Atrizes de Riverdale reclamam da falta de diversidade da série
A discussão sobre racismo estrutural que tomou conta dos Estados Unidos nas últimas semanas não se restringe às marchas de protesto nas ruas. O tema também tem rendido denúncias de preconceito nos bastidores de séries de TV. Depois que o comportamento de Lea Michele foi trazido à tona por ex-colegas de “Glee”, agora são atrizes de “Riverdale” que reclamam dos produtores pela falta de diversidade da série. Tudo começou quando Vanessa Morgan, que interpreta Toni Topaz, divulgou um texto nas redes sociais em que condena a forma como pessoas negras são retratadas em filmes e séries. “Cansada de como pessoas negras são retratadas na mídia, cansada de sermos retratados como bandidos perigosos ou pessoas raivosas e assustadoras. Cansada de também sermos usados como ajudantes não-dimensionais de nossos protagonistas brancos. Ou simplesmente utilizados como propaganda da diversidade, mas sem fazer parte do programa de verdade. [Racismo] Começa com a mídia. Não vou mais me calar”, ela postou. Uma seguidora comentou o texto, mencionando que a personagem de Morgan em “Riverdale” cabia na descrição, usada na publicidade mas sem espaço na série. Além disso, Toni Topaz é negra e LGBTQIA+ (sem mencionar latina), “dobrando” a diversidade da série sem que dobrassem seu salário. A atriz respondeu afirmando que é a única intérprete negra regular da série e também a que recebe o menor salário, escancarando o problema racial da produção. Pouco depois, ela recebeu apoio de Asha Bromfield, intérprete de Melody Jones. Sua personagem fazia parte da banda Josie e as Gatinhas (Josie and the Pussycats), um trio musical negro que deixou de aparecer na série – enquanto a líder Josie McCoy (Ashleigh Murray) foi transferida para o spin-off “Katy Keene”, as demais foram simplesmente limadas da trama. “Não posso nem começar a falar sobre como ‘Riverdale’ tratou as Pussycats. Tínhamos muito mais a contribuir do que ficar no fundo e adicionar ousadia ao enredo. Estou contigo”, escreveu Asha. Morgan esclareceu, em seguida, que seu papel na série, a forma como sua personagem é escrita e quanto ela recebe de cachê não tem nada a ver com seus colegas de elenco, que a apoiam, e pediu para seus seguidores não criticá-los. “Eu sei que eles estão comigo”, acrescentou. Foi a deixa para Lili Reinhart, intérprete de Betty Cooper e uma das estrelas da série, tuitar seu apoio a Morgan. “Nós amamos você, V. E apoiamos você 10000%”. Vale lembrar que “Riverdale” é baseada nos quadrinhos de Archie, lançados nos anos 1940 e que demoraram décadas para ganhar coloração. O primeiro aluno negro da escola Riverdale High, Chuck Clayton, surgiu só em 1971. Ele também apareceu em “Riverdale”, vivido por Jordan Calloway (o Khalil de “Black Lightning”), mas em apenas seis episódios. Já no universo expandido de Archie, o pioneirismo é de Valerie Smith/Brown, introduzida em 1967. Nos quadrinhos (e no desenho animado de 1970), ela era a única integrante negra da banda da ruiva Josie. Nesta comparação, a série se mostra mais diversificada que sua fonte original. Outro detalhe: “Riverdale” transformou a morena Veronica Lodge numa adolescente latina, interpretada por Camila Mendes, filha de brasileiros, dando destaque à sua família latina na série. A produção de “Riverdale” foi paralisada durante a pandemia de covid-19 e a série encerrou sua 4ª temporada antes do planejado. Ainda não há previsão para a retomada das gravações, mas a rede The CW pretende estrear a 5ª temporada em janeiro de 2021 nos EUA. I’m not being Quite anymore. ✊🏽 #BlackLivesMatter pic.twitter.com/JXgJic4mrR — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) May 31, 2020 🗣🗣🗣 used in the ads for diversity but not in the shows https://t.co/bTxjnzRsUa — G (@oneofthosefaces) June 1, 2020 imagine they're getting so much more bang for their buck bc ur part of an lgbt storyline too, double the diversity – DOUBLE UR PAYCHECK IMO — G (@oneofthosefaces) June 2, 2020 Lmao too bad I’m the only black series regular but also paid the least 😂👏🏽 girl i could go on for days 🐸 — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) June 2, 2020 My role on Riverdale has nothing to do with my fellow castmates/friends. They don’t write the show. So no need to attack them, they don’t call the shots & I know they have my back. ♥️ — Vanessa Morgan (@VanessaMorgan) June 2, 2020 Don't even get me started with how Riverdale treated the Pussycats. We had so much more to contribute than standing in the background and adding sass to a storyline. I stand with you @VanessaMorgan. https://t.co/IUMm9xaFYO — ASHA (@ashabrom) June 2, 2020 We love you, V. And support you 10000%. — Lili Reinhart (@lilireinhart) June 2, 2020
Future Man: Série de comédia sci-fi com Josh Hutcherson estreia na Globoplay
A Globoplay disponibilizou nesta quinta (4/6) a série “Future Man”, que ganhou o subtítulo “O Viajante do Tempo” no Brasil. Originalmente exibida na plataforma americana Hulu, a atração chegou com duas temporadas completas ao streaming nacional. Série de comédia estrelada por Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”), com referências de sci-fi dos anos 1980 e 100% de aprovação em sua 2ª temporada no Rotten Tomatoes, “Future Man” gira em torno de Josh Futturman (Hutcherson), que é apenas um faxineiro durante o dia, mas de noite se transforma num gamer de nível mundial, com o destino do mundo em suas mãos. Josh tem um péssimo emprego como faxineiro num centro de pesquisas de disfunções sexuais, e a única coisa em que se destaca é o Cybergeddon, game ambientado em um futuro distópico em que seu personagem, Future Man, é o campeão do mundo. Até que ele ultrapassa o último nível e descobre que o jogo era na verdade um vídeo de treinamento, e que ele foi selecionado para viajar no tempo e salvar o mundo – basicamente como no filme “O Último Guerreiro das Estrelas” (1984). Na 1ª temporada, ele é enviado ao passado para impedir que o responsável pelo fim do mundo possa dar início à catástrofe. Já no segundo ano tem o futuro com seu novo destino, referenciando a ordem de acontecimentos da franquia “De Volta ao Futuro”. A atração foi concebida pela dupla Kyle Hunter e Ariel Schaffir, roteiristas da comédia “Sexo, Drogas e Jingle Bells” (2015), e a produção é de outra dupla, Seth Rogen e Evan Goldberg, diretores-roteiristas de “A Entrevista” (2015), criadores da série “Preacher” e, claro, também produtores de “Sexo, Drogas e Jingle Bells”. Além de produzir, Rogen e Goldberg dirigiram alguns episódios. E o segundo ano ainda destacou participação de Rogen como ator. A série concluiu sua trama na 3ª temporada, lançada em abril deste ano nos Estados Unidos. Veja abaixo o trailer original da atração, em inglês.
BAFTA: Chernobyl lidera indicações ao prêmio da TV britânica
A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA, na sigla em inglês) revelou a lista dos indicados a seu prêmio anual de TV. Anunciada na manhã de quinta-feira (4/6), as indicações ao BAFTA TV demarcaram uma grande preferência por “Chernobyl”, da HBO, que lidera com folga a relação, concorrendo em 14 categorias, incluindo Melhor Minissérie, Ator (Jared Harris) e Ator Coadjuvante (Stellan Skarsgard). “Chernobyl” recebeu exatamente o dobro de indicações da segunda série mais bem cotada, “The Crown”, da Netflix, nomeada a sete prêmios. Logo em seguida, aparecem a comédia “Fleabag” e o drama “Giri/Haji”, empatadas com seis indicações cada. As duas são coproduções da BBC com plataformas de streaming, respectivamente a Amazon e (novamente) a Netflix. As indicações de “The Crown” incluíram Melhor Série de Drama, Ator Coadjuvante (Josh O’Conner) e Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter), enquanto “Fleabag” emplacou Phoebe Waller-Bridge e Sian Clifford na mesma categoria – Melhor Atriz em Comédia. Entre as séries com múltiplas indicações também aparecem “His Dark Materials” e “The Virtues”, em cinco categorias, e “Killing Eve”, “Sex Education” e “Top Boy” em quatro. A cerimônia de premiação do BAFTA TV ocorreria na primavera britânica, mas foi adiada devido à pandemia de coronavírus. Os prêmios agora serão anunciados em dois fins de semana, com a entrega dos troféus técnicos no dia 17 de julho e prêmios principais em 31 de julho, com apresentação do comediante Richard Ayoade (“The IT Crowd”). Seguindo as restrições em vigor no Reino Unido, as duas cerimônias serão realizadas em estúdio fechado, sem plateia, com apresentadores socialmente distantes e com os indicados agradecendo seus prêmios de casa, via videochamadas. Veja abaixo os indicados nas categorias principais do BAFTA TV. Melhor Série de Drama The Crown The End Of The F***Ing World Gentleman Jack Giri/Haji Melhor Série de Comédia Catastrophe Derry Girls Fleabag Stath Lets Flats Melhor Minissérie A Confession Chernobyl The Victim The Virtues Melhor Telefilme Brexit: The Uncivil War Elizabeth Is Missing The Left Behind Responsible Child Melhor Série International Euphoria Succession Inacreditável (Unbelievable) Olhos que Condenam (When They See Us) Melhor Ator em Drama Callum Turner, The Capture Jared Harris, Chernobyl Stephen Graham, The Virtues Takehiro Hira, Giri/Haji Melhor Atriz em Drama Glenda Jackson, Elizabeth Is Missing Jodie Comer, Killing Eve Samantha Morton, I Am Kirsty Suranne Jones, Gentleman Jack Melhor Ator em Comédia Guz Khan, Man Like Mobeen Jamie Demetriou, Stath Lets Flats Ncuti Gatwa, Sex Education Youssef Kerkour, Home Melhor Atriz em Comédia Gbemisola Ikumelo, Famalam Phoebe Waller-Bridge, Fleabag Sarah Kendall, Frayed Sian Clifford, Fleabag Melhor Ator Coadjuvante Joe Absolom, A Confession Josh O’Connor, The Crown Stellan Skarsgard, Chernobyl Will Sharpe, Giri/Haji Melhor Atriz em Drama Helen Behan, The Virtues Helena Bonham Carter, The Crown Jasmine Jobson, Top Boy Naomi Ackie, The End Of The F***Ing World
Lovecraft Country: Série de terror do diretor de Corra! ganha novo trailer legendado
A HBO divulgou um novo trailer legendado de “Lovecraft Country”, série sobrenatural produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra” e “Nós”), que combina drama de época, crítica social e fantasmas. Graças aos protestos antirracistas que sacodem os EUA, a temática da produção, que retrata o auge do racismo americano, acabou se tornando mais atual que nunca. Baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado em março no Brasil como “Território Lovecraft”), “Lovecraft Country” se passa nos anos 1950 e acompanha Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, e tentam sobreviver a tudo isso. O elenco destaca Jonathan Majors (“Hostis”) como Atticus, Jurnee Smollett-Bell (“True Blood”) como Letitia e Courtney B. Vance (“American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”) no papel do tio George. Os coadjuvantes incluem Aunjanue Ellis (“Quantico”), Wunmi Mosaku (“Macbeth”), Michael Kenneth Williams (“Olhos que Condenam”), Jamie Chung (“The Gifted”), Jordan Patrick Smith (“Vikings”) e a top model Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele, que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criador da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Para completar, contou com episódios dirigidos por outro cineasta, Yann Demange, premiado no Festival de Veneza e vencedor do BIFA (premiação do cinema indie britânico) por “71: Esquecido em Belfast” (2014). A série estreia em agosto, inclusive no Brasil, em dia ainda não divulgado.
Mary Pat Gleason (1950 – 2020)
A veterana atriz e roteirista Mary Pat Gleason, que integrou a série “Mom”, morreu na terça (2/9), aos 70 anos, vítima de câncer. A atriz começou sua carreira em 1982, com uma aparição num episódio da novela diurna “Texas”. Quatro anos depois, ela ganhou um Emmy por outra novela, mas como parte da equipe de roteiristas de “Guiding Light”, que durou impressionantes 72 temporadas no rádio e na TV, antes de ser cancelada em 2009. Gleason também interpretou uma personagem na atração. Mas os espectadores lembrarão mais da atriz por seu papel recorrente em “Mom”, como Mary, uma integrante do AA (Alcoólatras Anônimos) frequentemente interrompida por Bonnie (Allison Janney) ao tentar compartilhar seus problemas com o grupo. As anedotas da personagem tendiam a ser bizarras, muitas vezes assustadoras, e ela acabou morrendo de um aneurisma cerebral durante uma reunião na 7ª e mais recente temporada do programa. Gleason ainda apareceu em episódios recentes de outras séries, como “Will & Grace”, “The Blacklist”, “Life in Pieces”, “American Housewife”, “WTF 101” e do revival de “Gilmore Girls” na Netflix. Mas suas participações especiais cobrem desde a época da “Murphy Brown” original e de “Três É Demais” (Full House), nos anos 1980, e ainda incluem “Friends” e “Plantão Médico” (E.R.) na década seguinte – entre muitas outras atrações. Sua filmografia cinematográfica também lista vários clássicos dos anos 1990, como “Instinto Selvagem” (1991) e “As Bruxas de Salém” (1996), mas ela geralmente teve papéis secundários. Nos últimos anos, especializou-se em comédias românticas, como os sucessos “O Amor Custa Caro” (2003), “De Repente 30” e “A Nova Cinderela” (ambos de 2004). Seu último filme foi produzido há dois anos. Em “Sierra Burgess Is a Loser”, da Netflix, ela interpretou a orientadora escolar da protagonista (Shannon Purser).
Conteúdo original lidera audiência da HBO Max
Uma pesquisa de audiência revelou que as séries originais são o conteúdo mais assistido da nova plataforma HBO Max. O streaming da WarnerMedia foi lançado na quarta passada (2/5) nos EUA, com ênfase no catálogo de filmes e séries clássicas disponíveis para seus assinantes, tanto que “Friends”, “Game of Thrones” e filmes de super-heróis da DC Comics tiveram destaque no material de divulgação. Entretanto, os três conteúdos mais assistidos, segundo apurou a consultoria Parrot Analytics – a pedido da Bloomberg – , foram as poucas séries originais disponibilizadas no lançamento. O título mais procurado na primeira semana foi “Looney Tunes Cartoons”, nova série animada com os personagens da Turma do Pernalonga. Outro título infantil inédito ocupou a segunda posição: o “The Not-Too-Late Show with Elmo”, talk show apresentado por Elmo, personagem da “Vila Sésamo”. A comédia romântica “Love Life”, com Anna Kendrick, completou o pódio. Trata-se da primeira e até agora única série live-action original da plataforma. A pesquisa da Parrot Analyctics constatou que “Looney Tunes Cartoons” foi um verdadeiro sucesso, superando a suposta audiência dos maiores hits da Apple TV+ (“See”, com Jason Momoa) e do Quibi (“Chrissy’s Court”) na época dos seus lançamentos. Com o tempo, a Apple TV+ encontrou hits maiores de audiência, como “Dickinson” e “Em Defesa de Jacob”. O detalhe é que o sucesso inicial de Pernalonga, Patolino e Frajola passou longe da demanda gigante por “The Mandalorian”, primeira série live-action da saga “Star Wars”, na época do lançamento da Disney+ (Disney Plus), no ano passado. Conteúdo original sempre foi a fórmula da Netflix para se diferenciar no mercado, inclusive na época em que era a única plataforma de streaming disponível. A HBO até encomendou muitas atrações, mas a pandemia de coronavírus suspendeu as gravações e atrapalhou os planos dos executivos da WarnerMedia. Diversos programas originais foram anunciadas nos últimos meses, incluindo novas séries de super-heróis, como “Lanterna Verde” (Green Lantern) e “Liga da Justiça Sombria” (Justice League Dark), um derivado de “O Iluminado”, uma produção sci-fi de Ridley Scott (“Perdido em Marte”), “Dune: The Sisterhood”, que é derivada do universo sci-fi de “Duna”, uma série animada dos “Gremlins”, um revival de “Gossip Girl” e até um especial de reencontro do elenco de “Friends”, entre vários títulos mais, que não puderam começar a ser produzidos. Muitos outros ainda estão sendo anunciados, como a versão da “Liga da Justiça” do diretor Zack Snyder, oficializada há poucos dias. Ainda não há previsão para o lançamento do serviço no Brasil.
Elenco e criador de Brooklyn Nine-Nine apoiam protestos contra racismo estrutural com doação para fianças
O elenco e o co-criador da série de comédia policial “Brooklyn Nine-Nine” compartilharam na terça-feira (2/6) seu apoio aos protestos contra a brutalidade policial nos EUA, além de fazer uma doação de US$ 100 mil para a National Bail Fund Network (Rede Nacional de Fundos de Fiança), dedicada a pagar fianças para presos no país. “Nós encorajamos você a procurar seu fundo de fiança local: a National Bail Fund Network é uma organização que pode levá-lo a eles. #Blacklivesmatter”, diz o texto compartilhado pelo produtor Dan Goor e todos os integrantes do elenco da série no Twitter. A doação de “Brooklyn Nine-Nine” se junta a outras ações sociais de Hollywood, numa condenação coletiva do racismo estrutural que resultou no assassinato de George Floyd por policiais brancos em 25 de maio. Várias celebridades, séries, estúdios e organizações de artistas têm se manifestado sobre as morte de Floyd, bem como contra os abusos constantes e a impunidade da polícia americana ao violar direitos dos cidadãos negros. Além da doação do elenco, a estrela de “Brooklyn Nine-Nine” Stephanie Beatriz também doou US$ 11 mil por conta própria ao Community Justice Exchange, para apoiar os protestos do movimento Black Lives Matter. Sua doação seguiu a de Griffin Newman, da série “Blue Blood”, que observou em um post a importância de atores que interpretam policiais na tela doarem para organizações que lutem contra a violência policial e por mais justiça social na vida real. #JusticeForGeorgeFloyd https://t.co/mwCLtdpW0p pic.twitter.com/Z8HRCTvZD3 — Dan Goor (@djgoor) June 3, 2020
Batwoman terá nova personagem principal após saída de Ruby Rose
Os produtores de “Batwoman” encontraram uma solução radical para substituir Ruby Rose. Em vez de trocar a intérprete de Kate Kane, a Batwoman, a série vai ter uma nova personagem principal. Depois que Rose anunciou que não voltaria para a 2ª temporada, os produtores tiveram várias discussões e chegaram à conclusão que o melhor seria criar uma nova personagem para o papel de Batwoman, em vez de apenas trocar a atriz e manter Kate Kane, que é a identidade original da heroína nos quadrinhos. A mudança veio à tona por meio de um aviso de testes para a nova personagem, cuja cópia foi postada no Reddit e confirmada por diversos sites americanos. De acordo com o anúncio, a nova personagem vai se chamar “Ryan Wilder” e seria mais jovem que Kate. Ela é descrita como uma mulher de 20 e poucos anos que “está prestes a se tornar a Batwoman”. Não está claro se Ryan Wilder é um personagem recém-criado ou um código para designar outra personagem existente da DC, mas a 2ª temporada da série da CW mostrará como ela se torna a Batwoman. Curiosamente, a identidade de Batowoman foi assumida por apenas uma personagem ao longo nas publicações da DC, enquanto Batgirl já foi seis personagens diferentes. A primeira delas, ainda chamada de “Bat-Girl”, era sobrinha de Kate Kane. O detalhe é que seu nome real, Betty/Bette Kane, é muito parecido com o escolhido pelos produtores da série para nomear a irmã gêmea de Kate, Beth Kane, mais conhecida como a vilã Alice. O nome Ryan Wilder, por outro lado, parece mais uma homenagem ao filme “Van Wilder” (2002), estrelado por Ryan Reynolds – lançado no Brasil como “O Dono da Festa”. Segundo o aviso de testes, a nova personagem “é simpática, bagunçada, um pouco pateta e indomada. Ela também não é nada como Kate Kane, a mulher que usava o traje de batalha antes dela”. A descrição acrescenta que Ryan é ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada. Como sua antecessora, Ryan é lésbica, e o aviso pede que atrizes LGBTQIA+ se inscrevam para o papel. Quando Ruby Rose anunciou sua saída da série, a WBTV (Warner Bros. TV), que produz a atração, e a rede The CW, que a exibe, disseram em comunicado conjunto que escalariam um membro da comunidade LGBTQ no papel principal. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro se uma transição para uma nova protagonista seria estabelecida nos dois episódios que não foram concluídos.
Roteirista de Law & Order e Chicago: PD é demitido por posar armado contra manifestantes
O produtor Dick Wolf tomou medidas rápidas e enérgicas contra um roteirista recém-contratado para trabalhar no novo spin-off da franquia “Law & Order”, que será estrelado por Christopher Meloni. Craig Gore foi contratado no início de maio e demitido nesta terça (2/6) após publicar um post polêmico nas redes sociais. Na noite de segunda-feira (1/6), em meio a protestos antirracistas, Gore postou uma foto de si mesmo armado e com o seguinte texto: “A Sunset está sendo saqueada a dois quarteirões de mim. Você acha que eu não vou acender filhos da puta que estão tentando f**** com minha propriedade, pela qual trabalhei a vida toda? Pense de novo…” O astro Christopher Meloni foi confrontado por seguidores a respeito do post e disse que não conhecia o roteirista, passando a responsabilidade para seu showrunner. “Matt Olmstead é meu showrunner. Não recebi nenhuma informação sobre qualquer contratação, não faço ideia de quem é essa pessoa ou o que ela faz”, ele respondeu. Poucas horas depois, Dick Wolf, chefe de Olmstead, demitiu Gore, que já havia trabalhado para o prolífico produtor em “Chicago: PD”, da rede NBC. “Não vou tolerar essa conduta, especialmente durante essa hora de luto nacional. Estou demitindo Craig Gore imediatamente”, disse Wolf em comunicado. Gore também foi demitido por sua agência de talentos, Paradigm. A empresa afirmou em comunicado na tarde de terça-feira: “Craig Gore não é mais um cliente da Paradigm. Condenamos seu post nos termos mais fortes possíveis”. O spin-off ainda sem título de “Law & Order” vai girar em torno de uma unidade do crime organizado da polícia de Nova York, liderada por Eliott Stabler, antigo personagem de Meloni em “Law & Order: SVU”. Os créditos de Gore também incluem roteiros de “SWAT”, da rede CBS, que também é uma série policial. Truth: Matt Olmstead is my Showrunner I have gotten no word on ANY hirings I have no idea who this person is or what they do https://t.co/Mtik40kij7 — Chris Meloni (@Chris_Meloni) June 2, 2020 Dick Wolf’s statement regarding Craig Gore: “I will not tolerate this conduct, especially during our hour of national grief. I am terminating Craig Gore immediately.” — Wolf Entertainment (@WolfEnt) June 2, 2020
Episódio de Black-ish sobre violência policial vai ganhar reprise especial nos EUA
A rede americana ABC vai reprisar um episódio de 2016 de “Black-ish” que lida com a violência policial. O criador da série, Kenya Barris, disse que fica com “o coração partido” por o episódio ainda ser relevante hoje. Intitulado “Hope”, o episódio acompanha as reações da família Johnson a um caso judicial envolvendo um adolescente afro-americano que supostamente foi vítima de violência policial. Quando as crianças começam a fazer perguntas sobre isso, Dre (Anthony Anderson) e Bow (Tracee Ellis Ross) tem um conflito sobre como abordar a questão. Dre e seus pais (interpretados por Laurence Fishburne e Jenifer Lewis) querem oferecer uma visão envernizada sobre como o sistema jurídico trata os negros, enquanto Bow opta por uma mensagem mais esperançosa sobre como poderia ser. “Faz 1,562 dias desde que compartilhamos esse episódio com o mundo e fico com o coração partido por esse episódio parecer tão oportuno quanto antes e estranhamente premonitório sobre o que está acontecendo hoje com os negros neste país”, Barris disse, nas redes sociais. Quando “Hope” foi originalmente ao ar, em fevereiro de 2016, Barris dizia: “Só espero que seja bem recebido e espero que realmente inicie uma conversa, porque acho que é uma conversa que precisamos ter”. O episódio será exibido nesta terça-feira (2/6) nos EUA, junto com “Juneteenth”, a estréia da 4ª temporada da série, que apresenta números musicais sobre o feriado que marca o fim da escravidão no Texas. Ambos os capítulos ganharão tratamento de “especial” para refletir os movimentos antirracistas que eclodiram nos EUA na última semana, após o assassinato de George Floyd, sufocado por policias brancos. Vale lembrar ainda que Barris teve problemas com a própria ABC em 2018, quando a rede descartou um episódio de “Black-ish” em que Dre contava ao filho uma história de ninar que incluía diálogos e imagens consideradas anti-Trump. Barris contou à revista The Hollywood Reporter que, depois de tentar fazer cortes no capítulo, ele e a rede concordaram mutuamente em arquivá-lo, porque “o resultado não era uma representação verdadeira do que pretendíamos fazer”. O episódio censurado seria uma reação a um ataque de Donald Trump contra a série. O presidente dos EUA chamou “Black-ish” de racista, acusação que já tinha desferido contra o cineasta Spike Lee e congressistas negras. Em compensação, é bem mais difícil lembrar um tuíte de Trump que acuse algum branco de racismo. Após a polêmica, Barris acabou assinando um contrato de exclusividade com a Netflix.
Perry Mason volta aos anos 1930 em novo trailer do reboot da HBO
A HBO divulgou um pôster e o novo trailer de “Perry Mason”, que traz o advogado mais famoso da ficção de volta à TV, com Matthew Rhys (vencedor do Emmy por “The Americans”) no papel-título. A prévia mostra Mason nos anos 1930 e antes de se tornar o tal advogado famoso, como detetive que investiga um sequestro sórdido envolvendo políticos e religiosos. O clima é totalmente noir. Com oito episódios, a série limitada recontextualiza Perry Mason em seus primeiros anos de atividade como investigador particular durante o pós-guerra em Los Angeles. O maior diferencial do reboot é justamente sua encenação nos anos 1930, época dos primeiros livros do personagem, criado por Erle Stanley Gardner. Essa característica não chamou atenção nos filmes e séries anteriores, porque eram contemporâneos dos livros -os sete longas de “Perry Mason” foram lançados entre 1934 e 1940 e a série imensamente popular, que consagrou o ator Raymond Burr, exibida entre 1957 e 1966. As histórias eram contemporâneas porque Gardner só parou de escrever os casos do mais famoso advogado da literatura ao morrer em 1970 – ele até apareceu no último episódio da série clássica, em 1966. Com isso, a maioria do público acabou esquecendo que o personagem surgiu na época da Lei Seca e dos gângsteres de chapéu e metralhadora. Mas é esta encenação original que a nova série retoma. O revival de “Perry Mason” foi desenvolvido pelos roteiristas Rolin Jones e Ron Fitzgerald (ambos de “Friday Night Lights”) para a Team Downey, a produtora do ator Robert Downey Jr., que chegou a considerar uma adaptação cinematográfica. Além de Rhys, o elenco destaca a vencedora do Emmy Tatiana Maslany (“Orphan Black”) e o vencedor do Emmy John Lithgow (“The Crown”), além de Chris Chalk (o Lucius Fox de “Gotham”), Juliet Rylance (“McMafia”), Madeline Zima (“Californication”), Shea Whigham (“Agent Carter”), Robert Patrick (“O Exterminador do Futuro 2”) e outros. Dirigida e coproduzida pelo também vencedor do Emmy Tim Van Patten (“Boardwalk Empire”), “Perry Mason” será lançada em 21 de junho.
NOS4A2: Veja o trailer da 2ª temporada
O canal pago americano AMC divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “NOS4A2” (lê-se “Nosferatu”), que se passará oito anos após os eventos da 1º temporada. De acordo com a sinopse, Vic McQueen (Ashleigh Cummings) continua ainda mais determinada em destruir Charlie Manx (Zachary Quinto), enquanto Charlie, tendo enfrentado sua própria mortalidade, está em busca de vingança. Dessa vez, ele vai atrás da pessoa mais importante para a Vic – seu filho de oito anos, Wayne. A corrida pela alma do Wayne coloca ambos em rota de colisão. Baseada no livro de mesmo nome do autor Joe Hill (“Amaldiçoado”), filho do escritor Stephen King (“It – A Coisa”), a série acompanha a luta de Vic, uma jovem artista que descobre que tem uma habilidade sobrenatural de rastrear Charlie Manx, um vilão aparentemente imortal, que se alimenta de almas de crianças e depois joga o que sobrou delas em “Christmasland” – “uma distorcida vila natalina imaginada por Manx, onde todos os dias são Natal e a infelicidade é contra a lei”, segundo a descrição oficial. O elenco também inclui Olafur Darri Olafsson (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”), Virginia Kull (“Sneaky Pete”) e Ebon Moss-Bachrach (“O Justiceiro”). A adaptação é assinada pela produtora-roteirista Jami O’Brien (de “Fear the Walking Dead”) e também é transmitida no Brasil pelo canal pago AMC. A estreia da 2ª temporada está marcada para 21 de junho.
I May Destroy You: Veja o trailer da nova série britânica da HBO
A HBO divulgou o pôster e o trailer da nova série britânica “I May Destroy You”. A provocativa série de meia hora traz sua criadora, a atriz Michaela Coel (criadora e estrela da aclamada série de comédia “Chewing Gum”), como uma escritora feminista em ascensão e segura de si que tenta reconstruir sua memória fragmentada depois de uma noite bebendo com os amigos. As coisas tomam um rumo dramático quando ela percebeu que alguém pode ter batizado sua bebida com uma droga de estupro. Em busca de saber se foi agredida sexualmente naquela noite, ela assume que, para entender os fatos, precisa reconstruir todos os elementos de sua vida. O piloto tem direção de Sam Miller, que já foi indicado ao Emmy por “Luther”, e o elenco também inclui Ann Akin (“Trigonometry”), Lewis Reeves (“Unforgotten”), Franc Ashman (“Na Companhia de Estranhos”) e Layo-Christina Akinlude (“The End of the F***ing World”). “I May Destroy You” tem estreia marcada para 7 de junho na HBO americana.












