e principalmente o primeiro beijo lésbico da história da Disney – que ocasionou o banimento do filme em países conservadores. Para diferenciar a produção dos filmes de “Toy Story”, o personagem mudou de design e até de voz. Dublador oficial de Buzz Lightyear na franquia dos brinquedos, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). No Brasil, também houve mudança, com o apresentador Marcos Mion assumindo a dublagem de Guilherme Briggs. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story” – assinou dois curtas da franquia e animou “Toy Story 3”. Apesar de competente e muito bem feito em sua proposta de aventura, o filme não teve um desempenho comercial comparável às produções de “Toy Story”. Muitos acreditam que o público ficou esperando o lançamento na Disney+, após a empresa acostumar seus assinantes com títulos exclusivos da Pixar em streaming durante a pandemia. Pois bem, aí está. | LUCK | APPLE TV+ Depois de guiar a Pixar e a Disney às alturas, e ser dispensado por mau comportamento – e supostamente traumatizar as fadinhas do estúdio – o produtor John Lasseter, criador de “Toy Story”, “Carros” e midas da animação, tenta a volta por cima com o primeiro lançamento de sua nova fase, à frente da recém-criada divisão de animação do estúdio Skydance. Mas sua primeira produção desde “Os Incríveis 2” e “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” (ambos de 2018) foi considerada medíocre pela crítica – 50% de aprovação no Rotten Tomatoes. A combinação de traços da originalidade das obras de Pixar com bichinhos falantes de toda produção Disney tradicional não deu a liga desejada. A trama segue uma mulher chamada Sam Greenfield, a pessoa mais azarada do mundo, que sem querer descobre a desconhecida “Terra da Sorte”, embarcando em uma jornada para conseguir um pouco de sorte. Só que humanos não são bem-vindos no lugar, o que a leva a juntar forças com algumas criaturas mágicas para realizar seu plano, entre elas Bob, um gato preto sortudo, que na dublagem nacional ganhou a voz do humorista Gregório Duvivier (do Porta dos Fundos). Já os dubladores originais são Eva Noblezada (“Rosa Amarela”) como Sam, Jane Fonda (“Grace & Frankie”) como um dragão, Flula Borg (“O Esquadrão Suicida”) como um unicórnio chamado Jeff, Whoopie Goldberg (“Star Trek: Picard”) como Capitão, Lil Rel Howery (“Free Guy”) como Marv e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) como o gato Bob. A direção é de Peggy Holmes, conhecida por “Tinker Bell: O Segredo das Fadas”, um dos filmes de fadinhas que o produtor tanto gostava. | TREZE VIDAS – O RESGATE | PRIME VIDEO O drama conta a história real do salvamento de 12 jovens jogadores de futebol tailandeses e seu treinador de uma caverna inundada. O incidente aconteceu em 2018 e chamou atenção do planeta inteiro, atraindo mais de 10 mil voluntários, que se uniram a um grupo internacional de especialistas para organizar e executar um dos resgates mais ousados e perigosos de todos os tempos. A trama se concentra na equipe de mergulhadores, os mais habilidosos e experientes do mundo, que foram capazes de navegar pelo labirinto de túneis de cavernas estreitos e inundadas para encontrar os jovens, sem saber se eles tinham sobrevivido à enchente nem quanto tempo tinham de vida. O roteiro é de William Nicholson (indicado ao Oscar por “Gladiador”), a direção de Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”) e o elenco destaca Viggo Mortensen (“Green Book”), Colin Farrell (“Batman”), Joel Edgerton (“Obi-Wan Kenobi”), Tom Bateman (“Morte no Nilo”) e Josh Helman (“Mad Max: Estrada da Fúria”). | NA PRAIA DE CHESIL | PARAMOUNT+ O romance de época estrelado por Saoirse Ronan (“Lady Bird”) em 2017 nunca foi exibido nos cinemas brasileiros, apesar de sua passagem elogiada por festivais. Adaptação do best-seller “Na Praia”, de Ian McEwan, foi a segunda vez que Saoirse filmou um drama baseado na obra do escritor. A anterior foi “Desejo e Reparação” (2007), que rendeu sua primeira indicação ao Oscar, como Atriz Coadjuvante aos 13 anos de idade. A história se passa em 1962 e acompanha Florence (Ronan), uma jovem e talentosa violinista, que sonha com uma carreira profissional e uma vida perfeita ao lado de Edward (Billy Howle, de “Dunkirk”), um jovem estudante de História. Os dois formam um casal lindo, que tiveram um cortejo tradicional e chegam ao casamento virgens. Mas as núpcias não acontecem como um deles esperava, já que a polidez aristocrática de Florence era na verdade um escudo contra sua profunda aversão ao sexo heterossexual convencional. Ela faz uma proposta. Só que ele é um homem de seu tempo. Daquele tempo. E chegado a explosões de fúria. Dirigido por Dominic Cooke (minissérie “The Hollow Crown”), o filme ainda inclui no elenco Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”), Adrian Scarborough (série “Crashing”), Emily Watson (“Cavalo de Guerra”) e Samuel West (“O Destino de uma Nação”). | BALAS VOANDO | VOD* Também inédito nos cinemas brasileiros, o estilizado thriller chinês de 2012 combina uma encenação de época com muita ação, efeitos, investigação criminal e um mistério supostamente sobrenatural, em torno de uma “bala fantasma”. A trama se passa na Xangai dos anos 1930, em meio a uma série de assassinatos misteriosos numa fábrica de munição. Com um detalhe: todas as vítimas são mortas com balas que desaparecem. Song Donglu (Ching Wan Lau, de “Legião de Heróis”), um detective meticuloso, e seu parceiro Guo Zhui (Nicholas Tse, de “Vírus Letal”), o atirador mais rápido na cidade, iniciam uma investigação sobre os casos misteriosos. O visual caprichado evoca grandes produções de Hollywood, especialmente os filmes de “Sherlock Holmes” de Guy Ritchie, onde o detetive cerebral descarta a explicação sobrenatural para encontrar a base científica por trás de uma suposta maldição do além. Dirigido por Law Chi-Leung (“Prazer de Matar”), o filme foi indicado em 12 categorias da principal premiação de cinema de Hong Kong e fez sucesso suficiente na China para ganhar uma sequência em 2015. | EDUARDO E MONICA | GLOBOPLAY Depois de passar pelo VOD, o casal que ficou conhecido pela música cantada por Renato Russo em 1986 chega ao streaming por assinatura. Na trama, Gabriel Leone (“Dom”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”) vivem um casal tão diferente que jamais poderia dar certo. Ao mesmo tempo em que romantiza as diferenças entre eles, o filme também mostra que a realidade é dura para os românticos incorrigíveis. Premiado como Melhor Filme Internacional no Festival de Edmonton, no Canadá, o romance moderno tem direção de René Sampaio, que já tinha levado outra música da Legião Urbana para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). | CARRO REI | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* Vencedor do último festival de Gramado, o filme de Renata Pinheiro combina fantasia e realismo para contar a história de Uno (o novato Luciano Pedro Jr), que tem esse nome em referência ao carro em que nasceu, a caminho da maternidade. O automóvel é considerado como um melhor amigo pelo jovem, e quando uma nova lei proíbe a circulação de carros antigos, Uno busca uma solução com seu tio, um mecânico com ideias mirabolantes, vivido por Matheus Nachtergaele (“Trinta”). Juntos, os dois transformam o antigo automóvel num carro novo, o Carro Rei, tão avançado que interage com humanos, comunicando-se e demonstrando sentimentos, além de fazer seus próprios planos. Além de levar o Kikito de Melhor Filme, “Carro Rei” também foi contemplado em Gramado com as estatuetas de Melhor Trilha Musical (DJ Dolores), Melhor Direção de Arte (Karen Araujo) e Melhor Desenho de Som (Guile Martins), além de render um Prêmio Especial do Júri para Matheus Nachtergaele. | MEMÓRIA | MUBI Vencedor da Palma de Ouro de 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, o tailandês Apichatpong Weerasethakul voltou a ser consagrado no Festival de Cannes com este filme, vencedor do Prêmio do Júri do ano passado. “Memória” também marca a estreia em inglês e espanhol do cineasta e foi rodado na Colombia. O filme acompanha Jessica, personagem da inglesa Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), que visita sua irmã em Bogotá. Lá, ela lida com ataques de insônia e procura a fonte de sons que lhe parecem sobrenaturais no meio da noite. Durante o dia, faz amizade com uma arqueóloga, que estuda restos humanos descobertos dentro de um túnel em construção, e com um escamador de peixes em uma pequena cidade próxima. Com eles, compartilha memórias e momentos de lirismo característicos das obras do diretor, que retrata a linha tênue entre a vida e a morte – e o cinema e o sonho – com nenhum outro. | MEDO | FILMICCA Representante da Bulgária no Oscar 2022, a comédia absurda de Ivaylo Hristov (“Perdedores”) segue uma viúva (Svetlana Yancheva, de “T2: Trainspotting”) que perdeu o emprego como professora e mora próxima à fronteira com a Turquia, onde refugiados aparecem com frequência. Um dia, ela encontra um refugiado africano, que está tentando chegar à Alemanha. Relutante, ela lhe oferece hospitalidade, até...
“Trem-Bala” com Brad Pitt é principal estreia nos cinemas
Com lançamento em mil salas, “Trem-Bala” é a principal estreia nos cinemas desta quinta-feira (4/8). A produção indicada para fãs de ação e Brad Pitt traz o ator lutando sem parar – e sem muita história – em sequências tão intensas que chegam a ser cansativas. A crítica americana enjoou da pancadaria, deixando o longa com apenas 57% de aprovação, segundo levantamento do agregador Rotten Tomatoes. O segundo maior lançamento é a a comédia nacional “O Palestrante”, que ocupa 580 salas. Uma curiosidade é que o filme estrelado por Fábio Porchat e Dani Calabresa tem o mesmo tema de uma estreia francesa, “Tralala”: identidades trocadas. São 9 novidades ao todo, incluindo o primeiro longa animado pernambucano, mas a maioria chega em circuito bastante limitado. Confira os trailers e os detalhes abaixo. | TREM-BALA | O novo filme de Brad Pitt é um besteirol de ação, que apresenta uma luta atrás da outra, do começo ao fim da projeção. A trama é isso: o vencedor do Oscar por “Era uma Vez em… Hollywood” troca socos, pontapés, facadas e tiros com oponentes variados pela posse de uma maleta misteriosa. Ele vive um assassino de aluguel azarado, que embarca em um trem-bala no Japão com uma missão simples. Mas logo descobre que não é o único assassino com o mesmo objetivo, o que leva a um conflito generalizado durante a viagem. Com um elenco estrelado, a produção reúne Joey King (“A Cabine do Beijo”), Aaron Taylor Johnson (“Godzilla”), Brian Tyree Henry (“Brinquedo Assassino”), Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Michael Shannon (“A Forma da Água”), Masi Oka (“Heroes”), Logan Lerman (dos filmes de “Percy Jackson”), Andrew Koji (“Warrior”), Hiroyuki Sanada (“Westworld”), Karen Fukuhara (“The Boys”) e o cantor Bad Bunny (“Narcos: Mexico”), além de Sandra Bullock (“Gravidade”) em participação especial. Cartunesco a ponto de parecer um desenho animado violento, o thriller é baseado num best-seller de Kôtarô Isaka (“Um Pierrô”), que foi adaptado pelo roteirista Zak Olkewicz (“Rua do Medo: 1978”) e contou com um especialista em pancadaria na direção, David Leitch (“John Wick”, “Deadpool 2” e “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”). | O PALESTRANTE | Fábio Porchat vive um contador sem perspectivas, recém demitido e abandonado pela noiva, que num impulso assume outra identidade, ao ver uma placa com um nome aleatório no aeroporto do Rio. Só que ele acaba, sem saber, tomando o lugar de um palestrante motivacional contratado para animar os empregados de uma empresa. Ele tem que colocar todos pra cima no momento em que se encontra mais pra baixo. Dani Calabresa também se destaca no elenco como a funcionária que o recepciona e logo se torna o interesse romântico e verdadeiro incentivo motivacional para o personagem insistir na farsa. A comédia foi escrita pelo próprio Porchat em parceria com Cláudia Jouvin (“L.O.C.A.”) e tem direção de Marcelo Antunez (“Até que a Sorte nos Separe 3”). Antonio Tabet, Miá Mello, Letícia Lima, Otávio Müller, Débora Lamm e Evandro Mesquita completam o elenco central. | TRALALA | A comédia musical francesa acompanha Tralala, um cantor das ruas de Paris que leva a sério a mensagem “Acima de tudo, não seja você mesmo”, deixada por um jovem desconhecida. Quando uma senhora de 60 anos o confunde com seu próprio filho, desaparecido há 20 anos nos Estados Unidos, ele decide assumir o papel. O filme tem direção de Arnaud Larrieu e Jean-Marie Larrieu, e marca a terceira colaboração da dupla com Mathieu Amalric. A anterior tinha sido há nove anos, em “O Amor é um Crime Perfeito”, que também contou com Maïwenn em seu elenco. Além deles, a produção traz Mélanie Thierry (“O Teorema Zero”), Denis Lavant (“Holy Motors”) e Josiane Balasko (“Tá Tudo Incluído!”). | DESAPARECIDOS | Filmado por um francês, estrelado por uma ucraniana e passado na Coreia do Sul, o thriller acompanha uma investigação tensa de tráfico internacional de órgãos. Olga Kurylenko (“007 – Quantum of Solace”) vive uma especialista forense francesa que ajuda um detetive em Seul num caso de assassinato, que logo se revela parte de uma intrincada rede de tráfico para transplantes clandestinos. Escrito e dirigido por Denis Dercourt (“O Pacto”), o longa também destaca em seu elenco Yoo Yeon-Seok (“Oldboy”), Ye Ji-won (“Filha de Ninguém”) e Choi Moo-Seong (“Eu Vi o Diabo”). | CONTÁGIO ZERO | O terror de baixo orçamento acompanha uma mãe e uma filha que lutam para escapar de um relacionamento abusivo. Ambas estão em um hotel que foi infectado por um misterioso vírus transportado pelo ar, matando a todos rapidamente. Nesse espaço isolado e desesperador, o medo se torna viral à medida que as mulheres tentam escapar para salvar suas vidas. Ator figurante em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, Francesco Giannini acabou ganhando um prêmio por essa sua estreia na direção, no festival canadense de terror Blood on Snow. | ALÉM DA LENDA – FILME | A animação é um filme baseado na série animada pernambucana transmitida pela TV Brasil. Criada por Erickson Marinho, Marcos França e Ulisses Brandão, a atração é voltada para crianças de seis a nove anos e tem como premissa reapresentar as principais lendas do folclore nacional, como o Saci, a Cuca, o Curupira e o Boitatá, com uma nova roupagem – e como crianças. A trama do filme explica que um livro sagrado reúne todas essas lendas e é mantido em segredo e escondido na Montanha Coração do Brasil, que só é revelada uma vez por ano, no dia 31 de outubro, dia do Saci. Mas a data está esquecida por muitos brasileiros, que preferem comemorar o Halloween. Aproveitando-se disso, um trio de monstros americanos do Dias das Bruxas resolve vir ao país com a ideia de capturar o secreto livro e assim “dominar” as lendas brasileiras. Só que por descuido o livro acaba caindo nas mãos do garoto Lucas, um fã de super-heróis, quadrinhos e games, que sem saber vira responsável por proteger parte do folclore nacional. Com direção de Marília Mafé e Marcos França, “Além da Lenda” é primeiro longa de animação pernambucano e conta com dublagens de Gabriel Leone (Lucas) e Hugo Bonemer (Curupira). | DE REPENTE DRAG | A produção independente da cineasta maranhense Rafaela Gonçalves abriu o Rio LGBTQIAP+ Festival de Cinema 2022 e acompanha a história do repórter Julião Siqueira (Ruan do Vale). Cansado de ser a piada na emissora onde trabalha, o jornalista vê na história da drag queen Lohanny (Frimes), envolvida em um caso de tráfico de pessoas, a oportunidade para ser levado a série. O detalhe é que, para fazer a reportagem, ele precisa entrar no universo drag. Com lançamento limitado, o filme entra em cartaz em São Luís, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro. | SAPATO 36 | O documentário de Petrônio Lorena (“O Gigantesco Ímã”) acompanha o cotidiano do futebol de várzea praticado no bairro de Santo Amaro, em Recife. Sonhos, realidades e sentimentos de árbitros, jogadores e jogadoras dividem a bola com as lembranças de famosos nomes que passaram pelo bairro como o tetracampeão mundial Ricardo Rocha. | QUEM TEM MEDO? | Registro dos embates entre a Cultura e a extrema direita brasileira, o filme do trio Dellani Lima (“As Faces do Mao”), Henrique Zanoni (“No Vazio da Noite”) e Ricardo Alves Jr. (“Elon Não Acredita na Morte”) junta protestos fundamentalistas, discurso nazista de secretário da Cultura e o atentado contra o Porta dos Fundos para compor um mosaico da escalada do extremismo no país, em seus ataques contra as artes e a comunidade LGBTQIA+. Em contraponto, também oferece imagens da resistência à intolerância e tentativas de censura do governo Bolsonaro.
Diretor de “Fala Sério, Mãe” vai filmar biografia de Leandro e Leonardo
O filme sobre a vida de Leandro e Leonardo encontrou seu diretor. Responsável pelo remake de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e a comédia “Fala Sério, Mãe”, Pedro Vasconcelos vai dirigir “Não Aprendi Dizer Adeus” para o Prime Video da Amazon. O filme é um projeto antigo, que começou a ser delineado em 2011, após o sucesso de “2 Filhos de Francisco” (2005) sobre o começo de Zezé di Camargo e Luciano. Na época, o roteiro seria escrito pela autora de novelas Glória Perez e Leonardo teria interpretação de Bruno Gagliasso. Agora, o roteiro é de Mauro Lima, que assinou as biografias “João, o Maestro” (2017), “Tim Maia” (2014) e “Meu Nome Não é Johnny” (2008). As filmagens estão previstas para janeiro em Goiás, terra natal da dupla, com produção da Media Bridge. Mas, por enquanto, nenhum ator está confirmado no elenco. A escalação só deverá ser iniciada no mês que vem. Assim como em “2 Filhos de Francisco”, a história começa na infância de Leandro e Leonardo, mas avança para tratar sobretudo da morte de Leandro em 1998 sob o ponto de vista de Leonardo. Vasconcelos também trabalha em outra produção biográfica: um longa sobre a vida de Mauricio de Sousa para a Disney+, que já tem escalação quase finalizada.
Maria Fernanda: Estrela dos palcos e novelas clássicas morre aos 96 anos
A atriz Maria Fernanda morreu no sábado (30/7) em virtude de complicações respiratórias, aos 96 anos de idade. Ela estava internada na Casa de Saúde São José, no Rio, desde o dia 26. Maria Fernanda Meireles Correia Dias era única filha ainda viva da poeta Cecília Meireles (1901-1964) e do ilustrador português Correia Dias (1892-1935). Ela iniciou sua carreira em 1948, interpretando a personagem Ofélia, na primeira montagem de “Hamlet” feita no país, ao lado de atores como Sergio Cardoso e Sergio Britto. A atriz teve uma carreira longa no teatro, onde atuou por sete décadas, após estudar artes cênicas na Europa. Sua consagração veio no começo dos anos 1960 no papel de Blanche DuBois, em quatro montagens diferentes da peça “Um Bonde Chamado Desejo”, do americano Tennessee Williams. A montagem paulista teve direção de Augusto Boal, em 1962, enquanto a carioca foi comandada por Flávio Rangel em 1963 e rendeu à Maria Fernanda os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de melhor atriz. Mas depois da ditadura, a atriz chegou a ser detida durante uma apresentação da mesma peça em Brasília. O episódio deu início a uma reação da classe artística, que desaguou em uma passeata contra a censura em frente ao Theatro Municipal do Rio. Compareceram artistas como Paulo Autran, Marieta Severo e Odete Lara. Ao longo de seus 70 anos de palco, ela fez vários outros papéis marcantes, trabalhando com textos clássicos de Shakespeare, Eurípedes, Oscar Wilde, Anton Tchekhov, August Strindberg, Jean-Paul Sartre, Jean Genet, Arthur Miller, Bertold Brecht, García Lorca e o brasileiro Nelson Rodrigues. No cinema, Maria Fernanda estrelou produções da Atlântida e da Vera Cruz nos anos 1940 e 1950. Destacou-se ainda em “Fim de Festa” (1978), de Paulo Porto, “Chico Rei” (1985), de Walter Lima Jr., e “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (1995), de Carla Camurati, marco da retomada do cinema brasileiro, no qual interpretou o papel de D. Maria I, a louca. Também participou de vários trabalhos televisivos, desde o “Grande Teatro Tupi”, teleteatro ao vivo do começo da TV brasileira, até novelas que marcaram época na Globo como “Gabriela” (1975), “Nina” (1977) e “Pai Herói” (1979), além de “Dona Beja” (1986) na rede Manchete. Ela deixa o filho Luiz Fernando, fruto de seu relacionamento com o diretor de TV Luiz Gallon, com quem foi casada entre 1956 e 1963.
O Debate: Primeiro filme dirigido por Caio Blat ganha trailer
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “O Debate”, drama político que marca a estreia do ator Caio Blat (“Califórnia”) como diretor de cinema. O ator conta com padrinhos fortes para iniciar a nova função: o filme foi escrito pelos cineastas Guel Arraes (“O Auto da Compadecida”) e Jorge Furtado (“Real Beleza”), adaptando um livro/peça de mesmo nome que os dois escreveram. A trama se passa durante o último debate presidencial antes do segundo turno das eleições no Brasil e acompanha o ponto de vista conflitante de dois jornalistas casados, que trabalham juntos numa emissora de televisão e estão se separando após quase 20 anos. Os protagonistas são vividos por Débora Bloch (“Segunda Chamada”) e Paulo Betti (“Órfãos da Terra”), e, além de dirigir, Blat também faz uma participação diante das câmeras. A separação serve de pano de fundo para debates intensos sobre amor, liberdade, política e a vida do país nos últimos anos. Ele é editor-chefe e ela apresentadora do mesmo telejornal, e suas visões distintas sobre como devem conduzir a edição dos melhores momentos do debate que a TV vai exibir pode interferir na escolha de centenas de milhares de eleitores indecisos. Vale observar um clima de encenação teatral na prévia, totalmente centrada em diálogos dos dois personagens centrais, e um viés “militante”, que lembra que o co-roteirista Jorge Furtado já usou uma peça como ponto de partida de um documentário para questionar a cobertura política da imprensa, “O Mercado de Notícias” (2014). “O Debate” será lançado nos cinemas de todo o país no dia 25 de agosto. A produção é da Giros Filmes, que já prepara o segundo filme de Caio Blat como diretor: “Cacilda Becker em Cena Aberta”, que trará Marjorie Estiano (“Sob Pressão”) como a lendária Cacilda Becker, uma das maiores atrizes da história do teatro no Brasil.
Estreias: “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” e os melhores filmes pra ver em casa
O multiverso indie chega às locadoras digitais. A programação de filmes da semana destaca o maior “blockbuster” independente do ano: “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, um filme de ação e fantasia que virou unanimidade crítica. Há também a bizarrice biológica de David Cronenberg, um terror tailandês de arrepiar, duas produções brasileiras e vários filmes premiados, com destaque para “A Pior Pessoa do Mundo”, que foi indicado a quase 100 prêmios, entre eles dois Oscars, e venceu 22 vezes. Confira abaixo a sugestão semanal dos 10 melhores lançamentos para programar seu cinema em casa. | TUDO EM TODO O LUGAR AO MESMO TEMPO | VOD* Maior sucesso da História do estúdio indie A24 (de filmes como “Midsommar” e “Ex Machina”), a sci-fi com 95% de aprovação da crítica americana no Rotten Tomatoes conta a história de uma mãe de família exaurida pela dificuldade de pagar seus impostos, quando descobre a existência do multiverso e de muitas versões dela mesma em diferentes realidades. Não só isso: um de seus maridos de outro mundo lhe revela que o destino do multiverso está em suas mãos. E para impedir o fim de todos os mundos, a personagem vivida por Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”) precisará incorporar as habilidades da totalidade de suas versões para enfrentar Jamie Lee Curtis (“Halloween”) e outras ameaças perigosas que a aguardam em sua missão. O elenco ainda destaca Ke Huy Quan (que foi o menino Short Round de “Indiana no Templo da Perdição”) como o marido de Yeoh, Stephanie Hsu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como sua filha e o veterano James Hong (“Aventureiros do Bairro Proibido”), entre outros. Roteiro e direção são dos Daniels, pseudônimo da dupla Daniel Kwan e Daniel Scheinert (ambos de “Um Cadáver Para Sobreviver”), e a produção já é considerada cult. | CRIMES OF THE FUTURE | MUBI A sci-fi bizarra marca a volta do diretor David Cronenberg aos horrores biológicos do começo de sua carreira – e até os efeitos parecem de época, sem nenhum tratamento computadorizado. Centrado em mutações biológicas e performances de arte corporal, o filme chama mais atenção por sua ideias subversivas – frases como “cirurgia é o novo sexo” – e pela ambientação decadente – num futuro em que tudo parece antigo, sem computadores nem celulares – do que pela trama, tão nonsense quanto a de “Videodrome” (1983) e com muitas pontas soltas sem resolução. Nesse futuro onde a tecnologia parece alienígena, as pessoas estão sofrendo mutações espontâneas, com o surgimento de novos órgãos internos. O protagonista, vivido por Viggo Mortensen (“Green Book”), é um performer conhecido por transformar seu corpo em espetáculo, extraindo, com a ajuda da esposa (Léa Seydoux, de “007 – Sem Tempo para Morrer”), suas próprias mutações diante de uma plateia extasiada. Ele também é um assistente voluntário de uma organização burocrática criada para catalogar o surgimento de novos órgãos – e sua biologia única encanta os dois encarregados desse processo, vividos por Kristen Stewart (“Spencer”) e Don McKellar (“Ensaio contra a Cegueira”). Como se não bastasse, secretamente ainda é um informante da polícia. Ele se infiltra entre revolucionários pró-mutação, fingindo permitir que suas performances se tornem plataformas para a próxima fase da evolução humana. | A PIOR PESSOA DO MUNDO | VOD* A obra mais premiada do dinamarquês Joachim Trier (“Mais Forte que Bombas”), vencedora de 19 prêmios internacionais, indicada a dois Oscars (Melhor Roteiro Original e Melhor Filme Internacional) e com 97% de aprovação no Rotten Tomatoes, acompanha uma mulher que se aproxima dos 30 anos com uma crise existencial. Vários de seus talentos foram desperdiçados e seu namorado está pressionando para que eles se estabeleçam. Uma noite, ela invade uma festa, conhece um homem charmoso e se joga em um novo relacionamento, esperando encontrar uma perspectiva diferente em sua vida. Elogiadíssima pelo desempenho, a norueguesa Renate Reinsve (“Oslo, 31 de Agosto”) foi consagrada como Melhor Atriz no Festival de Cannes. | DOWNTON ABBEY: UMA NOVA ERA | VIVO PLAY, VOD* O segundo filme baseado na série britânica volta a trazer a maioria do elenco original numa trama que é literalmente cinematográfica, por mostrar a produção de um filme na propriedade da família Crawley. Em sua volta às telas, os personagens também embarcam numa viagem de veraneio, após a Condessa de Grantham (Maggie Smith) herdar uma villa na Riviera Francesa – e deixar todos curiosos para descobrir o mistério por trás dessa herança. E além de encher a tela com a paisagem esplendorosa do litoral francês, a trama ainda inclui um casamento. O roteiro é de Julian Fellowes, que conduziu a série de época entre 2010 e 2015, e a direção está a cargo do cineasta Simon Curtis (“Sete Dias com Marilyn”). | A MEDIUM | VIVO PLAY, VOD* Longe de ser um terror hollywoodiano, “A Médium” é uma história assustadora baseada na espiritualidade tailandesa. O diretor Banjong Pisanthanakun é especialista no gênero, responsável pelo sucesso “Espíritos” (2004), que virou franquia, e vários outros horrores made in Thailand. Sua abordagem segue de perto a escola “found footage” (mais “Holocausto Canibal” que “A Bruxa de Blair”), com equipe de (falsos) documentaristas mobilizada para acompanhar um exorcismo com rituais muito diferentes dos apresentados nos terrores católicos. Na trama, Nim, uma importante médium que mora ao norte da Tailândia, percebe comportamentos cada vez mais sinistros em sua jovem sobrinha Mink, indicando que talvez ela esteja sendo possuída por uma entidade maligna ancestral. A médium logo descobre que a jovem é vítima de algo que aconteceu em sua família, muitos anos atrás. E a câmera tremida deixa tudo muito mais realista e arrepiante. | A SUSPEITA | VIVO PLAY, VOD* Glória Pires foi premiada no último Festival de Gramado como Melhor Atriz pelo desempenho neste filme, em que interpreta uma policial diagnosticada com Alzheimer. Enquanto se conforma com sua aposentadoria, a investigação de seu último caso aponta um esquema que pode torná-la suspeita de assassinato. Logo, ela percebe que precisará encontrar o verdadeiro culpado, enquanto luta contra os lapsos de memória e recusa os conselhos de pegar leve. Diretor de novelas da Globo, Pedro Peregrino fez sua estreia no cinema à frente deste thriller policial, que foi escrito por dois roteiristas experientes, Newton Cannito (“Bróder”, “Reza a Lenda”) e Thiago Dottori (“VIPs” e “Turma da Mônica: Laços”), em parceria com a produtora Fernanda De Capua (“Domingo”). | INFLUENCER DE MENTIRA | STAR+ Escrita e dirigida pela atriz Quinn Shephard (“Sol da Meia-Noite”), a comédia segue Danni Sanders (Zoey Deutch, de “Zumbilândia: Atire Duas Vezes”), uma aspirante a escritora que é praticamente invisível, sem perspectivas românticas nem seguidores nas redes sociais. Quando ela decide fingir ser uma influencer digital para alavancar seu status social, simples e inocentes montagens para mostrá-la em Paris viram seu pior pesadelo. Isto porque a capital francesa vira palco de um atentado, transformando Danni na principal personagem da mídia sobre o ocorrido. Acumulando fama e seguidores como sobrevivente fake do ataque mortal, ela se vê enredada numa ficção muito maior que jamais imaginou. O elenco também destaca um irreconhecível Dylan O’Brien (“Amor e Monstros”), bem loiro e tatuado, além de Embeth Davidtz (“The Morning Show”), Sarah Yarkin (“O Massacre da Serra Elétrica”), Brennan Brown (“Chicago Med”) e Karan Soni (“Deadpool”). | MINHAS FÉRIAS COM PATRICK | MUBI A comédia rendeu o César (o Oscar francês) de Melhor Atriz para Laure Calamy. A história em si é típica do cinema do país, acompanhando uma farsa entre amantes. Calamy vive a professora amante do pai de um de seus alunos, que resolve encontrá-lo “por coincidência” nas férias com a esposa e o filho. O passeio pela locação bucólica, porém, envolve um burro (o animal, não o marido) não muito cooperativo. Vagamente inspirada num conto de Robert Louis Stevenson do final do século 19, “Minhas Férias com Patrick” é o segundo filme dirigido por Caroline Vignal, lançado 20 anos após a estreia da cineasta com “Les Autres Filles” (2000). | A FESTA | MUBI A comédia britânica ironiza a esquerda intelectual com humor ferino e fotografia em preto e branco, mas divide opiniões – talvez porque a esquerda intelectual não tenha gostado de se reconhecer no enquadramento da cineasta Sally Potter (“Ginger & Rosa”). Mesmo quem desdenha, dá o braço a torcer para a interpretação de Patricia Clarkson (“A Livraria”), que rouba as cenas como convidada da festa do título, realizada pela personagem de Kristin Scott Thomas (“O Destino de uma Nação”) para comemorar sua indicação a um cargo político. Clarkson ganhou o BIFA, o prêmio do cinema indie britânico. | BARBA, CABELO E BIGODE | NETFLIX O ex-BBB Lucas Penteado interpreta Richardsson, um jovem que termina o Ensino Médio e entra na fase de descobrir o que fazer com a própria vida. Embora sua mãe (Solange Couto) tenha grandes sonhos para seu futuro, a vontade dele é cortar cabelos no Saigon, salão administrado por ela e que enfrenta crise financeira no bairro carioca da Penha. Sem apoio da mãe, ele busca realizar seu sonho por conta própria, envolvendo-se em várias confusões, enquanto espalha cortes estilosos pelo Rio de Janeiro. A direção é de Rodrigo França (“Como Esquecer um Grande Amor”) e Letícia Prisco (diretora assistente de “Minha Mãe é uma Peça 3”), e o elenco também inclui Juliana Alves, Rebecca, MV Bill, MC Carol, Yuri Marçal, Jeniffer Dias, Sérgio Loroza e Neuza Borges. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Leandro Hassum surta com Maurício Manfrini no trailer de “Vizinhos”
A Netflix divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer da nova comédia de Leandro Hassum. Após estrelar “Tudo Bem no Natal que Vem” e “Amor Sem Medida”, ele volta à plataforma em “Vizinhos”, acompanhado por Maurício Manfrini (“No Gogó do Paulinho”). Na história, o personagem de Hassum descobre, após um colapso nervoso, que corre risco de morte caso escute barulhos muito altos. Por orientação médica, ele abandona o Rio de Janeiro e busca o sossego em uma cidade pequena, cercada de paz e natureza. Porém, os planos de relaxamento vão por água abaixo por causa de seu novo vizinho (Manfrini), que é mestre de bateria de uma escola de samba. Além da dupla de humoristas, o elenco da produção inclui Júlia Rabello, Marlei Cevada, Julia Foti, Lucas Leto, Vilma Melo, Nando Cunha, Dja Marthins, Hélio de la Peña, Sophia Guedes e Yves Miguel. Direção e roteiro são de Roberto Santucci e Paulo Cursino, parceiros de longa data de Hassum, que assinaram as franquias de sucesso “Até Que a Sorte nos Separe” e “O Candidato Honesto”. A estreia está marcada para 1º de setembro.
Comissão com 25 membros escolherá representante do Brasil no Oscar 2023
A Academia Brasileira de Cinema anunciou os integrantes da comissão que irá escolher o representante brasileiro ao Oscar 2023. O título selecionado será inscrito na categoria de Melhor Filme Internacional e tentará se qualificar entre os cinco finalistas da premiação da Academia dos EUA. A comissão conta com 25 profissionais do mercado audiovisual nacional, divididos entre 12 diretores, 4 produtores, 3 intérpretes, 1 documentarista, 1 curador, 1 produtor de evento, 1 executivo, 1 pesquisador e 1 crítico. Os nomes selecionados foram Aly Muritiba (diretor), André Pellenz (diretor), Ariadne Mazzetti (produtora), Barbara Cariry (produtora), Cavi Borges (diretor), Cibele Amaral (diretora), David França Mendes (diretor), Eduardo Ades (diretor), Guilherme Fiuza (produtor), Hsu Chein (diretor), Irina Neves (produtora), Jeferson De (diretor), João Daniel Tikhomiroff (diretor), João Federici (curador), José Geraldo Couto (crítico), Juliana Sakae (documentarista), Marcelo Serrado (ator), Marcio Fraccaroli (executivo), Maria Ceiça (atriz), Patricia Pillar (atriz), Petra Costa (diretora), Renata Almeida (produtora de eventos), Talize Sayegh (diretora), Waldemar Dalenogare Neto (pesquisador) e Zelito Viana (diretor). A data prevista para a escolha do filme pela comissão é 9 de setembro – 11 dias antes do prazo final para inscrição na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. A lista preliminar dos concorrentes da primeira peneira da categoria será divulgada em 21 de dezembro. Já os indicados oficiais serão revelados em 24 de janeiro de 2023. E os vencedores serão conhecidos em 12 de março de 2023, no palco do Dolby Theatre, em Los Angeles. O registro televisivo da cerimônia segue a cargo da rede ABC, mas não há confirmação dos canais responsáveis pela transmissão no Brasil. Neste ano, as imagens chegaram pela Globoplay e pelo canal pago TNT.
Mauricio de Sousa prepara mais 15 produções ligadas à “Turma da Mônica”
Após o lançamento de “Turma da Mônica: A Série” nesta quinta (21/7) na Globoplay, a Mauricio de Sousa Produções anunciou que está trabalhando mais 15 produções, entre filmes e séries, ambientadas no universo das criações do autor de quadrinhos. Além do já anunciado filme live-action de “Chico Bento”, previsto para 2023, da série de animação adulta do “Astronauta” e da recentemente revelada atração live-action de “Franjinha e Milena em Busca da Ciência” para a HBO Max, Marcos Saraiva, produtor-executivo do núcleo audiovisual da MSP, disse que há cinco filmes centrados na “Turma do Penadinho”, que anteriormente estavam engavetados por conta da pandemia, uma série inspirada pela graphic novel “Jeremias: Pele”, um projeto de “Piteco” e uma produção animada chamada “Vamos Brincar”, voltada para crianças de três a cinco anos, que estreará em outubro no canal pago Gloob. O executivo também anunciou, para tristeza dos fãs, que “Turma da Mônica: A Série” marca a despedida do atual elenco de intérpretes. Mas os personagens voltarão em breve em quatro filmes da “Turma da Mônica Jovem”, com novos atores na faixa dos 20 anos. Segundo Saraiva, eles já foram escolhidos, embora ainda não tenham sido anunciados. As revelações foram feitas ao jornal Folha de S. Paulo, que adiantou que o primeiro longa da “Turma da Mônica Jovem” já vai estrear em 2023, com os próximos programados para chegar às telas nos anos seguintes, até 2026. De acordo com Saraiva, a troca dos atores se deu porque, além de não querer esperar até que as crianças de “Laços” e “Lições” crescessem o suficiente para interpretar a “Turma da Mônica Jovem”, o estúdio não quer vincular personagens a atores, como a Marvel fez com “Os Vingadores”, por exemplo. O modelo é “Batman”. “Reproduzir o modelo da Marvel seria um risco”, disse Saraiva, listando o alto cachê que os atores podem cobrar conforme ficarem famosos e o problema que causaria um ou outro se recusar a seguir interpretando o papel – o que, lá fora, já ameaçou a continuidade de franquias, como os próprios Vingadores. É pelo mesmo motivo que daqui a dois ou três anos a própria “Turma da Mônica” clássica, em sua versão infantil, deve passar por um reboot e ganhar uma nova versão nas telas com outras crianças nos papéis principais. Saraiva ainda revelou que Mauricio de Sousa está considerando criar uma “Turma da Mônica Adulta”, primeiramente para as páginas dos quadrinhos, antes de levar o conceito para as telas.
Fantasmas de “O Telefone Preto” e “Pluft” são as maiores atrações nos cinemas
Por coincidência, as duas estreias mais amplas desta quinta (21/7) contam histórias com crianças fantasmas, que querem ajudar crianças de verdade a enfrentar sequestradores malvados. Mas enquanto uma é aterrorizante, a outra é uma comédia infantil. “O Telefone Preto” marca a volta do diretor Scott Derrickson (de “A Entidade” e “Livrai-nos do Mal”) ao terror sobrenatural, após um desvio por “Doutor Estranho”. Já “Pluft – O Fantasminha” tem uma das maiores estreias nacionais dos últimos tempos, chegando em 700 salas. O circuito limitado recebe mais dois filmes nacionais, com destaque para “A Casa das Antiguidades”, exibido nos principais festivais internacionais do mundo, inclusive Cannes, que premiou o principal título internacional da lista: “Memória”, de Apichatpong Weerasethakul, vencedor do Prêmio do Júri do festival francês no ano passado. Embora a maioria do público brasileiro só vá ter acesso aos dois filmes de fantasmas, a programação de cinema recebe ao todo nove lançamentos. Confira abaixo os trailers e os detalhes de cada um deles, inclusive daqueles que são filmes fantasmas de verdade – visíveis apenas para cinéfilos que conhecem as salas mitológicas que projetam arte fora dos shopping centers. | O TELEFONE PRETO | A volta do diretor Scott Derrickson ao terror, após comandar “Doutor Estranho” (2016), é um dos melhores filmes recentes do gênero, com 86% de aprovação no Rotten Tomatoes. A trama é baseada no conto de mesmo nome de Joe Hill, filho de Stephen King e autor da obra que inspirou a série “Locke & Key”. A história faz parte do best-seller “Fantasmas do Século XX” e foi adaptada pelo próprio Derrickson em parceria com o roteirista Robert Cargill, com quem o diretor desenvolveu a franquia “A Entidade”. Por sinal, o papel principal é de Ethan Hawke, que estrelou o primeiro “A Entidade” (2012). Ele vive um serial killer sequestrador de crianças que, numa referência distorcida a “It”, usa balões negros e disfarce de palhaço para cometer seus crimes. Só que seus planos são atrapalhados quando seu alvo mais recente recebe uma ajuda inesperada para escapar. Fantasmas de vítimas passadas ligam para o menino recém-sequestrado no telefone preto do título, que não tem fio e não deveria funcionar, ensinando-o a sobreviver, enquanto sua melhor amiga da escola começa a ter visões de seu cativeiro. Os jovens Mason Thames (“For All Mankind”) e Madeleine McGraw (a jovem Hope de “Homem-Formiga e a Vespa”) encabeçam o elenco mirim. | PLUFT – O FANTASMINHA | A nova adaptação da famosa peça infantil de Maria Clara Machado é o primeiro filme live-action infantil brasileiro produzido para exibição em 3D. A trama clássica mostra como Pluft, uma criança fantasma com medo de gente, inicia uma amizade com Maribel, uma menina com medo de fantasma, que foi raptada pelo terrível pirata Perna-de-Pau. Como os únicos em busca de Maribel são três marinheiros atrapalhados, Pluft se vê impelido a virar o herói da história. O longa dirigido por Rosane Svartman (“Tainá, a Origem”) chega às telas 60 anos depois da primeira adaptação cinematográfica de “Pluft”, que contou com participação de Tom Jobim e Dorival Caymmi. A nova versão destaca a volta às telas de Arthur Aguiar, vencedor do “BBB 22”. As filmagens aconteceram bem antes do reality show, em 2020, e o papel do ex-“Rebelde” é pequeno, como um dos três marinheiros que procuram a protagonista. Além dele, o elenco traz as crianças Nicolas Cruz e Lola Belli (“Onde Está Meu Coração”), Fabiula Nascimento (“Segundo Sol”), Juliano Cazarré (“Pantanal”), Lucas Salles (“Detetive Madeinusa”) e Hugo Germano (“Desenrola”). | CASA DE ANTIGUIDADES | Exibido nos festivais de Cannes e Toronto, e premiado em Estocolmo e Chicago, o longa de estreia de João Paulo Miranda Maria retrata a vida de um trabalhador negro em uma cidade fictícia de colonização germânica no sul do Brasil. Natural do sertão brasileiro, ele se sente solitário, condenado ao ostracismo pelas diferenças culturais e étnicas, e invisível para os patrões. Um dia, descobre uma casa abandonada repleta de objetos que o lembram de suas origens. Ele se instala lentamente nesta casa e cada vez mais objetos começam a aparecer. Estrelado pelo veterano Antônio Pitanga (“Ganga Zumba”, “Rio Babilônia”, “Irmãos Freitas”), o drama trata de racismo estrutural e foi rodado em Treze Tílias, cidade catarinense que deu forte apoio ao presidente eleito em 2018. | ELA E EU | A dramédia brasileira traz Andréa Beltrão como uma roqueira que desperta depois de 20 anos de coma e descobre que tem uma filha adulta, criada pela atual esposa de seu ex-marido. Seu despertar impacta a todos na família, que precisam absorver seu retorno, enquanto ela reaprende a andar, falar e se relacionar, com o detalhe de permanecer tão desajustada quanto era há duas décadas. Exibido nos festivais do Rio e de Brasília do ano passado com outro título (“Antes Tarde”), a produção é o segundo longa de ficção dirigido por Gustavo Rosa de Moura (“A Canção da Volta”), que já teve um terceiro (“Cora”) exibido no circuito dos festivais nacionais no final do ano passado. | ÚLTIMA CIDADE | A produção independente é um drama de vingança estrelado por Julio Adrião (“Nise: O Coração da Loucura”) e rodado com trejeitos de cinema de arte – e com bela fotografia – pelo estreante Victor Furtado (assistente de “O Clube dos Canibais”). Montado em seu cavalo e na companhia de um andarilho, o personagem de Adrião é carregado de simbolismo quixotesco ao embarcar em sua jornada para uma grande cidade do Nordeste brasileiro (uma Fortaleza futurista), visando enfrentar aquele que tomou suas terras e acabou com sua família. O estilo alegórico também evoca a politização do Cinema Novo e ajuda a enfatizar uma crítica à desigualdade e à especulação que assolam as grandes cidades do país. | DIÁRIOS DE OTSOGA | A obra do casal português Miguel Gomes (“As Mil e Uma Noites”) e Maureen Fazendeiro é um drama metalinguístico para cinéfilos, um filme de confinamento pandêmico sobre um filme de confinamento pandêmico, que tem a peculiaridade de ser montado de trás para frente. É que a projeção começa pelo fim e avança em direção a seu começo, mostrando os bastidores de uma produção cinematográfica sob as mesmas circunstâncias do filme real, com baixo orçamento e protocolo pesado contra covid-19. Os atores interpretam atores, os diretores aparecem como (versões de) si mesmos e cada cena é motivada pela que vem depois dela (ou seja, antes dela). Confuso? Mas inteligente, com personagens que surgem do nada para só chegarem depois na projeção desordenada, criando um senso de caos que reflete a própria situação da pandemia. A propósito do tema, Otsoga é Agosto escrito ao contrário. O quebra-cabeças cinematográfico rendeu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Mar del Plata e de Melhor Filme Estrangeiro do ano pela Associação dos Críticos Online dos EUA. | OS AMORES DELA | O primeiro filme de Charline Bourgeois-Tacquet teve première em Cannes, foi premiado em Melbourne e atingiu 91% de aprovação no Rotten Tomatoes com um triângulo amoroso típico do cinema francês, apresentado de forma atípica. A atriz Anaïs Demoustier (“Alice e o Prefeito”) interpreta a Anaïs do título original (“Les Amours d’Anaïs”), uma mulher de 30 anos falida e em crise amorosa, que um dia conhece um homem casado que imediatamente se apaixona por ela. O detalhe é que a esposa do novo amante é uma escritora famosa (Valeria Bruni Tedeschi, de “Loucas de Alegria”), de quem Anaïs é fã declarada e por quem se sente totalmente atraída, criando uma confusão conjugal. | PARADISE – UMA NOVA VIDA | A comédia italiana explora a paranoia de um jovem (Vincenzo Nemolato, de “Martin Eden”) enviado a uma cidade isolada nos Alpes suíços pelo serviço de proteção a testemunhas, onde dá de cara com o assassino da máfia denunciado por ele, que também foi relocado pelo mesmo programa. Temendo pela vida, ele procura se disfarçar e aprender formas de matar o assassino antes de ser morto. Mas se prova mais que amador, completamente inepto. Até que a desconfiança começa a ruir, conforme a solidão e as saudades da Sicília os aproxima. A amizade inesperada rende cenas divertidas, porém não afasta a sensação de uma ameaça em potencial. | MEMÓRIA | Vencedor da Palma de Ouro de 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, o tailandês Apichatpong Weerasethakul voltou a ser consagrado no Festival de Cannes com este filme, vencedor do Prêmio do Júri do ano passado. “Memória” também marca a estreia em inglês e espanhol do cineasta e foi rodado na Colombia. O filme acompanha Jessica, personagem da inglesa Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), que visita sua irmã em Bogotá. Lá, ela lida com ataques de insônia e procura a fonte de sons que lhe parecem sobrenaturais no meio da noite. Durante o dia, faz amizade com uma arqueóloga, que estuda restos humanos descobertos dentro de um túnel em construção, e com um escamador de peixes em uma pequena cidade próxima. Com eles, compartilha memórias e momentos de lirismo característicos das obras do diretor, que retrata a linha tênue entre a vida e a morte – e o cinema e o sonho – com nenhum outro.
Caio Blat vai estrear como diretor em filme sobre eleições presidenciais
Caio Blat já atuou em muitos filmes premiados, de “Lavoura Arcaica” (2001) a “BR 716” (2016), e agora se encaminha para uma nova fase de sua carreira. Ele vai estrear na direção com o lançamento em agosto de “O Debate”. O ator conta com padrinhos fortes para iniciar a nova função: o filme foi escrito pelos cineastas Guel Arraes (“O Auto da Compadecida”) e Jorge Furtado (“Real Beleza”). A trama se passa durante o último debate presidencial antes do segundo turno das eleições no Brasil e acompanha o ponto de vista conflitante de dois jornalistas casados, que trabalham juntos numa emissora de televisão e estão se separando após quase 20 anos. Os protagonistas são vividos por Débora Bloch (“Segunda Chamada”) e Paulo Betti (“Órfãos da Terra”), e Blat também fará uma participação diante das câmeras. A separação serve de pano de fundo para debates intensos sobre amor, liberdade, política e a vida do país nos últimos anos. Ele é editor-chefe e ela apresentadora do mesmo telejornal, e suas visões distintas sobre como devem conduzir a edição dos melhores momentos do debate que a TV vai exibir pode interferir na escolha de centenas de milhares de eleitores indecisos. “O Debate” será lançado nos cinemas de todo o país no dia 25 de agosto, com distribuição da Paris Filmes. A produção é da Giros Filmes, que já prepara o segundo filme de Caio Blat como diretor: “Cacilda Becker em Cena Aberta”, que trará Marjorie Estiano (“Sob Pressão”) como a lendária Cacilda Becker, uma das maiores atrizes da história do teatro no Brasil.
“Os Parças” vai virar série da Globoplay
Depois de dois longas, “Os Parças” vai virar série da plataforma de streaming Globoplay. As gravações já começaram, informaram Tom Cavalcanti e Bruno de Luca pelo Instagram. A atração voltará a reunir os protagonistas originais: Whindersson Nunes, Tirullipa, Tom Cavalcante e Bruno de Luca, que, para a série, receberão o reforço da cantora Jojo Todynho. Os filmes já tinha um ar televisivo, apresentados como sucessões de esquetes com muitos convidados famosos – entre eles, Neymar. Escrita por Cláudio Torres Gonzaga, a trama original acompanhava quatro amigos que montam uma empresa de organização de casamentos trambiqueira, com produtos da rua 25 de Março – endereço de lojas populares de São Paulo – , e acabam contratados para fazer uma festa do casamento de luxo. Já no segundo filme o negócio deles é outro: são contratados para reformar uma colônia de férias e logo passam a competir com uma colônia vizinha. O humor é aquele do “Zorra Total”, repleto de piadas de duplo sentido. A produção é da Formata. Lembre abaixo os trailers dos filmes. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bruno De Luca (@brunodeluca) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tom Cavalcante (@tomcavalcante)
Leandro Hassum e Maurício Manfrini são vizinhos em fotos de comédia da Netflix
A Netflix divulgou as primeiras fotos da nova comédia de Leandro Hassum. Após estrelar “Tudo Bem no Natal que Vem” e “Amor Sem Medida”, ele volta à plataforma em “Vizinhos”, acompanhado por Maurício Manfrini (“No Gogó do Paulinho”). Na história, o personagem de Hassum descobre, após um colapso nervoso, que corre risco de morte caso escute barulhos muito altos. Por orientação médica, ele abandona o Rio de Janeiro e busca o sossego em uma cidade pequena, cercada de paz e natureza. Porém, os planos de relaxamento vão por água abaixo por causa de seu novo vizinho (Manfrini), que é mestre de bateria de uma escola de samba. Além da dupla de humoristas, o elenco da produção inclui Júlia Rabello, Marlei Cevada, Julia Foti, Lucas Leto, Vilma Melo, Nando Cunha, Dja Marthins, Hélio de la Peña, Sophia Guedes e Yves Miguel. Direção e roteiro são de Roberto Santucci e Paulo Cursino, parceiros de longa data de Hassum, que assinaram as franquias de sucesso “Até Que a Sorte nos Separe” e “O Candidato Honesto”. A estreia está marcada para 1º de setembro.












