Divulgação/Nettwerk

Sinéad O’Connor volta atrás e diz que não vai se aposentar

A cantora Sinéad O’Connor voltou atrás. Depois de anunciar nas redes sociais que estava se aposentando, ela mudou de ideia. “Fod*-se a aposentadoria”, escreveu, de forma cândida. Na sexta (4/6), ela disse que a idade e o cansaço influenciaram sua decisão. Na terça (8/6), é punk rock na veia.

A artista irlandesa de 54 anos tinha anunciado que seu próximo álbum, intitulado “No Veteran Dies Alone (NVDA)”, seria seu último trabalho musical e não contaria com nenhum tipo de divulgação de sua parte durante o lançamento. Agora, já está programando a turnê. “Retiro o que eu disse. Não estou me aposentando”.

Não é a primeira vez que Sinéad desdiz o que disse pouco depois de dizer. Ela mudou duas vezes de nome desde 2017 (para Magda Davitt e Shuhada Sadaqat), mas ainda se identifica oficialmente com seu nome de sempre. Sinéad também se assumiu lésbica, apenas para se desmentir dias depois. Há alguns anos, ela publicou um vídeo alarmante dizendo que pensava em se matar. A crise seria consequência de transtorno bipolar, que ela revelou, antes de se desmentir, afirmando que, após consultas com diferentes médicos, descobriu que o diagnóstico não era verdadeiro.

Para justificar seu mais recente SQN (só que não), a cantora publicou uma longa carta em que se diz vítima de diversas entrevistas abusivas durante toda a sua carreira, as quais desrespeitavam seus pedidos para não falar sobre seus traumas e as violências que sofreu quando criança. E que isso aconteceu mais uma vez recentemente no programa “Woman’s Hour”, da BBC, o que teria sido o gatilho para que ela quisesse se aposentar.

“Eu me senti como eu me sentia há 30 anos e por 30 anos. Senti que eu estaria melhor (mais segura) se eu fugisse e abandonasse completamente a música”, contou. “A maior ideia errada sobre Sinéad O’Connor é que ela é uma Amazona. Sou uma mulher de 1,64 metro com coração mole que na verdade é muito frágil”.

Por fim, a cantora declarou: “Quando as pessoas me ridicularizam, me invalidam, me desrespeitam ou me abusam eu sofro de efeitos de longo prazo das violências físicas e psicológicas com as quais eu cresci. Toda vez que eu vou vender uma música, um show ou um livro, é um gatilho para mim. Eu volto para essa criança ferida. Ou essa jovem mulher tratada terrivelmente. E o meu trabalho se torna algo que me aterroriza”.

SQN. Ela acaba de lançar um livro de memórias, “Rememberings”, em que detalha tudo o que diz ser “gatilho”. E graças à repercussão de sua “aposentadoria”, o livro disparou em vendas no Reino Unido.