Séries animadas da nova plataforma Peacock ganham trailers
A nova plataforma americana Peacock, serviço de streaming com conteúdo da NBCUniversal, divulgou os trailers de três atrações animadas. Duas das séries são baseadas em publicações infantis famosas, mas apenas a terceira é inédita. Adaptação dos livros ilustrados de “Onde Está Wally”, criados pelo ilustrador Martin Handford em 1987, “Where’s Waldo” (por algum motivo, o britânico Wally é chamado de Waldo nos EUA) é uma produção da DreamWorks Animation que teve a 1ª temporada exibida no canal pago americano Universal Kids no ano passado. “Curious George”, que adapta as histórias do macaco curioso criado pelo casal judeu alemão Hans Augusto e Margret Rey após sua fuga para a França no final dos anos 1930, é, na verdade, uma produção da Universal Animation Studios de 2006 e foi exibida no canal educativo americano PBS ao longo de nove temporadas – até 2015. Por fim, “Cleopatra in Space”, em que a princesa adolescente do Egito viaja ao futuro e se junta à luta para salvar a galáxia, adapta os quadrinhos homônimos de Mike Maihac e também foi produzida pela DreamWorks, mas com exclusividade para a Peacock nos EUA. Vale destacar que a voz de Cleopatra é dublada pela atriz Lilimar, estrela das séries do Nickelodeon “Bella e os Bulldogs” (2015-2016) e “Esquadrão de Cavaleiros” (2018-2019). As séries foram disponibilizadas em abril, durante um test drive da plataforma, oferecida de forma gratuita e com anúncios para os assinantes da Comcast – empresa provedora de internet e TV paga dos EUA, que é a dona da NBCUniversal. Mas a inauguração oficial da Peacock está marcada apenas para 15 de julho. Entretanto, ainda não há previsão para a chegada desse – e de vários outros – serviço de streaming ao Brasil.
Soul: Nova animação da Pixar exalta a paixão pela música em trailer legendado
A Disney divulgou um novo trailer legendado de “Soul”, próxima animação da Pixar. E, curiosamente, a prévia se concentra no prólogo da história. Embalada pela canção “Parting Ways”, de Cody ChesnuTT, a prévia acompanha Joe Gardner, professor de música do Ensino Médio e entusiasta de jazz, dublado em inglês por Jamie Foxx. O vídeo destaca a paixão do personagem pela música, levando-o a fazer considerações sobre como ela ajuda a vida a começar. A ironia é que o filme mostra a seguir a aparente morte do protagonista, instantes após finalmente conseguir o trabalho de seus sonhos, como pianista de uma banda. Ao ser transformado em alma, ele se rebela por achar que ainda tinha muito pelo que viver. E, ao escapar da fila para o além, acaba caindo na pré-vida, onde as novas almas ganham suas personalidades. É lá que conhece 22, uma alma que não tem nenhuma vontade de viver na Terra, e enquanto tenta convencê-la de que a vida é boa, descobre que seu corpo está em coma num hospital. O elenco de dubladores originais ainda inclui Tina Frey (“Irmãs”), Ahmir “Questlove” Thompson (baterista da banda de hip-hop The Roots), Phylicia Rashad (“Creed”) e Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”). Escrito e dirigido por Pete Docter (“Divertida Mente”) e Kemp Powers (roteirista de Star Trek: Discovery), “Soul” tem estreia marcada para 20 de novembro nos EUA.
Kelly Asbury (1960 – 2020)
O diretor, roteirista e animador Kelly Asbury, que trabalhou em alguns dos principais desenhos animados americanos das últimas três décadas, morreu na sexta-feira (26/6) em Los Angeles, aos 60 anos, após uma longa batalha contra um câncer abdominal. Ele iniciou sua carreira no departamento de animação da Disney em 1983, onde ajudou a criar clássicos como “O Caldeirão Mágico” (1985), “A Pequena Sereia” (1989) e principalmente “A Bela e a Fera” (1991), que ele escreveu. Asbury se tornou diretor assistente na animação de stop-motion “O Estranho Mundo de Jack” (1993) e também trabalhou no gênero em “James e o Pêssego Gigante” (1996), ambos dirigidos por James Selick. Acompanhando de perto a evolução dos desenhos nos últimos anos, ainda integrou a equipe de roteiristas de “Toy Story” (1995), da Pixar, o primeiro longa inteiramente animado por computador, antes de se estabelecer na DreamWorks Animation, onde sua carreira deslanchou. Seu trabalho inicial na DreamWorks foi como supervisor de roteiros em “O Príncipe do Egito” (1998), “A Fuga das Galinhas” (2000, coprodução com o estúdio britânico Aardman), e no primeiro “Shrek” (2001), filme que viabilizou a ambição da DreamWorks de competir com a Disney. O sucesso de “Shrek” lhe permitiu alçar voos maiores. Em 2002, ele dirigiu seu primeiro longa animado, “Spirit, o Corcel Indomável”, dividindo os créditos com a roteirista Lorna Cook (“O Rei Leão”, “Mulan”). O filme foi exibido no Festival de Cannes, venceu quatro Annie Awards e disputou o Oscar de Melhor Animação. Em seguida, integrou o trio de diretores de “Shrek 2”, também indicado ao Oscar, em que se lançou como dublador, fazendo as vozes de vários personagens secundários. A experiência foi estendida a “Shrek Terceiro” (2007) e a todos os seus futuros trabalhos como diretor. Na DreamWorks, ele ainda trabalhou com as equipes de “Kung Fu Panda” e “Madagascar 2: A Grande Escapada” (ambos de 2008). Mas a demora para assumir outro filme o motivou a trocar o emprego fixo por projetos individuais. Seu primeiro trabalho solo como diretor foi “Gnomeu e Julieta” (2011), que ele também escreveu para a Touchstone (divisão da Disney), transformando as músicas de Elton John numa fábula shakeaspearana de anões de jardim. A produção voltou a aproximá-lo da Disney, levando-o a integrar a equipe de mais dois clássicos modernos do estúdio: “Detona Ralph” (2012) e o blockbuster “Frozen: Uma Aventura Congelante” (2013). Kelly Asbury também colaborou com a continuação “Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim” (2018) e dirigiu o primeiro longa animado dos Smurfs, “Os Smurfs e a Vila Perdida” (2017), para a Sony. Seus últimos trabalhos foram consultoria de roteiro em “A Família Addams” (2019), da MGM, e a direção de “UglyDolls” (2019), o último filme com sua assinatura e sua voz. “Todo mundo amava Kelly, era impossível não se encantar com ele ou se alimentar de sua energia positiva”, escreveu no Facebook Ronnie Del Carmen, diretor de “Divertida Mente”, que trabalhou com Asbury em “O Príncipe do Egito” e “Spirit, o Corcel Indomável” e lembrou que “as histórias do grande ‘deus Kell’ eram lendárias”. “Vou sentir muita falta dele. Descanse em paz, querido amigo”, despediu-se.
Simpsons, Família da Pesada, Big Mouth e Central Park trocam dubladores brancos de personagens negros
Várias produtoras e canais de séries animadas americanas anunciaram que não utilizarão mais atores brancos para dublar personagens negros ou de outras etnias. A decisão foi resultado de uma súbita conscientização causada pelo questionamento do racismo estrutural, que virou pauta urgente, após o assassinato de George Floyd por policiais brancos e o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) tomar as ruas dos EUA. As atrizes Kristen Bell e Jenny Slate foram quem chamaram atenção para o problema, denunciando a si mesmas, na quarta passada (24/6), como mulheres brancas que estavam dando vozes para personagens mestiças (meninas negras, filhas de mães brancas). “Este é um momento para reconhecer nossos atos de cumplicidade”, postou Kristen Bell nas redes sociais. Aqui está um dos meus. Interpretar a personagem Molly em ‘Central Park’ mostra uma falta de consciência do meu privilégio generalizado. A escalação de um personagem mestiça com uma atriz branca prejudica a especificidade da raça mista e da experiência dos negros americanos”, apontou. “Estava errado e nós, da equipe do ‘Central Park’, estamos comprometidos em fazer a coisa certa”, continuou Bell. “Fico feliz em renunciar a esse papel e passá-lo a alguém que possa dar uma interpretação muito mais precisa e me comprometerei a aprender, crescer e fazer minha parte por maior igualdade e inclusão”. Em uma declaração conjunta, a equipe do programa da plataforma Apple TV+ tentou justificar a escolha da atriz, que esteve no elenco da série “desde quase o primeiro dia de desenvolvimento do programa – antes mesmo de haver uma personagem para ela interpretar – e desde então ela apresentou uma performance engraçada, sincera e bonita”. “Mas, após reflexão, Kristen, junto com toda a equipe criativa, reconhece que a escalação da personagem Molly é uma oportunidade de obter uma representação correta – escalar uma atriz negra ou de raça mista e dar a Molly uma voz que ressoe com todas as nuances e experiências da personagem como a desenhamos”, continuam. Kristen Bell, porém, continuará a ser parte da série, dublando uma nova personagem que será introduzida na 2ª temporada, enquanto a interpretação de Molly passará para outra atriz. Já Jenny Slate perdeu o emprego, após decidir parar de interpretar Missy em “Big Mouth”, da Netflix. “No começo do programa, eu raciocinei comigo mesma que era admissível que eu interpretasse Missy porque a mãe dela é judia e branca — assim como eu”, afirmou a atriz em sua conta no Instagram. “Mas Missy também é negra, e personagens negros em programas animados devem ser interpretados por pessoas negras”, acrescentou. As decisões das duas atrizes criaram um efeito cascata. Na sexta (26/6), o ator Mike Henry, também branco, anunciou que deixaria de dublar o personagem negro Cleveland Brown na popular série animada “Uma Família da Pesada” (Family Guy), da rede Fox. “Foi uma honra interpretar Cleveland por 20 anos. Eu amo esse personagem, mas pessoas de cor (não brancas) devem interpretar os personagens de cor. É por isso que estou deixando o papel”, escreveu ele no Twitter. Além do personagem aparecer em “Uma Família da Pesada”, ele também estrelou sua própria série, “The Cleveland Show”, por quatro anos, exibida entre 2009 e 2013. A iniciativa de Henry, por sua vez, repercutiu em outra série da Fox, que se viu forçada a repensar sua atitude pouco responsável em relação à escalação de seus papéis. “Os Simpsons”, que já tinha um problema histórico com Apu, finalmente deu o braço a torcer, anunciando também na sexta que não escalaria mais atores brancos para interpretar personagens de minorias étnicas. “A partir de agora ‘Os Simpsons’ não terão mais atores brancos representando personagens que não são brancos”, informou uma nota sucinta da Fox. O anúncio, na verdade, é bem tardio. Em janeiro, o ator branco Hank Azaria já tinha dito que não dublaria mais o comerciante indiano Apu, após a representação racista do personagem ter ganhado até documentário – “O Problema com Apu”, dirigido por Hari Kondabolu em 2017, que criticou a forma como as produções americanas tratam as pessoas do sul da Ásia. Azaria tinha ficado incomodado com a forma escolhida pelos produtores de “Os Simpsons” para lidar com o questionamento racial. O tema virou piada, num episódio exibido em 2018 que criticou a forma como situações “inofensivas no passado” tinham virado “politicamente incorretas”. O fato é que, neste caso, “Os Simpsons” não previram o futuro e quase foram atropelados pela História. A mudança tardia de atitude agora deve afetar também o personagem do Dr. Hibbert, médico negro interpretado pelo ator branco Harry Shearer. Assim como Azaria (voz de Moe e do Comic Book Guy), Shearer dubla vários personagens e deve permanecer na série como o Sr. Burns, Ned Flanders e o diretor Skinner.
Disney anuncia novo adiamento de Mulan
A Disney anunciou novo adiamento de “Mulan”, encerrando oficialmente as esperanças do parque exibidor americano de ter uma temporada de filmes de verão. O filme, que chegaria originalmente em março, tinha sido remarcado para 24 de julho, data que outros estúdios já consideraram inviável quando a Disney se posicionou – a Sony adiou “Morbius”, que chegaria às telas brasileiras em 30 de julho, para 19 de março de 2021 nos EUA, e passou “Ghostbusters: Mais Além”, de 10 de julho para 5 de março de 2021. Agora, o remake live-action do desenho animado foi adiado para 21 de agosto. “Embora a pandemia tenha mudado nossos planos de lançamento para ‘Mulan’ e continuemos a ser flexíveis conforme as condições o exigirem, ela não mudou nossa crença no poder deste filme e em sua mensagem de esperança e perseverança”, disseram em comunicado os co-presidentes da divisão cinematográfica da Disney, Alan Horn e Alan Bergman. “A diretora Niki Caro e nosso elenco e equipe criaram um filme bonito, épico e comovente que é tudo o que a experiência cinematográfica deve ser e é na tela de cinema que acreditamos que ela pertence, para que o público em todo o mundo divirta-se junto com o filme.” “Mulan” será o primeiro filme de fábulas live-action da Disney dirigido por uma mulher, a neozelandesa Niki Caro (da série “Anne with an E”) após “Alice no País das Maravilhas” (2012), “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015), “Mogli” (2016), “A Bela e a Fera” (2017), “Dumbo” e “Aladdin” (2019) terem sido comandados por homens. O elenco destaca a atriz Liu Yifei (“O Reino Perdido”) no papel título, além de Donnie Yen (“Rogue One”), Jet Li (“Os Mercenários”), Chen Tang (“Tiras, Só que Não”), Yoson An (“Maquinas Mortais”), Jason Scott Lee (que viveu Bruce Lee na cinebiografia “Dragão: A História de Bruce Lee”), Jimmy Wong (“O Círculo”), Doua Moua (“Gran Torino”) e a célebre atriz Gong Li (“Memórias de Uma Gueixa”). O adiamento da produção segue um segundo remanejamento de “Tenet” pela Warner, que também deveria estrear em julho e foi para 12 de agosto nos EUA.
Netflix vai produzir continuação do clássico animado A Fuga das Galinhas
A animação “A Fuga das Galinhas” teve sua continuação confirmada nesta terça (23/6) pela Netflix. A notícia coincide com os 20 anos do lançamento do filme original e foi anunciada durante um painel digital do Festival de Annecy. Grande sucesso de crítica e maior bilheteria de uma animação em stop-motion de todos os tempos, “A Fuga das Galinhas” contava a história de um grupo de galinhas que tenta fugir do galinheiro para não virar torta. A sequência vinha sendo planejada há pelo menos dois anos, mas o envolvimento da Netflix é novidade. A produção permanece a cargo do estúdio Aardman, especializado em animação com massinhas e responsável pelo original. O primeiro longa foi assinado pelos lendários inovadores do stop-motion da Aardman, Peter Lord (“Piratas Pirados!”) e Nick Park (“Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais”), que agora serão apenas produtores. Desta vez, a direção é de Sam Fell (“ParaNorman”), que estreia na Aardman. A volta dos dubladores não foi confirmada, mas o longa do ano 2000 destacava Mel Gibson (“Coração Valente”) como o galo que inspirava a fuga do título. “A Fuga das Galinhas 2” ainda não tem previsão de estreia.
A Caminho da Lua: Bela animação da Netflix ganha primeiro trailer dublado
A Netflix divulgou fotos, pôster e o primeiro trailer de “A Caminho da Lua” (Over the Moon), sem legendas. As opções são a dublagem original e a versão dublada em português. A prévia é muito bonita e sugere a melhor animação já produzida para a plataforma. A animação acompanha a história de Fei Fei, uma garota que cresceu com histórias românticas sobre a existência de uma mulher na lua, separada de seu grande amor há milênios. Conforme ela cresce e os adultos questionam sua fé na fábula, ela decide provar a todos que a história é real. Para isso, claro, constrói um foguete em seu quintal capaz de levá-la ao espaço. O trailer apresenta bem essa parte, mas a trama não acaba aí, como demonstram os instantes finais, que revelam a existência colorida de vida na lua. A direção é de Glen Keane, animador de clássicos da Disney, como “A Bela e a Fera” e “A Pequena Sereia”, e diretor do curta “Dear Basketball”, vencedor do Oscar 2018. E refletindo as feições asiáticas dos personagens, as vozes originais são dubladas por astros como Sandra Oh (“Killing Eve”), John Cho (“Star Trek”), Margaret Cho (“Drop Dead Diva”) e Phillipa Soo (“The Code”), além de Cathy Ang (vista na série “Ramy”), que dubla a protagonista. A ideia do filme surgiu com as produtoras Peilin Chou e Gennie Rim, que trabalharam, respectivamente, em “Os Incríveis” na Pixar e “Kung Fu Panda” na Dreamworks Animation. E foi transformada em roteiro por Audrey Wells (“Quatro Vidas de um Cachorro”), que enfrentava uma doença terminal e quis deixar o filme como uma “carta de amor” para seu marido e sua filha. “Só fomos descobrir depois de um ano trabalhando com ela, quando ela contou que estava doente e não tinha muito tempo”, contou Chou, em uma conversa com a imprensa. “Ela queria realmente deixar esse filme para falar sobre o que acontece quando as pessoas se vão, esse amor que dura para sempre. Era muito importante para ela que essa mensagem pudesse ficar com seu marido e sua filha para sempre”. Wells conseguiu assistir uma primeira versão do filme, antes de falecer em outubro de 2018, aos 58 anos. A animação vai estrear este ano, mas ainda não teve a data revelada, pois a Netflix gosta de avisar tudo na véspera. Veja abaixo o trailer, nas versões dubladas com as vozes originais e em português.
Lin-Manuel Miranda revela nova animação da Disney passada na América do Sul
O rumor de que a Disney poderia estar trabalhando em uma animação ambientada no Brasil foi implodido pelo compositor Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”). Em entrevista ao programa “Good Morning America”, da rede ABC, ele revelou que seu novo projeto para a Disney, chamado extraoficialmente de “Encanto”, será realmente uma animação encenada na América do Sul. Só que na Colômbia. “Eu estou escrevendo [músicas para] uma nova animação musical com a Disney Animation. Eu estou colaborando com os caras de ‘Zootopia’ e Jared Bush, que escreveu [o roteiro de] ‘Moana’. Se passa na Colômbia, na América Latina, e isso é tudo o que eu posso dizer antes que Bob Iger [presidente da Disney] apareça na minha casa”, contou. Na verdade, Jared Bush também é um dos “caras de ‘Zootopia’. Ele, Byron Howard e Rich Moore escreveram e dirigiram o filme da Disney que venceu o Oscar de Melhor Animação em 2017. Lin-Manuel Miranda firmou uma forte parceria com a Disney desde “Moana”, aparecendo até como ator em “O Retorno de Mary Poppins”. Seu próximo filme será um registro da peça “Hamilton”, que ele criou para a Broadway. Filmado ao longo de três dias, “Hamilton” será lançado na plataforma Disney+ (Disney Plus) em julho. Veja o trailer aqui.
Novo filme do Bob Esponja tem estreia cancelada nos cinemas
O filme “Bob Esponja: O Incrível Resgate”, que tinha sido adiado de maio para agosto por causa da pandemia de coronavírus, não será mais lançado no cinema. Em comunicado, a Paramount afirma que “Bob Esponja: O Incrível Resgate” vai sair direto em streaming. “Nós estamos empolgados por ter ‘Bob Esponja: O Incrível Resgate’ como um lançamento da CBS All Access. O lançamento vai se encaixar perfeitamente com nossos planos de expansão contínua para a plataforma no começo de 2021”, disse Marc DeBevoise, presidente da ViacomCBS. “Nós estamos incrivelmente felizes por dar às crianças e famílias uma ajuda da forma que pudermos. Difícil pensar em uma maneira melhor de imersão no otimismo e na alegria que este personagem [Bob Esponja]”, completou. Os planos de expansão da plataforma foram revelados há poucos dias e apontam para a transformação da CBS All Access num serviço de streaming internacional – por enquanto, ele é restrito aos EUA – e vitaminado por conteúdo dos diversos canais do conglomerado ViacomCBS, que incluem entre outros o Nickelodeon, lar original do Bob Esponja. Mas, como disse DeBevoise, essa fase é prevista só para 2021. “Bob Esponja: O Incrível Resgate” vai chegar bem antes ao streaming. Por conta disso, o site Deadline afirma ter apurado que a Paramount lançará o filme em VOD (locação digital) antes de disponibilizá-lo na CBS All Access. Não há informação sobre se a mudança também será estendida ao Brasil, onde a estreia do longa estava marcada apenas para outubro. Com direção de Tim Hill (“Alvin e os Esquilos”), a animação usa computação gráfica em vez do desenho tradicional da série animada, e tem participações do rapper Snoop Dogg e do ator Keanu Reeves (“Matrix”). Veja abaixo um trailer dublado em português.
Aya and the Witch: Primeira animação digital do Studio Ghibli ganha fotos
O Studio Ghibli divulgou imagens de “Aya and the Witch”, sua primeira animação criada por computação gráfica. O filme de Goro Miyazaki, filho do fundador do estúdio, Hayao Miyazaki (“A Viagem de Chihiro”), baseia-se no livro infantil de Diana Wyne Jones (a mesma autora de “O Castelo Animado”) e sua animação é inteiramente digital – como as produções da Pixar, por exemplo. A trama acompanha Aya, uma jovem que cresceu órfã sem saber que é filha de uma bruxa, mas acaba sendo adotada por outra bruxa, indo morar numa casa cheia de magia e coisas assustadoras. As imagens também revelam que ela é roqueira. Goro dirigiu antes os longas “Contos de Terramar” (2006) e “Da Colina Kokuriko” (2011), mas foi com a série “Ronja, the Robber’s Daughter”, da Polygon Pictures, que começou a experimentar com computação gráfica. Os registros do novo trabalho demonstram que ele conseguiu encontrar um estilo capaz de aproximar a tecnologia da tradição visual do Studio Ghibli. O longa teria première no Festival de Cannes deste ano e ainda não tem previsão de lançamento.
Hulu renova Solar Opposites e Crossing Swords em tempo recorde
A Hulu anunciou em tempo recorde a renovação de suas mais recentes séries animadas, “Solar Opposites” e “Crossing Swords”. O anúncio foi acompanhado por novos vídeos das duas séries, que passam a reforçar, com “Rick & Morty” e as produções tradicionais da Fox (“Uma Família da Pesada”, “Bob’s Burgers”), a intenção da plataforma de se estabelecer como um endereço para desenhos alternativos e adultos do conglomerado Disney. “Solar Opposites”, produzido com uma encomenda inicial de duas temporadas, foi renovada para seu terceiro ano, enquanto “Crossing Swords” garantiu sua 2ª temporada. As duas estrearam há pouquíssimo tempo – respectivamente, no mês passado (8/5) e na semana passada (12/6). Desenvolvida por Justin Roiland (co-criador de “Rick & Morty”), “Solar Opposites” acompanha uma família alienígena que escapou da explosão de seu mundo e vive refugiada nos subúrbios dos EUA, divididos entre achar que a Terra é horrível e impressionante. Enquanto dois deles só veem a poluição, o consumismo grosseiro e a fragilidade humana, os outros dois amam os seres humanos e toda a sua TV, junk food e coisas divertidas. O elenco de vozes destaca o próprio Roiland, Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Mary Mack (dubladora de “Golan the Insatiable”) e Sean Giambrone (“The Goldberg”) como os alienígenas, e vários astros famosos como coadjuvantes, entre eles Alan Tudyk (“Patrulha do Destino”), Alfred Molina (“Homem-Aranha 2”), Amanda Leighton (“This Is Us”), Christina Hendricks (“Good Girls”), Echo Kellum (“Arrow”) e Jason Mantzoukas (“The Good Place”). Produção da equipe de “Frango Robô” (Robot Chicken), “Crossing Swords” acompanha Patrick, um escudeiro da Idade Média que tenta ser valoroso num reino governado por um rei tirano, e por isso é considerado a ovelha negra de sua família de vândalos. Com piadas que incluem violência, palavrões e crítica social, a animação em stop-motion é criada e escrita por John Harvatine IV e Tom Root, produtores-roteiristas de “Frango Robô”. Nicholas Hoult (o Fera de “X-Men: Fênix Negra”) é o responsável pela voz original do protagonista e o elenco de dubladores ainda inclui Adam Ray (“American Vandal”), Tara Strong (“Lemony Snicket: Desventuras em Série”), Tony Hale (“Veep”), Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”), Alanna Ubach (“Euphoria”), Adam Pally (“Sonic: O Filme”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Maya Erskine (“PEN15”), Wendi McClendon-Covey (“The Goldbergs”), Breckin Meyer (“Franklin & Bash”), Jameela Jamil (“The Good Place”) e o criador de “Frango Robô”, Seth Green. Veja abaixo os vídeos que anunciam as renovações.
Os Smurfs vão ganhar nova série na Nickelodeon
Os Smurfs vão voltar à televisão, numa nova série na Nickelodeon. A ViacomCBS fechou contrato para desenvolver uma adaptação animada dos quadrinhos belgas, que será a primeira a usar na TV o visual de computação gráfica visto no mais recente longa dos personagens. O canal divulgou uma prévia de como eles vão parecer na série, que pode ser conferida acima. A nova atração vai se chamar – claro – “Os Smurfs” e terá seus episódios escritos por Peter Saisselin e Amy Serafin (ambos da série animada “Alvinnn! E Os Esquilos”) e dirigidos por William Renaud (“A Escola de Susto do Gasparzinho”). “Os Smurfs entretêm crianças e famílias em todo o mundo e estamos entusiasmados por trazer esses personagens conhecidos, suas histórias e temas universais de cooperação e coletividade para a Nickelodeon”, disse Layla Lewis, vice-presidente executiva de aquisições globais e parcerias de conteúdo do canal pago. Criados em 1958 pelo quadrinista belga Peyo (pseudônimo de Pierre Culliford), os Smurfs são criaturinhas azuis simpáticas, que vivem numa pequena vila de casas em forma de cogumelo no interior de uma floresta. Apesar de extremamente pacíficos, são perseguidos por um vilão malvado, o mago terrível Gargamel, que quer usá-los como ingrediente de uma poção para criar ouro. Numa de suas tentativas de atraí-los para uma armadilha, ele criou a Smurfette, uma versão feminina dos Smurfs, que acabou se rebelando e se juntando aos seus semelhantes. Os personagens já tiveram uma série animada de grande sucesso, produzida pelo estúdio Hanna-Barbera entre 1981 e 1989, além de também aparecerem em dois longas live-action recentes, em 2011 e 2013. O filme mais recente, “Os Smurfs e a Vila Perdida”, foi uma animação lançada em 2017. Além da nova série, prevista para 2021, a Nickelodeon também vai explorar os Smurfs em vários produtos de consumo, como brinquedos, roupas, cadernos, etc, num licenciamento de direitos globais.
Criador de Rick & Morty vai fazer nova série animada para a Fox
A Fox Entertainment fechou um contrato com Dan Harmon, co-criador de “Rick & Morty”, para desenvolver uma nova série animada para a rede Fox americana. Ainda sem título definido, o projeto será produzido em conjunto por Harmon, a Fox e o estúdio de animação Bento Box Entertainment. Nem o tema foi revelado, mas a parceria foi bastante elogiada pela Fox em comunicado sobre o negócio. “Antes de ingressar na rede, eu era um produtor independente que teve a oportunidade de trabalhar com Dan em um dos meus primeiros projetos. Sua voz singular e convicção de sempre apresentar o inesperado nas histórias que ele conta, me fez perceber imediatamente que ele era um talento especial”, disse o presidente da Fox Entertainment, Michael Thorn. “Como um dos criadores mais prolíficos de hoje – e como a marca de animação da Fox continua a crescer e evoluir, com o apoio e a orientação do [CEO da Fox Entertainment] Charlie Collier – não há melhor parceiro criativo para nós do que Dan Harmon”. O negócio faz parte de um grande impulso em produções de animação adulta que o canal tem priorizando desde que a Disney comprou seus estúdios. Além das três séries que ainda são produzidas pela 20th Century Fox Television, “Os Simpsons”, “Uma Família da Pesada” (Family Guy) e “Bob’s Burgers”, a Fox estreou recentemente “Bless the Harts” e “Duncanville” e ainda desenvolve “Housebroken” e “The Great North”.












