Os Incríveis 2 e WiFi Ralph lideram indicações do “Oscar da animação”, que incluem o brasileiro Tito e os Pássaros
Considerado o “Oscar da animação”, a premiação dos Annie Awards 2018 divulgou a lista de seus indicados, dominada neste ano por produções da Disney. “Os Incríveis 2” e “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” tiveram 11 e 10 indicações, respectivamente, incluindo a categoria de Melhor Animação do ano. Além disso, outro filme da Disney, “O Retorno de Mary Poppins”, obteve cinco indicações, reabrindo a discussão sobre o que realmente constitui uma animação. A lista também tem presença brasileira. “Tito e os Pássaros” aparece entre os indicados na categoria de Melhor Animação Independente. A obra de Gabriel Bitar, André Catoto e Gustavo Steinberg concorre com “Ce Magnifique Gâteau!” (Bélgica/França/Holanda), “Mutafakaz” (França/Japão), “Mirai” (Japão) e “Ruben Brandt, Collector” (Hungria”). Já na categoria principal, “Homem-Aranha no Aranhaverso”, “Ilha de Cachorros” e “O Homem das Cavernas” vão disputar o prêmio com “Os Incríveis 2” e “WiFi Ralph: Quebrando a Internet”. Curiosamente, o cineasta Wes Anderson, responsável por “Ilha dos Cachorros”, foi esnobado na categoria de Melhor Direção. Em seu lugar, a Sociedade Internacional de Filmes Animados selecionou Genndy Tartakovsky por “Hotel Transylvania 3: Férias Monstruosas”. Os demais indicados foram Brad Bird (“Incríveis 2”), Rich Moore e Phil Johnston (“WiFi Ralph”), Nick Park (“O Homem das Cavernas”), Bob Persichetti, Rodney Rothman e Peter Ramsey (“Homem-Aranha no Aranhaverso”). A premiação também contempla séries animadas e a principal categoria do gênero inclui, entre as melhores produções para público geral (isto é, adultos), “Big Mouth” e “BoJack Horseman”, da Netflix, “Bob’s Burgers”, da Fox, “Human Kind Of”, do Facebook Watch, e “The Venture Bros.”, do Adult Swim. Há várias categorias técnicas de efeitos, animação de personagens, etc. A lista abaixo reúne apenas as principais. Melhor Longa Animado O Homem das Cavernas Os Incríveis 2 Ilha dos Cachorros WiFi Ralph – Quebrando a Internet Homem-Aranha no Aranhaverso Melhor Longa Animado Independente Ce Magnifique Gâteau ! MFKZ Mirai Ruben Brandt, Collector Tito e os Pássaros Melhor Série de Animação – Crianças em Idade Pré-Escolar Ask the StoryBots Dinotrux: Supercharged Hey Duggee PJ Masks Tumble Leaf Melhor Série de Animação – Crianças Hilda Kung Fu Panda: The Paws of Destiny Little Big Awesome Rise of the Teenage Mutant Ninja Turtles Tales of Arcadia: Trollhunters Melhor Série de Animação – Público Geral Big Mouth Bob’s Burgers BoJack Horseman Human Kind Of The Venture Bros. Melhor Direção em Série Animada Ask the StoryBots Disney Mickey Mouse Niko and the Sword of Light SuperMansion Tales of Arcadia: 3Below Melhor Direção em Longa Animado O Homem das Cavernas Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas Os Incríveis 2 WiFi Ralph – Quebrando a Internet Homem-Aranha no Aranhaverso Melhor Roteiro em Longa Animado Os Incríveis 2 Mirai WiFi Ralph – Quebrando a Internet Homem-Aranha no Aranhaverso Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas Melhor Roteiro em Série Animada Big Mouth Craif of the Creek Hilda Star vs. The Forces of Evil We Bare Bears Melhor Canção em Longa Animado O Grinch O Homem das Cavernas Os Incríveis 2 WiFi Ralph – Quebrando a Internet PéPequeno Melhor Canção em Série Animada Back to the Moon Disney Mickey Mouse Elena de Avalor Enrolados: A Série The Tom and Jerry Show Melhor Dublagem em Longa Animado O Homem das Cavernas (Eddie Redmayne como Doug_ Os Incríveis 2 (Holly Hunter como Helen Pêra) Ilha dos Cachorros (Bryan Cranston como Chief) Next Gen (Charlyne Yi como Mai) WiFi Ralph – Quebrando a Internet (Sarah Silverman como Vanellope Von Schweetz) Melhor Dublagem em Série Animada BoJack Horseman (Will Arnet, como BoJack) F is For Family (Debi Derryberry) Pete the Cat (Juliette Donenfeld como Sally Squirrel) Skylanders Academy (Patrick Warburton como Captain Flynn) Unikitty (Tara Strong como Princess Unikitty) Melhor Produção Especial Animada Back to the Moon Mary Poppins Returns The Emperor’s Newest Clothes The Highway Rat Melhor Curta Animado Grandpa Walrus Lost & Found SOLAR WALK Untravel Weekends
WiFi Ralph mantém 1º lugar e vira maior sucesso dos estúdios Disney nos EUA em 2018
“WiFi Ralph: Quebrando a Internet” manteve a liderança das bilheterias na América do Norte pelo segundo fim de semana consecutivo. Com os US$ 25,7M (milhões) acumulados nos três últimos dias, atingiu 119,2M no mercado doméstico e, assim, já se tornou o maior sucesso do Walt Disney Studios nos Estados Unidos e Canadá neste ano, após os fracassos de todas as produções live-action do estúdio em 2018 – “Uma Dobra no Tempo” (US$ 100,4M na América do Norte), “Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível” (US$ 99,2M) e “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” (US$ 49,1M). A ausência de sucessos do estúdio foi compensada pelo êxito do resto do conglomerado, com produções da Marvel e Pixar encabeçando as bilheterias de 2018. Mas chama atenção que até “WiFi Ralph” incluiu personagens da Marvel, Pixar e Lucasfilm em sua trama, no primeiro crossover geral – e genérico – da Disney. O público brasileiro ainda vai demorar para poder conferir, já que sua estreia nacional está marcada apenas para 3 de janeiro. Outra animação ocupou o 2º lugar. “O Grinch” subiu uma posição em relação à semana passada, ultrapassando o drama “Creed II”, em 3º. O Top 5 se completa com “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” e “Bohemian Rhapsody”, que, por coincidência, estão com desempenhos muito próximos em suas escaladas mundiais. O segundo “Animais Fantásticos” ultrapassou os US$ 500M de arrecadação em todo o mundo, enquanto a cinebiografia da banda Queen roçou na marca nos últimos três dias. A diferença, claro, é que enquanto a fantasia grandiosa da Warner custou US$ 200M e ainda está no prejuízo, o musical da Fox foi rodado por US$ 52M e está dando muito lucro. Para completar, a semana teve apenas um lançamento, o terror “Cadáver”, que também estreou neste fim de semana no Brasil. Destruído pela crítica com somente 17% de aprovação no Rotten Tomatoes, fez US$ 6,5M e abriu em 7º lugar – à frente do fiasco de “Robin Hood: A Origem”, que foi outra estreia da semana nos cinemas brasileiros. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 25,7M Total EUA e Canadá: 119,2M Total Mundo: US$ 206,9M 2. O Grinch Fim de semana: US$ 17,7M Total EUA e Canadá: US$ 203,5M Total Mundo: US$ 268,3M 3. Creed II Fim de semana: US$ 16,8M Total EUA e Canadá: US$ 81,1M Total Mundo: US$ 92,5M 4. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 11,2M Total EUA e Canadá: US$ 134,3M Total Mundo: US$ 519,6M 5. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 8,1M Total EUA e Canadá: US$ 164,4M Total Mundo: US$ 493M 6. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 7,1M Total EUA e Canadá: US$ 45,9M Total Mundo: US$ 45,9M 7. Cadáver Fim de semana: US$ 6,5M Total EUA e Canadá: US$ 6,5M Total Mundo: US$ 10,6M 8. Robin Hood: A Origem Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 21,7M Total Mundo: US$ 48M 9. As Viúvas Fim de semana: US$ 4,4M Total EUA e Canadá: US$ 33M Total Mundo: US$ US$ 46,6M 10. Green Book Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 14M Total Mundo: US$ 14M
Netflix teria pago US$ 1 bilhão para fazer séries baseadas nas obras do criador de A Fantástica Fábrica de Chocolate
A Netflix teria pago em torno de US$ 1 bilhão pelos direitos de 16 das obras mais famosas de Roald Dahl, autor de clássicos infantis como “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Matilda”. Os números da transação foram publicados pela revista The Hollywood Reporter e obtidos por uma fonte próxima da negociação. A transação entre a Netflix e a The Roald Dahl Story Co., que administra o legado do autor, foi agenciada pela Endeavor Content. O serviço de streaming anunciou na terça-feira (27/11) que pretende adaptar as histórias em diversas séries de animação. Além dos direitos de adaptação, a produção das séries teve seu custo estimado em no mínimo US$ 500 milhões pela publicação, podendo atingir outro US$ 1 bilhão em despesas. O THR ainda revelou que as séries devem ter narrativas interconectadas, criando assim um “universo compartilhado” inspirado nas obras de Dahl. Além de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (e sua continuação, “Charlie e o Grande Elevador de Vidro”) e “Matilda”, a aquisição da Netflix inclui títulos como “O Bom Gigante Amigo”, “Os Pestes”, “O Remédio Maravilhoso do Jorge” e “O Enorme Crocodilo”. Ainda não há cronograma de produção nem previsão de estreia para as séries.
Netflix anuncia produção de série live-action baseada no anime Cowboy Bebop
A Netflix anunciou que vai lançar uma série em live-action baseada no anime (desenho animado) clássico e cultuadíssimo “Cowboy Bebop”. O projeto é antigo, mas seu destino é novidade. “Acho que é hora de anunciar que ‘Cowboy Bebop’, a série em live-action, está indo para a Netflix”, revelou o Twitter oficial da plataforma de streaming, com um vídeo que não entregou detalhes da atração. “Cowboy Bebop” inspirou um verdadeiro culto desde que estreou no Japão em 1998. Em 26 episódios, a série animada acompanhava um grupo de caçadores de recompensa que viaja na espaçonave Bebop, em 2071, atrás de criminosos perigosos. Após o fim da série, os personagens ainda apareceram num longa de animação, “Cowboy Bebop: O Filme”, em 2001. A versão americana ia originalmente ser um filme, que entrou em desenvolvimento há pelo menos uma década, quando os direitos da adaptação foram adquiridos pela Fox. Mas o roteiro assustou o estúdio. Em 2009, Keanu Reeves, que iria estrelar o longa como o icônico Spike Spiegel, contou que a Fox suspendeu a produção pelo orçamento beirar os US$ 500 milhões. A nova encarnação começou a ganhar vida em 2017 num estúdio televisivo, o Tomorrow Studios, responsável pelas séries “Aquarius” e “Good Behavior”, numa parceria com o estúdio japonês Sunrise, proprietário da franquia, e a produtora Midnight Radio, de Josh Appelbaum, Andre Nemec, Jeff Pinkner e Scott Rosenberg, criadores da série “Zoo”. A adaptação foi criada pelo roteirista Christopher Yost (de “Thor: Ragnarok”), o que deve garantir a manutenção do humor irônico do desenho original. Além disso, o diretor da anime Shinichiro Watanabe será um consultor da produção. A 1ª temporada terá dez episódios, mas ainda não há cronograma de produção nem previsão para sua estreia. Veja abaixo o anúncio original e a “versão otaku brasileira”. Guess it’s time to announce that Cowboy Bebop, the live-action series, is heading to @Netflix. pic.twitter.com/bKe0d8EKoH — NX (@NXOnNetflix) 28 de novembro de 2018 Meu coração otaku está em festa. Em breve, uma série live-action de Cowboy Bebop! pic.twitter.com/frVbkumKzj — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) November 28, 2018
Crítica americana se empolga com Homem-Aranha no Aranhaverso a ponto de exigir Oscar
Depois da babação por “Aquaman”, os críticos-fãs geeks americanos retornaram ao normal. Isto é, voltaram a direcionar sua empolgação exagerada às produções de super-heróis da Marvel. Ou, no caso, uma produção da Sony com super-heróis da Marvel. É que “Homem-Aranha no Aranhaverso” também teve sessão para a imprensa nos Estados Unidos. E adivinha? “Melhor de todos” os filmes do Homem-Aranha é a versão resumida do mantra. As primeiras críticas já começaram a aparecer, mas nem é preciso ler os textos gigantes e exaltados, porque as impressões disparadas nas redes sociais resumem o tom de adoração online. É só oba-oba. A diferença em relação ao histerismo gerado por “Aquaman” é que não há ressalvas. Não há postagem comentando que o filme é longo e tem partes bobas, mas é legal. “Homem-Aranha no Aranhaverso” é totalmente “legal” do começo ao fim, afirmam os elogios e mais elogios escritos sobre a animação. E tem mais. Os críticos-fãs nem precisaram se antecipar e pedir para o estúdio providenciar a continuação antes da estreia. A Sony percebeu o tinha nas mãos e nesse semana encomendou não só uma sequência, mas também um spin-off centrado nas personagens femininas dos quadrinhos do Homem-Aranha. Na verdade, o que os críticos-fãs estão exigindo, em relação a este filme, é um Oscar. Sério. Embora o filme seja engraçadíssimo, isto não é piada. A jornalista Molly Freeman, do ScreenRant, foi uma que hiperventilou, ao mencionar a Academia. “‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ faz jus ao hype. Tem coração, humor e animação alucinante – mas está tudo a serviço da história. Facilmente, um dos melhores filmes de super-heróis de todos os tempos”, decretou. “Se não vencer o Oscar de Melhor Animação, eu vou quebrar tudo”. Clayton Davis, do site dedicado a premiações Awards Circuit, ecoou o sentimento. “Eu quero um Oscar de Melhor Animação para ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’. Só isso”, resumiu, sobre o que achou do filme. Rebecca Theodore-Vachon, da revista Entertainment Weekly, nem soube por onde começar a elogiar. “Fiquei pasma, só sentada lá no cinema, e sem conseguir dizer nada ao final do filme. Tão excelente que palavras não o descrevem”. Vinnie Mancuso, do site Collider, tentou descrever, mas também lhe faltaram palavras. E pontos de exclamação. “‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ é tão incrível que não existem pontos de exclamações suficientes no mundo para descrevê-lo. É como embarcar numa montanha-russa de super-heróis após tomar alucinógenos”. Outro do Collider, Coy Jandreau, tratou o filme como “uma evolução na animação”. “É ainda mais extraordinário que você imagina. Seu humor é muito rápido e muito específico para o Homem-Aranha (além de apropriado para todas as idades)”, descreveu. “A ação é frenética, insana, e só é possível neste formato. É absolutamente espetacular”, completar. Erik Davis, do site de venda de ingressos Fandango, fez campanha para aumentar a bilheteria classificando o filme como o melhor do Homem-Aranha até hoje. “Não só é um grande filme do Homem-Aranha, mas acho que é o melhor filme do Homem-Aranha”, exaltou. “Uma aventura de ação super inventiva e visualmente incrível, sobre um garoto aprendendo a ser herói através de um homem que esqueceu como ser um. É ótimo!”, comentou. Peter Scirreta, editor do SlashFilm, também foi fundo na “melhoridade”. “‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ não é só a melhor animação e a melhor adaptação de quadrinhos do ano, é simplesmente um dos melhores filmes de 2018. Eu não acho que qualquer outro filme faça um trabalho melhor ao traduzir quadrinhos para a tela”, exaltou, dando piruetas. Mike Cecchini, do site Den of Geek, previu que o filme se tornará clássico. “Vamos falar sobre ‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ por anos”, escreveu. “Sério, eu amei esse filme. Todo mundo vai amar esse filme”, profetizou. Brandon Katz, do jornal Observer, por sinal, garante que o filme se tornará um enorme sucesso de bilheteria. “‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ vai agradar muito ao público. Quaisquer que sejam as previsões de bilheteria, elas estão muito baixas”, comentou. “Minha sessão irrompeu em aplausos diversas vezes durante o filme, especialmente durante a aparição especial de Stan Lee”, completou, lembrando que o cofundador da Marvel deixou uma participação no longa animado gravada antes de morrer, em 12 de novembro. “Homem-Aranha no Aranhaverso” estreia nos cinemas americanos em 14 de dezembro, mas só chega no Brasil em 10 de janeiro.
Sony já desenvolve continuação e spin-off de Homem-Aranha no Aranhaverso
A Sony Pictures está confiando muito no desempenho de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a ponto de encomendar uma sequência e um spin-off antes da estreia da animação nos cinemas. Segundo a revista The Hollywood Reporter, o diretor português Joaquim dos Santos, conhecido pelos desenhos “Avatar: A Lenda de Aang” e “Voltron: O Defensor Lendário”, será o encarregado da sequência de “Aranhaverso”, que está sendo escrita por David Callaham (roteirista de “Os Mercenários” e “Mulher-Maravilha 1984”). Além da continuação, o estúdio também planeja uma animação focada nas mulheres do universo do Homem-Aranha. E o THR afirma que Lauren Montgomery, diretora de “Batman: Ano Um” e “Liga da Justiça: A Legião do Mal”, está cotada para comandar a aventura feminina, escrita por Bek Smith (da série “Zoo”). As novas animações continuarão a ser produzidas por Phil Lord e Chris Miller, responsáveis também pela franquia “Uma Aventura Lego” na Warner. Os dois assinaram a produção de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que Lord roteirizou. “Homem-Aranha no Aranhaverso” estreia nos cinemas americanos em 14 de dezembro, mas chega apenas em 10 de janeiro no Brasil. Já a continuação e o spin-off ainda não tiveram suas datas de lançamento reveladas.
Stephen Hillenburg (1961 – 2018)
Stephen Hillenburg, o criador do desenho de Bob Esponja, morreu nesta terça (27/11) aos 57 anos de idade. Ele sofria de ELA (esclerose lateral amiotrófica), uma doença degenerativa do sistema nervoso, que acarreta paralisia motora progressiva e irreversível. “Estamos incrivelmente tristes com a notícia da morte de Steve Hillenburg após sua batalha contra a ELA”, disse o canal pago Nickelodeon, lar de Bob Esponja, em comunicado. “Ele era um amigo querido e um parceiro criativo de todos. Bob Esponja tinha um senso de humor único e uma inocência que trouxe alegria para muitas gerações de crianças e famílias em todos os lugares”. Hillenburg nasceu em 21 de agosto de 1961 em Oklahoma, nos Estados Unidos e se formou em biologia marinha na faculdade, virando professor no Orange County Marine Institute. O interesse pela vida marinha e o amor pela ilustração fizeram com que unisse suas duas paixões na hora de criar personagens e desenhos. Em 1987, começou a estudar animação experimental e partiu para outra fase de sua vida, mergulhando nos desenhos animados. Além de “Bob Esponja Calça Quadrada”, ele trabalhou em duas séries clássicas da Nickelodeon. Entre 1993 e 1996, foi artista de storyboard, roteirista e diretor da animação “A Vida Moderna de Rocko” e, com o fim do desenho, passou a roteirizar “Rugrats: Os Anjinhos” por mais dois anos. Mas logo se concentrou em sua primeira e única criação, reunindo boa parte da equipe de “Rocko” para formar o time de “Bob Esponja Calça Quadrada”, que estreou na TV americana em maio de 1999. Hillenburg criou inteiramente o personagem, do design aos humor de seus diálogos, bem como os coadjuvantes e a locação das aventuras, juntando seu conhecimento de biologia marinha com sua paixão pela animação. O personagem virou um fenômeno, transformando sua animação na mais bem-sucedida da história do Nickelodeon. Além de inúmeras mercadorias, o sucesso de Bob Esponja também rendeu videogames e dois longas animados para o cinema, “Bob Esponja: O Filme” (2004), escrito e dirigido por Hillenburg, e “Bob Esponja: Um Herói Fora d’Água” (2017). Atualmente em sua 12ª temporada, a série animada continua popular e vai render um terceiro filme em 2020.
Netflix vai produzir séries animadas baseadas nos clássicos Matilda e A Fantástica Fábrica de Chocolate
A Netflix anunciou que irá transformar os clássicos infantis “Matilda” e “A Fantástica Fábrica de Chocolate” em séries animadas. A empresa de streaming fechou contrato com a Roald Dahl Story Company, responsável pelos direitos das obras do escritor Roald Dahl, para produzir séries e especiais baseados em suas obras. Além das citadas, o projeto inclui adaptações de “Charlie e o Grande Elevador de Vidro”, que volta a companhar o protagonista de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, “Os Pestes”, “O Bom Gigante Amigo” e muitos outros livros. A viúva do escritor, Felicity Dahl, celebrou a parceria. “Nossa missão é levar para o maior número de crianças possível a experiência da magia singular e das mensagens positivas das histórias de Roald Dahl. Essa parceria com a Netflix marca um movimento significativo que possibilitará isso, e é um novo capítulo animador para a Roald Dahl Story Company. Sei que Roald ficaria emocionado”, disse, em comunicado oficial. O primeiro projeto deve começar a ser produzido em 2019. As datas de estreia ainda não foram definidas.
Remake da série animada dos Cavaleiros do Zodíaco ganha pôster nacional
A Netflix divulgou o poster nacional do remake da série de “Os Cavaleiros do Zodíaco”, revelando o visual do protagonista Seiya em versão computadorizada. A nova versão está sendo produzida em parceria com a Toei Animation, responsável pela série clássica, e contará a mesma história do anime clássico. Mas a proposta de usar CGI garante que o visual será bem diferente daquele que os fãs lembram. A produção terá 12 novos episódios, com direção de Yoshiharu Ashino. Ele foi o animador da cultuada minissérie “Armitage III” (1995) e de “Tigrão – O Filme” (2000), da Disney, além de ter comandado o reboot de “Thundercats” (2011–2012). Já os roteiros são de Eugene Son (séries “Os Vingadores Unidos” e “Ultimate Homem-Aranha”). Intitulada em português “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya”, a série será lançado em 2019, em data ainda não divulgada.
Neon Genesis Evangelion: Netflix vai distribuir no Brasil o melhor anime de todos os tempos
A Netflix anunciou uma nova leva de animes em seu catálogo internacional. E um dos destaques é um velho conhecido dos fãs do gênero, o clássico “Neon Genesis Evangelion”, que é considerada a melhor série animada japonesa de todos os tempos. Para dar dimensão da sua relevância, “Evangelion” costuma ser comparado a dois desenhos feitos para o cinema, “Akira” e “Ghost in the Shell”. Com uma grande diferença: é 100% original. Isto é, não foi adaptado de um mangá – ao contrário, inspirou um mangá. Criada por Hideaki Anno em 1995, a série teve 26 episódios que acompanhavam a história de um trio de adolescentes escolhidos para pilotar robôs gigantescos, os EVA, com a função de defender uma Tóquio futurista de violentas criaturas alienígenas, chamadas de Anjos. A trama combinava ação, melodrama e metafísica, apostando no desenvolvimento dos personagens com crises existenciais e culminando num mergulho na metalinguagem em seu final maluco, que até hoje rende discussões. Tanto é que foi refeito no filme “The End of Evangelion”, em 1997. Entre outras coisas, seu impacto redefiniu o subgênero sci-fi dos mecha (robô gigantes pilotáveis), influenciando tudo o que veio depois, inclusive a franquia americana “Círculo de Fogo”. E continuou tão memorável que, uma década depois, Hideaki Anno resolveu refilmar toda a história para o cinema, lançando três longa-metragens muito bem sucedidos entre 2007 e 2012. O quarto e último é esperado com ansiedade para 2020. A série é obrigatória para quem é fã de sci-fi. Quem não conhece, pode ter uma mostra no trailer abaixo, disponibilizado pelo serviço de streaming. A estreia na Netflix vai acontecer em 2019, em data ainda não divulgada.
Remake do Rei Leão terá um dos menores mamíferos do mundo como personagem inédito
A nova versão de “O Rei Leão” terá um personagem inédito. A atriz Amy Sedaris vai dublar um musaranho, considerado um dos menores mamífero do mundo. O personagem não teve o nome revelado, mas o animal tem apenas 10 centímetros e come sem parar por causa do metabolismo acelerado, com o coração trabalhando 12 vezes mais rápido do que o de um ser humano. Amy Sedaris, que atualmente pode ser vista nas séries de streaming “No Activity” e “Unbreakable Kimmy Schmidt”, além do humorístico ““At Home With Amy Sedaris”, tem vasta experiência como dubladora. Além de trabalhar há cinco temporadas na animação “Bojack Horseman”, ela fez vozes em “Steven Universe”, “Star vs. As Forças do Mal” e “Hora de Aventura”. E, claro, já atuou anteriormente para o diretor de “O Rei Leão”, Jon Favreau, no filme “Chef” (2014). A atriz vai se juntar ao elenco grandioso de dubladores, que inclui Donald Glover (série “Atlanta”) como Simba, Alfre Woodard (série “Luke Cage”) como Sarabi, a mãe de Simba, Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como o vilão Scar, a cantora Beyoncé (“Dreamgirls”) como Nala, James Earl Jones (“O Campo dos Sonhos”) novamente como Mufasa, o pai do protagonista, retomando o papel que desempenhou no desenho clássico de 24 anos atrás, e a dupla Billy Eichner (série “Parks and Recreation”) e Seth Rogen (“Os Vizinhos”) como Timão e Pumpa. O novo “O Rei Leão” tem estreia marcada para 18 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
WiFi Ralph quebra bilheterias com a segunda maior estreia do feriado de Ação de Graças na América do Norte
“WiFi Ralph” fez mais que quebrar a internet. A nova animação da Disney quebrou a concorrência em sua estreia na América do Norte no fim de semana, com uma arrecadação de US$ 84,5M (milhões). Trata-se da segunda maior bilheteria já registrada no feriado de cinco dias de Ação de Graças, atrás apenas dos US$ 93,6M do fenômeno “Frozen”, a animação mais bem-sucedida de todos os tempos. Considerando apenas os três dias de fim de semana, porém, a abertura de “Wifi Ralph: Quebrando a Internet” encolhe para US$ 55,6M. O valor é superior à estreia do primeiro filme, “Detona Ralph”, que fez US$ 49M em 2012. Mas menor que a estreia de “O Grinch” (US$ 67,5M) há três semanas. A animação não foi a única produção de cinema com motivos para agradecer o Dia de Ação de Graças. O drama “Creed II” superou expectativas e também faturou uma pequena fortuna: US$ 55,8M ao longo dos cinco dias de feriado e 35,2M no fim de semana apenas. Sua bilheteria também representou um avanço em relação ao filme anterior. O primeiro “Creed” fez US$ 29,5M em 2015. Por sinal, a crítica adorou quase igualmente o spin-off da franquia “Rocky”, que teve 82% de aprovação no Rotten Tomatoes, e o desenho da sinergia da Disney, com 86%. A má notícia é que o público brasileiro vai demorar muito para poder ver esses sucessos. “WiFi Ralph” só estreia no Brasil em 3 de janeiro e “Creed II” ainda mais tarde, em 24 de janeiro. “O Grinch” parece em 3º lugar com mais um bom desempenho: US$ 30M em sua terceira semana em cartaz. O que significa que o tombo de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” foi grande. Após ter a pior estreia de um filme do universo de Harry Potter, o segundo “Animais Fantásticos” caiu do 1º para o 4º lugar em sua segunda semana. Mas a fraca arrecadação doméstica é compensada por grande êxito internacional, que já fez a bilheteria da fantasia da Warner atingir os US$ 439,7M em todo o mundo. Outro fenômeno mundial, “Bohemian Rhapsody”, a cinebiografia de Freddie Mercury e da banda Queen, completa o Top 5 e já soma US$ 420,5M em todos os mercados, tornando-se um dos musicais mais bem-sucedidos do século. Já os dois lançamentos amplos remanescentes registraram fracassos retumbantes. Atingido por críticas negativamente letais, “Robin Hood: A Origem” chegou quase morto aos cinemas, com US$ 9,1M em 7º lugar. Os míseros 12% de aprovação conquistados no Rotten Tomatoes ainda o tornam favorito ao Troféu Framboesa de Ouro como um dos piores filmes do ano. E “Green Book”, vencedor do Festival de Toronto que muitos consideram favorito ao Oscar, decepcionou com US$ 5,4M em 9º lugar. Mas vale apontar que o drama indie estrelado por Viggo Mortensen e Mahershala Ali teve a menor distribuição da lista, com exibição em mil salas, contra os demais entre 2,8 mil e 4 mil cinemas. Até “Nasce uma Estrela”, em sua oitava semana em cartaz, está em mais salas. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 55,6M Total EUA e Canadá: 84,4M Total Mundo: US$ 125,9M 2. Creed II Fim de semana: US$ 35,2M Total EUA e Canadá: US$ 55,8M Total Mundo: US$ 55,8M 3. O Grinch Fim de semana: US$ 30,2M Total EUA e Canadá: US$ 180,4M Total Mundo: US$ 215,7M 4. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 29,6M Total EUA e Canadá: US$ 117,1M Total Mundo: US$ 439,7M 5. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 13,8M Total EUA e Canadá: US$ 152M Total Mundo: US$ 420,5M 6. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 12,5M Total EUA e Canadá: US$ 35,7M Total Mundo: US$ 35,7M 7. Robin Hood: A Origem Fim de semana: US$ 9,1M Total EUA e Canadá: US$ 14,2M Total Mundo: US$ 22,9M 8. As Viúvas Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA e Canadá: US$ 25,5M Total Mundo: US$ 33,3M 9. Green Book Fim de semana: US$ 5,7M Total EUA e Canadá: US$ 7,8M Total Mundo: US$ US$ 7,8M 10. Nasce uma Estrela Fim de semana: US$ 3M Total EUA e Canadá: US$ 191M Total Mundo: US$ 353,4M
Trailer de O Rei Leão teria sido visto 224 milhões de vezes em 24 horas
A primeira prévia da nova versão do clássico animado “O Rei Leão” tornou-se o segundo trailer mais visto da internet em todos os tempos. Em apenas 24 horas, o vídeo registrou 224.6 milhões de visualizações. A informação é da Disney, porém não pode ser conferida, já que supostamente inclui visualizações em redes sociais de todo o mundo. No YouTube da Disney americana, o trailer soma “apenas” 29 milhões de views. O recorde de visualizações, pelo mesmo critério, pertence a outro trailer da Disney, o primeiro de “Vingadores: Guerra Infinita”, visto 250 milhões de vezes em apenas um dia. A lista dos trailers mais assistidos em 24 horas inclui ainda “It – A Coisa”, com nada menos que 197 milhões de visualizações e “Velozes e Furiosos 8”, com 139 milhões de visualizações em um dia. Todos os citados viraram blockbusters. O novo “O Rei Leão” tem direção de Jon Favreau (de “Mogli, o Menino Lobo”) e a previsão de estreia é para 18 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos. Reveja o trailer abaixo, com legendas em português.












