Spike Jonze vai dirigir documentário dos Beastie Boys para a Apple
A Apple anunciou a produção de um documentário sobre a banda de hip-hop The Beastie Boys, que será dirigido pelo cineasta Spike Jonze (“Ela”). Em suas redes sociais, a Apple descreveu a produção como “uma história íntima e pessoal da banda e 40 anos de amizade numa experiência de documentário ao vivo”. A parte ao vivo é uma incógnita, mas Jonze tem se especializado em realizações ao vivo, desde clipes (Arcade Fire e Lady Gaga) a programas de premiação (YouTube Music Awards). Segundo comunicado, “o filme mistura perfeitamente um show ao vivo e um documentário para criar um novo formato, um documentário ao vivo. Isso faz sentido? Fará mais sentido quando você ver o trailer”. Os Beastie Boys Mike Diamond (Mike D) e Adam Horovitz (Ad-Rock) serão responsáveis pelo roteiro. O terceiro integrante da banda, Adam Yauch (MCA), faleceu em 2012 de câncer. Jonze tem uma longa relação com a banda, iniciada em 1994 como diretor de vários de seus clipes, como “Sabotage” e “Sure Shot”. “Devo muito ao Beastie Boys”, disse o cineasta em comunicado. “É um privilégio me reunir com eles de novo para ajudar a contar sua história.” Intitulado “Beastie Boys Story”, a produção será lançada nos cinemas exclusivamente no circuito IMAX, em 3 de abril, e chegará na plataforma Apple TV+ em 24 de abril. Ver essa foto no Instagram An intimate, personal story of their band and 40 years of friendship in a live documentary experience. #BeastieBoysStory, a new film directed by Spike Jonze and written by Mike Diamond and Adam Horovitz along with Jonze, will come to Apple TV+ on April 24. Uma publicação compartilhada por Apple TV (@appletv) em 15 de Jan, 2020 às 10:06 PST
See: Dave Bautista se junta a Jason Momoa na 2ª temporada da série da Apple
A série “See” da Apple TV+ aumentou a força de seu elenco. O ator Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) vai participar da 2ª temporada, ao lado do protagonista Jason Momoa (“Aquaman”). Apesar da informação, nenhum detalhe sobre o personagem de Bautista foi revelado. Na trama, a humanidade perdeu a capacidade de enxergar após ficar à beira da extinção. Graças a isso, a civilização experimenta um período de paz, mas também regrediu de várias maneiras, passando a acreditar que a cegueira foi um benção. Mas quando duas crianças, filhos de Momoa, nascem com visão normal, a tribo se divide entre os que os consideram uma esperança e os que temem sua ameaça. O conflito rende cenas de batalhas épicas. O projeto é uma criação do roteirista britânico Steven Knight (criador de “Peaky Blinders”) e tem seus episódios dirigidos pelo cineasta Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: Em Chamas”). O elenco também destaca Sylvia Hoeks (“Blade Runner 2049”), Christian Camargo (“Penny Dreadful”), Nesta Cooper (“Travelers”), Yadira Guevara-Prip (“Supernatural”), Hera Hilmar (“Da Vinci’s Demons”), Christian Sloan (“Salvation”) e Jaeden Noel (“Killjoys”). “See” teve oito episódios em sua 1ª temporada, que estreou em 1 de novembro, e ainda não definiu a data de estreia da 2ª temporada.
Little America: Nova série da Apple ganha primeiro trailer
A Apple divulgou o primeiro trailer de “Little America”, série de antologia sobre histórias de imigrantes nos EUA, criada por Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon, indicados ao Oscar 2018 pelo roteiro “Doentes de Amor”. Todas as histórias da atração são inspirados em relatos reais, publicados na revista Epic Magazine. Cada episódio destacará “a vida engraçada, romântica, sincera, inspiradora e inesperada dos imigrantes na América”, segundo a sinopse. E a prévia é realmente uma visão cor-de-rosa do sonho americano, com dificuldades que só existem para ser superadas. A abertura do vídeo chega a lembrar “Sunnyside”, série de comédia criada e estrelada pelo ator Karl Penn (“House”), que foi cancelada neste mês, após 11 episódios, além de contrastar fortemente com outras produções recentes com o tema da imigração – a última temporada de “Orange Is the New Black” e a premissa da vindoura “Party of Five”, por exemplo – que focam na denúncia da política de deportação do presidente Donald Trump para separar famílias e destruir lares de imigrantes nos EUA. Além de assinar os roteiros o casal Nanjiani (que também é conhecido como ator da sitcom “Silicon Valley”) e Gordon também produz o projeto junto de Alan Yang, co-criador de “Master of None”, e do produtor Lee Eisenberg, da série “SMILF”. Já o elenco dos episódios, que pode ser vislumbrado abaixo, inclui Zachary Quinto (“Star Trek”), Haaz Sleiman (“Jack Ryan”), Mélanie Laurent (“Bastardos Inglórios”), Shaun Toub (“Homeland”), Conphidance (“Complications”) e Sherlilyn Fenn (“Twin Peaks”). Antecipadamente renovada para sua 2ª temporada, “Little America” estreia em 17 de janeiro na plataforma Apple TV+.
Dane Dehaan entra em série da Apple escrita por Stephen King
O ator Dane Dehaan (“Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”) entrou na série “Lisey’s Story”, adaptação do livro “Love – A História de Lisey”, de Stephen King, que será exibida na plataforma de streaming Apple TV+. O próprio Stephen King vai escrever o roteiro da adaptação, que terá oito capítulos, todos dirigidos pelo diretor chileno Pablo Larraín (“O Clube”, “Neruda” e “Jackie”). Dehaan vai se juntar ao elenco central, formado por Julianne Moore (“Kingsman: O Círculo Dourado”) e Clive Owen (também de “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”). Moore vive a protagonista Lisey Landon, viúva recente de um escritor célebre e cheio de segredos (Owen), que precisa desvendar os papéis deixados pelo marido no escritório da casa isolada onde os dois moravam, tendo que enfrentar certas realidades sobre o marido que ela reprimiu e esqueceu. Dehaan interpretará Jim Dooley, um grande fã dos livros do escritor, que tem uma opinião forte a respeito de seus lançamentos póstumos. “Lisey’s Story” tem produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”), que também é responsável pelo lançamento da série de antologia “Castle Rock”, inspirado no universo de King, na plataforma Hulu. A Apple ainda não deu uma previsão para a estreia.
Servant: Série de terror de M. Night Shyamalan é renovada antes da estreia
A Apple anunciou a renovação de “Servant”, série de terror produzida pelo cineasta M. Night Shyamalan, uma semana antes da estreia. O diretor do “Sexto Sentido” e “Vidro” anunciou a renovação na noite de sexta-feira (22/11), durante participação no programa “The Tonight Show”. Com “Servant”, a Apple TV+ soma cinco renovações consecutivas, o que pode atrair mais produtores para a plataforma, num contraste com a recente política de cancelamentos precoces da Netflix. Todas as séries lançadas junto com o serviço de streaming, em 1º de novembro, foram renovadas – “Dickinson”, “For All Mankind”, “The Morning Show” e “See”. “Servant” será a quinta estreia e a quinta renovação da plataforma. Os três primeiros episódios serão disponibilizados na próxima quinta-feira (28/11), em que é comemorado o Dia de Ação de Graças nos Estados Unidos, com o restante da temporada de 10 episódios sendo lançado semanalmente às sextas-feiras em todo o mundo. Servant foi criada por Tony Basgallop, autor da série inglesa “Hotel Babylon” e roteirista de “24 Horas: Viva Um Novo Dia”, com produção e direção de M. Night Shyamalan. A trama acompanha a chegada de uma babá (Nell Tiger Free, de “Game of Thrones”), contratada por um casal para cuidar de seu filho recém-nascido. O detalhe é que o bebê morreu no parto e a babá irá cuidar de um boneco. Para espanto do pai, ela acha normal e até compactua com a situação, concebida para contornar um surto da mãe, que não suportou a perda da criança. Mas a forma como ela trata o boneco não parece normal. Toby Kebbell (o Messala de “Ben-Hur”) e Lauren Ambrose (“A Sete Palmos”, “Arquivo X”) vivem os pais e Rupert Grint (o Ron Weasley de “Harry Potter”) completa o elenco como irmão da personagem de Ambrose. Confira abaixo o trailer da série.
Apple cancela lançamento de The Banker após polêmica com netas de personagem real
A Apple cancelou a pré-estreia mundial e adiou indefinidamente o lançamento do filme “The Banker”, um de seus primeiros filmes originais. O motivo foram alegações das netas de um dos personagens, que apontaram distorções temporais na história, baseada em fatos reais, para acomodar uma versão em que elas não existiriam, quando na verdade já estavam sofrendo abusos sexuais do irmão mais velho. O acusado Bernard Garrett Jr., filho do empresário que inspirou a produção, é produtor do longa. “The Banker” deveria ter estreado na quinta-feira (21/11) em um evento do Instituto Americano de Cinema (AFI, na sigla em inglês), antes de chegar nos cinemas americanos em 6 de dezembro e ter seu lançamento streaming em janeiro. Mas vai ficar na gaveta até a Apple e os demais produtores verem como tratar das acusações disparadas contra o filme. “Adquirimos ‘The Banker’ no início deste ano porque ficamos motivados por sua história divertida e educativa sobre mudança social e conscientização financeira”, disse a Apple em um comunicado. “Na semana passada, chamaram nossa atenção para preocupações relacionadas ao filme”, acrescentou a empresa. “Nós, assim como os cineastas, precisamos de algum tempo para analisar estas questões e determinar os melhores passos a seguir”. O filme é baseado na história real de dois empresários afro-americanos dos anos 1950, que empregaram um branco pobre para se passar por seu testa de ferro e assim conseguir aprovação do sistema financeiro racista para adquirir um banco e realizar empréstimos a negros durante o período de segregação dos Estados Unidos. Os papéis principais são vividos por Anthony Mackie e Samuel L. Jackson, ambos de “Os Vingadores: Ultimato”. O problema se concentra no filho do personagem de Mackie. Duas meia-irmãs de Garret Jr., 15 anos mais jovens que ele, o acusam de ter abusado sexualmente delas durante os vários anos em que a família viveu na mesma casa. “O filme mente para esconder que seu produtor abusou sexualmente de mim e da minha irmã por anos e depois apagou a história de vida da minha mãe ao lado do meu pai. Nossa família não vai continuar em silêncio!”, escreveu Cynthia Garrett no Twitter. O “apagar” faz alusão ao fato de “The Banker” ter mostrado o protagonista casado apenas com a primeira esposa (mãe de Bernard) quando, num dos períodos abordados, ele já estava com a mãe de Cynthia. Em seu comunicado, a Apple não mencionou a razão da polêmica. Veja o trailer da produção abaixo.
Gary Oldman vai estrelar série de espionagem da Apple
O astro britânico Gary Oldman vai estrelar sua primeira série de streaming. Ele será o protagonista de “Slow Horses”, série de espionagem da plataforma Apple TV+. Inspirada nos livros de Mick Herron, “Slow Horses” seguirá um grupo de agentes secretos britânicos cujos métodos duvidosos fazem com que sejam expulsos do MI5, o serviço secreto do Reino Unido. Oldman vai interpretar Jackson Lamb, o brilhante, mas irascível, líder deste grupo. Mick Herron lançou oito livros da série “Slow Horses” desde 2010, que podem alimentar várias temporadas da atração, criada por Will Smith. Homônimo do famoso ator americano, este Will Smith é na verdade um roteirista britânico, que tem no currículo episódios de séries de comédia política como “Veep” e “The Thick of It”. Antes de vencer o Oscar por “O Destino de Uma Nação” no ano passado, Oldman teve sua primeira indicação ao prêmio da Academia por outra adaptação literária de espionagem britânica, “O Espião que Sabia Demais” (2011). Ele volta às séries após atingir sua maior consagração no cinema. Até então, Oldman só tinha estrelado uma série televisiva, o drama britânico “Morgan’s Boy”, em 1984, quando estava começando a carreira. Depois disso, ainda fez uma participação especial em “Friends”, nos dois episódios do casamento de Monica e Chandler, exibidos em 2001, e participou de uma minissérie derivada de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, repetindo seu papel do filme, como Comissário Gordon, disponibilizada como bônus do Blu-ray.
Apple encomenda série de comédia de Ben Stiller e Adam Scott
A Apple encomendou uma nova série de comédia em ambiente de trabalho. Intitulada “Severance”, a atração é resultado de uma parceria entre os atores Ben Stiller (“Zoolander”) e Adam Scott (“Parks and Recreation”). Scott vai estrelar e Stiller produzir e dirigir os episódios. Os dois já tinham trabalhado juntos nesta configuração em “A Vida Secreta de Walter Mitty”, de 2013 – que Stiller ainda protagonizou. Escrita por Dan Erickson, trama vai se passar dentro das Indústrias Lumen, uma empresa que pretende levar a vida pessoal e profissional de seus funcionários a um novo nível. O personagem de Scott é Mark, um funcionário com passado sombrio, que tenta recompor sua vida. “Severance” é a primeira série contratada pela Apple desde o lançamento de seu serviço de streaming, Apple TV+, na sexta-feira passada (1/11). A plataforma também renovou todas as suas séries, incluindo “For All Mankind”, “See” e “Dickinson”.
Servant: Série de M. Night Shyamalan ganha seu primeiro e tenso trailer completo
Após vários teasers misteriosos, a Apple finalmente divulgou o primeiro trailer completo de “Servant”. E é extremamente tenso, com reviravoltas e situações inesperadas ao longo de seus dois minutos de duração. Produzida e dirigida por M. Night Shyamalan, o cineasta de “O Sexto Sentido” (1999) e “Fragmentado” (2016), a série acompanha a chegada de uma babá (Nell Tiger Free, de “Game of Thrones”), contratada por um casal para cuidar de seu filho recém-nascido. O detalhe é que o bebê morreu no parto e a babá irá cuidar de um boneco. Para espanto do pai, ela acha normal e até compactua com a situação, criada para contornar um surto da mãe, que não suportou a perda da criança. Mas a forma como ela cuida do bebê boneco não parece normal. Para aumentar o clima de paranoia, a prévia avisa: “Você sabe quem deixou entrar na sua casa?” Toby Kebbell (o Messala de “Ben-Hur”) e Lauren Ambrose (“A Sete Palmos”, “Arquivo X”) vivem os pais e Rupert Grint (o Ron Weasley de “Harry Potter”) completa o elenco como irmão da personagem de Ambrose. Shyamalan já produziu uma série fantástica, “Wayward Pines”, que teve duas temporadas na Fox, e vai repetir a função no novo projeto, além de dirigir o primeiro episódio. Mas ele não é o autor da trama. “Servant foi criada por Tony Basgallop, autor da série inglesa “Hotel Babylon” e roteirista de “24 Horas: Viva Um Novo Dia”. A estreia está marcada para 28 de novembro na plataforma Apple TV+, inclusive no Brasil.
See: Série de Jason Momoa coloca “Skol latão” no pós-apocalipse
A cerveja Skol ganhou uma publicidade inesperada, por conta do uso de um banco de som nacional em “See”, série da plataforma Apple TV+ estrelada por Jason Momoa. Um usuário do Twitter que se identifica como Erivaldoff foi quem revelou a gafe. Ele publicou a cena em que é possível ouvir claramente uma voz ao fundo gritando “Skol, Skol, Skol, Skol latão aqui”. Confira abaixo. A venda de cerveja acontece durante o terceiro episódio, em uma cena que se passa em um festival. O ambulante de certo viu no evento uma oportunidade de faturar alguns reais. SQN. O problema para o eco perdido é que a trama se passa num futuro pós-apocalíptico, seguindo um colapso da civilização e um evento de quase extinção que resultou na perda da visão da humanidade – e no fim da fabricação de cervejas, entre outras milhares de coisas. O fato de o ambulante ter parado nesse futuro é culpa do editor do som. Como nem todo os sons são captados ao vivo, no ambiente do set, muitos deles são reconstruídos em estúdio. Mas também existem bancos de dados sonoros, usados por editores para encontrar sons de passos, buzinas, enchentes, balbúrdia ou gritos prontos para uso. O responsável pela sonoplastia da série pode ter entrado num banco de dados estrangeiro e não se preocupado em entender o que estava sendo falado, e selecionado “skol latão” apenas pela ambiência. Os três primeiros episódios de “See” foram disponibilizados na sexta-feira passada (1/11), junto do lançamento internacional da Apple TV+, e novos capítulos será lançados semanalmente. A série é uma criação do roteirista britânico Steven Knight (criador de “Taboo” e “Peaky Blinders”) e tem seus episódios dirigidos pelo cineasta Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: Em Chamas”). Além de Momoa, o elenco também destaca Alfre Woodard (“Luke Cage”), Sylvia Hoeks (“Blade Runner 2049”), Christian Camargo (“Penny Dreadful”), Nesta Cooper (“Travelers”), Yadira Guevara-Prip (“Supernatural”), Hera Hilmar (“Da Vinci’s Demons”), Christian Sloan (“Salvation”) e Jaeden Noel (“Killjoys”). Seriado medieval da Apple TV+ usando banco de áudio brasileiro com direito s ambulante vendendo Skol latão pic.twitter.com/0B6wu450Ns — eri (@erivaldoff) November 5, 2019
Hala: Drama de adolescente muçulmana nos EUA ganha primeiro trailer da Apple
A Apple divulgou o trailer de “Hala”, um dos destaques do Festival de Sundance deste ano. A prévia acompanha a jovem do título, uma americana de família paquistanesa, que sofre com o choque cultural entre a tradição muçulmana que a faz cobrir a cabeça com hijab e a adolescência numa high school, descobrindo o skate e o amor com uma adolescente ocidental. A trama amplia um curta de 2016 da diretora Minhal Baig, tem produção da atriz Jada Pinkett Smith (“Gotham”) e é estrelado por Geraldine Viswanathan (“Não Vai Dar”), Jack Kilmer (“Lords of Chaos”), Gabriel Luna (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), Purbi Joshi (“Comedy Circus”) e Anna Chlumsky (“Veep”). “Hala” estreia em 22 de novembro em circuito limitado nos Estados Unidos, antes de ser disponibilizado mundialmente em streaming pela Apple TV+ em 6 de dezembro.
The Banker: Astros da Marvel se juntam em trailer e fotos de drama racial da Apple
A Apple divulgou o trailer, quatro fotos e o pôster de “The Banker”, um dos primeiros filmes desenvolvidos para a plataforma Apple TV+, lançada mundialmente na sexta-feira passada (1/11). O filme conta a história real de dois milionários afro-americanos dos anos 1950, que empregaram um branco pobre para se passar por seu testa de ferro e assim conseguir aprovação do sistema financeiro racista para adquirir um banco e realizar empréstimos a negros durante o período de segregação dos Estados Unidos – enquanto os verdadeiros proprietários fingiam ser faxineiro e motorista. O segredo não durou muito tempo e o escândalo foi parar na Justiça. Os banqueiros são verdadeiros super-heróis, interpretados por Anthony Mackie e Samuel L. Jackson, respectivamente Falcão e Nick Fury nos filmes da Marvel. Para completar, o testa de ferro branco é vivido por Nicholas Hoult, o Fera dos longas dos X-Men. O elenco também inclui Nia Long (“Vovó… Zona”), Jessie T. Usher (“Shaft”), Colm Meaney (“Hell on Wheels”), Paul Ben-Victor (“O Durão”), Gregory Alan Williams (“The Righteous Gemstones”) e Michael Harney (“Orange Is the New Black”). Roteiro e direção são de George Nolfi (“Os Agentes do Destino”) e o filme terá estreia limitada nos cinemas americanos em 6 de dezembro, antes de chegar em streaming em janeiro.
Apple TV+ estreia com preço baixo, pouco conteúdo e críticas negativas
O serviço de streaming de vídeo Apple TV+ estreou nesta sexta-feira (1/11) em todo o mundo. A ideia é competir com a Netflix e os vindouros serviços Disney+ (Disney Plus), HBO Max e Peacock, já anunciados. A prática, porém, é outra. Gigante no mercado de tecnologia, a Apple começa como uma anã no segmento de streaming. Sem catálogo de séries e filmes antigos, a plataforma oferece apenas programação original, mas o material é escasso. Tanto que chega com um preço muito mais baixo que seus rivais. No Brasil, custa R$ 9,9 mensais. Além do preço, o alcance é outro diferencial do serviço, disponibilizado em mais de 100 países já no lançamento. Entretanto, o principal atrativo deveria ser o conteúdo. A Apple TV+ estreou com episódios de quatro séries adultas, o programa de variedades “Oprah’s Book Club”, um documentário sobre a natureza e três séries infantis. Atrações adicionais serão acrescentadas todos os meses, mas o crescimento deve ser lento. Tanto que vai seguir uma estratégia de disponibilização de episódios semanais – em contraste com as maratonas de temporadas da Netflix – , para ter tempo de produzir conteúdo. O problema não se resume à pequena quantidade de opções. Ele é amplificado pela qualidade das produções, porque a maioria das séries foi destruída pela crítica. Uma das piores recepções coube àquela que deveria ser a joia da programação, “The Morning Show”, série dramática que traz Jennifer Aniston em seu primeiro papel em série desde “Friends”, ao lado de Reese Witherspoon (“Little Big Lies”) e Steve Carell (“The Office”). “Chamativa, mas frívola”, resumiu a avaliação do Rotten Tomatoes, junto de uma aprovação de 60% da crítica em geral e apenas 40% dos críticos top (dos principais veículos da imprensa americana e inglesa). Ainda mais destrutiva foi a avaliação de “See”, sci-fi épica estrelada por Jason Momoa (“Aquaman”), que aparenta custar tanto quanto “Game of Thrones” e obteve apenas 42% de aprovação geral e míseros 30% entre os tops do Rotten Tomatoes. A produção caríssima chegou a ser chamada de “comédia não intencional” pelo jornal britânico Telegraph. “For All Mankind” se saiu melhor. O drama de “história alternativa” em que a União Soviética chegou primeiro à lua foi considerado lento e até tedioso, mas sua materialização de um passado diferente pero no mucho (ainda é machista) rendeu comparações a “Mad Men” e esperanças na capacidade do produtor Ronald D. Moore (“Battlestar Galactica”) para chegar logo ao cerne da trama, que avança em largos saltos temporais. Com o voto de confiança, atingiu 75% entre todos os críticos e 61% na elite. A comédia “de época” “Dickson” teve maior apoio da crítica em geral, com 76% de aprovação, mas os tops se entusiasmaram bem menos, com 57%. A série que traz Hailee Steinfeld (“Quase 18”) como uma versão adolescente punk gótica da poeta Emily Dickinson, em meio a vários anacronismos, foi a que ganhou mais elogios entusiasmados, mas também comparações pouco lisonjeiras às produções teen da rede The CW. Essa programação pode criar alguma curiosidade no público, mas, por enquanto, não demonstra potencial para virar tópicos de discussões como as primeiras séries da Netflix, “House of Cards” e “Orange Is the New Black”. A tarefa de gerar assinantes é nova na carreira de Jamie Erlicht e Zack Van Amburg, ex-presidentes da Sony Pictures Television, que assumiram o comando do projeto de desenvolvimento de séries da Apple. A dupla foi responsável pelo lançamento de diversos sucessos como copresidentes da divisão de produção televisiva da Sony. Entre as atrações que eles produziram estão “Breaking Bad”, “Better Call Saul”, “The Blacklist”, “Community”, “Hannibal”, “The Goldbergs” e “The Crown”. Com a necessidade de produzir conteúdo para manter a plataforma funcionando, eles já autorizaram as produções das segundas temporadas das séries que estrearam nesta sexta. Mas essa renovação instantânea foi uma exceção, já que há bastante material sendo produzido para preencher a Apple TV+, com a missão de tornar o serviço mais atraente nos próximos meses. Entre as próximas atrações da Apple, atualmente em produção, destacam-se “Amazing Stories”, revival da série de antologia sci-fi criada por Steven Spielberg em 1985; “Servant”, um terror psicológico desenvolvido pelo cineasta M. Night Shyamalan (“Vidro”); “Foundation”, baseada na trilogia “Fundação”, do escritor Isaac Asimov (1942-1993), uma das obras mais famosas da ficção científica; “Home Before Dark”, drama de mistério baseado na vida real de uma jornalista mirim (vivida por Brooklynn Prince, a estrelinha de “Projeto Flórida”), que, obcecada em virar repórter, desvendou um crime sozinha aos 11 anos de idade; “Time Bandits”, adaptação da sci-fi “Os Bandidos do Tempo” (1981), desenvolvida pelo diretor Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”); “Life Undercover”, thriller de espionagem estrelado por Brie Larson (a “Capitã Marvel”), baseada nas experiências reais de uma ex-agente da CIA; “Truth to Be Told”, em que Octavia Spencer (“A Forma da Água”) vive uma jornalista de podcast criminal; “Mythic Quest”, comédia sobre videogames, criada por Rob McElhenney e Charlie Day (criadores e estrelas de “It’s Always Sunny in Philadelphia”); séries ainda sem títulos dos cineastas Damien Chazelle (“La La Land”) e Justin Lin (“Velozes e Furiosos 6”), etc. A plataforma também vai começar a disponibilizar filmes, como “Hala”, sobre uma jovem muçulmana, produzido pela atriz Jada Pinkett Smith (“Gotham”), que teve sua première no Festival de Sundance, o próximo longa de Sofia Coppola (“Maria Antonieta”) e títulos exclusivos do estúdio indie A24 (de “Hereditário” e “Moonlight”). Há muito mais conteúdo em desenvolvimento. Mas a pressão por um lançamento rápido, antes da Disney+ (Disney Plus) (que chega em duas semanas), não ajudou a passar a melhor primeira impressão.









