David H. DePatie (1929–2021)
O gigante das animações David Hudson DePatie morreu de causas naturais aos 91 anos, no dia 23 de setembro, mas a informação só foi publicada nesta quinta (14/10) pela revista americana Variety. Entre outros projetos, ele foi responsável pela criação de nada menos que a Pantera Cor de Rosa. O personagem foi a primeira criação do estúdio formado por DePatie em 1963, após o fechamento da Warner Bros. Cartoons, braço animado da Warner que o produtor comandava até então – e por onde lançou muitos desenhos dos “Looney Tunes”. Ele tinha acabado de se juntar ao colega Friz Freleng para fundar a DePatie-Freleng Enterprises (DFE) quando o cineasta Blake Edwards o procurou para desenvolver a abertura animada do filme “A Pantera Cor de Rosa”. O sucesso do filme de 1963 rendeu várias continuações com aberturas animadas por DePatie e Freleng, além de um contrato da DFE com a United Artists, estúdio original da franquia, para o desenvolvimento de uma série de curtas com a Pantera Cor de Rosa para o cinema. O primeiro desses curtas, “A Pantera Pinta o Sete”, venceu o Oscar em 1965. A DFE também desenvolveu a abertura animada da série “Jeannie É um Gênio” em 1965, chamando atenção dos canais de TV dos EUA. A Pantera Cor de Rosa ganhou sua própria série televisiva em 1969, que abriu as portas para inúmeras outras atrações, como “Bom-Bom e Mau-Mau”, “Grump, o Feiticeiro Trapalhão”, “As Aventuras do Doutor Dolittle”, “Missão Quase Imprevisível”, “Os Caretas”, “Os Cometas”, “Meu Amigo, O Tubarão”, a cultuada “De Volta ao Planeta dos Macacos”, baseada na franquia cinematográfica “Planeta dos Macacos”, o revival de “Mr. Magoo”, especiais de personagens infantis do Dr. Seuss, como o Grinch, o Gato de Cartola e o Lorax, e adaptações dos quadrinhos da Marvel, incluindo “O Quarteto Fantástico” e “Homem-Aranha”. Em pouco tempo, a DFE passou a disputar com a Hanna-Barbera e a Filmation o domínio da programação de desenhos animados dos EUA nos anos de 1970. Mas logo a Marvel quis ter seu próprio estúdio de animação, com o objetivo de acabar com a terceirização da produção. Ao receberem uma proposta milionária, DePatie e Freleng venderam seu negócio para a editora de quadrinhos em 1981. Freleng voltou a trabalhar com a Warner, mas DePatie continuou à frente da rebatizada Marvel Productions, produzindo desenhos como “O Incrível Hulk” e “Homem-Aranha e Seus Amigos”, até ser substituído em 1984, dois anos antes da Marvel ser vendida para a New World. Ao sair da Marvel, DePatie reviveu seu antigo estúdio para lançar “Os Filhos da Pantera Cor de Rosa”. Mas a animação não fez muito sucesso em seu lançamento em 1985, levando o produtor a optar pela aposentadoria precoce. Desde então, ele vivia dos direitos de exploração da Pantera Cor de Rosa em novos projetos. Lembre abaixo a primeira animação da Pantera Cor de Rosa, feita para o filme que iniciou a franquia em 1963.
Olaf recria animações clássicas em trailer de nova série da Disney
A Disney divulgou o pôster e o trailer de “Olaf Apresenta”, uma série de episódios curtos com uma curiosa premissa. A produção traz o boneco das neves Olaf, de “Frozen”, encenando trechos icônicos dos maiores sucessos animados da Disney. A prévia mostra seu esforço para materializar cenas de “O Rei Leão”, “Enrolados”, “Moana”, “Aladdin” e “A Pequena Sereia”, assumindo as funções de protagonista, diretor, produtor, figurinista e cenografista, alistando inclusive a ajuda da rena Sven para fazer figuração. A série tem produção de Jennifer Lee, roteirista e diretora de “Frozen” e sua sequência, e volta a trazer o ator Josh Gad como a voz original de Olaf. A estreia está marcada para 12 de novembro na plataforma Disney+. Confira abaixo o trailer em duas versões: legendado e dublado em português.
Teaser apresenta nova série derivada de “Como Treinar o Seu Dragão”
A DreamWorks Animation divulgou o primeiro teaser de uma nova série animada derivada de “Como Treinar o Seu Dragão”. Intitulada “Dragons: The Nine Realms”, a trama se diferencia por deixar para trás o cenário medieval e ser ambientada nos dias atuais, 1,3 mil anos após os eventos dos filmes originais. Na trama, os dragões sumiram e viraram lendas no mundo moderno, até que uma anomalia geológica abre uma imensa fissura com quilômetros de profundidade na superfície da Terra e um grupo de crianças desajustadas descobre a verdade sobre os dragões e onde eles estavam se escondendo – um segredo que devem manter para si mesmos para proteger o que descobriram. Embora as séries anteriores, com os personagens dos filmes, tenham sido disponibilizadas pela Netflix, a nova produção será lançada nas plataformas americanas Hulu e Peacock no dia 23 de dezembro.
Ruthie Tompson (1910–2021)
A lendária animadora Ruthie Tompson morreu na segunda-feira (11/10) durante o sono em sua residência num condomínio de artistas veteranos de Hollywood aos 111 anos. Tompson trabalhou na The Walt Disney Company por quase 40 anos, começando como modelo infantil das primeiras animações do próprio Walt Disney nos anos 1920, antes de virar “pintora” e fotógrafa dos desenhos clássicos da empresa, incluindo o primeiro longa, “Branca de Neve e os Sete Anões”, de 1937, e “Bambi”, de 1942. Por ter ajudado a desenvolver um mecanismo de câmera para fotografar com perfeição as cenas animadas, ela se tornou a primeira mulher convidada a integrar o Sindicato dos Diretores de Fotografia dos EUA, no ano de 1952. Walt e Roy Disney a promoveram em seguida à supervisora de continuidade e planejamento de cenas, funções que ela passou a desempenhar em “A Bela Adormecida”, de 1959. Ela também trabalhou em curtas, como o famoso “Donald no País da Matemágica” (1959), e supervisionou a cena animada do longa live-action “Mary Poppins” (1963). Seus últimos trabalhos para o estúdio foram nos anos 1970, supervisionando as animações de bichos falantes “Aristogatas” (1970), “Robin Hood” (1973) e “Bernando e Bianca” (1977). Por coincidência ou não, foram os últimos sucessos antes da Disney entrar num período de crise criativa que durou mais de uma década. Apesar de todo o seu empenho, o nome de Ruthie Tompson nunca apareceu creditada nos filmes da Disney. Seus primeiros créditos só vieram quando ela saiu do estúdio e foi trabalhar com animações adultas, como a japonesa “Metamorphoses” e “O Senhor dos Anéis” de Ralph Bakshi, ambas lançadas em 1978, que infelizmente também encerraram sua carreira profissional. Ela se aposentou aos 68 anos. A Disney reconheceu sua importância para as animações do estúdio no ano de 2000, homenageando-a numa cerimônia especial como “Lenda da Disney”, uma honraria concedida aos profissionais que tiveram impacto na trajetória do estúdio. “Ruthie era uma lenda entre os animadores e suas contribuições criativas para a Disney — de ‘Branca de Neve e os Sete Anões’ (1937) a ‘Bernardo e Bianca’ (1977) — permanecem clássicos amados até hoje”, escreveu Bob Iger, atual presidente executivo do conglomerado Disney, em comunicado. “Enquanto vamos sentir falta de seu sorriso e senso de humor maravilhoso, seu trabalho excepcional e seu espírito pioneiro vão ser para sempre uma inspiração para todos nós. Como uma jovem garota que começou como uma ‘figurante’ nas ‘Alice Comedies’ de 1920 — ela foi dirigida pelo próprio Walt Disney e observou sobre os ombros de Roy O. Disney e Ub Iwerks trabalhando as câmaras silenciosas — e vivendo até os 111 anos, ela era a única pessoa ainda viva que tinha conhecido Walt Disney em seus anos iniciais em Hollywood”, completou Iger. Statement from Bob Iger on the Passing of Disney Legend Ruthie Tompson: pic.twitter.com/pbN2g1SVAk — Walt Disney Company (@WaltDisneyCo) October 11, 2021
“007 – Sem Tempo para Morrer” ultrapassa US$ 300 milhões nas bilheterias
“007 – Sem Tempo para Morrer” desembarcou na América do Norte com uma arrecadação de US$ 56 milhões no fim de semana. Foi um desempenho abaixo das estimativas do mercado e da expectativa criada pela estreia de “Venom: Tempo de Carnificina” na semana passada (US$ 90,1 milhões), mas valeu o 1º lugar nas bilheterias e, ao somar-se ao faturamento internacional, fez o filme ultrapassar os US$ 300 milhões em todo o mundo. As projeções da MGM previviam que a despedida de Daniel Craig do papel de James Bond renderia US$ 60 milhões em seu lançamento doméstico, especialmente após três adiamentos e o sucesso do filme no exterior, onde foi lançado com antecedência há duas semanas. Mas enquanto filmes de super-heróis como “Venom: Tempo de Carnificina” são consumidos por um público mais jovem e destemido em relação à covid-19, a franquia “007” sempre atraiu uma média etária de 35 anos, demografia que ainda tem relutado em retornar aos cinemas durante a pandemia. Os US$ 56 milhões de “007 – Sem Tempo para Morrer” não são nem de longe um desastre. Trata-se da quinta maior estreia norte-americana da era da pandemia e foi realmente alimentada por um público diferente da continuação de “Venom”. Enquanto 36% dos que compraram ingressos para ver James Bond nos EUA tinham mais de 45 anos, esta faixa correspondeu a apenas 9% do público do super-herói. Mas há ainda um outro fator de impacto na bilheteria. Mais longo de todos os filmes de James Bond, “007 – Sem Tempo para Morrer” tem quase três horas de duração, o que reduz o número de vezes que pode ser exibido por sala e por dia, diminuindo proporcionalmente a quantidade de ingressos comercializada para suas sessões. Para fazer frente a este desafio, o estúdio ampliou a distribuição, colocando o longa em 4,4 mil cinemas, o lançamento mais amplo da franquia, num esforço para impedir números menores. De todo modo, os filmes do espião britânico sempre tiveram maior apelo internacional que doméstico. Isto não mudou com a pandemia. Só neste filme de semana, o longa arrecadou mais US$ 89,5 milhões em 66 países diferentes, chegando a um total de US$ 257,4 milhões fora dos EUA – e isto sem a China. Com a contabilidade americana, o valor global chega a US$ 313,3 milhões. “Venom: Tempo de Carnificina” caiu para o 2º lugar com US$ 32 milhões em seu segundo fim de semana nos EUA e Canadá. Com isso, atingiu um total doméstico de US$ 141,7 milhões, um excelente desempenho de dez dias. Com uma estratégia de lançamento conservadora para não enfrentar “007 – Sem Tempo para Morrer” e “Duna” no mercado internacional, a Sony começou a exibir o filme apenas neste fim de semana no exterior, arrecadando US$ 24,8 milhões em 13 países, para um total internacional inicial de US$ 43,9 milhões. A distribuição foi basicamente centrada na América Latina, onde a produção faturou US$ 20 milhões, a melhor arrecadação do estúdio na região durante a pandemia. Juntando com os valores norte-americanos, a soma chega em US$ 185,6 milhões mundiais. A MGM também emplacou o 3º lugar nos EUA e Canadá com a animação “A Família Addams 2”, que faturou US$ 10 milhões no fim de semana para atingir um total doméstico de US$ 31,1 milhões em 10 dias. O Top 5 norte-americano se completa com “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” (US$ 4,2 milhões) e o prólogo da série “Família Soprano”, “The Many Saints of Newark” (com apenas US$ 1,5 milhão).
Final de “Archer” presta homenagem à Jessica Walter
A 12ª temporada de “Archer” foi encerrada nesta semana com um final emocionante, no qual a série animada do canal pago americano FXX disse adeus a uma de suas personagens principais, Malory Archer, dublada por Jessica Walter. O final foi uma homenagem à atriz vencedora do Emmy, que morreu em março passado aos 80 anos. Antes de morrer, Walter havia completado a maior parte de seu trabalho de voz na temporada e pôde fazer sua despedida da série. Na trama, Malory tem uma breve aparição no final, salvando seu filho Sterling Archer de seus sequestradores. Mas enquanto ela e sua equipe saem vencedoras, sua agência é adquirida pela companhia rival IIA e Malory desaparece, deixando uma carta para Sterling. “Achei que era hora de fazer minha própria saída”, diz o texto. “Eu decidi que era hora de passar a tocha. Tente não se queimar com ela. E sei que minha decisão pode parecer abrupta, mas nem sempre podemos escolher o momento perfeito. De onde quer que eu esteja, estarei olhando por você”. Esse “onde quer que eu esteja” se revela uma praia tropical remota, em que Malory aparece sentada ao lado de Ron Cadillac – uma homenagem dupla, já que o personagem era dublado pelo marido de Walter, Ron Leibman, que faleceu em 2019. “E como está minha amada?” ele pergunta. “Infinitamente melhor agora”, responde Malory, antes que a tela fique preta e ganhe uma dedicatória: “Em memória amorosa de Jessica Walter”. O produtor executivo Casey Willis revelou que a cena final da praia foi retirada de um episódio antigo, após a equipe vasculhar todas as falas de Walter e Leibman de cada temporada de “Archer” para encontrar as que melhor se encaixariam no final. A série foi renovada para sua 13ª e vai voltar para novas aventuras sem a personagem de Walter. "Take care of yourselves, especially you my Sterling, because wherever I am I'll be watching over you." #ArcherFXX pic.twitter.com/8vochHSq4f — Archer (@archerfxx) October 7, 2021 pic.twitter.com/eITxA5YsIU — Archer (@archerfxx) October 7, 2021
20 séries pra maratonar no fim de semana
Com uma lista bem variada de estreias de séries, a semana destaca o final de “On My Block”, primeira atração adolescente latina da Netflix, que ajudou a diversificar e influenciou produções até em plataformas rivais. Com impressionantes 95% de aprovação no Rotten Tomatoes, a trama acompanha quatro amigos inteligentes e descolados, que enfrentam as dores, os sucessos e os desafios do Ensino Médio em um bairro latino da pesada. Por sinal, a programação está cheia de produções latinas, de thrillers à comédias. Há também três doramas, dramas sul-coreanos para adolescentes, que são geralmente românticos e às vezes combinam elementos de outros gêneros – como o policial, no caso de “Eu Me Lembro de Você”. O melhor é “Hometown Cha-Cha-Cha”, uma comédia que encontra seu charme na timidez dos protagonistas. Mas as melhores surpresas vêm em formato de minissérie. Três se sobressaem: “Batalha Bilionária: O Caso Google Earth”, produção alemã ao estilo de “A Rede Social” sobre hackers e a criação do código do “Google Earth”, “30 Monedas”, criação do cineasta espanhol Álex de la Iglesia (“Balada do Amor e do Ódio”) com um exorcista renegado, e “Mary & Mike”, atração chilena que revela a história brutal de um casal de torturadores da ditadura do país – uma porrada. São, ao todo, 20 indicações de estreias para assistir nas plataformas digitais neste fim de semana. As sugestões podem ser conferidas, com seus respectivos trailers, logo abaixo. Batalha Bilionária: O Caso Google Earth | Alemanha | 1 Temporada (Netflix) 30 Monedas | Espanha | 1 Temporada (HBO Max) Mary & Mike | Chile, Argentina | 1 Temporada (HBO Max) Minta Comigo | Austrália | 1 Temporada (Globoplay) Parot | Espanha | 1ª Temporada (Paramount+) Assassino Sem Passado | México | 1ª Temporada (HBO Max) A Vingança das Juanas | México | 1ª Temporada (Netflix) Acapulco | EUA | 1ª Temporada (Apple TV+) Pretty Smart | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Hometown Cha-Cha-Cha | Coreia do Sul | 1ª Temporada (Netflix) Apesar de Tudo, Amor | Coreia do Sul | 1ª Temporada (Netflix) Eu Me Lembro de Você | Coreia do Sul | 1ª Temporada (Netflix) Blue Period | Japão | 1ª Temporada (Netflix) Gokushufudou: Tatsu Imortal | Japão | 1ª Temporada – Parte 2 (Netflix) Mr. Inbetween | Austrália | 3ª Temporada (Star+) Flagrantes de Família | França | 3ª Temporada (Netflix) On My Block | EUA | 4ª Temporada (Netflix) Black Jesus | EUA | 2 Temporadas (HBO Max) The Lodge: Música e Segredos | EUA | 2 Temporadas (Disney+) Angel | EUA | 5 Temporadas (Star+)
“Hotel Transilvânia 4” será lançado em janeiro pela Amazon
A Amazon Prime Video anunciou a nova data de estreia de “Hotel Transilvânia: Transformonstrão”. O quarto longa da franquia animada não será exibido nos cinemas, chegando direto ao streaming em 14 de janeiro em todo o mundo. O filme foi adquirido pela plataforma após ter sido adiado várias vezes pela Sony, devido à pandemia de covd-19. Segundo apurou a revista Variety, o negócio teria custado mais de US$ 100 milhões. “Hotel Transilvânia” tem sido uma franquia de sucesso monstruoso para a Sony. Os três primeiros filmes arrecadaram mais de US$ 1,3 bilhão nos cinemas desde 2012. Mas o aumento de casos de covid, impulsionados pela variante delta altamente contagiosa, que infecta predominantemente pessoas não vacinadas, tornou a exibição de produções para crianças insustentável, devido à falta de vacinação em menores de 12 anos. Anunciado como o “capítulo final” da franquia, “Hotel Transilvânia: Transformonstrão” também não contará com o dublador principal dos longas anteriores. Responsável por dar voz a Drácula nos três primeiros filmes, Adam Sandler ficou de fora do novo lançamento. Em seu lugar, entrou Brian Hull (“Pup Star: Feliz Natal”), que já tinha sido a voz de Drácula no curta “Pets Monstruosos”, disponibilizado em abril na internet. E ninguém explicou qual foi o motivo da troca. Por sinal, o quarto longa é dirigido por Derek Drymon e Jennifer Kluska, que fizeram o curta mencionado. A estreia estava marcada para esta quinta (7/10) no Brasil, mas ao ir para o streaming o lançamento sofreu mais um adiamento. Outro detalhe é que o anúncio da Amazon para a imprensa brasileira trouxe o título original do filme em inglês, “Hotel Transylvania: Transformania”, então não está claro se ele será modificado após mudar de mãos. Veja abaixo o trailer do filme dublado em português pela Sony.
Charlie Brown terá especial de Ano Novo na Apple TV+
O Apple TV+ está preparando um especial de Ano Novo com os Peanuts, personagens clássicos dos quadrinhos de Charles M. Schulz. A nova animação irá se juntar a outros filmes temáticos da franquia, como “É a Grande Abóbora, Charlie Brown” (de Halloween), “Charlie Brown e o Dia de Ação de Graças” e “O Natal do Charlie Brown”. Escrito por Alex Galatis e Scott Montgomery (ambos de “Snoopy e Sua Turma”), o novo especial vai se chamar “For Auld Lang Syne” e mostrará a Turma do Charlie Brown na véspera do Ano Novo, tentando compensar um Natal decepcionante. O título é inspirada numa antiga canção escocesa, “Auld Lang Syne”, que se tornou uma espécie de hino não oficial do Ano Novo. A canção tradicional adapta um poema escrito por Robert Burns em 1788. Mas ela só se tornou associada ao Ano Novo a partir de 1929, quando uma versão musicada pela big band de Guy Lombardo foi transmitida pela primeira vez nas rádios durante a virada do Ano Novo. A partir daí, toda entrada de ano passou a ser acompanhado por sua melodia. O sucesso foi tanto que a música ganhou versão brasileira, de Alberto Ribeiro e Carlos Alberto Ferreira Braga (o Braguinha), lançada com o título de “Valsa da Despedida” em 1941. O lançamento do especial dos Peanuts está marcado para 10 de dezembro na plataforma de streaming.
Final de “What If…?” vai explorar dilema do Vigia
A Marvel divulgou o pôster e o teaser do 9º e último episódio da 1ª temporada de “What If…?”, que pergunta “o que aconteceria se… o Vigia quebrasse seu juramento” de não interferir no destino da humanidade no multiverso. Para quem não leu os quadrinhos da Marvel, o Vigia faz parte de uma raça cósmica dedicada a observar e registrar os acontecimentos do multiverso. Mas o primeiro Vigia a aparecer nos quadrinhos, também referido como Uatu, mostrou-se incapaz de resistir à vontade de dar uma ajudazinha à humanidade. Esta “falha” salvou a Terra várias vezes, a começar durante o ataque original de Galactus em 1966. No episódio anterior de “What If…?”, o Vigia considerou a possibilidade de quebrar o seu juramento de não interferência ao ser descoberto por Ultron, determinado a destruir todas as realidades do multiverso. A season finale deverá mostrar as consequências desta decisão. A história também deve destacar a participação de Gamora, já que ela ilustra o pôster da semana… com a armadura de Thanos. A dubladora da personagem não foi revelada. Além de trazer Jeffrey Wright como a voz do Vigia, o episódio terá Hayley Atwell como Peggy Carter, Benedict Cumberbatch como Doutor Estranho, Chris Hemsworth como Thor, Mark Ruffalo como Hulk, Michael B. Jordan como Killmonger, Kurt Russell como Ego, Lake Bell como Viúva Negra e Chadwick Boseman em sua despedida do papel do Pantera Negra. Ele deixou gravadas participações em quatro episódios da série antes de morrer, e sua dublagem final será ouvida no último capítulo, que vai ao ar nesta quarta (6/10) na Disney+. What If… The Watcher Broke His Oath? Discover the answer to the question in the season finale of Marvel Studios' #WhatIf, streaming tomorrow on @DisneyPlus. pic.twitter.com/VkguqIMFUZ — Marvel Studios (@MarvelStudios) October 5, 2021 Ela chegou. 🔥 Com vocês: Gamora! 🧡 Assista agora #WhatIf da Marvel Studios. Só no #DisneyPlus. pic.twitter.com/lCuyYSPmCY — Disney+ Brasil (@DisneyPlusBR) October 4, 2021
“Venom: Tempo de Carnificina” tem maior estreia da pandemia nos EUA
“Venom: Tempo de Carnificina” faturou US$ 90,1 milhões nas bilheterias da América do Norte, tornando-se a maior estreia nos EUA e Canadá desde março de 2020, quando a covid-19 criou restrições e afastou o público dos cinemas. A arrecadação do filme de super-herói da Sony rendeu cerca de US$ 30 milhões acima das expectativas de Hollywood, e ainda se tornou a primeira sequência da era pandêmica a superar o filme anterior, lançado antes da pandemia. O primeiro “Venom” abriu com US$ 80,3 milhões em 2018. O valor é tão alto que também resulta no segundo maior lançamento já feito durante o mês de outubro no mercado norte-americano, perdendo apenas para “Coringa”, que faturou US$ 96 milhões em 2019. “Com desculpas ao Sr. Twain, mas a morte do cinema foi muito exagerada”, disse em comunicado o diretor de cinema da Sony, Tom Rothman, parodiando uma frase famosa do escritor de “Tom Sawyer”, para comemorar o resultado. Graças ao sucesso do longa, a Cinemark, uma das três maiores redes dos EUA, relatou que teve seu maior fim de semana de outubro em todos os tempos. Até a estreia de “Venom: Tempo de Carnificina”, a maior abertura de três dias da pandemia pertencia à “Viúva Negra”, que fez quase US$ 81 milhões, seguida por “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Aneis”, com US$ 75,4 milhões (valor que chegou a US$ 94,7 milhões em quatro dias, com o feriado do Dia do Trabalho). Todas as maiores bilheterias são filmes de super-heróis, especificamente adaptações dos quadrinhos da Marvel. E com o lançamento atual, Venom também ingressou no MCU, estendendo a parceria entre a Sony e a Disney que originalmente se restringia aos filmes estrelados por Tom Holland (como o Homem-Aranha). O segundo filme de “Venom” também teve um bom desempenho em seu primeiro mercado internacional. Lançado na Rússia, fez US$ 13,8 milhões, a maior estreia já contabilizada pela Sony nesse mercado e a melhor de qualquer filme durante a pandemia. A estreia no Brasil está marcada oficialmente para quinta-feira (7/9), mas a Sony já começou a fazer pré-estreias pagas do longa no país. Vale reparar que “Venom: Tempo de Carnificina” não teve um grande estreia mundial simultânea para não enfrentar outro blockbuster, “007 – Sem Tempo para Morrer”, que também está batendo recordes de arrecadação no exterior (e vai estrear na próxima sexta nos EUA). Apesar do domínio do lançamento da Sony nas bilheterias, o mercado norte-americano também comemorou o desempenho de “A Família Addams 2”, que registrou a maior estreia de uma animação infantil na era da covid, ocupando o 2º lugar no fim de semana com US$ 18 milhões, apesar de também estar disponível de forma digital, via PVOD, nos Estados Unidos e Canadá. A decisão de lançamento simultâneo foi tomada pela MGM devido a preocupações constantes sobre a variante delta e à falta de vacinação em crianças menores de 12 anos. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” se manteve na 3ª posição, somando US$ 6 milhões a seu total doméstico de US$ 206,1 milhões. Com isso, outra estreia da semana ficou sem ter muito o que comemorar. “The Many Saints of Newark”, prólogo da série “Família Soprano”, vendeu apenas US$ 5 milhões em ingressos e ficou no 4º lugar. Como todos os títulos de 2021 da Warner, o filme foi lançado simultaneamente na HBO Max. Não há previsão para estreia no Brasil. O musical “Querido Evan Hansen”, da Universal, completou o Top 5, caindo 67% em relação à sua estreia na semana passada, para juntar US$ 2,5 milhões. Fracasso de bilheterias, o filme fez ao todo US$ 11,8 milhões em 10 dias. O lançamento no Brasil vai acontecer em 11 de novembro. Para completar, o circuito limitado também comemorou um recorde, graças à performance do terror francês “Titane”, grande destaque do Festival de Cannes deste ano. Lançado em 562 cinemas dos EUA, fez US$ 515 mil para cravar a maior estreia de um filme vencedor da Palma de Ouro não falado em inglês no mercado norte-americano em todos os tempos.
Anime baseado no filme “Bright” ganha trailer dublado
A Netflix divulgou a versão dublada em português do trailer de “Bright: Alma de Samurai” (Bright: Samurai Soul), um anime derivado do filme “Bright” – lançado pela plataforma em 2017. A trama não envolve os personagens vistos no longa, que foi estrelado por Will Smith e Joel Edgerton. Em vez disso, acontece no passado distante, no Japão durante o final do Shogunato, acompanhando um samurai errante chamado Izo e um orc chamado Raiden, que se unem para conduzir uma jovem elfa a salvo para a terra de seu povo no norte, enfrentando inimigos que querem o poder dela. Em suma, basicamente a história de “Bright”, só com samurais em vez de policiais. O visual da produção chama atenção por combinar a estética da arte de impressão em xilogravura japonesa com tecnologia 3DCG. A direção é de Kyohei Ishiguro (“Palavras que Borbulham como Refrigerante”) e a versão em inglês destaca a dublagem de Simu Liu (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como Izo. “Bright: Samurai Soul” estreia em 12 de outubro. Veja abaixo o trailer com a dublagem em português e a versão em inglês (originalmente liberada há duas semanas).
Encanto: Trailer apresenta família mágica da nova animação da Disney
A Disney divulgou mais um pôster nacional e o primeiro trailer completo de sua nova animação, “Encanto”, concebida pelo compositor Lin-Manuel Miranda (“Em um Bairro em Nova York”). A prévia apresenta os Madrigal, uma família extraordinária que mora nas montanhas da Colômbia, numa região mágica conhecida como Encanto. Neste lugar, os integrantes da família foram abençoadas com um dom único, desde superforça até o poder de curar. Todas, exceto Mirabel. O vídeo explora sua frustração por não ser especial, até que a magia que cerca Encanto começa a entrar em colapso, fazendo com que Mirabel perceba que ela, a única Madrigal sem poderes mágicos, pode ser a última esperança de sua família excepcional. O filme destaca a atriz Stephanie Beatriz (de “Brooklyn Nine-Nine”) como a dubladora original da protagonista e vários astros latinos como as vozes de sua família, incluindo Diane Guerrero (“Patrulha do Destino”), John Leguizamo (“Bloodline”), Wilmer Valderrama (“NCIS”), Angie Cepeda (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”), Rhenzy Feliz (“Fugitivos da Marvel”/Runaways) e Ravi Cabot-Conyers (“#BlackAF”). A direção está a cargo de Byron Howard e Jared Bush, co-diretores de “Zootopia”, em parceria com Charise Castro Smith – que faz sua estreia na função após uma carreira como roteirista de séries (de “Devious Maids” à “Maldição da Residência Hill”). Além disso, Bush e Castro Smith também assinam o roteiro com Miranda. A estreia está marcada para novembro nos cinemas. Veja o trailer abaixo em duas versões: dublada em português e legendada.












