Críticos de Los Angeles elegem Roma como Melhor Filme do ano
Os críticos de Los Angeles divulgaram sua seleção dos melhores do ano no cinema. E concordaram com os colegas de Washington e de Nova York que “Roma” foi o Melhor Filme de 2018. Assim, o drama em preto e branco de Alfonso Cuarón, produzido pela Netflix, segue acumulando conquistas entre a crítica norte-americana, o que ajuda suas pretensões em relação ao Oscar. “Roma” chega ao streaming na sexta-feira (14/12) e terá sessões gratuitas em cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro. A diferença em relação à eleição dos críticos nova-iorquinos é que os jornalistas de Los Angeles escolheram outra pessoa para destacar na categoria de Melhor Direção. Não deram prêmio triplo para Cuarón, apenas dois: Filme e Fotografia. Como Melhor Direção, destacaram a cineasta Debra Granik, do filme “Não Deixe Rastros”. O que não deixa de ser um tapa na cara do Globo de Ouro 2019, já que a imprensa estrangeira de Hollywood não listou uma mulher sequer entre os candidatos ao prêmio de Direção. Outro detalhe interessante: também como os críticos nova-iorquinos, a escolha da Melhor Animação foi “Homem-Aranha no Aranhaverso”, à frente dos mais cotados da Disney (“Os Incríveis” e “WiFi Ralph: Quebrando a Internet”). Veja abaixo a lista completa dos favoritos da Los Angeles Film Critics Association. Melhor Filme “Roma” Melhor Direção Debra Granik (“Não Deixe Rastros”) Melhor Ator Ethan Hawke (“First Reformed”) Melhor Atriz Olivia Colman (“A Favorita”) Melhor Ator Coadjuvante Steven Yeun (“Em Chamas”) Melhor Atriz Coadjuvante Regina King (“Se a Rua Beale Falasse”) Melhor Roteiro Nicole Holofcener e Jeff Whitty (“Poderia Me Perdoar?”) Melhor Fotografia Alfonso Cuarón (“Roma”) Melhor Design de Produção Hannah Beachler (“Pantera Negra”) Melhor Edição Joshua Altman e Bing Liu (“Minding the Gap”) Melhor Filme Estrangeiro Empate entre “Em Chamas” e “Assunto de Família” Melhor Animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”
2ª temporada do anime Kakegurui ganha primeiro trailer e data de estreia
A 2ª temporada do anime “Kakegurui” ganhou seu primeiro trailer, divulgado pela produtora japonesa Avex Pictures. O vídeo traz cenas inéditas, mostrando que Kirari, a presidente do grêmio estudantil, terá maior participação nessa temporada, além de apresentar um pouco dos novos personagens que entrarão na trama e revelar a data de estreia dos novos episódios no Japão. O fato da trama de “Kakegurui” ser baseada em apostas em jogos de cartas é algo que o diferencia dos outros animes, já que a popularidade desse tipo de jogo não é vista tão abertamente nos mangás japoneses. No entanto, com sites de apostas cada vez mais populares, alguns com bônus de boas-vindas, a produção acabou chamando atenção e gerou uma franquia com vários produtos. Tudo começou com o mangá homônimo. Criado em 2014 com textos de Homura Kawamoto e ilustrações de Tōru Naomura, a trama tornou-se rapidamente cultuada à particularidade de sua história. No mangá, além das recompensas monetárias obtidas pelas grandes apostas, os vencedores também obtêm o benefício de transformar os perdedores em escravos particulares, mantendo uma certa ordem hierárquica, até que Yumeko Jabami chega para fazer parte das competições e rompe com o status quo, tornando-se a High Roller do lugar. O mangá original já tem 7 volumes, que estão disponíveis na Amazon. Mas o volumes 8 e 9 já têm previsão de lançamento, respectivamente em janeiro e março de 2019. Além do mangá e do anime, “Kakegurui” também inspirou uma série live-action estrelada por Minami Hamabe (“Ace Attorney”), ligeiramente diferente da trama dos desenhos, que durou duas temporadas entre 2017 e 2018 e que será concluída com um filme. O longa encontra-se em desenvolvimento para lançamento em maio no Japão Atualmente, apenas os 12 episódios da 1ª temporada da versão animada de “Kakegurui” podem ser vistos no Brasil. Eles estão disponíveis no catálogo Netflix. Assim como nos quadrinhos, o anime segue a protagonista Yumeko Jabami, recém-chegada no colégio particular Hyakkaou, onde impera um sistema imposto pelo grêmio acadêmico baseado em apostas de jogos de azar. Uma vez endividado, o aluno assume a alcunha de “bicho de estimação”, passando a ser humilhado pelos colegas e obrigado a fazer serviços forçados. A protagonista é uma apostadora compulsiva que sente prazem em se arriscar nestes jogos. Habilidosa, ela passa a incomodar os interesses dos alunos da elite japonesa que formam o conselho do grêmio estudantil. A 2ª temporada foi batizada de “Kakegurui XX” e tem estreia marcada para janeiro. Os episódios chegam no dia 8 na TV japonesa e ainda não há previsão para seu lançamento na Netflix.
Roteirista do remake de Cavaleiros do Zodíaco defende mudança de sexo de Andromeda
Após o trailer do remake dos “Cavaleiros do Zodíaco” revelar o novo visual dos personagens, muitos fãs do desenho original resolveram protestar nas redes sociais. Tudo porque um dos personagens, Andromeda, virou mulher. Por conta disso, o roteirista Eugene Son (“Os Vingadores Unidos”), um dos criadores da nova versão de “Cavaleiros do Zodíaco”, resolveu se pronunciar. O roteirista assumiu, na rede social, que a ideia foi sua. Em uma longa explicação, ele relatou que os roteiristas queriam “mudar muito pouco” da série original ao produzir o remake, por conta dos “fortes conceitos centrais” que renderam sucesso mundial aos “Cavaleiros do Zodíaco”. Mas seria impossível ignorar as mudanças sentidas no mundo nos últimos 30 anos. “A maioria da série funciona bem hoje em dia, mesmo depois de 30 anos. A única coisa que me incomodava era que os Cavaleiros de Bronze eram todos caras”, relatou. “30 anos atrás, um grupo de caras combatendo para salvar o mundo, sem nenhuma garota por perto, não era raro. Era o padrão. Mas, hoje em dia, o mundo é diferente. Caras e garotas lutando lado a lado é o padrão. Estamos acostumados a ver isso”, acrescentou. Son explicou que a equipe chegou a contemplar a possibilidade de transformar personagens femininas fortes da narrativa, como Marin e Shaina, em Cavaleiros de Bronze. Outra opção seria criar uma nova personagem, que se juntaria ao time, mas Son achou que isso seria visto como “um gesto óbvio”, e que a personagem pareceria deslocada por ser a única que não estava no material original. Quando a possibilidade surgiu de transformar Andromeda em uma personagem feminina, as discussões começaram a progredir. “Os conceitos básicos da personagem são os mesmos: Ela usa as suas correntes para se proteger e proteger os seus amigos, algo que aprendeu com seu irmão superprotetor, que também a ensinou a lutar”, garantiu. Son continuou dizendo que sabia que sua decisão seria controversa. Ele não vê, no entanto, a mudança como uma traição do personagem original. “O Andromeda que vocês conhecem continua sendo incrível. Esta é só uma nova interpretação, um novo olhar”, comentou. O roteirista concluiu usando o exemplo de “Battlestar Galactica”, que mudou o gênero de uma personagem importante, Starbuck, em seu remake. “Quando eles fizeram isso, achei estranho. Mas assisti à série, e amei. Uma personagem incrível, muito bem interpretada”, disse. De fato, Katee Sackhoff superou as críticas iniciais à mudança de gênero para roubar Starbuck de seu intérprete original, Dirk Benedict, transformando sua versão num verdadeiro ícone da sci-fi. Son convidou os fãs a assistirem à nova versão de “Cavaleiros do Zodíaco” antes de julgarem sua decisão. E para aqueles que não quiserem nem ver por causa da mudança de gênero – que se f… – , ele “entende”. A série estreia na Netflix em 2019, em data a ser definida. Veja abaixo alguns dos tuítes originais do roteirista explicando o que o motivou a mudar o gênero de Andrômeda. "What a good day. Lemme sit down at my computer and check my Twitter mentions…" Uh-oh. I know the Saint Seiya fans have questions. Let's start with a minor question first and then get to the big one- — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 The big question: "Why change Andromeda?" This one is all on me. When we started developing this new updated series, we wanted to change very little. The core concepts of Saint Seiya that make it beloved are so strong. Most of it holds up well even thirty years later- — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 But thirty years ago, a group of guys battling to save the world with no girls around was no big deal. That was the default then. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 And maybe 30 years ago seeing women punching and kicking each other wasn't a thing. But today? Not the same. pic.twitter.com/RA46bJDeg8 — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 There are plenty of female characters in the anime and manga. Marin and Shaina are both incredible. But they're both powerful already – no one wants to see them turned into Bronze Knights- — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 Maybe…? But I didn't want to create a new female character that would stick out and be obvious – especially if she was not created naturally and has no character/personality except "to be the girl." — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 The core concepts of Andromeda wouldn’t change. She uses her chains to defend herself and her friends – which she learned from her protective brother who taught her how to fight. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 But I knew this would be controversial. I don't see it as changing the character. The original Andromeda Shun is still a great character. But this is a new interpretation. A different take. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 I know some (many?) of you already hate it. Even in Toei, Andromeda was their favorite character and this feels like a slap in the face. So if you hate it (and me) and say "This new series is NOT for me" – no problem. I understand. I appreciate your passion for Seiya. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 But this is what I am going for- pic.twitter.com/BkaOvsYA0v — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018 Hopefully you'll check out the series when it comes to Netflix in 2019. But again, if you aren't interested and it's just a big NOPE, then I totally understand. — Eugene Son (@eugeneson) December 9, 2018
WiFi Ralph lidera bilheterias por seu terceiro e último fim de semana consecutivo nos EUA
A animação “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” chegou ao limite de seu fôlego para manter-se no topo das bilheterias dos Estados Unidos e Canadá pelo terceiro fim de semana consecutivo. Com US$ 16,1M (milhões), ficou apenas 1M à frente de outra animação rival, “O Grinch”, que está em sua quinta semana em cartaz. Na semana que vem, as duas animações terão a concorrência de uma terceira – e elogiadíssima – , “Homem-Aranha no Aranhaverso”. Enquanto isso, “Aquaman” já começou a surfar no mercado internacional, batendo recorde de bilheteria da Warner na China. O rei de Atlantis vai chegar apenas daqui a dois fins de semana à América do Norte – passando antes pelo Brasil – , para também disputar a liderança do ranking. Por enquanto, porém, é tudo calmaria no Top 10, já que praticamente não houve alteração em relação à semana passada. Sem estreias amplas, os mesmos filmes permanecem entre os dez mais vistos da América do Norte. Mas as críticas positivas e indicações ao Globo de Ouro fizeram “Green Book” subir algumas posições, indo do 10º para o 7º lugar e jogando o “Cadáver” ladeira abaixo. De significativo, vale ressaltar que “Bohemian Rhapsody” fez mais US$ 100M entre o fim de semana passado e o atual, atingindo quase US$ 600M em todo o mundo. É recorde disparado para o gênero das cinebiografias musicais, que devem se multiplicar após esse resultado. O filme sobre a banda Queen também superou a cinebiografia da banda NWA, “Straight Outta Compton”, para se tornar a maior bilheteria do gênero no mercado norte-americano. Saiba mais aqui. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá, e clique em seus títulos para ler mais sobre cada produção. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Wifi Ralph: Quebrando a Internet Fim de semana: US$ 16,1M Total EUA e Canadá: 140,8M Total Mundo: US$ 258,1M 2. O Grinch Fim de semana: US$ 15,1M Total EUA e Canadá: US$ 223,4M Total Mundo: US$ 322,3M 3. Creed II Fim de semana: US$ 10,3M Total EUA e Canadá: US$ 96,4M Total Mundo: US$ 119,6M 4. Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald Fim de semana: US$ 6,8M Total EUA e Canadá: US$ 145,2M Total Mundo: US$ 568,5M 5. Bohemian Rhapsody Fim de semana: US$ 6M Total EUA e Canadá: US$ 173,5M Total Mundo: US$ 596,5M 6. De Repente uma Família Fim de semana: US$ 5,6M Total EUA e Canadá: US$ 54,1M Total Mundo: US$ 60,4M 7. Green Book Fim de semana: US$ 3,9M Total EUA e Canadá: US$ 19,9M Total Mundo: US$ 19,9M 8. Robin Hood: A Origem Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 27,2M Total Mundo: US$ 65,7M 9. Cadáver Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 11,5M Total Mundo: US$ US$ 23M 10. As Viúvas Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA e Canadá: US$ 38,5M Total Mundo: US$ 65M
Os Cavaleiros do Zodíaco: Primeiro trailer dublado revela visual computadorizado do remake
A Netflix divulgou o primeiro trailer dublado do remake da série de “Os Cavaleiros do Zodíaco”, revelando o visual dos heróis em versão computadorizada. A nova versão está sendo produzida em parceria com a Toei Animation, responsável pela série clássica, e contará a mesma história do anime clássico. Mas a proposta de usar CGI garante que o visual será bem diferente daquele que os fãs lembram. A começar pela aparência de Andromeda, que virou mulher. A produção terá 12 novos episódios, com direção de Yoshiharu Ashino. Ele foi o animador da cultuada minissérie “Armitage III” (1995) e de “Tigrão – O Filme” (2000), da Disney, além de ter comandado o reboot de “Thundercats” (2011–2012). Já os roteiros são de Eugene Son (séries “Os Vingadores Unidos” e “Ultimate Homem-Aranha”). Intitulada em português “Os Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya”, a série será lançado em 2019, em data ainda não divulgada.
Ghost in the Shell vai ganhar nova série animada na Netflix
A Netflix anunciou a produção de um nova série animada da franquia “Ghost in the Shell”. Junto com o anúncio nas redes sociais, a plataforma também divulgou a primeira imagem da produção (acima), retratando a protagonista Motoko Kusanagi em bela computação gráfica. O anime foi inicialmente anunciado há um ano. Intitulado “Ghost in the Shell: SAC_2045”, o projeto é uma coprodução dos estúdios Production IG e Sola Digital Arts e terá direção de uma dupla de peso: Shinji Aramaki (“Appleseed”) e Kenji Kamiyama (“Ghost in the Shell: Stand Alone Complex”). Os dois também estão dirigindo o anime do “Ultraman” na Netflix, que estreia em streaming em 1 de abril. A união dos diretores de “Appleseed” e “Stand Alone Complex” num novo “Ghost in the Shell” é especialmente apropriada por considerar que o criador do mangá original, Masamune Shirow, também criou “Appleseed”. “Ghost in the Shell” surgiu em quadrinhos em 1989 e explodiu na cultura pop seis anos depois, ao originar o cultuado anime homônimo de 1995, dirigido por Mamoru Oshii. Comparado ao impacto de “Akira” (1988), o longa animado apresentou a obra de Shirow para o mundo ocidental e influenciou todas as produções focadas em sci-fi cyberpunk que vieram depois – inclusive a trilogia “Matrix”. A história acompanhava a major Mokoto Kusanagi, comandante ciborgue de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético (Seção 9), que lutava contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo era levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa no ano de 2029. O sucesso de filme de 1995 deu origem a uma franquia animada, composta por mais três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. O que acabou chamando atenção de Hollywood e inspirou o lançamento da adaptação live-action dirigida por Rupert Sanders no ano passado, que foi criticada por escalar uma atriz branca, Scarlett Johansson, no papel de Kusanagi. Agora, a franquia volta às suas origens japonesas. A última animação de Kusanagi tinha sido “Ghost in the Shell: The New Movie”, de 2015, que concluía a trama da série “Ghost in the Shell: Arise”. A nova produção tem previsão de estreia apenas para 2020 em streaming. YES, A NEW GHOST IN THE SHELL ANIME IS COMING.Ghost in the Shell: SAC_2045 will be directed by Appleseed’s Shinji Aramaki and Ghost in the Shell: Stand Alone Complex’s Kenji Kamiyama. On @Netflix in 2020!*desire to explore the true meaning of human consciousness intensifies* pic.twitter.com/MgKzX2KydQ — NX (@NXOnNetflix) 8 de dezembro de 2018
Homem-Aranha no Aranhaverso revela sete cenas divertidas e mais cinco pôsteres internacionais
A Sony divulgou mais cinco pôsteres internacionais e sete cenas da animação “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que ajudam a explicar o encantamento da crítica com a produção. Além dos traços serem muito bonitos, o roteiro é engraçadíssimo. A divertida produção marca o primeiro encontro no cinema dos diferentes Homens-Aranha, Mulheres-Aranha e Porco-Aranha que existem nos quadrinhos. Os heróis incluem o Homem-Aranha vivido por Miles Morales (voz de Shameik Moore, da série “The Get Down”), que é o principal protagonista, o Aranha original Peter Parker (Jake Johnson, da série “New Girl”), Gwen Stacy, a Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld, de “Quase 18”), o Homem-Aranha Noir (Nicolas Cage, de “Kick-Ass”), a japonesa Peni Parker, também conhecida como Ar//nH (Kimiko Glenn, de “Orange Is the New Black”), e Peter Porker, o Porco-Aranha (Spider-Ham, no original), uma aranha transformada em porco falante (dublado por John Mulaney, de “Saturday Night Live”). A explicação para a convivência entre personagens de universos completamente diferentes nos quadrinhos – como o Ultimate, que originou Miles Morales, o “Homem-Aranha negro” – é uma experiência dimensional do vilão da trama, o Rei do Crime – que ironicamente é um dos vilões menos cósmicos da Marvel. A presença de Peter Porker é a mais absurda. O personagem fazia parte de um universo antropomórfico, concebido como paródia por Tom DeFalco e Mark Armstrong nos anos 1980. Também chama atenção a participação de Ar//nH, a versão mangá/anime do herói, que usa um traje Mecha (mecânico/robótico) e surgiu junto com a Gwen-Aranha (também chamada de Mulher-Aranha, embora esta seja outra personagem) em 2014, num evento/crossover chamado “Aranhaverso”. Este evento, que claramente inspira o desenho, originou várias outras versões do Aranha, inclusive Silk, que faz parte dos projetos de filmes derivados da Marvel na Sony. Apesar da variedade de personagens surgidas no período, a versão em que Gwen Stacy é mordida por uma Aranha radioativa e ganha super-poderes se tornou disparada a mais popular, tanto que ganhou revista própria e depois de roubar as cenas em “Homem-Aranha no Aranhaverso” deve ter sua própria animação. Já o Homem-Aranha Noir faz parte do universo Noir da Marvel, com histórias passadas durante a Grande Depressão dos anos 1930. Apesar dessa referência, é outra criação recente – lançada numa minissérie de 2009. Miles Morales é o único da lista que atualmente habita o mesmo universo do Aranha original, após a implosão do selo Ultimate, onde foi criado por Brian Michael Bendis em 2011. Ele foi um dos poucos sobreviventes daquele universo, graças a uma solução narrativa das “Guerras Secretas”, crossover de 2015. Por fim, como todos sabem, Peter Parker, o Homem-Aranha clássico, nasceu em 1962 das mentes criativas de Stan Lee e Steve Ditko, ambos recentemente falecidos. Stan Lee, por sinal, deixou registrada sua voz no desenho antes de morrer no mês passado. O elenco vocal ainda inclui Lily Tomlin (série “Grace and Frankie”) como a Tia May, Brian Tyree Henry (série “Atlanta”) como Jefferson Davis, o pai de Miles, Mahershala Ali (“Moonlight”) como Aaron Davis/Gatuno/Aranha de Ferro, tio de Miles, e Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) como Wilson Fisk, o Rei do Crime. “Homem-Aranha no Aranhaverso” tem roteiro e produção da dupla Phil Lord e Christopher Miller (“Uma Aventura Lego”). A direção está a cargo de Peter Ramsey (“A Origem dos Guardiões”) e Bob Persichetti, que estreia na função, após ser o principal animador de “O Pequeno Príncipe” (2015), “Gato de Botas” (2011), “Monstros vs. Alienígenas” (2009) e “Shrek 2” (2004). A estreia está marcada para 10 de janeiro no Brasil, um mês após o lançamento nos Estados Unidos.
Spin-off feminino de Cavaleiros do Zodíaco ganha trailer legendado e data de estreia no Brasil
A nova série animada “Saint Seiya: Saintia Sho”, derivado da franquia “Cavaleiros do Zodíaco”, ganhou pôster, artes, trailer legendado (por fãs) e data de estreia no Brasil. A atração estará disponível na plataforma de streaming Crunchyroll já nesta segunda (10/12), em transmissão simultânea com o Japão. No pôster oficial, é possível ver as protagonistas da série, que conta uma história paralela à do anime clássico, focada nas Saintias, uma classe de guerreiras que serve diretamente à deusa Atena. A personagem central é Shoko, que torna-se Saintia de Cavalo Menor para resgatar a irmã, Kyoko, cujo corpo é possuído pela deusa maligna Éris. O anime adapta o mangá homônimo criado por Chimaki Kuori, que começou a ser publicado em 2013 no Japão, e chegou ao Brasil neste ano. A série terá episódios novos toda segunda-feira na plataforma. Além de “Saintia Sho”, o universo de “Cavaleiros do Zodíaco” ainda será revisitado num remake em versão computadorizada da série clássica, com previsão para 2019 na Netflix.
Versão live-action de Kim Possible ganha primeiro trailer do Disney Channel
O Disney Channel divulgou o primeiro trailer completo do telefilme live-action de “Kim Possible”, que traz a novata Sadie Stanley (que figurou em “Game Shakers”) como a versão de carne e osso da heroína animada. Quem também aparece são o cientista maluco Dr. Drakken (vivido por Todd Stashwick, de “12 Monkeys”) e sua sarcástica parceria no crime, Shego (Taylor Ortega, vista em “Succession”). O elenco da produção também inclui Sean Giambrone (da série “The Goldbergs”) no papel de Ron Stoppable, Isaac Ryan Brown (“A Casa da Raven”) na pele de Wade Load e Alyson Hannigan (“How I Met Your Mother”) como a mãe de Kim. Dois dubladores do desenho original também farão aparições no filme: Christy Carlson Romano, que deu voz a Kim Possible na série animada, e Patton Oswalt, dublador do vilão Professor Dementor. A série original teve 87 episódios produzidos entre 2002 e 2007, além de dois longas animados. A trama acompanhava uma adolescente em idade escolar, que alternava seus dias de cheerleader com aventuras noturnas de combate ao crime. Os criadores da animação, Mark McCorkle e Robert Schooley, assinam o roteiro e a produção, e a direção está a cargo de Zach Lipovsky e Adam B. Stein (ambos da série “Mech-X4”). O telefilme vai estrear em 15 de fevereiro no Disney Channel americano, mas ainda não teve sua data de exibição confirmada no Brasil.
Astronauta, de Mauricio de Sousa, vai virar série animada adulta na HBO
O personagem Astronauta, criado por Mauricio de Sousa, vai ganhar uma animação adulta, que será coproduzida pela Mauricio de Sousa Produções e a HBO. O anúncio da parceria foi feito nesta sexta-feira (7/12) durante a CCXP (Comic Con Experience), um ano após a exibição do primeiro teaser do projeto, no mesmo evento. Intitulada “Astronauta: Propulsão”, a série terá seis episódios exibidos na HBO, tornando-se a primeira animação original do canal na América Latina. “Estamos literalmente aterrissando em outro planeta”, disse Robert Rios, vice-presidente corporativo de produções originais da HBO. O personagem Astronauta foi por Mauricio de Sousa em 1962. Mas a animação terá como base a premiada graphic novel de Danilo Beyruth, lançada em 2012. Beyruth escreveu e desenhou uma trilogia do personagem, com inspirações que vão desde Jack Kirby a Moebius, passando por Arthur C. Clark. Recentemente, ele também colaborou com o diretor Vicente Amorim no thriller “Motorrad”. “Logo que vi as releituras das histórias do meu personagem Astronauta feitas pelo artista Danilo Beyruth senti que tinha em mãos o básico para uma fantástica série de desenhos animados com tudo que deve ter uma proposta de ficção científica”, conta Mauricio de Sousa. “O Astronauta vive a série de maior sucesso no nosso projeto das Graphic Novels tanto pelos roteiros quanto pela realização artística”, completou. “Astronauta: Propulsão” terá roteiro de Roger Keesse e produção dos estúdios Birdo (de “Oswaldo” e “Cupcake & Dino”) e Ultrassom Music Ideas. Ainda não há data de estreia prevista. Mas o teaser pode ser (re)visto abaixo.
Estreias: Cinema brasileiro rende quatro destaques na semana
Treze filmes chegam aos cinemas nesta quinta (6/12) e nem o cinéfilo mais dedicado suportaria metade. Mais que de praxe, os piores são os que tem a maior distribuição: a animação “Encantado” e o terror “O Chamado do Mal”. Tão ruins que nem possuem previsão de estreia nos Estados Unidos, onde devem sair direto em DVD ou VOD, se forem lançados. Hora da curadoria. Entre os americanos, tem até um filme lacrimoso do criador da série “This Is Us”, mas o único recomendado é o drama indie “O Ódio que Você Semeia”. Adaptação do best-seller de Angie Thomas roteirizada por Audrey Wells (“Quatro Vidas de um Cachorro”), que faleceu em outubro, foi destaque no circuito de festivais da América do Norte e obteve 96% de críticas positivas no site Rotten Tomatoes. A trama acompanha a jovem Starr Carter (Amandla Stenberg, de “Jogos Vorazes”), que teve o nome traduzido para o público brasileiro como “Estrella” Carter. Estudante dedicada numa escola de brancos, ela nunca teve problemas raciais e fazia de tudo para não ser vista pelos colegas como “a garota negra” da aula. Até o dia em que descobre o racismo da pior forma, ao ver o namorado assassinado por um policial branco. Testemunha do crime, ela decide deixar de ser incolor para assumir uma posição na luta contra o preconceito. E as cenas de abuso começam a aumentar, conforme a protagonista passa a perceber melhor as cores do mundo em preto e branco ao seu redor. Mas a semana é mesmo do cinema brasileiro. Há quatro obras de ficção e dois documentários nacionais, que se apresentam como as melhores opções da programação. Por coincidência, esta lista inclui duas adaptações de textos clássicos do teatro nacional que, cada um a seu modo, refletem o mundo atual. A maior surpresa é a obra do único diretor estreante da leva. O ator Murilo Benício (“O Animal Cordial”) estreia atrás das câmeras com “O Beijo no Asfalto”, filmando a história conhecida de Nelson Rodriguez de forma nunca feito antes. E não apenas pelas imagens em preto e branco. Ao contrário da versão de 1981, rodada por Bruno Barreto, o novo “O Beijo no Asfalto” não é a simples transposição do texto de 1960, sobre um atropelado que pede um beijo a um desconhecido antes de morrer, e como esse beijo passa a atormentar a vida daquele que demonstrou compaixão. É, em vez disso, um filme sobre atores que se dedicam a encenar “O Beijo no Asfalto” – em abordagem similar a de “Ricardo III: Um Ensaio” (1996), de Al Pacino. Filmagem e bastidores se misturam, ressaltando o talento dos intérpretes, comandados por Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”), Stênio Garcia (“O Inventor de Sonhos”), Octavio Müller (“Benzinho”) e Débora Falabella (“O Filho Eterno”), esposa de Benício, mas principalmente Fernanda Montenegro (“Infância”), para quem Rodriguez escreveu a peça original. E conforme roupas de época mesclam-se a conversas do elenco e elementos da encenação, os temas pertinentes da história, como preconceito, fake news e corrupção, ganham projeção e demonstram como os problemas nacionais continuam iguais. Ainda mais “como nossos pais” é a adaptação de “Rasga Coração”. Escrito entre 1972 e 1974, o último texto teatral de Oduvaldo Vianna Filho (o criador da série “A Grande Família”) lida com conflito de gerações, mas também com o conflito entre o homem comum e a realidade política e social do país. Acabou virando um marco da luta contra a censura, passando cinco anos proibida pela ditadura. A versão cinematográfica traz Marco Ricca (“Chatô, O Rei do Brasil”) como o pai que foi rebelde na juventude, acomodou-se na classe média e agora tem que lidar com um filho que repete sua trajetória, tendo os protestos políticos de duas gerações como panos de fundo. O cineasta Jorge Furtado (“Real Beleza”), por sinal, atualizou a trama, situando a juventude do pai na época de Vianinha, enquanto seu filho (Chay Suede) explora outras lutas no século 21, ligadas à causas queer. A atualização, porém, vai até certo ponto, pendendo sempre para o ponto de vista do paizão setentista. Também fazem parte do elenco Drica Moraes (“Getúlio”) e João Pedro Zappa (“Gabriel e a Montanha”). Mais premiado da semana, “Tinta Bruta”, dos gaúchos Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (dupla de “Beira-Mar”), foi o Melhor Filme do Festival do Rio 2018 e venceu o prêmio Teddy, concedido por um júri independente aos melhores longas com temática LGBTQ da seleção oficial do último Festival de Berlim. O drama acompanha um jovem que usa o codinome GarotoNeon para trabalhar como camboy, fazendo performances eróticas com o corpo coberto de tinta para milhares de anônimos ao redor do mundo, pela internet. A maior força do filme está em suas imagens, belamente fotografadas, que ocupam o espaço das poucas falas e edição minimalista da produção, numa ode ao voyeurismo-exibicionismo que não segue realmente o roteiro esperado. Com maior apelo popular, “A Mata Negra” é o quinto longa de terror de Rodrigo Aragão, que chega aos cinemas uma década após o primeiro, “Mangue Negro” (2008). E demonstra a clara evolução do cineasta capixaba, que aprendeu sozinho a dirigir e a fazer efeitos especiais práticos para baratear suas produções. Embora continue trabalhando com muitos atores amadores, Aragão especializou-se em evocar um clima macabro, que se mostra especialmente perturbador no novo trabalho, enquanto segue a desenvolver um terror com elementos nacionais. Nisto, é claramente sucessor de José Mojica Marins, o Zé do Caixão. O filme adapta “causos” regionais para contar a história de uma menina que recebe a missão de ler um misterioso livro de “rezas” para salvar a alma de um homem que vê a morte chegar. Entretanto, ela desobedece a ordem de queimar a obra – que seria o livro de São Cipriano – e, após o homem falecer, passa usá-lo por conta própria, desencadeando uma série de tragédias. A produção é a primeira da carreira de Aragão a contar com dinheiro de edital de fomento. Custou R$ 630 mil e, como novidade, teve até a participação de atores famosos, como Jackson Antunes (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”) e Francisco Gaspar (“O Matador”). O elenco também destaca Carol Aragão (de “Mar Negro”), filha do cineasta, no papel principal. Vale conferir ainda o português “Raiva”, de Sérgio Tréfaut (“Viagem a Portugal”), uma história intensa em preto e branco sobre o período de fome nos campos do país nos anos 1950, e os documentários, em particular o dedicado ao cartunista “Henfil”. De resto, veja os trailers e as sinopses abaixo. O Ódio que Você Semeia | EUA | Drama Starr Carter (Amandla Stenberg) é uma adolescente negra de 16 anos que presencia o assassinato de Khalil, seu melhor amigo, por um policial branco. Ela é forçada a testemunhar no tribunal por ser a única pessoa presente na cena do crime. Mesmo sofrendo uma série de chantagens, ela está disposta a dizer a verdade pela honra de seu amigo, custe o que custar. O Beijo no Asfalto | Brasil | Drama Baseado na peça homônima escrita por Nelson Rodrigues. Ao presenciar um atropelamento, Arandir, um bancário recém-casado, tenta socorrer a vítima, mas o homem, quase morto, só tem tempo de realizar um último pedido: um beijo. Arandir beija o homem, mas seu ato é flagrado por seu sogro Aprígio e fotografado por Amado Ribeiro, um repórter policial sensacionalista. Rasga Coração | Brasil | Drama Manguari Pistolão (Marco Ricca) é ao mesmo tempo um herói e um homem comum. Atuante na militância em boa parte da vida, agora ele terá que enfrentar o mesmo que seu pai enfrentou: o seu filho Luca (Chay Suede) pretende deixar a faculdade de Medicina e ingressar de vez no movimento hippie. Em um crescente conflito com as escolhas do filho, ele verá seu passado sendo reiventado na figura dele. Tinta Bruta | Brasil | Drama O jovem Pedro (Shico Menegat) vive um momento complicado, ele responde a um processo criminal ao mesmo tempo em que precisa lidar com a mudança da irmã, sua única amiga. Como forma de catarse, ele assume o codinome GarotoNeon e passa a se apresentar anonimamente na internet dançando nu na escuridão do seu quarto, coberto apenas por uma tinta fluorescente. Mata Negra | Brasil | Terror Numa floresta do interior do Brasil, uma garota vê sua vida – e a de todos ao seu redor – mudar terrivelmente quando encontra o Livro Perdido de Cipriano, cuja Magia Sombria, além de outorgar poder e riqueza a quem o possui, é capaz de libertar uma terrível maldição sobre a terra. Raiva | Portugal | Drama Nos remotos campos do Baixo Alentejo, no sul de Portugal, a miséria e a fome assolam a população. Quando dois violentos assassinatos acontecem em uma só noite, um mistério toma o lugar: qual poderia ser a origem desses crimes? Encantado | Canadá | Animação Quando criança, o príncipe Felipe Encantado foi alvo da bruxa Morgana, que aplicou nele um feitiço que faz com que todas as mulheres por ele se apaixonem assim que o vêem. Com isso, ele não apenas salva como se torna noivo de três princesas em apuros: Branca de Neve, Cinderela e a Bela Adormecida. O feitiço apenas será quebrado quando o príncipe encontrar o amor verdadeiro, algo bastante difícil diante de tamanha adoração. Precisando cumprir um desafio em três etapas, ele encontra apoio na ladra Leonora Quinonez, que está imune ao seu galanteio e se traveste de homem para ajudá-lo. O Chamado do Mal | EUA | Terror Um professor universitário e sua esposa, que estão prestes a ter um bebê, serão os responsáveis por um ato com consequências horrendas: eles liberam, involuntariamente, uma entidade maligna com pretensões perigosas. A Vida em Si | EUA | Drama O relacionamento amoroso vivido por um casal (Oscar Isaac e Olivia Wilde) é contado através de diferentes décadas e continentes, desde as ruas de Nova York até Espanha e como diferentes pessoas acabam se conectando com eles através de um evento marcante. 2 Outonos e 3 Invernos | França | Comédia Arman (Vincent Macaigne) tem 33 anos e resolve mudar de vida. Para começar, começa a correr no parque aos sábados. No primeiro dia, conhece Amélie (Maud Wyler). A primeira impressão é de um choque, a segunda será uma punhalada no coração. Benjamin (Bastien Bouillon) é o melhor amigo de Arman. Entre dois outonos e três invernos as vidas de Amélie, Arman e Benjamin se cruzam, cheias de encontros, acidentes, histórias de amor e memórias Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras | França | Documentário Maria Callas nasceu na cidade de Nova York em 1923, numa família de imigrantes gregos. Incentivada pela mãe a desenvolver dotes artísticos desde cedo, teve aulas de canto lírico com Elvira Hidalgo no Conservatório de Atenas e não tardou a ser reconhecida internacionalmente como a melhor cantora de ópera de todos os tempos. Através de entrevistas, imagens raras de arquivo, filmagens pessoais e cartas íntimas, a vida e a carreira da artista são reconstituídas. Henfil | Brasil | Documentário O documentário registra uma proposta curiosa feita a uma turma de jovens animadores: tentar trazer para a atualidade as obras do cartunista, jornalista e ativista brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil. Além desse processo, o filme traz depoimentos de amigos e revelações sobre como o artista hemofílico lidava com sua doença e utilizava seus desenhos como instrumento de luta contra a censura política de sua época. Meu Tricolor de Aço | Brasil | Documentário Completando 100 anos de existência no ano de 2018, o Fortaleza Esporte Clube é considerado, além de um respeitado time de futebol, um patrimônio cultural do Ceará e da vida de centenas de jogadores e torcedores. Remontando a trajetória repleta de glórias, derrocadas e alegrias, dirigentes, empresários e apaixonados pelo Fortaleza prestam emocionados depoimentos sobre uma história que começou a ganhar forma ainda em 1912.
Watership Down: Minissérie animada baseada na obra clássica Uma Grande Aventura ganha trailer
A BBC divulgou o trailer oficial de “Watership Down”, minissérie animada baseada no livro homônimo de Richard Adams, lançado no Brasil como “Uma Grande Aventura”. A prévia revela um desenho de bichos falantes que não segue o padrão cômico do gênero. Ao contrário, é bem dramático. Passado no sul rural da Inglaterra, a trama segue um bando de coelhos que foge da destruição de seu habitat e procura um novo lar, numa aventura movida à esperança, coragem e luta pela sobrevivência. “Uma Grande Aventura” já ganhou uma famosa versão cinematográfica de 1978, que na época chocou por ser uma das primeiras animações com cenas de violência. Hoje, o filme é considerado uma obra-prima. O livro também já rendeu uma série animada britânica, que durou três temporadas entre 1999 e 2001. A nova versão tem direção do cineasta Noam Murro (de “300: A Ascensão do Império”) e é a primeira a usar computação gráfica para animar os coelhos e outros bichos da história, dando maior realismo ao drama. Entre os dubladores estão alguns astros famosos como James McAvoy (“Fragmentado”), Nicholas Hoult (“X-Men: Apocalipse”), Ben Kingsley (“Homem de Ferro 3”), John Boyega (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Gemma Arterton (“Gemma Bovary”), Taron Egerton (“Robin Hood: A Origem”), Daniel Kaluuya (“Corra!”), Olivia Colman (“A Favorita”), Peter Capaldi (“Doctor Who”), Rosamund Pike (“Garota Exemplar”), Miles Jupp (“Howards End”), Freddie Fox (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”). A minissérie tem quatro episódios e estreia em 22 de dezembro no Reino Unido, chegando um dia depois na Netflix.
Popeye ganha nova série animada para celebrar seus 90 anos. Veja o primeiro episódio
“Pica-Pau” não é o único desenho clássico que está ganhando novos episódios no YouTube. “Popeye” também estreou nova série. Mas, ao contrário do desenho do passarinho, o personagem foi bastante modificado, virando mais politicamente correto, como pode ser visto no primeiro capítulo do revival abaixo. Para começar, o marinheiro rejuvenesceu. No lugar da careca, aparecem cabelos loiros. Ele também não fuma. Seu pito virou apito. O espinafre que lhe dá força é orgânico. E nem Olivia Palito se limita a ser a donzela em apuros. Ela ajuda o herói na luta contra o eterno vilão Brutos. A iniciativa tem o objetivo de comemorar os 90 anos do marinheiro, que será celebrado em 17 de janeiro, dia que marca a primeira aparição de Popeye nos quadrinhos, desenhado por E.C. Seger (Elzie Crisler Segar) em 1929. O personagem fez bastante sucesso logo de cara, mas só virou um fenômeno quando ganhou versão animada em 1933 pelo estúdio de Max Fleischer. Não demorou a se tornar o cartoon mais popular do estúdio, ganhando 109 curtas – e outra centena completa de um novo estúdio após a 2ª Guerra Mundial. Desde então, teve diversas encarnações na televisão, mas apenas um filme com atores: lançado em 1980, com Robin Williams no papel-título, em seu primeiro papel no cinema. O título original do canal no YouTube, “Popeye and Friends”, é o mesmo de uma série animada dos anos 1970, mas o novo desenho é inspirado pelo cinema mudo, com muitas gags físicas e nenhuma fala, apenas risos e ruídos. Outra produção animada, criada com computação gráfica para o cinema, está atualmente em desenvolvimento e deve ser lançada em 2019.












