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  • Filme

    Os Incríveis 2 atinge US$ 1 bilhão nas bilheterias em tempo recorde

    31 de julho de 2018 /

    O filme “Os Incríveis 2” atingiu a marca de US$ 1 bilhão de arrecadação mundial com a soma dos ingressos vendidos na segunda-feira (30/7). Trata-se da quarta estreia de 2018 a bater a marca, após “Pantera Negra” (US$ 1.34 bilhão), “Vingadores: Guerra Infinita” (US$ 2.04 bilhões) e “Jurassic World: Reino Ameaçado” (US$ 1.23 bilhão). Ou seja, dos quatro filmes bilionários de 2018, três são da Disney. E esses três também são filmes de super-heróis. Entretanto, a produção da Disney-Pixar impressiona mais por ser apenas a sétima animação da História a entrar no clube dos bilionários. Mais que isso, chama atenção pela rapidez com que juntou o montante: apenas sete semanas – ou 47 dias. A velocidade para atingir a quantia bilionária representa um recorde no gênero, considerando que os demais títulos levaram dois meses para chegar neste valor. Por exemplo, o campeão de arrecadação “Frozen: Uma Aventura Congelante” (o atual recordista da categoria, com US$ 1.276 bilhão) levou o dobro do tempo, 14 semanas, para superar a marca. Os outros cinco filmes animados que ultrapassaram a quantia são “Minions”, “Toy Story 3”, “Procurando Dory”, “Meu Malvado Favorito 3” e “Zootopia”. “Os Incríveis 2” também é a animação de maior bilheteria de todos os tempos nos cinemas norte-americanos, com US$ 572,8 milhões arrecadados no mercado doméstico. Isto significa que o sucesso do filme foi muito maior na América do Norte, de onde vem 57% de sua bilheteria total. Contudo, “Os Incríveis 2” ainda não estreou em 14 países, incluindo grandes mercados como Japão, Itália, Espanha e Alemanha. Ou seja, sua bilheteria mundial ainda vai crescer muito.

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  • Filme

    Stan Lee surpreende com participação em seu primeiro filme de super-heróis da DC

    31 de julho de 2018 /

    O universo cinematográfico da Marvel ficou pequeno para Stan Lee, e ele agora também começa a aparece nos filmes da DC Comics. A estreia aconteceu no fim de semana nos Estados Unidos, com o lançamento de “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas”. Stan Lee fez sua estreia num filme da DC ao gravar participações no longa animado dos Titãs, dublando a si mesmo. Ele aparece em duas cenas — brincando, inclusive, com o fato de estar num filme da DC. “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas” encantou a crítica americana, com 90% de críticas positivas no levantamento do site Rotten Tomatoes – a mesma nota de “Lego Batman: O Filme”. A produção tem sido bastante elogiada pelo fato de fazer, justamente, muitas piadas metalinguísticas. Mas não lotou os cinemas da América do Norte, onde abriu apenas em 5º lugar no fim de semana – muito abaixo das expectativas da Warner, mas dentro das previsões cínicas de quem considerou se tratar de TV no cinema. O filme é baseado numa série infantil popular do Cartoon Network, que as crianças já veem em casa, sem precisar se deslocar. “Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas” estreia em 30 de agosto no Brasil.

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  • Filme

    Animação canadense sobre terapia animal vence o Anima Mundi 2018

    30 de julho de 2018 /

    O curta-metragem canadense “Animal Behaviour” (comportamento animal) foi o grande vencedor do festival Anima Mundi 2018. Dirigido por Alison Snowden e David Fine, o filme passa, desta forma, a estar automaticamente habilitado a concorrer ao Oscar. “Animal behaviour” retrata uma sessão de terapia em grupo com um gato, um louva-a-deus, um passarinho, um porco, uma lesma e um gorila, orientada por Dr. Clemente, um psicoterapeuta canino. A premiação de longas será anunciada após a segunda etapa do evento, que, após reunir mais de 30 mil pessoas no Rio, segundo a organização, acontece em São Paulo, de 1º a 5 de agosto. Veja a lista completa dos vencedores: CURTAS-METRAGENS – JÚRI PROFISSIONAL Grande Prêmio Anima Mundi: Animal Behaviour, de Alison Snowden e David Fine (Canadá) Melhor Roteiro: Weekends, de Trevor Jimenez (Estados Unidos) Melhor Concepção Sonora: Island, de Max Mortl e Robert Lobel (Alemanha) Melhor Direção de Arte: Agouro, de David Doutel e Vasco Sá (Portugal-França) Melhor Técnica de Animação: Augenblicke, de Kiana Naghshineh (Alemanha) Melhor Filme da Sessão Galeria (R$ 4 mil) – Grandes Canons, de Alain Biet (França) Melhor Filme da Sessão Portfólio: Everything in Black & White, de Mateus de Paula Santos e Fábio Acorsi (Brasil) CURTAS-METRAGENS – JÚRI POPULAR Melhor Curta: “Happiness”, de Steve Cutts (Reino Unido) Melhor Curta Brasileiro: “O Homem na Caixa”, de Ale Borges, Alvaro Furloni e Guilherme Gehr (Brasil) Melhor Curta Infantil: “Formigas”, de Julia Ocker (Alemanha) Melhor Curta de Estudante: “Comme un éléphant dans un magasin de porcelaine”, de Louise Chevrier, Luka Fischer, Rodolphe Groshens, Marie Guillon, Estelle Martinez, Benoit Paillard, Lisa Rasasombat (França) CURTAS-METRAGENS – PRÊMIOS ESPECIAIS Prêmio Canal Brasil de Curtas: “Guaxuma”, de Nara Normande (Brasil) Prêmio Carlos Saldanha de Melhor Curta Brasileiro: “O Homem na Caixa”, de Ale Borges, Alvaro Furloni e Guilherme Gehr (Brasil) Prêmio Carlos Saldanha de Melhor Curta de Estudante Brasileiro: “Lé com Cré”, de Cassandra Reis (Brasil) Prêmio ACCRJ de Melhor Curta-Metragem Brasileiro: “Barone”, de Douglas Hoose (Brasil) Prêmio ACCRJ de Melhor Longa-Metragem: “As Aventuras de Fujiwara Manchester – O Filme”, de Alê Camargo (Brasil) Prêmio Maratona Animada SENAI: “Inteligência Emocional” – Equipe Bugbite (Brasil)

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  • Série

    Des)encanto: Vídeos dublados apresentam os personagens do novo desenho animado do criador de Os Simpsons

    29 de julho de 2018 /

    A Netflix divulgou quatro teasers dubldos de “Disenchantment”, nova série animada de Matt Groening, criador de “Os Simpsons”, que no Brasil será chamada de “(Des)encanto”. Os vídeos apresentam o reino encantado em a trama se passa e os três protagonistas: a Princesa Bean, o elfo chamado Elfo e o demônio Luci. Esta é a primeira produção de Groening em quase duas décadas, desde o lançamento de “Futurama” em 1999, e se passa em um lugar mágico chamado Dreamland, descrito como “um reino medieval em ruínas”. Já os três personagens principais são dublados em inglês por Abbi Jacobson (série “Broad City”), Nat Faxon (“Friends from College”) e Eric Andre (série “2 Broke Girls”), respectivamente. Em comunicado, Groening descreveu “(Des)encanto” como um show “sobre vida e morte, amor e sexo, e como continuar rindo em um mundo cheio de sofrimento e idiotas, apesar do que os anciãos, magos e outros idiotas lhe dizem”. A estreia está marcada para 17 de agosto.

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  • Série

    2ª temporada de Castlevania ganha trailer sanguinário

    29 de julho de 2018 /

    A Netflix divulgou o trailer da 2ª temporada de “Castlevania”, série animada baseada no antigo videogame homônimo. E a prévia é extremamente sanguinária, mostrando a vingança de Drácula contra a humanidade. Escrita pela autor de quadrinhos Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), a série animada segue a trama dos games clássicos da Konami do Japão, uma fantasia medieval adulta, que acompanha os esforços do último membro do clã Belmont para salvar a Europa Oriental de Vlad Tepes, o Drácula. Na 2ª temporada ele terá apoio do filho do vampiro, mas enfrentará um exército de criaturas das trevas sedentas. O elenco de vozes inclui Graham McTavish (trilogia “O Hobbit”) como Drácula, Richard Armitage (também da trilogia “O Hobbit”) como Trevor Belmont, James Callis (série “Battlestar Galactica”) como Alucard e Emily Swallow (série “Supernatural”) como Lisa, os protagonistas da trama. A série é uma parceria entre a produtora texana Powerhouse Animation e o produtor Adi Shankar, que tem alternado filmes de prestígio, como “Dredd” (2012) e “O Grande Herói” (2013), com curtas não oficiais de franquias famosas – “Justiceiro”, “Venom”, “Power Rangers”, etc. A 2ª temporada de “Castlevania” estreia em 26 de outubro e a série já está renovada para seu terceiro ano.

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  • Filme

    Ator que viveu Mogli será vilão na nova versão de Mulan

    28 de julho de 2018 /

    O ator havaiano Jason Scott Lee, que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee” (1993) e Mogli no filme com bichos reais “O Livro da Selva” (1994), entrou no elenco da versão live-action de “Mulan”, da Disney. O ator, que já está com 51 anos, vai interpretar Bori Khan, um vilão criado para o filme, que buscará vingar a morte de seu pai. Ele se junta à atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”), que interpretará uma feiticeira maligna, no time de antagonistas do filme. Já Mulan será interpretada pela atriz Liu Yifei (“O Reino Proibido”). Bem diferente da versão animada, o novo filme não terá dragões bonzinhos, mas manterá a premissa básica da jovem que se disfarça de homem para ir à guerra no lugar do pai doente. Donnie Yen (“Rogue One: Uma História Star Wars”) vai interpretar seu mentor, Jet Li (“Os Mercenários”) será o Imperador e o novato Yoson An dará vida ao interesse romântico dessa nova versão – Shang no desenho e Chen na nova versão. O roteiro foi escrito por quatro pessoas, entre elas a dupla Amanda Silver e Rick Jaffa (de “Planeta dos Macacos: A Origem” e “No Coração do Mar”). A direção é da neozelandesa Niki Caro (de “Encantadora de Baleias” e da série “Anne”). A estreia está marcada para março de 2020.

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  • Filme

    Ator da série The Leftovers será o vira-lata da refilmagem de A Dama e o Vagabundo

    28 de julho de 2018 /

    A Disney escalou o protagonista masculino de sua nova versão de “A Dama e o Vagabundo”. O papel do cachorrão vira-lata que vive um romance com uma cadela de pedigree será vivido por Justin Theroux (da série “The Leftovers”). Além dele, a produção também inclui a atriz Ashley Jensen (“Extras”), que interpretará um papel coadjuvante, uma cachorrinha Terrier escocesa chamada Jackie – no desenho de 1955, o personagem era um cachorro chamado Jock. Já a intérprete da cocker spaniel mimada, que se paixona pelo Vagabundo, ainda não foi definida. A produção deve combinar “live action”, atores de carne e osso, com animação realista feita por computador, ao estilo de “Mogli – O Menino Lobo”, em que os animais falantes foram criados por animação digital e dublados por atores conhecidos. No clássico da Disney, a Dama acaba na rua depois que seus donos têm um bebê. Ela é salva de uma matilha raivosa pelo Vagabundo, que lhe mostra que ser um cão sem coleira pode ser divertido. O filme apresenta uma das cenas mais icônicas da Disney: um jantar de espaguete romântico realizado em um beco, que inclui um dos beijos mais famosos da história do cinema. A nova versão tem roteiro de Andrew Bujalski, um cineasta indie premiado com o troféu John Cassavettes (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) no Spirit Awards 2013 pela comédia “Computer Chess” e a direção está a cargo de Charlie Bean (de “Lego Ninjago: O Filme”). Interessante reparar que essa equipe destoa muita das produções das demais refilmagens de desenhos do estúdio, que reúne cineastas renomados e grandes estrelas de cinema. Isso talvez se deva ao fato de o filme não estar sendo desenvolvido para o cinema, mas para a vindoura plataforma de streaming da Disney, prevista para 2019.

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  • Série

    Ministério Público Federal intima Netflix por série que a plataforma não lançou

    27 de julho de 2018 /

    O Ministério Público Federal de Minas Gerais resolveu caçar drag queens animadas. Em nota divulgada na quinta (26/6), o procurador da República Fernando de Almeida Martins escreveu ser “necessária a intervenção do poder público” contra a exibição da série animada “Super Drags” na Netflix. Embora anunciada, a série não foi lançada, e a manifestação se faz sem que ninguém tenha visto seu conteúdo. A intimação ecoa, em vários pontos, uma manifestação anterior da Sociedade Brasileira de Pediatria. E usa argumentos similares ao grupo religioso americano Christian Film and Television Commission (Comissão Cristã de Filmes e Televisão), que pediu o cancelamento da produção. Como o Ministério Público não tem poder de censura, proibida pela Constituição Federal – embora incentivada pelos grupos de pressão – , o texto que fala em “intervenção” é “apenas” uma afronta ao Artigo 5º, que usa a defesa de direitos das crianças e do consumidor como escudo para se sobrepor à lei maior. Com a desculpa de “preservar os direitos das crianças, mais propensas a serem influenciadas, principalmente quando se trata do uso de uma linguagem que é, essencialmente, do universo infantil — como é o caso dos desenhos animados”, o texto ignora propositalmente a grande quantidade de outras séries animadas adultas já disponíveis na própria Netflix, além da TV paga. Todas são “o caso dos desenhos animados”. A única diferença de “Super Drags” em relação a outras produções adultas é que traz super-heróis LGBTQIA+. O MPF destaca que “vários estudos internacionais importantes comprovam os efeitos nocivos, entre crianças e adolescentes, desse tipo de exposição”. “É preciso lembrar que o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece o respeito à integridade, inclusive com relação aos valores”, escreve Fernando de Almeida Martins, sugerindo que o problema está mesmo no conteúdo LGBTQIA+. É a mesma linha de raciocínio de quem também ataca, por exemplo, a adoção de menores abandonados por casais LGBTQIA+, e que considera homossexualidade como perversão sexual – contra o texto constitucional que define: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. O procurador ainda cobra responsabilidade da Netflix para fornecer a classificação indicativa da série e a proíbe de disponibilizar a produção em seu menu infantil. Para completar, dá prazo de 30 dias para a Netflix cumprir a “recomendação”. Recomendação, como se sabe, não tem prazo para ser cumprida. O absurdo da situação ultrapassa o surrealismo mais delirante. Afinal, a série não foi lançada ainda. E nem estará disponível daqui a 30 dias. Produzida pelo brasileiro Combo Estúdio, tudo o que se viu de “Super Drags”, por enquanto, foi um teaser, de 27 segundos. A produção não foi finalizada e, por isso, ainda não se sabe qual será sua data de estreia, muito menos sua classificação indicativa, cuja implementação não depende da boa vontade da Netflix, mas da Coordenação de Classificação Indicativa (Cocind) do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça (DPJUS), que integra a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) do Ministério da Justiça (MJ). A equipe responsável pela classificação etária consiste de cerca de 30 pessoas, entre classificadores e pessoal administrativo, concursados, com várias formações acadêmicas. Estes analistas da classificação indicativa passam por treinamento contínuo, e nunca atribuem uma classificação de forma individual. Todas as obras são vistas, por, pelo menos, dois analistas separadamente e não havendo consenso, amplia-se o grupo de análise. O texto do Ministério Público Federal de Minas Gerais estaria passando por cima dessas atribuições do Ministério da Justiça, que, em última análise, é quem define a classificação indicativa de todas as atividades e produtos culturais do Brasil, e ainda não começou a avaliar “Super Drags”, já que o produto não está pronto, apesar do ultimato dos 30 dias dado pelo procurador da República Fernando de Almeida Martins. O Ministério da Justiça pode até determinar que a série seja disponibilizada com censura livre, já que os 27 segundos disponibilizados e que “preocupam” pelos “valores”, não tem cenas de sexo, drogas e violência, que podem ser vistas em outras atrações animadas da plataforma, como “Bojack Horseman”, “Big Mouth” e “F Is for Family”. Neste momento, é impossível afirmar o que há em “Super Drags”, porque a série é mesmo inédita. De todo modo, a Netflix não está posicionando “Super Drags” como uma série para crianças. A própria empresa já se manifestou sobre o lançamento com um comunicado que pode ser repetido, linha a linha, em resposta ao paladino das criancinhas indefesas. “A Netflix oferece uma grande variedade de conteúdos para todos os gostos e preferências. ‘Super Drags’ é uma série de animação para uma audiência adulta e não estará disponível na plataforma infantil [Netflix Kids]”, afirmou a empresa na semana passada. Além disso, a plataforma disponibiliza controle parental para pais conservadores bloquearem conteúdo LGBTQIA+ ou o que mais desejarem proibir seus filhos de assistirem. “A seção dedicada às crianças combinada com o recurso de controlar o acesso aos nossos títulos faz com que pais confiem em nosso serviço como um espaço seguro e apropriado para os seus filhos. As crianças podem acessar apenas o nosso catálogo infantil e colocamos o controle nas mãos dos pais sobre quando e a que tipo de conteúdo seus filhos podem assistir”, acrescenta a Netflix. A iniciativa está de acordo com recomendação do próprio Ministério da Justiça, que em seu portal oficial afirma, de forma clara, que a classificação indicativa não deve ser encarada como censura, nem solução definitiva contra acesso a conteúdo impróprio. “A ClassInd não substitui o cuidado dos pais – é fundamentalmente uma ferramenta que pode ser usada por eles. Por isso recomendamos que os pais e responsáveis assistam e conversem com os filhos sobre os conteúdos e temas abordados na mídia”, diz o texto do Ministério, de conteúdo completamente oposto ao tom “intervencionista” do funcionário público aparentemente fora da lei. Veja abaixo o teaser que tornou “necessária a intervenção do poder público”.

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  • Filme

    Ilha dos Cachorros é uma fábula riquíssima e original que só a ousadia de Wes Anderson podia criar

    26 de julho de 2018 /

    Wes Anderson comprova com “Ilha dos Cachorros” que é uma das vozes mais autônomas do cinema norte-americano na atualidade. Como construtor de um mundo próprio, com uma lógica própria, também não há muitos outros que possamos pôr ao lado dele. David Lynch? Tim Burton? Reconhece-se instantaneamente uma cena de um filme desse texano de Houston. Há uma simetria quase obsessiva nos enquadramentos, setas com marcações entrando e saindo da tela como se tivéssemos dentro do diário de um estudante de artes plásticas, colagens criativas se desdobrando, frases soltas de filosofia pop e literatura. Bastou sete filmes para ele consolidar essa marca e arregimentar um bando de admiradores, mas foi a partir de seu oitavo longa, “O Grande Hotel Budapeste”, que realmente o estilo de Anderson alcançou a plenitude. “Ilha dos Cachorros” é o filme imediatamente posterior. Se em “O Grande Hotel Budapeste” a reverência era ao escritor Stefan Zweig, agora é claramente o George Orwell de “A Revolução dos Bichos”. A diferença é que, em vez de uma fazenda, temos um Japão imaginário feito em stop-motion, e no lugar de galinhas, cavalos e porcos, os protagonistas são cães e gatos. Dá pra levar as crianças? Não. O filme é uma fábula política arrepiante. Uma alegoria sobre corrupção, autoritarismo, num mundo de políticos perversos, que depois de um surto de gripe canina e doenças variadas decidem jogar todos os cães numa ilha. Lá, eles são deixados ao Deus dará, praticam canibalismo, comem lixo e morrem por negligência. Enfim, é a materialização de um pesadelo. Para dar o exemplo, o prefeito de Nomura (uma Tóquio retrô-futurista) nobremente faz o cão de guarda, que deu de presente para seu enteado, Atari, de 12 anos, ser o primeiro cachorro a ser exilado na “Ilha dos Cães”. Desesperado, o menino (dublado por Koyu Rankin) ruma num pequeno aeroplano pra ilha, procurando por “Spots”, seu amado animal de estimação. Atari mal pousa o avião e é recebido por um quinteto de vira-latas assustadores. Os cães vivem um dilema, estão confusos entre a liderança do razoável Rex (Edward Norton) e o implacável Chef (Bryan Cranston, perfeito). “Vamos comer o menino, ou vamos ajuda-lo no ‘resgate’?”, Boss (Bill Murray) quer saber. Trabalhando a partir de uma história que Anderson inventou com Roman Coppola, Jason Schwartzman e o ator/DJ japonês Kunichi Nomura, o filme evoca os sacrifícios do bando de animais desgastados, feridos e famintos em uma peregrinação atrás do menino. Os cinco vira-latas apoiam a empreitada, mas isso não os impedem de se questionar a todo instante, o porquê de apoiar uma criança pertencente à raça que os abandonou. Bela indagação. Ela se instala na cabeça do espectador, agarra-os com força, obriga a paisagem a se abrir em planos inesperados, dotados de ordem e carregados de ameaça. Claro, já tínhamos visto do que o diretor é capaz de realizar com a animação em stop-motion com “O Fantástico Senhor Raposo”, sua divertida adaptação do conto de Roald Dahl em 2009. A técnica e a escola se encaixam perfeitamente ao estilo de Anderson. As minúcias do quadro a quadro se adaptam às suas tendências de controle, a tentativa de afinar todos os aspectos da mise-en-scène, para a arte da própria realidade em um fac-símile simétrico. Por que tentar dobrar um mundo de ação ao vivo para se adequar ao seu plano mestre quando você pode simplesmente criar um inteiramente da sua cabeça? Reunindo-se com o diretor de fotografia do “Senhor Raposo”, Tristan Oliver, bem como com alguns integrantes dos departamentos de animação daquele antigo deleite, “Ilha dos Cachorros” encontra sua graça inesperada, novamente, na colisão entre o adulto e o juvenil: Seus personagens podem ser governados por leis da física dos desenhos animados, desaparecendo nas nuvens de Tex Avery quando se desfazem, mas eles falam, agem e são impassíveis, autoconscientes e neuróticos. Enquanto Atari continua sua jornada na ilha, no continente, uma corajosa e sardenta estudante de intercâmbio americana (Greta Gerwig) descobre uma vasta conspiração corporativa. Ela é a única personagem humana que será claramente compreendida pelos não falantes do japonês; num mundo míope, regido pela malícia frívola dos pronunciamentos, a confusão linguística de Ilha dos Cachorros torna o filme mais engraçado. Grande parte do diálogo japonês não tem legendas, o que, para o público ocidental, gera um estranhamento, e apenas os cães tem os latidos dos cachorros “traduzidos para o inglês”. Tirando o menino e a estudante engajada, não há personagens ricamente desenvolvidos entre os bípedes. Mas entre os quadrúpedes a escala de emoções é maravilhosa. Até mesmo o mais assustador deles, Chef, projeta suas inquietações de forma tocante. Ele avisa: “Eu mordo”, mas há uma ponta de fragilidade no seu cinismo ácido. Quando o menino joga um graveto para Chef buscar, ele adverte: “Eu não vou fazer o que você quer!”. Mas logo em seguida, Chef corre atrás do graveto e o entrega para o garoto. “Ilha dos Cachorros” pode vir da mesma família biológica de “O Fantástico Senhor Raposo”, mas é de uma raça diferente: mais estranha e ambiciosa, mais escura no tom e seguindo uma paleta de cores mais requintada. Esqueça a alegria fofa dos filmes da Disney. Anderson prefere abraçar a qualidade crua da alegria, usando chumaços de algodão como fumaça e o enrugamento do plástico como água. Ele manda pro espaço a busca pelo fotorrealismo, e cria uma ode aos desesperançados. Sim, a direção de arte é limpa, simétrica, mas os bonecos são sujos, frágeis. Estão ali pra acabar com a arrumação. A invenção cosmética se estende ao seu vocabulário visual fluido, Anderson emprega quadros de estilo mangá durante o prólogo expositivo, flerta com animações 2D em estilo anime sempre que seus personagens aparecem em uma tela de televisão e impõe o estilo dos afrescos medievais em pergaminho quando retrocede para os primórdios do folclore nipônico. Pode-se argumentar que o Japão criado aqui é puro kitsch, não muito diferente da visão exótica da Índia que ele ofereceu em “Viagem a Darjeeling” (2007). Mas “Ilha dos Cachorros” não economiza nos acenos culturais, é um inventário completo de saque estético-poético da cultura japonesa em ritmo pulsante. Kurosawa amaria esse filme, principalmente nos trechos heroicos de proezas dos vagabundos (Anderson usa o tema de “Os Sete Samurais”, cada vez que os vira-latas superam uma dificuldade). A encantadora trilha de Alexandre Desplat, aliás, é magnífica. Desplast pontua a ação com tambores das festas de cerejeiras, os taikôs. De fato, há muita coisa para ver em “Ilha dos Cachorros”. Temos um tributo carinhoso e denso, a um Japão antigo e novo, real e irreal, mergulhado em pastiche e inventado a partir do zero. Um filme de esplendor humanista gostoso de ver. Apesar das crueldades que aponta, há um enorme gosto pela vida, uma entrega total aos chamados das ideias e às demandas do conflito humano. E, enfim, um brinquedos de corda meticulosamente trabalhado para golpear o queixo dos líderes corporativos. Anderson nunca tinha atacado o corporativismo capitalista com um petardo tão direto. Aqui, ele indica os cães com sua lealdade, amizade e decência como antidoto contra a natureza perversa do capital. Em “Ilha dos Cachorros”, a camaradagem canina parece se tornar mais íntima e mais terna com a percepção de que somos todos exilados numa margem inóspita da sociedade.

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  • Filme,  Série

    Versão live action da heroína animada Kim Possible ganha primeira foto

    24 de julho de 2018 /

    A Disney divulgou a primeira foto da versão de carne e osso de “Kim Possible”. E a novata Sadie Stanley (que figurou em “Game Shakers”) passa no primeiro teste de caracterização, usando o figurino e até fazendo uma pose característica da heroína animada. Além dela, telefilme live action do Disney Channel também será estrelado por Sean Giambrone (da série “The Goldbergs”) no papel de Ron Stoppable, Isaac Ryan Brown (“A Casa da Raven”) na pele de Wade Load, Alyson Hannigan (“How I Met Your Mother”) como a mãe de Kim e Todd Stashwick (“12 Monkeys”) como o vilão Dr. Drakken.. A série original teve 87 episódios produzidos entre 2002 e 2007, além de dois longas animados. A trama acompanhava uma adolescente em idade escolar, que alternava seus dias de cheerleader com aventuras noturnas de combate ao crime. Os criadores da animação, Mark McCorkle e Robert Schooley, assinam o roteiro e a produção, e a direção está a cargo de Zach Lipovsky e Adam B. Stein (ambos da série “Mech-X4”). O telefilme será exibido no canal pago da Disney em 2019.

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    Trailer revela resgate de Star Wars: The Clone Wars, primeira série do serviço de streaming da Disney

    23 de julho de 2018 /

    A Lucasfilm divulgou de surpresa o pôster e o trailer de série mais festejado da San Diego Comic-Con. E que surpresa: o vídeo revela a retomada de “Star Wars: The Clone Wars” após hiato de quatro anos, e com um hashtag para comemorar o “salvamento” da atração, tirada do ar no Cartoon Network após a Disney comprar o estúdio. A prévia é repleta de clones e easter eggs, além de voltar a reunir os protagonistas Obi Wan Kenobi, Anakin Skywalker, Ahsoka Tano e o Capitão Rex. O anúncio do revival coincide com a celebração dos dez anos de estreia da série original, multipremiada com o Emmy Awards. O resgate tem a intenção de concluir a trama, que tinha ficado incompleta. Vale lembrar que o “cancelamento” foi iniciativa da Disney, para evitar que uma produção do cânone de “Star Wars” – situada entre os filmes “Ataque dos Clones” (2002) e “A Vingança dos Sith” (2005) – , rendesse audiência para o Cartoon Network, integrante do conglomerado Warner e rival do canal Disney XD. Mas o mesmo comunicado que informou a interrupção abrupta, também avisava que havia planos de retomar a história em outro local. A série voltará em 12 episódios inéditos, produzidos por Dave Filoni, responsável pela produção original, e com visual ligeiramente aprimorado. E será exibida no serviço de streaming da Disney. Isto mesmo. O trailer de “Star Wars: The Clone Wars” é o primeiro vislumbre de conteúdo exclusivo da aguardada plataforma, que será lançada em 2019 para concorrer com a Netflix. Por conta disso, a data de estreia da atração ainda não está definida, mas ela deve ser disponibilizada junto com o lançamento do serviço.

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    Des)encanto: Novo desenho animado do criador de Os Simpsons ganha trailer legendado

    21 de julho de 2018 /

    A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Disenchantment”, nova série animada de Matt Groening, criador de “Os Simpsons”, que no Brasil será chamada de “(Des)encanto” (com parêntesis “criativos” que não existem no título original). A prévia mostra como a Princesa Bean se torna uma noiva em fuga, acompanhada por um elfo chamado Elfo e um demônio de nome Luci – que, possivelmente, é um diminutivo carinhoso de um nome mais demoníaco. Esta é a primeira produção de Groening em quase duas décadas, desde o lançamento de “Futurama” em 1999, e se passa em um lugar mágico chamado Dreamland, descrito como “um reino medieval em ruínas”. Já os três personagens principais são dublados em inglês por Abbi Jacobson (série “Broad City”), Nat Faxon (“Friends from College”) e Eric Andre (série “2 Broke Girls”). Em recente declaração, Groening descreveu “(Des)encanto” como um show “sobre vida e morte, amor e sexo, e como continuar rindo em um mundo cheio de sofrimento e idiotas, apesar do que os anciãos, magos e outros idiotas lhe dizem”. A estreia está marcada para 17 de agosto.

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    O Príncipe Dragão: Nova série animada do escritor de Avatar: A Lenda de Aang ganha trailer dublado

    21 de julho de 2018 /

    A Netflix divulgou o trailer dublado em português da nova série animada “O Príncipe Dragão” (The Dragon Prince), criada por Aaron Ehasz, produtor e principal roteirista de “Avatar: A Lenda de Aang” (2003–2008). A prévia tem criaturas, batalhas e poderes místicos, bem ao estilo da animação anterior. A série vai acompanhar a história de dois príncipes que formam uma aliança improvável com uma elfa assassina, enviada para matá-los. Juntos, os três buscam a paz para seus reinos em guerra. Com direção está de Justin Richmond, que comandou o game “Uncharted 3: Drake’s Deception” (2011), a série terá todos os seus episódios disponibilizados em 14 de setembro.

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