Legends of Tomorrow: Maisie Richardson-Sellers se despede da série
O final da 5ª temporada de “Legends of Tomorrow”, exibido na terça (2/6) nos EUA, marcou a despedida da atriz inglesa Maisie Richardson-Sellers da série. Presente desde a 2ª temporada, primeiro como a heroína Vixen, da Sociedade da Justiça dos anos 1940, e depois como a deusa punk transmorfa Charlie, a atriz se despediu da produção para participar de novos projetos – o primeiro deles é a continuação de “A Barraca do Beijo”, na Netflix. O destino da personagem da atriz foi revelado no último capítulo, que será exibido neste domingo (7/6) no Brasil, durante uma maratona da reta final da série no canal pago Warner – portanto, tudo a seguir é spoiler. Após a derrota da ameaça da temporada, Charlie decide ficar na Londres dos anos 1970 e retomar sua carreira como cantora da banda punk The Smell – onde seus colegas viajantes do tempo a encontraram no começo da temporada anterior. A atriz confirmou que a cena representava sua saída da série em um post nas redes sociais. “Obrigado por seu amor e apoio sem fim. Amaya e Charlie me deram muita alegria nos últimos 4 anos, e vocês são os fãs mais gentis, generosos e inclusivos que um programa poderia esperar. Nunca mudem. Mal posso esperar para compartilhar os projetos que estou criando no momento. Amo todos vocês”, ela escreveu. Veja o post original abaixo. Thank you for your endless love and support. Amaya and Charlie have brought me so much joy these past 4 years, and you are THE MOST kind, generous, inclusive fan base a show could hope for. Never change. I can’t wait to share the projects I’m currently creating. Love you all ❤️ — Maisie R-Sellers (@maisie_rs) June 3, 2020
The Mandalorian: Jon Favreau diz que 2ª temporada não vai sofrer atrasos
A pandemia de coronavírus interrompeu as produções de filmes e séries em todo o mundo, mas o cineasta Jon Favreau, criador e produtor de “The Mandalorian”, acredita que a 2ª temporada de sua série será lançada na data prevista, durante outubro na plataforma. “Tivemos a sorte de terminar as gravações antes do bloqueio”, contou Favreau durante um painel virtual para o ATX Television Festival, moderado pelo jornalista Anthony Breznican, da revista Vanity Fair. E revelou: “Graças à evolução da Lucasfilm e da [empresa de efeitos] ILM (Industrial Light & Magic), conseguimos fazer todos os nossos efeitos visuais, editar e pós-produzir remotamente, através de sistemas que foram criados por essas empresas para nós”. Favreau também adiantou que a 2ª temporada parece realmente uma continuação do elogiado primeiro ano da série e não uma realização nova, ainda que traga novos personagens e uma nova equipe de diretores atrás das câmeras. E concluiu: “Foi realmente muito divertido e gratificante, e espero que as pessoas se divirtam tanto vendo isso quanto nós”. A produção foi rodada sob um véu de sigilo, mas alguns nomes do novo elenco já vazaram, como Michael Biehn (astro de “O Exterminador do Futuro” e “Aliens”) e Timothy Olyphant (“Santa Clarita Diet”), que viverão personagens até aqui desconhecidos. Já outros intérpretes tiveram suas participações alinhadas a papéis estabelecidos na franquia “Star Wars”, casos de Temuera Morrison (“Aquaman”), que será Boba Fett, Katee Sackhoff (“Battlestar Galactica”) como Bo-Katan e Rosario Dawson (“Luke Cage”) na pele de Ahsoka Tano. Atrás das câmeras, as novidades são os envolvimentos dos cineastas Robert Rodriguez (“Alita: Anjo de Combate”) e Peyton Reed (“Homem-Formiga e a Vespa”). Assim como a Netflix e a Amazon, a Disney+ (Disney Plus) não divulga dados de audiência, mas a 1ª temporada de “The Mandalorian” causou um grande impacto na cultura pop graças ao Baby Yoda, personagem que se tornou um fenômeno de memes e vendas de produtos.
Criador de Riverdale compromete-se com mudanças após queixas de falta de diversidade na série
Depois da reclamação pública da atriz Vanessa Morgan, o produtor-roteirista Roberto Aguirre-Sacasa, criador de “Riverdale”, pediu desculpas pela pouca atenção que a série destina a atores e personagens negros. Em texto publicado no Instagram, Aguirre Sacasa diz que a queixa de falta de diversidade na série, denunciada por Morgan, intérprete de Toni Topaz, ecoada por Asha Bromfield, a Melody, e que ainda teve apoio de Lili Reinhart, a Betty, foram ouvidas e serão abordadas na próxima temporada. “Nós ouvimos Vanessa. Nós amamos Vanessa. Ela está certa. Sentimos muito e faremos a mesma promessa que fizemos a ela para vocês. Faremos o nosso melhor para fazer justiça a ela e a personagem dela. Assim como a todos os atores e personagens negros. Mudanças estão acontecendo e vão continuar a acontecer. ‘Riverdale’ vai ficar maior, não menor. ‘Riverdale’ fará parte do movimento, não ficará de fora. E todos os roteiristas de ‘Riverdale’ fizeram uma doação ao Black Lives Matter de Los Angeles, mas sabemos onde o trabalho precisa ser realizado por nós. Na sala dos roteiristas”, escreveu o produtor. Veja o texto original abaixo. Esta mudança mencionada pelo produtor é resultado de um texto-desabafo de Vanessa Morgan nas redes sociais, em que ela reclama da forma como pessoas negras são retratadas em filmes e séries. “Cansada de como pessoas negras são retratadas na mídia, cansada de sermos retratados como bandidos perigosos ou pessoas raivosas e assustadoras. Cansada de também sermos usados como ajudantes não-dimensionais de nossos protagonistas brancos. Ou simplesmente utilizados como propaganda da diversidade, mas sem fazer parte do programa de verdade. [Racismo] Começa com a mídia. Não vou mais me calar”, ela postou. Uma seguidora comentou o texto, mencionando que a personagem de Morgan em “Riverdale” cabia na descrição, usada na publicidade mas sem espaço na série. Além disso, Toni Topaz é negra e LGBTQIA+ (sem mencionar latina), “dobrando” a diversidade da série sem que dobrassem seu salário. A atriz respondeu afirmando que era a única intérprete negra regular da série e também a que recebia o menor salário, escancarando o problema racial da produção. Pouco depois, ela recebeu apoio de Asha Bromfield, intérprete de Melody Jones. Sua personagem fazia parte da banda Josie e as Gatinhas (Josie and the Pussycats), um trio musical negro que deixou de aparecer na série – enquanto a líder Josie McCoy (Ashleigh Murray) foi transferida para o spin-off “Katy Keene”, as demais foram simplesmente limadas da trama. “Não posso nem começar a falar sobre como ‘Riverdale’ tratou as Pussycats. Tínhamos muito mais a contribuir do que ficar no fundo e adicionar ousadia ao enredo. Estou contigo”, escreveu Asha. Morgan esclareceu, em seguida, que seu papel na série, a forma como sua personagem é escrita e quanto ela recebe de cachê não tem nada a ver com seus colegas de elenco, que a apoiam, e pediu para seus seguidores não criticá-los. “Eu sei que eles estão comigo”, acrescentou. Foi a deixa para Lili Reinhart, intérprete de Betty Cooper e uma das estrelas da série, tuitar seu apoio a Morgan. “Nós amamos você, V. E apoiamos você 10000%”. O resultado disso tudo são mudanças, aparentemente profundas, nos próximos capítulos. Paralisada durante a pandemia de covid-19, a série encerrou sua 4ª temporada antes do planejado. Ainda não há previsão para a retomada das gravações, mas a rede The CW pretende estrear a 5ª temporada em janeiro de 2021 nos EUA. #hearvanessamorgan @BLMLA #riverdale ❤️ pic.twitter.com/gnlI8Dh9yz — RobertoAguirreSacasa (@WriterRAS) June 5, 2020
Miguel Falabella sai da Globo após quatro décadas
Miguel Falabella foi comunicado na quinta-feira (4/6) que não terá seu contrato renovado na Globo. Contratado pela emissora desde 1982, seu vínculo se encerra em setembro. O ator, roteirista e diretor é mais um veterano enquadrado na “nova fase” da Globo, que decidiu encerrar contratos de longo prazo com autores e artistas sem trabalhos em andamento ou planejados. Foi a mesma justificativa para a não renovação do contrato com Aguinaldo Silva em janeiro e de vários atores tradicionais de novelas. Autor de “Sai de Baixo”, “Toma Lá Dá Cá”, “Pé na Cova”, “A Vida Alheia” e várias novelas (“Salsa e Merengue”, “A Lua Me Disse”, “Negócio da China”), Falabella vinha tendo dificuldades em aprovar novos projetos nos últimos anos. Seu trabalho mais recente foi “Eu, a Vó e a Boi”, série de comédia lançada diretamente na Globoplay no ano passado. A produção foi encomendada por Gloria Perez no curto período em que a autora atuou como assistente de Silvio Abreu na direção de teledramaturgia. Mas a verdade é que a relação de Falabella com a área de criação da Globo não vinha bem nos últimos anos, devido a vários projetos que não saíram do papel. Durante o Festival de Gramado, ele chegou a dizer que não pretendia renovar seu contrato com a emissora. “Acho que não quero renovar porque eu fico muito preso e quero liberdade. Se eles dizem não a um projeto meu, não tenho outra porta para bater”, disse ao UOL. Agora, em nova entrevista ao portal, Falabella que o processo de afastamento foi “muito delicado”, mas tem do que reclamar. “Tenho quase 40 anos de Globo. Fui tratado sempre como um príncipe. Nunca atrasou um dia o pagamento. Me ajudaram quando precisei de assistência médica. São verdadeiros pais”. O autor também tem consciência que, mesmo fora da Globo, seu trabalho não deixará de ser exibido na tela da emissora, como aconteceu com as reprises bem-sucedidas de “Sai de Baixo” no canal pago Viva – que chegou a inspirar um curto revival e até mesmo um filme. Sobre os próximos passos, Falabella disse ser “bacana, na minha idade (63 anos), ter uma oportunidade de se reinventar. A gente se reinventa”. E acrescentou: “Projetos tenho vários. Desde que saiu a notícia, não paro de receber propostas”. “Vou ter a oportunidade de abrir novas vertentes, exercitar novas linguagens”, concluiu.
13 Reasons Why: Netflix encerra uma de suas séries mais faladas
A Netflix lançou nesta sexta (5/6) a 4ª e última temporada de “13 Reasons Why”, série que já foi uma das mais comentadas e polêmicas da plataforma. O desfecho tem direito a morte, colapso mental, o resgate das fitas trágicas e até uma nova visão de além-túmulo de Hannah Baker. Mas se despede, em meio à formatura dos personagens, como uma sombra da produção original. Baseada no livro “Os Treze Porquês”, de Jay Asher, a atração foi lançada como minissérie em 2017, mas “causou” tanto com suas cenas gráficas de suicídio e espiral de depressão que atraiu muitos curiosos e, graças a essa grande audiência, acabou “renovada”. No final, foram quatro temporadas. A primeira continuação ainda manteve alguma ligação com a carga emocional original, mas a pressão conservadora fez com que a produção fosse, pouco a pouco, suavizando sua abordagem. Até a 1ª temporada ganhou reedição da Netflix, visando eliminar seus aspectos mais controversos, que pudessem ser considerados gatilho de suicídio. No meio do caminho, a HBO lançou “Euphoria”, muito, mas muito mais forte que “13 Reasons Why”, deixando claro que a série de streaming tinha ficado para trás. De fato, a última temporada aproxima-se até de “Pretty Little Liars”. Ainda que seu “eu sei o que vocês fizeram no verão passado” não tenha gerado uma irmã gêmea abandonada que ninguém nunca viu, a conclusão é praticamente a mesma – uma dissociação de personalidade. Mas “13 Reasons Why” deixou um bom legado, ao ajudar a encerrar o tabu em torno da depressão adolescente e chamar atenção para a grande quantidade de casos de suicídio nessa faixa etária. A série também será lembrada por projetar a então novata atriz australiana Katherine Langford, intérprete de Hannah, que, depois de se tornar o pesadelo dos pais americanos, fez “Com Amor, Simon” (2018), “Entre Facas e Segredos” (2019), apareceu na versão de streaming de “Vingadores: Ultimato” (2019) e vai estrelar uma nova série de fantasia da Netflix, “Cursed – A Lenda do Lago”, como principal protagonista. Na prática, porém, o protagonista de “13 Reasons Why” era Dylan Minnette, já conhecido por vários filmes, como “Os Suspeitos” (2013), “Goosebumps: Monstros e Arrepios” (2015) e “O Homem nas Trevas” (2016). Clay, o seu personagem, foi quem realmente e(in)voluiu de forma traumática ao longo da história, quase como garoto-propaganda da terapia psicanalítica. O elenco jovem ainda incluiu Alisha Boe (“Atividade Paranormal 4”), Brandon Flynn (“True Detective”), Justin Prentice (“Awkward.”), Devin Druid (“Mais Forte que Bombas”), Miles Heizer (“Parenthood”), Christian Navarro (“Vinyl”), Ross Butler (“Teen Beach 2”) e o brasileiro Henry Zaga (“Teen Wolf”). O mais curioso é que a produção, desenvolvida pelo dramaturgo Brian Yorkey, vencedor do Pulitzer pela peça “Next to Normal”, deveria ter sido originalmente estrelada pela cantora Selena Gomez, no papel de Hannah. Mas os problemas de saúde e carreira musical da estrela pop impossibilitaram a negociação. Mesmo assim, ela decidiu se envolver como produtora, inaugurando uma nova etapa em sua carreira. A atração também teve como destaque a participação do cineasta Tom McCarthy, do filme vencedor do Oscar “Spotlight” (2015). Ele comandou os dois primeiros episódios. E depois sumiu nos bastidores, numa função executiva. Confira abaixo o trailer da temporada final, já disponível em streaming.
A Juíza: História de Patrícia Acioli, executada por policiais, vai virar série
A história da juíza Patrícia Acioli, assassinada em 2011, em Niterói (RJ), vai inspirar uma série de streaming, numa co-produção com o mercado americano. Intitulada “A Juíza”, a atração obteve investimento privado para desenvolvimento de três temporadas, informou a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo. Na série, desenvolvida pela roteirista Laura Malin (“Embarque Imediato”) e produzida pela Estúdio Escarlate, a juíza vai se chamar Pilar e condenar policiais criminosos envolvidos em mortes de inocentes, residentes em comunidades. Cada episódio contará um caso diferente, ao estilo das séries procedimentais americanas. Segundo O Globo, são histórias que lembram a recente morte do menino João Pedro, de 14 anos, em operação policial em São Gonçalo (RJ). Patrícia Acioli, conhecida por condenar milicianos e policiais criminosos, era juíza em São Gonçalo. Ela foi executada com 21 tiros em agosto de 2011. Onze policiais foram condenados por esse crime, entre eles o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que na época do assassinato comandava o 7º Batalhão de Polícia Militar da cidade. Sua morte gerou comoção no país, mas Flávio Bolsonaro preferiu atacá-la nas redes sociais pela “forma absurda e gratuita com que ela humilhava policiais”. Para o então deputado estadual, que empregava milicianos e era vizinho do policial que executou a vereadora Marielle Franco em 2018, isso “contribuiu para [ela] ter muitos inimigos”. Em maio passado, o desgoverno do clã Bolsonaro nomeou o advogado de um dos assassinos, Zoser Plata Bondim Hardman de Araújo, que também defendeu vários milicianos, para o cargo de Assessor Especial do ministro da Saúde. Acioli foi executada por ter descoberto um esquema de pagamento de propina de traficantes para a polícia de São Gonçalo, com o objetivo de manter o funcionamento das bocas-de-fumo na cidade e transformar assassinatos encomendados em autos de resistência – quando o boletim de ocorrência informa que o acusado morreu ao resistir à prisão em suposta troca de tiros. Delações premiadas feitas por um dos próprios policiais presos revelou que os PMs recebiam de R$ 10 mil a R$ 12 mil por semana do tráfico de drogas da região. A pesquisa de Laura Malin analisou alguns dos 10 mil casos de pessoas mortas em confronto com policiais no Rio de Janeiro entre 2001 e 2011, especialmente as mortes registradas como auto de resistência, para escrever a série. A 1ª temporada contará com oito episódios, mas não há informação sobre qual plataforma exibirá a série.
El Presidente: Amazon estreia minissérie sobre escândalo de corrupção da FIFA
A Amazon lançou nesta sexta (5/6) a minissérie “El Presidente”, uma produção original latina do serviço Prime Video, inspirada pelo escândalo de corrupção na FIFA. Disponibilizada com pouca divulgação, a atração teve seu primeiro trailer completo apresentado há apenas um dia e somente no canal de YouTube do Prime Video para a America Latina. Veja abaixo, em espanhol e sem legendas. A série explora o escândalo que abalou o mundo esportivo ao acompanhar Sergio Jadue, ex-presidente de um pequeno clube de futebol chileno, que saiu do anonimato para se tornar peça-chave na denúncia da trama de corrupção, ao ser alçado à presidência da federação de seu país. Pego em flagrante de corrupção pelo FBI, ele denunciou o esquema que somou US$ 150 milhões, envolveu a organização da Copa América de 2015, o presidente da federação Argentina de futebol Julio Grondona, o ex-presidente da CBF José Maria Marin e resultou na prisão de vários outros dirigentes de futebol ligados à CONMEBOL, CONCACAF e FIFA. O elenco destaca Andrés Parra (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”) no papel principal, além de Karla Souza (“How to Get Away with Murder”), Paulina Gaitán (“Narcos”) e Luis Margani (“Labia”), que interpreta Julio Grondona e é o narrador da história. Criada pelo roteirista argentino Armando Bó, vencedor do Oscar por “Birdman” (2014), a atração conta com oito episódios dirigidos por Natalia Beristain (“Luis Miguel: La Serie”), Gabriel Díaz (“Bala Loca”) e pelo próprio autor. Todos os capítulos foram disponibilizados pela Amazon nesta sexta.
Revival de Veronica Mars chega à HBO brasileira
A 4ª temporada de “Veronica Mars” chega na HBO Brasil nesta sexta (5/6), às 21h. A exibição vai acontecer quase um ano após o lançamento nos EUA, onde foi exibida pela plataforma Hulu. A série cultuada da década passada, em que Kristen Bell (“The Good Place”) vivia uma detetive-mirim, ganhou revival de apenas uma temporada, mostrando a personagem adulta, como detetive profissional, sem perder seu mau-humor irônico. Originalmente exibida entre 2004 e 2007, “Veronica Mars” se tornou uma das séries mais influentes deste século. Concebida como uma versão pós-moderna de “Nancy Drew”, seu humor cortante e cheio de referências pop revolucionou as séries de adolescentes, inspirando produções tão diferentes quanto “Gossip Girl” e “Riverdale”, sem esquecer, claro, de “iZombie”, do mesmo escritor, Rob Thomas. No Brasil, a atração ganhou o subtítulo equivocado de “A Jovem Espiã”. Mas a personagem sempre foi uma aspirante a detetive, trabalhando com o pai, o detetive particular Keith Mars, para ajudá-lo a limpar seu nome, após ser considerado incapaz de continuar como chefe de polícia diante da repercussão de um grande caso de assassinato em sua cidadezinha. Vale lembrar que a intérprete da vítima original, que também era a melhor amiga de Veronica, era interpretada por ninguém menos que Amanda Seyfried, estrela do musical “Mamma Mia!”. Além de Kristen Bell no papel-título, os novos episódios também contarão com as voltas de Enrico Colantoni (Keith Mars), Jason Dohring (Logan Echolls), Percy Daggs (Wallace Fennel), Francis Capra (Eli “Weevil” Navarro) e Ryan Hansen (Dick Casablancas). Todo esse elenco – e outros mais – já tinha se juntado num telefilme de 2014, filmado graças ao apoio dos fãs, via financiamento coletivo – numa campanha que bateu recorde de arrecadação no Kickstarter. Ironicamente, a Warner TV achava que não haveria interesse num resgate da série e só percebeu o entusiasmo dos fãs quando os números surpreenderam o mercado. Desta vez, a Warner, que é sócia minoritária da Hulu, esteve bem mais envolvida na produção. A trama da temporada temporã acompanha a volta de Veronica à cidadezinha litorânea de Neptune durante o período de férias conhecido como Spring Break nos EUA, quando se envolve numa investigação da agência de detetive de seu pai (Enrico Colantoni). A trama repercute assassinatos de jovens de férias em Neptune, além de refletir a divisão social da cidade, que coloca as famílias da elite, que querem acabar com a farra do spring break, contra a classe trabalhadora, que lucra com o turismo. Além dos atores originais, o revival ainda contou com participações de J.K. Simmons (vencedor do Oscar por “Whiplash”), Clifton Collins Jr. (“Westworld”) e Patton Oswalt (“Agents of SHIELD”). O final dividiu opiniões, devido à morte de um dos protagonistas originais. Segundo o criador, Rob Thomas, a decisão visava chamar atenção dos fãs e motivar a encomenda de uma nova temporada, que, entretanto, acabou não se materializando – pelo menos, até o momento. De todo modo, a trama foi concluída. Confira abaixo o trailer original da 4ª temporada.
Atrizes de Riverdale reclamam da falta de diversidade da série
A discussão sobre racismo estrutural que tomou conta dos Estados Unidos nas últimas semanas não se restringe às marchas de protesto nas ruas. O tema também tem rendido denúncias de preconceito nos bastidores de séries de TV. Depois que o comportamento de Lea Michele foi trazido à tona por ex-colegas de “Glee”, agora são atrizes de “Riverdale” que reclamam dos produtores pela falta de diversidade da série. Tudo começou quando Vanessa Morgan, que interpreta Toni Topaz, divulgou um texto nas redes sociais em que condena a forma como pessoas negras são retratadas em filmes e séries. “Cansada de como pessoas negras são retratadas na mídia, cansada de sermos retratados como bandidos perigosos ou pessoas raivosas e assustadoras. Cansada de também sermos usados como ajudantes não-dimensionais de nossos protagonistas brancos. Ou simplesmente utilizados como propaganda da diversidade, mas sem fazer parte do programa de verdade. [Racismo] Começa com a mídia. Não vou mais me calar”, ela postou. Uma seguidora comentou o texto, mencionando que a personagem de Morgan em “Riverdale” cabia na descrição, usada na publicidade mas sem espaço na série. Além disso, Toni Topaz é negra e LGBTQIA+ (sem mencionar latina), “dobrando” a diversidade da série sem que dobrassem seu salário. A atriz respondeu afirmando que é a única intérprete negra regular da série e também a que recebe o menor salário, escancarando o problema racial da produção. Pouco depois, ela recebeu apoio de Asha Bromfield, intérprete de Melody Jones. Sua personagem fazia parte da banda Josie e as Gatinhas (Josie and the Pussycats), um trio musical negro que deixou de aparecer na série – enquanto a líder Josie McCoy (Ashleigh Murray) foi transferida para o spin-off “Katy Keene”, as demais foram simplesmente limadas da trama. “Não posso nem começar a falar sobre como ‘Riverdale’ tratou as Pussycats. Tínhamos muito mais a contribuir do que ficar no fundo e adicionar ousadia ao enredo. Estou contigo”, escreveu Asha. Morgan esclareceu, em seguida, que seu papel na série, a forma como sua personagem é escrita e quanto ela recebe de cachê não tem nada a ver com seus colegas de elenco, que a apoiam, e pediu para seus seguidores não criticá-los. “Eu sei que eles estão comigo”, acrescentou. Foi a deixa para Lili Reinhart, intérprete de Betty Cooper e uma das estrelas da série, tuitar seu apoio a Morgan. “Nós amamos você, V. E apoiamos você 10000%”. Vale lembrar que “Riverdale” é baseada nos quadrinhos de Archie, lançados nos anos 1940 e que demoraram décadas para ganhar coloração. O primeiro aluno negro da escola Riverdale High, Chuck Clayton, surgiu só em 1971. Ele também apareceu em “Riverdale”, vivido por Jordan Calloway (o Khalil de “Black Lightning”), mas em apenas seis episódios. Já no universo expandido de Archie, o pioneirismo é de Valerie Smith/Brown, introduzida em 1967. Nos quadrinhos (e no desenho animado de 1970), ela era a única integrante negra da banda da ruiva Josie. Nesta comparação, a série se mostra mais diversificada que sua fonte original. Outro detalhe: “Riverdale” transformou a morena Veronica Lodge numa adolescente latina, interpretada por Camila Mendes, filha de brasileiros, dando destaque à sua família latina na série. A produção de “Riverdale” foi paralisada durante a pandemia de covid-19 e a série encerrou sua 4ª temporada antes do planejado. Ainda não há previsão para a retomada das gravações, mas a rede The CW pretende estrear a 5ª temporada em janeiro de 2021 nos EUA. I’m not being Quite anymore. ✊🏽 #BlackLivesMatter pic.twitter.com/JXgJic4mrR — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) May 31, 2020 🗣🗣🗣 used in the ads for diversity but not in the shows https://t.co/bTxjnzRsUa — G (@oneofthosefaces) June 1, 2020 imagine they're getting so much more bang for their buck bc ur part of an lgbt storyline too, double the diversity – DOUBLE UR PAYCHECK IMO — G (@oneofthosefaces) June 2, 2020 Lmao too bad I’m the only black series regular but also paid the least 😂👏🏽 girl i could go on for days 🐸 — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) June 2, 2020 My role on Riverdale has nothing to do with my fellow castmates/friends. They don’t write the show. So no need to attack them, they don’t call the shots & I know they have my back. ♥️ — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) June 2, 2020 Don't even get me started with how Riverdale treated the Pussycats. We had so much more to contribute than standing in the background and adding sass to a storyline. I stand with you @VanessaMorgan. https://t.co/IUMm9xaFYO — ASHA (@ashabrom) June 2, 2020 We love you, V. And support you 10000%. — Lili Reinhart (@lilireinhart) June 2, 2020
Future Man: Série de comédia sci-fi com Josh Hutcherson estreia na Globoplay
A Globoplay disponibilizou nesta quinta (4/6) a série “Future Man”, que ganhou o subtítulo “O Viajante do Tempo” no Brasil. Originalmente exibida na plataforma americana Hulu, a atração chegou com duas temporadas completas ao streaming nacional. Série de comédia estrelada por Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”), com referências de sci-fi dos anos 1980 e 100% de aprovação em sua 2ª temporada no Rotten Tomatoes, “Future Man” gira em torno de Josh Futturman (Hutcherson), que é apenas um faxineiro durante o dia, mas de noite se transforma num gamer de nível mundial, com o destino do mundo em suas mãos. Josh tem um péssimo emprego como faxineiro num centro de pesquisas de disfunções sexuais, e a única coisa em que se destaca é o Cybergeddon, game ambientado em um futuro distópico em que seu personagem, Future Man, é o campeão do mundo. Até que ele ultrapassa o último nível e descobre que o jogo era na verdade um vídeo de treinamento, e que ele foi selecionado para viajar no tempo e salvar o mundo – basicamente como no filme “O Último Guerreiro das Estrelas” (1984). Na 1ª temporada, ele é enviado ao passado para impedir que o responsável pelo fim do mundo possa dar início à catástrofe. Já no segundo ano tem o futuro com seu novo destino, referenciando a ordem de acontecimentos da franquia “De Volta ao Futuro”. A atração foi concebida pela dupla Kyle Hunter e Ariel Schaffir, roteiristas da comédia “Sexo, Drogas e Jingle Bells” (2015), e a produção é de outra dupla, Seth Rogen e Evan Goldberg, diretores-roteiristas de “A Entrevista” (2015), criadores da série “Preacher” e, claro, também produtores de “Sexo, Drogas e Jingle Bells”. Além de produzir, Rogen e Goldberg dirigiram alguns episódios. E o segundo ano ainda destacou participação de Rogen como ator. A série concluiu sua trama na 3ª temporada, lançada em abril deste ano nos Estados Unidos. Veja abaixo o trailer original da atração, em inglês.
BAFTA: Chernobyl lidera indicações ao prêmio da TV britânica
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) revelou a lista dos indicados a seu prêmio anual de TV. Anunciada na manhã de quinta-feira (4/6), as indicações ao BAFTA TV demarcaram uma grande preferência por “Chernobyl”, da HBO, que lidera com folga a relação, concorrendo em 14 categorias, incluindo Melhor Minissérie, Ator (Jared Harris) e Ator Coadjuvante (Stellan Skarsgard). “Chernobyl” recebeu exatamente o dobro de indicações da segunda série mais bem cotada, “The Crown”, da Netflix, nomeada a sete prêmios. Logo em seguida, aparecem a comédia “Fleabag” e o drama “Giri/Haji”, empatadas com seis indicações cada. As duas são coproduções da BBC com plataformas de streaming, respectivamente a Amazon e (novamente) a Netflix. As indicações de “The Crown” incluíram Melhor Série de Drama, Ator Coadjuvante (Josh O’Conner) e Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter), enquanto “Fleabag” emplacou Phoebe Waller-Bridge e Sian Clifford na mesma categoria – Melhor Atriz em Comédia. Entre as séries com múltiplas indicações também aparecem “His Dark Materials” e “The Virtues”, em cinco categorias, e “Killing Eve”, “Sex Education” e “Top Boy” em quatro. A cerimônia de premiação do BAFTA TV ocorreria na primavera britânica, mas foi adiada devido à pandemia de coronavírus. Os prêmios agora serão anunciados em dois fins de semana, com a entrega dos troféus técnicos no dia 17 de julho e prêmios principais em 31 de julho, com apresentação do comediante Richard Ayoade (“The IT Crowd”). Seguindo as restrições em vigor no Reino Unido, as duas cerimônias serão realizadas em estúdio fechado, sem plateia, com apresentadores socialmente distantes e com os indicados agradecendo seus prêmios de casa, via videochamadas. Veja abaixo os indicados nas categorias principais do BAFTA TV. Melhor Série de Drama The Crown The End Of The F***Ing World Gentleman Jack Giri/Haji Melhor Série de Comédia Catastrophe Derry Girls Fleabag Stath Lets Flats Melhor Minissérie A Confession Chernobyl The Victim The Virtues Melhor Telefilme Brexit: The Uncivil War Elizabeth Is Missing The Left Behind Responsible Child Melhor Série International Euphoria Succession Inacreditável (Unbelievable) Olhos que Condenam (When They See Us) Melhor Ator em Drama Callum Turner, The Capture Jared Harris, Chernobyl Stephen Graham, The Virtues Takehiro Hira, Giri/Haji Melhor Atriz em Drama Glenda Jackson, Elizabeth Is Missing Jodie Comer, Killing Eve Samantha Morton, I Am Kirsty Suranne Jones, Gentleman Jack Melhor Ator em Comédia Guz Khan, Man Like Mobeen Jamie Demetriou, Stath Lets Flats Ncuti Gatwa, Sex Education Youssef Kerkour, Home Melhor Atriz em Comédia Gbemisola Ikumelo, Famalam Phoebe Waller-Bridge, Fleabag Sarah Kendall, Frayed Sian Clifford, Fleabag Melhor Ator Coadjuvante Joe Absolom, A Confession Josh O’Connor, The Crown Stellan Skarsgard, Chernobyl Will Sharpe, Giri/Haji Melhor Atriz em Drama Helen Behan, The Virtues Helena Bonham Carter, The Crown Jasmine Jobson, Top Boy Naomi Ackie, The End Of The F***Ing World
Lovecraft Country: Série de terror do diretor de Corra! ganha novo trailer legendado
A HBO divulgou um novo trailer legendado de “Lovecraft Country”, série sobrenatural produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra” e “Nós”), que combina drama de época, crítica social e fantasmas. Graças aos protestos antirracistas que sacodem os EUA, a temática da produção, que retrata o auge do racismo americano, acabou se tornando mais atual que nunca. Baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado em março no Brasil como “Território Lovecraft”), “Lovecraft Country” se passa nos anos 1950 e acompanha Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, e tentam sobreviver a tudo isso. O elenco destaca Jonathan Majors (“Hostis”) como Atticus, Jurnee Smollett-Bell (“True Blood”) como Letitia e Courtney B. Vance (“American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”) no papel do tio George. Os coadjuvantes incluem Aunjanue Ellis (“Quantico”), Wunmi Mosaku (“Macbeth”), Michael Kenneth Williams (“Olhos que Condenam”), Jamie Chung (“The Gifted”), Jordan Patrick Smith (“Vikings”) e a top model Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele, que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criador da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Para completar, contou com episódios dirigidos por outro cineasta, Yann Demange, premiado no Festival de Veneza e vencedor do BIFA (premiação do cinema indie britânico) por “71: Esquecido em Belfast” (2014). A série estreia em agosto, inclusive no Brasil, em dia ainda não divulgado.
Mary Pat Gleason (1950 – 2020)
A veterana atriz e roteirista Mary Pat Gleason, que integrou a série “Mom”, morreu na terça (2/9), aos 70 anos, vítima de câncer. A atriz começou sua carreira em 1982, com uma aparição num episódio da novela diurna “Texas”. Quatro anos depois, ela ganhou um Emmy por outra novela, mas como parte da equipe de roteiristas de “Guiding Light”, que durou impressionantes 72 temporadas no rádio e na TV, antes de ser cancelada em 2009. Gleason também interpretou uma personagem na atração. Mas os espectadores lembrarão mais da atriz por seu papel recorrente em “Mom”, como Mary, uma integrante do AA (Alcoólatras Anônimos) frequentemente interrompida por Bonnie (Allison Janney) ao tentar compartilhar seus problemas com o grupo. As anedotas da personagem tendiam a ser bizarras, muitas vezes assustadoras, e ela acabou morrendo de um aneurisma cerebral durante uma reunião na 7ª e mais recente temporada do programa. Gleason ainda apareceu em episódios recentes de outras séries, como “Will & Grace”, “The Blacklist”, “Life in Pieces”, “American Housewife”, “WTF 101” e do revival de “Gilmore Girls” na Netflix. Mas suas participações especiais cobrem desde a época da “Murphy Brown” original e de “Três É Demais” (Full House), nos anos 1980, e ainda incluem “Friends” e “Plantão Médico” (E.R.) na década seguinte – entre muitas outras atrações. Sua filmografia cinematográfica também lista vários clássicos dos anos 1990, como “Instinto Selvagem” (1991) e “As Bruxas de Salém” (1996), mas ela geralmente teve papéis secundários. Nos últimos anos, especializou-se em comédias românticas, como os sucessos “O Amor Custa Caro” (2003), “De Repente 30” e “A Nova Cinderela” (ambos de 2004). Seu último filme foi produzido há dois anos. Em “Sierra Burgess Is a Loser”, da Netflix, ela interpretou a orientadora escolar da protagonista (Shannon Purser).












