Trailer mostra visual dos novos episódios de “Love, Death + Robots”
A Netflix divulgou o trailer da 3ª temporada da antologia de sci-fi animada “Love, Death + Robots”. A prévia apresenta os diferentes tipos de animação e os títulos dos episódios que chegam à plataforma em 20 de maio. Os novos capítulos foram batizados de “Viagem Ruim”, “O Mesmo Pulso da Máquina”, “Sepultados na Caverna”, “Jibaro”, “Enxame”, “Ratos de Mason”, “Os Três Robôs”, “Matança em Grupo” e “Noite dos Minimortos”. São ao todo 9 histórias inéditas com temas e estilos bastante variados, mas todos com visual deslumbrante. Vencedora de cinco Emmys e quatro Annies, “Love, Death & Robots” tem produção dos cineastas Tim Miller (“Deadpool”) e David Fincher (“Clube da Luta”) e, devido à cenas de violência e sexo, não é indicada para crianças.
As 10 melhores séries de abril
Estão em dia com as séries, acompanhando o que de melhor tem sido distribuído pelas plataformas digitais? Esta “tarefa” é cada vez mais difícil, graças à multiplicação dos serviços de streaming, que transforma a diversão em dificuldade, tamanha a quantidade de títulos lançados semanalmente. Para ajudar a recordar e/ou apontar uma sugestão que possa ter passado batida entre as inúmeras novidades do dia-a-dia, selecionamos pra vocês as 10 melhores séries lançadas em streaming no mês passado. Confira o Top 10 abaixo com detalhes e trailers de cada título. SLOW HORSES | APPLE TV+ Estrelada por Gary Oldman, vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação” (2017), a série acompanha uma equipe de agentes da inteligência britânica que atua no departamento menos importante do MI5, onde funcionários vão para encerrar a carreira após cometerem erros no trabalho. Oldman é o líder dos espiões fracassados – 11 anos depois de “O Espião que Sabia Demais” – , lembrando a todos da irrelevância de suas funções, até que se vê precisando defendê-los, quando são envolvidos num complô inesperado e têm que mostrar a competência que nunca tiveram para não virar danos colaterais de seus superiores. Desenvolvida por Will Smith (não o ator, mas o roteirista da série “Veep”), a adaptação do livro homônimo de Mick Herron tem um elenco impressionante, que ainda inclui Kristin Scott Thomas (também de “O Destino de uma Nação”), Jonathan Pryce (“Dois Papas”), Jack Lowden (“Dunkirk”) e Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”). BONECA RUSSA | NETFLIX Uma das melhores séries da Netflix ficou ainda melhor na 2ª temporada, recompensando o espectador com um destemor absurdo ao correr grandes riscos com sua trama mirabolante. Na história original de looping temporal, a personagem de Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”) morria várias vezes durante sua noite de aniversário na cidade de Nova York, apenas para voltar ao começo da festa e se preparar para morrer novamente, continuamente, vitimada por detalhes fortuitos e pessoas desatentas. Mas esta foi só a primeira fase de suas desventuras, que agora trocam o looping temporal por viagem no tempo. Após conseguir sobreviver à morte insistente, ela se vê embarcando num trem para o passado, que a leva aos anos 1980. Não só isso, ela passa a habitar o corpo de sua mãe, então grávida dela mesma. E tem a brilhante ideia de mudar o passado para corrigir seu presente. Só que essa ideia nunca deu certo em nenhum filme de viagem no tempo já produzido. Além de estrelar, Lyonne criou a atração em parceria com a atriz Amy Poehler (“Parks and Recreation”) e a cineasta Leslye Headland (“Quatro Amigas e um Casamento”). OZARK | NETFLIX A aclamada série criminal chega ao fim de forma surpreendente, mas também inevitável, para entrar na História como uma das melhores produções já feitas para o streaming. Consistente do começo ao fim, “Ozark” leva a tese do efeito dominó apresentada em seu começo ao limite, concluindo a história em seus últimos sete episódios do único jeito que poderia acabar, porém sem perder de vista o fator da imprevisibilidade humana. Um show de equilíbrio narrativo. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), a atração conta a trajetória da família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos, após Marty se endividar com um cartel do narcotráfico mexicano. Lá, eles constroem seu próprio império criminal. E sofrem as consequências de todos seus atos. A série já venceu três Emmys, incluindo dois para Julia Garner pelo papel da trapaceira Ruth Langmore, ex-aprendiz local de Marty, que tem papel importante no desfecho violento. O outro Emmy foi para o astro Jason Bateman, mas por seu trabalho como diretor na série. Por sinal, ele assina o capítulo final. BETTER CALL SAUL | NETFLIX O lançamento dos primeiros capítulos inaugura oficialmente o início do fim, também conhecido como primeira parte da 6ª e última temporada de “Better Call Saul”. Estruturado como um interminável flashback, o spin-off de “Breaking Bad” vem contando desde 2015 como o advogado idealista Jimmy McGill se transformou no inescrupuloso vigarista que batiza a atração: Saul Goodman. E a produção fez o público aguardar cinco temporadas para chegar no ponto mais esperado, quando a trama se cruza com os eventos de “Breaking Bad”, trazendo de volta Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) para conduzir a trama aos eventos fatídicos que levaram o personagem vivido por Bob Odenkirk a perder carreira e fortuna ao final da série original. Vale lembrar que o primeiro episódio de “Better Call Saul” iniciava bem depois dos eventos de “Breaking Bad”, e há grande expectativa para ver em que condições Jimmy/Saul se tornou um dos poucos sobreviventes da premiada trama original. TOKYO VICE | HBO MAX A minissérie de ação sobre o submundo da Yakuza é um thriller estiloso de grife, assinado por dois cineastas famosos: Destin Daniel Cretton (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) e o veterano Michael Mann (“Fogo Contra Fogo”). A trama se baseia no livro-reportagem de Jake Adelstein, em que o jornalista relata sua experiência nos dois lados da Lei em Tóquio, descrevendo o estilo de vida violento da máfia japonesa e a corrupção no departamento de polícia da capital. Estrelada por Ansel Elgort (“Amor, Sublime Amor”) no papel de Adelstein, a série também destaca em seu elenco Ken Watanabe (“Godzilla 2”), Hideaki Ito (“Memórias de um Assassino”), Shô Kasamatsu (“O Diretor Nu”), Tomohisa Yamashita (“The Head: Mistério na Antártida”), Rachel Keller (“Legion”), Ella Rumpf (“Raw”) e Rinko Kikuchi (“Círculo de Fogo”). HEARTSTOPPER | NETFLIX A adaptação dos quadrinhos homônimos de Alice Oseman sobre dois garotos apaixonados virou uma comédia romântica light, onde tudo dá certo e praticamente inexistem traumas. Uma produção cor-de-rosa, que transmite conforto e ternura como a primeira série adolescente de temática gay produzida pela Netflix. A trama gira em torno de dois adolescentes britânicos: Charlie (vivido pelo estreante Joe Locke), um jovem abertamente gay e muito intenso, e Nick (Kit Connor, de “Rocketman”), um jogador de rúgbi atlético e de coração mole, que um dia são forçados a sentar juntos na classe e rapidamente se tornam amigos. Mas logo Charlie se vê profundamente apaixonado por Nick, embora não ache que tenha uma chance. Só que Nick está mais interessado em Charlie do que qualquer um dos dois imagina – e isto pode lhes custar suas amizades ou se transformar no primeiro amor de suas vidas. A história foi originalmente lançado em 2015 como quadrinhos na web, antes de ser posteriormente publicado pela divisão infantil da editora Hachette numa coleção de graphic novels. Mas, curiosamente, os personagens já existiam antes dos quadrinhos, introduzidos no primeiro romance de Alice Oseman, “Solitaire”, publicado em 2014 quando ela tinha 17 anos. A trama de “Heartstopper”, na verdade, serve de prólogo para “Solitaire”. A série é escrita pela própria Oseman e tem direção de Euros Lyn, que já assinou episódios de séries como “Doctor Who”, “Torchwood”, “Demolidor” e “His Dark Materials”. ANOS INCRÍVEIS | DISNEY+ A nova série é um reboot da famosa e influentíssima “Anos Incríveis” (The Wonder Years), exibida nos anos 1980, sobre uma família de classe média dos 1960 que tinha sua típica vida suburbana recortada pelo olhar do pequeno Kevin Arnold, vivido por Fred Savage. A nova versão repete a premissa, a estrutura e a época da produção original, mas desta vez com todo o contexto histórico apresentado pelo ponto de vista de uma criança negra. O menino Elisha Williams é quem interpreta o novo protagonista, Dean, de 12 anos, que vive em Montgomery, Alabama, em 1968. E além dos intérpretes de sua família, encabeçada por Dulé Hill (“Psych” e “Suits”) e Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”), a produção inclui o astro Don Cheadle (o Máquina de Combate da Marvel) como narrador dos episódios, dando voz à versão adulta de Dean, que conta detalhes de uma infância passada numa época extremamente racista. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, é diretor de oito episódios e produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. Mas foi demitido da atração na sexta passada (6/7) após denúncias de comportamento inadequado. Já o roteirista responsável pela adaptação é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”. GASLIT | STARZPLAY A minissérie de época pode finalmente dar a Julia Roberts seu perseguido Emmy. A atriz dá um show como Martha Mitchell, socialite casada com o Procurador-Geral da República John Mitchell (um irreconhecível Sean Penn sob quilos de maquiagem) e personagem central de um dos maiores escândalos políticos dos EUA. Trata-se do escândalo Watergate, nome do prédio onde funcionava um importante escritório do Partido Democrata, invadido na calada da noite por “espiões” do Partido Republicano em 1972 com o objetivo de plantar escutas. Só que a “missão secreta” se prova uma sucessão de trapalhadas. Denunciada pela imprensa, a espionagem política e sua tentativa de acobertamento levaram à renúncia do presidente Richard Nixon em 1974. Apesar de sua filiação partidária, Martha gostava de “aparecer” e tinha fama de ser “boca aberta”. E por saber dos segredos, foi logo considerada o elo fraco dos conspiradores, levando seu marido a ter que escolher entre a esposa e o presidente dos EUA. Na minissérie, a situação tensa rapidamente evoluiu do drama de família para o suspense psicológico e político. A produção criada por Robbie Pickering (roteirista de “Mr. Robot”) também traz em seu elenco Dan Stevens (“Legion”), Erinn Hayes (“Bill & Ted: Encare a Música”), Shea Whigham (“Perry Mason”), Brian Geraghty (“Big Sky”), Darby Camp (“Clifford, O Gigante Cão Vermelho”), Nat Faxon (“The Conners”) e Patton Oswalt (“A.P. Bio”). ILUMINADAS | APPLE TV+ A minissérie de suspense estrelada por Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”) e pelo brasileiro Wagner Moura (“Narcos”) gira em torno de um serial killer capaz de viajar no tempo para assassinar “garotas brilhantes”, mulheres com potencial de grandeza, certo de sua impunidade. Voltando no tempo após cada assassinato, seus crimes são perfeitos e impossíveis de serem rastreados. Ou pelo menos é o que ele pensa, sem saber que cada morte altera a linha temporal e uma das vítimas potenciais percebe a mudança. Moss é um dos alvos do assassino nos anos 1990, a primeira mulher que sobrevive a seu ataque e passa a reparar mudanças significativas e súbitas em seu cotidiano. Já Moura interpreta um jornalista desacreditado, que decide investigar o caso sem perspectivas a respeito de onde o mistério o conduzirá. Baseado no livro homônimo de Lauren Beukes, a adaptação foi desenvolvida por Silka Luisa (produtora-roteirista de “Strange Angel”) e também destaca no elenco Amy Brenneman (“The Leftovers”), Phillipa Soo (“Dopesick”) e Jamie Bell (“Quarteto Fantástico”) como o serial killer. WU-TANG: AN AMERICAN SAGA | STAR+ Demorou três anos, mas a série que conta a história do grupo de hip-hop Wu-Tang Clan finalmente chegou ao Brasil. Desenvolvida por um dos fundadores do Wu-Tang Clan, The RZA, em parceria com o roteirista Alex Tse (“Watchmen: O Filme”), a trama mostra como Bobby Diggs (o próprio The RZA) conseguiu unir uma dezena de jovens de personalidades distintas, que se encontravam divididos entre a música e o crime no começo dos anos 1990, para originar uma das histórias mais improváveis de sucesso da música popular americana. Reverenciado pela forma como juntou hip-hop e referências de kung fu em seu disco de estreia, criando um som distinto e inigualável, Wu-Tang Clan se tornou um dos grupos mais influentes do hip-hop em todos os tempos. Ao todo, a banda lançou cinco álbuns, que venderam 40 milhões de cópias em todo o mundo. Além disso, a maioria de seus integrantes também desenvolveu carreiras individuais...
“Doutor Estranho 2” tem uma das maiores estreias de todos os tempos
“Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” estreou com US$ 185 milhões nos EUA e Canadá, e somou US$ 450 milhões de bilheteria mundial em seu primeiro fim de semana em cartaz, de acordo com dados da Comscore. A marca é tão impressionante que significa que, em apenas quatro dias – considerando os países com estreias nas quintas – , “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” já fez quase 70% de toda a bilheteria conquistada por “Batman” em dois meses. O valor representa a quarta maior estreia entre todas as produções da Marvel, superada apenas pelos dois últimos “Vingadores” e “Homem-Aranha Sem Volta para Casa”. Na comparação com outros filmes de super-heróis, a abertura ficou apenas 17% atrás de “Homem-Aranha Sem Volta para Casa”, 126% acima de “Batman” e 160% acima do primeiro “Doutor Estranho”. O filme dirigido por Sam Raimi ainda estabeleceu um novo recorde de bilheteria IMAX, com US$ 33 milhões, a maior bilheteria do formato num lançamento de maio – e a 5ª melhor estreia mundial da Marvel no formato. E revitalizou o desempenho das projeções em 3D, que vinham em queda devido ao valor mais elevado de seus ingressos. Em toda a América Latina, 25% das bilheterias vieram do 3D, lideradas pelo Brasil com 46%. Além dos EUA e Canadá, os países em que o filme teve maior bilheteria foram Coreia do Sul (US$ 30 milhões), Reino Unido (US$ 24,7 milhões), México (US$ 21,5 milhões), Brasil (US$ 16,3 milhões), Índia (US$ 12,7 milhões), Austrália (US$ 12,6 milhões), Alemanha (US$ 12 milhões), França (US$ 11 milhões), Japão (US$ 9,4 milhões) e Itália (US$ 9 milhões). Em todos os mercados de lançamento, o filme chegou ao Top 10 das maiores estreias de todos os tempos. E ainda marcou a melhor estreia da era pandêmica em oito países. No Brasil, ficou atrás apenas da estreia do novo “Homem-Aranha”. O desempenho da produção do Marvel Studios deixou a concorrência na poeira. Líder pelas últimas duas semanas nos EUA, a animação “Os Caras Malvados” ficou em 2º lugar com apenas US$ 9,7 milhões de arrecadação. Ao todo, o filme chegou em US$ 57,5 milhões na América do Norte e US$ 148 milhões em todo o mundo. “Sonic 2: O Filme” completa o pódio com US$ 6,2 milhões, atingindo US$ 169,9 milhões domésticos e US$ 349 milhões mundiais. E isso dá a medida do tamanho da arrecadação da produção da Marvel, já que a Paramount considera a adaptação do videogame um sucesso. Com um mês em cartaz, “Sonic 2” faturou menos que “Doutor Estranho 2” em quatro dias. O novo filme da Marvel também pulverizou os números de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”. A comparação escancara de vez o fracasso da produção da Warner Bros., que aparece em 4º lugar nos EUA neste fim de semana com US$ 3,9 milhões. Em 24 dias, foram US$ 86 milhões na América do Norte e US$ 363 milhões em todo o mundo, o que representa o fim da viabilidade financeira da franquia.
Os 10 melhores filmes que estreiam em casa
A programação de estreias digitais se divide em filmes com apelo para o grande público e títulos voltados a cinéfilos de carteirinha. Vai da animação para crianças e comédia nacional até obras premiadas em festivais europeus, sem esquecer um cult para geeks musicais – e com um bom e indefectível banho de sangue para quem tem gosto mais extremo. Escolha seu preferido na lista abaixo, que reúne os 10 melhores lançamentos da semana nas plataformas de VOD e de assinatura, acompanhados por seus trailers. OS CARAS MALVADOS | NOW, VOD* Atual líder das bilheterias nos EUA, a produção da DreamWorks Animation sobre os estereótipos dos vilões das fábulas encantadas tem ritmo veloz, é engraçada, embute uma mensagem importante contra aparências e apresenta tudo com um visual tão atraente que é impossível não prestar atenção. A animação gira em torno de um grupo típico de vilões de histórias infantis, que praticam crimes sofisticados sob o comando de um Lobo Mau. Entretanto, tudo muda quando o vilão pratica um ato altruísta, salva a vovozinha e se vê inundado por uma sensação positiva que o surpreende, despertando nele a vontade de, entre outras boas ações, salvar até três e mais porquinhos de testes de laboratório. O problema passa a ser convencer seus capangas a embarcarem na sua missão mais ousada: virarem os caras bonzinhos – ou os novos malvados favoritos das crianças. A história é baseada no best-seller homônimo de Aaron Blabey, foi adaptada por Etan Cohen (“MIB: Homens de Preto III”) e dirigida por Pierre Perifel, que estreia no comando de longas após trabalhar na animação da trilogia “Kung Fu Panda”. E inclui, entre seus dubladores originais, Sam Rockwell (“Três Anúncios para o Crime”) como Lobo Mau, Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”) como Tarântula, Marc Maron (“GLOW”) como Cobra, Anthony Ramos (“Em um Bairro de Nova York”) como Piranha, Craig Robinson (“Meu Nome É Dolemite”) como Tubarão e Zazie Beetz (“Coringa”) como uma raposa chamada Diane Foxington. GREAT FREEDOM | MUBI Premiado nos festivais de Cannes, Viena, Atenas e muitos outros, o filme do austríaco Sebastian Meise chama atenção para um aspecto pouco explorado do pós-guerra, revelando que a libertação dos campos de concentração nazistas não representou o fim da opressão para todas as minorias perseguidas da Europa. Nem todos foram perdoados por seus “crimes” de existência. A trama traz Franz Rogowski (“Undine”) como um homem condenado por ser gay, que passa a vida na prisão porque a lei de seu país continuou criminalizando a homossexualidade, mesmo após a queda de Hitler. Ele cumpre a pena apenas para voltar a ser preso, numa rotina repetitiva que o aproxima de seu companheiro de cela, um assassino condenado à prisão perpétua. À medida que esse relacionamento floresce, a obra pondera a força do amor contra a opressão e a capacidade do espírito humano de resistir à desumanização. Impactante, tem 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nota mais alta da crítica entre os títulos desta semana. O CHOQUE DO FUTURO | FILMICCA O filme cult de semana é uma homenagem aos pioneiros da música eletrônica. Passado em Paris no final dos anos 1970, acompanha uma compositora obcecada em criar a música do futuro, apenas para ser desacreditada por todos, porque barulho de sintetizador não seria música. Fãs de rock/eletrônica vão amar as referências e a evolução do processo que levou à criação do pop do futuro (nosso presente), mas o grande público pode não sentir o mesmo apelo em ver uma garota passar quase todo o filme cercada por baterias eletrônicas, sintetizadores, sequenciadores, gravadores de rolo e equipamentos de computação. Totalmente musical, “O Choque do Futuro” é o primeiro filme dirigido pelo compositor Marc Collin, fundador da banda Nouvelle Vague, e traz em seu elenco vários artistas do pop rock francês, como Clara Luciani (ex-integrante da banda La Femme), Corinne e Elli Medeiros (pioneira do electropop europeu), além de Alma Jodorowsky, neta do cineasta Alejandro Jodorowsky e diretora de clipes, no papel principal. MADRE | NOW A “madre” do título é uma mulher espanhola que perdeu o filho há dez anos, desaparecido numa praia francesa durante as férias de verão. Inconformada, ela largou tudo para viver na mesma praia em que o filho foi visto pela última vez, mas depois de uma década, quando começa a se recuperar do trauma, conhece um adolescente que lembra o menino desaparecido, com a idade que ele teria hoje. Os dois embarcam em uma estranha relação, baseada em desconfiança. O filme de Rodrigo Sorogoyen (“O Anticandidato”) venceu cinco prêmios internacionais e consagrou a esposa do diretor, Marta Nieto (“Feria: Segredos Obscuros”), premiada como Melhor Atriz da mostra Horizontes no Festival de Veneza passado, por seu desempenho no papel-título. TRE PIANI | NOW O premiado diretor italiano Nanni Moretti (“A Missa Acabou”) conta a história de três famílias que vivem em apartamentos diferentes no mesmo condomínio, todos confrontados com problemas muito intensos. Há uma mulher que luta contra a solidão e a áspera relação do marido com o irmão, um casal que enfrenta a terrível suspeita de que o seu vizinho, um idoso, abusou da filha, e pai e mãe desesperados, após seu filho atropelar e matar uma mulher. Baseado em romance de Eshkol Nevo, foi exibido no Festival de Cannes do ano passado e concorreu ao David di Donatello (o Oscar italiano) na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. SPREE | HBO MAX A comédia de humor sangrento traz Joe Keery (de “Stranger Things”) como um jovem obcecado por estourar nas redes sociais e que elabora um plano ousado para se tornar viral. Disfarçando-se de motorista de aplicativo, ele começa a fazer pegadinhas com os passageiros, enquanto transmite tudo ao vivo. Conforme sua popularidade aumenta, mais perigosas se tornam as “brincadeiras” de suas viagens, até o sangue começar a jorrar. Só que nem todos estão convencidos de suas façanhas, como um influencer famoso que reclama que as mortes não são convincentes o suficiente, e sim fakes. O que o protagonista encara como um desafio para se superar. Dirigido por Eugene Kotlyarenko (“A Casa Dividida”), “Spree” é um “Jackass” do terror com características visuais bastante distintas. Todo a filmagem replica a estética das transmissões de lives, com direito a ângulos trêmulos, rolagem das mensagens dos espectadores e até o uso ocasional de telas divididas. Sempre em cena, o personagem sádico de Kerry também se dirige aos espectadores, explica seus planos e algumas vezes pisca para a câmera com a cumplicidade de quem compartilha uma piada sem que a vítima saiba o que vai acontecer. O mais interessante na proposta é que, apesar da violência visceral e chocante, os seguidores do protagonista assistem a tudo em seus smartphones totalmente insensíveis, achando o absurdo muito engraçado – do mesmo modo que o filme convida o público a fazer. TORRE. UM DIA BRILHANTE | MUBI Cultuado pela crítica polonesa, o primeiro longa da diretora Jagoda Szelc tem traços de terror exagerado, embora pareça inicialmente um drama de família. O filme se concentra no reencontro de duas irmãs, Mula (Anna Krotoska, de “Confie em Mim”) e Kaja (Malgorzata Szczerbowska, de “Monstros da Cracóvia”). A primeira criou a filha da segunda como se fosse sua, devido à instabilidade mental da irmã. Mas no dia da celebração da primeira comunhão da menina, ela permite a visita da mãe biológica, após seis anos distante, desde que aceite se comportar como tia. Apesar disso, desconfia de cada interação entre sua irmã e a filha. O tom predominante sinistro é estabelecido desde os segundos iniciais, mas se intensifica quando, em meio às tensões familiares, Maja começa a ter sonhos/visões alarmantes. Ao mesmo tempo, a “segunda vinda” de Kaja passa a assumir simbolismo religioso, ao estilo do divisivo “Mãe” (2017). Assim como no filme de Darren Aronofsky, nem tudo é claro e o clímax horripilante revela-se completamente inesperado. BAGDÁ VIVE EM MIM | VIVO PLAY O premiado filme do diretor Samir (de apenas um nome, como Madonna) acompanha imigrantes iraquianos em Londres, que tentam levar suas vidas com mais liberdade em relação ao conservadorismo de seu país natal. Um café da moda serve de ponto de encontro para os artistas, comunistas e gays ainda enrustidos do Iraque, mas sua proximidade de uma mesquita leva um fanático religioso a pregar contra os pecadores que perderam de vista os bons costumes muçulmanos. Logo, a vida de todos é virada do avesso. A autenticidade dos personagens e seus dramas torna a história quase documental. E não é à toa. Amir filmou um documentário sobre tema similar, “Forget Baghdad: Jews and Arabs — The Iraqi Connection”, que mostrou imigrantes iraquianos em Israel, forçados a mudar sua cultura e idioma para se tornarem “os inimigos de seu próprio passado”. O novo filme, porém, é um pouco mais esperançoso, buscando demonstrar que a cultura iraquiana pode coexistir com a do Ocidente, apesar dos protestos dos mais radicais. OS OPOSTOS SEMPRE SE ATRAEM | NETFLIX Continuação de “Os Opostos se Atraem” (2012), a comédia francesa de ação volta a trazer Omar Sy (“Lupin”) e Laurent Lafitte (“O Professor Substituto”) como uma dupla policial com estilos, vivências e carreiras muito distintas. Dez anos depois de trabalharem juntos, eles seguiram rumos muitos diferentes, mas precisam deixar sua incompatibilidade de lado mais uma vez para se juntarem numa nova investigação, um caso de tráfico que os leva aos Alpes Franceses e acaba se revelando um crime em grande escala. O primeiro filme foi destruído pela crítica internacional, mas fez bilheteria suficiente na França para a Netflix apostar que o sucesso recente de Omar Sy em “Lupin” atrairia mais público para esta continuação, produzida exclusivamente para o streaming. TÔ RYCA! 2 | NOW, VIVO PLAY, VOD* Maior bilheteria nacional de 2022, a produção se aproveita do carisma de Samantha Schmutz para fazer humor de apelo popular. A trama, porém, deveria se chamar “Tô Pobre”, já que utiliza o velho artifício que também justificou as continuações de “Até que a Sorte nos Separe”, fazendo a pobre que ficou milionária no primeiro filme perder tudo de novo, de uma hora para outra. Mais uma vez miserável, ele enfrenta os perrengues típicos da classe trabalhadora, que são mostrados da mesma forma estereotipada como os clichês de novo rico do filme “original”. Assim como no filme anterior, o roteiro é de Fil Braz e a direção é assinada por Pedro Antônio. Já o elenco acrescentou Rafael Portugal (“Porta dos Fundos: Te Prego Lá Fora”), Evelyn Castro (“Tô de Graça”) e participação especial da dupla sertaneja Maiara e Maraisa. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Loja Prime e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Marcos Mion dubla mais um trailer de “Lightyear”
A Disney divulgou um novo pôster e a versão dublada de mais um trailer de “Lightyear”, que traz Marcos Mion como a voz brasileira do personagem da franquia “Toy Story”. A prévia destaca a missão e o time do famoso astronauta, que é catapultado para o futuro e enfrenta pela primeira vez o vilão Zurg. Bem diferente de “Toy Story”, o filme traz Buzz como um astronauta de verdade, que embarca numa aventura sci-fi legítima ao “infinito e além”. Além de não ser um boneco, o herói também mudou seu design e até sua voz americana. Dublador oficial de Buzz Lightyear em “Toy Story”, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). No Brasil, Mion está igualmente substituindo Guilherme Briggs, o dublador do personagem na franquia dos bonecos. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story” – assinou dois curtas da franquia e animou “Toy Story 3”. A estreia está marcada para 16 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Compare abaixo as dublagens em português e inglês do novo trailer, e repare como até a entonação das frases muda entre as duas versões.
Obi-Wan Kenobi é perseguido por Darth Vader no trailer da nova série “Star Wars”
A Disney+ divulgou novos pôster e trailer legendado de “Obi-Wan Kenobi”, que traz Ewan McGregor de volta ao papel-título, retomando seu trabalho na trilogia que serviu de prólogo para a franquia “Star Wars”. A prévia destaca a perseguição sofrida pelo protagonista, que se esconde do Império enquanto tenta se certificar da segurança do menino Luke Skywalker, apesar do perigo de ser descoberto por Darth Vader. A trama é sequência direta dos últimos filmes produzidos por George Lucas e se passa dez anos após os eventos de “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005). Além de Ewan McGregor como o mestre Jedi, a atração também traz Joel Edgerton e Bonnie Piesse de volta aos papéis dos tios que criaram Luke Skywalker, sem esquecer, claro, que Hayden Christensen retorna como Darth Vader. O elenco ainda inclui participações de Moses Ingram (“O Gambito da Rainha”), Kumail Nanjiani (“Eternos”), Indira Varma (“Game of Thrones”), Rupert Friend (“Homeland”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Sung Kang (“Velozes e Furiosos 6”), Simone Kessell (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), Maya Erskine (“PEN15”) e o ator-cineasta Benny Safdie (“Bom Comportamento”). Escrita por Joby Harrold (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e dirigida por Deborah Chow (“The Mandalorian”), a série vai estrear em 25 de maio.
Série dos Freak Brothers é renovada para 2ª temporada
A plataforma americana Tubi renovou a série animada “As Fabulosas Aventuras dos Freak Brothers” (The Freak Brothers). O anúncio representa a primeira renovação do serviço de streaming da rede televisiva Fox. Vagamente baseada nos quadrinhos pioneiros da cena underground criados por Gilbert Shelton em 1968, a animação é assinada pelas atrizes-roteiristas Andrea Savage (criadora-estrela de “I’m Sorry.”) e La La Anthony (“La La’s Full Court Life”), que, em vez de adaptar fielmente as desventuras de três chapados na San Francisco da era hippie, escreveram uma história de viagem no tempo. Na trama, depois de fumar uma cepa mágica de maconha em 1969, os três hippies são transportados 50 anos no futuro até 2021, fazendo com que sua mentalidade dos anos 1960 entre em choque com o mundo moderno. O trio protagonista é dublado por Woody Harrelson (“Zumbilândia”), responsável pela voz do descontraído Freewheelin ‘Franklin Freek, John Goodman (“The Connors”) como o crianção Fat Freddy Freekowtski e Pete Davidson (“A Arte de Ser Adulto”) como a voz do paranoico Phineas T. Phreakers. O elenco principal de dubladores ainda inclui Tiffany Haddish (“Viagem das Garotas”), Adam Devine, Blake Anderson (ambos ex-integrantes da série “Workaholics”) e o rapper ScHoolboy Q, que dá voz a uma versão animada dele mesmo. A série é disponibilizada no Brasil pela Globoplay. Veja o trailer original da atração.
Nova série animada de Sonic ganha primeiro teaser
A Netflix divulgou o primeiro teaser da série animada do Sonic. Ironicamente, a produção tem um título mais apropriado para a Amazon: “Sonic Prime”. O vídeo não revela muitos detalhes, além de uma estética similar aos videogames e a inclusão na trama dos famosos anéis do jogo. A única informação sobre a produção é que ela está a cargo das produtoras WildBrain (que trabalhou em “As Aventuras de Paddington” e “My Little Pony: O Filme”) e da Man of Action (“Ben 10” e “Mega Man: Fully Charged”). Vale lembrar que Sonic já estrelou várias séries animadas desde os anos 1990, incluindo uma versão anime (“Sonic X”). A mais recente foi “Sonic Boom”, exibida de 2014 a 2017 no Cartoon Network. Os episódios da nova atração vão estrear neste ano, mas também não há uma data específica definida.
Netflix cancela produção de série de Meghan Markle
Os recentes cortes financeiros ocasionados pela estagnação das assinaturas da Netflix atingiram várias produções animadas em desenvolvimento na plataforma. Entre elas, encontra-se “Pearl”, a série animada que marcaria a primeira criação ficcional de Meghan Markle para o streaming. Anunciada com alarde pela Netflix no ano passado, “Pearl” acompanharia as aventuras de uma menina de 12 anos, que encontra inspiração em uma variedade de mulheres influentes ao longo da história. A atração do Archewell Studios, companhia criada por Markle e seu marido, o príncipe Harry, também incluía David Furnish, marido de Elton John, entre seus produtores. Outras duas séries animadas infantis que tiveram suas produções encerradas foram “Dino Daycare”, do produtor Chris Nee (“Ada Twist”), e “Boons and Curses”, uma aventura no sul da Ásia. A Netflix também pretende reformular seu setor de animação, que parece ter sido o mais afetado pela ordem de restringir o orçamento com conteúdos originais.
“Os Caras Malvados” lidera bilheterias dos EUA pela segunda semana
A falta de grandes lançamentos contribuiu para a animação “Os Caras Malvados” manter a liderança das bilheterias dos EUA e Canadá pela segundo fim de semana consecutivo. A produção da Universal Pictures arrecadou US$ 16,1 milhões de 4.042 salas, elevando seu faturamento doméstico total para US$ 44,4 milhões após 10 dias de exibição. Vale lembrar que “Os Caras Malvados” foi lançado há mais de um mês no Brasil sem causar muito impacto. Mas é um filme simpático que conquistou 87% de aprovação entre a crítica norte-americana, segundo registrou o site Rotten Tomatoes. Em todo o mundo, sua bilheteria está em US$ 118 milhões. O 2º lugar do fim de semana na América do Norte é “Sonic 2: O Filme”, que rendeu US$ 11,3 milhões em 3.801 salas. Após quatro semanas em cartaz, a sequência de “Sonic” já soma US$ 160,9 milhões no mercado interno. Ou seja, superou oficialmente a bilheteria do seu antecessor, que fez US$ 148 milhões na véspera da pandemia. Entretanto, o fechamento dos cinemas no começo do surto de covid-19 impediu que “Sonic: O Filme” tivesse longa exposição em 2020. A bilheteria mundial da adaptação do videogame está em US$ 323 milhões, praticamente empatada com “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”. A superprodução da Warner Bros., por sinal, também repetiu o 3º lugar da semana passada, somando mais US$ 8,3 milhões em 3.962 salas. O desempenho estável apenas reforça que o longa responde pela menor bilheteria de todos os títulos baseados no universo “Harry Potter” criado pela escritora J.K. Rowling. Com US$ 79 milhões acumulados em três fins de semana, “Os Segredos de Dumbledore” ainda está longe dos US$ 100 milhões no mercado interno, mas graças ao maior interesse internacional já chegou a US$ 329 milhões mundiais. A única novidade do Top 10 deste domingo (1/5) foi o lançamento de “Memory”, enésimo filme de ação estrelado por Liam Neeson, que abriu em 8º lugar com US$ 3,1 milhões em 2.555 salas. A falta de interesse coincide com críticas muito negativas – apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. Liam Neeson vem afirmando há alguns anos que se aposentaria dos thrillers de ação. Mas segue fazendo filmes do gênero. Agora, público e crítica tomaram a iniciativa de deixar claro o fim desse ciclo em sua carreira.
As 10 melhores séries que chegam ao streaming
A relação de séries da semana inclui duas despedidas. A aclamada “Ozark” e a comédia “Grace and Frankie” encerram suas trajetórias na Netflix. E muitos não estão preparados para o final de “Ozark”, acreditem. Em compensação, não faltam estreias, com o lançamento dos primeiros episódios de várias produções. A lista desta semana favorece especialmente os fãs de terror, fantasia e tramas tensas, incluindo até uma história sangrenta para rir. Mas também há opções dramáticas entre as 10 principais séries que chegam ao streaming. Confira a seleção e os trailers. OZARK | NETFLIX A aclamada série criminal chega ao fim de forma surpreendente, mas também inevitável, para entrar na história da (smart) TV como uma das melhores produções já feitas para o streaming. Consistente do começo ao fim, “Ozark” leva a tese do efeito dominó apresentada em seu começo ao limite, concluindo a história em seus últimos sete episódios do único jeito que poderia acabar, porém sem perder de vista o fator da imprevisibilidade humana. Um show de equilíbrio narrativo. Criada por Bill Dubuque (roteirista de “O Contador”) e Mark Williams (diretor de “Um Homem de Família”), a atração conta a trajetória da família formada pelo contador Marty (Jason Bateman, de “Arrested Development”), sua mulher (Laura Linney, de “Sully: O Herói do Rio Hudson”) e seus filhos, que se mudam para a região remota do título, no interior dos Estados Unidos, após Marty se endividar com um cartel do narcotráfico mexicano. Lá, eles constroem seu próprio império criminal. E sofrem as consequências de todos seus atos. A série já venceu três Emmys, incluindo dois para Julia Garner pelo papel da trapaceira Ruth Langmore, ex-aprendiz local de Marty, que tem papel importante no desfecho violento. O outro Emmy foi para o astro Jason Bateman, mas por seu trabalho como diretor na série. Por sinal, ele assina o capítulo final. ILUMINADAS | APPLE TV+ A minissérie de suspense estrelada por Elisabeth Moss (“O Homem Invisível”) e pelo brasileiro Wagner Moura (“Narcos”) gira em torno de um serial killer capaz de viajar no tempo para assassinar “garotas brilhantes”, mulheres com potencial de grandeza, certo de sua impunidade. Voltando no tempo após cada assassinato, seus crimes são perfeitos e impossíveis de serem rastreados. Ou pelo menos é o que ele pensa, já que cada morte altera a linha temporal e uma das vítimas potenciais percebe a mudança. Moss é um dos alvos do assassino nos anos 1990, a primeira mulher que sobrevive a seu ataque e passa a reparar mudanças significativas e súbitas em seu cotidiano. E Moura interpreta um jornalista desacreditado, que decide investigar o caso, sem saber para onde o mistério o conduzirá. Baseado no livro homônimo de Lauren Beukes, a adaptação foi desenvolvida por Silka Luisa (produtora-roteirista de “Strange Angel”) e também destaca no elenco Amy Brenneman (“The Leftovers”), Phillipa Soo (“Dopesick”) e Jamie Bell (“Quarteto Fantástico”) como o serial killer. O BEBÊ | HBO MAX A divertida série de terrir é centrada em um bebê assassino, que cai literalmente do céu para transformar a inglesa Natasha (Michelle de Swarte, de “A Duquesa”) em sua mãe. E rapidamente o recém-nascido deixa claro quem manda na família, ao deixar um rastro de mortes por onde passa. Ousada e insana, “O Bebê” foi criada pelas produtoras britânicas Lucy Gaymer (de “Gangs of London”) e Sian Robins-Grace (de “Sex Education”), e também inclui em seu elenco Amira Ghazalla (“Sense8”), Amber Grappy (“Wrecked”) e Tanya Reynolds (outra de “Sex Education”). DESALMA | GLOBOPLAY Depois de surpreender em 2020, com uma trama cheia de mistérios e um clima de terror de arrepiar os fãs mais exigentes do gênero, a série brasileira volta a se aventurar palas florestas geladas do Sul do país, com uma fotografia que valoriza cenários sombrios e assustadores, para contar a história de imigrantes ucranianos assombrados por fenômenos sobrenaturais. Desde o início, a história tem como ponto central a morte de uma jovem que aconteceu há 30 anos, durante uma noite da celebração da Ivana Kupala, uma tradicional festa pagã eslava. O assassinato deixou a bruxa Haia (Cassia Kis), a mãe da vítima, planejando vingança, mas também reforçou a conexão entre as famílias envolvidas. Mas agora os segredos dessas famílias começam a ser revelados. E claro que novos mistérios e novos personagens entram na trama, como o bruxo centenário Traian Troader, interpretado por Fábio Assunção. A 2ª temporada também conta com a volta da jovem assassinada, que retorna no corpo de outra mulher (Camila Botelho) para reencontrar a mãe num momento crucial. Os roteiros são de Ana Paula Maia (“Deserto”) e a direção está a cargo de Carlos Manga Jr. (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”). UNDONE | AMAZON PRIME VIDEO A impressionante animação adulta equilibra sci-fi, drama e comédia para contar os segredos da família de Alma (interpretada por Rosa Salazar, de “Alita: Anjo de Combate”), jovem rebelde que, ao sofrer um acidente de carro, descobre um estranho poder relacionado ao tempo. Ela passa a ver seu pai falecido (Bob Odenkirk, de “Better Call Saul”), que tenta lhe explicar suas habilidades e como viajar no tempo para impedir ou descobrir a verdade sobre a morte dele. Entretanto, as visões, que mostram diferentes etapas temporais simultâneas à sua frente, só fazem ela questionar sua própria sanidade mental. Na 2ª temporada, Alma descobre que a habilidade é genética e que sua irmã Becca (Angelique Cabral, de “Life in Pieces”) também tem a mesma capacidade, mas vive em negação de seus poderes. Intuindo que sua mãe (Constance Marie, de “With Love”) corre risco, ela convence a irmã a formar uma aliança para viajar no tempo e resolver de vez todos os problemas familiares – e talvez até mundiais, ao menos em suas pretensões. A série foi criada por Raphael Bob-Waksberg e Kate Purdy, responsáveis pela sátira animada “BoJack Horseman” na Netflix, e tem seus episódios dirigidos por Hisko Hulsing, artista responsável pelas animações do documentário “Kurt Cobain: Montage of Heck” (2015). O SUBMARINO | NETFLIX A nova série turca da Netflix é um spin-off da belga “Noite Adentro”. Ambas foram criadas por Jason George, uma espécie de coringa da plataforma, que ajudou a produzir a primeira série em árabe da empresa, “Jinn”, bem como as japonesas “O Diretor Nu” e “Alice in Borderland”, as turcas “O Segredo do Templo” e “O Último Guardião”, a mexicana “Ingobernable” e até a brasileira “Sintonia”. A trama apocalíptica de “Submarino” acontece simultaneamente à 2ª temporada de “Noite Adentro”. Enquanto a atração belga acompanhava passageiros de um avião em fuga da luz do sol, após ela se tornar radioativa e mortal, a turca segue a tripulação de um submarino. Há vários elementos em comum nas duas histórias – em particular, os clichês de militares versus civis, extrapolados do clássico “Dia dos Mortos” (1985) – e situações que conectam as duas narrativas. Ao final, os sobreviventes das duas séries tem a mesma ideia de onde encontrar fonte de alimentação, já que a radiação também tornou a comida da superfície imprestável. E tanto a 2ª temporada de “Noite Adentro” quanto “Submarino” acabam no mesmo ponto. Um cliffhanger. Diante disto, a torcida é grande para a Netflix terminar esta história com pelo menos uma renovação. THE OFFER | PARAMOUNT+ A série que conta os bastidores de “O Poderoso Chefão” tem muitos momentos interessantes. Sempre festejada como um marco do cinema, um dos maiores sucessos de bilheteria de todos os tempos e um consenso da crítica, a produção vencedora de três Oscars passou, de fato, por um desenvolvimento turbulento, com bastidores perigosamente conturbados, especialmente em sua relação com a máfia real. Mas o que daria um bom longa-metragem de cinema se perde um pouco no formato de minissérie, com excesso de tramas paralelas sobre o showbusiness de 1970, que acabam deixando de lado o ponto central, a história do filme que “quase não foi feito”. A trama é baseada nas experiências de Al Ruddy, o produtor do clássico de 1972, que foram transformadas em série por Michael Tolkin (roteirista do cult “O Jogador” e da recente minissérie premiada “Escape from Dannemora”), em parceria com Leslie Greif (criador de “Chuck Norris: O Homem da Lei”). A equipe criativa ainda soma a direção de Dexter Fletcher, que assinou “Rocketman” (2019) e finalizou “Bohemian Rhapsody” (2018). Já o elenco grandioso destaca Miles Teller (“Whiplash”) no papel de Al Ruddy, Juno Temple (“Ted Lasso”) como sua secretária Bettye McCart, Colin Hanks (“Fargo”) como o executivo Barry Lapidus, Matthew Goode (“Watchmen”) como o lendário produtor Robert Evans, Giovanni Ribisi (“Sneaky Pete”) como o mafioso real Joe Colombo, Justin Chambers (“Grey’s Anatomy”) na pele do astro Marlon Brando e Dan Fogler (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”) vivendo o cineasta Francis Ford Coppola, entre muitos outros atores. LEONARDO DA VINCI | GLOBOPLAY Coprodução internacional rodada na Itália, a minissérie conta, com muitas liberdades artísticas, a vida de Leonardo Da Vinci. Sem os exageros da aventura épica – e fantasiosa – “Da Vinci’s Demons” (2013–2015), a trama explora a extraordinária vida do artista florentino por meio das obras que o tornaram famoso, focando as histórias por trás dessas obras para revelar o tormento interior de um homem obcecado em alcançar a perfeição. Criada por Frank Spotnitz, responsável por “O Homem do Castelo Alto”, em parceria com Steve Thompson, criador de “Vienna Blood”, a atração traz o irlandês Aidan Turner (da trilogia “O Hobbit”) no papel principal e um elenco repleto de estrelas europeias, como os ingleses Freddie Highmore (“The Good Doctor”) e James D’Arcy (“Agent Carter”), a italiana Matilda De Angelis (“The Undoing”) e o espanhol Carlos Cuevas (“Nosso Verão”). AS 7 VIDAS DE LEA | NETFLIX Combinação viciante de fantasia juvenil e suspense criminal, a série francesa acompanha a Lea do título, uma adolescente de 17 anos, que numa noitada descobre sem querer a ossada de um antigo cadáver. A partir daí, ela se vê transportada para uma sequência de viagens no tempo. Sempre que vai dormir, desperta nos anos 1990, cada vez num corpo diferente, aparentemente para resolver o mistério da morte daquele esqueleto. O detalhe é que o defunto tinha sua idade quando morreu e fazia parte de uma banda de rock que incluía sua própria mãe. Não só isso. Numa das primeiras trocas de corpo, Lea acorda justamente como sua progenitora, no começo do namoro com seu pai. Fazendo de tudo para evitar situações que a traumatizariam para sempre, ela passa a investigar o que aconteceu na era grunge que levou à morte do antigo amigo de seus pais, do qual eles nunca falam. Ao mesmo tempo, ainda descobre que seus pais supostamente caretas foram muito mais rebeldes que ela. Criada pela roteirista Charlotte Sanson (“Como Virei Super-Herói”), a série marca a estreia de Raïka Hazanavicius como atriz. A intérprete de Lea é sobrinha de ninguém menos que o cineasta Michel Hazanavicius, vencedor do Oscar por “O Artista” (2011). GRACE AND FRANKIE | NETFLIX A série original mais longa do catálogo da Netflix (com 94 episódios) chega o fim nesta sexta (29/4), com o lançamento dos 12 capítulos remanescentes de sua 7ª temporada – após uma pequena leva de capítulos ficarem disponíveis em agosto do ano passado, para compensar a interrupção dos trabalhos pela pandemia. Criada por Marta Kauffman (“Friends”) e Howard J. Morris (“Home Improvement”), Grace e Frankie são Jane Fonda e Lily Tomlin (ambas de “Como Eliminar seu Chefe”), duas mulheres que nunca se deram bem, mas que acabam tendo que conviver quando seus maridos se apaixonam entre si e se divorciam delas. Após se descobrirem na mesma situação, tornam-se cada vez mais próximas, forjando uma amizade de sete temporadas, desde 2015. O elenco inclui Martin Sheen (série “Anger Management”) como o ex-marido de Fonda, Sam Waterston (série “The Newsroom”) como o ex-marido de Tomlin, além de Brooklyn Decker (série “Friends with Better Lives”), Ethan Embry (série “Once Upon a Time”), June Diane Raphael (“Não Vai Dar”), Baron Vaughn (“Corporate”) e Peter Gallagher (série “Covert Affairs”).
Os 10 melhores filmes que estreiam em casa
O premiado “Licorice Pizza” e a aventura de ação “Uncharted” são as principais estreias digitais, mas a seleção dos lançamentos também inclui dramas adolescentes em várias línguas – inclusive em português – , filmes europeus consagrados, um anime deslumbrante e um documentário para fãs do Britpop dos anos 1990. Confira abaixo as 10 sugestões de títulos que chegam ao VOD e às plataformas de assinatura nesta semana, com seus respectivos trailers. LICORICE PIZZA | VOD* Indicado a três Oscars, inclusive de Melhor Filme, e vencedor de 58 prêmios internacionais, o novo longa de Paul Thomas Anderson (“O Mestre” e “Trama Fantasma”) gira em torno do crush de um adolescente extremamente bem resolvido por uma mulher mais velha nos anos 1970. Tentando capitalizar sua incipiente carreira de ator, o jovem consegue manter a mulher por perto ao convencê-la a embarcar com ele em empreendimentos mirabolantes, levando-a a conhecê-lo melhor. Este romance entre um casal desencontrado poderia render polêmica, mas acaba se mostrando fofo na tela, justamente por tudo o que tem de equivocado, e acabou cativando a crítica americana, que o aclamou com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. A produção marca a estreia da cantora Alana Haim (do grupo musical Haim), de 30 anos, em seu primeiro papel no cinema. O diretor é muito amigo das irmãs Haim e já dirigiu nada menos que 9 clipes do trio musical (por sinal, Danielle e Heste Haim também aparecem no filme como irmãs da protagonista). Seu parceiro em cena também é estreante: Cooper Hoffman, filho do falecido ator Philip Seymour Hoffman, que fez o filme com 18 anos. O pai do jovem estrelou cinco longas de Anderson. Em contraste com o casal de iniciantes, o elenco de apoio é uma constelação de estrelas, incluindo Bradley Cooper (“Nasce uma Estrela”), Sean Penn (“O Gênio e o Louco”), Maya Rudolph (“O Halloween do Hubbie”), Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”), John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”), Emma Dumont (“The Gifted”), Skyler Gisondo (“Santa Clarita Diet”), Benny Safdie (“Bom Comportamento”), Mary Elizabeth Ellis (“Lodge 49”) e o cantor Tom Waits (“Os Mortos Não Morrem”). UNCHARTED – FORA DO MAPA | NOW, VIVO PLAY, VOD* Baseado num game de sucesso, “Uncharted” traz Tom Holland como Nathan Drake, que nos jogos da Naughty Dog é um arqueólogo aventureiro. Só que este Indiana Jones digital é completamente diferente no filme, porque o ator não tem a idade nem a aparência física do papel. Para contornar esse “detalhe”, a trama é apresentada como uma história de origem – nunca vista nos games – , em que Drake ainda é um jovem diletante e tem seu primeiro encontro com um caçador de tesouros que irá se tornar seu mentor na busca por uma fortuna perdida. Mark Wahlberg (“O Grande Herói”) vive o segundo protagonista, após ser cotado para viver Drake numa versão anterior do projeto – em desenvolvimento há mais de uma década. O elenco também inclui Antonio Banderas (“Dor e Glória”), Sophia Ali (“Grey’s Anatomy”) e Tati Gabrielle (“O Mundo Sombrio de Sabrina”). Lançado logo após Holland encabeçar o fenômeno de “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, “Uncharted” sofreu o peso de muita expectativa. Sua missão era simplesmente lançar uma nova franquia para a Sony. Mas apesar do entusiasmo dos executivos do estúdio e da bilheteria de estreia, teve sucesso apenas modesto nos cinemas, praticamente se pagando. E foi considerado medíocre pela crítica, com apenas 40% de aprovação no Rotten Tomatoes, mantendo a baixa média dos filmes dirigidos por Ruben Fleischer (o diretor dos 30% de “Venom”). Mesmo assim, fãs de aventuras mirabolantes à la “Piratas do Caribe” podem se satisfazer ao matar a saudade de uma produção repleta de ação, efeitos, piadinhas e buracos narrativos. MEU NOME É BAGDÁ | STAR+ Premiado no Festival de Berlim, o filme de Caru Alves de Sousa (“De Menor”) gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Como a única menina a frequentar a pista de skate do bairro, ela sofre assédio e preconceito, inclusive da polícia. Mas, com sua atitude, abre caminho para outras. Aos poucos, ela conhece mais meninas skatistas, se aproxima de Vanessa (Nick Batista) e estreita novos laços de amizade. A trama é livremente inspirada no livro “Bagdá — O Skatista”, de Toni Brandão, lançado em 2009, mas centrado na figura de um menino. A versão cinematográfica mudou de ponto de vista da trama para incorporar questionamentos de gênero e a opção tem grande importância no desenvolvimento do longa, um dos melhores dramas adolescentes brasileiros recentes. APENAS NÓS | NOW, VIVO PLAY, VOD* O longa de estreia do cineasta inglês Tom Beard é um elogiadíssimo drama familiar, que narra as dificuldades de uma adolescente para lidar com as complexidades de sua família disfuncional e perturbada. Durante a estadia em uma cidade litorânea, a jovem protagonista passa a ter que cuidar da mãe, que está doente, e de seu desobediente irmão mais novo, além de conviver com novos vizinhos com comportamentos que não consegue processar. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme impressiona pela qualidade realista das interpretações, não apenas de seus atores famosos, mas de suas crianças. Na verdade, já era um sinal do que aguardava sua atriz principal. A produção é de 2018 e destacava uma inspiradíssima Emilia Jones, então com 16 anos, que agora é mundialmente conhecida por comover o mundo em “No Ritmo do Coração”, filme vencedor do Oscar 2022. O resto do elenco inclui Samantha Morton (“The Walking Dead”), Billie Piper (“Penny Dreadful”), Daniel Mays (“Belas Maldições”) e as crianças Badger Skelton (“O Último Ônibus do Mundo”) e Bella Ramsey (“Game of Thrones”). LOLA E O MAR | FILMICCA Indicado ao César (o Oscar francês) de 2020, o drama belga conta a história de Lola, uma adolescente trans que conta com o apoio de sua mãe para fazer a transição e mudar de vida. Só que a mãe morre repentinamente, o que leva Lola a bater de frente com seu pai distante e homofóbico, embarcando com ele numa jornada rumo ao mar para cumprir o último desejo da pessoa mais querida de sua vida. A estreante Mya Bollaers, que interpreta Lola, é um grande achado do diretor Laurent Micheli e sua performance valoriza muito a produção. ESPÍRITO INDOMÁVEL | NOW, VIVO PLAY, VOD* O drama juvenil de esportes acompanha a vida do indígena canadense Saul Indian Horse, da infância à maturidade, enquanto ele sobrevive ao internato e ao racismo dos anos 1970 para se tornar um talentoso jogador de hóquei. Mas para alcançar seus sonhos, o jovem precisa encontrar seu próprio caminho, superando obstáculos ao lutar contra estereótipos e o alcoolismo. A adaptação do romance de Richard Wagamese (1955–2017) tem direção de Stephen S. Campanelli, que em sua carreira oscilante já comandou até trash de Nicolas Cage (“A Ilha”), mas consagrou-se com esta produção, vencedora de 10 troféus no circuito de festivais e premiações canadenses – a maioria em votação do público. LUZIFER | MUBI O cineasta austríaco Peter Brunner é obcecado por personagens torturados por condições especiais, sejam doenças ou obsessões patológicas. Sua nova vítima é Johannes, um homem com o coração de riança, que vive isolado numa cabana alpina com sua mãe. Sua vida diária é regida por orações e rituais. Mas, de repente, a modernidade se intromete em seu mundo de natureza e adoração divina, quando um projeto turístico ameaça envenenar seu paraíso e despertar o diabo. O grande destaque desta fábula moderna sobre a inocência perdida é o ator Franz Rogowski (“Undine”), numa performance que equilibra o encantamento infantil com a raiva extrema. Ele foi premiado como Melhor Ator no Festival de Sitges do ano passado – o festival espanhol é um dos principais eventos mundiais do cinema fantástico. IN THE AISLES | MUBI A plataforma MUBI está realizando um ciclo dedicado ao ator Franz Rogowski, que também inclui o último longa-metragem do alemão Thomas Stuber – lançado há quatro anos. Exibido nos cinemas brasileiros com o título traduzido para “Nos Corredores”, o filme traz Rogowski como um homem recluso que começa a trabalhar como estoquista no turno da noite em um supermercado. Ele logo se vê cativado por sua misteriosa colega de trabalho (Sandra Hüller, de “Toni Erdmann”), encontrando nesta atração uma forma de amenizar a opressão do ambiente, repleto de corredores longos e imponentes com empilhadeiras giratórias, que simbolizam a monotonia do trabalhado de baixa renda. Só que a mulher possui segredos desconhecidos e resolve sair subitamente de licença, deixando o novo funcionário sozinho com seus demônios noturnos. O filme venceu 12 prêmios em importantes festivais europeus, como Berlim, Atenas, Valladolid e Nápoles, além de render o Lola (o Oscar alemão) para Rugowski. BUBBLE | NETFLIX Com um visual de tirar o fôlego, “Bubble” reúne em sua equipe alguns dos maiores nomes do anime atual. A direção é de Tetsurô Araki, responsável por “Ataque aos Titãs”, o roteiro foi escrito por Gen Urobuchi, criador de “Psycho-Pass” e da trilogia animada de “Godzilla” na Netflix, e o responsável pelo design dos personagens é ninguém menos que Takeshi Obata, o autor de “Death Note”. A produção não é baseada em nenhum mangá existente, mas se inspira da fábula de “A Pequena Sereia”, transformada num conto sci-fi pós-apocalíptico. Era uma vez um futuro em que uma chuva de bolhas (bubbles) sugou toda a gravidade de Tóquio, deixando o local proibido, abandonado e sem moradores. Mas não totalmente desabitado. Por conta de suas particularidades, a cidade vira um refúgio de jovens órfãos praticantes de parkour, que desafiam as restrições após perderem os pais na inversão gravitacional. Após um salto arriscado, um dos meninos acaba caindo no mar, à margem da capital japonesa, apenas para ser salvo por uma garota com poderes especiais, que parece surgir de suas próprias bolhas de respiração na água, e esse encontro acaba impactando a vida de todos. OASIS KNEBWORTH 1996 | VOD* O documentário celebra os shows mais famosos da banda Oasis, que ocorreram no Knebworth Park, na Inglaterra, em 10 e 11 de agosto de 1996. As apresentações reuniram mais de 250 mil fãs e são considerados os maiores concertos já realizados no Reino Unido em todos os tempos. Organizados logo após o lançamento do disco “(What’s the Story) Morning Glory?”, que tinha hits como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”, os shows esgotaram rapidamente, com 2,5 milhões de pessoas candidatando-se a comprar os ingressos – também a maior procura por um espetáculo na história da cultura britânica. Na época, não havia banda mais popular na Inglaterra. Nem mais arrogante. E o sucesso sem precedentes acabou alimentando egos que já eram grandes antes mesmo da fama. As brigas dos irmãos Liam e Noel Gallgher pelo controle do grupo levaram à mudanças de integrantes e trocas de farpas públicas, mas o Oasis persistiu até 2009. A celebração do auge do Britpop tem direção de Jake Scott (do cult “Corações Perdidos”) e foi lançada nos cinemas no ano passado para comemorar os 25 anos das apresentações. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Looke, Microsoft Store, Amazon e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Marcos Mion dubla herói no novo trailer de “Lightyear”
A Pixar divulgou a versão dublada em português do novo trailer de “Lightyear”, que traz Marcos Mion como a voz brasileira do personagem da franquia “Toy Story”. A prévia explica a premissa do filme, mostrando o famoso astronauta catapultado para o futuro e enfrentando pela primeira vez o vilão Zurg. A esta altura, fãs de “Toy Story” já perceberam que a nova produção é muito distinta do desenho original. Na trama, Buzz (agora provavelmente rebatizado como Buzzola) não é um boneco, mas um astronauta de verdade, que embarca numa aventura sci-fi legítima ao “infinito e além”. O tom tampouco é infantil – como se pode perceber, inclusive, por uma das piadas de conotação sexual da prévia. O herói também mudou seu design e até sua voz americana. Dublador oficial de Buzz Lightyear em “Toy Story”, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). No Brasil, Mion está igualmente substituindo Guilherme Briggs, o dublador do personagem na franquia dos bonecos. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story” – assinou dois curtas da franquia e animou “Toy Story 3”. A estreia está marcada para 16 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Compare abaixo as dublagens em português e inglês do novo trailer.











