Brian Tee anuncia despedida de “Chicago Med” após 8 temporadas
O ator Brian Tee, intérprete do Dr. Ethan Choi em “Chicago Med”, vai sair da série após oito temporadas. Segundo o próprio ator, a decisão foi motivada pela vontade de passar mais tempo com a família e perseguir novas oportunidades. “Interpretar o Dr. Ethan Choi em ‘Chicago Med’ foi um presente e uma benção. Sou eternamente grato aos nossos fãs e colegas, tanto na frente quanto atrás das câmeras, enquanto embarco em uma nova jornada. Sou eternamente grato a Dick Wolf, NBC e Universal Television por me escolherem”, disse Tee ao site Deadline. A despedida vai acontecer no nono episódio da 8ª temporada, intitulado “Could Be the Start of Something New” (poderia ser o começo de algo novo), que vai ao ar em 7 de dezembro no canal americano NBC. Depois disso, Tee ainda vai retornar à série, mas atrás das câmeras, para dirigir o 16º episódio da atração (fazendo assim a sua estreia na direção). “O que planejamos para a despedida do Dr. Choi é apropriado e lindo”, contou ele. “Acho que os fãs vão adorar. Vai trazer um pouco do novo Ethan e um pouco do antigo. Saibam que o episódio 9 será incrível.” O Dr. Choi representou uma mudança na carreira de Tee, que antes costumava interpretar vilões. “Pensei muito sobre o que o Dr. Choi representa. No que diz respeito à minha carreira, foi uma escola dos duros golpes por muito tempo”, ele disse. “Aceitei o que a indústria me concedeu em termos de oportunidades. Naquela época, a caixa que eu tinha permissão para estar, cerca de 20 anos atrás, era muito limitada; era muito estereotipado e clichê como interpretar o arquétipo asiático do vilão. Não tenho nada contra isso. Consegui construir uma carreira, mas isso nunca me impulsionou a um nível que eu sabia que era capaz. Então, literalmente, quando estou interpretando Shredder em ‘As Tartarugas Ninjas’, o maior vilão entre os vilões asiáticos, meu telefone toca e é meu agente me perguntando se eu quero ir para Chicago.” “Ethan Choi representa para mim a primeira vez que eu realmente interpretei um protagonista de uma maneira tão forte e ele me catapultou para uma arena diferente, uma arena onde eu sinto que a percepção não apenas de mim, mas dos asiáticos-americanos foi alterada. Apenas ter um rosto asiático como protagonista era um trampolim, se não a escada”, continuou ele. “Espero que o Dr. Choi seja lembrado por ser a bússola moral de ‘Chicago Med’ em que os fãs e pacientes confiaram. Ele sempre fazia tudo o que podia para que seus pacientes ganhassem sua confiança e lhes desse o melhor atendimento possível. No que diz respeito ao legado, essa é a essência do que espero que ele deixe para trás. Quando ele for embora, essa confiança que ele incutiu permanecerá lá.” Em relação à despedida do personagem, Tee não entrou em detalhes sobre o que vai acontecer com o Dr. Choi, mas disse estar aberto a retornar no futuro. “Eu nunca diria não. Sim, se surgisse a oportunidade, com certeza. Sinto que fiz parte dessa família e continuarei fazendo parte dessa família, seja na tela ou fora dela. Então, se houver uma oportunidade de trazê-lo de volta, eu absolutamente entraria em ação. Por enquanto, é só, vejo vocês mais tarde. Eu estarei de volta. Vocês não vão se livrar de mim”, concluiu. Brian Tee já havia reduzido a sua participação em “Chicago Med” para poder filmar a série “Expats”, criada por Lulu Wang (“A Despedida”) e estrelada por Nicole Kidman (“Apresentando os Ricardos”). Tee não poupou elogios a esta série, que é uma produção do serviço de streaming Amazon Prime Video e ainda não tem previsão de estreia. “Isso foi enorme. Ainda estou me beliscando”, disse ele. “Lulu Wang é um gênio. Ela criou uma sala de roteiristas que consistia em mulheres asiáticas-americanas para contar essa história, e sua direção é tão incrível. Parecia que estávamos fazendo um filme de seis horas e meia por causa do talento que ela traz. Trabalhar em ‘Expats’ foi uma mudança completa de ‘Chicago Med’, obviamente com a história, mas também com as nuances do que estávamos tentando transmitir. Eu também estava completamente apaixonado por trabalhar ao lado da lendária Nicole Kidman; ir de igual para igual com alguém desse calibre como artista era uma coisa linda. Isso me ajudou a cumprir certas coisas dentro de mim que eu sabia que podia e que queria.” As temporadas anteriores de “Chicago Med” estão disponíveis nos serviços de streaming Amazon Prime Video e Globoplay.
Lionsgate+ renova “Señorita 89” para 2ª temporada
A Lionsgate+ renovou a série “Señorita 89” para sua 2ª temporada. Lançada em fevereiro, a série foi a mais vista da plataforma (então chamada Starzplay) no México, com a audiência aumentando mais de 243% entre o episódio de estreia e o final, de acordo com informações do próprio serviço. “Depois da incrível recepção da 1ª temporada, tanto no México quanto no resto do mundo, foi uma alegria imensa receber a confirmação de que haveria uma segunda temporada”, disse Lucia Puenzo, showrunner e escritora da série. “Na 2ª temporada, nossas protagonistas entenderam que nada se consegue pedindo perdão ou permissão. Estão prontas para incendiar todos os limites, fronteiras, privilégios… e quebrar de uma vez por todas os estereótipos que dizem que só princesas têm direito de existir.” Concebido pela premiada cineasta argentina Lucía Puenzo (“O Médico Alemão”) e produzido pelo premiado cineasta chileno Pablo Larraín (“Spencer”), o drama de época gira em torno do mais importante concurso de beleza do México nos anos 1980. A trama acompanha a recepção de 32 misses na propriedade privada da mentora do evento, onde passam por um treinamento árduo de três meses até chegarem ao concurso de Miss México. Mas por baixo das aparências, das roupas e da maquiagem, existe um mundo sombrio e, no final, as competidoras precisarão se apoiar umas às outras para conseguir sobreviver à competição. Os novos episódios vão se passar no começo dos anos 1990, quando as duas principais redes de TV do México se encontram em uma guerra para impor a próxima campeão. Enquanto a senhorita Yucatan (Natasha Dupeyrón) tenta manter a coroa, sem o conhecimento da maioria, uma nova miss vem agitar as coisas e mudar as regras do jogo. Além do elenco original, a 2ª temporada adicionou as atrizes Dolores Heredia (“Diablero) e Yoshira Escárrega (“Toda La Sangre”) como criminosas. Enquanto a primeira é considerada a mama dos cartéis, a segunda é chamada de La Santa, porque os que testemunharam ela arrancar os olhos de uma vítima dizem que o morto ainda podia ver. A produção dos novos episódios começará na próxima segunda-feira (17/10) na Cidade do México e ainda não há previsão para sua exibição. Veja abaixo o trailer da temporada inaugural.
“The Mosquito Coast” ganha trailer da 2ª temporada
A Apple TV+ divulgou o trailer da 2ª temporada de “The Mosquito Coast”, que encontra a família dos protagonistas a salvo na floresta da Guatemala, mas dividida entre abraçar o plano do pai de viver num paraíso tropical ou escapar do perceptível inferno. A história baseada no romance de Paul Theroux, publicado em 1981, já tinha sido levada aos cinemas em 1986, mas a série é bem diferente, com muitas liberdades em relação ao material original. No filme “A Costa do Mosquito”, estrelado por Harrison Ford nos anos 1980, a motivação para o protagonista conduzir sua família para as florestas da América Latina era a desilusão com os Estados Unidos e o desejo de criar uma utopia. Já na série, ele está literalmente em fuga dos EUA, situação que alimenta tensão, suspense e problemas na dinâmica familiar. E esta não é a única mudança. O filho mais velho virou uma garota. Conforme a trama segue se expandida, novas alterações são esperadas. Em conversa recente com o site Deadline, o ator Justin Theroux (“The Leftovers”) comentou que, apesar do romance ter “seu próprio final finito… ainda é meio que incerto em quais áreas vamos entrar se tivermos sorte de ter uma 2ª, 3ª ou 4ª temporadas”. A principal curiosidade da nova produção é justamente a escalação de Justin Theroux no papel principal. Ele é sobrinho do escritor do livro em que a trama se baseia. O resto do elenco destaca Melissa George (“30 Dias de Noite”) como sua esposa e os jovens Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”) e Logan Polish (“Sonhando Alto”) como seus filhos. A adaptação está a cargo do produtor-roteirista Neil Cross (criador da série “Luther”) em parceria com Tom Bissell (“Artista do Desastre”). Eles coproduzem a atração com o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), que assinou a direção dos dois primeiros episódios. O que, por sinal, resultou num visual extremamente cinematográfico. A 2ª temporada estreia em 4 de novembro.
“The Hardy Boys” vai acabar na 3ª temporada
A série infantil “The Hardy Boys”, disponibilizada no Brasil pela Disney+, vai acabar em sua vindoura 3ª temporada. A produção dos oito capítulos finais começou nesta semana no Canadá. Muito famosos, os irmãos Hardy já venderam dezenas de milhões de livros de mistérios juvenis desde sua concepção em 1927, e tiveram sua primeira série da Disney em 1957, além de um desenho animado em 1969 e uma atração conjunta com Nancy Drew em 1977. Desenvolvida para o streaming pelos roteiristas Jason Stone (“É o Fim”), Chris Pozzebon (“Blindspot”) e Steve Cochrane (“Lost Girl”), a trama acompanha Frank (Rohan Campbell, de “Virgin River”) e Joe Hardy (Alexander Elliot, de “Noite Infeliz”) de mudança com o pai para a cidadezinha de Bridgeport. Ao procurar respostas para uma recente tragédia que mudou suas vidas, eles acabam descobrindo algo muito mais sinistro – mas também novos amigos. A temporada final vai seguir os meninos e seus amigos enquanto eles descobrem mais segredos e conspirações e continuam montando o mapa de seu bisavô, para descobrir uma poderosa relíquia antes que ela caia em mãos erradas. Os últimos episódios também contarão com Bailee Madison (“Pretty Little Liars: Um Novo Pecado”) como atriz convidada. Ela interpretará Drew Darrow, uma “nova aliado divertida, mas muitas vezes frustrante, com uma mente brilhante e apetite por magia e mistérios”. Sem data de estreia marcada, os novos episódios da série são esperados para 2023 na plataforma americana Hulu e na Disney+ brasileira. Veja abaixo o trailer da série.
Ziraldo celebra 90 anos com série do “Menino Maluquinho” e vários projetos
A série animada do “Menino Maluquinho”, lançamento desta quarta (12/10) na Netflix, pretende abrir o caminho para novas adaptações da obra de Ziraldo, que está completando 90 anos de idade no dia 24. Ao todo, o escritor e desenhista tem mais 7 décadas de carreira e 8 milhões de exemplares vendidos, mas seu material foi pouco adaptado para outras mídias. “Ziraldo criou um traço que tem uma identidade brasileira, reconhecida internacionalmente”, disse Carina Schulze, showrunner da série, em entrevista ao jornal O Globo. “Os pais têm a memória afetiva, e as crianças de hoje em dia vão achar legal pelo ritmo alucinante.” “O Menino Maluquinho” foi originalmente um livro infantil de mesmo nome publicado em 1980, que se tornou um fenômeno de vendas e inspirou o lançamento de histórias em quadrinhos do personagem, publicadas pelas editoras Abril e Globo de 1989 até 2007. As histórias giram em torno de uma criança alegre e sapeca – ou, como descreve o primeiro parágrafo do livro original, “um menino que tinha o olho maior que a barriga, fogo no rabo e vento nos pés”. Cheio de imaginação, o personagem adora aprontar e viver aventuras com os amigos, e diferencia-se por usar um panelão na cabeça, como se fosse um capacete ou chapéu. A ideia é, no futuro, explorar os personagens de Ziraldo da maneira similar ao que está fazendo a Maurício de Sousa Produções, cujos personagens da “Turma da Mônica” já ganharam dois longas-metragens e uma série, e já tem encaminhados uma série derivada (focada no Chico Bento) e uma animação (do Astronauta). “‘O Menino Maluquinho’ é um dos headliners do universo de Ziraldo, junto com ‘Flicts’ e ‘A Turma do Pererê'”, disse Claudio Rocha Miranda, enteado do cartunista e responsável pela nova estratégia de licenciamentos de seus personagens. “Mas o principal de tudo é a mensagem passada por Ziraldo em sua longa carreira, que chancela tudo isso. Ele é o próprio protagonista, com seus valores sociais, ambientais e de cidadania.” A série do “Menino Maluquinho” apresenta algumas mudanças que reforçam essa mensagem. A personagem Julieta, por exemplo, agora é uma menina negra. Segundo o produtor Rodrigo Olaio, a mudança foi feita com o intuito de atualizar a obra do escritor. “Ziraldo gostou muito da ideia”, contou Schulze à Folha de São Paulo. “Não teve grandes discussões. Trouxemos mais ritmo, comédia e diversidade para fazer uma série com a cara de 2022.” Antes da série da Netflix, “O Menino Maluquinho” já tinha ganhado duas adaptações live-action para o cinema. A série animada ficou a cargo de Carina Schulze e Arnaldo Branco (ambos de “Juacas”), com direção de Beto Gomez (“Oswaldo”) e Michele Massagli (“Clube da Anittinha”). Além do lançamento da série, o Instituto Ziraldo, criado em 2019 para preservar seu legado artístico, está organizando a exposição “Mundo Zira — Ziraldo Interativo”, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. O projeto promete uma experiência imersiva na obra de Ziraldo Alves Pinto, em homenagem a seus 90 anos. E para completar as comemorações, a editora de Ziraldo vai relançar algumas de suas obras clássicas e publicar novos livros em homenagem ao artista. Assista abaixo ao trailer da série do “Menino Maluquinho”.
Zooey Deschanel entra na 3ª temporada de “Physical”
A atriz Zooey Deschanel (“New Girl”) se juntou ao elenco da 3ª temporada de “Physical”, comédia de época da Apple TV+ estrelada por Rose Byrne (“Vizinhos”). A atração traz Rose Byrne como uma dona de casa entediada que encontra uma improvável válvula de escape de seu cotidiano no mundo da aeróbica. Após se viciar em exercícios, ela descobre uma forma de unir essa nova paixão com a promissora tecnologia das fitas de videocassete para dar início a um empreendimento revolucionário, transformando-se de esposa negligenciada em guru de um estilo de vida. Deschanel interpretará Kelly, uma estrela televisiva de comédias que também decide embarcar na florescente indústria do fitness. Criada por Annie Weisman (“Almost Family”), “Physical” também inclui em seu elenco Rory Scovel (“Wrecked”), Dierdre Friel (“Hospital New Amsterdam”), Della Saba (dubladora de “Steven Universo”), Lou Taylor Pucci (“A Morte do Demônio”), Paul Sparks (“House of Cards”) e Ashley Liao (“Fuller House”).
Série do Pinguim vai se passar uma semana depois de “Batman”
A vindoura série do vilão Pinguim, interpretado por Colin Farrell, vai se passar cerca de uma semana após os eventos mostrados no filme “Batman” (2022). A informação foi revelada pelo próprio Farrell em entrevista ao site Extra. “Começa cerca de uma semana após o término de ‘Batman’. Então, Gotham ainda está, um pouco, debaixo d’água”, contou Farrell, referindo-se ao clímax do filme, no qual o Charada (Paul Dano) inundou a cidade. “Eu li o primeiro roteiro do primeiro episódio e ele começa com meus pés pisando na água no escritório de Falcone. Só por isso, quando li, fiquei tipo, ‘Oh, Jesus!'” Farrell aproveitou para elogiar o trabalho da roteirista Lauren LeFranc (de “Agents of SHIELD”) dizendo que a série “é adorável. É tão bem escrita. Lauren LeFranc fez um trabalho tão extraordinário, e ela está escrevendo a coisa toda e dirigindo a série. Ela é formidável. É uma perspectiva emocionante. Eu amo esse personagem. Eu fiquei ganancioso por isso. Senti que não tinha o suficiente. Eu queria fazer isso mais e mais e mais.” Até o momento ainda não foram divulgados mais detalhes sobre a trama da série. Numa entrevista anterior, concedida ao site Collider, Farrell disse que “Eu li o primeiro episódio, que é tão gostoso e tão incomum quanto o personagem e o que Matt Reeves [diretor de ‘Batman’] meio que imaginou quando pensou pensando nessa iteração da explosão de Oz”, disse Farrell, referindo-se ao outro apelido de Oswald Cobblepot, o Pinguim. Na ocasião, o ator confirmou que a série do Pinguim terá entre seis e oito horas/episódios de duração. Mas ainda não há previsão de estreia. A produção do Pinguim é o primeiro spin-off confirmado de “Batman” para a HBO Max. Anteriormente, Reeves revelou um projeto baseado na força policial de Gotham, mas esta série não foi em frente. Em vez disso, a plataforma está apostando numa segunda série, que seria ambientada no Arkham Asylum, onde os criminosos insanos de Gotham estão aprisionados.
Netflix quebra recorde ao lançar mais de mil episódios no trimestre
A Netflix quebrou o seu próprio recorde de episódios lançados em um único trimestre. De acordo com dados da firma MoffettNathanson, de Wall Street, o serviço de streaming lançou 1026 episódios de séries ao longo do terceiro trimestre (Q3), referente ao período de julho a setembro de 2022. Além de superar os lançamentos anteriores da própria plataforma, o número se torna ainda mais impressionante quando comparado à concorrência. A Amazon Prime Video ficou em 2º lugar nesse ranking ao lançar 223 novos episódios no mesmo período, seguida pela Hulu com 194 episódios, a Disney+ com 140 e a HBO Max como 114. Ao todo, a Netflix lançou 159 séries originais nesse período, também superando o seu recorde anterior de 143 séries lançadas no último trimestre (Q4) de 2021 – o que, por sua vez, totalizou 900 episódios. Entre as séries que a Netflix estreou nesse período incluem-se os sucessos “Dahmer: Um Canibal Americano”, que tem quebrado recordes de audiência semanalmente, “Sandman”, a 5ª temporada de “Cobra Kai”, a 3ª temporada de “Locke & Key” e os episódios finais da 4ª temporada de “Stranger Things”. A linha de séries originais do terceiro trimestre da Netflix abrangeu formatos de ficção, documentários, reality shows e programas infantis. O serviço de streaming também investiu pesado em produções internacionais, com destaque para as séries sul-coreanas “Uma Advogada Extraordinária”, “Alquimia das Almas” e “Young Lady and Gentleman”. O aumento no número de lançamentos no Q3 de 2022 ocorreu após uma desaceleração na produção ocasionada pelos atrasos causados pela pandemia. Nesse meio tempo, o mercado de streaming dos EUA cresceu e atingiu 81% dos lares do país, de acordo com dados de pesquisa da HarrisX, encomendada pela MoffettNathanson. “A penetração do streaming nos lares americanos atingiu a maturidade com quase todos os serviços individuais, exceto os mais novos participantes como Peacock e Paramount+”, escreveu a empresa em seu relatório. “Os serviços de streaming não estão mais competindo para adicionar novos clientes ao streaming, mas para adicionar (e manter) clientes que já estão no ecossistema de streaming.” Nesse sentido, a Netflix tem adotado a estratégia de oferecer um pouco de tudo, para manter seu público e atrair os assinantes da concorrência. Entretanto, quantidade não é o mesmo que qualidade. Conforme a pesquisa mostra, por mais que a HBO Max tenha lançado um número de episódios nove vezes menor do que o da Netflix, os seus poucos episódios agradaram e atraíram assinantes. A série “A Casa do Dragão”, prólogo de “Game of Thrones”, por exemplo, mantém uma audiência considerável de 29 milhões de espectadores por episódio entre a TV paga e o streaming.
Andy Serkis fará série baseada no terror “O Homem de Palha”
O ator e cineasta Andy Serkis (“Venom: Tempo de Carnificina”) vai produzir uma série baseada no clássico terror “O Homem de Palha” (The Wicker Man, 1973), um dos principais exemplares daquilo que ficou conhecido como “folk horror” (ou terror folclórico). Dirigido por Robin Hardy, “O Homem de Palha” conta a história de um policial enviado para uma ilha escocesa em busca de uma menina desaparecida. Mas quando ele chega lá, os habitantes da região afirmam que a menina não existe. Ele teria sido atraído para o local sob uma falsa premissa e, em pouco tempo, se vê envolvido em uma série de rituais pagãos. O filme já ganhou um remake em 2006, intitulado “O Sacrifício”, estrelado por Nicolas Cage, e ganhou uma continuação tardia em 2011, “A Árvore de Palha”, feita pelo diretor do original. A série de “O Homem de Palha” foi criada por Howard Overman, criador de diversas séries britânicas, como “Misfits”, “The One” e “War of the Worlds”. Ainda não há previsão de estreia. Andy Serkis atualmente trabalha na pré-produção do filme “Venom 3”, que ele vai dirigir. Ele também vai atuar na adaptação cinematográfica da série “Luther”, estrelada por Idris Elba. Os filmes não têm previsão de estreia. Assista abaixo ao trailer do cultuado “O Homem de Palha”.
Série documental vai explorar polêmicas de “Glee”
O serviço de streaming Discovery+ está desenvolvendo uma série documental que vai explorar as polêmicas da série “Glee”, criada por Ryan Murphy, Brad Falchuk e Ian Brennan. A série de três episódios contará com depoimentos dos principais membros do elenco e da equipe de “Glee” (além dos seus familiares), que vão compartilhar histórias nunca antes contadas a respeito dos bastidores da atração. Entre as controvérsias, destaca-se três mortes no elenco, começando por Cory Monteith (Finn), falecido em decorrência de uma overdose acidental de heroína, o afogamento de Naya Rivera (Santana) e o suicídio de Mark Salling (intérprete de Puck), que foi preso e se declarou culpado de possuir imagens de pornografia infantil e se matou enquanto aguardava a sentença. Além disso, há o caso de Lea Michele (Rachel Berry), que foi acusada de bullying nos bastidores da produção. A série ainda sem título será produzida pela Ample Entertainment, mesma produtora de “The Invisible Pilot” (2022) e “9 Months with Courteney Cox” (2019). Recentemente, a Discovery+ lançou a série documental “House of Hammer” (2022), que detalhou as polêmicas envolvendo o ator Armie Hammer e sua família. Exibida entre 2009 e 2015 no canal americano Fox, “Glee” era uma mistura de drama, comédia e musical, e narrou a história de estudantes que se juntam ao coral da escola. A série coletou dezenas de prêmios e suas seis temporadas podem ser vistas no serviço de streaming Disney+.
“The Man Who Fell to Earth” não terá 2ª temporada
O canal pago americano Showtime cancelou a série “The Man Who Fell to Earth”, continuação do filme “O Homem que Caiu na Terra” (1976), após uma temporada. Em comunicado, o Showtime disse que, “embora tenhamos flertado com a ideia” de expandir a série em temporadas adicionais, “decidimos considerá-la como uma história de uma temporada bem contada”. Criada por Alex Kurtzman e Jenny Lumet (ambos das séries de “Star Trek”) e com produção também de John Hlavin, criador de “O Atirador” (Shooter), a série trazia Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”) como um alienígena que chega à Terra em busca de salvação para seu mundo. Sua chegada é uma resposta ao sinal enviado há mais de 40 anos pelo extraterrestre original – interpretado por David Bowie em 1976 e por Bill Nighy (“Simplesmente Amor”) como sua versão mais velha – , que há muito abandonou sua missão e vive recluso desde a descoberta de sua identidade. Ingênuo em suas aparições iniciais, em que tenta aprender o idioma local e habilidades sociais para passar despercebido, ele logo se revela um gênio visionário. Apesar de ser frio e calculista para cumprir seu objetivo, aos poucos ele começa a desenvolver humanidade, ao ter seu destino entrelaçado ao de uma mãe solteira endividada (Naomie Harris, de “007 – Sem Tempo Para Morrer”), que trabalha em lixões de material tóxico, e que no passado foi uma cientista prestes a realizar uma descoberta vital para a missão do alienígena. Com capítulos dirigidos pelo próprio Kurtzman, a atração tinha visual cinematográfico e ainda incluía em seu elenco Jimmi Simpson (“Westworld”), Kate Mulgrew (“Star Trek: Voyager”), Sonya Cassidy (“The Last Kingdom”) e Clarke Peters (“Destacamento Blood”). “Nossos agradecimentos aos extraordinários Alex Kurtzman, Jenny Lumet, John Hlavin e Sarah Timberman, que fizeram um ótimo trabalho ao transformar o filme de David Bowie em um conto tão ressonante para nossos tempos”, disse um porta-voz do Showtime. “E parabéns a um elenco maravilhoso liderado por Chiwetel Ejiofor, Naomie Harris e Bill Nighy por trazê-lo à vida. Alex e Jenny originalmente pretendiam que ‘The Man Who Fell To Earth’ fosse uma história fechada. Embora tenhamos flertado com a ideia de expandi-la para uma 2ª temporada, todos nós finalmente decidimos considerá-la como uma história de uma temporada bem contada.” O último capítulo, que termina com a volta do alienígena a seu planeta natal, fica sendo portanto o final – satisfatório – da trama, que foi disponibilizada no Brasil pela plataforma Paramount+. Veja o trailer da série abaixo.
“Acampados” vira série mais duradoura do Disney Channel
O Disney Channel renovou a série de comédia juvenil “Acampados” (Bunk’d) para sua 7ª temporada, com estreia marcada para 2023. Com a renovação, a atração lançada em 2015 se tornou a série live-action de maior duração do Disney Channel, superando “A Casa da Raven”, que foi recentemente renovada para o sexto ano de produção. A maioria das séries do Disney Channel ficam no ar por quatro temporadas ou menos. “Acampados” está atualmente em hiato e retorna para a parte final da 6ª temporada em 2 de dezembro. A atual temporada, por sinal, introduziu novos personagens, vividos por Shiloh Verrico (“Country Comfort”), Luke Busey (“Cobweb”) e o novato Alfred Lewis, e mudou o acampamento do título para um rancho do Velho Oeste. Os integrantes principais, Miranda May (Lou), Trevor Tordjman (Parker), Mallory James Mahoney (Destiny) e Israel Johnson (Noah), também estão todos confirmados na próxima temporada. “’Acampados’ tem sido uma série definitiva para o Disney Channel, e seus fãs leais continuam voltando ano após ano para as risadas, entretenimento e aventura que conhecem e amam”, disse Charlie Andrews, vice-presidente de séries live-action da Disney Branded Television. “Estamos ansiosos para outra temporada ambientada no Velho Oeste, cheia de histórias mais ultrajantes e travessuras com nosso elenco estelar de personagens. Erin Dunlap, nossa fantástica showrunner, levou esta série a novos níveis, e estamos entusiasmados por ela continuar no comando da série de ação ao vivo mais longa da rede”, completou.
“Dahmer: Um Canibal Americano” já é 2ª série em inglês mais vista da Netflix
A série “Dahmer: Um Canibal Americano”, criada por Ryan Murphy e Ian Brennan (ambos de “Ratched”), continua quebrando recordes na Netflix. Na sua terceira semana de exibição, a série acumulou incríveis 205 milhões de horas assistidas, liderando o Top 10 semanal da plataforma. Com isso, a produção estrelada por Evan Peters (“American Horror Story”) já teve mais de 700 milhões de horas assistidas, o que já a posiciona como a segunda série em inglês mais assistidas da história da Netflix (ou, pelo menos, desde que o serviço de streaming mudou a sua forma de contabilizar a audiência). A série mostra como Jeffrey Dahmer, um dos mais famosos serial killers dos EUA, conseguiu assassinar e esquartejar 17 homens e garotos entre 1978 e 1991 sem ser pego, muitas vezes, inclusive, contando com a ajuda da polícia e do sistema de Justiça dos EUA por conta de seu privilégio branco. Bem apessoado, sempre recebia pedidos de desculpas quando policiais eram chamados por sua vizinha negra, que suspeitava dos crimes. Apesar do sucesso, a atração também gerou protestos de parentes das vítimas, que reclamam da exploração da história. A produção também não agradou à crítica, sendo considerada medíocre pela média das resenhas compiladas no agregador Rotten Tomatoes – 52% de aprovação. Ainda que a audiência de “Dahmer: Um Canibal Americano” seja surpreendente, ela ainda estão longe da marca da 4ª temporada de “Stranger Things”, que acumulou 1,35 bilhão de horas no período de um mês (e continua sendo a série mais assistida da Netflix). Vale observar que o interesse na história do psicopata é tanto que, em 2º lugar no ranking, ficou a série documental “Conversando com um Serial Killer: O Canibal de Milwaukee”, que traz entrevistas com Jeffrey Dahmer. Lançada na sexta (7/10), a produção teve um pouco mais de 30 milhões de horas assistidas. Fechando o Top 5 semanal, a terceira posição ficou “Dinastia 5” (com quase 28 milhões de horas), seguida por “O Clube da Meia-Noite” (18 milhões de horas) e pela 3ª temporada de “Império da Ostentação” (com um pouco mais de 15 milhões de horas assistidas). A diferença brutal entre o desempenho das séries parece indicar que o público da Netflix está assistindo a “Dahmer: Um Canibal Americano” e quase mais nada.












