Series online: Novas temporadas de Expresso do Amanhã e Batwoman são destaques da semana
As estreias das segundas temporadas de “Expresso do Amanhã” e “Batwoman” são os destaques das séries em streaming. Com um episódio disponibilizado por semana, as atrações vão estender suas histórias por vários meses, mas já prendem a atenção por retomar suas tramas em momentos de tensão e com a introdução de novos personagens importantes, que passarão a dominar as narrativas. Baseada no filme de mesmo nome de Bong Joon-ho (grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”), o mundo pós-apocalíptico de “O Expresso do Amanhã” ganha impulso com a chegada de Sean Bean (o Ned Stark de “Game of Thrones”) no papel do mítico Sr. Wilford. Muito mencionado na 1ª temporada, o construtor do trem gigantesco em que viajam os últimos sobreviventes da humanidade, após uma era glacial congelar o mundo, era considerado morto até uma reviravolta do último capítulo, com a descoberta de um segundo trem furador de neve comandado pelo gênio tecnológico. A revelação do vilão do segundo ano leva a uma situação de confronto, que ameaça a paz recém-conquistada no trem expresso do título. Já “Batwoman” volta com uma protagonista nova. Javicia Leslie substituiu Ruby Rose, que abandonou a produção no final da 1ª temporada. Ela interpreta uma heroína inédita nos quadrinhos, Ryan Wilder, criada pela showrunner Caroline Dries especialmente para a série. Na trama, Ryan vai encontrar o uniforme abandonado da heroína, que desaparece misteriosamente, deixando seus amigos desesperados, e resolve abraçar a oportunidade que o destino coloca em seu caminho. Entre as produções não americanas, vale a pena conhecer a minissérie britânica “O Cavalo Amarelo” (The Pale Horse), adaptação britânica de um clássico de Agatha Christie, com uma trama mirabolante de mistério, e a impactante produção chilena “La Jauría”, investigação criminal sobre rapto e abuso de adolescentes. Confira abaixo a relação completa e os trailers das estreias das 10 melhores séries disponibilizadas para streaming nesta semana. Expresso do Amanhã | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Batwoman | EUA | 2ª Temporada (HBO Go) O Cavalo Amarelo | Reino Unido | Minissérie (Globoplay) La Jauría | Chile | 1ª Temporada (Amazon) Transplant | Canadá | 1ª Temporada (Globoplay) Legacies | EUA | 2ª Temporada (Globoplay) Amizade Dolorida | EUA | 2ª Temporada (Netflix) Mom | EUA | 7ª Temporada (Globoplay) As Aventuras de Timão e Pumba | EUA | 3 Temporadas (Disney Plus) 50M2 | Turquia | 1ª Temporada (Netflix)
Armie Hammer sai da série do Poderoso Chefão após polêmica das mensagens canibais
O ator Armie Hammer abandonou mais uma produção, em meio à polêmica sobre mensagens de conteúdo violento que ele supostamente enviou a várias mulheres nas redes sociais. Ele deixou o elenco de “The Offer”, uma série da Paramount+ (Paramount Plus ou Paramount Mais no Brasil) sobre os bastidores da produção de “O Poderoso Chefão”. “The Offer” narra a realização do filme de 1972, vencedor do Oscar, através dos olhos de seu produtor, Al Ruddy, que se empenhou para tirar o projeto do papel ao lado do diretor Francis Ford Coppola. Ruddy seria interpretado por Hammer. A série de 10 episódios, produzida por Michael Tolkin (“Escape at Dannemora”), agora busca outro intérprete. A saída de Hammer do projeto acontece após ele abandonar a comédia “Shotgun Wedding”, da Lionsgate, que estrelaria ao lado de Jennifer Lopez. O ator vive um pesadelo de relações públicas após supostas mensagens privadas virem à tona, em que o astro de “Me Chame pelo Seu Nome” se confessa canibal e com desejos típicos de um serial killer. As mensagens foram publicadas por uma conta de Instagram administrada por uma mulher não identificada, que afirma ter vivido um caso com Hammer. Desde então, várias outras mulheres disseram ter recebido mensagens ou ter ouvido conversas semelhantes do ator, que nega as acusações.
Disney+ revela trailer da série baseada no clássico infantil Nós Somos Campeões
A plataforma Disney+ (Disney Plus) divulgou o primeiro trailer de “Virando o Jogo dos Campeões” (The Mighty Ducks: Game Changers), série baseada na trilogia cinematográfica “Nós Somos Campeões” (The Mighty Ducks). A prévia destaca o retorno do ator Emilio Estevez ao papel de Gordon Bombay, que volta para treinar mais um time inadequado de hóquei infantil. A prévia, na verdade, parece um novo filme da franquia – e não uma série. O vídeo introduz rapidamente o tema da produção, ao acompanhar a tristeza de um garoto que não é considerado bom o bastante para jogar hóquei. Mas sua mãe não aceita isso e o estimula a montar seu próprio time com outras crianças rejeitadas. É quando o acaso coloca no caminho dessa família o famoso especialista em treinar times de hóquei que desafiam as probabilidades. Além de Esteves, o elenco destaca Lauren Graham (a eterna Lorelai de “Gilmore Girl”) como a mãe e Brady Noon (o Thor de “Bons Meninos”) como seu filho. Para quem não lembra ou não viu o filme original (ou seja, a faixa etária visada pela série), “Nós Somos Campeões” foi um sucesso enorme da Disney em 1992, ao acompanhar a história de um jovem advogado (Emilio Estevez), que após ser detido por dirigir sob influência de álcool, acaba sentenciado a prestar um curioso serviço comunitário: treinar o pior time de hóquei da liga juvenil. O sucesso da produção foi tanto que o estúdio produziu mais duas continuações, em 1994 e 1996, todas com Emilio Estevez repetindo o papel de treinador. A proposta de transformar a premissa original em série partiu do roteirista dos três filmes, Steven Brill, que também assina o roteiro do primeiro episódio – dirigido por James Griffiths, da comédia “Ritmo Cubano” (2014). A estreia foi marcada para 26 de março nos EUA. Vale observar que a Disney+ ainda não disponibilizou a versão nacional do vídeo e não tem feito estreias simultâneas no Brasil de todas as suas séries.
Tô de Graça é renovada para a 5ª temporada
O canal pago Multishow renovou a série de comédia “Tô de Graça” para sua 5ª temporada. As gravações dos novos capítulos da atração, criada e estrelada por Rodrigo Sant’Anna, vão começar em março, de acordo com a colunista Patricia Kogut. Coproduzida pela Bossa Nova Produções, a série estreou em 2017 e traz Rodrigo Sant’Anna como Dona Maria da Graça, uma mulher trabalhadora e bem humorada, que sustenta a família com o dinheiro que ganha como pedinte nos semáforos do Rio de Janeiro.
Netflix promete 2ª temporada de Lupin ainda neste semestre
A Netflix anunciou a volta de “Lupin”, que ganhará uma 2ª temporada até “o fim do semestre”, segundo comunicado. Mas não é “ligeireza”, como a plataforma sugere. Ao contrário. A série, que se tornou o maior sucesso de língua francesa da plataforma, teve 10 episódios originalmente gravados. Entretanto, a Netflix dividiu a exibição desses capítulos em duas partes, disponibilizando apenas cinco deles em 8 de janeiro. Por isso, no anúncio nas redes sociais, a empresa assumiu que “a segunda parte já estava confirmada antes mesmo da primeira lançar” (sic). A aventura criada por George Kay (roteirista de “Killing Eve”) em colaboração com François Uzan (“Family Business”) homenageia Arsène Lupin, famoso criminoso literário dos romances de 100 anos atrás do escritor Maurice LeBlanc, conhecido como “ladrão de casaca” por sua elegância e estilo. Na trama, o personagem do astro Omar Sy (de “Intocáveis”) se inspira no personagem para realizar um grande assalto, utilizando o mesmo talento de Lupin em seus delitos. Cheia de reviravoltas, a atração tem direção de Louis Leterrier, o cineasta do thriller “Truque de Mestre” – filme que, inclusive, serve de parâmetro para o clima da série. Ainda não há previsão para a estreia da 2ª temporada. O cara é tão ligeiro que a segunda parte já estava confirmada antes mesmo da primeira lançar. Logo mais ela chega no meu site. pic.twitter.com/NLL7VzNx5F — netflixbrasil (@NetflixBrasil) January 28, 2021
Netflix oficializa Tom Sturridge como Sandman e Gwendoline Christie como novo Lúcifer
A Netflix divulgou o elenco dos primeiros episódios de “The Sandman”, série que adapta a famosa história em quadrinhos escrita por Neil Gaiman nos anos 1980. O próprio Gaiman está à frente do projeto, que terá Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”) como protagonista. O nome do ator londrino já circulava extraoficialmente há meses, por cortesia do site Collider, que adiantou a escalação em setembro do ano passado. Ele vai viver o personagem-título, também conhecido como Morfeu e Sonho (Dream), um dos Perpétuos. Em inglês, todos os Perpétuos tem nomes começados pela letra D – como Death (Morte), Destiny (Destino), Desire (Desejo), etc. A principal novidade da lista coube à Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), que vai interpretar Lúcifer, Rei do Inferno. O personagem aparece brevemente na trama, mas foi uma participação tão impactante que acabou gerando um spin-off nos quadrinhos – que, por sua vez, deu origem à série “Lucifer”. A escalação de Christie significa que “Sandman” não terá crossover com “Lucifer”, apesar de as duas produções serem exibidas pela Netflix. Trata-se de uma oportunidade perdida para apresentar a origem da famosa série. Mas também reflete o fato de que “Lucifer” não tem absolutamente nada a ver com a versão do personagem nos quadrinhos. A escalação de uma mulher para o papel, por sua vez, compartilha uma decisão tomada no filme “Constantine”, quando o anjo Gabriel foi (maravilhosamente) vivido por Tilda Swinton. Aliás, o próprio John Constantine aparece no primeiro volume de “Sandman”, que está sendo adaptado pela Netflix… De todo modo, Lúcifer tem uma participação pequena na trama de “Sandman”, de um ou no máximo dois episódios. Os outros atores apresentados pela plataforma seguem a mesma linha. Vão viver personagens que não passam de figurantes/easter eggs na longa história de “Sandman”. A exceção é Vivienne Acheampong (“Convenção das Bruxas”), que será a versão feminina e negra de Lucian, o chefe da livraria dos Sonhos e mais leal seguidor de Sandman, com presença recorrente nos quadrinhos. Além disso, o pesadelo encarnado por Boyd Holbrook (“Logan”), o Coríntio, destaca-se na trama como antagonista inicial. O detalhe é que o vilão faz parte do Volume 2 da saga. E é nesta altura que surge a irmã favorita do Sonho, a Morte, sugerindo que a personagem deve aparecer ainda na 1ª temporada da série. Sua escalação é uma das mais aguardadas, já que seus desenhos originais foram inspirados pelo visual da cantora Siouxsie Sioux. O elenco divulgado também traz Sanjeeve Bhaskar (“Yesterday”) e Asim Chaudhry (“People Just Do Nothing”) como Caim e Abel. Embora sejam referências bíblicas, os personagens são parte do universo da DC Comics desde os anos 1950, tendo apresentado antologias de terror – e até encontrado Batman, entre outros heróis. Eles são os anfitriões, respectivamente, das histórias da Casa dos Mistérios e da Mansão dos Segredos. A lista se completa com Charles Dance (“Game of Thrones”), que viverá o mágico Roderick Burgess, responsável por capturar o Sonho por equívoco no começo do século 20, dando início aos eventos da série. O próprio Neil Gaiman (“American Gods”) está trabalhando na adaptação com o roteirista Allan Heinberg (do filme da “Mulher-Maravilha”). A produção também inclui David S. Goyer (roteirista de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”) como executivo pela Warner Bros. Television. “Nos últimos 33 anos, os personagens do Sandman respiraram, andaram e falaram na minha cabeça”, disse Gaiman, em comunicado. “Estou incrivelmente feliz que agora, finalmente, eles podem sair da minha cabeça e entrar na realidade. Mal posso esperar para que as pessoas possam ver o que temos visto, conforme Sonho e o resto dos personagens ganham carne e osso de alguns dos melhores atores que existem. Isso é surpreendente, e eu sou muito grato aos atores e a todos os colaboradores de ‘The Sandman’ – Netflix, Warner Bros., DC, a Allan Heinberg e David Goyer, e as legiões de artesãos e gênios na série – por transformar o mais louco de todos os meus sonhos em realidade.” Com 11 episódios encomendados, a série de “Sandman” será uma das mais caras adaptações da DC Comics já produzidas. Motivo pelo qual a HBO desistiu de sua produção, deixando a Netflix ficar com a joia dos quadrinhos adultos da WarnerMedia. Ainda não há previsão de estreia. Parece até um sonho… O elenco de Sandman, minha nova série que está sendo produzida com o @neilhimself, já está entre nós. pic.twitter.com/zX15DhRDPv — netflixbrasil (@NetflixBrasil) January 28, 2021
HBO Max estaria desenvolvendo série animada de Game of Thrones
A Warner estaria desenvolvendo uma série de animação baseada em “Game of Thrones”. A revelação foi feita pela revista Variety, que ouviu de suas fontes que o projeto está nos estágios iniciais de desenvolvimento e será lançado na HBO Max. Apesar da notícia, a publicação não traz maiores detalhes, sem descobrir qual será o foco da série ou que produtores estariam envolvidos no projeto. Caso saia do papel, a animação vai se juntar a “House of the Dragon”, prólogo live-action de “Game of Thrones” centrado na família Targaryen, no passado distante de Westeros, que tem previsão de estreia para 2022. Desenvolvida por Ryan Condal (criador de “Colony”) e com produção e direção de Miguel Sapochnik (diretor de vários episódios de “Thrones”), a série destaca em seu elenco Matt Smith (“The Crown”), Paddy Considine (“The Outsider”), Olivia Cooke (“Jogador Nº 1”) e Emma D’Arcy (“Hanna”). As publicações de entretenimento dos EUA também apuraram que a HBO ainda desenvolve extraoficialmente outra série live-action “em segredo”. Trata-se de “Tales of Dunk and Egg”, adaptação de uma trilogia literária de George R.R. Martin, passada no mesmo universo de “Game of Thrones”. Os três volumes contam a saga de Sor Duncan, o Alto, e seu escudeiro, conhecido como Egg, um menino que na verdade é Aegon Targaryen, futuro rei de Westeros e bisavô de Daenerys. Trata-se de uma história mais próxima da época original de “Game of Thrones” que “House of the Dragon”, situado três séculos antes do nascimento de Daenerys.
Elenco de iCarly se reencontra em foto dos bastidores do revival
O revival de “iCarly” já começou a ser produzido. A atriz Miranda Cosgrove, protagonista da série, publicou nesta quarta uma foto no Instagram em que aparece ao lado de Jerry Trainor, intérprete de seu irmão mais velho, Spencer, e de Nathan Kress, o amigo Freddie. Embora a imagem não tenha legenda, é possível observar que a reunião acontece em um cenário onde há escrito “iCarly Set 1”, confirmando os trabalhos da produção, que vai estrear em breve na plataforma de streaming Paramount+ (Paramount Mais, no Brasil). A mesma foto foi compartilhada pelos outros dois atores e Trainor acrescentou: “Preparam-se”, A informação tinha sido divulgada em dezembro passado pela ViacomCBS, empresa que é dona da Nickelodeon, canal que exibia o programa entre 2007 e 2012, e também da Paramount. O trio que aparece na imagem foi justamente o elenco confirmado na continuação. Os novos episódios serão escritos e produzidos por Jay Kogen (um veterano de “Os Simpsons”) e Ali Schouten (“Feliz Natal e Tal”) para a Nickelodeon Studios. Um dos maiores sucessos da Nickelodeon, “iCarly” acompanhava uma estudante do ensino médio (Cosgrove) que apresentava um webcast ao lado de seus amigos. Por conta de seu tema, a atração se tornou conhecida por incorporar diversas referências da cultura pop. A série fez tanto sucesso que ganhou um spin-off, “Sam & Cat”, que terminou após uma única temporada vitaminada (de 35 episódios), supostamente por brigas de bastidores entre suas protagonistas Jennette McCurdy (a Sam de “iCarly”) e ninguém menos que Ariana Grande (a Cat de “Brilhante Victoria”). A volta de “iCarly” acompanha a reformulação do serviço de streaming da ViacomCBS. A CBS All Access vai virar Paramount+ nas próximas semanas e recentemente adicionou 800 episódios de séries populares da Nickelodeon, incluindo “Patrulha Canina” (Paw Patrol) e “Dora, a Aventureira (Dora the Explorer). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Miranda Cosgrove (@mirandacosgrove) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nathan Kress (@nathankress) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Jerry Trainor (@jerrytrainor)
Cloris Leachman (1926 – 2021)
A veterana atriz Cloris Leachman, que venceu oito Emmys e um Oscar ao longo de uma carreira de sete décadas, morreu na terça-feira (26/1) de causas naturais em sua casa em Encinitas, na Califórnia, aos 94 anos. Nascida em 30 de abril de 1926, em Des Moines, Leachman começou sua carreira no showbiz ao participar do concurso de beleza Miss America de 1946, o que lhe deu projeção e a levou a aparecer em algumas das primeiras séries da televisão americana, como “The Ford Theater”, “Studio One”, “Suspense”, “Danger” e “Actor’s Studio”. Paralelamente, ela passou a chamar atenção na Broadway, onde começou no pós-guerra. Depois de alguns pequenos papéis, foi escalada como substituta da atriz principal de “South Pacific” e precisou ter que se apresentar no palco durante um imprevisto da intérprete original. Acabou roubando a cena, virando a estrela principal e protagonizando nada menos que oito outros shows da Broadway depois disso, só nos anos 1950. Este sucesso explica porque ela demorou um pouco para emplacar nas telas. Um de seus primeiros papéis recorrentes foi na série da cachorrinha “Lassie” (1957-1958), mas sua presença geralmente se restringia a um episódio por série, incluindo inúmeros trabalhos em séries clássicas dos anos 1960, como “Além da Imaginação” (The Twilight Zone), “Gunsmoke”, “Couro Cru” (Rawhide), “Os Intocáveis” (The Untouchables), “Rota 66” (Route 66), “Alfred Hitchcock Apresenta” (Alfred Hitchcock Presents), “77 Sunset Strip”, “Os Defensores”, “Têmpera de Aço”, “Lancer”, “Mannix”, “Perry Mason” e “Dr. Kildare”, onde voltou a aparecer em vários capítulos. Ao mesmo tempo, Leachman começou a investir na carreira cinematográfica. Seu primeiro papel no cinema foi uma pequena participação no clássico noir “A Morte num Beijo” (1955), de Robert Aldritch, seguido pelo drama de guerra “Deus é Meu Juiz” (1956), com Paul Newman. Seu sucesso na Broadway a manteve distante das telas grandes por mais de uma década, mas permitiu um reencontro com Newman em seu retorno, no clássico blockbuster “Butch Cassidy” (1968). No início dos anos 1970, Leachman finalmente se concentrou nos filmes. E foi reconhecida pela Academia por um de seus papéis mais marcantes, como Ruth Popper, a solitária esposa de meia-idade de um treinador de futebol americano, gay e enrustido, no cultuado drama em preto e branco “A Última Sessão de Cinema” (1971), de Peter Bogdanovich. Seu desempenho poderoso lhe rendeu um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Em seguida, co-estrelou “Dillinger” (1973), de John Milius, voltou a trabalhar com Bogdanovich em “Daisy Miller” (1974) e quase matou o público de rir numa das comédias mais engraçadas de todos os tempos, “O Jovem Frankenstein” (1974), de Mel Brooks, como Frau Blücher, cujo nome dito em voz alta fazia até cavalos relincharem com apreensão. Brooks, por sinal, voltou a escalá-la como uma enfermeira suspeita em sua segunda melhor comédia, “Alta Ansiedade” (1977). Nesta época, ela também assumiu seu papel mais famoso da TV, como Phyllis Lindstrom, a vizinha metida da série “Mary Tyler Moore” (1970–1977). Ela foi indicada ao primeiro Emmy da carreira pelo papel em 1972. E finalmente venceu como Melhor Coadjuvante em 1974 e 1975. Após o segundo Emmy, sua personagem ganhou atração própria, “Phyllis”, que durou duas temporada (até 1977), além de aparecer em crossovers com a série original e outra derivada, “Rhoda” – e lhe rendeu um Globo de Ouro de Melhor Atriz. Mesmo com a agenda lotada, Leachman ainda conseguiu viver a Rainha Hipólita na série da “Mulher-Maravilha”, em 1975. Ela continuou a acumular créditos no cinema e na TV ao longo dos anos 1970 e 1980 antes de voltar a ter um papel fixo, o que aconteceu na série “Vivendo e Aprendendo” (The Facts of Life). A atriz assumiu o protagonismo das duas últimas temporadas da atração (que durou nove anos) como substituta da estrela original, Charlotte Rae, interpretando Beverly Ann Sickle, a irmã tagarela da personagem de Rae, entre 1986 e 1988. Mais recentemente, ela ganhou dois Emmys e quatro outras indicações por seu papel na sitcom “Malcolm” (Malcolm in the Middle), como a mãe malvada de Jane Kaczmarek (de 2001 a 2006), além de ter rebido nova indicação ao Emmy por interpretar Maw Maw, a bisavó da personagem-título da sitcom “Raising Hope”, entre 2010 e 2014 na mesma rede. Leachman também foi a mãe agitada de Ellen DeGeneres na sitcom “The Ellen Show”, que foi ao ar em 2001-02, e uma paciente de terapia de Helen Hunt no revival de “Louco por Você” (Mad About You), exibido em 2019, quando já estava com 93 anos. A atriz ainda desenvolveu uma carreira robusta como dubladora, a partir da participação da versão “Disney” do anime clássico “O Castelo no Céu” (1986), de Hayao Miyazaki. Ela voltou a trabalhar em outra dublagem de Miyazaki em 2008, em “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar”, fez parte do elenco do cultuado “O Gigante de Ferro” (1999) e teve um papel de voz breve, mas memorável no filme “Beavis e Butt-Head Detonam a América”, de 1996, como uma mulher idosa que encontra os meninos na estrada várias vezes, chamando-os de “Travis e Bob”. Entre seus últimos trabalhos, estão dublagens de personagens recorrentes das séries animadas da Disney “Phineas e Ferb” e “Elena de Avalor”. E ela ainda pode ser ouvida atualmente nos cinemas dos EUA em seu último papel, como Gran, a velha sogra do protagonista Grug (Nicolas Cage) em “Os Croods 2: Uma Nova Era”, após ser responsável pelas melhores piadas do primeiro filme, de 2013. Atrasado devido à pandemia, “Os Croods 2” só vai estrear no Brasil em março.
The Bold Type vai acabar na 5ª temporada
O canal pago americano Freeform anunciou que a 5ª temporada de “The Bold Type” será a última da série. Além disso, será a menor temporada de todas. Prevista para ir ao ar neste ano, a despedida será composta por seis episódios. Isso é menos da metade dos 16 capítulos da temporada anterior e menos até que os 10 episódios exibidos em cada uma das três primeiras temporadas. A série, que gira em torno de mulheres jovens que trabalham para uma revista feminina em Nova York enquanto equilibram suas ambições de carreira e vida pessoal, encerrou sua 4ª temporada em julho passado. Embora a audiência tenha caído ano após ano, a ponto de se torná-la uma das séries menos vista do canal, “The Bold Type” ajudou a definir a identidade do Freeform. O drama inspirado na revista Cosmopolitan (Nova, no Brasil) foi desenvolvido pela ex-chefe de originais do canal, Karey Burke, como parte do esforço de direcionar sua programação para o público formado por jovens adultos. Mas os bastidores foram agitados desde o começo. A criadora da série Sarah Watson (criadora também da cancelada “Pure Genius”) já tinha sido substituída após diferenças criativas com os executivos da produtora Universal TV no começo da série. Em seu lugar, entrou Amanda Lasher (produtora de “Gossip Girl”), que também foi trocada por Wendy Straker Hauser, roteirista da atração desde a 1ª temporada. Hauser comentou o fim da série em nota divulgada pelo canal. “‘The Bold Type’ foi um presente que realmente mudou minha vida. Passei meus 20 anos na cidade de Nova York trabalhando em revistas, então, em muitos aspectos, o programa parece muito próximo das minhas experiências. Eu realmente amei escrever esta série e viver neste mundo. Sentirei muita falta, mas estou muito grato pela oportunidade e feliz em saber que tem sido um conforto para tantas pessoas lá fora.” A nova presidente do Freeform, Tara Duncan, também se pronunciou, dizendo que “‘The Bold Type’ é um dos meus programas favoritos e estou orgulhosa de estar dando à série a despedida que Wendy, o incrível elenco e equipe, e os amados fãs merecem.” O elenco inclui Katie Stevens (série “Faking It”), Aisha Dee (série “Sweet/Vicious”) e Meghann Fahy (série “Necessary Roughness”) como as protagonistas, além de Sam Page (série “Switched at Birth”), Matt Ward (série “Remedy”) e Melora Hardin (série “The Office”), que vive a editora-chefe da revista Scarlet.
Netflix diz que Bridgerton é sua série de maior audiência em todos os tempos
A Netflix agora está dizendo que “Bridgerton” se tornou sua série mais assistida em todos os tempos. Mas, para isso, precisou admitir que seu anúncio anterior da audiência da série era o que sempre pareceu: um chute. O streamer havia estimado anteriormente que 63 milhões de assinantes assistiriam ao drama de época produzido por Shonda Rhimes em 28 dias após o lançamento. Agora que já se passou mais de um mês da estreia do programa em 25 de dezembro, os números se provaram muito diferentes. Muito mesmo, a ponto de desacreditar a suposta estimativa da empresa. Ou colocar em dúvida os novos números não auditados. Segundo a Netflix, a contagem “oficial” aponta que “Bridgerton” foi vista por 82 milhões de contas da plataforma. Com isso, teria superado o recorde anterior de 76 milhões de visualizações em 28 dias que pertencia a “The Witcher”. O site The Hollywood Reporter questionou suas “fontes” (leia-se assessoria de imprensa) sobre a diferença gritante entre os números da projeção de “Bridgerton” e o anúncio desta quarta (27/1). Veio uma explicação simplista. A diferença nada desprezível de 19 milhões a mais se deveria apenas ao fato de a série ter superado as expectativas da Netflix. Segundo as “fontes”, os padrões de exibição típicos para programas da Netflix tendem a apresentar um grande pico na primeira metade da janela de 28 dias antes de começar a cair. Mas essa desaceleração simplesmente não teria acontecido com “Bridgerton”. A empresa, portanto, errou na projeção, divulgada 11 dias após a estreia da série. Embora os números sejam impressionantes, é importante notar que a Netflix não mede sua audiência de maneira realista. A empresa considera que uma série inteira foi visualizada se um assinante assistir a pelo menos dois minutos de um determinado capítulo – que podem ser apenas os créditos de abertura. Na verdade, o anúncio significa que 82 milhões de assinantes viram dois minutos de “Bridgerton” durante um mês. Em termos de público total da plataforma, e a se acreditar no novo anúncio da empresa, isso significa que 40,3% de todos os assinantes da Netflix viram “Bridgerton”. Ajustando os números para refletir a passagem de tempo, isto ainda mantém “Bridgerton” atrás de “The Witcher”, visto por 45% dos membros da Netflix há dois anos, quando a plataforma somava 169 milhões de assinantes em todo o mundo. A Netflix agora tem mais de 200 milhões de assinantes. Já o conteúdo mais assistido na plataforma em todos os tempos teria sido o filme de ação “Resgate”, estrelado por Chris Hemsworth. A empresa diz que 99 milhões de contas assistiram ao thriller em 28 dias desde o lançamento.
The Walking Dead pede para fãs homofóbicos largarem a série
O Twitter oficial da franquia “The Walking Dead” postou uma mensagem forte nesta semana, deixando claro sua postura contra a homofobia, após um de seus atores sofrer ataques nas redes sociais. “Se personagens LGBTQIA+ na televisão (ou outros lugares) te causam desconforto ou raiva, por favor, deixe de nos seguir. Embora também encorajemos você a olhar para seu interior e ser mais receptivo, saiba que não há lugar em nosso fandom para discriminação odiosa ou ignorância intencional. Obrigado.”. A série original é repleta de personagens gays, como Aaron (Ross Marquand), os falecidos Jesus (Tom Payne) e Tara (Alanna Masterson), além do casal Magna (Nadia Hilker) e Yumiko (Eleanor Matsuura). Mais recentemente, o final da 1ª temporada de seu novo spin-off, “The Walking Dead: World Beyond”, celebrou o reencontro do casal formado por Felix (Nico Tortorella) e Will (Jelani Alladin) com um beijo apaixonado. Por conta disso, trolls da internet resolveram atacar o intérprete negro do par, somando dois preconceitos numa mesma mentalidade intolerante. Durante o episódio de 25 de janeiro do podcast “Talk Dead to Me”, Jelani Alladin discutiu a representação LGBTQIA+ no programa, junto com o relacionamento de seu personagem com o Felix de Nico Tortorella. E virou imediatamente alvo de ódio dos fãs homofóbicos da série. “Não consigo curtir os personagens gays de um programa de TV, sinto muito, cara, não posso fazer isso”, comentou um deles. A conta de “The Walking Dead” no Twitter não perdeu tempo para reagir, com a mensagem que indica preferir ter menos público a ter um público odioso. Jelani Alladin ficou impressionado com o apoio e retuitou a mensagem, acrescentando um comentário próprio. “Isso aqui, para sempre. Orgulho de trabalhar em ‘The Walking Dead: World Beyond’, dando vida a este relacionamento LGBTQIA. Vamos dar a eles algo para comentar!”, ele escreveu. E ainda conclamou seu seguidores a retuitarem o post. “RT para irritar os homofóbicos.” Veja os posts abaixo. Hi, hello. If LGBTQIA+ characters on television (or anywhere) make you uncomfortable or angry, please unfollow us. While we also encourage you to look within and be more accepting, know that there is no place in our fandom for hateful discrimination or willful ignorance. Thank you. — The Walking Dead (@TheWalkingDead) January 26, 2021 Forever this. Proud to be back at work on @TWDWorldBeyond and bring this LGBTQIA relationship to life. LETS GIVE EM SOMETHING TO TALK ABOUT @NicoTortorella https://t.co/xtiY0ZHktk — JelaniAlladin (@JelaniAlladin) January 26, 2021
O Grande Gatsby vai virar série do criador de Vikings
Grande clássico da literatura americana, “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald, vai virar uma série limitada pelas mãos de Michael Hirst, o criador de “The Tudors” e “Vikings”. O projeto está sendo desenvolvido numa coprodução da A+E Studios e ITV Studios e é descrito como uma versão reimaginada da obra de 1925. Em vez de retratar brancos milionários, a trama mergulhará na comunidade afro-americana de Nova York da década de 1920, explorando a vibrante subcultura musical da época – a era do jazz. A série irá explorar as vidas ocultas de seus personagens pelo prisma fragmentado do sonho americano, ao mesmo tempo em que pretende capturar toda a maestria da visão atemporal de Fitzgerald. “Parece que vivi com ‘Gatsby’ a maior parte da minha vida, lendo-o primeiro quando era um garoto, depois ensinando-o em Oxford na década de 1970 e relendo-o periodicamente desde então”, disse Hirst, em comunicado. “Como o crítico Lionel Trilling escreveu uma vez: ”O Grande Gatsby’ ainda está tão fresco como quando apareceu pela primeira vez, ele até ganhou em peso e relevância’. Hoje, enquanto a América busca se reinventar mais uma vez, é o momento perfeito para olhar com novos olhos para esta história atemporal, para explorar seus personagens famosos e icônicos através das lentes modernas de gênero, raça e orientação sexual. A visão profundamente romântica de Fitzgerald não o impediu de examinar e expor o ponto fraco da experiência americana, e é por isso que a história fala tanto da tragédia quanto da esperança, e por isso continuar ressoar até hoje”. A produção conta com o apoio e aprovação de Blake Hazard, bisneta de Scott e Zelda Fitzgerald e curadora do espólio do escritor, que também atua como consultora produtora. “Há muito tempo tenho sonhado com uma versão mais diversa e inclusiva de Gatsby que reflita melhor a América em que vivemos, uma que possa permitir que todos nós possamos nos ver no texto extremamente romântico de Scott”, disse Hazard. “Michael traz uma profunda reverência pelo trabalho de Scott para o projeto, mas também um destemor em trazer uma história tão icônica à vida de uma forma acessível e renovada. Estou muito feliz por fazer parte do projeto.” Hirst vai escrever o piloto e assumir a produção-executiva, com supervisão de Farah Jasmine Griffin e William B. Ransford, pesquisadores de temas afro-americanos na Universidade de Columbia. “O Grande Gatsby” já teve diversas adaptações para as telas, inclusive uma lançada em 1926, um ano após sua publicação. As versões mais conhecidas são as de 1974, estrelada por Robert Redford, e a de 2013, com Leonardo DiCaprio no papel-título. Este filme, dirigido por Baz Luhrmann, ganhou dois Oscars, por Melhor Figurino e Design de Produção (cenografia).












