The Umbrella Academy: Elenco compartilha foto em clima de Natal
O elenco da série “The Umbrella Academy” se reuniu para celebrar o natal. Em uma imagem divulgada pelo Instagram oficial da produção (veja acima), os irmãos Número Cinco (Aidan Gallagher), Luther (Tom Hopper), Vanya (Ellen Page), Allison (Emmy Raver-Lampman), Ben (Justin H. Min), Klaus (Robert Sheehan) e Diego (David Castañeda) Hargreeves aparecem vestidos em trajes natalinos para desejar boas festas ao público. “De nossa família disfuncional para a sua, boas festas!”, diz a legenda. Atualmente em fase de finalização de sua 2ª temporada, a série é um exemplo dos paradoxos da matriz brasileira da Netflix. Os quadrinhos que inspiram a produção são desenhados por um brasileiro, Gabriel Bá, e são vendidos no Brasil com o título de “A Academia Umbrella”. Mas a série não teve o nome traduzido do inglês para sua veiculação no país. Entretanto, atrações sem referências nacionais e de nomes mais simples ganharam “traduções” completamente alopradas dos “profissionais” da plataforma. Como “Dead to Me”, que virou “Disque Amiga para Matar”, ou “Living with Yourself”, transformado em “Cara x Cara”. Não há critério algum. E essa “criatividade” aleatória apenas atrapalha na identificação das produções originais. Anyway (ou Gerard Way, o autor dos quadrinhos), a Academia Umbrella é um grupo de jovens desajustados, que foram adotados por um milionário excêntrico ainda crianças após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Várias décadas depois de se separarem, eles se reúnem do funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. Pior que isso: os episódios revelam que um deles é o responsável pelo apocalipse. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”), e além dos heróis citados, o elenco ainda inclui a cantora Mary J. Blige (indicada ao Oscar 2018 por “Mudbound”), Kate Walsh (das séries “Private Practice” e “13 Reasons Why”) e Cameron Britton (“Stitchers”). Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada, que vai continuar a história do ponto em que a 1ª temporada parou, com os personagens viajando no tempo para impedir o fim do mundo.
Penn Badgley diz que gostaria de participar do revival de Gossip Girl
O ator Penn Badgley se revelou aberto à possibilidade de participar do revival de “Gossip Girl”, atualmente em desenvolvimento para o serviço de streaming HBO Max. Sua participação poderia, inclusive, ajudar na transição planejada pelos produtores para apresentar uma nova geração de estudantes privilegiados de Nova York. Afinal, seu personagem Dan Humphrey acabou se revelando – spoiler! – a verdadeira identidade da Gossip Girl do título. O ator comentou a possibilidade durante uma entrevista ao programa Entertainment Tonight. “Eu ainda não sei [se vou voltar]. Essa é uma mensagem que eu colocaria no topo da minha caixa de entrada, para pensar sobre isso com carinho”, comentou. “Eu ainda não tive conversas sobre isso com os criadores [Josh Schwartz e Stephanie Savage]. Eu acho que está bem claro que eu nunca fui um grande fã de Dan Humphrey”, brincou, referindo-se a críticas bem conhecidas que fez ao comportamento do personagem. “Mas acho que fiz minhas pazes com ele”, continuou, apontando a passagem do tempo como responsável por sua mudança de opinião. “Adoraria contribuir de alguma maneira significativa para esta nova série. Mas isso vai depender de muitas coisas, é claro. Do como, do porquê. Eu ainda não sei de nada”, concluiu. Vale lembrar que a nova versão de “Gossip Girl” contará com o retorno da atriz Kristen Bell (“The Good Place”), que vai repetir seu papel como narradora da série. Na verdade, ela era a voz feminina que as pessoas imaginavam ao ler os posts do blogue, que na verdade eram escritos por Dan Humphrey. Badgley interpretou o personagem entre 2007 e 2012, aparecendo em todos os 121 episódios de “Gossip Girl” – até ser desmascarado no capítulo final como a pessoa que espalhava rumores sobre os colegas via posts na internet (antes da explosão das redes sociais). Atualmente, o ator estrela a série “Você”, da Netflix, que prepara o lançamento de sua 2ª temporada, prevista para 26 de dezembro em streaming.
Zilda Cardoso (1936 – 2019)
A atriz Zilda Cardoso, a eterna Catifunda de inúmeros programas humorísticos, morreu aos 83 anos. Ela morava sozinha e foi encontrada morta em sua cama, na manhã desta sexta-feira (20/12), pela diarista que cuidava de sua casa no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Zilda se tornou indissociável da Catifunda, após interpretar a personagem por meio século em vários programas humorísticos como “Praça da Alegria”, “Escolinha do Professor Raimundo” e “A Praça É Nossa”. Com forte sotaque da zona leste paulistana, Catifunda trazia sempre um charuto na mão e saudava os colegas com a expressão “Saravá!”. Mas a personagem não foi a primeira incursão de Zilda no humor. Ela estreou na TV em 1962, substituindo a atriz Eloísa Mafalda em um programa humorístico. No ano seguinte, conquistou o famoso (na época) Troféu Roquete Pinto na categoria Melhor Teleatriz Humorística. E logo ganhou seu próprio programa, “Zilda 23 Polegadas”, exibido entre 1962 e 1964 na TV Paulista. Após essa rápida ascensão, chamou atenção do produtor Manoel da Nóbrega, que a convidou a participar de seu programa “A Praça da Alegria”, na antiga TV Record (antes da Igreja Universal). Foi então que estourou com a Catifunda, a partir de 1964. Paralelamente, Zilda virou atriz de novelas, atuando em “Quatro Homens Juntos” (1965), “Mãos ao Ar” (1966) e “Meu Adorável Mendigo” (1973) na Record. Também estrelou dois filmes de Mazzaropi, “O Lamparina” (1964) e “Meu Japão Brasileiro” (1965), além de duas chanchadas tardias, “Golias Contra o Homem das Bolinhas” (1969), com Ronald Golias e Carlos Alberto da Nóbrega, e “Se Meu Dólar Falasse” (1970), com Dercy Gonçalves e Grande Otelo. Ela passou os anos 1980 no “A Praça É Nossa”, do SBT, indo para a Globo em 1990, como aluna da “Escolinha do Professor Raimundo”. A mudança foi bastante produtiva, pois a levou ainda a aparcer na série “Delegacia de Mulheres” e roubara cena na novela “Meu Bem, Meu Mal” como Elza, enfermeira de Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte). Mas, apesar do sucesso da personagem, não foi convidada para novos papéis, despedindo-se uma década depois com uma pequena aparição num episódio de “Você Decide”. Recentemente, a Globo resgatou a “Escolinha”, substituindo todos os atores clássicos. Na nova versão, quem vive a personagem Catifunda é a humorista Dani Calabresa, que lamentou a morte de Zilda no Instagram. “Eu sinto que tenho uma ligação muito especial com ela”, declarou emocionada em um vídeo. “Eu fico muito honrada, muito feliz, de poder fazer a personagem que eu amava na TV, de ter essa personagem emprestada.”
AMC é condenada a pagar US$ 8,6 milhões à família de dublê morto em The Walking Dead
O canal pago americano AMC foi condenado a pagar US$ 8,6 milhões de indenização à família do dublê John Bernecker, que morreu durante as gravações da série “The Walking Dead”. A decisão não foi considerada uma derrota completa pelos advogados da empresa, porque a família pedia na ação entre US$ 40 milhões e US$ 100 milhões. O advogado da família Bernecker, Jeff Harris, afirmou que o dublê de 33 anos “iria viver mais 40 ou 50 anos, e o custo de vida por ano é de US$ 2 milhões”. Para ele, seria com base neste cálculo que a indenização deveria ter sido feita. A defesa da emissora AMC, que exibe a série nos Estados Unidos, declarou que a empresa não estava envolvida nas operações diárias das produções e, portanto, não deveria ser responsabilizada pelo acidente. A AMC também alegou em sua defesa que a morte de Bernecker foi um acidente “horrível”, mas culpou um movimento improvisado do dublê como causa do acidente. O dublê morreu em julho de 2017 após sofrer uma queda de quase 10 metros de altura, quando filmava cenas para a 8ª temporada da série de zumbis. Ele filmava no Raleigh Studios, no estado americano da Georgia, quando caiu diretamente no chão de concreto. O artista foi socorrido e internado na UTI do Atlanta Medical Center, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. De acordo com o site TMZ, ele estava cercado de seus familiares, inclusive de sua mulher, que também é dublê. Além de trabalhar em “The Walking Dead”, o dublê atuou em várias grandes produções, como “Logan”, “Corra!” e três filmes da franquia “Jogos Vorazes”. Em “Logan”, ele ainda trabalhou como ator, figurando como um policial.
Globo anuncia pela primeira vez no SBT para promover a minissérie Hebe
A rede Globo vai anunciar pela primeira vez na rede SBT. A situação, inimaginável até alguns anos atrás, tem explicação. A Globo produziu comerciais feitos especialmente para o SBT para promover a minissérie “Hebe”, sobre a vida da “rainha da TV”, cuja carreira teve grande impulso na rede de Silvio Santos. Os comerciais de 30 segundos serão exibidos entre esta sexta (20/12) e o domingo (22/12) na programação noturna do canal e ainda terão uma versão especial, com um minuto de duração, durante o “Programa Silvio Santos”. O anúncio faz referência à própria Globo, reproduzindo seu característico top de cinco segundos. Mas o locutor logo avisa: “Calma! Você não está no canal errado, graciiinha. Depois de anos brilhando aqui no SBT, a Hebe chegou ao Globoplay” (veja o vídeo abaixo). A minissérie é, na verdade, o filme “Hebe – A Estrela do Brasil”, lançado em setembro nos cinemas, em versão bastante estendida. E põe estendida. São 10 episódios! Isto significa que há muitas cenas “extras”. Curiosamente, a versão cinematográfica venceu o prêmio de Melhor Edição do Festival de Gramado, e será exatamente isso que sofrerá a maior alteração na transposição para o streaming. A trama destaca Hebe Camargo em sua fase mais empoderada, enfrentando machismo, ditadura e patrões intransigentes para revolucionar a TV e os costumes brasileiros nos anos 1980. Acaba se tornando muito atual, já que o país enfrenta novamente as mesmas lutas sob o governo de Bolsonaro, retrocedendo 30 anos em questões de comportamento e civilidade. Cheio de momentos históricos, a trama relembra até a tentativa de censura que ela sofreu ao reclamar da Assembleia Nacional Constituinte, em 1987. Revoltados, deputados ameaçaram tirar o SBT do ar durante um mês inteiro. Hoje, são menos ambiciosos, “apenas” convocando a Netlix para comparecer ao Congresso e explicar porque fizeram o Especial de Natal do Porta dos Fundos. No cinema, “Hebe” também foi um projeto bastante estilizado, com marca autoral de Maurício Farias (“Vai que Dá certo”), que filmou muitas cenas às costas de sua esposa Andrea Beltrão – por sinal, perfeita no papel de Hebe – para enfatizar o papel da câmera na história da apresentadora. A ideia original era exibir “Hebe” na própria Globo, mas o longa decepcionou nos cinemas, com apenas 112.677 espectadores, e a empresa resolveu deslocar o projeto para seu serviço de streaming. Também pode ter pesado na decisão, críticas da Hebe personagem à Globo real. “Eu nunca ia poder ser eu mesma na Globo”, diz Andrea Beltrão, entronizando Hebe Camargo. “Hebe” vem sendo promovida maciçamente nos intervalos comerciais da Globo – sem as referências diretas ao SBT, como nos anúncios feitos na concorrente – na maior campanha publicitária já feita para conteúdo nacional da Globoplay. Confira abaixo o anúncio de 1 minuto que será apresentado no domingo, exclusivamente nos intervalos do “Programa Sílvio Santos”.
Porta dos Fundos volta a satirizar Jesus em resposta a ataques religiosos
O Porta dos Fundos resolveu partir pra guerra, ao dedicar um vídeo de sua página no YouTube à polêmica que cerca seu novo Especial de Natal na Netflix, “A Primeira Tentação de Cristo”. Alvo de processos, pedidos de indenização e campanhas de boicote por parte de instituições religiosas, bispos, pastores e políticos conservadores por retratarem Jesus Cristo como gay, os humoristas resolveram satirizar ainda mais a situação. No esquete intitulado “Inritado”, o Jesus interpretado por Gregório Duvivier aparece para um padre para se queixar sobre o especial de Natal. “Por que você está chorando, Jesus?”, pergunta o religioso, vivido por Fábio de Luca. “Aconteceu de novo. Eles ficaram me zoando”, diz Jesus. “Os meninos do Porta dos Fundos”. Escrito por Fábio Porchat, o esquete de 3 minutos mostra Jesus se comportando como uma criança mimada. Mesmo quando o padre “joga uma indireta” dizendo que há coisas mais importantes para resolver, como guerras e fome na África, Jesus insiste que proibir piada é sua prioridade. Trata-se de uma resposta às criticas que o Porta dos Fundos têm sofrido de religiosos e grupos conservadores. Além disso, o vídeo aproveita e embute uma crítica à hipocrisia religiosa, evocando comportamentos que lembram os escândalos de pedofilia da Igreja.
The Boys: Elenco responde críticas negativas da série
A Amazon divulgou um vídeo pouco convencional de “The Boys”, que traz o elenco respondendo as negativas dos assinantes da plataforma contra a violência e a linguagem da série. Entre um monte de dedos do meio e palavrões, as respostas são tão rudes quanto a maioria dos comentários. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), “The Boys” acompanha um grupo de vigilantes truculentos que investigam as atividades clandestinas dos super-heróis. A razão da desconfiança é que, a grosso modo, pessoas comuns se transformam em babacas quando ganham super-poderes e passam a acreditar que são intocáveis. E embora pareçam um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias – , desta vez eles têm razão: os super-heróis da série são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças à empresa de marketing que os financia. O elenco inclui Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”) e Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) vive a única super-heroína decente da história e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Os responsáveis pela produção são os mesmos que transformaram “Preacher” na série mais escatológica do canal pago AMC, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. A série já terminou de gravar sua 2ª temporada, que ainda não tem previsão de estreia.
Little America: Nova série da Apple ganha primeiro trailer
A Apple divulgou o primeiro trailer de “Little America”, série de antologia sobre histórias de imigrantes nos EUA, criada por Kumail Nanjiani e Emily V. Gordon, indicados ao Oscar 2018 pelo roteiro “Doentes de Amor”. Todas as histórias da atração são inspirados em relatos reais, publicados na revista Epic Magazine. Cada episódio destacará “a vida engraçada, romântica, sincera, inspiradora e inesperada dos imigrantes na América”, segundo a sinopse. E a prévia é realmente uma visão cor-de-rosa do sonho americano, com dificuldades que só existem para ser superadas. A abertura do vídeo chega a lembrar “Sunnyside”, série de comédia criada e estrelada pelo ator Karl Penn (“House”), que foi cancelada neste mês, após 11 episódios, além de contrastar fortemente com outras produções recentes com o tema da imigração – a última temporada de “Orange Is the New Black” e a premissa da vindoura “Party of Five”, por exemplo – que focam na denúncia da política de deportação do presidente Donald Trump para separar famílias e destruir lares de imigrantes nos EUA. Além de assinar os roteiros o casal Nanjiani (que também é conhecido como ator da sitcom “Silicon Valley”) e Gordon também produz o projeto junto de Alan Yang, co-criador de “Master of None”, e do produtor Lee Eisenberg, da série “SMILF”. Já o elenco dos episódios, que pode ser vislumbrado abaixo, inclui Zachary Quinto (“Star Trek”), Haaz Sleiman (“Jack Ryan”), Mélanie Laurent (“Bastardos Inglórios”), Shaun Toub (“Homeland”), Conphidance (“Complications”) e Sherlilyn Fenn (“Twin Peaks”). Antecipadamente renovada para sua 2ª temporada, “Little America” estreia em 17 de janeiro na plataforma Apple TV+.
Segunda Chamada: Moacyr Franco troca Programa Raul Gil pela série da Globo
O ator e cantor Moacyr Franco deixou o júri do quadro musical Shadow Brasil, do “Programa Raul Gil”, no SBT, para integrar o elenco da 2ª temporada de “Segunda Chamada” na Globo. “O Raul eu parei, daqui até junho é só o seriado”, confirmou Moacyr ao site Na Telinha. Ele já vinha deixando o cabelo crescer nos últimos meses para o personagem da série da Globo. Apesar de ter passado a maior parte da carreira comandando programas de variedades e humor, Moacyr se reencontrou como ator nos últimos anos, inclusive vencendo um prêmio no Festival de Paulínia por seu desempenho no filme “O Palhaço” (2011), de Selton Mello. Antes de ir para o “Programa Raul Gil”, ele já tinha feito a série “Ilha de Ferro”, na Globoplay. Como não assinou contrato fixo no SBT, pôde trocar rapidamente de trabalho. Ele estava desde o início do ano no Shadow Brasil ao lado de Luana Monalisa, Evandro Santo, Flavia Pavanelli e Caio Mesquita. O quadro é uma competição musical onde os candidatos se apresentam tendo o tempo de um minuto para impressionar os jurados, escondidos, mostrando apenas a silhueta no palco. Mas a produção de Raul Gil ainda não definiu se será mantido em 2020. “Segunda Chamada”, por sua vez, é a série mais elogiada da Globo em 2019, o que lhe garantiu continuidade por mais um ano. A série é uma criação de Carla Faour e Julia Spadaccini (roteiristas de “Chacrinha: O Velho Guerreiro”), com direção artística de Joana Jabace (“Filhos da Pátria”), e gira em torno de professores e estudantes de uma escola noturna de Ensino Médio em São Paulo. A trama aborda diversos problemas sociais atuais, de aborto clandestino aos imigrantes venezuelanos, ilustrados por uma coleção de alunos que não se vê na Escolinha do Professor Raimundo, incluindo mãe adolescente que leva bebê pra escola, prostituta que enfrenta bullying, crentes que condenam tudo, aluno traficante que leva arma pra aula e até travesti vítima de homofobia. O elenco inclui Paulo Gorgulho (“O Matador”) como diretor da escola, Debora Bloch (“Justiça”), Hermila Guedes (“Paraíso Perdido”), Silvio Guindane (“1 Contra Todos”) e Thalita Carauta (“S.O.S.: Mulheres ao Mar”), como professores, além de uma grande diversidade de intérpretes de alunos, familiares, amantes e professores substitutos, incluindo Nanda Costa (“Entre Irmãs”), Carol Duarte (“A Vida Invisível”), Caio Blat (“Califórnia”), Marcos Winter (“Magnífica 70”), Otávio Müller (“Benzinho”), José Dumont (“Tungstênio”), Felipe Simas (“Os Dias Eram Assim”), Mariana Nunes (“Divino Amor”), Teca Pereira (“Trash”) e Linn da Quebrada (“Corpo Elétrico”), que rouba as cenas como a travesti da trama.
Prisioneiras: Produtora de Coisa Mais Linda vai transformar livro de Drauzio Varella em série
A Prodigo Films será a produtora responsável por transformar o livro “Prisioneiras”, escrito pelo médico Drauzio Varella, numa série. A empresa anunciou que a produção começará em 2020. Lançado em 2017, o livro conta a experiência de 11 anos do médico no atendimento voluntário em uma penitenciária feminina de São Paulo, e encerra uma trilogia dedicada ao sistema prisional brasileiro, que já rendeu um filme (“Carandiru”) e uma série (“Carcereiros”) anteriores. “Prisioneiras” será produzida por Beto Gauss e Francesco Civita, sócios da Prodigo. A produtora ainda está fase de negociações sobre o canal ou plataforma em que a obra estreará. Há um ano o projeto estava sendo apreciado pela Globoplay, mas a Prodigo Films é a parceira da Netflix na produção de “Coisa Mais Linda”, que foi renovada para a 2ª temporada, e também de “Cidade Invisível”, de Carlos Saldanha, prevista para 2020. A adaptação tem sido comparada a “Orange Is the New Black”, da Netflix, por acompanhar o dia-a-dia e a dura realidade de um grupo de prisioneiras brasileiras.
Netflix revela ter 29 milhões de assinantes na América Latina
A Netflix revelou pela primeira vez dados bem detalhados de seu alcance fora do território dos Estados Unidos. Com o objetivo de convencer seus investidores sobre o potencial de crescimento que possui em diversos mercados internacionais, a plataforma confirmou que, atualmente, possui 90 milhões de assinantes fora dos EUA (no território americano, o número de clientes é 60 milhões). De acordo com os dados da companhia, a Netflix possui, atualmente 29 milhões de assinantes em território latino-americano. Não parece muito, diante dos números da audiência televisiva na região. Mas é crescente. O registro é praticamente o dobro do divulgado pela empresa em 2017. Outro dado importante é que, embora não especifique isoladamente a quantidade de assinantes por país, o desempenho da Netflix na América Latina é impulsionado, sobretudo, pelos serviços sediados no Brasil e no México. Entretanto, esse crescimento não é acompanhado por grande aumento de arrecadação. A América Latina é a região que gera a menor receita para a Netflix, devido à desvalorização da moeda de seus países frente ao dólar. Com isso, as assinaturas latinas giram em torno de US$ 8,21 por mês, em média, enquanto nos Estados Unidos e no Canadá o preço está em US$ 12,36. Esta desvalorização fez com que o faturamento anual ficasse em US$ 2 bilhões em 2019, superior em apenas US$ 300 mil ao valor de 2017, apurado com quase metade da quantidade dos assinantes atuais. No resto do mundo, a região que abrange Europa, Oriente Médio e África concentra a maior quantidade de assinantes, o que é inevitável quando se juntam três continentes. São 47 milhões de assinantes nesses territórios. Já a região que registra o crescimento mais rápido e em maior número de assinaturas é a Ásia-Pacífico, cujo número de clientes triplicou desde 2017. Paradoxalmente, ela também representa o menor mercado da Netflix no mundo, com 14 milhões de asiáticos atendidos – cerca de 9% do total de assinantes da plataforma. A reação do mercado para a liberação dessas informações não foi de muito entusiasmo. A avaliação é que a Netflix decidiu abrir dados sigilosos para mostrar que, apesar do cenário mais competitivo que encontra nos EUA, ainda possui potencial de crescimento no exterior. Além de ser o país com crescimento mais lento da Netflix, os Estados Unidos também registram, pela primeira vez, um recuo na base de assinantes do serviço: 126 mil pessoas cancelaram o serviço no segundo trimestre do ano. Isto acontece em meio ao aumento na quantidade de oferta em serviços rivais – Disney+ (Disney Plus) e Apple TV+ foram lançados neste período – , uma tendência que só irá aumentar em 2020. A Netflix ainda aponta que o sucesso de sua expansão internacional pode ser creditada à boa aceitação de séries e projetos de conteúdo de língua não-inglesa. O maior exemplo é a série “La Casa de Papel”, que se tornou muito popular em todo mundo, não apenas na Espanha, seu país original. Para a empresa, este ainda é seu grande diferencial para continuar crescendo, diante da concorrência com serviços que só oferecem atrações americanas.
Série documental resgata polêmicas do comediante Kevin Hart
A Netflix divulgou o trailer de sua série documental sobre o comediante Kevin Hart (“Jumanji: Próxima Fase”), e a prévia aborda diversas polêmicas, desde sua recusa em se desculpar por comentários homofóbicos até a reação de sua esposa para a notícia de sua traição conjugal. A produção intitulada “Kevin Hart: Don’t F**k This Up” não esconde que tenta passar uma imagem de bom moço que foi vítima da mídia, mas a lembrança de que sua esposa, Eniko Parrish, estava na 31º semana de gravidez quando foi traída é um golpe duro nessa campanha de relações públicas em forma de série. No vídeo, Eniko aparece chorando ao falar sobre o caso. “Você me humilhou publicamente. Eu apenas ficava dizendo, ‘Como diabos você deixou isso acontecer?'”. Na época, Kevin foi chantageado por uma pessoa, que tentou conseguir dinheiro para não divulgar um vídeo que mostrava o comediante com outra mulher. Em vez de pagar, ele admitiu o caso num post no Instagram, incluindo um pedido de desculpas à Eniko. No trailer do documentário, o comediante fala sobre o momento. “Nosso casamento foi colocado em um teste. O teste mais difícil de todos. E, você sabe, às vezes esses testes vêm da estupidez. Mas é como você lida com isso e como decide avançar a partir dele”, destacou Kevin, no texto marketeiro. Sua outra grande polêmica diz respeito ao fato de ter preferido desistir de apresentar o Oscar 2019 a pedir desculpas a comunidade LGBTQIA+ por tuítes homofóbicos de seu passado, resgatados nas redes sociais após ele ser convidado para a função. Num dos tuítes antigos resgatados, ele relatou que não aceitaria um filho gay, dizendo que se o pegasse brincando com bonecas, quebraria o brinquedo na cabeça dele. Em outro, comparou a foto de um homem sensual a um “anúncio gay para a Aids”. E essas foram as “piadas” mais leves. Hart afirmou que as mensagens eram de quase uma década atrás e que ele amadureceu desde então. Mas não quis se desculpar. “Escolhi descartar a desculpa. A razão pela qual faço isto é porque já falei sobre isto diversas vezes”, disse Hart, entre vários posts, argumentando que se desculpar seria alimentar os trolls. E com essa reação, apenas alimentou sua própria fama de homofóbico. No trailer do documentário, ele tem a mesma atitude, interrompendo pergunta sobre o tema, para avisar que o entrevistador não o conhece. E é aí que os editores enfiam vídeos caseiros com a historinha da sua vida. Veja abaixo. A série estreia em 27 de dezembro em streaming.
The Affair: Ambiente hostil e nudez gratuita fizeram Ruth Wilson sair da série
Um mês depois do fim de “The Affair” e mais de um ano após deixar o elenco da série, a atriz Ruth Wilson veio a público esclarecer o motivo de sua saída. Em 2018, após a 4ª temporada, ela chegou a insinuar que a morte de sua personagem, protagonista da atração, não era apenas uma solução narrativa, mas se recusou a esclarecer o que de fato aconteceu nos bastidores, apenas confirmando que não foram problemas de diferença de salário com seus colegas masculinos. Ruth ganhou um Globo de Ouro de Melhor Atriz em 2015 pelo papel de Alison Bailey. Nesta quarta-feira (18/12), a revista The Hollywood Reporter retomou o caso, ouvindo várias pessoas da produção, que pediram para não serem identificadas, para revelar um ambiente hostil de trabalho, com direito a assédio, motivado pela recusa da atriz britânica em gravar cenas de nudez. Tudo começou com as frustrações de Ruth Wilson com a quantidade de cenas nuas que os roteiristas exigiam de sua personagem, a ex-garçonete Alison Bailey. Esse desconforto gerou um atrito com Sarah Treem, cocriadora da série, além de roteirista e diretora, que era quem elaborava as cenas de Alison. “Repetidas vezes, testemunhei Sarah Treem tentando convencer os atores a ficarem nus, mesmo que não se sentissem à vontade ou não estivessem contratualmente obrigados a fazê-lo”, afirmou uma fonte. “‘Todo mundo está esperando por você’ ou ‘Você está linda’, eles diziam para aliviar quaisquer inseguranças que [os atores] podiam ter. É o que você pensaria que sairia da boca de um homem da década de 1950. O ambiente era muito tóxico”, disse o informante. O problema não se restringia apenas ao fato de tirar as roupas para as câmeras, mas que tais cenas não eram realizadas em um ambiente fechado e restrito. Não foram poucas as vezes, segundo as fontes, nas quais gente estranha assistiu as gravações de momentos íntimos. A atriz não guardou sua insatisfação para si. Por mais que considerasse as cenas de sexo e nudez como parte da trama, Wilson achava que havia excessos e sempre com ela, comunicando isso para seus superiores. Como resposta, ganhou o rótulo de ser uma atriz “difícil” de se trabalhar. Segundo relato de uma fonte, certa vez Ruth questionou porque sua personagem iria aparecer nua e seu colega de série, Dominic West, não. As pessoas que testemunharam para a revista notavam que, realmente, muitas cenas de nudez exigidas da atriz eram gratuitas, sem qualquer valor para o desenvolvimento da trama. Mas a insatisfação de Ruth Wilson não se restringia à showrunner. O clima negativo aumentou em setembro de 2016, quando uma reunião entre Lena Dunham, membros do elenco da série ‘Girls’ e o produtor executivo e diretor de ‘The Affair’, Jeffrey Reiner, aconteceu em Montauk. Reiner, que estava bêbado, se aproximou de Dunham e a elogiou por mostrar “tudo” em ‘Girls’, até mesmo seu bumbum, e implorou que Dunham se encontrasse com Ruth Wilson para convencê-la a “mostrar seus peitos ou pelo menos um pouco da sua vagina”. O produtor também criticou e “avaliou de maneira grosseira os corpos de todas as mulheres em seu seriado” e mostrou a Dunham uma foto gráfica de “uma amiga em comum com um pênis ao lado do rosto”, que seria da atriz Maura Tierney. A foto foi tirada em uma gravação fechada com um dublê corporal. Quando a notícia desse encontro chegou aos ouvidos de Ruth Wilson, Maura Tierney e outros membros do elenco e da equipe, Treem tentou neutralizar a situação com um email condenando casos de assédio sexual. “Esta é uma indústria sexy e estamos criando um programa com muito conteúdo sexual”, dizia o email. “Mas queremos manter essas coisas sexy na tela”. Ruth Wilson posteriormente fez uma queixa formal contra o canal pago americano Showtime, responsável pela atração, alegando que a única definição para o ambiente de trabalho era hostil. Como resultado, ela começou a negociar sua saída do programa. Fontes da reportagem afirmaram que essa saída incluiu um pagamento “substancial” e uma garantia adicional de que Sarah Treem não compartilharia o set com ela, nem Reiner teria permissão para dirigir nenhum episódio que ela estrelasse. Ruth Wilson passou a gravar toda a 4ª temporada de forma separada, antes do início da previsão de set da maioria do elenco. Até sair ensanguentada da série, numa morte bastante violenta. A THR acrescenta que Ruth Wilson assinou um acordo que a proíbe de discutir publicamente sua saída da série, por isso foi reticente na ocasião de sua “morte” dramatúrgica. Wilson deu apenas duas entrevistas sobre o tema. Na primeira, ao programa matinal da CBS This Morning, avisou que estava “proibida de comentar” as razões de sua saída. “Eu de fato queria ir embora, mas não estou autorizada a falar o porquê”, disse a atriz. Quando questionada pela entrevistadora se a decisão teria algo a ver com uma disputa por igualdade salarial, considerando que Wilson já havia dito publicamente que recebia menos que o colega Dominic West, ela negou. “Eu nunca reclamei para o Showtime sobre paridade de salários”, afirmou. Em outra entrevista para o site Vulture, Wilson disse que não teve “direito a opinar” sobre como sua personagem, Alison, seria cortada da trama, e a forma como a história se desenrolou não estava em sua lista de desejos. “Não, eu não tive direito a dizer nada sobre como o arco da personagem ia acabar, ou sobre ela morrer e sair”, disse Wilson. “Eu sempre esperei que ela… Eu sempre tive a imagem de que ela caminharia ao pôr do sol com seu filho sem nenhum homem. Isso é o que eu esperava para ela. Mas não…” Sentindo o surgimento de uma polêmica, o canal pago Showtime chegou a emitir um comunicado oficial, afirmando que o destino da personagem foi “decisão criativa”. “Nós não podemos falar por Ruth, mas indo para a 4ª temporada, todos concordaram que a história da personagem seguiu seu rumo”, diz o texto, encaminhado ao site Deadline. “Em última análise, parecia que a decisão criativa mais poderosa seria acabar com o arco de Alison no momento em que ela finalmente alcançou seu empoderamento. O impacto de sua perda será sentido quando a série terminar na próxima temporada. Agradecemos aos muitos fãs que abraçaram o personagem Alison e, especialmente, agradecemos a Ruth por seu trabalho indelével nas últimas quatro temporadas”. Sara Teem contradisse o canal, dizendo que não tinha sido “decisão criativa”, mas sim “um pedido”. “Isso foi um pedido, então isso foi decidido basicamente antes de começarmos a escrever. Foi muito deliberado”. Durante a reportar, a THR procurou ouvir o outro lado. Sarah se defendeu, afirmando: “Sempre fui uma feminista”. Ela nega que tenha pressionado os atores de ‘The Affair’ a gravar cenas sexo ou de nudez desnecessárias. Já Reiner e Dunham se recusaram a comentar o tema da reportagem.










