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  • Filme,  Música

    Ator de Trainspotting vira dono da gravadora Creation em primeira foto de cinebiografia

    25 de junho de 2019 /

    A produtora Burning Wheel divulgou a primeira foto de “Creation Stories”, filme sobre a influente gravadora britânica Creation Records, que realizou uma revolução musical nos anos 1980. A imagem traz o ator escocês Ewen Bremner (o Sput de “Trainspotting” e sua continuação) caracterizado como Alan McGee, o fundador e dono da gravadora. O ator não é o único egresso de “Trainspotting” no projeto. O roteiro foi escrito por Irvine Welsh, autor do livro que virou “Trainspotting”, e a produção está a cargo de Danny Boyle, o diretor daquele filme. “Creation Stories” é baseado na autobiografia de McGee, intitulada “The Creation Records Story: Riots, Raves and Running a Label”. O lendário empresário escocês ganhou projeção ao montar um club londrino, The Living Room, que virou palco do movimento que culminou na formação da geração indie original, em meados da década de 1980 – a cena batizada como “C86” (classe de 86). Ele também tinha uma banda, a Biff Bang Pow, e foi o primeiro empresário do Jesus and Mary Chain, além de ter gravado o primeiro single do grupo. The Jesus and Mary Chain não foi a única banda famosa lançada pela Creation, que também gravou discos do Primal Scream, My Bloody Valentine, Teenage Fanclub, House of Love, Ride e até Oasis. Depois de vender metade de sua gravadora para a Sony nos anos 1990 e ver o Oasis explodir nas paradas, McGee ainda se envolveu na política, ajudando a passar uma lei de apoio financeiro a músicos insolventes. O último lançamento da Creation foi o disco “XTRMNTR”, da banda Primal Scream, em 2000. McGee fechou a gravadora após ficar insatisfeito com a direção comercial da Sony. O velho produtor ainda se aventurou a criar novas gravadoras e clubs, mas encontrou mais sucesso ao ressuscitar o nome Creation em 2014 para empresariar músicos, como seus velhos amigos do Jesus and Mary Chain e Happy Mondays. Ele também é crítico musical e blogueiro, e atualmente escreve na versão britânica do site Huffington Post. O filme tem direção do ator Nick Moran, que virou diretor com outra cinebiografia de produtor prodígio, “Telstar: The Joe Meek Story” (2008). O elenco inclui Suki Waterhouse (“Pokémon: Detetive Pikachu”), Rupert Everett (“O Lar das Crianças Peculiares”), Jason Flemyng (“X-Men: Primeira Classe”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Kirsty Mitchell (“Dupla Explosiva”), Mel Raido (“Lendas do Crime”) e Matthew Durkan (“Coronation Street”) como William Reid, o guitarrista do Jesus and Mary Chain. Ainda não há previsão para o lançamento.

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  • Filme

    Chucky mata Annabelle em novo pôster provocativo de Brinquedo Assassino

    24 de junho de 2019 /

    Depois de brincar de matar os bonecos de “Toy Story 4” – e ser massacrado nas bilheterias por eles – , a Orion Pictures divulgou um novo pôster de “Brinquedo Assassino” em que Chucky chacina outra boneca famosa, Annabelle. Assim como aconteceu com “Toy Story 4” no fim de semana nos Estados Unidos, o remake de “Brinquedo Assassino” também vai enfrentar “Annabelle 3: De Volta para Casa” por posições no ranking das bilheterias no próximo fim de semana. A bravata original já deu resultado inverso, com os brinquedos da Pixar destruindo as pretensões do “Brinquedo Assassino”. Resta saber se o próximo mortal kombat entre os bonecos de terror vai deixar pedaços suficientes de Chucky para a franquia render continuação. No Brasil, Chucky está fugindo dessa briga toda. “Toy Story 4” já está em cartaz. “Annabelle 3: De Volta para Casa” estreia na quinta (27/6). Mas “Brinquedo Assassino” só vai dar as caras por aqui em 22 de agosto, depois dos dois filmes já terem saído de cena.

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  • Filme

    Deslembro é uma pequena obra-prima do cinema brasileiro

    24 de junho de 2019 /

    É possível notar, mesmo sem saber nada de “Deslembro”, que se trata de um filme muito pessoal de sua diretora, Flavia Castro. Ao perceber que o desaparecimento do pai durante a ditadura já havia sido abordado no documentário “Diário de uma Busca” (2010), fica claro que ela é movida pela necessidade de recontar essa história. O que impressiona é o quanto ela consegue ser bem-sucedida nisso, estreando no registro de ficção. A sensibilidade com que a cineasta conta a história da jovem adolescente que é trazida da França para o Brasil na virada dos anos 1970 para os 80, quando começou o processo de anistia política, é realizada com uma vivacidade impressionante. Nos primeiros minutos de “Deslembro” vemos uma família dialogando em francês. A menina Joana (Jeanne Boudier, ótima) não quer sair da França e ir para um país em que se torturam e matam pessoas. Mas a mãe (Sara Antunes) prefere que a filha e seus outros dois filhos (na verdade, um deles é filho do seu companheiro com outra mulher) venham com ela para o Rio de Janeiro. O impacto da chegada ao novo país começa a trazer memórias fortes de um momento traumático na vida da pequena Joana. Lembranças escondidas em um canto seguro de sua memória. Assim, essas lembranças – ou possíveis lembranças, já que não se sabe ao certo o que é verdade ou o que é construído como uma espécia de sonho – vão surgindo em flashbacks bem fragmentados. Às vezes, a diretora usa um recurso plasticamente muito bonito de mostrar uma imagem tão próxima que não permite distinguir o está sendo mostrado, como em um quadro de pintura abstrata com textura em alto relevo. A inclusão de canções é também um acerto do filme. Lou Reed, Caetano Veloso, The Doors, Nelson Gonçalves (em uma canção de Noel Rosa que também aparece no maravilhoso “Arábia”, de João Dumas e Affonso Uchôa, ainda que com um intérprete diferente), citações a David Bowie e Pink Floyd; além do amor pelos livros por parte de Joana e a recitação de um poema de Fernando Pessoa. Tudo isso faz com que a paixão pela vida, embora dolorosa pela falta trágica do pai, esteja o tempo todo presente. E há ainda o amor no seio familiar. A família mostrada no filme, tão fragmentada quanto as memórias da menina, é de encher o coração (o que são aquelas cenas no carro, meu Deus?). As questões de afetividade envolvendo a mãe, o padrasto chileno e os dois irmãos pequenos somam-se à avó da menina que mora no Rio, vivida com brilho por Eliane Giardini. A cena mais tocante do filme, aliás, surge sutil, num momento em que a avó e a menina estão sozinhas e a avó olha com lágrimas nos olhos para o rosto daquela garota que lembra o seu filho assassinado pela ditadura. Um exemplo de sensibilidade ímpar por parte da diretora e de seu belo elenco. O amor romântico também surge em “Deslembro” de maneira muito bonita. Há, inclusive, uma cena de sexo muito discreta e muito elegante entre a garota e o seu interesse amoroso, um rapaz que também é filho de exilados. E esse aspecto romântico e a quantidade generosa de canções pop faz com que o filme dialogue com o ótimo “Califórnia”, de Marina Person. No que se refere às questões políticas, há diálogo com o momento atual, embora o filme tenha sido finalizado antes das últimas eleições presidenciais. O que não deixa de torná-lo ainda mais forte e urgente nos dias de hoje. Aliás, o que não parece urgente nos dias de hoje, quando o assunto é direitos humanos? Restrito ao circuito alternativo, “Deslembro” infelizmente terá um público pequeno. Por isso, é importante que o boca a boca seja positivo e que atraia o público, para que mais pessoas tenham a honra de ver esta pequena obra-prima no cinema, em toda sua glória.

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  • Música

    Gravação “perdida” de Freddie Mercury ganha clipe inédito

    21 de junho de 2019 /

    A Universal Music divulgou um clipe inédito de Freddie Mercury para a música “Time Waits For No One”, recém-descoberta nos arquivos do estúdio Abbey Road. A música é uma versão despojada de “Time”, gravada em 1986. No vídeo, o vocalista do Queen apresenta-se acompanhado apenas pelo piano de Mike Moran, em franco contraste com a gravação que foi lançada na época – que tinha banda, orquestra e coro vocal épico. O clipe, por sinal, usa imagens do vídeo feito originalmente para divulgar a canção original. “Time” era uma composição solo de Mercury para a ópera rock teatral homônima de Dave Clarke, exibida durante dois anos no West End londrino. O cenário do clipe de Mercury é justamente o Dominion Theatre, em Londres, onde a peça foi encenada de 1986 a 1988. Foi o próprio Clark quem achou a gravação da versão alternativa e tratou de disponibilizá-la. “É só Freddie e o piano e isso realmente mostra um artista incrível e o alcance incrível que ele tinha”, disse o músico para a agência Reuters. Clark, que liderou a banda Dave Clark Five nos anos 1960, trabalhou com vários cantores para o álbum “Time”. Mercury cantou duas músicas, a faixa-título e “In My Defense”. Mas ele se sembrava que o cantor gravou um ensaio acompanhado apenas pelo piano. Durante anos, tentou encontrar aquela versão, sem sucesso. Chegou a achar que ela estava perdida. Até poucos dias atrás. “Trata-se de uma celebração do Freddie. Que contribuição maravilhosa ele deu à nossa indústria musical”, concluiu Clark, sobre o lançamento. Compare abaixo os clipes e as gravações de “Time Waits For No One” e “Time”.

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  • Série

    Stranger Things ganha seu trailer mais sinistro centrado no monstro da 3ª temporada

    21 de junho de 2019 /

    A Netflix divulgou um novo trailer legendado da 3ª temporada de “Stranger Things”. E é a prévia mais sinistra já feita para a atração, com narração ameaçadora da criatura da trama e clima extremamente sombrio. O vídeo é centrado na vingança do monstro do Mundo Invertido, que vai possuir um personagem conhecido – é spoiler, veja o vídeo se quiser saber – , tocar o terror na cidadezinha de Hawkings e, segundo seus planos, matar todo mundo. O clima é apocalíptico, com direito a blecaute na cidade inteira. Arrepiante feito terror clássico de John Carpenter. A 3ª temporada vai se passar no verão de 1985 e estará disponível em streaming a partir do dia 4 de julho.

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  • Série

    Nikolaj Coster-Waldau vai estrelar série sobre Hollywood dos anos 1980

    19 de junho de 2019 /

    O ator dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau, intérprete de Jaime Lannister em “Game of Thrones”, vai continuar atuando na TV americana após o final da atração da HBO. Ele entrou no piloto de “Gone Hollywood”, série em desenvolvimento para o canal pago FX. A trama se passa em Hollywood, durante os anos 1980. O papel de Coster-Waldau é um agente de celebridades chamado Jack DeVoe. Junto com alguns colegas, ele deixa uma das agências de talentos mais famosas de Hollywood para fundar sua própria empresa. Segundo a FX, os personagens de Gone Hollywood serão fictícios, mas seus clientes não. Assim, a trama vai incluir celebridades reais, que marcaram a década de 1980. Além de Coster-Waldau, o elenco inclui John Magaro (“The Umbrella Academy”), Lola Kirke (“Mozart in the Jungle”) e os veteranos Jonathan Pryce (“A Esposa”) e Judd Hirsch (“Independence Day”). A participação de nomes famosos indica a força do projeto. “Gone Hollywood” é criação do roteirista Ted Griffin (de “Onze Homens e Um Segredo” e criador da série “Terriers”), que escreveu e vai dirigir o piloto, além de atuar como showrunner caso (quando) a série seja (for) aprovada.

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  • Filme,  Música

    Boy George quer ser vivido por Sophie Turner no cinema. E ela topa!

    17 de junho de 2019 /

    O cantor Boy George revelou, em entrevista a uma rádio australiana, que adoraria ver Sophie Turner (a Sansa de “Game of Thrones”) estrelando sua cinebiografia, cujo projeto foi divulgado no final de maio. “Eu li algumas sugestões interessantes”, disse o ex-líder da banda dos anos 1980 Culture Club sobre os candidatos a vivê-lo no cinema. “A mais legal foi Sophie Turner. As pessoas dirão que ela não pode me interpretar porque é mulher. Mas, quando eu tinha 17 anos, queria muito ser como ela”. Ao saber da declaração por meio de um post da revista Vogue, a atriz imediatamente se manifestou no Twitter para dizer que topa. “Eu estou pronta, Boy George!”. Veja abaixo. O filme sobre Boy George é reflexo do sucesso de “Bohemian Rhapsody”, sobre Freddie Mercury e o Queen, e das críticas positivas em torno do lançamento de “Rocketman”, sobre Elton John. Ainda sem título, a cinebiografia está a cargo do roteirista e diretor Sacha Gervasi (“Hitchcock”, “Meu Jantar com Hervé”) e vai cobrir da juventude de George, que vem de uma família de trabalhadores irlandeses, até o seu sucesso com os hits “Karma Chameleon”, “Miss Me Blind” e “Do You Really Want to Hurt Me”, à frente do Culture Club. Conhecido pelo visual andrógino com o qual se apresentava, George se tornou um ícone do movimento LGBTQIA+ no Reino Unido e em todo o mundo. O cantor, que se identificava como bissexual no auge do sucesso do Culture Club, passou a se declarar abertamente gay nos anos 2000. Juntando o sucesso do Culture Club com seus álbuns solo, George vendeu mais de 100 milhões de singles e 50 milhões de álbuns ao redor do mundo. O músico também escreveu duas autobiografias que se tornaram best-sellers, “Take It Like a Man” (1995) e “Straight” (2004). E teve uma carreira como DJ. Dos anos 1980 até recentemente, ele também lutou contra o vício em drogas, especificamente a heroína. Na entrevista para a rádio australiana, George declarou que não teme as possíveis revelações que um filme sobre sua vida e carreira possa trazer. “No nosso negócio, sempre existem tantas especulações”, comentou George. “Aos poucos, os rumores se tornam tão ridículos que você pensa: ‘Eu não ligo. Pelo menos, assim, as pessoas me acham interessante'”. I’m SO down @BoyGeorge https://t.co/6Ci0VDfmtB — Sophie Turner (@SophieT) June 17, 2019

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  • Série

    GLOW vai à Las Vegas e encontra Geena Davis no trailer legendado da 3ª temporada

    17 de junho de 2019 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 3ª temporada de “GLOW”, que mostra a equipe de luta livre feminina em Las Vegas. A prévia também introduz a personagem de Geena Davis, uma promoter que contrata as personagens para encenar lutas num cassino. “GLOW” acompanha as aventuras de um grupo de mulheres reunido pelo produtor Sam Sylvia (Marc Maron) para estrelar um pioneiro programa de TV de luta livre feminina nos anos 1980. No final do segundo ano da série, elas foram chamadas para se apresentar ao vivo em Las Vegas. Segundo a sinopse dos novos episódios, a paixão de Ruth (Alison Brie) pela produção do programa vai perder espaço para sua “vida pessoal cada vez mais complicada”. Enquanto isso, Debbie (Betty Gilpin) se tornará mais confiante em sua posição como produtora. “Enquanto os dias se passam em Las Vegas, as linhas entre performance e realidade começam a desaparecer, e o elenco se vê lutando com suas próprias identidades, dentro e fora do ringue”, completa o texto. Criada por Liz Flahive e Carly Mensch (produtoras-roteiristas de “Nurse Jackie”) e produzida por Jenji Kohan (a criadora de “Orange Is the New Black”), a série também inclui no elenco Sunita Mani (“Mr. Robot”), Ellen Wong (“The Carrie Diaries”), Sydelle Noel (“De Repente um Bebê”), Britt Baron (“Criminal Minds: Beyond Borders”), Jackie Tohn (“CHiPS”), Chris Lowell (“Veronica Mars”) e a cantora irlandesa Kate Nash, entre outros. Os novos episódios estreiam em 9 de agosto.

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  • Filme

    Franco Zeffirelli (1923 – 2019)

    15 de junho de 2019 /

    O cineasta Franco Zeffirelli, conhecido por filmes como “Romeu e Julieta” (1968) e “Amor sem Fim” (1981), morreu neste sábado (15/6) em sua casa em Roma, aos 96 anos, em decorrência “de uma longa doença que se agravou nos últimos meses”, informou a imprensa italiana. “Nunca quis que esse dia chegasse. Franco partiu nesta manhã. Um dos maiores homens do mundo da cultura. Nós partilhamos da dor de seus amados. Adeus, grande mestre, Florença nunca te esquecerá”, disse o prefeito de Florença, Dario Nardella. Em uma carreira que se estendeu por cerca de 70 anos, ele se tornou um dos diretores mais populares da Itália, tanto por seus filmes, quanto por peças de teatro e óperas. Nascido como filho ilegítimo de uma designer de moda e de um comerciante de tecidos, Zeffirelli ficou órfão de mãe aos seis anos e foi criado por uma tia. Na juventude, afirma que foi abusado por um padre. Mas também estudou arte e arquitetura em Florença e integrou um grupo de teatro. Iniciou a carreira cinematográfica depois da 2ª Guerra Mundial, trabalhando como diretor assistente de Luchino Visconti em clássicos como “A Terra Treme” (1948), “Belíssima” (1951) e “Sedução da Carne” (1954). A partir dos anos 1950 voltou-se para os palcos, como diretor de teatro e ópera, e fez sua estreia como cineasta, com a comédia “Weekend de Amor” (1958). Mas não demorou a juntar cinema e ópera, num documentário sobre a maior diva dos tempos modernos, Maria Callas, em 1964. As paixões divididas explicam porque seu cinema sempre foi um pouco teatral e muito operístico. Tentando conciliar filme e teatro, lançou-se em adaptações de William Shakespeare. Fez “A Megera Domada” (1967) com Richard Burton e Elizabeth Taylor, chamando atenção de Hollywood. Mas foi “Romeu e Julieta” (1968), no ano seguinte, que o colocou na Academia. A obra foi indicada a quatro Oscars, inclusive Melhor Filme e Direção, e se diferenciou das versões anteriores por finalmente filmar dois adolescentes reais (Olivia Hussey e Leonard Whiting) nos papéis dos amantes trágicos. O longa venceu os Oscars de Melhor Fotografia e Melhor Figurino, além do David di Donatello (o “Oscar” italiano) de Melhor Diretor. O sucesso o influenciou a seguir filmando em inglês, mas seus trabalhos seguintes, “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), sobre as juventudes de São Francisco e Santa Clara, e a minissérie “Jesus de Nazaré” (1977), refletiram sua criação católica apostólica romana. Belíssimo, o longa de 1972 lhe rendeu seu segundo David di Donatello de Melhor Diretor, enquanto a obra televisiva trouxe como curiosidade a escalação da sua Julieta (Olivia Hussey) como a Virgem Maria. Depois de rodar o drama esportivo “O Campeão” (1979), com John Voight (o pai de Angelina Jolie), e o romance adolescente “Amor sem Fim” (1981), com Brooke Shields, Zefirelli voltou-se novamente às óperas. Mas desta vez em tela grande. Filmou “La Traviata” (1982), pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte e Figurino, e “Otello” (1986), duas óperas de Verdi que foram protagonizadas por Plácido Domingo. Entretanto, para encarnar Otello, o cantor foi submetido à maquiagem especial para escurecer sua pele, num processo chamado de “black face”, que atualmente é considerado um ato de racismo. Já na época não caiu muito bem. Entre um e outro longa, Zefirelli ainda filmou duas óperas televisivas, “Cavalleria Rusticana” (1982) e “Pagliacci” (1982), novamente com Plácido Domingo. E venceu um Emmy pela segunda. Ele seguiu alternando seus temas favoritos com “O Jovem Toscanini” (1988), cinebiografia do grande maestro Toscanini, fez sua versão de “Hamlet” (1990), com Mel Gibson e Glenn Close, e realizou a tele-ópera “Don Carlo” (1992), com Luciano Pavarotti. Dirigiu ainda adaptações de romances clássicos como “Sonho Proibido” (1993), baseado na obra de Giovanni Verga, e “Jane Eyre – Encontro com o Amor”, inspirado no romance gótico de Charlotte Brontë, com William Hurt e as então jovens Charlotte Gainsbourg e Anna Paquin, antes de adaptar sua própria autobiografia, “Chá com Mussolini” (1999). Ainda voltou uma última vez ao passado em seu longa final, o documentário “Callas Forever” (2002), sobre a diva da ópera que tinha filmado pela primeira vez nos anos 1960. Nos últimos anos, Zefirelli se tornou mais conhecido por seu envolvimento com a política. Conservador a ponto de ter lançado uma campanha contra “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese, quando o filme fez sua première no Festival de Veneza em 1988, ele era contra projetos de reconhecimento dos casais homossexuais e foi um dos poucos artistas italianos a apoiar Silvio Berlusconi quando o bilionário entrou para a política no início dos anos 1990. Acabou eleito senador no partido do magnata, de 1994 a 2001.

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  • Filme

    Vídeo de Brinquedo Assassino destaca transformação tecnológica de Chucky

    15 de junho de 2019 /

    A Orion Pictures divulgou um vídeo de bastidores do remake de “Brinquedo Assassino”, que traz o elenco comentando a transformação tecnológica de Chucky. Esta é justamente a maior diferença do novo “Brinquedo Assassino” em relação ao filme dos anos 1980, já que Chucky agora é basicamente um robô, com um sistema de inteligência artificial conectado à chamada “internet das coisas”, em vez de um simples boneco de plástico possuído pela alma de um serial killer. Enquanto o primeiro era resultado de possessão, a versão do século 21 está mais para um mini Hal 9000 (o computador de “2001 – Uma Odisseia no Espaço”) com corpo de boneco, capaz de comandar aparelhos eletrônicos, que transmitem sua voz e seguem suas orientações. O remake traz Aubrey Plaza (“Legion”) como uma mãe que resolve dar o boneco de presente para o filho, vivido por Gabriel Bateman (“Quando as Luzes se Apagam”), e ainda inclui no elenco Brian Tyree Henry (“Atlanta”) no papel de um policial e Mark Hamill (o Luke Skywalker de “Star Wars”) como a voz de Chucky. Roteiro e direção estão a cargo de dois novatos nos cinemas: o roteirista Tyler Burton Smith, que escreve videogames, e o diretor norueguês Lars Klevberg, cujo primeiro longa – “Morte Instantânea”, uma versão ampliada do curta “Polaroid” – ainda não tem previsão de estreia nos Estados Unidos. A estreia de “Brinquedo Assassino” está marcada para 25 de julho no Brasil, mais de um mês após o lançamento norte-americano.

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  • Série

    Fotos de Stranger Things mostram diversão e concentração nos bastidores da 3ª temporada

    14 de junho de 2019 /

    A Netflix divulgou 16 fotos dos bastidores da 3ª temporada de “Stranger Things”. As imagens mostram o elenco se divertindo entre cenas e concentrado diante de orientações dos diretores, entre eles os também produtores Shawn Levy e os irmãos Matt e Ross Duffer (criadores da atração). Os novos episódios contarão com algumas novidades, com destaque para Cary Elwes (“Jogos Mortais”) como o prefeito de Hawkins e Maya Hawke (minissérie “Little Women”), filha dos atores Uma Thurman (“Kill Bill”) e Ethan Hawke (“Boyhood”), como Robin, colega de trabalho de Steve (Joe Keery) no primeiro shopping center da cidade. A 3ª temporada vai se passar no verão de 1985 e estará disponível em streaming a partir do dia 4 de julho.

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  • Série

    2ª temporada de Manto e Adaga ganha data de estreia no Brasil

    13 de junho de 2019 /

    A 2ª temporada de “Manto e Adaga” (Cloak & Dagger) vai estrear na próxima terça-feira (18/6) no Brasil, com exibição semanal às 21h no canal pago Sony. A estreia vai acontecer quase três semanas após a temporada ter sido finalizada nos Estados Unidos, onde foi exibida pelo canal pago Freeform. Os novos episódios da adaptação dos quadrinhos da Marvel mostra a evolução da amizade dos personagens do título e também de seus poderes, especialmente do controle desenvolvido por Manto sobre sua habilidade de se teletransportar, inclusive para outras dimensões – sinistras. Os heróis são vividos por Aubrey Joseph (da minissérie “The Night Of”) e Olivia Holt (da série “Os Guerreiros Wasabi”), respectivamente como Manto e Adaga. Além da dupla, a temporada marca a estreia de outra vigilante da Marvel: Mayhem, codinome adotado pela detetive Brigid O’Reilly (Emma Lahana) após sobreviver a um atentado e sofrer contaminação biológica no final da temporada passada. Dividida em duas, ela adquire determinação sanguinária para fazer justiça com as próprias mãos – ou garras.

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  • Filme

    Chucky mata mais personagens de Toy Story em novos pôsteres de Brinquedo Assassino

    13 de junho de 2019 /

    A Orion Pictures segue trollando a Disney com os pôsteres do remake de “Brinquedo Assassino”. Depois de matar Woody à facadas, fazer churrasquinho do cachorrinho salsicha de mola Slinky e assassinar Buzz Lightyear com sua própria arma laser, Chucky agora se volta contra o dinossauro Rex e o Sr. Cabeça de Batata em dois novos cartazes. Mais que um crossover não autorizado, a coleção de pôsteres é uma bravata. “Brinquedo Assassino” e “Toy Story 4” vão estrear no mesmo dia nos cinemas dos Estados Unidos. A concorrência também ia acontecer no Brasil. Mas, por aqui, foi “Toy Story” quem assustou Chucky, que fugiu da disputa direta com um adiamento providencial. A maior curiosidade é que, nos Estados Unidos, a expectativa de confronto está mesmo assumindo proporções de massacre, mas contra “Brinquedo Assassino”, já que a procura por ingressos para “Toy Story 4” está sendo muito, mas muito maior. A estreia de “Brinquedo Assassino” está marcada para 25 de julho no Brasil, mais de um mês após o lançamento norte-americano – e de “Toy Story 4”.

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