Confirmado: Nicolas Cage vai viver Superman no cinema
Nicolas Cage vai finalmente realizar seu sonho de viver Superman no cinema. Ele chegou perto disso há 20 anos, quando até posou com o uniforme do herói para fotos promocionais de “Superman Lives” (veja acima), projeto abortado na última hora pela Warner. Agora, o jornal USA Today apurou que ator terá nova chance de interpretar o herói numa nova produção. E, desta vez, não precisará pagar o mico de vestir uniforme colante para divulgação. É que ele será Superman… como dublador. Nicolas Cage será a voz original de Superman no longa animado “Os Jovens Titãs em Ação! nos Cinemas” A escalação é uma sacada de gênio dos produtores, que tornaram o filme ainda mais atraente para os fãs do universo DC. Afinal, “Superman Lives” é ainda mais lendário que a “versão do diretor” de “Liga da Justiça”. Desenvolvido pelo cineasta Tim Burton, após dois filmes bem-sucedidos de “Batman”, e roteirizado por Kevin Smith, o projeto de 1998 foi cancelado após a Warner já ter gastado uma fortuna em pré-produção. A história dos bastidores rendeu até documentário, “The Death of ‘Superman Lives’: What Happened?”, lançado há três anos. Além de Nicolas Cage, a Warner Animation também revelou que a cantora Halsey dublará Mulher-Maravilha e o rapper Lil Yachty será a voz do Lanterna Verde. “Todo super-herói no Universo DC tem um impacto nos fãs, então sentimos uma grande responsabilidade em encontrar uma voz para cada personagem que não só servisse para o papel, mas para o tom brincalhão dos Jovens Titãs, e estamos entusiasmados com o nosso elenco”, diz o produtor executivo Sam Register para o USA Today. Veja abaixo uma imagem do trio da Liga da Justiça animada, na versão dos Jovens Titãs. O filme leva para a tela grande o desenho do Cartoon Network, inspirado no grupo de heróis adolescentes da DC Comics. O tom é de comédia infantil como a produção televisiva, com direito às indefectíveis piadas de peido que as crianças adoram – e que a maioria dos lançamentos infantis incorpora. A versão em inglês também conta com Khary Payton (o Ezekiel da série “The Walking Dead”) como Ciborgue, além das vozes de Kristen Bell (série “The Good Place”) e Will Arnett (“Arrested Development”). Infelizmente, o filme não deve ser lançado com a dublagem original e legendas no Brasil. “Os Jovens Titãs em Ação! nos Cinemas” foi escrito e dirigido por Aaron Horvath, criador da série dos Jovens Titãs, e estreia em 26 de julho no país, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Amazon encomenda série animada do criador de BoJack Horseman
A Amazon encomendou sua primeira animação adulta. Intitulada “Undone”, a atração foi criada pela dupla Raphael Bob-Waksberg e Kate Purdy, respectivamente criador e roteirista de “BoJack Horseman”, da concorrente Netflix. Segundo a sinopse, a série vai tratar da “natureza elástica da realidade”. A trama acompanha Alma, uma mulher que, após um acidente de carro, descobre uma nova relação com o tempo. Com esta habilidade, ela decide descobrir a verdade sobre a morte do seu pai. A personagem será dublada pela atriz Rosa Salazar (“Maze Runner: A Cura Mortal”) e o elenco da animação contará ainda com Angelique Cabral (série “Life in Pieces”), que dará voz à irmã mais nova da protagonista. O design da produção será supervisionado por Hisko Hulsing, artista responsável pelas animações no documentário “Kurt Cobain: Montage of Heck”. “Undone” tem previsão de estreia apenas para 2019.
O Poderoso Chefinho vira série animada e já tem trailer para a estreia em abril
“O Poderoso Chefinho”, animação da DreamWorks que concorreu ao Oscar 2018, vai ganhar uma série animada na Netflix. O anúncio já veio acompanhado de comercial. Os dubladores em inglês não são os mesmos – Alec Baldwin fazia a voz do bebê no longa – , mas isso não deve fazer diferença para o público brasileiro, que deve assistir a série dublada em português, como aconteceu com o filme no cinema. Com título de “The Boss Baby: Back in Business” em inglês, a série animada terá 13 episódios, com estreia marcada para 6 de abril. Seguindo o costuma de transformar todos os seus longas em séries animadas – e depois cancelar as franquias por falta de interesse nas continuações de cinema – , a DreamWorks também vai lançar desenhos derivados dos recentes “Trolls” e “As Aventuras do Capitão Cueca” na Netflix.
Encontro de Supernatural e Scooby-Doo ganha primeiro trailer divertido
A rede CW divulgou o trailer do episódio de “Supernatural” com participação de Scooby-Doo e sua turma animada. A prévia do crossover insano mostra Sam e Dean virando animações da TV (dubladas por seus intérpretes, os atores Jared Padalecki e Jensen Ackles). A cena mais divertida acontece logo após o encontro da dupla com a turma de Scooby, quando Dean pede preferência para dar em cima de Daphne. Como a Warner, que produz a série, também é dona dos direitos de “Scooby-Doo”, não houve grande burocracia para os produtores realizarem o projeto, que junta os caçadores de monstros da família Winchester com Salsicha, Fred, Velma, Daphne e seu cachorro falante na resolução de um mistério… sobrenatural. Esta será a primeira vez que Sam e Dean contracenarão com personagens estabelecidos de outra produção, mas “Supernatural” já teve um episódio em que a dupla viveu situações de outras séries. Exibido em 2009, “Changing Channels” mostrou Sam e Dean enfeitiçados e a viver paródias de sucessos televisivos – de “Grey’s Anatomy” a “CSI”. A série também costuma referenciar, de forma oblíqua e metalinguista, os trabalhos de seu elenco em outras atrações, como o bastão de Negan em “The Walking Dead” e a relação de Padalecki com a série “Gilmore Girls”. Além do vídeo abaixo, a revista Entertainment Weekly adiantou três imagens da produção, que revelam participação de uma versão animada do anjo Castiel, vivido por Misha Collins. Intitulado “ScoobyNatural”, o episódio animado da 13ª temporada vai ao ar em 29 de março nos Estados Unidos. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Trailer legendado do Grinch revela novo malvado favorito
A Universal divulgou um novo pôster e o primeiro trailer legendado do desenho do “Grinch”. A prévia tem uma abordagem de “malvado favorito”. Assim, em vez de apresentar a trama clássica de ódio ao Natal, o vídeo explora o mau humor e maldades cotidianas do personagem-título. Uma das curiosidades é o uso da música “Happy”, chiclete de Pharrell Williams. O reforço positivo da trilha de “Meu Malvado Favorito 2” (2013) ressurge como um incômodo insuportável na vida do Grinch. Os paralelos ainda incluem um cachorro agindo como se fosse um minion. Ao mesmo tempo, as cenas destacadas subaproveitam seu dublador famoso. Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) não tem diálogos, apenas faz grunhidos na pele esverdeada da criatura criada por Dr. Seuss. Vale lembrar que o famoso personagem infantil também já foi dublado pelo ícone do terror Boris Karloff (“Frankenstein”) na animação “Como o Grinch Roubou o Natal” (1966) e, mais recentemente, vivido por Jim Carrey no longa com atores reais “O Grinch” (2000). A nova versão foi escrita, claro, pela dupla de “Meu Malvado Favorito”, Ken Daurio e Cinco Paul, em sua terceira adaptação de personagens de Dr. Seuss – após as animações “O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida” (2012) e “Horton e o Mundo Dos Quem!” (2008). Já a direção foi compartilhada por um quarteto, Yarrow Cheney (“Pets: A Vida Secreta dos Bichos”), Scott Mosier (criador da série animada “Clerks”, baseada em “O Balconista”), Peter Candeland (animador da série “Aladdin”) e Matthew O’Callaghan (“George, o Curioso”). A estreia está marcada para 8 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Versão com atores de Mulan sofre adiamento de quase dois anos
A versão com atores de “Mulan” teve sua estreia adiada em quase dois anos. Originalmente prevista para chegar nos cinemas em novembro, a produção foi atrasada para 27 de março de 2020. O anúncio do estúdio não foi acompanhado por explicações sobre a decisão. O filme será estrelado pela chinesa Liu Yifei, também conhecida como Crystal Liu, selecionada após uma busca mundial que durou um ano. Para chegar na escolhida, a Disney despachou diretores de elenco para cinco continentes e considerou cerca de mil candidatas para o papel, que exige habilidades de artes marciais, capacidade de falar em inglês e carisma de estrela. E deu preferência à atrizes de descendência chinesa, em busca de precisão cultural. Ao final, elegeu aquela que o público chinês já chamava de “irmã fada”, por seu olhar e imagem que transmitem inocência. Longe de ser uma “descoberta”, Liu é uma das atrizes mais populares de sua geração na China, inclusive com passagens anteriores por Hollywood. Ela atuou em inglês na fantasia de artes marciais “O Reino Proibido” (2008), ao lado de Jackie Chan e Jet Li, e na aventura medieval “O Imperador” (2014), com Nicolas Cage. Recentemente, ela contracenou com Emile Hirsch em “The Chinese Widow”, filme do dinamarquês Bille August (“Trem Noturno para Lisboa”) que abriu o Festival Internacional de Cinema de Xangai em junho. E estava escalada para estrelar a sci-fi de desastre “Imersion”, de Peter Segal (“Tratamento de Choque”), ao lado de Samuel L. Jackson. Sua fama e beleza também a transformaram em embaixatriz chinesa de grifes como Dior, Tissot, Garnier e Pantene. A escolha da atriz reforça que, ao contrário de “A Bela e a Fera”, a versão com atores de “Mulan” não será um musical, mas um filme de ação. Foi a própria diretora, Niki Caro, quem tinha apontado esse rumo. “Pelo que entendo, não temos canções até agora, para horror dos meus filhos”, ela comentou, em entrevista ao site Moviefone. A diretora neo-zelandesa, que chamou atenção em 2002 à frente de uma história com tom de fábula e heroína adolescente, “Encantadora de Baleias”, será a primeira mulher a dirigir uma versão “live action” do estúdio, após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016) e “A Bela e a Fera” (2017) terem sido comandadas por homens. A fábula de “Mulan” conta a história de uma guerreira chinesa que resolve se fingir de homem para ir à guerra no lugar do pai, um senhor de idade doente que provavelmente morreria em batalha, mas que precisa ir por ser o único homem da família. A versão animada dos anos 1990 chamou muita atenção por seu pioneirismo, ao mostrar a primeira Princesa da Disney realmente independente, que dispensava ajuda do Príncipe Encantado para vencer seus desafios. Niki Caro realizou recentemente a série infantil “Anne”, disponível no Brasil pela Netflix. Sua relação com a Disney vem desde o drama esportivo “McFarland dos EUA”, que fez sucesso no mercado americano em 2015.
Animação japonesa Batman Ninja ganha novo trailer
A Warner divulgou e um novo trailer de “Batman Ninja”, um anime de Batman passado no japão feudal. A produção transforma o Cavaleiro das Trevas num guerreiro samurai em luta de espadas contra o Coringa, graças a uma viagem no tempo que ainda inclui Asa Noturna, Robin, Robin Vermelho, Arlequina, Alfred e Mulher-Gato. O visual é completamente diferente de todos os outros longas animadas da DC, graças ao design dos personagens, concebido pelo desenhista de mangás Takashi Okazaki, o criador do “Afro Samurai”. O roteiro é de Kazuki Nakashima (do anime “Ashura – A Rainha dos Demônios” e da série “Kill La Kill”), e a direção é de um expert em videogames, Junpei Mizusaki (“Rockman X7” e “Rockman X8”), “Batman Ninja” será lançado em VOD em 24 de abril, e em Blu-ray em 8 de maio nos Estados Unidos. Confira a capa abaixo.
Trailer da continuação de Detona Ralph mostra como o protagonista vai parar na internet
A Disney divulgou o primeiro trailer dublado em português da continuação de “Detona Ralph”, que mostra como Ralph e Vanellope saem de seu mundo de games antigos e entram na internet, graças ao wi-fi. E essa tecnologia rende uma curiosidade nacional. Aparentemente, o estúdio mudou o título do filme para o Brasil, baseando-se no detalhe do wi-fi. O primeiro material nacional do filme trazia o título “Detona Ralph 2: Ralph Quebra a Internet”, repetindo duas vezes o nome do protagonista, o que tornava o título maior do que o necessário. Entretanto, o trailer revela outro nome: “WiFi Ralph”. Mais curto, inverte a (i)lógica da titulagem nacional, que costuma batizar lançamentos nacionais com títulos duas, três até quatro vezes maiores que os originais – “Little Fockers” (2010) virou “Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família”, por exemplo. O detalhe é que o Brasil não é o único país do mundo a reparar em como o título em inglês da continuação é longo e repetitivo. Ele continua chamado “Ralph Breaks the Internet: Wreck-It Ralph 2” nos Estados Unidos, mas também virou “WiFi Ralph” em espanhol e “Ralph 2.0”, de forma mais simples e efetiva, para o mercado francês. Novamente dirigido por Rich Moore, agora em parceria com o roteirista Phil Johnston, a sequência de “Detona Ralph” tem estreia marcada para novembro nos Estados Unidos e apenas em janeiro de 2019 no Brasil. Veja abaixo a versão dublada em português e a original, com as vozes de John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) e Sarah Silverman (“A Guerra dos Sexos”), respectivamente como Ralph e Vanellope.
Disney anuncia série animada do Rocketeer que não aproveita nada dos quadrinhos
A Disney vai transformar os quadrinhos de “The Rocketeer” numa série animada. O detalhe é que a série não terá nada a ver com os quadrinhos. Serão personagens diferentes, bem mais jovens e de outra época, e sem as inúmeras referências às pin-ups dos anos 1950 que inspiraram sua criação, uma vez que seu público alvo serão crianças em idade pré-escolar. Ironicamente, em seu comunicado o estúdio elogia o material original, que não vai aproveitar. “A vasta narrativa encontrada nos quadrinhos originais oferece a oportunidade perfeita para criar uma nova e emocionante série de aventuras contada a partir de uma perspectiva de super-herói jovem que toda a família pode desfrutar juntos”, diz o texto assinado por Joe D’Ambrosia, vice-presidente de programação do canal pago Disney Junior. A série vai girar em torno de uma adolescente moderna chamada Kit, que recebe um pacote com o famoso uniforme do herói de aniversário, junto com um bilhete afirmando que ela é a herdeira do lendário Rocketeer. Armada com seu jet-pack e identidade secreta, Kit acredita estar pronta para voar e salvar o dia com seu melhor amigo, Tesh, e o tio mecânico Ambrose, que se juntam a ela em “aventuras épicas”. Cada episódio de “The Rocketeer” contará com duas histórias diferentes de 11 minutos e uma música original. A responsável pela produção é Nicole Dubuc (“Transformers: Rescue Bots”) e a animação será criada pelo estúdio Wild Canary. Já o verdadeiro Rocketeer não tem nada a ver a descrição dessa série. O personagem foi criado em 1982 por Dave Stevens como homenagem aos seriados de aventura dos anos 1930 e 40. Na trama, Cliff Secord era um piloto ousado que descobre um misterioso jet-pack em 1938 que lhe permite voar. Além do visual baseado no seriado “O Homem Foguete (1949), os quadrinhos também conquistaram muitos fãs por conta da namorada do protagonista, Betty, baseada na famosa pin-up Betty Page. “Roketeer” também já virou filme. Em 1991, rendeu uma aventura estrelada por Billy Campbell (série “The Killing”) e Jennifer Connelly (que dez anos depois venceu o Oscar por “Uma Mente Brilhante”). A adaptação foi dirigida por Joe Johnston, que revisitaria a estética do período em outra famosa adaptação de quadrinhos, “Capitão América: O Primeiro Vingador” (2011).
Pôster da continuação de Detona Ralph revela quem quebrou a internet
A Disney divulgou um pôster da continuação de “Detona Ralph” (2012), que no Brasil vai se chamar “Detona Ralph 2: Ralph Quebra a Internet” – assim mesmo, repetindo duas vezes o nome Ralph para tornar o título maior do que o necessário. A arte brinca com a premissa, colocando num campo de pesquisa a pergunta “Quem quebrou a internet?”, trazendo logo abaixo uma seta de mouse apontando o envergonhado Ralph. A trama ainda não foi totalmente explicada, além do fato de que, se no primeiro filme Ralph (voz original de John C. Reilly) interagia com personagens de videogames clássicos, desta vez ele e sua amiguinha Vanellope (Sarah Silverman) vão viver aventuras na internet – graças à descoberta de um roteador de wi-fi. A ideia da continuação também é uma grande oportunidade de sinergia comercial para a Disney. Agora, em vez de promover videogames clássicos de outras companhias, a trama vai servir para evidenciar franquias do próprio estúdio. Além disso, deverá juntar pela primeira vez personagens da Disney, Pixar, Marvel e Lucasfilm num mesmo filme. Uma cena revelada na D23, a convenção anual da Disney, mostrou que Vanellope encontrará 10 princesas encantadas num site chamado OhMyDisney.com, que é uma Disneylândia virtual. O detalhe, para os fãs americanos, é que as princesas serão dubladas por suas intérpretes originais nos desenhos da empresa: Jodi Benson (Ariel), Paige O’Hara (Bela), Linda Larkin (Jasmine), Irene Bedard (Pocahontas), Anika Noni Rose (Tiana), Mandy Moore (Rapunzel), Kelly Macdonald (Merida), Auli’i Cravalho (Moana), Kristen Bell (Anna) e Idina Menzel (Elsa). Vale lembrar que a animação “Valente” (2012), que traz Merida, é uma produção da Pixar. Os produtores também confirmaram a participação de Stan Lee, dublando a si mesmo, e Taraji P. Henson (série “Empire”) como uma nova personagem chamada Yesss, que é um algorítimo. O resto das novidades continua mantido em segredo. Novamente dirigido por Rich Moore, agora em parceria com o roteirista Phil Johnston, a sequência de “Detona Ralph” tem estreia marcada para novembro nos Estados Unidos e apenas em janeiro de 2019 no Brasil.
Disney planeja nova série dos Muppets para seu serviço de streaming
A nova plataforma de streaming da Disney vai lançar um reboot da franquia infantil dos Muppets. Segundo o site The Hollywood Reporter, o serviço vai priorizar marcas conhecidas da livraria de título da Disney e dos principais estúdios que adquiriu neste século. E além das séries inéditas já anunciadas de “Star Wars”, “High School Musical”, “Monstros S.A.” e heróis da Marvel, o pacote incluirá os fantoches do Muppets Studio. A Disney adquiriu The Muppets Studio em 2004 e, após lançar dois filmes, tentou emplacar Kermit, Miss Piggy e cia. numa série de comédia da rede ABC, que, infelizmente, não acertou o tom e foi cancelada após uma temporada em 2016. O projeto busca atualmente um roteirista para iniciar a produção. A expectativa é que a série seja lançada junto do serviço, que ainda não tem data definida para ser disponibilizado ao público. A expectativa é que isso aconteça em 2019, quando se encerra o contrato da Disney com a Netflix, além de ser o tempo idealizado para a aprovação da compra da Fox pelos órgãos reguladores do governo dos Estados Unidos.
Remake de O Rei Leão só usará quatro músicas do filme original
O lendário compositor Tim Rice, que trabalha na trilha sonora do remake digital da animação “O Rei Leão”, revelou que apenas quatro músicas da trilha sonora original serão incluídas na nova versão. Em entrevista ao jornal britânico The Sun, Ricee adiantou que as músicas “Can You Feel The Love Tonight?”, “Hakuna Matata”, “I Just Can’t Wait To Be King” e “Circle of Life” estão confirmadas e que ele não vê a hora de trabalhar com Elton John e Beyoncé numa nova canção, que enncerrá o filme. Isto significa que a música-solo do vilão Scar, “Be Prepared”, não será incluída no novo filme, assim como a animada “Morning Report”. Ao contrário das refilmagens anteriores dos desenhos animados da Disney, “O Rei Leão” não será uma versão “live action”. Trata-se mesmo de outra versão animada, mas com imagens mais realistas. Todos os personagens serão criações digitais, que ganharão as vozes de atores famosos, como já aconteceu com os animais de “Mogli, o Menino Lobo”. A diferença é que, em Mogli, havia uma criança como protagonista, que contracenava com os efeitos visuais. Em “Rei Leão” estarão em cena apenas os “efeitos visuais”. De forma interessante, já que a trama se passa na África, todos os dubladores dos leões da trama são atores negros. Donald Glover (série “Atlanta”) dublará Simba, James Earl Jones (“O Campo dos Sonhos”) voltará a dublar Mufasa, o pai de Samba, como no desenho clássico de 24 anos atrás, Alfre Woodard (série “Luke Cage”) dará voz à Sarabi, a mãe de Simba, Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) dublará o vilão Scar e a cantora Beyoncé (“Dreamgirls”) dará vida à Nala. Já os dois personagens mais divertidos, Timão e Pumba, ganharão as vozes dos comediantes brancos Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Seth Rogen (“Os Vizinhos”), respectivamente como o suricato e o javali. A dupla é responsável por uma das músicas confirmadas no filme, “Hakuna Matata”. O novo “O Rei Leão” tem direção de Jon Favreau, responsável justamente por “Mogli, o Menino Lobo”, e a previsão de estreia é para junho de 2019.
Wes Anderson abre o Festival de Berlim com cães animados
O Festival de Berlim 2018 foi aberto pela primeira vez com uma animação, “Ilha de Cachorros”, de Wes Anderson. Assim como o primeiro trabalho animado do diretor, “O Fantástico Dr. Raposo” (2009), trata-se de uma obra realizada com as velhas técnicas de stop-motion, em que bichos falam, mas humanos não os entendem. A trama se passa num futuro distópico, após uma epidemia de gripe canina levar os cachorros a serem isolados numa ilha do Japão, que serve de depósito para lixo. Mas o prefeito de Megasaki, amante de gatos, não se contenta e pretende implementar uma política de extermínio dos cães remanescentes. Até o cachorrinho do sobrinho do político corrupto é exilado, o que faz o menino partir numa odisseia para encontrar e resgatar seu pet perdido. Ao chegar na ilha, ele acaba conquistando a confiança de um grupo de cachorros de diferentes espécies, que, sensibilizados, resolvem ajudá-lo em sua busca. O problema é que, como eles falam inglês, não entendem o que diz o menino japonês. Ao falar com a imprensa internacional sobre a produção, Anderson listou as influências que o levaram a filmar essa fábula. “Dois diretores japoneses nos serviram de inspiração: Akira Kurosawa, em termos de ação e personagem, e Hayao Miyazaki”, disse, citando dois mestres. “‘Ilha de Cachorros’ aspira aos detalhes e silêncios dos desenhos animados de Miyazaki. Ele é um mestre em reproduzir a natureza e momentos de paz que não encontramos na tradição americana de animação. A ideia original era fazer um filme sobre cães abandonados que sobrevivem com sobras de um lixão. Acrescentamos nosso amor pelo cinema japonês e os filmes de Akira Kurosawa, no que é uma versão fantasiosa do Japão”. Apesar de se tratar de uma animação, Anderson afirma que “Ilha dos Cachorros” é o seu primeiro filme com viés abertamente “político”. “No início do processo, precisávamos criar uma política para a cidade fictícia de Megasaki. Sabíamos que teríamos um prefeito corrupto e tudo o mais, dentro desse lugar que nós inventamos. Mas o mundo mudou radicalmente ao longo do tempo, então a vida real acabou encontrando o seu caminho na história do filme. A trama virou uma situação que pode acontecer em qualquer lugar do mundo, e a qualquer momento”. Com quem explica a piada, ele acrescenta: “Os cães, claro, são pessoas, são exilados devido a um movimento político. O filme não é apenas inteiramente sobre cães”.












