Locke & Key: Série de terror “amaldiçoada” ganha primeiro trailer legendado
A Netflix divulgou oito fotos e o primeiro trailer legendado da série “Locke & Key”, baseada nos quadrinhos homônimos de Joe Hill, filho do escritor Stephen King. A prévia marca o fim da maldição que impedia a produção de sair do papel. O detalhe é que a prévia não é muito assustadora, especialmente quando comparada à “A Maldição da Residência Hill”, sugerindo mais uma trama de fantasia que de terror. “Locke & Key” acompanha uma mãe e seus três filhos que se mudam para a antiga casa da família após o brutal assassinato do pai. No local, eles são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a assombrá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Os jovens Connor Jessup (“Falling Sky”), Emilia Jones (“Utopia”) e Jackson Robert Scott (“It: A Coisa”) vivem, respectivamente, os irmãos Tyler, Kinsey e Bode Locke, enquanto a mãe é interpretada por Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”). Trata-se do terceiro elenco diferente da produção, que antes de ganhar sinal verde da Netflix teve dois pilotos recusados, pela Hulu e pela Fox. Por sinal, Jackson Robert Scott, intérprete do pequeno Georgie em “It: A Coisa”, já estava escalado num piloto anterior. O anúncio da estreia é o fim de um trauma, após a produção sofrer quase uma década de rejeições. Vale lembrar que a Fox encomendou a primeira adaptação em 2011 – para Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas de “Star Trek” e criadores da série “Fringe”) e Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”). E naquela ocasião o piloto, dirigido pelo cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”), foi rejeitado. O produtor que conseguiu materializar a série foi Carlton Cuse (de “Lost” e “Bates Motel”), que se envolveu com o material durante o desenvolvimento de um segundo piloto para a Hulu. Na época, a falta de entusiasmo daquela plataforma chegou a surpreender o mercado, já que se tratava de uma produção do diretor Andy Muschietti, de “It: A Coisa”, e tinha em seu elenco três jovens atores daquele filme. Com a recusa do piloto de Muschietti, Cuse e Hill decidiram assumir a produção e levá-la para a Netflix. Mas mesmo após seu afastamento, Muschietti continua creditado como produtor. A 1ª temporada terá 10 episódios, que serão lançados em 7 de fevereiro.
Crise nas Infinitas Terras: Novo pôster inclui transformação de Oliver Queen no Espectro
A rede The CW divulgou um novo pôster de “Crise nas Infinitas Terras”, o megacrossover de séries do Arrowverso, que se encerra na semana que vem. A arte traz um grande spoiler em relação ao line-up de heróis: a transformação de Olive Queen (Stephen Amell) no Espectro. Após sua morte, o Arqueiro Verde foi convocado por Jim Corrigan (Stephen Lobo) no purgatório para assumir seu papel na Crise. Nos quadrinhos, o Espectro original, Jim Corrigan, surgiu na década de 1940, criado por ninguém menos que Jerry Siegel, um dos “pais” do Superman. Ele também foi assassinado em sua história de origem, vítima de criminosos que investigava. Como sua alma se recusa a partir e entrar no além, ele retorna como Espectro, um espírito de vingança obcecado com a justiça, que possui poderes sobrenaturais praticamente ilimitados. Corrigan já tinha aparecido na série “Constantine” (2014), que acabou integrada ao Arrowverso, mas interpretado por outro ator (Emmett J Scanlan, o Lobo de “Krypton”). Além desse “detalhe”, o novo pôster da atração destaca as participações de Lex Luthor (Jon Cryer), de Raio Negro (Cress Williams), do estreante Ryan Choi (Osric Chau, de “Supernatural”) e ainda enfatiza a parceria entre as heroínas Batwoman (Ruby Rose) e Supergirl (Melissa Benoist), colocadas em posição central na luta contra o Anti-Monitor (LaMonica Garrett). Disparado o maior crossover já tentado na história da televisão, a versão live-action de “Crise nas Infinitas Terras” começou a ser exibida em 8 de dezembro nos Estados Unidos, ao longo de cinco episódios individuais das séries “Supergirl”, “The Flash”, “Legends of Tomorrow”, “Arrow” e a estreante “Batwoman”. Embora sua série tenha ficado de fora desta lista, o herói Raio Negro (Black Lightning) também participa da história, assim como personagens de diversas outras atrações, tanto atuais quanto clássicas. Após a exibição dos três primeiros episódios, o evento entrou em hiato de fim de ano e será concluído em 14 de janeiro nos Estados Unidos, com a exibição de capítulos consecutivos de “Arrow” e “Legends of Tomorrow”. Ainda não há previsão para a estreia do crossover no Brasil, que deve acontecer pelo canal pago Warner.
Silvio Horta (1974 – 2020)
Silvio Horta, o criador e showrunner da série “Ugly Betty”, foi encontrado morto em sua residência, em Miami, nesta terça-feira (7/1). Seu agente confirmou a morte, mas não informou a causa. Ele tinha apenas 45 anos. Filho de imigrantes cubanos, Horta nasceu e cresceu em Miami, e estreou em Hollywood com a venda do roteiro original do terror “Lenda Urbana”, grande sucesso do gênero, lançado em 1998 com Jared Leto num dos papéis principais. O filme ganhou uma continuação em 2000, que deu prejuízo sem seu envolvimento. Depois disso, Horta se voltou para a televisão, criando sua primeira série, a sci-fi “Jake 2.0”, em 2003. Mas a atração estrelada por Christopher Gorham só durou uma temporada. Ele teve mais sucesso ao abraçar suas raízes latinas em “Ugly Betty”, que adaptou a telenovela colombiana “Betty, a Feia”. Lançada em 2006, a série virou um fenômeno de popularidade, rendendo um Emmy para a atriz America Ferrera por seu retrato da nova-iorquina latina Betty Suarez, e um WGA Award, o prêmio do Sindicato dos Roteiristas, para seu criador. Horta esteve à frente das quatro temporadas da série, que também deu bastante espaço para personagens LGBTQIA+ ao longo de sua exibição. Após o fim de “Ugly Betty” em 2010, o produtor-roteirista teve dificuldades para emplacar uma nova série. Ele chegou a desenvolver vários projetos, mas nenhum foi aprovado. Um dos pilotos recusados, “The Curse of the Fuentes Women” (de 2015), tinha a brasileira Sonia Braga (“Bacurau”) em seu elenco.
Melissa McCarthy vai estrelar minissérie com Nicole Kidman
A atriz Melissa McCarthy (“Caça-Fantasmas”) juntou-se à Nicole Kidman no elenco da minissérie “Nine Perfect Strangers”, atualmente em desenvolvimento para a plataforma Hulu. Trata-se de uma nova atração baseada em livro de Liane Moriarty, autora de “Big Little Lies”, com produção de David E. Kelley, que foi o responsável pela adaptação daquela obra na HBO. O livro de Moriarty, que recebeu o título de “Nove Desconhecidos” no Brasil, acompanha nove pessoas que devem passar dez dias num spa longe da civilização, sem carro ou celular, buscando uma mudança de vida e saúde. Cada um terá um drama distinto e Nicole Kidman viverá Masha, a diretora do spa. McCarthy, por sua vez, interpretará Frances, uma romancista em má fase, que teve o último manuscrito rejeitado por sua editora. Além de atuar, ela também compartilhará a produção com Kidman, Moriarty, Kelley e John-Henry Butterworth (roteirista de “Ford vs. Ferrari”). “Nine Perfect Strangers” tem previsão de estreia para o final de 2020.
The CW renova todas as suas séries de super-heróis e mais 7 atrações
A rede americana The CW anunciou a renovação de 13 séries para a temporada de outono, que inicia entre setembro e novembro nos EUA. A lista inclui todas as séries de super-heróis da emissora: “The Flash” (7ª temporada), “Supergirl” (6ª temporada), “Legends of Tomorrow” (6ª temporada), “Black Lightning” (4ª temporada) e a estreante “Batwoman” (2ª temporada). “Arrow”, infelizmente”, está se despedindo nas próximas semanas, com o final de sua 8ª temporada, e não terá mais episódios produzidos, mas seu espaço deve ser preenchido por novas (plural) adaptações dos quadrinhos da DC Comics. Além de “Batwoman”, a outra série que estreou em 2019 também foi renovada: “Nancy Drew” terá 2ª temporada. As demais atrações da lista são Riverdale (5ª temporada), “Legacies” (3ª temporada), “Charmed” (3ª temporada), “All American” (3ª temporada), “In The Dark” (3ª temporada), “Roswell, New Mexico” (3ª temporada) e até “Dynasty” (4ª temporada), série de pior audiência do canal, assistida ao vivo por uma média de 396 mil telespectadores e que registra irrelevantes 0,11 ponto na classificação da Nielsen para o público alvo dos anunciantes. Ficaram de fora apenas as séries que decidiram acabar por conta própria, como a citada “Arrow” e a veterana “Supernatural”, além das atrações de midseason, como “Katy Keene”, que ainda nem estreou (chega à TV americana em fevereiro), e as séries de verão. Por sinal, 2020 também marcará a despedida da “veranista” “The 100” no canal.
Sex Education: 2ª temporada ganha coleção de pôsteres e trailer legendado
A Netflix divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer legendado da 2ª temporada de “Sex Education”, repleto de idas e vindas narrativas, com direito a empata-f*das e cenas de humilhação envolvendo mãe e filho protagonistas. A série de comédia britânica é estrelada por Asa Butterfield (“O Lar das Crianças Peculiares”) como um adolescente virgem, que percebe que todos os anos embaraçosos em que viveu com sua mãe (Gillian Anderson, de “Arquivo X”), uma terapeuta sexual, podem ajudá-lo a se tornar popular e ainda ganhar dinheiro em sua escola. Coagido pela bad girl do colégio (vivida por Emma Mackey, de “Badger Lane”) e apoiado por seu melhor amigo gay assumido (Ncuti Gatwa, de “Stonemouth”), ele decide abrir uma consultoria sexual para adolescentes inexperientes. A 2ª temporada começa com o fim do negócio, mas o trailer revela que essa situação é apenas provisória – idas e vindas, como dito. Graças a seu sucesso, “Sex Education” se tornou uma das raras séries da Netflix a ter sua audiência revelada. Logo após seu lançamento em janeiro, a empresa tornou público o número de 40 milhões de espectadores num relatório para o mercado. Os novos episódios chegam à plataforma de streaming em 17 de janeiro.
Ator de Game of Thrones vai estrelar série baseada em O Senhor dos Anéis
O ator Robert Aramayo, que apareceu nos flashbacks da série “Game of Thrones” como o jovem Ned Stark, entrou no elenco da série baseada em “O Senhor dos Anéis”, em desenvolvimento na Amazon. Aramayo viverá o protagonista da atração, um herói chamado Beldor. O papel estava originalmente nas mãos de Will Poulter (“Maze Runner”), que precisou desistir após conflitos de agenda. Com a nova escalação, a produção da Amazon passará a ter dois Starks em seu elenco. Joseph Mawle, que viveu Benjen Stark em “Game of Thrones”, interpretará um vilão chamado Oren. Outros atores ligados ao projeto são Markella Kavenagh (da minissérie “Picnic at Hanging Rock”), Maxim Baldry (“Years and Years”), Ema Horvath (“A Forca: Ato II”) e Morfydd Clark (“His Dark Materials”), que será uma versão mais jovem de Galadriel, a elfa interpretada por Cate Blanchett nos filmes da franquia. Ainda sem título oficial, a série tem produção da dupla J.D. Payne e Patrick McKay (roteiristas de “Star Trek: Sem Fronteiras”), que contam em sua equipe com os roteiristas Gennifer Hutchison (“Breaking Bad”) e Bryan Cogman (“Game of Thrones”), além do diretor J.A. Bayona (“Jurassic World: Reino Ameaçado”). Mais detalhes sobre a adaptação ainda estão por vir, mas o primeiro comunicado oficial da Amazon apontava que a produção seria um prólogo, passado antes dos eventos de “A Sociedade do Anel”, o primeiro volume da trilogia. Ou seja, a série mostrará aventuras inéditas e originais com personagens conhecidos dos livros e filmes, numa trama provavelmente situada entre as duas trilogias cinematográficas do universo de Tolkien, “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. Não há previsão para a estreia da atração, que foi orçada em cerca de US$1 bilhão e terá cinco temporadas.
Lucifer vai encontrar Deus na última temporada da série
Deus vai participar de “Lucifer”. A produção da série da Netflix escalou o ator Dennis Haysbert no papel de “pai” do protagonista, vivido por Tom Ellis. A escalação vai propiciar um encontro de intérpretes da série clássica “24 Horas”. Haysbert ficou conhecido por viver o primeiro presidente negro da TV americana, David Palmer, no thriller de ação em tempo real. Ele apareceu em campanha na temporada inaugural, de 2001, e já eleito nos anos seguintes. Seu irmão naquela série era o ator D.B. Woodside, que em “Lucifer” interpreta o anjo Amenadiel. Haysbert, porém, não será o primeiro intérprete de Deus em “Lucifer”. Um homem que se dizia Deus, vivido por Timothy Omundson (“Psych”), apareceu na 2ª temporada. E o “personagem” foi ouvido num episódio “bônus” da 3ª temporada, com a voz do escritor Neil Gaiman, que criou essa versão de Lucifer nos quadrinhos da DC/Vertigo. Sempre é bom lembrar que a série não tem quase nada a ver com a trama publicada. “Nós fizemos uma lista enorme de possíveis atores para o papel, e Dennis estava no topo dela”, disse o showrunner da série, Joe Henderson, para a revista Entertainment Weekly. “Tivemos sorte que ele aceitou. Era nossa primeira escolha”. A 5ª e última temporada de “Lucifer” será dividida em duas partes. A Netflix lançará oito episódios em maio, fará uma pequena pausa, e os outros oito episódios chegarão no segundo semestre de 2020.
Orange Is the New Black será exibida na TV aberta pela Band
A rede Bandeirantes vai exibir a série “Orange Is The New Black”, uma das primeiras produções originais e maiores sucessos da plataforma de streaming Netflix. Será a primeira vez que uma série da Netflix terá exibição em TV aberta no Brasil. Anteriormente, “Stranger Things” chegou a ter um episódio veiculado no SBT, em uma ação comercial da Netflix, que comprou o horário de exibição para promover o lançamento da atração. Desta vez, foi o contrário. A Band adquiriu os direitos de “Orange is The New Black” para exibir a série integralmente, dentro de sua programação normal. Com a estreia na Band, “Orange Is The New Black” pula a janela de exibição na TV paga e chega diretamente na TV aberta. A intenção da emissora é estrear a série ainda neste primeiro semestre, em horário nobre, mas a data ainda não foi definida. Criada por Jenji Kohan (série “Weeds”) e baseada no livro de memórias de Piper Kerman, “Orange Is The New Black” mostra o dia a dia de detentas do sistema prisional norte-americano. A série foi lançada em 2013 e acompanhava a jornada de Piper Chapman (Taylor Schilling), como a novata que precisa aprender a se situar num presídio, após ser condenada por narcotráfico. Ela aprende sobre divisões raciais, relacionamentos afetivos e problemas de convivência entre prisioneiras e carcereiros, até ter a liberdade antecipada por bom comportamento. A história da garota loira da classe média, que se vê num mundo desconhecido e ameaçador, não demorou a ampliar sua perspectiva para destacar as demais presidiárias latinas e negras da trama, numa narrativa plural que rendeu quatro prêmios Emmy, além de cinco troféus do SAG (Sindicado dos Atores dos EUA) para seu elenco. A série teve 91 episódios divididos em sete temporadas e encerrou sua história em 2019. Os últimos episódios foram exibidos em julho passado na plataforma de streaming. Apesar da importância, “Orange Is the New Black” não será a primeira série sobre prisioneiras exibida na TV brasileira. O SBT arriscou mostrar a atração australiana “As Prisioneiras” em sua grade dominical, durante 1979, mas jamais completou a trama. Originalmente uma novela, “As Prisioneiras” teve nada menos que 692 capítulos produzidos.
Diary of a Future President: Nova série da Disney+ (Disney Plus) ganha primeiro trailer
A plataforma Disney+ (Disney Plus) divulgou dois pôsteres e o primeiro trailer de “Diary of a Future President”, série que traz Gina Rodriguez, a estrela de “Jane the Virgin”, no papel de Presidente dos EUA. A prévia apresenta claramente a premissa, ao mostrar a presidente Elena (Gina) folhando seus diários de adolescente para recordar como era sua vida 28 anos antes de assumir o cargo. A partir daí, a produção acompanha a menina Elena (vivida pela estreante Tess Romero) em sua fase de descobertas – do primeiro amor, da primeira grande amizade e até do primeiro namorado de sua mãe – , numa trama típica de comédia teen, com o diferencial de que a protagonista vai virar presidente dos EUA quando crescer. Criação de Ilana Peña (roteirista de “Crazy Ex-Girlfriend”), a série terá 10 episódios em sua temporada inaugural e ainda destaca em seu elenco Selenis Levya (a Gloria de “Orange Is the New Black”) como mãe da protagonista, Michael Weaver (“The Real O’Neals”) como o candidato a padrasto e o estreante Charlie Bushnell como o irmão mais velho. Além de estrelar, Rodriguez também dirige o episódio inaugural e produz a série, que estreia em 17 de janeiro nos EUA. A plataforma Disney+ (Disney Plus) deve chegar ao Brasil ainda em 2020, mas não marcou data para seu lançamento, devido a indefinições na legislação brasileira.
Atriz transexual entra no revival da série clássica Galera do Barulho
A atriz Josie Totah foi escalada num dos papéis principais do revival da série “Galera do Barulho” (Saved by the Bell), que está sendo desenvolvido para o vindouro serviço de streaming Peacock, da NBCUniversal. A jovem de 18 anos de idade começou a carreira interpretando papéis masculinos em filmes como “Other People” (2016) e Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (2017) e séries como “Jessie”, “Back in the Game” e “Campeões”, antes de se assumir uma garota transgênero e ter seu primeiro papel feminino em “No Good Nick”, lançada em 2019 pela Netflix. Exibida em quatro temporadas de 1989 a 1992, “Galera do Barulho” marcou época como uma das séries adolescentes mais populares dos anos 1990. Além dos episódios clássicos, a atração ganhou várias continuações e telefilmes. Uma segunda série acompanhou os estudantes da atração original na universidade, “Saved by the Bell: The College Years”, e outra, com novos personagens, “Saved by the Bell: The New Class”, durou até 2000, com sete temporadas. Na nova versão de “Galera do Barulho”, Totah vai viver Lexi, a capitã das líderes de torcida da escola onde se passa a trama. A descrição da personagem diz que ela é “bonita, popular e tem a língua afiada”, além de ser “admirada e temida por seus colegas”. A adaptação está a cargo de Tracey Wigfield (criadora de “Great News”) e contará com as voltas de Mario Lopez (A.C. Slater) e Elizabeth Berkley (Jessie Spano) a seus papéis da série original. Ainda não há previsão de estreia do revival, mas a plataforma Peacock tem lançamento agendado para abril nos EUA.
2ª temporada de Narcos: México ganha novo teaser da Netflix
A Netflix divulgou o segundo teaser da 2ª temporada de “Narcos: México” – também conhecida como 5ª temporada de “Narcos”. O teaser apresenta o traficante vivido por Diego Luna (“Rogue One: Uma História Star Wars”) em clima de festa. O detalhe é que nessa celebração ninguém confia em ninguém e os brindes podem acabar em chacina entre companheiros. Tudo isso é narrado – e ouvido, via escuta – pelo agente do DEA vivido por Scoot McNairy (“Batman vs. Superman”). Diego Luna chegou a recebeu uma indicação ao Critics Choice Awards por sua interpretação de Félix Gallardo, o chefe do cartel de Guadalajara, na 1ª temporada da nova configuração da série de traficantes da Netflix. Já Scoot McNairy apareceu apenas no capítulo final da 1ª temporada, como o agente Walt Breslin, mas narrou todos os episódios. A estreia da 2ª temporada de “Narcos: México” foi marcada para 13 de fevereiro.
1917 e Era uma Vez em Hollywood vencem o Globo de Ouro 2020
O Globo de Ouro 2020 premiou “1917” e “Era uma Vez em Hollywood” como Melhores Filmes do ano, respectivamente nas categorias de Drama e Comédia. Seus diretores, também. Sam Mendes levou o troféu de Melhor Direção e Quentin Taratino o de Melhor Roteiro. Mas na soma de prêmios, “Hollywood” levou um troféu a mais: Melhor Ator Coadjuvante, conquistado por um sorridente Brad Pitt. As estatuetas de interpretação dramática ficaram com os favoritos, Joaquin Phoenix, por “Coringa”, e Renée Zellweger, por “Judy”, enquanto Taron Egerton e Awkwafina venceram em Comédia ou Musical, respectivamente por “Rocketman” e “The Farewell”. Vale ressaltar que “The Farewell” representa o desempenho mais dramático da carreira de Awkwafina. Embora a atriz seja conhecida como comediante, o filme da diretora Lulu Wang não é, de forma alguma, uma comédia. Assim como é possível questionar o quanto “Era uma Vez em Hollywood” é mais cômico que os demais filmes de Tarantino – todos considerados Dramas nos Globos de Ouro pregressos. O fato é que essas imprecisões só aumentam o folclore a respeito da falta de seriedade do troféu com o globo dourado, mesmo com interesses corporativos reforçando o mito da sua suposta importância – nunca é demais lembrar que no máximo 90 votantes elegem os 25 vencedores. A relevância do prêmio é alimentada pela rede NBC, que assumiu sua transmissão após perder o Oscar para a ABC em 1976, e pelos estúdios de cinema, que inflam o significado do prêmio para impulsionar filmes recém-lançados. É o caso de “1917”, que só vai chegar aos cinemas brasileiros em 23 de janeiro. Podem apostar: o filme vai ganhar um novo pôster com seus dois Globos de Ouro em destaque. O próprio Sam Mendes apontou, ao receber o troféu de Melhor Filme, que o reconhecimento ajudaria a levar mais público para ver seu filme no cinema. E isso realmente é verdade. O Globo de Ouro não é um premiação da indústria de entretenimento americana, como o Oscar, mas sua transmissão televisiva é uma forte ferramenta de divulgação, que inclui um verniz de prestígio embalado e marketado por Hollywood. Pela falta de solenidade, o Globo de Ouro é também a cerimônia em que os vencedores jogam as regras para cima, dando discursos muito mais longos que o combinado, repletos de palavrões e também mais politizados – o que torna o Oscar monótono, em comparação. Um exemplo típico foi representado por Joaquin Phoenix, ao receber seu troféu de atuação por “Coringa”. Metade de seu agradecimento foi censurada, com corte de som, tornando-se mais desconexo do que o habitual. Mas outros discursos desafiaram limites de duração para ressoar de forma integral, cortados apenas por aplausos efusivos. Ao agradecer sua vitória como Melhor Atriz de Minissérie, por “Fosse/Verdon”, Michelle Williams fez um verdadeiro manifesto, frisando a palavra choice (escolha), um dos slogans da luta feminista por direitos como contracepção e aborto. “Quando você coloca isso [troféu] nas mãos de uma pessoa, reconhece as escolhas que ela fez como ator. Momento a momento, cena a cena, dia a dia”, ela começou. “Mas você também reconhece as escolhas que ela faz como pessoa. A educação que ela busca, o treinamento que procura, as horas que dedica. Sou grata pelo reconhecimento das escolhas que fiz e também por viver em um momento em nossa sociedade em que essa escolha existe, porque, como mulheres e meninas, coisas podem acontecer aos nossos corpos”, ela continuou. “Eu não teria sido capaz de fazer meu papel sem empregar meu direito de escolher como uma mulher”, acrescentou. “Escolher quando ter meus filhos e com quem. Quando me sentir apoiada e capaz de equilibrar nossas vidas, sabendo, como todas as mães sabem, que a balança deve se inclinar para nossos filhos”. A atriz acrescentou que suas escolhas podem ser diferentes das dos espectadores. “Mas graças a Deus, ou a quem você ora, que vivemos em um país fundado no princípio de que eu sou livre para viver pela minha fé e você é livre para viver pela sua”, disse ela. “Então, mulheres, de 18 a 118 anos, quando for a hora de votar, faça-o por seu próprio interesse. É o que os homens fazem há anos, e é por isso que o mundo se parece tanto com eles”, continuou ela. “Não esqueçam que somos o maior gênero de eleitores neste país. Vamos fazer com que ele se pareça mais com a gente”. Com esse texto vigoroso, Michelle Williams mostrou quão sem graça e ultrapassado se tornou Ricky Gervais, o apresentador da noite, que em seu monólogo inicial também soltou uma palavrão, mas para condenar discursos politizados no evento. De fato, Gervais desafinou completamente do tom da premiação, que já tinha embutido politização na escolha de uma de suas homenageadas, Ellen DeGeneres, cujo pioneirismo em se assumir gay na televisão americana, durante os anos 1990, abriu caminho para um mundo muito mais tolerante. Alguém poderia dizer até que abriu caminho para o século 21, mas, infelizmente, num outro país, piadas sobre homossexualidade ainda geram coquetéis molotov de militantes fascistas. Algumas marcas do próprio Globo de Ouro merecem ser citadas antes da lista dos vencedores. Com sua vitória por “The Farewell”, Awkwafina se tornou a primeira atriz asiática premiada pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. A islandesa Hildur Guðnadóttir também fez história ao conquistar o troféu de Melhor Trilha Sonora por “Coringa”, virando a primeira mulher a vencer o prêmio sozinha desde que ele foi criado – até então, apenas outra compositora tinha ficado com a estatueta, Lisa Gerrard, que dividiu a honra com Hans Zimmer por “Gladiador”, há 20 anos. Também chamou atenção o fiasco da Netflix. Estúdio com maior quantidade de indicações – 34, somadas entre filmes e séries – , a plataforma só venceu dois prêmios, ambos de interpretação. As performances de Olivia Colman, Melhor Atriz em Série Dramática, por “The Crown”, e de Laura Dern, Melhor Atriz Coadjuvante de cinema, por “História de um Casamento”, impediu um desastre maior – como, por exemplo, o desempenho de “O Irlandês”, grande aposta da empresa, premiada zero vezes. A sensação deve ter sido ainda mais amarga nas categorias televisivas, onde a plataforma ficou atrás da HBO e de seus rivais de streaming, Amazon e Hulu. Graças a “Chernobyl” e “Succession”, a HBO liderou a relação de séries, com quatro troféus. Amazon e Hulu aparecem em seguida com dois troféus cada, enquanto Showtime e FX empataram com a Netflix com um Globo de Ouro televisivo. Confira abaixo a lista completa dos premiados. CINEMA Melhor Filme de Drama “1917” Melhor Ator de Drama Joaquin Phoenix, “Coringa” Melhor Atriz de Drama Renee Zellweger, “Judy” Melhor Filme de Comédia ou Musical “Era Uma Vez em Hollywood” Melhor Ator de Comédia ou Musical Taron Egerton, “Rocketman” Melhor Atriz de Comédia ou Musical Awkwafina, “The Farewell” Melhor Diretor Sam Mendes, “1917” Melhor Ator Coadjuvante Brad Pitt, “Era Uma Vez em Hollywood” Melhor Atriz Coadjuvante Laura Dern, “História de um Casamento” Melhor Animação “Link Perdido” Melhor Filme Estrangeiro “Parasita” Melhor Roteiro Quentin Tarantino, “Era Uma Vez em Hollywood” Melhor Trilha Sonora “Coringa”, Hildur Gudnadóttir Melhor Canção “I’m Gonna Love Me Again”, de “Rocketman” TELEVISÃO Melhor Série de Drama “Succession” (HBO) Melhor Série de Comédia “Fleabag” (Amazon) Minissérie ou Telefilme “Chernobyl” (HBO) Melhor Ator de Drama Brian Cox, “Succession” (HBO) Melhor Atriz de Drama Olivia Colman, “The Crown” (Netflix) Melhor Ator de Comédia Ramy Yousef, “Ramy” (Hulu) Melhor Atriz de Comédia Phoebe Waller-Bridge, “Fleabag” (Amazon) Melhor Ator de Minissérie ou Telefilme Russell Crowe, “The Loudest Voice” (Showtime) Melhor Atriz de Minissérie ou Telefilme Michelle Williams, “Fosse/Verdon” (FX) Melhor Ator Coadjuvante de Série, Minissérie ou Telefilme Stellan Skarsgård, “Chernobyl” (HBO) Melhor Atriz Coadjuvante de Série, Minissérie ou Telefilme Patricia Arquette, “The Act” (Hulu)












