Woody Allen revela que pretende fazer só mais um filme
O diretor Woody Allen (“Vicky Cristina Barcelona”) foi entrevistado na manhã desta terça-feira (28/06) pelo ator Alec Baldwin (“Simplesmente Complicado”) no Instagram e revelou que deve encerrar a carreira de diretor em breve, após seu próximo filme. “Provavelmente farei pelo menos mais um filme. Muito da emoção se foi”, disse Allen. “Quando eu costumava fazer um filme, ele ia para um cinema em todo o país. Agora você faz um filme e passa algumas semanas em um cinema. Talvez seis semanas ou quatro semanas e depois vai direto para streaming ou pay-per-view… Não é a mesma coisa… Não é tão agradável para mim”, explicou. “Eu não tenho a mesma diversão do que fazer um filme e colocá-lo no cinema. Foi uma sensação boa saber que 500 pessoas assistiram uma vez… Não sei como me sinto fazendo filmes. Vou fazer outro e vou ver como é”. O próximo projeto de Woody Allen será filmado em Paris, mas ainda não há título oficial ou mais detalhes sobre a produção, que atualmente está em fase preliminar. Tópicos controversos foram evitados pela dupla de parte a parte. Por questões técnicas, a transmissão precisou ser interrompida pelo menos três vezes. Baldwin chegou a questionar se Woody Allen estaria no cômodo com melhor sinal de Wi-Fi na casa. Pouco afeito a entrevistas, Allen trabalhou com Baldwin em três filmes: “Simplesmente Alice” (1990), “Para Roma, Com Amor” (2012) e “Blue Jasmine” (2013). O ator classificou os trabalhos realizados em parceria como “um banho quente, que faz tudo ficar bem”. Pelas polêmicas nas quais Woody Allen está envolvido, foi com grande surpresa que o público recebeu o anúncio de que o diretor seria entrevistado por Alec Baldwin no Instagram. Muitos, inclusive, foram contrários a esse tipo de promoção. “Deixe-me começar afirmando que não tenho interesse nos julgamentos e postagens hipócritas de qualquer pessoa aqui”, escreveu Baldwin no Instagram antes da entrevista. “Obviamente, sou alguém que tem meu próprio conjunto de crenças e não poderia me importar menos com as especulações de outras pessoas. Se você acredita que um julgamento deve ser realizado por meio de um documentário da HBO, o problema é seu.” A série documental “Allen v. Farrow”, produzida pela HBO em 2021, incluiu um vídeo caseiro, até então nunca visto, de Dylan Farrow, a filha adotiva do diretor, falando aos 7 anos sobre o suposto abuso que sofreu de Allen. O vídeo foi feito por Mia Farrow, ex-esposa de Allen, depois de sua separação, quando lutava contra o diretor na Justiça. Duas investigações diferentes foram realizadas após as acusações, que concluíram que Dylan estaria fantasiando tudo. O cineasta sempre negou a alegação e a classificou como “falsa e vergonhosa” em um comunicado logo após o lançamento da série da HBO.
Bruce Willis se aposenta devido à doença grave
O ator Bruce Willis anunciou não fará mais filmes após ser diagnosticado com afasia, uma condição grave, que afeta a capacidade da fala, anunciou sua família nesta quarta-feira (30/3). “Como família, queríamos compartilhar que nosso amado Bruce está sofrendo de problemas de saúde e recentemente foi diagnosticado com afasia, [doença] que está afetando suas habilidades cognitivas”, diz uma mensagem postada nas redes sociais por suas filhas, sua esposa Emma Heming Willis e sua ex-esposa Demi Moore. “Como consequência e com muita consideração, Bruce está deixando a carreira que significou tanto para ele”, acrescenta o texto, dedicado aos “incríveis fãs de Bruce”. “Este é realmente um momento desafiador para nossa família e agradecemos seu amor. Estamos passando por isso como uma família unida e queríamos compartilhar isso com os fãs porque sabemos o quanto ele significa para vocês, assim como vocês significam para ele”, completou o texto, acompanhado de uma foto do ator. “Graça e bravura. Eu te amo!”, comentou a atriz Jamie Lee Curtis no Instagram. “Enviando muito amor”, escreveu sua ex-colega de tela, a atriz Elizabeth Perkins. “Enviando muito amor a todos vocês”, também reagiu a atriz Kristin Davis. A afasia é um distúrbio de linguagem que prejudica a capacidade de comunicação. Geralmente é causado por um ataque cardíaco ou traumatismo craniano, embora em alguns casos possa se desenvolver de forma gradual e progressiva. A condição afeta a fala e a capacidade de entender a comunicação verbal e escrita. Com uma longa carreira, Bruce Willis estourou primeiro na televisão ao lado de Cybill Shepherd na série “A Gata e o Rato”, com a qual ganhou um Emmy em 1987, e chegou com força em Hollywood logo em seguia, estrelando “Duro de matar” (1988). Em sua filmografia repleta de filmes marcantes destacam-se “Pulp Fiction”, de Quentin Tarantino, várias sci-fis impactantes, como “12 Macacos”, “Armageddon” e “O Quinto Elemento”, além do terror “O Sexto Sentido”. Com créditos em mais de cem produções, Willis ainda tem um segundo Emmy na carreira, conquistado em 2000 por uma participação na série “Friends”. Ele foi casado com a também atriz Demi Moore por 13 anos. O casamento gerou três filhas (Rumer, Tallulah e Scout). Após o segundo casamento com Emma Heming, ele se tornou pai de mais duas filhas (Evelyn e Mabel). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rumer Willis (@rumerwillis)
Van Damme anuncia aposentadoria com filme de ação sobre sua vida
O astro de filmes de ação Jean-Claude Van Damme anunciou que vai se aposentar após seu próximo filme. De forma apropriada, “What’s My Name?” vai contar a história de sua vida. No filme, o ator de 61 anos interpretará a si mesmo, mergulhando em sua vida cinematográfica e pessoal, o que servirá para encerrar sua longa carreira como astro de filmes de ação. “Eu queria deixar o palco, mas com um panorama da minha carreira, começando por ‘O Grande Dragão Branco’, o filme em que comecei a ficar famoso”, explicou Van Damme ao site Deadline. Baseado numa história do ator, o roteiro de “What’s My Name?” foi escrito por Nick Vallelonga (vencedor do Oscar por “Green Book”) e Paul Sloan (“Eu Sou a Fúria”). “A trama me encontra num momento de baixa em termos de carreira, e foca o fato de eu emendar uma estreia de um filme de ação na outra, mostrando que não estou feliz porque ter vivido em hotéis nos últimos 30 anos, o que é realmente verdade”, continuou. “Eu vim da Bélgica para Hollywood. Consegui, falhei, voltei. Então estou andando na rua depois de uma estreia e bum! — um carro me atropela porque estou bêbado. Quando acordo do impacto, não sei qual é o meu nome e ninguém me reconhece”, detalhou. A produção permitirá a Van Damme voltar a lutar contra muitos dos oponentes que encontrou nas telas ao longo de sua carreira. O que pode incluir Dolph Lundgren (“Soldado Universal”), Michel Qissi (“Kickboxer”) e Bolo Yeung (“Operação Dragão”). O diretor francês Jeremy Zag (produtor da série animada “Miraculous: As Aventuras de Ladybug”) explicou que, quando enfrentar seus antigos oponentes, Van Damme “começará a ter flashbacks em sua mente, e reproduziremos algumas das melhores lutas de alguns de seus maiores filmes. ” Segundo a sinopse oficial, Van Damme “fica em coma após um grave acidente de carro e acorda com amnésia, irreconhecível para todos, incluindo ele mesmo. Por meio de uma série de lutas contra lutadores icônicos de toda a sua lendária carreira, Van Damme começa uma busca por sua própria identidade e o significado de sua vida. Isso o leva a uma última disputa”. “Estamos recebendo todas as pessoas icônicas contra quem lutei”, acrescentou o ator. “Todos os lutadores do UFC cresceram assistindo meus filmes, e teremos alguns desses grandes campeões como lutadores, e alguns como empresários como Randy Couture. Teremos uma grande mistura e as lutas terão uma sensação real para eles.” Após marcar época com seus papéis icônicos, Van Damme planeja deixar Hollywood para trás e relaxar em seu novo barco, planejando até dar a volta ao mundo pelo mar. “Não é um barco grande, mas eu quero dar a volta ao mundo e relaxar. Trabalhei a vida toda, vivi em hotéis por 30 anos. Isso tudo será explicado no filme, como eu me tornei distante da minha família. Depois disso, quero relaxar e aproveitar minha vida e minha família, porque a vida passa rápido.” Baseado numa história do ator, o roteiro de “What’s My Name?” foi escrito por Nick Vallelonga (vencedor do Oscar por “Green Book”) e Paul Sloan (“Eu Sou a Fúria”), e ainda não tem previsão de estreia.
Michael Caine corrige declaração: “Eu não me aposentei”
O anúncio da aposentadoria de Michael Caine foi exagerado. Após afirmar que estava se afastando da atuação por problemas de saúde e falta de convites para novos papéis, numa entrevista à BBC veiculada na sexta passada (15/10), os empresários do ator correram a produzir comunicados negando que esta fosse mesmo sua intenção. Tudo teria sido um mal-entendido e o próprio ator brincou com a situação, escrevendo no Twitter: “Eu não me aposentei e não são muitas pessoas que sabem disso”. O post é uma indireta para os diretores de casting, responsáveis por escalações de elencos em filmes. De acordo com representantes do ator, ele tem estudado projetos e ainda não deixará o cinema. Em comunicado, ele confirmou que pretende continuar atuando enquanto puder. “Com relação à aposentadoria, passei mais de 50 anos acordando às 6 da manhã para fazer filmes e não vou me livrar do meu despertador!”, afirmou. Na entrevista à BBC, ele disse que, ao chegar aos 88 anos, pretendia dedicar-se daqui para frente à carreira de escritor. “Escrevi alguns livros que venderam bem. Não sou mais ator, sou um escritor”, afirmou. “Honestamente, não houve propostas nos últimos anos e ninguém está fazendo filmes que eu queira participar. Aliás, tenho 88 anos, então, não há exatamente muitos roteiros nos quais o protagonista tem a minha idade”, acrescentou. O comentário teria sido sarcástico e uma crítica à falta de convites para atuar. Com uma vasta carreira, Michael Caine foi ícone mod dos anos 1960, durão nos anos 1970 e coadjuvante sensível nas décadas seguintes, vencendo o Oscar por “Hannah e Suas Irmãs” (1986) e por “Regras da Vida” (1999). Sua carreira teve outra reviravolta no século 21, quando conquistou o público geek no papel de Alfred Pennyworth na trilogia do Batman dirigida por Chistopher Nolan. Desde “Batman Begins” (2005), ele apareceu em todos os filmes de Nolan, inclusive no mais recente, “Tenet”, lançado no ano passado. Ele também encontrou sucesso recente na franquia “Truque de Mestre” e é esperado no terceiro filme, atualmente em pré-produção. I haven’t retired and not a lot of people know that — Michael Caine (@themichaelcaine) October 16, 2021
Michael Caine anuncia aposentadoria
O ator Michael Caine anunciou que não pretende mais atuar. Em entrevista à BBC, o lendário astro britânico, vencedor de duas estatuetas do Oscar, informou que seu último trabalho como ator será no drama “Best Sellers”, em que ele um autor aposentado que parte em uma turnê para divulgar seu livro — a produção tem estreia prevista para este ano. Aos chegar aos 88 anos, ele pretende viver daqui para frente como seu último personagem, dedicando-se à carreira de escritor. “Escrevi alguns livros que venderam bem. Não sou mais ator, sou um escritor”, afirmou. Ele já lançou três livros: “What’s it All About?” (1992), “The Elephant to Hollywood” (2010) e “Blowing the Doors Off” (2018). Caine revelou que a decisão é decorrência de “um problema na espinha” que afeta suas pernas, ao ponto de dificultar os movimentos, tornando “difícil andar”. Além do problema de saúde, ele citou a idade e o fato de ter recebido poucas propostas para retornar aos estúdios. “Honestamente, não houve propostas nos últimos anos e ninguém está fazendo filmes que eu queira participar. Aliás, tenho 88 anos, então, não há exatamente muitos roteiros nos quais o protagonista tem a minha idade”, declarou. Com uma vasta carreira, Michael Caine foi ícone mod dos anos 1960, durão nos anos 1970 e coadjuvante sensível nas décadas seguintes, vencendo o Oscar por “Hannah e Suas Irmãs” (1986) e por “Regras da Vida” (1999). Sua carreira teve outra reviravolta no século 21, quando conquistou o público geek no papel de Alfred Pennyworth na trilogia do Batman dirigida por Chistopher Nolan. Desde “Batman Begins” (2005), ele apareceu em todos os filmes do diretor, inclusive no mais recente, “Tenet”, lançado no ano passado. Apesar do anúncio de aposentadoria, o ator ainda é esperado no terceiro filme da franquia “Truque de Mestre”, outro sucesso recente de sua carreira.
Sinéad O’Connor volta atrás e diz que não vai se aposentar
A cantora Sinéad O’Connor voltou atrás. Depois de anunciar nas redes sociais que estava se aposentando, ela mudou de ideia. “Fod*-se a aposentadoria”, escreveu, de forma cândida. Na sexta (4/6), ela disse que a idade e o cansaço influenciaram sua decisão. Na terça (8/6), é punk rock na veia. A artista irlandesa de 54 anos tinha anunciado que seu próximo álbum, intitulado “No Veteran Dies Alone (NVDA)”, seria seu último trabalho musical e não contaria com nenhum tipo de divulgação de sua parte durante o lançamento. Agora, já está programando a turnê. “Retiro o que eu disse. Não estou me aposentando”. Não é a primeira vez que Sinéad desdiz o que disse pouco depois de dizer. Ela mudou duas vezes de nome desde 2017 (para Magda Davitt e Shuhada Sadaqat), mas ainda se identifica oficialmente com seu nome de sempre. Sinéad também se assumiu lésbica, apenas para se desmentir dias depois. Há alguns anos, ela publicou um vídeo alarmante dizendo que pensava em se matar. A crise seria consequência de transtorno bipolar, que ela revelou, antes de se desmentir, afirmando que, após consultas com diferentes médicos, descobriu que o diagnóstico não era verdadeiro. Para justificar seu mais recente SQN (só que não), a cantora publicou uma longa carta em que se diz vítima de diversas entrevistas abusivas durante toda a sua carreira, as quais desrespeitavam seus pedidos para não falar sobre seus traumas e as violências que sofreu quando criança. E que isso aconteceu mais uma vez recentemente no programa “Woman’s Hour”, da BBC, o que teria sido o gatilho para que ela quisesse se aposentar. “Eu me senti como eu me sentia há 30 anos e por 30 anos. Senti que eu estaria melhor (mais segura) se eu fugisse e abandonasse completamente a música”, contou. “A maior ideia errada sobre Sinéad O’Connor é que ela é uma Amazona. Sou uma mulher de 1,64 metro com coração mole que na verdade é muito frágil”. Por fim, a cantora declarou: “Quando as pessoas me ridicularizam, me invalidam, me desrespeitam ou me abusam eu sofro de efeitos de longo prazo das violências físicas e psicológicas com as quais eu cresci. Toda vez que eu vou vender uma música, um show ou um livro, é um gatilho para mim. Eu volto para essa criança ferida. Ou essa jovem mulher tratada terrivelmente. E o meu trabalho se torna algo que me aterroriza”. SQN. Ela acaba de lançar um livro de memórias, “Rememberings”, em que detalha tudo o que diz ser “gatilho”. E graças à repercussão de sua “aposentadoria”, o livro disparou em vendas no Reino Unido. Good news. Fuck retiring. I retract. Am not retiring. I was temporarily allowing pigs in lipstick to fuck my head up… here's my statement….. in the form of these three photos. It's 'colourful' but that's me : ) #LetOConnorBeOConnor pic.twitter.com/wKoEKFANPk — Sinead O'Connor (Shuhada Sadaqat) (@MagdaDavitt77) June 7, 2021
Sinéad O’Connor anuncia aposentadoria. Próximo disco será o último
A cantora Sinéad O’Connor anunciou nas redes sociais que está se aposentando. Aos 54 anos, ela disse que a idade e o cansaço influenciaram sua decisão. A artista irlandesa tinha anunciado recentemente que faria um novo álbum no próximo ano, intitulado “No Veteran Dies Alone (NVDA)”, e agora afirma que este será seu último trabalho. Apesar de marcar sua despedida, o disco não contará com nenhum tipo de divulgação de sua parte durante o lançamento. “Isso é para anunciar minha aposentadoria das turnês e de trabalhar na indústria da música”, ela tuitou na noite de sexta (4/6), acrescentando: “Fiquei mais velha e estou cansada. Então é hora de eu me retirar, tendo realmente dado o meu melhor. ‘NVDA’ em 2022 será meu último lançamento. E não haverá mais turnês ou promoção”. Respondendo a perguntas de seus fãs on-line, ela ponderou que, depois de uma carreira de 37 anos (desde a adolescência como cantora da banda Ton Ton Macoute), era “hora de relaxar e fazer outros sonhos se tornarem realidade”. Sinéad O’Connor ainda consolou os fãs: “Não é uma notícia triste. São notícias maravilhosas. Um guerreiro sábio sabe quando ela ou ele deve recuar”. Nos últimos anos, a cantora tem chamado mais atenção por anúncios controversos que por sua música. Ela se converteu ao islamismo e mudou duas vezes de nome desde 2017 (para Magda Davitt e Shuhada Sadaqat), além de ter se assumido lésbica, apenas para se desmentir dias depois. Há alguns anos, ela publicou um vídeo alarmante dizendo que pensava em se matar. A crise seria consequência de transtorno bipolar, que ela revelou, antes de se desmentir, afirmando que, após consultas com diferentes médicos, descobriu que o diagnóstico não era verdadeiro. Agora, ela diz que sofre com agorafobia. Ela acaba de publicar seu livro de memórias, “Rememberings”.
Jean-Luc Godard anuncia que vai fazer mais dois filmes e se aposentar
Jean-Luc Godard, diretor emblemático da nouvelle vague, anunciou que vai se aposentar após mais dois filmes. “Estou finalizando a minha vida no cinema – sim, minha vida de cineasta – com mais dois roteiros. Depois disso, eu direi: ‘Adeus, cinema!'”, contou Godard em entrevista no Festival de Kerala, na Índia. O cineasta de 90 anos, que não lança filmes desde “Imagem e Palavra”, em 2018, adiantou os títulos dos seus dois últimos trabalhos: “Scenario” (que é a palavra francesa para “roteiro”) e “Funny Wars” (ou “guerras engraçadas”). Autor de clássicos como “Acossado” (1960), “Viver a Vida” (1962), “O Desprezo” (1963) e “O Demônio das 11 Horas” (1965) e, após um hiato de experimentações marxistas, “Carmen” (1983) e “Eu Vos Saúdo Maria” (1985), Godard radicalizou tanto seu estilo que suas obras mais recentes dividem a crítica. Muitos acham que “Filme Socialismo” (2010), “Adeus à Linguagem” (2014) e “Imagem e Palavra” (2018) não são realmente produtos de cinema, mas projeções para galerias de arte, indicando que Godard já não faz mais obras cinematográficas há muito tempo.
Emma Watson teria se aposentado aos 30 anos
Que fim levou Emma Watson, que não aparece nas telas desde “Adoráveis Mulheres”, de 2019? Segundo o tabloide britânico Daily Mail, ela se aposentou aos 30 anos de idade. O jornal cita o agente da atriz como responsável pela informação e depois usa o subterfúgio de dizer que “outra fonte” (geralmente a mesma fonte em off) deu mais detalhes. Emma teria decidido não aceitar mais papéis no cinema ou na TV para se concentrar em sua relação com o empresário Leo Robinson, com quem namora há um ano e meio. Ela estaria fugindo dos holofotes e buscando uma vida sossegada com Leo. “Eles querem viver discretamente, e ela está pensando em começar uma família”, diz uma citação do jornal. A atriz, que completa 31 anos em abril, apareceu em vários filmes de destaque depois do fim da saga “Harry Potter” (2001-2011), que lançou sua carreira e a tornou mundialmente famosa como Hermione Granger. Ela fez desde dramas adolescentes, como “As Vantagens de Ser Invisível” (2012) e “Bling Ring” (2013), até um épico bíblico, “Noé” (2013), e uma fábula da Disney, “A Bela e a Fera” (2017). Sem nenhum projeto agendado e com o Instagram “dormente” sem atualizações, será que Emma Watson, também conhecida por sua defesa de pautas feministas, estaria realmente considerando sumir numa vida doméstica?
Sacha Baron Cohen anuncia aposentadoria de Borat
Não vai ter trilogia. Apesar do sucesso enorme de “Borat: Fita de Filme Seguinte”, segundo filme do repórter do Cazaquistão criado por Sacha Baron Cohen, o ator avisou que não fará um terceiro filme do personagem. “Eu o trouxe de volta por causa de Trump. Havia um propósito em fazer este filme, e eu realmente não vejo um propósito em fazer outro. Então sim, ele está trancado no armário agora”, disse Cohen à revista Variety, afirmando que aposentou o Borat Em entrevista que ganhou capa na revista americana, o ator comentou que sua razão para retomar o personagem foi sentir que “a democracia estava em perigo” com Donald Trump na presidência dos EUA — e a situação ainda se agravou com a crise do coronavírus. “O filme originalmente era sobre os perigos de Trump e do trumpismo. O que a covid-19 demonstrou foi que havia um efeito letal nessa prática [do governo] de espalhar mentiras e teorias de conspiração”, explicou. Ele admitiu que seu propósito com filme foi desacreditar Trump e seus apoiadores, mostrando os furos na lógica de seu discurso negacionista, racista e preconceituoso, e daqueles que estão próximos a ele, como o advogado Rudy Giuliani. “Eu não quero sugerir, egoisticamente, que toda pessoa que viu ‘Borat 2’ se tornasse incapaz de votar em Trump. Mas esse era, sim, meu objetivo. Então, o que eu queria era fazer com que todo mundo visse o filme antes das eleições [presidenciais americanas, em novembro].” O filme acabou se tornando uma das maiores audiências da Amazon Prime Video.
Michael J. Fox anuncia aposentadoria como ator
O ator Michael J. Fox, estrela de “De Volta para o Futuro”, anunciou que irá se aposentar da atuação. É a segunda vez que ele toma esta decisão. O ator de 59 anos sofre do Mal de Parkinson, e já havia dado uma pausa na carreira no início da década de 2000, quando estrelava a série “Spin City”, devido à doença. A decisão foi oficializada por Fox em seu quarto livro de memórias, “No Time Like the Future: An Optimist Considers Mortality” (Não há tempo como o futuro: um otimista considera a mortalidade”), lançado esta semana nos Estados Unidos. Na obra, ainda sem previsão de publicação no Brasil, ele afirma que seu tempo de se dedicar a “12 horas de trabalho diárias e memorizar sete páginas de diálogos ficou para trás”. “Isso pode mudar, porque tudo muda. Mas, se este é o fim da minha carreira de ator, que seja”, acrescenta ele, que relata ter notado recentemente um aumento na perda de memória e nos episódios de confusão causados pela doença. Há menos de duas semanas, o ator já tinha dito, em entrevista à revista People, que os sintomas de Parkinson começaram a prejudicar a sua memória, o que iria impedir a continuidade de sua carreira como ator. “Minha memória de curto prazo está destruída”, disse ele. “Eu sempre tive uma capacidade real para decorar falas e memorização. E eu tive algumas situações extremas nos últimos trabalhos que fiz, que foram realmente cheios de palavras. Eu me esforcei durante os dois”, acrescentou o vencedor do Emmy, referindo-se à sua participação em dois episódios da série “The Good Fight”. A doença de Parkinson é um distúrbio do sistema nervoso que afeta o movimento. Não há causa conhecida, e as complicações podem incluir problemas cognitivos, de deglutição e distúrbios do sono. Diagnosticado em 1991, aos 29 anos, o ator só revelou a doença sete anos depois. Em 2000, anunciou que abandonaria o papel principal na série “Spin City”, sendo substituído por Charlie Sheen. No novo livro, ele conta que decidiu abdicar do trabalho ao sentir que seu rosto “não era mais tão expressivo como precisava”. Após a pausa na carreira, Fox continuou fazendo pequenas aparições, principalmente como ele mesmo, e atuando como dublador. Em 2010, passou a integrar o elenco recorrente da série “The Good Wife”, pela qual foi indicado cinco vezes ao Emmy. Ele retomou o mesmo papel recentemente no spin-off “The Good Fight”. No novo livro, o ator também cita sua experiência à frente de “The Michael J. Fox Show”, sitcom de 2013 em que interpretava um ex-âncora de telejornal vítima de Parkinson. A série foi cancelada ainda na 1ª temporada e Fox relata que sentiu que os executivos da série ficaram “assustados” com o avanço de sua doença. Ele ainda afirma que, à época, “não tinha o foco para administrar o suporte de vida de que precisaria para fazer o trabalho.” O último papel que ele desempenhou foi seu mais famoso, Marty McFly, da trilogia “De Volta para o Futuro”, reencenado numa participação no novo clipe de Lil Nas X, “The Origins of ‘Holiday'”. Apesar de seu diagnóstico, Fox se recusa a desacelerar. Ele está focando sua criatividade na escrita, como demonstra o lançamento de seu quarto livro. “Minha técnica de violão não está boa. Meus desenhos não são bons, minha dança nunca foi boa e atuar está ficando cada mais difícil de fazer. Mas eu posso escrever”, brincou Fox, na entrevista à People. “Felizmente, eu realmente gosto disso.” O astro acrescentou que seu otimismo o ajudou a “atravessar os tempos mais sombrios”. “A vida é boa”, concluiu.
Justiça proíbe ex-empresário de se aproximar de Stan Lee, em meio a acusações de abuso de idoso
Os advogados de Stan Lee conseguiram uma ordem de restrição mais longa contra Keya Morgan, que até recentemente se apresentava como o único empresário autorizado a fechar negócios em nome do artista. Uma juíza ordenou que o antigo negociante de memorabilia transformado em gerente financeiro ficasse longe do magnata dos quadrinhos por três anos, aceitando as alegações de abuso de idoso, que já tinham justificado uma ordem provisória. A juíza da Corte Superior de Los Angeles Laura Hymowitz emitiu a ordem de restrição na manhã desta sexta (17/8) e obriga Morgan a se manter a pelo menos 100 metros de distância de Lee e de sua família, sob risco de prisão. Morgan assumiu o controle dos negócios e da vida pessoal de Lee em fevereiro e supostamente isolou-o das pessoas mais próximas e de confiança, aproveitando-se para se promover a gerente financeiro e dar um desfalque de US$ 5 milhões nas contas do criador dos quadrinhos da Marvel, de acordo com documentos judiciais. O pedido de ordem de restrição acusa Morgan, de 42 anos de idade, e tirar proveito de um frágil Lee, que, aos 95 anos, sofre de deficiência auditiva, visão e julgamento. “Sr. Lee tem uma grande propriedade no valor de mais de US$ 50 milhões e, portanto, é vulnerável a predadores financeiros”, argumentam os advogados nos documentos do tribunal. De acordo com as alegações da ação penal, a última interação de Morgan com Lee foi quando ele e sua mãe “sequestraram” o escritor de sua casa e o levaram para um apartamento, num “último esforço para completar (sic) o corte de qualquer comunicação com alguém que não seja ele mesmo e aqueles que ele poderia controlar. Além da ordem de restrição, Keya Morgan responde a um processo por falsa informação de crime. De acordo com a transcrição de uma chamada telefônica feita em 30 de maio da casa de Stan Lee, o empresário ligou para o serviço de emergência afirmando que “três estranhos” tinham invadido a casa, bloqueando sua segurança com o objetivo de “prejudicar” Lee. Mas documentos do processo contra o empresário revelaram que os estranhos eram na verdade dois policiais de Los Angeles e uma assistente social, que queriam realizar uma verificação do bem-estar do escritor. Morgan teria tentado impedir o encontro com Lee por meio da chamada de emergência. Ele não queria que a polícia falasse com o escritor. O empresário ainda fez uma segunda ligação para o serviço 911 no dia seguinte, depois que um guarda de segurança se recusou a assinar um acordo de confidencialidade sobre o que teria visto. Ele teria dito a um operador do 911 que um homem estava armado e sendo agressivo em casa, o que fez com que um helicóptero e cinco carros de patrulha fossem despachados para a propriedade de Lee. Verificada a falsidade das duas denúncias, Morgan foi indiciado e preso, sendo libertado após pagar fiança de US$ 20 mil. Isto aconteceu uma semana após escritor gravar um vídeo e postar nas redes sociais, afirmando que o empresário era o único que o representava e único autorizado a fazer negócios em seu nome. Este vídeo ficou no ar na conta oficial de Stan Lee durante dois meses, antes de ser deletado.
Robert Redford confirma ter encerrado a carreira de ator
Robert Redford confirmou que já ter se aposentado como ator. O astro de 81 anos havia tido em 2016 que encerraria sua carreira após terminar os projetos que tinha se comprometido a fazer. O último deles é o filme “The Old Man & The Gun”, que estreia em setembro nos Estados Unidos. “Nunca diga nunca, mas eu concluí que essa é a hora para mim em termos de atuar, e vou me aposentar porque estou fazendo isso desde que eu tinha 21 anos”, declarou Redford à revista americana Entertainment Weekly. Afastado das telas, ela continuará ativo na indústria cinematográfica, à frente dos projetos do Sundance Institute e do Festival de Sundance, que ele criou nos anos 1970, e eventuais trabalhos de direção. Quanto à perspectiva de continuar dirigindo, ele foi cauteloso na resposta: “Vamos ver”. Redford tem uma longa e bem-sucedida carreira de sucesso tanto como ator quanto como diretor. Entre os inúmeros clássicos que estrelou, estão filmes como “Butch Cassidy” (1969), “Golpe de Mestre” (1973), “Todos os Homens do Presidente” (1976) e “Entre Dois Amores” (1985). E logo no primeiro filme que dirigiu, “Gente Como a Gente” (1980), conquistou o Oscar de Melhor Direção. O ator considerou “The Old Man & The Gun” a produção perfeita para encerrar sua filmografia. Com direção e roteiro de David Lowery, que dirigiu Redford recentemente em “Meu Amigo, o Dragão” (2016), o longa-metragem conta a história real de Forrest Tucker, famoso assaltante de bancos americanos que fugiu da prisão aos 70 anos de idade e cometeu uma série de assaltos que desafiaram a polícia. “Para mim, foi um personagem maravilhoso de interpretar nessa altura de minha carreira”, afirmou o astro.











