FKA Twigs diz que Shia LaBeouf atirava em cachorros para entrar em personagem
A cantora britânica FKA Twigs contou mais detalhes de seu relacionamento conturbado com Shia LaBeouf, que ela está processando por agressão e comportamento abusivo. FKA Twigs falou sobre o assunto em uma entrevista de capa da atual edição da revista Elle, revelando que o ator de “Transformers” tinha o costume de atirar em cachorros de rua para “entrar no personagem”. LaBeouf teria lhe dito que estava seguindo um método de preparação para o seu papel em “The Tax Collector”, quando atirou em um cachorro. Segundo a cantora, quando ela questionou seu comportamento covarde, LaBeouf teria respondido: “’Eu levo minha arte a sério. Você não está me apoiando na minha arte. Isto é o que eu faço. É diferente de cantar. Eu não apenas subo no palco e faço alguns movimentos. Eu estou no personagem’”. “Ele me fez sentir mal, como se eu não entendesse o que era ser um ator ou fazer isso… o método [técnica de atuação]”, explicou FKA Twigs. O ator também fez uma tatuagem real no peito para estrelar o filme escrito e dirigido por David Ayer (“Esquadrão Suicida”). O resultado de tanta dedicação não teve mais que 20% de aprovação da crítica americana, na média calculada pelo site Rotten Tomatoes. “O que deu em Shia LaBeouf para fazer uma tatuagem enorme para este filme de gângster insatisfatório?”, escreveu o famoso crítico Richard Roeper do jornal Chicago Sun-Times. “Uma das experiências de cinema mais atrozes do ano”, resumiu o jornal Los Angeles Times. E que se torna ainda mais atroz quando se descobre que pode ter custado a vida de alguns cachorros. Em dezembro, quando o processo foi oficializado por Twigs, LaBeouf não negou os abusos que cometeu contra FKA Twigs. “Eu tenho sido uma pessoa abusiva comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor por anos. Tenho um histórico de machucar aqueles que são mais próximos de mim. Sinto vergonha deste histórico e peço desculpas àqueles que machuquei. Não posso dizer nada além disso”, comentou. Meses depois, no entanto, o advogado do ator disse o oposto em documentos oficiais do caso. Na defesa de seu cliente, Shawn Holley disse que ele “nega, de forma geral e específica, cada uma e todas as alegações” levantadas por Twigs, e alega que cantora não sofreu “qualquer perda ou prejuízo” por causa de seu relacionamento com LaBeouf. Enquanto o processo corre, LaBeouf decidiu se internar em uma clínica de reabilitação.
FKA Twigs dá mais detalhes dos abusos de Shia LaBeouf
A cantora britânica FKA Twigs deu mais detalhes sobre suas acusações contra o ex-namorado, o ator Shia LaBeouf (“Transformers”), que ela está processando por agressão e comportamento abusivo. Ela falou sobre o assunto à revista Elle e ao programa “CBS This Morning”, do canal americano CBS. “É um milagre que eu tenha saído viva. E acho que foi sorte. Honestamente, eu gostaria de poder dizer que encontrei forças, ou vi a luz [para deixar o relacionamento]. Eu gostaria de poder dizer que isso é um testamento ao meu caráter forte, ou à forma como a minha mãe me criou. Mas não foi nada disso. Foi pura sorte”, ela contou à Elle, numa reportagem de capa da nova edição da publicação. Na época do processo, a cantora descreveu incidentes em que LaBeouf a teria acordado no meio da noite com as mãos em sua garganta, ameaçando sufocá-la, em que ele deixou hematomas em seus braços e pulsos pela maneira como a segurava e puxava durante discussões, e em que ele propositalmente a infectou com uma doença sexualmente transmissível. Agora, contou outros momentos terríveis da relação. “Ele me acordava no meio da noite dizendo que eu estava ‘imaginando um plano para deixá-lo’, mas eu só estava dormindo. Então ele me obrigava a dormir nua, para mostrar que não estava ‘me escondendo dele'”, Twigs disse ao “CBS This Morning”, em sua primeira entrevista televisiva sobre o caso. Ela completa a informação dizendo ter descoberto que essa é uma tática comum entre abusadores. “Eles querem que você esteja disponível o tempo todo, como se tudo fosse centrado ao redor deles. Eu acho que é por isso que eu quis tornar todos os detalhes públicos, para que mais pessoas possam reconhecer os sinais de abuso desde o princípio”, disse. “É uma ferida muito recente para mim, obviamente. Eu sei que a minha jornada não será perfeita, mas espero que, com os pequenos passos que estou dando, possa inspirar outras pessoas a tomarem as suas vidas de volta. Contando tudo isso, eu devolvi a disfunção [de LaBeouf] para ele.” Em dezembro, quando o processo foi oficializado por Twigs e por outra ex-namorada de LaBeouf, Karolyn Pho, o ator não negou os abusos. “Eu tenho sido uma pessoa abusiva comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor por anos. Tenho um histórico de machucar aqueles que são mais próximos de mim. Sinto vergonha deste histórico e peço desculpas àqueles que machuquei. Não posso dizer nada além disso”, comentou. Meses depois, no entanto, o advogado de LaBeouf disse o oposto em documentos oficiais do caso. Na defesa do ator, Shawn Holley diz que ele “nega, de forma geral e específica, cada uma e todas as alegações” levantadas por Twigs, e alega que cantora não sofreu “qualquer perda ou prejuízo” por causa de seu relacionamento com LaBeouf. Enquanto o processo corre, o ator decidiu se internar em uma clínica de reabilitação.
Produtor de Intocáveis é preso por abuso e agressão sexual contra afilhado
O produtor Dominique Boutonnat, presidente do Centro Nacional de Cinema (CNC), espécie de Ancine da França, foi preso na manhã de quarta-feira (10/2) pela polícia francesa. Ele está sendo processado por tentativa de estupro e agressão sexual por seu afilhado de 22 anos. A alegada agressão sexual ocorreu em agosto durante um feriado na Grécia. A queixa foi apresentada pelo afilhado de Boutonnat em 7 de outubro e o mandato de prisão expedido agora. “Dominique Boutonnat contesta ter cometido qualquer delito, ele está totalmente sereno sobre o resultado deste procedimento”, disse o advogado do produtor, Emmanuel Marsigny, à Agência France Presse (AFP). Boutonnat, de 51 anos, foi produtor associado de filmes como o fenômeno de bilheteria “Intocáveis” (2011), além de “Polissia” (2011), “2 Dias em Nova York” (2012) e “Um Plano Perfeito” (2012), entre outros. Ele se tornou presidente do CNC em julho de 2019 e inicialmente enfrentou rejeição generalizada dentro da indústria devido à sua proximidade com o presidente Emmanuel Macron e seu currículo como produtor e financista. Entretanto, sob sua liderança o CNC desempenhou um papel importante no estabelecimento de diretrizes para o combate ao assédio sexual na indústria cinematográfica francesa. No dia anterior à apresentação da queixa, em 6 de outubro, Boutonnat compareceu a um evento co-organizado pela organização 50/50 e pela Associação Europeia contra a Violência contra as Mulheres no Local de Trabalho, durante o qual fez um discurso abordando a necessidade dos trabalhadores da indústria falarem abertamente sobre abusos sem medo de perder seus empregos durante a pandemia. A acusação contra o produtor faz parte de uma onda de acusações de denúncias recentes de parentes que tem abalado importantes figuras públicas francesas. O #MeToo francês ficou conhecido como #MeTooInceste, porque tudo começou com a publicação no mês passado do livro “La Familia Grande”, em que a advogada Camille Kouchner acusou seu sogro Olivier Duhamel, um conhecido intelectual e gênio da televisão, de estuprar seu irmão gêmeo quando ele tinha 13 e 14 anos. Dizendo-se inspirada pela leitura, a filha do ator e diretor francês Richard Berry (“Consentimento Mútuo”) também o acusou de incesto e estupro, alegando que foi abusada pelo pai entre as idades de 8 e 10.
Atriz de Game of Thrones diz ter sido agredida, esfaqueada e perseguida com machado por Marilyn Manson
A atriz Esmé Bianco, que interpretou a prostituta Ros em “Game of Thrones”, revelou ter sofrido violência e tortura física de Marilyn Manson. Em entrevistas ao site The Cut, que faz parte do New York Magazine, ela contou ter sido vítima de agressão do cantor, corroborando a denúncia de Evan Rachel Wood (da série “Westworld”), que iniciou um efeito cascata ao acusá-lo de abusar “terrivelmente” dela, num post publicado nas redes sociais na semana passada. Após escrever no Instagram que também era uma sobrevivente, referindo-se à manifestação de Wood, Esmé Bianco contou os detalhes. E aparentemente foi uma luta pela sobrevivência mesmo. Entre as acusações, ela diz que o cantor a agrediu, esfaqueou e até chegou a correr atrás dela com um machado. Segundo a atriz, Marilyn Manson é um “predador em série” que “quase me destruiu e quase destruiu diversas mulheres”. Os dois se conheceram em 2005 por meio de uma amiga comum – a atriz burlesque Ditta Von Tease, então namorada de Manson. Mas ela só se envolveu com ele muitos anos depois, após o cantor convidá-la a estrelar a gravação do clipe de “I Want to Kill You Like They Do in the Movies”. Ela contou que Manson a avisou que ela “deveria fingir que era maltratada”. Mas durante o trabalho, não houve fingimento. Ela conta que passou os três dias seguintes em lingerie, mal dormindo ou comendo, com Manson servindo cocaína em vez de comida. Ela relata que ele perdia a paciência e jogava a câmera longe. Logo, se tornou violento com ela, amarrando-a com cabos numa posição de oração, açoitando-a com um chicote, e usando um brinquedo sexual elétrico chamado Varinha Violeta em seus ferimentos – o mesmo tipo de “dispositivo de tortura” que Wood disse ter sido usado nela. Bianco revelou ter se apavorado, mas tentou se acalmar dizendo a si mesma que “era apenas Manson sendo teatral. Vamos fazer uma grande arte”. Depois dessa experiência, Manson passou a assediá-la. Ele sempre a procurava quando estava em Londres. “Prepare sua lingerie e saltos”, ele escreveu em um e-mail. O cantor a convenceu a ir aos Estados Unidos em 2010 para estrelar um filme que estava desenvolvendo, “Phantasmagoria”, inspirado em Lewis Carroll (o criador de “Alice no País das Maravilhas”). Ela conta que seu visto na época dependia daquele projeto, e quando quis fugir de Manson, ela temeu que o cantor sabotasse seu visto como vingança. Bianco diz que Manson a levou para a casa dele, onde passou a torturá-la. Ele a mordia durante o sexo sem seu consentimento, deixando todo seu corpo machucado. Em uma ocasião, cortou seu torso com uma faca. “Eu apenas me lembro de estar deitada lá, e não lutei contra isso”, disse a atriz ao Cut. “Foi uma espécie de gota d’água em que perdi todo o senso de esperança e segurança”. Alguns dos cortes e contusões feitos por Manson deixaram cicatrizes permanentes em seu corpo. Ele também controlava sua agenda. “O que vestiria e quando poderia sair”. Até mesmo que horas podia dormir. “Eu costumava acordar sendo violentamente sacudida se fosse dormir sem permissão”. Além disso, era humilhada sempre que os dois recebiam visitas. Logo que “Game of Thrones” estreou, Manson passou a exibir para os amigos uma cena de sexo da atriz e dizia para todos, “Essa é minha namorada, ela é uma vadia”. “Eu me sentia como uma prisioneira. Para ligar para minha família, eu me escondia no armário”, relatou a artista. O ponto final foi a briga em que Marilyn Manson começou a correr atrás dela com um machado. Após isso, em junho de 2011, a atriz fugiu da casa dele enquanto o cantor dormia. Bianco disse que ainda sofre de estresse pós-traumático por causa dos poucos meses que viveu com ele. Manson jamais terminou as filmagens de “Phantasmagoria”, que também contavam com Evan Rachel Wood no papel de Alice. O clipe de “I Want to Kill You Like They Do in the Movies” também nunca foi lançado.
Evan Rachel Wood revela ameaças por denunciar Marilyn Manson
A atriz Evan Rachel Wood revelou neste sábado (6/2) ter recebido ameaças de vazamento de fotos indiscretas que a registrariam drogada e desinibida quando era menor e namorava Marilyn Manson. As fotos estariam na posse de Leslee Lane, que lidera um fã-clube do cantor, e seriam vazadas assim que Lindsay Elizabeth Warner, esposa de Manson, desse o sinal. Ela explicou em seu Stories, do Instagram, que as ameaças surgiram quando decidiu que tornaria público os abusos que sofreu durante seu relacionamento com o cantor. “Em 19 de dezembro, tive que registrar um boletim de ocorrência policial depois de ser alertada sobre ameaças feitas por Leslee Lane e Lindsay Elizabeth Warner ao conspirarem para liberar fotos minhas quando eu era menor, depois de receber grandes quantidades de drogas e álcool, depois que Brian [nome real do cantor] se apresentou no Halloween em Las Vegas, para ‘arruinar minha carreira’ e ‘me calar'”, escreveu a atriz. Wood incluiu uma troca de mensagens que flagra a confissão do plano e uma cópia do boletim de ocorrência no post, para comprovar que não estava inventando nada. A revelação das fotos comprometedoras seria a “retaliação” que ela mencionou em seu post original, publicado na segunda (1/2). Quando chamou Manson de “abusador”, ela explicou: “Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens”. E completou: “Eu estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. Além de tornar pública a ameaça, a estrela de “Westworld” aproveitou para fazer novas acusações, descrevendo o antissemitismo de Manson. “Fui chamada de ‘judia’ de maneira depreciativa”, escreveu. “Ele desenhava suásticas na minha mesa de cabeceira quando estava com raiva de mim”. “Minha mãe é judia e fui criada na religião”, continuou Wood. “Porque ela se converteu e não era de ascendência judia, ele dizia coisas como, ‘assim é melhor’ porque eu não era ‘judia de sangue'”. A atriz acrescentou que Manson “não tinha essas tatuagens quando começamos a namorar”, descrevendo símbolos nazistas que ele acrescentou no corpo. Ela ainda explicou que o abuso que sofreu não era parte de nenhum jogo de “sexo ‘pervertido'”. “Brian [nome real do cantor] e eu nunca tivemos um relacionamento ‘BDSM'”, disse ela em outra postagem. “Nós nem mesmo fizemos sexo ‘pervertido’. Nós não tínhamos relações sexuais quando eu era torturada, nem antes nem depois”. Mas acrescentou: “sofri lavagem cerebral e fui manipulada para me tornar submissa”. Evan Rachel Wood também compartilhou histórias semelhantes da fotógrafa Ashley Walters, da modelo Sarah McNeilly, de uma artista que se identificou apenas como Gabriella, além da estudante Ashley Morgan.
Ator francês Richard Berry é acusado de incesto pela filha
O veterano ator francês Richard Berry, conhecido por sucessos como “Consentimento Mútuo” (1994), “Dupla Confusão” (2003), “22 Balas” (2010) e a série animada “Corto Maltese”, foi acusado por sua filha Coline de incesto. O Ministério Público de Paris anunciou nesta quarta (3/2) a abertura de uma investigação preliminar, após Coline Berry registrar uma queixa de “estupro, agressão sexual e corrupção de menores” contra o pai. Em uma publicação do Instagram, a denunciante de 44 anos contou como seu pai a “beijou com a língua” e a fez participar “de jogos sexuais em um contexto evidente de violência machista” durante a adolescência. Richard Berry reagiu à notícia com uma nota em que desmente “com firmeza e sem ambiguidade essas acusações imundas”. “Nunca tive relações inadequadas ou incestuosas com Coline, nem com nenhum de meus filhos”, afirmou o ator em um longo texto publicado em seu Stories do Instagram. Ele se defende dizendo que as “alegações (de sua filha) eram falsas” e “mudaram com o tempo”. Coline Berry também usou o Stories para rebater, explicando que “o que mudou foi a atitude do meu pai: no início ele se mostrou violento, e depois me pediu que virasse a página, que não o fizesse parecer um pedófilo”. Nascida em 1976, Coline Berry teria, segundo ela conta, “reconstruído sua história” após a publicação em janeiro do livro de Camille Kouchner, “La Familia Grande”, no qual revela os abusos sexuais que seu irmão gêmeo sofreu nas mãos do conhecido cientista político francês Olivier Duhamel. A publicação dessas acusações causaram uma grande comoção na França e provocaram uma chuva de depoimentos com a hashtag #MeTooInceste, que lembra o movimento #MeToo de 2017.
Estilista acusa Marilyn Manson de agressão armada durante ensaio
Mais uma acusação veio à tona contra Marilyn Manson. A estilista e cineasta Love Bailey, diretora do vindouro musical “Slather”, acusou o cantor de apontar uma arma para a sua cabeça e lhe ameaçar com agressividade homofóbica. Bailey, que é transexual, publicou seu desabafo após Evan Rachel Wood (da série “Westworld”), ex-namorada do polêmico cantor, dar início a uma corrente de acusações contra abusos cometidos por Manson. A própria atriz republicou os posts de Bailey em seu Stories do Instagram. “Não sou fã da cultura do cancelamento, mas quando alguém como Marilyn Manson aponta uma arma para sua cabeça, é hora de falar”, desabafou Bailey sobre o assunto, num primeiro post na segunda (1/2). “É 2021 e temos que tirar o poder dessas pessoas horríveis, para que não façam mal a ninguém”. relatou a artista, que afirmou que vai procurar as autoridades para registrar um boletim de ocorrência, mas que por enquanto pretende manter a identidade da atriz envolvida na história em segredo. “Sinto que é uma questão urgente falar diretamente para a câmera e dar meu depoimento do que aconteceu na noite em que conheci Marilyn Manson”, continuou a diretora num vídeo publicado em suas redes sociais, relembrando que era uma estilista de 20 anos quando recebeu o convite para participar de um ensaio para a revista LoveCat — hoje rebatizada como Galore. Ela deveria trabalhar com uma atriz no ensaio e quando chegou lá viu que o estúdio de gravação do artista estava cheio de pôsteres com mulheres nuas e havia na sala de estar um punhado de desenhos sombrios no chão, que, segundo ela, pareciam tentar abrir “algum portal demoníaco”. Quando foi chamada ao quarto onde Manson e a atriz estavam, identificou gaiolas em que ele deveria prender suas “vítimas”. Segundo a estilista, eles haviam acabado de fazer sexo e a tal atriz parecia estar dopada, cambaleante. Ela chegou a machucar o tornozelo, enquanto Manson caía na gargalhada. Foi quando tentou alcançar a atriz para ajudá-la, que recebeu uma arma na cara. “Uma grande Glock, uma Glock de metal, não uma arma de brinquedo. Ele colocou isso direto na minha testa e disse: ‘Eu não gosto de bichas’. Então ele riu, em um tom agressivo”, contou Bailey. “Me lembro de ter ficado chocada naquele momento”, continuou, visivelmente emocionada. “Há anos tenho sido silenciada para não dizer nada por causa da indústria, por causa da indústria da moda, por causa desses fotógrafos que vão colocar você na lista negra por mencionar o nome deles”, prosseguiu. Em seu vídeo no Instagram, Love ainda acrescentou o depoimento de duas outras pessoas que a acompanharam no dia em que foi ameaçada. Sua assistente na ocasião confirmou a história, dizendo ter visto as “artes demoníacas” na sala de estar, além de lembrar que ter sido barrada, porque Manson não permitia assistentes no local. Uma amiga de Bailey, por sua vez, contou que a estilista ligou para ela depois do incidente e recordou que ela estava “em choque” e sem acreditar no que tinha acabado de acontecer. Love Bailey não revelou o nome da atriz que estava com Manson na ocasião, mas Evan Rachel Wood também postou denúncias de uma artista conhecida como Gabriella, da fotógrafa Ashley Walters, da modelo Sarah McNeilly e da modelo Ashley Lindsay Morgan. Todas elas afirmaram que foram vítimas de agressão sexual e abuso físico e emocional nas mãos de Manson. Pouco tempo depois, Manson se manifestou nas redes sociais para negar os relatos, que seriam “distorções”. “Obviamente, minha vida e minha arte são há anos imãs para controvérsia, mas essas recentes declarações a meu respeito são distorções horríveis da realidade. Meus relacionamentos íntimos sempre foram completamente consensuais, com pessoas que pensavam como eu. Independente de como – e porque – outros estão escolhendo deturpar o passado agora, essa é a verdade”, afirmou o cantor. Após a onda de acusações, Manson foi dispensado de sua gravadora, teve suas participações nas séries “American Gods” e “Creepshow” cortadas, e acabou acabou ficando sem empresariamento artístico, com o rompimento de seu contrato pela agência de talentos CAA, uma das maiores de Hollywood. Para completar, a senadora Susan Rubio, da Califórnia, escreveu uma carta para o Promotor-Geral dos EUA (Monty Wilkinson) e o diretor do FBI (Christopher Wray), pedindo a abertura de um inquérito oficial contra o artista. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Love Bailey (@loveisbailey) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Love Bailey (@loveisbailey)
Episódio de Marilyn Manson é cortado da série Creepshow
Após ter sua participação cortada na 3ª temporada de “American Gods”, Marilyn Manson também será extraído da série “Creepshow”. O cantor gravou participação num episódio da 2ª temporada da antologia de terror da plataforma Shudder, mas a rede AMC, responsável pelo serviço, anunciou que esse capítulo não será mais exibido. Os cortes integram a repercussão das denúncias feitas na segunda-feira (1/2) contra o cantor. Manson foi acusado de abuso sexual por cinco mulheres, entre elas sua ex-noiva Evan Rachel Wood (estrela da série “Westworld”), o que também o fez ser dispensado por sua gravadora Em seu post em seu Instagram, a atriz desabafou: “O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido como Marilyn Manson. Ele começou a me assediar quando eu ainda era uma adolescente e abusou terrivelmente de mim por anos. Eu sofri uma lavagem cerebral e fui manipulada à submissão. Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens. Eu estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. Depois do desabafo da atriz, outras quatro mulheres apresentaram queixas similares e os parceiros comerciais de Manson começaram a lhe virar as costas. Manson demorou várias horas para abordar a polêmica, publicando uma nota curta em seu Instagram. “Obviamente, minha arte e minha vida sempre foram ímãs para polêmica, mas essas afirmações recentes sobre mim são horríveis distorções da realidade”, ele escreveu. “Meus relacionamentos íntimos sempre foram inteiramente consensuais com parceiros que pensam como eu. Independentemente de como – e por que – os outros agora estão optando por representar mal o passado, essa é a verdade. ”
Marilyn Manson responde às acusações de abuso: “Horríveis distorções”
O cantor Marilyn Manson manifestou-se pelas redes sociais para abordar as repercussões de uma segunda-feira (1/2) tensa, em que foi acusado de abuso sexual por cinco mulheres, entre elas sua ex-noiva Evan Rachel Wood (estrela da série “Westworld”), o que o fez ser dispensado por sua gravadora e cortado da série “American Gods” de forma praticamente automática. “Obviamente, minha arte e minha vida sempre foram ímãs para polêmica, mas essas afirmações recentes sobre mim são horríveis distorções da realidade”, ele escreveu no Instagram. “Meus relacionamentos íntimos sempre foram inteiramente consensuais com parceiros que pensam como eu. Independentemente de como – e por que – os outros agora estão optando por representar mal o passado, essa é a verdade. ” A nota curta é uma resposta ao post em que Evan Rachel Wood acusou publicamente o roqueiro de abusar “horrivelmente” dela quando ainda era adolescente. Os dois tiveram uma longa relação, de 2006, quando a atriz de “Westworld” tinha 18 anos, até 2010 e chegaram a ficar noivos. Depois da denúncia, outras quatro mulheres apresentaram queixas similares e os parceiros comerciais de Manson começaram a lhe virar as costas, repercutindo o apelo da atriz. Em seu post em seu Instagram, a atriz desabafou: “O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido como Marilyn Manson. Ele começou a me assediar quando eu ainda era uma adolescente e abusou terrivelmente de mim por anos. Eu sofri uma lavagem cerebral e fui manipulada à submissão. Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens. Eu estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. Confira os dois posts originais abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Marilyn Manson (@marilynmanson) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Evan Rachel Wood (@evanrachelwood)
Marilyn Manson é cortado da série American Gods
Depois de ser dispensado por sua gravadora, a participação de Marilyn Manson na 3ª temporada de “American Gods” também foi cortada. A dispensa aconteceu depois que Evan Rachel Wood acusou publicamente o roqueiro de abusar “horrivelmente” dela quando ainda era adolescente. Os dois tiveram uma longa relação, de 2006, quando a atriz de “Westworld” tinha 18 anos, até 2010 e chegaram a ficar noivos. Depois da denúncia, outras quatro mulheres apresentaram queixas similares. “Devido às alegações feitas contra Marilyn Manson, decidimos remover sua performance do episódio restante em que ele apareceria, que estava agendado para ir ao ar no final desta temporada. O Starz está inequivocamente ao lado de todas as vítimas e sobreviventes de abuso”, disse um porta-voz do canal pago Starz em comunicado. Manson se juntou à série baseada no premiado romance de Neil Gaiman na atual temporada, como o sangrento Johan Wengren, vocalista da banda Viking de death metal Blood Death. O cantor foi uma parte essencial do episódio “The Unseen”, exibido na noite de domingo (31/1) nos EUA, e voltaria em mais um episódio. Em seu post nas redes sociais, Evan Rachel Wood escreveu: “O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido como Marilyn Manson. Ele começou a me assediar quando eu ainda era uma adolescente e abusou terrivelmente de mim por anos. Eu sofri uma lavagem cerebral e fui manipulada à submissão. Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens. Eu estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. As alegações da atriz e de outras quatro mulheres não as primeiras denúncias de abuso contra Manson. Em maio de 2018, um boletim de ocorrência chegou a ser preenchido contra ele por crimes sexuais não especificados que datavam de 2011. A investigação não foi adiante, porque o crime acabou prescrito.
Gravadora dispensa Marilyn Manson após denúncias de abuso sexual
O cantor Marilyn Manson está sem gravadora. Ele teve seu contrato oficialmente rompido após as denúncias de abuso sexual, agressão, tortura psicológica e estupro publicadas pelas atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”) e outras quatro mulheres nesta segunda (1/2). Em um comunicado, a gravadora Loma Vista Recordings informou que não vai mais promover o álbum mais recente de Manson ou trabalhar com ele em projetos futuros. “À luz das alegações perturbadoras de Evan Rachel Wood e outras mulheres nomeando Marilyn Manson como abusador, a Loma Vista deixará de promover seu álbum atual, com efeito imediato. Devido a esses desenvolvimentos preocupantes, também decidimos não trabalhar com Marilyn Manson em qualquer projeto futuro”, diz o texto da gravadora. A página de Manson também foi apagada do site da Loma Vista. A decisão é a primeira repercussão das denúncias desta segunda, que começaram com um post de Evan Rachel Wood, que namorou o cantor quando tinha 18 anos e ele 36. Os dois tiveram uma longa relação, de 2006 a 2010, e chegaram a ficar noivos. “O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido como Marilyn Manson”, escreveu a atriz em suas redes sociais. “Ele começou a me assediar quando eu ainda era uma adolescente e abusou terrivelmente de mim por anos. Eu sofri uma lavagem cerebral e fui manipulada à submissão. Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens. Eu estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. Em resposta à postagem, quatro outras mulheres também apresentaram alegações de abuso semelhantes contra Manson. Wood compartilhou esses desabafos em seu Stories no Instagram. Estas não são as primeiras alegações de abuso contra Manson. Em maio de 2018, um boletim de ocorrência chegou a ser preenchido contra ele por crimes sexuais não especificados que datavam de 2011. A investigação não foi adiante, porque o crime acabou prescrito. O advogado de Manson, Howard E. King, disse na ocasião: “As alegações feitas à polícia são categoricamente negadas pelo Sr. Warner e são completamente delirantes ou parte de uma tentativa calculada de gerar publicidade … Qualquer alegação de impropriedade sexual naquela ou em qualquer outra época é falsa. ”
Evan Rachel Wood acusa Marilyn Manson de abuso sexual
Evan Rachel Wood (da série “Westworld”) usou as redes sociais nesta segunda (1/2) para denunciar abusos sofridos quando namorava o cantor Marilyn Manson. A atriz conheceu Manson quando tinha 18 anos e ele 36. Os dois tiveram uma longa relação, de 2006 a 2010, e chegaram a ficar noivos. Em um post em seu Instagram, a atriz desabafou: “O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido como Marilyn Manson. Ele começou a me assediar quando eu ainda era uma adolescente e abusou terrivelmente de mim por anos. Eu sofri uma lavagem cerebral e fui manipulada à submissão. Eu cansei de viver com medo da retaliação, difamação ou de chantagens. Eu estou aqui para expor esse homem perigoso e denunciar as indústrias que o permitem agir, antes que ele arruíne outras vidas. Eu estou ao lado das muitas vítimas que não vão mais se silenciar”. A atriz já tinha mencionado diversas vezes ter sobrevivido a um relacionamento violento e abusivo, mas até então nunca havia nomeado o responsável. Em 2016, chegou a dizer ter sido estuprada duas vezes, identificado um dos agressores como um namorado, o que teria sido o motivo que a levou a tentar se suicidar. Em sua antiga conta no Twitter, atualmente desativada, ela revelou que cortava os pulsos quando o “abusador” a ameaçava, mas que isso só o desarmava temporariamente. Ela chegou a gravar um vídeo falando sobre o relacionamento abusivo e revelou que não sabe se algum dia conseguirá superar o trauma. “É muito difícil se sentir segura. Eu penso sobre isso todos os dias, de uma forma ou outra. Eu não estou bem porque não importa o quanto eu trabalhe isso ou tenha trabalhado isso, eu ainda estou procurando um certo tipo de paz, procurando formas de me sentir segura. Estou tentando colocar tudo isso pra trás, mas não sei se eu algum dia poderei fazer isso. Eu não estou bem porque não me lembro como é não sentir medo”, disse na época. Desde que revelou esses detalhes, ela se tornou uma defensora dos sobreviventes de violência sexual e doméstica. Em resposta à nova postagem de Wood, pelo menos quatro outras mulheres trouxeram novas alegações de relatos de abuso contra Manson. Wood compartilhou essas histórias em seu Stories. Alguns dos detalhes também foram publicados pela revista Vanity Fair. As denúncias são de abuso psicológico, “comportamento demente”, incluindo chantagem, manipulação e isolamento, abuso físico, como cortes e estupro. As mulheres também dizem que sofreram ataques de pânico, PTSD e/ou depressão devido aos supostos abusos e agora estão se manifestando em um esforço para exigir a responsabilização. Até o momento, Marilyn Manson não comentou as denúncias. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Evan Rachel Wood (@evanrachelwood)
Kevin Spacey ressurge falando em suicídio em vídeo de Natal
Kevin Spacey manteve sua tradição de aparecer, feito Grinch, com um vídeo novo no Natal. Pelo terceiro ano consecutivo, o ator de “House of Cards”, que foi exilado de Hollywood após diversas acusações de abusos sexuais, deu as caras para assustar com uma mensagem pouco natalina, desta vez comentando sobre suicídio. “Tantos me procuraram para falar sobre as coisas terem ficado tão ruins para eles que pensaram em tirar suas próprias vidas. A qualquer um que esteja lutando ou contemplando essa ideia, por favor, não dê esse passo”, diz Spacey no vídeo. Na mensagem gravada em um parque, ele pede, sem máscara de proteção, que as pessoas se cuidem, procurem ajuda e ainda deseja um feliz 2021 para os espectadores. “Neste momento, durante este feriado e além, mesmo que você não sinta, há pessoas por aí que entendem e podem ajudar, porque você não está sozinho. Só quero desejar um Feliz Natal a todos, um ótimo 2021 e diga a todos aqueles que podem estar sofrendo que fica melhor. Tudo fica melhor”, finaliza. Vale lembrar que, horas após a mensagem mórbida de Spacey no ano passado, sugerindo matar com bondade, um dos acusadores do ator cometeu suicídio. O escritor norueguês Ari Behn se suicidou no Natal passado aos 47 anos. Ex-marido da princesa da Noruega Martha Louise, Behn era um autor de peças de teatro reconhecido em seu país e, em 2017, denunciou Spacey por tê-lo apalpado durante um evento do Prêmio Nobel da Paz. No mesmo ano, o escritor e a princesa Martha Louise se divorciaram, um acontecimento inédito na família real norueguesa. Depois da morte do acusador, o processo contra o ator acabou cancelado na corte de Los Angeles. Spacey também teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. As acusações surgirem após um colega de Spacey, Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) relatar ao site Buzzfeed que tinha sido assediado sexualmente por ele em 1986, quando tinha 14 anos. Desde então, as denúncias se multiplicaram. O ator chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Mas prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou no vídeo do ano passado que 2019 “foi um ano muito bom”. As reviravoltas que o livram de julgamento parecem vir de um roteiro da série “House of Cards”, em que Spacey interpretava o presidente corrupto e implacável dos Estados Unidos, capaz de dar um destino trágico a todos que cruzassem seu caminho. Por sinal, ele também foi acusado de assédio por integrantes dessa produção e acabou demitido pela Netflix. Por isso, mesmo escapando da justiça, Spacey viu sua carreira desmoronar nos últimos três anos Vencedor de dois Oscars, ele se encontra desempregado e sem perspectivas de voltar à ativa, tendo sido demitido de vários projetos. O repúdio é tão alto que o ator teve sua presença apagada em seu último trabalho, o drama “Todo o Dinheiro do Mundo”. O diretor Ridley Scott chamou o ator Christopher Plummer às pressas, após as filmagens, para refazer as cenas de Spacey e o substituto foi até indicado ao Oscar. Spacey ainda chegou a filmar uma cinebiografia do escritor Gore Vidal para a Netflix, que preferiu arquivar o filme e assumir o prejuízo a lançá-lo após os escândalos virem à tona, o que demonstra a falta de perspectivas para a retomada de sua carreira.












