Sony atrasa Caça-Fantasmas e antecipa estreia do novo Homem-Aranha no Brasil
A Sony Pictures revelou nesta quarta (6/5) seu novo calendário de lançamentos para o Brasil. A empresa desmarcou todos os lançamentos previstos para os próximos três meses, devido à pandemia do novo coronavírus, e espera começar a exibir filmes a partir de 3 de setembro. A primeira estreia prevista é “Monster Hunter”, adaptação de videogame estrelada por Milla Jojovich. A maioria dos filmes, porém, ficou para 2021, inclusive “Ghostbusters: Mais Além”, que apesar desse título é a esperada continuação da franquia mais conhecida como “Os Caça-Fantasmas” no Brasil. O lançamento original aconteceria em 20 de agosto nos cinemas brasileiros – o que já era 40 dias após o lançamento nos Estados Unidos. Já o próximo filme do “Homem-Aranha” chegará por aqui em 28 de outubro de 2021, uma semana antes da estreia nos EUA — que originalmente estava marcada para julho do ano que vem. Em contraste com os muitos adiamentos, o novo cronograma do estúdio revela dois adiantamentos. “Uncharted”, adaptação do game homônimo estrelada por Tom Holland (o Homem-Aranha), ficou para 15 de julho de 2021 (a data original era outubro), enquanto a animação “Hotel Transilvânia 4”, dublada por Adam Sandler, chega em 5 de agosto de 2021 (cinco meses antes da data originalmente prevista, no começo de 2022). Confira abaixo a lista completa das próximas estreias da Sony no Brasil. “Monster Hunter”: 3 de setembro de 2020 “Super Conectados”: 22 de outubro “Escape Room 2”: 31 de dezembro “Happiest Season”: 14 de janeiro de 2021 “Cinderela”: 4 de fevereiro “Pedro Coelho 2”: 11 de fevereiro “Ghostbusters: Mais Além”: 4 de março “Morbius”: 18 de março “Fatherhood”: 15 de abril “Vivo”: 3 de junho “Venom: Tempo de Carnificina”: 24 de junho “Uncharted”: 15 de julho “Hotel Transilvânia 4”: 5 de agosto “Man From Toronto”: 16 de setembro “Homem-Aranha 3”: 28 de outubro “The Nightingale”: 23 de dezembro
A Missy Errada: Nova comédia produzida por Adam Sandler ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer legendado de “A Missy Errada” (The Wrong Missy), comédia besteirol estrelada por David Spade, que faz parte do acordo de produção firmado entre a plataforma e o ator Adam Sandler. Após formar uma dupla de sucesso com o falecido Chris Farley nos anos 1990, Spade se tornou um dos eternos coadjuvantes dos filmes de Sandler, em troca de estrelar suas próprias comédias eventuais produzidas pelo astro. Não por acaso, “A Missy Errada” também traz aparições de outros agregados de Sandler, como Nick Swardson, Rob Schneider e até o cantor Vanilla Ice. Entretanto, quem rouba as cenas é uma relativa novata na turma, Lauren Lapkus, intérprete da personagem-título. Ela já tinha trabalhado com Sandler em “Juntos e Misturados” (2014) e agarra a chance de protagonizar sua primeira comédia, após uma carreira repleta de tipos esquisitos, mas sempre coadjuvantes. Na trama, Spade se confunde ao trocar mensagens com a Missy errada, vivida por Lapkus, achando que estava convidando a Missy interpretada pela ex-modelo Molly Sims para acompanhá-lo num evento corporativo em uma ilha paradisíaca. E só se dá conta quando a mulher com quem teve um desastroso encontro às cegas se senta ao seu lado no avião. Sem saída, ele se prepara para passar a maior vergonha da sua vida na frente de seus colegas de trabalho, após dizer que viajaria com a mulher de seus sonhos. O roteiro é de Chris Pappas e Kevin Barnett, que assinaram “Zerando a Vida” (2016), comédia da Netflix estrelada por Sandler e Spade, e a direção é de Tyler Spindel, responsável por “Pai do Ano” (2018), fracasso anterior de Spade, produzido por Sandler. A estreia está marcada para 13 de maio em streaming.
Framboesa de Ouro: Premiação dos piores do ano é cancelada devido ao coronavírus
A premiação do Framboesa de Ouro, que elege os piores filmes e artistas do ano, foi suspensa devido à pandemia do coronavírus. Ela deveria ser realizada neste sábado (14/3). Um dos fundadores do prêmio, John Wilson, que criou o prêmio em 1980, deu mais detalhes sobre a suspensão da 40º edição do Framboesa de Ouro em um comunicado. “A cerimônia do Framboesa de Ouro teve de ser suspensa porque o prefeito de Los Angeles fechou todos os locais da cidade onde mais de 50 pessoas poderiam se reunir. Sem um lugar, não poderíamos realizar o evento”, disse. “Esperávamos divulgar um vídeo do evento nesta noite. Mas, obviamente, se não tivemos apresentação ao vivo, não há nada para ser transmitido”, finalizou. A seleção de ruindade de 2020 destacava entre os favoritos ao prêmio o musical “Cats”, que recebeu nove indicações e ainda emplacou quatro integrantes de seu elenco na competição dos piores artistas do ano. Com uma indicação a menos, “Um Funeral em Família”, de Tyler Perry, e “Rambo: Até o Fim”, estrelado por Sylvester Stallone, também eram favoritos à anti-consagração.
Jóias Brutas consagra atuação esplendorosa de Adam Sandler
Lançado no Brasil pela Netflix, “Jóias Brutas” (Uncut Gems) pode assustar quem der play pelo nome do comediante Adam Sandler nos créditos. Inesperado dentro da carreira do ator, o filme é um passo seguro na filmografia dos irmão Ben e Josh Safdie, que lançaram o excelente “Bom Comportamento” em 2017 e que aqui expandem o universo alucinado de seus personagens. Ignorado pelo Oscar, mas vencedor do “Oscar indie” (o Spirit Awards), Sandler é a grande força do filme ao alcançar uma atuação esplendorosa (que lembra sua parceria com Paul Thomas Anderson no ótimo “Embriagados de Amor”, 2002), dando conta de um personagem complexo e cheio de meandros. Howard (Sandler) é um vendedor de joias que tem contato com atletas e celebridades; entre negociatas, apostas e uma opala negra bruta, o personagem parece se perder em uma espiral complexa. O público é tragado para o círculo em que ele se mete por meio de uma câmera veloz, que mexe pra lá e pra cá, enquanto acompanhamos diálogos altos, com um monte de homens a levantar a voz e gritar como crianças birrentas. Ao lado de Sandler, destacam-se as atuações de LaKeith Stanfield (de “Desculpe te Incomodar” e “Corra”) e Idina Menzel (de “Frozen”) e a grande surpresa, a estreante Julia Fox, que domina a tela como a amante de Howard. Além de toda a gritaria dos personagens, o frenesi de “Joias Brutas” é completado pela trilha labiríntica de Daniel Lopatin (a.k.a. Oneohtrix Point Never), que amplifica a experiência do filme, levando o espectador para lugares mais estranhos e inesperados. “Joias Brutas” é uma experiência poderosa para quem se deixa levar por Sandler e os irmãos Safdie. De todo modo, recomenda-se manter um chá calmante sempre à mão.
Adam Sandler zoa o Oscar ao vencer o Spirit Awards em discurso aplaudidíssimo
Premiado como Melhor Ator no Film Independent Spirit Awards 2020, Adam Sandler teve a vitória mais aplaudida da cerimônia, que aconteceu na noite de sábado (8/2) em Santa Mônica, na Califórnia. Ele também arrancou muitas gargalhadas ao contar piadas durante seu discurso de agradecimento pelo troféu por “Jóias Brutas”, aproveitando para manifestar seu “desprezo” pelos eleitores da Academia, que deixaram seu nome de fora da disputa do Oscar. Conforme o comediante engatou uma voz rouca e empostada de discurso, o público não parou de rir um segundo sequer. “Algumas semanas atrás, quando eu fui, entre aspas, “desprezado pela Academia”, me lembrei de quando eu cursava o ensino médio e fui excluído da cobiçada categoria superlativa de Mais Bonito no anuário escolar”, disse Sandler. “Essa honra coube a um babaca que vestia jaqueta jeans e penas no cabelo chamado Skipper Jenkins.” “Mas meus colegas de classe acabaram me homenageando com a designação supostamente menos prestigiosa de Melhor Personalidade”, continuou o ator premiado. “E hoje à noite, ao olhar em volta desta sala, percebo que o Independent Spirit Awards é o melhor prêmio de personalidade de Hollywood.” “Que todos aqueles filhos da mãe babacas de penas no cabelo ganhem o Oscar amanhã à noite. A boa aparência deles desaparecerá com o tempo, enquanto nossas personalidades independentes brilharão para sempre!”, Sandler completou, aplaudido pela multidão de colegas. Ele ainda brincou sobre como suas comédias sempre foram filmes indies de temáticas sociais. “Billy Madison, um Herdeiro Bobalhão”? “Uma abordagem destemida do sistema educacional americano sob a visão de um sociopata privilegiado chamado Billy f**ing Madison… “O Rei da Água”? “Minha exploração abrasadora do pebolim nas faculdades americanas e a manipulação de atletas socialmente incapazes como o Sr. Bobby Boucher”. “Sempre tentei vender minhas verdades com um espírito verdadeiramente independente e, ao mesmo tempo, recebi alguns cheques de pagamento realmente perturbadores. ” Veja abaixo a íntegra do discurso, em inglês sem legendas. E confira aqui a lista completa dos vencedores da premiação, considerada o “Oscar do cinema independente americano”.
Spirit Awards 2020: A Despedida e Adam Sandler vencem o “Oscar do cinema independente”
O Film Independent Spirit Awards, premiação anual mais badalada do cinema independente americano, entregou suas estatuetas aos melhores filmes e artistas de 2020 na noite deste sábado (8/2). E o resultado, evidenciado pela vitória de “A Despedida” (The Farewell) e o reconhecimento aos talentos responsáveis por “Jóias Brutas” (Uncut Gems), demonstra o quanto a produção autoral indie se distanciou da indústria cinematográfica mais tradicional, representada pelo Oscar. Em franco contraste com as polêmicas enfrentadas pelo Oscar em 2020, o Spirit Awards consagrou uma história feminina, dirigida por uma mulher, como Melhor Filme do ano. E reconheceu que atores não precisam ser exclusivamente brancos para merecer troféus – todas as cinco indicadas na categoria de Melhor Atriz eram mulheres “de cor”. Os poucos quilômetros que separam a praia de Santa Mônica, onde aconteceu a cerimônia do Spirit, e o Dolby Theatre, em Los Angeles, onde o Oscar será entregue em poucas horas, nunca pareceram tão distantes, na forma de festejar o que representa qualidade no cinema atual. Para dar noção do quão distantes, basta apontar que apenas três filmes americanos de ficção, “História de um Casamento”, “O Farol” e “Judy”, fazem intersecção entre os indicados das duas premiações. Ao optar por superproduções milionárias de estúdios tradicionais, o Oscar virou as costas para a criatividade indie, que a Academia costumava premiar até a fatídica noite de 2017 em que “Moonlight”, drama sobre um negro gay, venceu a estatueta de Melhor Filme e escandalizou os conservadores. As consequências dessa ruptura são claras. Os principais dramas adultos dos EUA, que geralmente ganhavam estreias nacionais nas semanas que antecediam o Oscar, não tiveram lançamento no Brasil em 2020. Pior: nem sequer têm previsão de chegar ao circuito nacional. Da lista de vencedores do Spirit Awards, o público brasileiro só conhece o que saiu pela Netflix, “Jóias Brutas” e “História de um Casamento”, a dupla que foi indicada ao Oscar, “Judy” e “O Farol”, e a comédia “Fora de Série”, que rendeu à atriz transformada em diretora Olivia Wilde o Spirit de Melhor Estreia indie. A grande consagração de “A Despedida”, na verdade, repara uma injustiça brutal do Oscar contra o filme de Lulu Wang, inédito no Brasil. Podendo indicar até 10 longas na disputa de Melhor Filme, a Academia nomeou apenas 9. E deixou de fora essa verdadeira obra-prima, que tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes. Além de Melhor Filme, o reconhecimento de “A Despedida” estendeu-se a Zhao Shuzhen, uma estrela veterana de novelas da China, como Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel de Nai Nai – a vovó doente que movimenta a trama. Ela não pôde comparecer à cerimônia, devido ao surto de coronavírus em seu país. O longa mais premiado, porém, foi “Jóias Brutas”, com três troféus: de Melhor Direção, conquistado pelos irmãos Benny Safdie & Josh Safdie, Melhor Edição e Melhor Ator para Adam Sandler. Sinal de apreciação do desempenho, o anúncio da vitória de Sandler rendeu aplausos demorados, mas, apesar dessa sonora unanimidade, a performance elogiadíssima do ator também acabou subestimada pelo Oscar. A premiação de intérpretes serviu inclusive como antítese do consenso de comadres, que se estende do SAG Awards ao Oscar, por romper com a previsibilidade no anúncio dos vencedores. Se Rennée Zellewegger, Melhor Atriz por “Judy”, manteve sua condição de barbada, os demais premiados nem sequer disputam o Oscar. Além de Sandler e Shuzhen, também é o caso de Willem Dafoe, Melhor Ator Coadjuvante por “O Farol”. “O Farol” ainda venceu o prêmio de Melhor Fotografia, para Jarin Blaschke, que é a categoria solitária que disputa no Oscar. Já o outro candidato americano da Academia consagrado pelo Spirit Awards, “História de um Casamento”, conquistou a estatueta de Roteiro para o cineasta Noah Baumbach e o troféu Robert Altman, que homenageia a melhor combinação de diretor e elenco. Para completar, na disputa de Melhor Filme Internacional, “O Parasita” confirmou sua condição de principal obra do ano, superando, entre outros, o brasileiro “Uma Vida Invisível” para aumentar a sua já vasta coleção de troféus. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Melhor Filme – A Despedida (The Farewell) A Hidden Life Clemency História de Um Casamento Jóias Brutas Melhor Direção – Benny Safdie & Josh Safdie, por Jóias Brutas Robert Eggers, por O Farol Alma Har’el, por Honey Boy Lulius Onah, por Luce Lorene Scafaria, por As Golpistas Melhor Filme de Estreia – Fora de Série, de Olivia Wilde The Climb, de Michael Angelo Corvino A Vida de Diane, de Kent Jones The Last Black Man in San Francisco, de Joe Talbot Laure de Clermont-Tonnere, de The Mustang A Gente se Vê Ontem, de Stefon Bristol Melhor Atriz – Renée Zellweger, por Judy Karen Allen, por Colewell Hong Chau, por Driveways Elisabeth Moss, por Her Smell Mary Kay Place, por A Vida de Diane Alfre Woodard, por Clemency Melhor Ator – Adam Sandler, por Jóias Brutas Chris Galust, por Give Me Liberty Kelvin Harrison Jr., por Luce Robert Pattinson, por O Farol Matthias Schoenaerts, por The Mustang Melhor Atriz Coadjuvante – Zhao Shuzhen, por A Despedida Jennifer Lopez, por As Golpistas Taylor Russell, por Waves Lauren “Lolo” Spencer, por Give Me Liberty Octavia Spencer, por Luce Melhor Ator Coadjuvante – Willem Dafoe, por O Farol Noah Jupe, por Honey Boy Shia LaBeouf, por Honey Boy Jonathan Majors, por The Last Black Man in San Francisco Wendell Pierce, por Burning Cane Melhor Roteiro – Noah Baumbach, por História de um Casamento Jason Begue & Shawn Snyder, por Ao Pó Voltará Ronald Bronstein, Benny Safdie & Josh Safdie, por Uncut Gems Chinonye Chukwu, por Clemency Tarrell Alvin McCraney, por High Flying Bird Melhor Roteiro de Estreia – Fredrica Bailey & Stefon Bristol, por A Gente Se Vê Ontem Hannah Bos & Paul Thureen, por Driveways Bridget Savage Cole & Danielle Krudy, por Blow the Man Down Jocelyn Deboer & Dawn Luebbe, por Greener Grass James Montague & Craig W. Sanger, por The Vast of Night Melhor Filme Internacional – Parasita (Coreia do Sul) A Vida Invisível (Brasil) Os Miseráveis (França) Retrato de uma Jovem em Chamas (França) Retablo (Peru) The Souvenir (Reino Unido) Melhor Documentário – Indústria Americana Apollo 11 For Sama Honeyland Island of the Hungry Ghosts Melhor Fotografia – Jarin Blaschke, por O Farol Todd Banhazi, por As Golpistas Natasha Braier, por Honey Boy Chanarun Chotrungroi, por The Third Wife Pawel Pogorzelski, por Midsommar: O Mal Não Espera a Noite Melhor Edição – Ronald Bronstein & Benny Safdie, por Jóias Brutas Julie Béziau, por The Third Wife Tyler L. Cook, por Sword of Trust Louise Ford, por O Farol Kirill Mikhanovsky, por Give me Liberty John Cassavetes Award (para filmes feitos por menos de US$ 500 mil) – Give Me Liberty Burning Cane Colewell Premature Loucas Noites com Emily Melhor Cineasta Revelação – Ernesto Green, por Premature Ash Mayfair, por The Third Wife Joe Talbot, por The Last Black Man in San Francisco Melhor Produtor Revelação – Mollye Asher Krista Parris Ryan Zacarias Truer Than Fiction Award (revelação em documentário) – Nadia Shihab, por Jaddoland Khalik Allah, por Black Mother Davy Rothbart, por 17 Blocks Erick Stroll & Chase Whiteside, por América Bonnie Award (para cineastas mulheres) – Kelly Reichardt Marielle Heller Lulu Wang Robert Altman Award (Melhor combo de elenco e direção) – História de um Casamento
Framboesa de Ouro: Cats lidera indicações ao troféu dos piores do cinema
A organização responsável pelo troféu Framboesa de Ouro, também conhecido como Razzies (diminutivo de raspberries/framboesas), divulgou a lista dos indicados a seu tradicional prêmio anual de piores do cinema. A seleção de ruindade de 2020 destaca entre os favoritos o musical “Cats”, que recebeu nove indicações e ainda emplacou quatro integrantes de seu elenco na lista da pramiação. Mas a disputa é acirrada com “Um Funeral em Família”, de Tyler Perry, e “Rambo: Até o Fim”, estrelado por Sylvester Stallone, que concorrem a oito troféus. “Cats”, “Funeral” e “Rambo” ainda competem pela consagração como Pior Filme do ano com o suspense “The Fanatic”, estrelado por John Travolta, e o terror “A Assombração de Sharon Tate”, variação trash de “Era uma Vez em Hollywood”, que traz Hilary Duff no papel interpretado por Margot Robbie no longa de Tarantino. Entre as desonras individuais, o destaque é Tyler Perry, que obteve cinco indicações por “Um Funeral em Família”, duas vezes como ator, uma como atriz, outra como roteirista e ainda outra (que cita seu nome três vezes) como “combo”, por contracenar consigo mesmo. Criado em 1980, o Framboesa de Ouro serve como antítese da cerimônia do Oscar, apontando que a indústria cinematográfica não produz só “obras de arte”. Recentemente, o prêmio também passou a reconhecer o esforço de atores que venceram o troféu e surpreenderam com demonstração de talento em filmes posteriores, de qualidade reconhecida. Em 2020, o favorito ao troféu Redenção é Adam Sandler, um vencedor contumaz do Framboesa de Ouro, que impressionou a crítica com seu desempenho em “Jóias Brutas”, tão bom que muitos gostariam de tê-lo visto reconhecido pelo Oscar. Eddie Murphy (por “Meu Nome É Dolemite”), Jennifer Lopez (“As Golpistas”), Will Smith (“Aladdin”) e até Keanu Reeves (“John Wick 3” e “Toy Story 4”) são seus concorrentes no único troféu positivo do evento, que este ano ainda não tem data determinada para ser entregue. A cerimônia dos Razzies normalmente acontece na noite anterior ao Oscar, mas devido à antecipação da data do 92º prêmio da Academia, os detalhes da entrega do Troféu Framboesa de Ouro de 2020 ainda não foram definidos. Veja a lista de indicados: Pior Filme “Cats” “A Assombração de Sharon Tate” “The Fanatic” “Um Funeral em Família” “Rambo: Até o Fim” Pior Ator James Franco – “Zeroville” David Harbour – “Hellboy” Matthew McConaughey – “Serenity” Sylvester Stallone – “Rambo: Até o Fim” John Travolta – “The Fanatic” e “Trading Paint” Pior Atriz Hilary Duff – “A Assombração de Sharon Tate” Anne Hathaway – “As Trapaceiras” e “Serenity” Francesca Hayward – “Cats” Tyler Perry – “Um Funeral em Família”, como Madea Rebel Wilson – “As Trapaceiras” Pior Atriz Coadjuvante Jessica Chastain – “X-Men: Fênix negra” Cassi Davis – “Um Funeral em Família” Judi Dench – “Cats” Fenessa Pineda – “Rambo: Até o Fim” Rebel Wilson – “Cats” Pior Ator Coadjuvante James Corden – “Cats” Tyler Perry – “Um Funeral em Família”, como Joe Tyler Perry – “Um Funeral em Família”, como rio Heathrow Seth Rogan – “Zeroville” Bruce Willis – “Vidro” Pior Direção Fred Durst – “The Fanatic” James Franco – “Zeroville” Adrian Grunberg – “Rambo: Até o Fim” Tom Hooper – “Cats” Neil Marshall – “Hellboy” Pior Roteiro “Cats” – Lee Hall e Tom Hooper “A Assombração de Sharon Tate” – Danial Farrands “Hellboy” – Andrew Cosby “Um Funeral em Família” – Tyler Perry “Rambo: Até o Fim” – Matthew Cirulnick e Sylvester Stallone Pior Combo Quaisquer par meio felino/meio humano de “Cats” Jason Derulo e seu “membro” esterilizado por computação, em “Cats” Tyler Perry e Tyler Perry (ou Tyler Perry) em qualquer cena de “Um Funeral em Família” Sylvester Stallone e sua raiva impotente em “Rambo: Até o Fim” John Travolta e qualquer roteiro que ele aceite Pior Remake ou Sequência “X-Men: Fênix Negra” “Godzilla II – Rei dos Monstros” “Hellboy” “Um Funeral em Família” “Rambo: Até o Fim” Pior Desrespeito à Propriedades e Vidas Humanas “Dragged Across Concrete” “A Assombração de Sharon Tate” “Hellboy” “Coringa” “Rambo: Até o Fim” Prêmio de Redenção Eddie Murphy – “Meu nome é Dolemite” Keanu Reeves – “John Wick 3” e “Toy Story 4” Adam Sandler – “Joias Brutas” Jennifer Lopez – “As Golpistas” Will Smith – “Aladdin”
Adam Sandler fecha contrato para mais três comédias e uma animação na Netflix
Adam Sandler e a Netflix estenderam sua parceria para pelo menos mais quatro filmes. O ator assinou um novo contrato com a plataforma de streaming para seus próximos projetos, e um deles será uma animação. Além de emprestar sua voz para o filme animado, Sandler vai escrever o roteiro e produzir essa animação, que não teve a premissa revelada. Ele já fez sucesso no gênero como o Drácula de “Hotel Transilvânia”, tendo inclusive escrito o segundo longa dessa franquia. Antes da animação, Sandler ainda deve lançar “Hubie Halloween”, comédia de terror que ainda faz parte de seu contrato atual. O filme com o tema do Dia das Bruxas voltará a reuni-lo com seu amigo Kevin James (de “Eu os Declaro Marido e… Larry”), além de contar com Ray Liotta (“Shades of Blue”), Maya Rudolph (“The Good Place”), Julie Bowen (“Modern Family”), Steve Buscemi (“Os Mortos Não Morrem”) e o ex-jogador de basquete Shaquille O’Neal (“Tio Drew”), entre outros. O primeiro contrato do comediante com a Netflix data de 2014 e rendeu “Os 6 Ridículos” (2015), “Zerando a Vida” (2016) e “Sandy Wexler” (2017). Ele foi renovado em 2017 para mais quatro longas, que incluíram “Lá Vêm os Pais” (2018), “Mistério no Mediterrâneo” (2019), o vindouro filme de Halloween e mais um título inédito, “The Wrong Missy”, que Sandler apenas produz, sem estrelar. Vale lembrar que a participação do comediante nos dramas “Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe” (2017) e “Joias Brutas” (2019) não faz parte dos contratos. Foi apenas coincidência estes filmes também terem distribuição da Netflix. O surpreendente “Joias Brutas” chegou a render esperanças de nomeação ao Oscar. Mas foi “Mistério no Mediterrâneo” que convenceu a Netflix a renovar o contrato pela terceira vez. Um dos títulos mais vistos da plataforma de streaming no ano passado, a comédia que reuniu Sandler com Jennifer Aniston vai ganhar continuação e pode virar franquia como parte do novo acordo.
Adam Sandler “comemora” falta de indicação ao Oscar 2020
Entre as muitas comemorações geradas pelo anúncio das indicações ao Oscar 2020, a mais inusitada veio de Adam Sandler, que acabou esnobado pela Academia. O ator era forte candidato por seu desempenho em “Joias Brutas” (Uncut Gems), mas o Oscar barrou produções indies de um modo geral – o filme dirigido pelos irmãos Joshua e Benjamin Safdie é uma produção do estúdio A24, o mesmo de “Moonlight”, vencedor do Oscar 2017. Com bom humor, Sandler comemorou sua não-indicação em um texto publicado no Instagram, destacando o lado positivo. Adepto de camiseta, boné e bermuda, ele celebrou o fato de não precisar mais usar ternos na temporada de premiações. “Más notícias: Sandman não recebeu amor da Academia. Boas notícias: Sandman pode parar de usar ternos. Parabéns a todos os meus amigos que foram indicados, principalmente à Mama”, escreveu, destacando uma foto de Kathy Bates, que viveu sua mãe no clássico “O Rei da Água”, em 1998. Ela concorre ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “O Caso Richard Jewell”. “Joias Brutas”, em que Sandler interpreta um joalheiro endividado de Nova York, vai chegar ao Brasil em 31 de janeiro, exclusivamente pela Netflix. O filme ganhou vários prêmios da crítica americana e foi lançado nos cinemas dos EUA em 13 de dezembro, atingindo 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ver essa foto no Instagram Bad news: Sandman gets no love from the Academy. Good news: Sandman can stop wearing suits. Congrats to all my friends who got nominated, especially Mama. Uma publicação compartilhada por Adam Sandler (@adamsandler) em 13 de Jan, 2020 às 7:54 PST
Joias Brutas: Filme que pode render indicação de Adam Sandler ao Oscar ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “Joias Brutas” (Uncut Gems), filme que pode render uma inusitada indicação ao Oscar para o comediante Adam Sandler. A prévia ajuda a explicar a quantidade de elogios que o ator vem recebendo pelo papel mais dramático de sua carreira. O pouco revelado é impressionante, passando tensão, nervosismo e desespero crescentes. No thriller indie dos irmãos Joshua e Benjamin Safdie, diretores do também elogiado “Bom Comportamento” (2017), Sandler vive Howard Ratner, um joalheiro judeu trambiqueiro de Nova York, viciado em jogos de azar, que se mete em uma aposta de alto risco que afeta sua vida e a de sua família. O elenco também destaca LaKeith Stanfield (“Corra!”), Eric Bogosian (“Billions”), Idina Menzel (de “Glee” e voz de Elsa em “Frozen”), Pom Klementieff (“Guardiões da Galáxia”), o cantor The Weeknd, o jogador de basquete Kevin Garnett e a estreante Julia Fox. O filme ganhou vários prêmios da crítica americana e foi lançado nos cinemas dos EUA em 13 de dezembro, ocasião em que atingiu 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil vai acontecer em 31 de janeiro, exclusivamente pela Netflix.
Mistério no Mediterrâneo foi a produção mais popular da Netflix em 2019
A Netflix divulgou uma lista com suas 10 atrações mais populares de 2019. A seleção não veio acompanhada por dados de audiência, mas traz algumas curiosidades. “Mistério no Mediterrâneo”, comédia que voltou a juntar Adam Sandler e Jennifer Aniston após “Esposa de Mentirinha” (2011), liderou o ranking. Em junho, a empresa alegou que o longa foi assistido por mais de 30 milhões de assinantes durante seu fim de semana de estreia. “É hit que fala?”, brincou o texto do Twitter da Netflix Brasil. Não por acaso, a plataforma já encomendou a sequência, apesar do filme ter sido considerado medíocre pela crítica especializada (apenas 45% de aprovação no Rotten Tomatoes). Outros títulos pouco incensados, mas que claramente foram tratados como prioridades, também aparecem com destaque na seleção. É o caso de “Esquadrão 6”, que obteve o 3º lugar, mesmo sem ter rendido o frisson de “O Date Perfeito” ou maior atenção da crítica especializada, recebendo míseros 37% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme de Michael Bay aparece à frente do blockbuster “Os Incríveis 2”, derradeira animação da Disney disponibilizada na plataforma. Mais prestigiada das produções da Netflix em 2019, “O Irlandês”, de Martin Scorsese, ficou em 5º lugar, mas “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, não ranqueou. Em compensação, o Top 10 inclui “Estrada Sem Lei”, que não gerou a menor repercussão (57% no Rotten Tomatoes), ao mesmo tempo em que deixa de fora todas as comédias românticas que causaram furor entre os fãs do gênero. Para completar, apenas três séries foram mencionadas: “Stranger Things” (2º lugar), “The Witcher” (6º) e “The Umbrella Academy” (9º), o que indica que filmes têm mais público que séries na Netflix. De todo modo, esta seleção muda bastante de mercado para mercado. A versão brasileira, por exemplo, encaixa nada menos que duas das tais comédias românticas na lista, além de ser liderada por “La Casa de Papel” e revelar a popularidade de “Sintonia”, única série nacional a entrar no Top 10 do país. O mais curioso na versão brasileira do ranking, porém, é a ausência do Especial do Natal do Porta dos Fundos, que deve ter explodido de acordo com o “efeito Streisand” – quando uma tentativa de proibição gera ainda mais atenção. O serviço de streaming informou que sua “parada de sucessos” baseou-se no número de lares que assistiram ao menos dois minutos de uma série, filme ou especial durante seus 28 primeiros dias de exibição na Netflix em 2019, e que lançamentos de dezembro tiveram sua inclusão baseada em estimativas de desempenho. Compare abaixo as listas dos programas mais populares da plataforma nos EUA e no Brasil. Happy almost 2020! Here’s a look at the most popular series, films, and documentaries released on Netflix in the US this year. (thread) pic.twitter.com/fSHb39DbIT — Netflix US (@netflix) December 30, 2019 E vamos de listas pra fechar o ano! Aqui os Top 10 filmes, séries e especiais mais populares de 2019. Muito feliz com @whindersson e Sintonia, meus brasileiros sendo aclamados. <3 pic.twitter.com/WY8OiTfXBi — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) December 30, 2019
Daniel Day-Lewis ligou para elogiar Adam Sandler após ver Jóias Brutas
Considerado um dos maiores atores do cinema, o britânico Daniel Day-Lewis (“Lincoln”) ligou para cumprimentar Adam Sandler por seu desempenho em “Joias Brutas” (Uncut Gems). A revelação foi feita por Sandler, que vem realmente recebendo muitos elogios por seu desempenho no filme dos irmãos Benny e Josh Safdie (“Bom Comportamento”). “Estava comprando tênis num dia desses e olho o telefone e é Daniel Day-Lewis. Ele começou a falar que ficou se segurando na cadeira da frente [no cinema] e o quanto ele adorou o filme e todo mundo que está nele. Foi a melhor ligação da história”, contou Sandler, durante participação no The Bill Simmons Podcast. Day-Lewis é o único intérprete que já venceu três Oscars de Melhor Ator – por “Meu Pé Esquerdo” (1989), “Sangue Negro” (2007) e “Lincoln” (2012). Há outros atores com três Oscars, mas essa contagem inclui troféus de Coadjuvante. Sandler, por sua vez, é mais conhecido por comédias de gosto duvidoso, que lhe renderam alguns Framboesas de Ouro, troféu considerado o anti-Oscar, que elege os piores do ano. Apesar disso, já tinha demonstrado capacidade dramática em um par de produções indies bem-avaliadas. Em “Joias Brutas”, ele interpreta Howard Ratner, um joalheiro judeu trambiqueiro de Nova York metido em apostas esportivas de alto risco, que podem lhe render o maior lucro ou a maior dívida de sua vida. Este papel já rendeu indicação ao Spirit Awards, considerado o “Oscar indie”, e cria expectativa em torno de seu nome para a premiação oficial da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Produção indie do estúdio A24, “Joias Brutas” vai chegar ao Brasil em 31 de janeiro, diretamente no streaming da Netflix.
O Irlandês é eleito melhor filme de 2019 pela crítica dos EUA
A National Board of Review deu a largada na temporada de premiações por parte da crítica americana. A mais antiga associação de críticos, cinéfilos e acadêmicos dos Estados Unidos, que em 1930 inaugurou o hoje tradicional costume de criar listas de melhores do ano, divulgou sua seleção de melhores de 2019. Dirigido por Martin Scorsese, “O Irlandês” foi o grande destaque da premiação. Eleito o Melhor Filme de 2019, também conquistou reconhecimento como Melhor Roteiro Adaptado, para o escritor Steven Zaillian, e ainda recebeu um “Icon Award”, prêmio especial que homenageou Scorsese e os astros Robert De Niro e Al Pacino, que atuam no longa-metragem. O prêmio de Melhor Direção, porém, ficou com Quentin Tarantino por “Era uma Vez em… Hollywood”, filme que também rendeu troféu de Melhor Ator Coadjuvante para Brad Pitt. Os demais prêmios de atuação foram divididos entre intérpretes de filmes diferentes. Adam Sandler foi eleito o Melhor Ator, por “Uncut Gems”, enquanto Renée Zellweger venceu como Melhor Atriz, por “Judy”. No domingo (1/12), ela também venceu o BIFA, premiação do cinema independente britânico, pelo mesmo papel – Zellwegger interpreta a também atriz Judy Garland (de “O Mágico de Oz” e “Nasce uma Estrela”) em seus últimos meses de vida. Por fim, Kathy Bates foi premiada como Melhor Atriz Coadjuvante por “O Caso Richard Jewell”. No ano passado, a NBR elegeu “Green Book” como Melhor Filme. O longa acabou vencendo o Oscar. Mas, em outros anos, o favorito da NBR também experimentou tratamento oposto da Academia. O caso mais significativo foi “The Post – A Guerra Secreta”, de Steven Spielberg, vencedor da NBR em 2017, que não conquistou um único Oscar sequer – e nem sequer foi indicado na categoria principal da premiação. Veja abaixo a lista completa dos premiados da NBR, que ainda incluem categorias como Melhor Animação, Filme Estrangeiro, Fotografia, Roteiro Original e Estreia na Direção, entre outras. Melhor Filme: “O Irlandês” Melhor Diretor: Quentin Tarantino (“Era uma Vez em… Hollywood”) Melhor Ator: Adam Sandler (“Uncut Gems”) Melhor Atriz: Renée Zellweger (“Judy”) Melhor Ator Coadjuvante: Brad Pitt (“Era uma Vez em… Hollywood”) Melhor Atriz Coadjuvante: Kathy Bates (“O Caso Richard Jewell”) Melhor Roteiro Original: Josh Safdie, Benny Safdie, Ronald Bronstein (“Uncut Gems”) Melhor Roteiro Adaptado: Steven Zaillian (“O Irlandês”) Melhor Revelação: Paul Walter Hauser (“O Caso Richard Jewell”) Melhor Estreia na Direção: Melina Matsoukas (“Queen & Slim”) Melhor Animação: “Como Treinar seu Dragão 3” Melhor Filme em Língua Estrangeira: “Parasita” (Coreia do Sul) Melhor Documentário: “Maiden” Melhor Elenco: “Entre Facas e Segredos” Melhor Fotografia: Roger Deakins (“1917”) Prêmio NBR Icon: Martin Scorsese, Robert De Niro, Al Pacino (“O Irlandês”) Prêmio NBR de Liberdade de Expressão: “For Sama” e “Luta por Justiça”











