Armie Hammer é acusado de estupro e agressão
Não foram apenas acusações de comportamento abusivo e conversas sadomasoquistas nas redes sociais. Armie Hammer está sendo acusado de estupro por uma mulher identificada como Effie, que seria a dona da conta House of Effie no Instagram, responsável pela exposição de mensagens violentas que supostamente seriam do ator. Quando expôs as mensagens, a dona do perfil alegou que viveu um relacionamento abusivo com Hammer enquanto ele era casado com Elizabeth Chambers. Além de prints de mensagens, ela também publicou fotos de machucados supostamente causados pelo ator de “Me Chame pelo Seu Nome”. A situação se tornou mais séria nesta quinta (18/3), quando a famosa advogada americana Gloria Allred anunciou ter entrado com uma queixa-crime contra Armie Hammer em nome de Effie. O Departamento de Polícia de Los Angeles confirmou ao site The Hollywood Reporter que o ator já está sendo investigado por uma denúncia de agressão sexual desde 3 de fevereiro. Allred e Effie deram uma entrevista coletiva para a imprensa americana, onde detalharam a acusação. “Em 24 de abril de 2017, Armie Hammer me estuprou violentamente por mais de quatro horas em Los Angeles”, disse Effie, que não revelou seu nome completo, mas foi descrita por Allred como uma “mulher de 24 anos que mora na Europa”. Durante o período do alegado estupro, Effie disse que Hammer bateu repetidamente sua cabeça contra a parede, resultando em hematomas em seu rosto, e “cometeu outros atos de violência contra mim, com os quais não concordei”. Ela descreveu que ele chicoteou seus pés. “Durante essas quatro horas, tentei fugir, mas ele não deixou. Achei que ele fosse me matar. Aí [ele] foi embora sem se preocupar com o meu bem-estar”, disse Effie. A mulher diz que conheceu Hammer no Facebook em 2016, quando tinha 20 anos, e entrou em um relacionamento intermitente com ele entre 2016 e 2020. “Ele abusou de mim mentalmente, emocionalmente e sexualmente”, disse Effie sobre o relacionamento. Ela afirma que teve pensamentos suicidas depois do alegado estupro, mas também tentou se convencer de que estava tudo bem: “Eu tentei tanto justificar suas ações, até o ponto de responder a ele de uma forma que não refletisse meus verdadeiros sentimentos”. E concluiu: “Ao falar sobre isso hoje, espero evitar que outras pessoas sejam vítimas dele no futuro”. “Mesmo que um parceiro sexual concorde com as atividades sexuais, ela tem o direito de, a qualquer momento, retirar seu consentimento”, acrescentou Allred na entrevista coletiva. Hammer nega as afirmações. Depois da coletiva, o advogado do ator, Andrew Brettler, emitiu um comunicado em que afirma que a “correspondência da própria Effie com o Sr. Hammer mina e refuta suas acusações ultrajantes. Recentemente, em 18 de julho de 2020, [Effie] enviou textos gráficos para o Sr. Hammer dizendo a ele o que ela queria que ele fizesse com ela. O Sr. Hammer respondeu deixando claro que não queria manter esse tipo de relacionamento com ela. ” Em resposta, Allred informou por comunicado que Effie forneceu evidências do alegado abuso sexual de Hammer para a polícia, observando que existem fotos de seus “ferimentos visíveis”. E desafiou a defesa de Hammer a “apresentar todas, não algumas, das suas comunicações com Effie ao Departamento de Polícia de Los Angeles e responder a todas as perguntas diretamente, em vez de por meio de seus advogados”. A campanha da conta House of Effie contra Hammer começou no início de janeiro, quando vários comentários e conversas perturbadores atribuídos ao ator surgiram nas redes sociais, descrevendo desejos canibais e predileção por violência sexual. As revelações foram repercutidas por comentários de ex-namoradas do ator, que confirmaram suas tendências sadomasoquistas. Paige Lorenze chegou a acusar o ator de forçá-la a um relacionamento sexual agressivo que a deixou com hematomas e mutilações. O advogado de Hammer rebate as acusações, afirmando que “essas afirmações sobre o Sr. Hammer são patentemente falsas. Todas as interações com essa pessoa, ou qualquer parceiro seu, foram completamente consensuais, pois foram totalmente discutidas, acordadas antecipadamente e mutuamente participativas. ” Os estúdios de Hollywood já se afastaram do ator, que saiu do filme “Shotgun Wedding”, com Jennifer Lopez, e foi cortado da série “The Offer”, sobre os bastidores das filmagens de “O Poderoso Chefão”, que estava em desenvolvimento na Paramont+. Ele também foi dispensado por sua agência de talentos e não tem nenhum projeto profissional agendado, mas completou dois filmes da ex-Fox/Disney antes do escândalo. São eles a superprodução “Morte no Nilo”, continuação do suspense “Assassinato no Expresso do Oriente”, que reúne o ator-diretor Kenneth Brannagh com um grande elenco, e a comédia “Next Goal Wins”, dirigida por Taika Waititi (“Jojo Rabbit”). A Disney ainda não revelou o que vai fazer com os dois lançamentos após a denúncia.
Demi Lovato fala de estupros, drogas e choca com revelações de seu documentário
A cantora e atriz Demi Lovato deu um show de sinceridade em seu novo documentário, “Demi Lovato: Dancing with the Devil”, que teve sua pré-estreia no festival SXSW e vai chegar ao YouTube na terça-feira (23/3). São muitas revelações, que estão chocando a imprensa e os fãs. No documentário, Demi fala abertamente sobre as experiências de abuso sexual que sofreu (uma na adolescência), sobre a overdose de 2018, as sequelas que perduram após quase morrer, sua relação com as drogas, sua sexualidade, assumindo sua bissexualidade e preferência por mulheres, e muitas outras verdades impactantes. Ela omite nomes, mas aborda vários detalhes. Diz, por exemplo, que perdeu a virgindade, na adolescência, ao ser estuprada por um jovem ator com quem contracenou num filme. “Nós estávamos ‘nos pegando’, mas eu disse: ‘Isso não pode ir além, eu sou virgem e não quero perder desta forma’. Ele não se importou, me forçou mesmo assim. Eu internalizei a experiência e achei que tinha sido minha culpa, por ter começado a ficar com ele”, relatou Demi. A história não acabou aí. Demi acrescentou que chegou a denunciar o caso para um de seus superiores no filme, mas nada foi feito. “A minha história do #MeToo é essa: eu contei a uma pessoa responsável que esse cara fez isso comigo, e não houve repercussões. Ele não foi tirado do filme”, contou. Durante sua overdose, ela voltou a ser abusada, dessa vez pelo traficante que lhe vendeu as drogas, aproveitando-se do fato que ela ficou indefesa. “O que as pessoas não sabem é que, naquela noite, eu não sofri só uma overdose. Ele também se aproveitou de mim. Quando me encontraram, eu estava nua e cheia de hematomas. Ele me deixou para morrer. Só meses depois é que eu consegui pensar: ‘Eu não estava em condições de dar consentimento a ele'”, apontou. A sinceridade de Demi fez até uma denúncia contra ela mesma, ao dizer que, mesmo depois da overdose, teve uma recaída com a heroína. Ela disse que ligou novamente para o traficante que havia abusado dela para “tentar tomar o controle da situação de volta”. Eu tinha acabado de sair de um retiro de uma semana, para tratar o meu trauma. Na noite em que voltei para casa, liguei para ele. Eu queria reescrever a história, queria que fosse minha escolha o abuso que eu sofri. […] Depois, fiquei pensando: como tive coragem de usar de novo as drogas que me fizeram ir para o hospital? Fiquei mortificada com a decisão que tomei”, assumiu. Em seu relato, ela afirma que esta recaída foi “a gota d’água”. “Só fez com que eu me sentisse pior. Foi o gatilho para que eu tomasse posse da minha vida de uma vez. Naquela noite, caí de joelhos e pedi ajuda a Deus”, comentou. Mesmo assim, Demi disse que continua bebendo com moderação e usando maconha. Ela declarou que “a sobriedade não é a mesma coisa para todo mundo”, e que precisou “se liberar da visão radical de que um drinque era a mesma coisa que um cachimbo de crack”. “Eu sinto que simplesmente falharia se dissesse a mim mesma que não posso beber um pouco ou fumar um baseado às vezes. Eu tenho a mania de pensar em tudo como se fosse preto e branco, e não é. […] Não estou dizendo para outras pessoas sóbrias que está tudo bem beber, ou fumar. Não é o mesmo para todo mundo”, ponderou. Demi contou também o preço pago pela overdose, revelando que sofreu três derrames e um ataque cardíaco por causa do abuso de drogas naquela noite. Ela também teve pneumonia devido a ingestão do próprio vômito e ficou cega durante alguns dias. Mesmo após se recuperar, a visão ficou permanentemente prejudicada e ela tem dificuldades para enxergar direito. “Eu não posso mais dirigir, porque tenho pontos cegos na minha visão. Às vezes, vou me servir de um pouco de água e erro o copo, porque não consigo vê-lo. Também tive pneumonia, porque [durante a overdose] sofri asfixia, e tive falência de órgãos múltipla”, lista a artista. Ele descreveu que, quando acordou, “não conseguia ver a sua família”. “Eu estava legalmente cega. Minha irmã mais nova [Madison de la Garza] estava do meu lado na cama de hospital quando recobrei a consciência, mas não consegui reconhecê-la”, disse. Em seu depoimento para o filme, a mãe da cantora, Dianna de la Garza, descreveu com horror a lembrança da filha no hospital: “Colocaram um tubo no pescoço dela, de onde saía sangue. O sangue era filtrado e voltava para o pescoço dela pelo tubo”. “No fim das contas, o excesso de qualquer coisa pode te matar. Eu tenho muita sorte de estar viva. Os meus médicos disseram que, se tivesse demorado cinco ou dez minutos a mais para alguém me encontrar, eu não estaria aqui hoje”, disse Demi. Além do documentário dirigido por Michael D. Ratner (responsável também por “Justin Bieber: Seassons”), Demi também criou um novo disco, que é quase como uma trilha sonora não-oficial do filme. As canções acompanham os depoimentos, refletindo muitos dos temas discutidos na tela. o disco, que terá 19 faixas (mais 3 canções extras na versão deluxe), inclui três colaborações com outras cantoras, todas mulheres – e uma delas chamada Ariana Grande – e vai chegar às plataformas digitais no dia 2 de abril, 10 dias após a estreia do documentário. Veja abaixo o trailer de “Demi Lovato: Dancing with the Devil”, que será exibido em capítulos no YouTube a partir da semana que vem.
Demi Lovato foi abusada por traficante durante overdose
O jornal The New York Times publicou um perfil revelador da cantora e atriz Demi Lovato na noite de terça-feira (16/3). Em meio a uma entrevista para divulgar o documentário “Dancing with the Devil”, que estreia no dia 23 de março no YouTube, o jornal publicou detalhes perturbadores sobre a terrível noite em que ela sofreu uma overdose que quase a matou. “O traficante que lhe trouxe heroína naquela noite a agrediu sexualmente e a deixou à beira da morte”, afirmou o veículo. Além disso, a overdose que Demi sofreu ainda a causou três derrames, um ataque cardíaco e falência de órgãos. Ela ainda teve pneumonia após quase se afogar em seu próprio vômito, sofreu danos cerebrais, ficou cega por vários dias e carrega problemas de visão até hoje – que a impedem de dirigir. Ela realmente renasceu, após se aproximar da morte, e a experiência resultou numa mulher que não tem medo de abordar nenhum assunto, como demonstra seu documentário, que o NYT descreve como “tenso o tempo inteiro”. Demi também criou um novo disco, que é quase como uma trilha sonora não-oficial do documentário. As canções acompanham o filme, refletindo muitos dos temas discutidos na tela. Demi contou que o álbum terá 19 faixas (mais 3 canções extras na versão deluxe), que incluem três colaborações com outras cantoras, todas mulheres – e uma delas chamada Ariana Grande. O lançamento vai acontecer no dia 2 de abril, 10 dias após a estreia do documentário.
Alec Baldwin ataca série documental da HBO em defesa de Woody Allen
O ator Alec Baldwin resolveu defender Woody Allen nas redes sociais, no momento em que o cineasta é alvo de ataques semanais de uma série documental da HBO. O ator gravou um vídeo de 14 minutos em que criticou a cultura do cancelamento e lembrou que Allen foi inocentado do crime do qual é acusado. “Vi algumas pessoas me atacando por defender pessoas que foram acusadas de crimes… Bem, eu não estou defendendo alguém que é culpado de algo. Estou escolhendo defender alguém que não foi provado que ser culpado de algo”, ele disse. Allen foi acusado de ter cometido abuso sexual contra a filha adotiva Dylan Farrow nos anos 1990, quando ela tinha sete anos. O documentário “Allen vs Farrow” se centra na denúncia deste crime, estendida por quatro episódios semanais. Na época, duas investigações diferentes o consideraram inocente, sugerindo que Dylan teria sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow. A série oferece outra visão da história, ao mesmo tempo em que apresenta um vídeo gravado por Mia, em que Dylan recita as acusações aos sete anos. Baldwin criticou o trabalho feito pelos documentaristas em sua conta do Twitter, ironizando: “Quem precisa de tribunais quando podemos ter julgamento pela mídia?”. “Não me importa quantos documentários de merda que você faz, você tem que provar isso em um tribunal. Se fosse provado, além de qualquer dúvida razoável, que essa pessoa era culpada, eu certamente mudaria de opinião e até mesmo pediria desculpas às vítimas”. Por fim, o ator concluiu o assunto dizendo: “Eu sou totalmente a favor de leis rígidas sobre pessoas que assediam ou abusam sexualmente, mas o crime tem que ser provado.” Não é a primeira vez que Baldwin defende Allen de ataques relacionados ao caso. Quando Dylan retomou as acusações em 2017, aproveitando-se do movimento #MeToo para lançar uma bem-sucedida campanha de cancelamento contra o diretor, ele tomou as dores do cineasta nova-iorquino. “Woody Allen foi investigado por dois estados e nenhuma acusação foi formalizada. A renúncia a ele e ao seu trabalho, sem dúvida, serve a algum propósito. Mas é injusto e triste pra mim. Eu trabalhei com ele três vezes e foi um dos privilégios da minha carreira”, disse Baldwin na ocasião. Para defender Allen, ele também já atacou Dylan Farrow, antes mesmo de saber que ela dispõe de um vídeo para repetir e manter suas acusações sempre iguais. Em janeiro de 2018, duas semanas após o twitter original em defesa de Allen, o ator escreveu: “Uma das armas mais eficientes que Dylan Farrow tem em seu arsenal é a ‘persistência da emoção’. Como Mayella em ‘O Sol É Para Todos’, suas lágrimas e apelos são feitos para constranger você a acreditar na história dela. Mas eu preciso mais do que isso antes de destruir alguém, independentemente da sua fama. Preciso de muito mais. Dizer que Dylan Farrow está falando a verdade é dizer que Moses Farrow [irmão dela] está mentindo. Qual dos filhos de Mia herdou o gene da honestidade, e qual não?” Moses Farrow, único filho adotivo com idade suficiente para dar uma testemunho crível dos fatos, jura que o abuso nunca aconteceu e que Mia Farrow, sua mãe adotiva, ensaiou os filhos para mentirem sobre Allen. Alec Baldwin estrelou os filmes “Alice” (1990), “Para Roma, com Amor” (2012) e “Blue Jasmine” (2013), dirigidos por Woody Allen.
Ator de Homem-Formiga é cortado do terceiro filme após denúncias de 11 mulheres
O ator e rapper T.I. foi cortado do elenco do terceiro filme do “Homem-Formiga”. Intérprete do personagem Dave, T.I. deixa a franquia após as denúncias de abuso sexual que vieram à tona nesta semana. T.I. e sua esposa, Tiny, foram acusados por um advogado, que representa 11 mulheres, por abuso sexual, ingestão forçada de narcóticos ilegais, sequestro, cárcere privado, intimidação, agressão e assédio. Os supostos eventos ocorreram entre 2005 e 2018. Em janeiro, Sabrina Peterson alegou que T.I. colocou uma arma em sua cabeça e, em seguida, compartilhou acusações de outras mulheres contra o casal. A iniciativa de Peterson teria “aberto a porta” para as vítimas e “deu-lhes coragem para se apresentar”, disse o advogado das mulheres que se apresentam como vítimas, Tyrone A. Blackburn, numa entrevista coletiva realizada na segunda-feira (1/3). O casal, cujos nomes reais são Clifford Joseph Harris Jr. e Tameka Dianne Harris, nega todas as acusações. Intitulado em inglês “Ant-Man and the Wasp: Quantumania”, o terceiro filme do “Homem-Formiga” está iniciando seu processo de filmagens sob direção de Peyton Reed, que comandou os dois primeiros longas.
Ator de Homem-Formiga e sua esposa são acusados de abuso por 11 mulheres
Um advogado que registrou acusações criminais contra o rapper e ator T.I. (“Homem-Formiga”) e sua esposa Tiny por suposto abuso sexual e agressão contra várias mulheres, detalhou algumas das alegações em uma videoconferência realizada na manhã desta segunda-feira (1/3). O advogado Tyrone A. Blackburn disse a repórteres que pediu às autoridades da Califórnia e da Geórgia que abrissem investigações em nome de 11 supostas vítimas do casal, cujos nomes reais são Clifford Joseph Harris Jr. e Tameka Dianne Harris. Os alegados incidentes ocorreram de 2005 a 2018. As acusações incluem abuso sexual, ingestão forçada de narcóticos ilegais, sequestro, cárcere privado, intimidação, agressão e assédio. Chamando as ações do casal de “abuso sádico e metódico”, Blackburn compartilhou que a maioria das vítimas (não identificadas) foi drogada e, em seguida, abusada sexualmente. “Todas elas têm vários motivos para demorarem a fazer as acusações”, disse Blackburn sobre a ampla linha de tempo de suas clientes. “Um dos motivos é que elas achavam que ninguém acreditaria nelas.” Em janeiro, Sabrina Peterson alegou que T.I. colocou uma arma em sua cabeça e, em seguida, compartilhou acusações de outras mulheres contra o casal. A ação de Peterson “abriu a porta” para as vítimas e “deu-lhes coragem para se apresentar”, disse Blackburn na segunda-feira. Blackburn afirmou que seu objetivo é que as alegações sejam investigadas como possíveis acusações criminais, dizendo que a ação civil não é seu foco imediato. “Trata-se de justiça, não de dólares”, disse o advogado. O casal de celebridades nega veementemente todas as acusações. Em um comunicado fornecido à imprensa, seu advogado Steve Sadow disse: “Clifford (T.I.) e Tameka Harris negam nos termos mais fortes possíveis essas alegações sem substâncias nem base. Estamos confiantes de que, se essas alegações forem investigadas de forma completa e justa, nenhuma acusação será formulada.” “Essas alegações nada mais são do que a continuação de uma campanha sórdida de extorsão que começou nas redes sociais. Os Harris imploram a todos que não se deixem enganar por essas tentativas óbvias de manipular a imprensa e abusar do sistema legal”, completa a declaração da defesa.
Allen v. Farrow: Série documental é processada por editora de Woody Allen
O conteúdo polêmico da série documental “Allen v. Farrow” está motivando um processo na Justiça. E não é de Woody Allen, alvo de denúncias demolidoras da produção, que o acusa de ter abusado sexualmente de sua filha adotiva de 7 anos, Dylan Farrow, nos anos 1990. A Skyhorse Publishing, editora responsável pelo lançamento do audiobook do recente livro de memórias de Woody Allen, “A Propósito de Nada”, revelou que planeja processar a HBO e os cineastas responsáveis pela atração por violação de direitos autorais. A série utiliza trechos do audiobook sem permissão. “Nem os produtores nem a HBO abordaram a Skyhorse para solicitar permissão para usar trechos do audiobook”, disse a editora em nota oficial. “A Skyhorse recebeu informações de segunda mão apenas no final da semana passada de que cada um dos quatro episódios do documentário faz uso extensivo de trechos do audiobook”, acrescenta o texto. “Prontamente na sexta-feira (19/2), nosso advogado notificou o advogado da HBO por carta que se o uso do audiobook fosse próximo ao que estávamos ouvindo, isso constituiria violação de direitos autorais. A HBO não respondeu à nossa carta”. “Tendo visto agora o primeiro episódio, acreditamos que o uso não autorizado do audiobook é uma violação clara e intencional de precedente legal existente, e que os outros episódios também infringirão, ao se apropriarem do audiobook de maneira semelhante”, continuou a Skyhorse. “Tomaremos as medidas legais que considerarmos necessárias para reparar nossos direitos e os de Woody Allen sobre sua propriedade intelectual.” A Skyhorse não entrou em detalhes sobre seus planos futuros além desta declaração. Uma nota da defesa dos diretores do documentário, Amy Ziering e Kirby Dick, alega que “os criadores de ‘Allen v. Farrow’ usaram legalmente trechos limitados de áudio das memórias de Woody Allen, sob a doutrina do uso justo”. A “Fair Use Doctrine”, referida acima, permite que material protegido por direitos autorais seja usado sem permissão em certas reportagens, críticas e outros formatos específicos. Mas essa permissão geralmente é restrita a menos de 10 segundos do referido material. Trechos do livro de memórias narrado por Allen estão previstos para todas as quatro partes da série. Apenas o primeiro episódio apresentou mais de três minutos extraídos diretamente da publicação. A HBO não se manifestou sobre a violação dos direitos autorais. Vale destacar uma ironia no uso do livro no documentário que tem apoio da família Farrow. Ronan Farrow, irmão de Dylan, chegou a lançar campanha nas redes sociais para impedir a publicação do livro, chegando a chantagear a editora original, a Hachette, por quem também publica sua obras. Ele chamou a iniciativa de lançar o livro de “falta de ética” e teve uma vitória parcial após funcionários da Hachette ameaçarem greve contra a publicação – a primeira vez que funcionários de uma editora fizeram campanha a favor da censura de um livro. Aceitando a pressão, a Hachette desistiu da publicação, que foi simplesmente lançada por outra editora. Agora, esta editora, a Skyhorse, alega crime de violação de direitos – além de “falta de ética” – no uso do livro pela equipe do documentário, em que Ronan aparece com proeminência.
Gérard Depardieu volta a ser investigado por estupro
O veterano astro francês Gérard Depardieu, de 72 anos, voltou a ser investigado por “estupro” e “agressões sexuais” supostamente cometidos em 2018 contra uma jovem atriz, informou nesta quarta-feira (23/2) o jornal Le Parisien. O indiciamento ocorreu em dezembro, mas só veio à tona agora. A acusação partiu de uma atriz na casa dos 20 anos, estuprada em duas ocasiões por Depardieu. Os crimes teriam ocorrido nos dias 7 e 13 de agosto em uma das residências parisienses do ator, durante um momento que, na queixa original de agosto de 2018, foi descrito como uma “colaboração profissional”. A jovem teria sido abusada dentro do contexto de um ensaio informal de uma peça. Segundo a imprensa francesa, o ator e a jovem já se conheciam. Uma fonte próxima ao caso diz que Depardieu é amigo do pai da garota e teria tornado a atriz sua “protegida” na estreia de sua carreira. A princípio, a Justiça francesa encerrou a investigação preliminar por falta de provas. Em comunicado oficial, a promotoria disse que “diversas investigações foram feitas dentro do procedimento recomendado para este tipo de caso”, mas que não foi encontrada evidência significativa para sustentar um processo oficial. A jovem, porém, pediu que o caso fosse reconsiderado, o que acabou acontecendo em dezembro, com a reabertura das investigações. Depardieu nega a acusação. Contatado pela Agência France Presse (AFP), o advogado de Depardieu, Hervé Témime, “lamentou que esta informação tenha sido tornada pública”. O famoso e polêmico ator, que está em liberdade sem qualquer tipo de fiança, “rejeita totalmente os atos de que é acusado”, disse seu advogado.
Woody Allen protesta contra série da HBO: sem interesse pela verdade
Como previsto, Woody Allen e sua esposa, Soon-Yi Previn, protestaram nesta segunda (22/2) contra a série documental “Allen v. Farrow”, que estreou na noite de domingo na HBO. A produção desferiu um potente ataque-denúncia, buscando provar que o diretor teria abusado sexualmente de sua filha adotiva Dylan Farrow na década de 1990, quando ela tinha 7 anos. Em comunicado à imprensa americana, um porta-voz do casal afirma que os cineastas Amy Ziering e Kirby Dick, responsáveis por “Allen vs. Farrow”, “não tinham interesse na verdade” e acusaram os documentaristas de “colaborar com os Farrows e seus facilitadores”, procurar-lhes apenas há dois meses, com a série praticamente pronta, e dar-lhes uma “questão de dias” para apesentar seu “lado” para inclusão na obra. O primeiro episódio da série em quatro partes traz Dylan Farrow detalhando as acusações de incesto que fez contra seu pai adotivo quando criança e retrata Allen como pedófilo, com ajuda de depoimentos de outros membros da família, amigos dos Farrow e registros da época. “Esses documentaristas não tinham interesse na verdade. Em vez disso, passaram anos colaborando sub-repticiamente com os Farrows e seus facilitadores para montar um trabalho de demolição repleto de mentiras. Woody e Soon-Yi foram abordados há menos de dois meses e receberam apenas um punhado de dias ‘para responder’. Claro, eles se recusaram a fazer isso. “Como se sabe há décadas, essas alegações são categoricamente falsas. Várias agências as investigaram na época e descobriram que, independentemente do que Dylan Farrow possa ter sido levado a acreditar, absolutamente nenhum abuso aconteceu. Infelizmente, não é surpreendente que a rede para transmitir isso seja a HBO – que tem um contrato de produção e uma relação comercial com Ronan Farrow. Embora esta obra de sucesso de má qualidade possa ganhar atenção, ela não muda os fatos.”
James Franco fecha acordo para retirada de processo de abuso sexual
O ator James Franco entrou em acordo com as autoras de um processo judicial de 2019, que alegavam abuso sexual na escola de atuação que ele fundou. De acordo com comunicado, duas das ex-alunas de Franco em sua extinta escola Studio 4, Sarah Tither-Kaplan e Toni Gaal, concordaram em retirar suas queixas individuais, bem como alegações de exploração sexual e alegações de fraude. Não houve revelação sobre pagamento envolvido no acordo para a retirada do processo. Agora, a decisão será submetida à aprovação do tribunal preliminar até 15 de março. De acordo com a ação, Franco teria supostamente forçado suas alunas a realizar cenas de nudez e sexo diante das câmeras no que elas descreveram como um “cenário de orgia” durante uma aula. Tither-Kaplan e Gaal também alegaram que Franco levou os alunos a acreditar que ele daria papéis em seus filmes para aqueles que se sujeitassem a participar da “aula”. Os advogados de Franco chamaram as acusações de “falsas e inflamadas, legalmente sem base e movidas como uma ação coletiva com o objetivo óbvio de obter o máximo de publicidade possível para os Requerentes sedentos de atenção”. Tither-Kaplan alegou pela primeira vez as alegações de má conduta sexual contra Franco no início de 2018, depois que ele venceu um Globo de Ouro por seu papel em “O Artista do Disastre”. Ela também foi uma das cinco mulheres que apresentaram acusações contra Franco em um artigo publicado em janeiro de 2018 no Los Angeles Times. Na época, até a atriz Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), manifestou-se com tuítes sobre supostos abusos de Franco, mas os apagou e não quis comentar mais sobre o assunto. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu, enigmaticamente, acrescentando: “Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Graças à repercussão das denúncias, o ator acabou ficando fora do Oscar, mesmo sendo considerado forte candidato pelo desempenho em “O Artista do Disastre”. Desde que o surgimento das acusações, James Franco só apareceu na série “The Deuce”, que já estrelava quando o escândalo veio à tona. Com o fim da série em 2019, ele vem se mantendo fora dos holofotes.
Polícia de Los Angeles investiga Marilyn Manson por violência e abuso sexual
A polícia de Los Angeles abriu uma investigação contra o cantor Marilyn Manson para apurar as acusações de abuso e violência doméstica reveladas pela atriz Evan Rachel Wood (“Westworld”), ex-namorada do artista, e por outras mulheres. Em comunicado, o Escritório de Vítimas Especiais do Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles confirmou que está “investigando alegações” contra Brian Warner, verdadeiro nome de Marilyn Manson. Segundo as denúncias, os episódios teriam ocorrido entre 2009 e 2011, quando o cantor vivia em West Hollywood, na grande Los Angeles. A senadora da Califórnia, Susan Rubio, também pediu ao FBI para investigar as acusações. Após Evan Rachel Wood chamar Manson de “abusador” em seu Instagram, declarando que ele “abusou terrivelmente de mim por anos”, várias outras mulheres se declararam vítimas de agressões e abusos do cantor. Esmé Bianco, que interpretou a prostituta Ros em “Game of Thrones”, chegou a descrever detalhes de tortura física, que incluiu ter sido esfaqueada. Após a onda de acusações, Manson foi dispensado de sua gravadora, teve suas participações nas séries “American Gods” e “Creepshow” cortadas, e acabou ficando sem empresariamento artístico, com o rompimento de seu contrato pela agência de talentos CAA, uma das maiores de Hollywood.
FKA Twigs diz que Shia LaBeouf atirava em cachorros para entrar em personagem
A cantora britânica FKA Twigs contou mais detalhes de seu relacionamento conturbado com Shia LaBeouf, que ela está processando por agressão e comportamento abusivo. FKA Twigs falou sobre o assunto em uma entrevista de capa da atual edição da revista Elle, revelando que o ator de “Transformers” tinha o costume de atirar em cachorros de rua para “entrar no personagem”. LaBeouf teria lhe dito que estava seguindo um método de preparação para o seu papel em “The Tax Collector”, quando atirou em um cachorro. Segundo a cantora, quando ela questionou seu comportamento covarde, LaBeouf teria respondido: “’Eu levo minha arte a sério. Você não está me apoiando na minha arte. Isto é o que eu faço. É diferente de cantar. Eu não apenas subo no palco e faço alguns movimentos. Eu estou no personagem’”. “Ele me fez sentir mal, como se eu não entendesse o que era ser um ator ou fazer isso… o método [técnica de atuação]”, explicou FKA Twigs. O ator também fez uma tatuagem real no peito para estrelar o filme escrito e dirigido por David Ayer (“Esquadrão Suicida”). O resultado de tanta dedicação não teve mais que 20% de aprovação da crítica americana, na média calculada pelo site Rotten Tomatoes. “O que deu em Shia LaBeouf para fazer uma tatuagem enorme para este filme de gângster insatisfatório?”, escreveu o famoso crítico Richard Roeper do jornal Chicago Sun-Times. “Uma das experiências de cinema mais atrozes do ano”, resumiu o jornal Los Angeles Times. E que se torna ainda mais atroz quando se descobre que pode ter custado a vida de alguns cachorros. Em dezembro, quando o processo foi oficializado por Twigs, LaBeouf não negou os abusos que cometeu contra FKA Twigs. “Eu tenho sido uma pessoa abusiva comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor por anos. Tenho um histórico de machucar aqueles que são mais próximos de mim. Sinto vergonha deste histórico e peço desculpas àqueles que machuquei. Não posso dizer nada além disso”, comentou. Meses depois, no entanto, o advogado do ator disse o oposto em documentos oficiais do caso. Na defesa de seu cliente, Shawn Holley disse que ele “nega, de forma geral e específica, cada uma e todas as alegações” levantadas por Twigs, e alega que cantora não sofreu “qualquer perda ou prejuízo” por causa de seu relacionamento com LaBeouf. Enquanto o processo corre, LaBeouf decidiu se internar em uma clínica de reabilitação.
FKA Twigs dá mais detalhes dos abusos de Shia LaBeouf
A cantora britânica FKA Twigs deu mais detalhes sobre suas acusações contra o ex-namorado, o ator Shia LaBeouf (“Transformers”), que ela está processando por agressão e comportamento abusivo. Ela falou sobre o assunto à revista Elle e ao programa “CBS This Morning”, do canal americano CBS. “É um milagre que eu tenha saído viva. E acho que foi sorte. Honestamente, eu gostaria de poder dizer que encontrei forças, ou vi a luz [para deixar o relacionamento]. Eu gostaria de poder dizer que isso é um testamento ao meu caráter forte, ou à forma como a minha mãe me criou. Mas não foi nada disso. Foi pura sorte”, ela contou à Elle, numa reportagem de capa da nova edição da publicação. Na época do processo, a cantora descreveu incidentes em que LaBeouf a teria acordado no meio da noite com as mãos em sua garganta, ameaçando sufocá-la, em que ele deixou hematomas em seus braços e pulsos pela maneira como a segurava e puxava durante discussões, e em que ele propositalmente a infectou com uma doença sexualmente transmissível. Agora, contou outros momentos terríveis da relação. “Ele me acordava no meio da noite dizendo que eu estava ‘imaginando um plano para deixá-lo’, mas eu só estava dormindo. Então ele me obrigava a dormir nua, para mostrar que não estava ‘me escondendo dele'”, Twigs disse ao “CBS This Morning”, em sua primeira entrevista televisiva sobre o caso. Ela completa a informação dizendo ter descoberto que essa é uma tática comum entre abusadores. “Eles querem que você esteja disponível o tempo todo, como se tudo fosse centrado ao redor deles. Eu acho que é por isso que eu quis tornar todos os detalhes públicos, para que mais pessoas possam reconhecer os sinais de abuso desde o princípio”, disse. “É uma ferida muito recente para mim, obviamente. Eu sei que a minha jornada não será perfeita, mas espero que, com os pequenos passos que estou dando, possa inspirar outras pessoas a tomarem as suas vidas de volta. Contando tudo isso, eu devolvi a disfunção [de LaBeouf] para ele.” Em dezembro, quando o processo foi oficializado por Twigs e por outra ex-namorada de LaBeouf, Karolyn Pho, o ator não negou os abusos. “Eu tenho sido uma pessoa abusiva comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor por anos. Tenho um histórico de machucar aqueles que são mais próximos de mim. Sinto vergonha deste histórico e peço desculpas àqueles que machuquei. Não posso dizer nada além disso”, comentou. Meses depois, no entanto, o advogado de LaBeouf disse o oposto em documentos oficiais do caso. Na defesa do ator, Shawn Holley diz que ele “nega, de forma geral e específica, cada uma e todas as alegações” levantadas por Twigs, e alega que cantora não sofreu “qualquer perda ou prejuízo” por causa de seu relacionamento com LaBeouf. Enquanto o processo corre, o ator decidiu se internar em uma clínica de reabilitação.











