Amazon confirma série baseada em Jack Reacher
A Amazon oficializou a produção da série “Jack Reacher”, baseada nos livros de Lee Child (pseudônimo de James D. Grant), que já rendeu dois filmes estrelados por Tom Cruise. A adaptação está a cargo de Nick Santora (criador de “Scorpion”) e também conta com a participação do cineasta Christopher McQuarrie, que dirigiu os filmes de 2012 e 2016, como produtor. A 1ª temporada será baseada no primeiro livro de Reacher, “Dinheiro Sujo” (The Killing Floor), publicado em 1997, introduzindo o personagem como ele foi criado na literatura. Vale lembrar que os longas estrelados por Cruise adaptaram o 9º e o 18º livros da franquia. E descontentaram os leitores devido à baixa estatura do ator, que não combina com a descrição do personagem. Outro ator será agora escalado no papel, e o escritor garantiu que a produção escolherá um intérprete mais alto e encorpado. A série está sendo desenvolvida pela Skydance e a Paramount, que já foram bem-sucedidas ao relançar outra franquia literária que derrapava nos cinemas e renasceu com sucesso como uma série da Amazon: “Jack Ryan”.
Nicholas Hoult vai enfrentar Tom Cruise na próxima Missão: Impossível
A franquia “Missão: Impossível” definiu o vilão de seus próximos dois filmes. Nicholas Hoult, conhecido pelo papel de Fera nos filmes dos X-Men, foi escalado para enfrentar Tom Cruise. A natureza do papel foi confirmada por várias publicações americanas de cinema, após o diretor Christopher McQuarrie, que vai assinar ambos os longas, revelar o ingresso do ator no filme. Postando uma imagem de Hoult, ele escreveu no Instagram: “E aí, quer causar um pouco de confusão?”. O próprio ator respondeu ao “convite” nos comentários: “Adoraria. Mas por que só um pouco?”. Os próximos filmes de “Missão: Impossível” serão o sétimo e oitavo da franquia. Eles serão filmados consecutivamente para chegar aos cinemas com um ano de diferença entre si, em julho de 2021 e agosto de 2022. Além de Hoult, Hayley Atwell (“Agent Carter”), Shea Whigham (também de “Agent Carter”) e Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”) estão entre as novidades do elenco. Ver essa foto no Instagram Say, @nicholashoult, care to raise a little hell? Uma publicação compartilhada por Christopher McQuarrie (@christophermcquarrie) em 9 de Jan, 2020 às 9:50 PST
Atriz de Guardiões da Galáxia entra na franquia Missão: Impossível
A atriz canadense Pom Klementieff, que ficou conhecida ao interpretar a heroína Mantis em “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, entrou no elenco do próximo filme da franquia “Missão: Impossível”. A novidade foi anunciada pelo diretor e roteirista Christopher McQuarrie no Twitter. “Como se soletra femme fatale?”, ele escreveu ao lado de uma foto da atriz. E ela respondeu dizendo que aceitava a missão. Ou melhor, a “travessura”. Veja abaixo. Em sua publicação, McQuarrie usou a hastagh #MI78, sugerindo que a atriz fará parte dos dois próximos filmes da franquia, “Missão: Impossível 7” e “Missão: Impossível 8”, que ainda não têm títulos oficiais. Ela vai se juntar à inglesa Hayley Atwell (a Agente Carter da Marvel), primeiro nome confirmado na produção após o anúncio de que Tom Cruise estrelaria mais dois filmes como Ethan Hunt, com estreias previstas para 2021 e 2022. Os dois novos longas também devem trazer outros integrantes recorrentes da franquia, como Simon Pegg e Rebecca Ferguson. Elogiadíssimo pela crítica internacional, o sexto “Missão: Impossível” foi considerado o Melhor Filme de Ação de 2018 na premiação do Critics Choice Awards. .@PomKlementieff, How do you spell femme fatale? #MI78 pic.twitter.com/OYnPYxGOZM — Christopher McQuarrie (@chrismcquarrie) November 19, 2019 Mischief: Accepted https://t.co/faRvtIL0QQ — Pom Klementieff (@PomKlementieff) November 19, 2019
Sandra Bullock vai estrelar novo suspense da Netflix
Depois do sucesso de “Bird Box”, a atriz Sandra Bullock assinou contrato para estrelar um novo suspense da Netflix. O filme, que ainda não tem um nome oficial, vai adaptar uma minissérie inglesa de 2009, chamada de “Unforgiven”. Na trama original, escrita por Sally Wainwright (criador de “Gentleman Jack”), a protagonista é uma mulher que sai da prisão após 15 anos, condenada por assassinar dois policiais, e tenta encontrar sua irmã mais nova. A direção está a cargo da alemã Nora Fingscheidt (de “Systemsprenger”, premiado no Festival de Berlim), em sua primeira produção em língua inglesa, e a adaptação será escrita por ninguém menos que Christopher McQuarrie, diretor-roteirista da franquia “Missão: Impossível”. Além de atuar, Bullock também dividirá a co-produção com Graham King (produtor de “Bohemian Rhapsody”).
Hayley Atwell é confirmada no próximo Missão: Impossível
A atriz Hayley Atwell, que vive a Agente Carter no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), foi confirmada no próximo “Missão: Impossível”. O anúncio foi feito pelo diretor Christopher McQuarrie em seu Instagram, com a divulgação de uma foto da atriz inspirada nas antigas aberturas da série em que a franquia de filmes se baseia. O próximo “Missão: Impossível” vai chegar aos cinemas em 2021 e deverá ser rodado simultaneamente a mais um longa da franquia, com previsão de lançamento no ano seguinte. Christopher McQuarrie está encarregado escrever e dirigir os novos dois capítulos da saga do espião Ethan Hunt e sua equipe – completando assim quatro filmes da coleção, após assinar “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015) e “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (2018). Ele foi o primeiro cineasta a comandar dois “Missão: Impossível”. Os novos filmes também contarão com o retorno dos atores principais da saga, como Tom Cruise, Simon Pegg e Rebecca Ferguson, entre outros. O sexto “Missão: Impossível” foi considerado o Melhor Filme de Ação de 2018 na premiação do Critics Choice Awards. Ver essa foto no Instagram @wellhayley Should you choose to accept… Uma publicação compartilhada por Christopher McQuarrie (@christophermcquarrie) em 6 de Set, 2019 às 3:59 PDT
Continuação de No Limite do Amanhã define roteirista
A Warner lembrou que possui os direitos da sequência da sci-fi “No Limite do Amanhã” e contratou um roteirista para desenvolver o projeto, cinco anos após o filme original se tornar um dos mais elogiados da carreira de Tom Cruise. Além de Cruise, a atriz Emily Blunt e o diretor Doug Liman têm interesse em retornar na continuação, que, infelizmente, não poderá contar com o ator Bill Paxton, falecido em 2017. Os dois protagonistas e o cineasta só farão o filme se gostarem do roteiro, que será escrito por Matthew Robinson, autor da fracassada comédia “O Primeiro Mentiroso” (2009) e da fracassada fantasia “Monster Trucks” (2016). Curiosamente, há um ano e meio Doug Liman revelou que já havia um roteiro pronto. Foi escrito por Christopher McQuarrie, roteirista do longa original e diretor dos dois últimos filmes da franquia “Missão: Impossível”. Não está claro se o anúncio de Liman foi precipitado, se o roteiro de McQuarrie foi descartado e outro tomará o seu lugar ou se Robinson foi trazido a borda apenas para dar retoques finais na história. O filme original acompanhava o inexperiente Tenente Bill Cage (Cruise), enviado sem preparo para lutar contra uma invasão de alienígenas na Terra, e que por isso acabava morto em minutos. Mas o contato direto com a espécie extraterrestre cria um fenômeno, lançando-o de volta no tempo no momento de sua morte, de modo que ele passa a reviver os mesmos eventos outra vez. O efeito se repete cada vez que ele morre, o que o leva a lutar a mesma batalha várias vezes. Até descobrir que a personagem de Emily Blunt também enfrentou o mesmo paradoxo e pode treiná-lo e transformá-lo num militar experiente em “apenas um dia”.
Tom Cruise confirma produção de mais dois Missão: Impossível
O astro Tom Cruise confirmou a produção de mais dois filmes de “Missão: Impossível”. Ele postou um vídeo com o logotipo da franquia no seu Instagram. E, ao lado, as datas das estreias. Veja abaixo. O próximo filme vai chegar aos cinemas em 2021, enquanto o seguinte será lançado no ano seguinte. Os dois longas serão produzidos em sequência, o que pode render uma história em duas partes. O diretor Christopher McQuarrie vai escrever e dirigir os novos dois capítulos da saga do espião Ethan Hunt e sua equipe, completando assim quatro filmes à frente da franquia, após assinar “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015) e “Missão: Impossível – Efeito Fallout” (2018). Ele foi o primeiro cineasta a comandar dois “Missão: Impossível”. Os próximos filmes também devem contar com o retorno dos atores principais da saga. O sexto “Missão: Impossível” trouxe em seu elenco Henry Cavill, Simon Pegg e Rebecca Ferguson, entre outros. A produção foi considerada o Melhor Filme de Ação de 2018 na premiação do Critics Choice Awards, que aconteceu no domingo (13/1). Visualizar esta foto no Instagram. Summer 2021 and Summer 2022 Uma publicação compartilhada por Tom Cruise (@tomcruise) em 14 de Jan, 2019 às 4:24 PST
Tom Cruise interrompe filmagens do novo Top Gun para aprender a pilotar avião a jato
A mania de realizar suas próprias cenas de ação levou Tom Cruise a suspender temporariamente a produção de “Top Gun: Maverick”. É que ele entrou num curso para aprender a pilotar os jatos em que seu personagem voa. Aos 56 anos de idade, Cruise ainda insiste em pular de prédios, dirigir motocicletas e pular de aviões. Nem o fato de ter quebrado o tornozelo fazendo um salto durante a produção de “Missão Impossível: Efeito Fallout” diminuiu seu ímpeto. De acordo com o jornal Daily Mail, o ator, que também é produtor de “Top Gun: Maverick”, decidiu fazer as suas próprias cenas a bordo dos aviões de caça, ao contrário do que ocorreu na produção original dos anos 1980, para aumentar o grau de realismo. Para “Missão Impossível: Efeito Fallout” ele já teve aulas de voo, onde aprendeu a pilotar um helicóptero. Enquanto aprende a comandar um jato, a produção dá uma pausa das filmagens. Mas isso não deve afetar o cronograma de lançamento, já que Cruise também recrutou seu diretor e roteirista favorito, Christopher McQuarrie (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), para reescrever o roteiro e acrescentar mais cenas de ação. A pausa servirá para McQuarrie terminar a nova versão da história. Com direção de Joseph Kosinski, que já tinha trabalho com Cruise em “Oblivion” (2013), o filme tem estreia prevista para junho de 2020.
Scott Wilson (1942 – 2018)
Morreu o ator Scott Wilson, que interpretou o personagem Hershel Greene na série “The Walking Dead”. Ele tinha leucemia e faleceu em sua residência no sábado (6/10), em Los Angeles, aos 76 anos. Embora seja mais lembrado pela série de zumbis, Wilson teve uma longa carreira cinematográfica, iniciada em 1967 como coadjuvante no clássico “No Calor da Noite” (1967), que venceu o Oscar de Melhor Filme. E já em segundo trabalho se tornou protagonista, interpretando o assassino Dick Hickock em “A Sangue Frio” (1967), adaptação da famosa obra de Truman Capote, baseada em fatos reais. O diretor Richard Brooks apostou no desconhecido jovem ator de 24 anos porque ele era fisicamente semelhante com Hickock. “Todos os atores de Hollywood queriam esses papéis, incluindo [Paul] Newman e [Steve] McQueen”, Wilson recordou em uma entrevista em 1996 ao Los Angeles Times. “Brooks contratou dois ‘desconhecidos’ [o outro foi Robert Blake, o futuro ‘Baretta’], e ele queria que fossem ‘assassinos’ que ele, de alguma forma, encontrou.” Brooks montou uma exibição privada para Wilson e Blake depois que as filmagens foram concluídas, e “depois de ver o filme, eu fui ao banheiro e vomitei”, ele disse em uma entrevista de 2017. “Percebi o que acabara de ver. Fiz parte de algo que resistiria por um período de tempo, um clássico.” Este começo empolgante de carreira o levou a trabalhar com vários cineastas importantes, como Sydney Pollack (“A Defesa do Castelo”, 1969), John Frankenheimer (“Os Paraquedistas Estão Chegando”, 1969), Robert Aldrich (“Resgate de uma Vida”, 1971), Richard Fleischer (“Os Novos Centuriões”, 1972), Richard C. Sarafian (“Quando o Ódio Explode”, 1973), etc., além de levá-lo à primeira versão de “O Grande Gatsby” (1974), estrelada por Robert Redford. Entretanto, seu talento demorou a ser reconhecido, o que só aconteceu no terror “A Nona Configuração” (1980), de William Peter Blatty (o autor de “O Exorcista”), pelo qual foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante. Wilson ainda apareceu em “Os Eleitos: Onde o Futuro Começa” (1983), de Philip Kauffman, no thriller “Um Rosto sem Passado” (1989), de Walter Hill, e no western “Jovem Demais para Morrer” (1990), de Geoff Murphy, antes de voltar a se reunir com Blatty em “O Exorcista III” (1990). A variedade de sua filmografia também incluiu os dramas “Os Últimos Passos de um Homem” (1995), de Tim Robbins, “Até o Limite da Honra” (1997), de Ridley Scott, e as estreias de três cineastas importantes: Christopher McQuarrie (“A Sangue Frio”, 2000), Patty Jenkins (“Monster: Desejo Assassino”, 2003) e o sul-coreano Bong Joon Ho (“O Hospedeiro”, 2006). Seu envolvimento com a televisão começou com um papel recorrente em “CSI”, que o fez aparecer em nove episódios da série, entre 2001 e 2006, mas foi seu desempenho como o fazendeiro Hershel Greene, ao longo de três temporadas de “The Walking Dead”, que conquistou a maior quantidade de fãs de sua carreira. O mais curioso é que o ator nunca fez teste para o papel. “Meu empresário ligou e disse que queriam que eu fizesse dois ou três episódios”, ele contou à revista The Hollywood Reporter. “Eu perguntei do que se tratava e ele disse zumbis. Eu respondi: ‘Me dê uma boa notícia’.” Depois de assistir a 1ª temporada, Wilson acabou topando. “Eu ainda não tinha feito muita TV na época, só ‘CSI’, como o pai de Marg Helgenberger, e achei muito interessante trabalhar em ‘The Walking Dead’, porque nunca tinha interpretado o mesmo personagem por tanto tempo, o que é muito diferente de fazer uma peça ou filme”. Um dos principais aliados do protagonista Rick Grimes (Andrew Lincoln) na série de zumbis, Hershel foi apresentado aos telespectadores na 2ª temporada, como o fazendeiro que salva a vida do jovem Carl (Chandler Riggs) e acolhe os sobreviventes originais em sua propriedade. Pai das personagens Maggie (Lauren Cohan) e Beth (Emily Kinney), Hershel seria eliminado logo em seguida, mas o personagem agradou e logo se estabeleceu como a voz da sabedoria que guiava a série. Ele acabou sobrevivendo por três temporadas, mas sua despedida chocou o público no quarto ano da produção, quando foi brutalmente assassinado pelo Governador (David Morrissey), um dos grandes vilões de “The Walking Dead”. Após o sucesso de sua passagem pelo apocalipse zumbi, Wilson integrou novas séries: “Bosch”, “Damien” e “The OA”. E ainda voltou ao cinema, integrando o western “Hostis” (2017), de Scott Cooper, ao lado de Christian Bale. Durante a New York Comic Con neste fim de semana, a showrunner de “The Walking Dead” Angela Kang revelou que o ator ainda poderá ser visto pelos fãs na série. Ele deixou gravadas suas últimas cenas na 9ª temporada, em que personagens do passado retornam para a despedida de Rick. A participação também foi a despedida de sua carreira.
Diretor de Missão Impossível seria favorito para dirigir o novo filme de 007
Os produtores dos filmes de James Bond já estão considerando uma lista de substitutos para Danny Boyle, após o anúncio de que ele não será mais diretor do 25º longa oficial da franquia. E segundo o jornalista Justin Kroll, da revista Variety, o cineasta Christopher McQuarrie, responsável por “Missão: Impossível – Efeito Fallout”, é um dos nomes cotados para a função. Entretanto, Kroll desconfia das próprias fontes e aponta que isso ainda é um rumor. Ele nem sequer levou à notícia para a Variety, deixando-a registrada apenas com um post no Twitter. Um dos motivos é que ele duvida que McQuarrie possa ter interesse na proposta. “Ele é escolha óbvia, após [o sucesso de] ‘Fallout'”, escreveu o jornalista. “Mas não tenho certeza se ele toparia, uma vez que já disse que pretendia fazer [apenas] material original”. Em outras palavras, uma proposta para McQuarrie esbarraria no mesmo problema encontrado para acomodar Danny Boyle, que só contemplou o projeto com a condição de filmar seu próprio roteiro, escrito em parceria com John Hodge – colaborador do diretor em títulos como “Trainspotting: Sem Limites” e “A Praia”. Apesar de aceitar a condição, os produtores já tinham um roteiro pronto para o filme – da dupla Neal Purvis e Robert Wade, que escreve para a saga 007 desde “O Mundo Não É o Bastante”, lançado em 1999. Ainda sem título oficial, o chamado “Bond 25” será o último filme de Daniel Craig como o espião secreto mais famoso do mundo. As filmagens continuam marcadas para dezembro e a previsão de lançamento é para outubro de 2019. Take this with a grain of salt but a name already being floated as a replacement is McQuarrie. This is just a rumor and has no clout behind it but is an obvious choice following FALLOUT. Not sure if he would be up for it since he has said he wants to do original material — Justin Kroll (@krolljvar) 21 de agosto de 2018
Jeremy Renner se recusou a participar de Missão: Impossível – Efeito Fallout apenas para “morrer”
O sucesso nas bilheterias de “Missão: Impossível – Efeito Fallout” virou um bom negócio para um ator que se recusou a participar do filme. Jeremy Renner, interprete do agente William Brandt nos dois “capítulos” anteriores da franquia, não conseguiu encaixar sua agenda com a produção. Ele estava fazendo “Te Peguei” e “Vingadores 4” no mesmo período das filmagens do sexto “Missão Impossível”. Mas o diretor Christopher McQuarrie teve a ideia de convidá-lo para fazer uma participação curta e rápida na produção, apenas para morrer em cena. Ele não aceitou. O próprio McQuarrie revelou a história, durante a divulgação do filme. “Eu disse, ‘Então, eu tive essa ideia para a cena de abertura em que envolve você se sacrificar para salvar o time, e a missão dá errada não apenas no sentido de perder os plutônios, mas envolve a morte de um membro da equipe’. E Jeremy disse, ‘Obrigado, mas não, obrigado’. Ele foi esperto em não aceitar um pagamento pequeno para três dias de trabalho e depois ir embora”, disse o cineasta. Foi esperto porque, assim, seu personagem poderá ganhar mais destaque no próximo filme – e render um pagamento melhor. Afinal, a Paramount vai querer continuar realizando mais “Missões: Impossíveis” após o desempenho de “Fallout”, que registrou a melhor estreia da franquia nos mercados doméstico, internacional e mundial.
Missão Impossível explora risco de vida de Tom Cruise em fantasia de tensão vertiginosa
Impressionante como a franquia “Missão: Impossível” mantém a vitalidade ao longo de mais de 20 anos (o primeiro filme é de 1996). Mas mais impressionante ainda é como sua dependência do astro-produtor Tom Cruise é também seu maior mérito: como se estivesse envelhecendo ao contrário, o ator parece fazer questão de se arriscar cada vez mais, dispensando dublês e conferindo um realismo essencial em sequências de ação pra lá de exageradas. Talvez este seja o grande diferencial da série: este equilibro fascinante entre o real e o absurdo. Ethan Hunt é Tom Cruise e seus acidentes e proezas durantes as filmagens ganham manchetes no mundo todo, ajudando a embaçar o que é efeito especial e o que é verdade. Parte da diversão dos filmes é se questionar se Cruise realmente fez aquilo ou se trata de mais uma ilusão do cinema. Sim, ele fez. Mas também é tudo mentira. E é aí que está a graça. “Missão: Impossível – Efeito Fallout” é a sexta parte desta franquia que a cada vez se leva menos a sério. Mas ao contrário de um “Velozes e Furiosos” (que vem a cada novo filme se assumindo mais cartunesco), os personagens que por vezes parecem habitar um mundo maluco de desenhos animados – com seus golpes de quebrar paredes e equilíbrio inabalável – possuem um pé no real ao se machucar e correr riscos que parecem de verdade: e as proezas do protagonista são fundamentais para isso. E se de um lado Tom Cruise é o rosto da franquia, por outro o elenco de apoio continua roubando cenas, enquanto Henry Cavill comprova que, apesar do carisma e da boa presença (e do bigode), não é dos melhores atores… Como primeiro diretor a fazer mais de um filme da série, Christopher McQuarrie entrega ao mesmo tempo uma continuação direta de “Nação Secreta” e uma obra que pode ser vista de forma independente dos outros filmes. Tudo graças a diálogos extremamente expositivos que se transformam em longos monólogos em que tudo é didaticamente explicado ao público. E o fato de que mesmo com toda a exposição a trama ainda se revele confusa talvez seja o maior problema do filme. O roteiro (também de McQuarrie) se sai melhor quando tenta investir em aspectos pessoais da vida de Hunt, mas se perde no labirinto de planos mirabolantes dentro de planos mirabolantes. Do início que parece saído da introdução de um videogame – com a missão impossível da vez detalhadamente explicada -, até o final espetacularmente tenso, a trama vai se revelando cada vez mais “complexa” e com mais personagens. O objetivo claro do protagonista, que seria encontrar duas bombas de plutônio, vai se tornando mais confuso em uma história que parece se divertir com a bagunça que provoca. Em determinado momento, Hunt, ao ser questionado se está sendo perseguido pela CIA, por terroristas ou pelo serviço secreto inglês, responde: “isso importa?”. A verdade é que não. E “Efeito Fallout” parece reconhecer que o jogo de gato e rato das histórias de espionagem normalmente não faz muito sentido e não vê problemas em elevar isso à enésima potência, usando a trajetória de Hunt apenas para fazê-lo pular (às vezes literalmente) de uma cena de ação para outra. E são elas que fazem mesmo valer o ingresso e manter a franquia viva. Cada vez mais vertiginosas e tensas, as sequências de Hunt fazendo seu trabalho colocam o novo filme entre os melhores da série em momentos em que a direção de McQuarrie equilibra muito bem a tensão, o humor e o deslumbramento diante do inacreditável. Que Tom Cruise continue aceitando mais missões. E que Ethan Hunt continue fazendo o impossível. .
Vídeo de bastidores de Missão Impossível mostra cena em que Tom Cruise sofre acidente e continua filmando
A Paramount divulgou um novo vídeo de bastidores de “Missão: Impossível: Efeito Fallout”, que faz uma compilação das cenas mais arriscadas interpretadas por Tom Cruise no filme, que continua dispensando dublês e efeitos digitais, para viver ele mesmo situações de extremo perigo, como pilotar helicóptero em fuga, pular de um avião em queda livre, dirigir na contra-mão sem capacete ou pular entre prédios distantes. Não foi por acaso que o ator se machucou durante as filmagens, o que o afastou do set por três meses. Por sinal, a cena em que ela quebra o tornozelo, durante um erro de cálculo num salto entre edifícios em Londres, entrou no filme. O vídeo mostra o momento do acidente e como ele segue filmando até completar a cena, em meio à dor. Toda essa dedicação e o realismo que isso confere ao filme compensou a produção com elogios rasgados da crítica internacional. Com roteiro e direção de Christopher McQuarrie, que assinou “Missão: Impossível – Nação Secreta” (2015), a nova “Missão Impossível” estreia em 26 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.











