Richard Gere vai estrelar primeira série dramática de sua carreira
O ator Richard Gere (“Chicago”) vai viver seu primeiro papel de protagonista televisivo, como um barão da imprensa na minissérie da BBC “MotherFatherSon”. Desenvolvida por Tom Rob Smith (criador de “London Spy” e cocriador de “American Crime Story”) e com direção do cineasta James Kent (“Juventudes Roubadas”), a atração de oito capítulos é descrita como um psycho-thriller ambientado em sistemas de poder na política, na mídia e na polícia. Na trama, Gere viverá Max, um americano que fez fortuna sozinho e virou um dos nomes mais influentes do país com seu poderoso jornal, agora comandado por seu filho. Entretanto, o rapaz tem um estilo de vida desregrado, enfraquecendo os negócios da família. “Faz quase 30 anos que eu trabalhei na televisão, e estou muito agradecido por esse extraordinário projeto de oito horas com pessoas talentosas e que reflete muito o tempo em que vivemos”, manifestou-se o ator no comunicado da produção. Na verdade, ele participou como narrador de um episódio da série documental “Cosmos: Uma Odisséia do Espaço-Tempo” há apenas quatro anos. E ainda entrou na dramatização de dois episódios da série documental “Freedom: A History of Us” há 15 anos. Antes disso, teve outra pequena participação no telefilme “E a Vida Continua” (1993). Mas a última vez que foi visto num episódio de série dramático já faz bem mais que os 30 anos alegados. Foi em 1976, num capítulo da clássica “Kojak”. Ou seja, há 42 anos. Mesmo assim, nunca integrou elenco fixo de uma série em toda a sua carreira. Ele vai dividir a tela com Helen McCrory (“Peaky Blinders” e franquia “Harry Potter”) e Billy Howle (“Dunkirk”). As gravações de “MotherFatherSon” começarão neste mês em Londres.
Zachary Levy entra na 2ª temporada de Marvelous Mrs. Maisel
Zachary Levy vai voltar a aparecer numa série, após sua passagem pelo curto revival de “Heroes”. O ex-protagonista de “Chuck” e futuro “Shazam!” do cinema terá um papel recorrente em “Marvelous Mrs. Maisel”. Levi vai estrear na 2ª temporada da série de streaming da Amazon como um médico de Manhattan que de repente começa a orbitar o mundo da personagem-título, vivida por Rachel Brosnahan. Detalhes adicionais sobre seu personagem estão sendo mantidos em sigilo. A novidade vem à tona logo após a trama de época criada pelo casal Amy Sherman-Palladino e Daniel Palladino ter sido renovada para sua 3ª temporada, antes da estréia de seu segundo ano. Ainda não há previsão para o lançamento dos próximos episódios.
Clint Walker (1927 – 2018)
Morreu Clint Walker, astro da série clássica “Cheyenne” e um dos “12 Condenados”. O ator americano faleceu na segunda-feira (21/5) em sua casa no interior da Califórnia, aos 90 anos, de um problema cardíaco. Norman Eugene Walker nasceu em 30 de maio de 1927, em Hartford, Illinois. Ele deixou a escola aos 16 anos para encontrar emprego – primeiro em uma fábrica local, depois na marinha mercante. Em 1948 ele se casou com a primeira de suas três esposas, com quem teve uma filha. Aspirando uma vida melhor, a família mudou-se para Las Vegas, onde o jovem arranjou trabalho como segurança no Sands Hotel. Foi lá que o ator Van Johnson, impressionado com seu porte físico, sugeriu que ele explorasse a atuação. O jovem seguiu o conselho e começou a fazer testes para compôr figuração. Até que foi-lhe oferecida a oportunidade de conhecer o lendário diretor Cecil B. DeMille, que preparava a produção de seu último épico, “Os Dez Mandamentos” (1956). Mas a caminho do estúdio, ele viu uma mulher mais velha atrapalhada com seu carro, pedindo ajuda para trocar um pneu. Ele não pensou duas vezes, mesmo que o tempo perdido na boa ação pudesse lhe custar o papel. Quando chegou à reunião, DeMille lhe disse severamente: “Você está atrasado, jovem”. Conforme ele conta esta história, em sua biografia, Walker lembrou-se de pensar: “Uh-oh. Minha carreira terminou antes de começar!” Ele tentou se justificar, explicando que havia parado para ajudar alguém na estrada, sendo inesperadamente interrompido por DeMille. “Sim, eu sei tudo sobre isso. Aquela mulher era minha secretária”. Walker conseguiu um papel um pouco mais destacado, como capitão dos guardas. Isto lhe abriu as portas em Hollywood. E, logo depois, um novo encontro com outra lenda de Hollywood mudou sua vida para sempre. A começar por seu nome. Norman virou Clint por decisão de Jack Warner, da Warner Bros., ao contratá-lo para viver seu primeiro grande papel, Cheyenne Bodie, um cowboy destemido e de bom coração, que acabou enfrentando inúmeros bandidos na televisão. O nome do personagem, por sua vez, era herança da tribo que o criou. Os pais do rapaz foram mortos por índios desconhecidos, mas ele foi encontrado vivo por uma tribo Cheyenne, que o criou dos 10 aos 18 anos, quando ele decidiu retornar para a civilização branca. Apesar de seu passado traumático, Bodie mantinha uma atitude positiva e compreensiva em relação aos nativos americanos, algo ainda pouco comum no gênero conhecido como “bangue-bangue” por ter mais tiros que tolerância. Lançada em 1955, “Cheyenne” foi uma das primeiras séries produzidas pela Warner e a primeira de temática western da TV americana. Parecia até cinema em comparação às demais atrações televisivas da época, tamanho o cuidado tomado pelo estúdio para inaugurar o gênero. A série fez tanto sucesso que virou, de fato, cinema. Dois episódios de 1957 foram reunidos numa edição especial e lançados como um filme nos Estados Unidos. O impacto da produção também inspirou o surgimento de outras séries e, de uma hora para outra, a programação televisiva se viu cercada por um tiroteio de cowboys rivais. Clint Walker não tinha quase experiência como ator quando foi selecionado por Jack Warner para a produção. Tampouco sabia andar a cavalo – aprendeu na marra. Mas tinha um físico e uma estatura imponente, que deixava os demais atores na sombra. Tanto que as cenas de briga de “Cheyenne” costumavam ser difíceis de filmar, porque Walker ocupava toda a tela. Não só era muito alto, com 1,80 metro, mas também tinha um peitoral de fisiculturista. E a série aproveitava ao máximo para enfatizar estas qualidades, filmando-o descamisado em diversas ocasiões, mesmo quando o enredo não pedia. Na época, um crítico do jornal The New York Times chegou a defini-lo como “o maior e mais bonito herói ocidental a montar um cavalo, com um par de ombros capaz de rivalizar com o de King Kong”. “Cheyenne” só não aproveitou seus belos olhos azuis porque era produzida em preto e branco. Mas quando ele apareceu nos primeiros filmes em Technicolor, seu fã-clube aumentou. O ator aproveitou a popularidade da série para estrelar alguns westerns durante as pausas da produção. Assim, projetou-se no cinema. Os filmes da época incluem “O Rifle de 15 Tiros” (1958), “A Lei do Mais Valente” (1959) e “Ouro que o Destino Carrega” (1961), todos dirigidos por Gordon Douglas – e o último coestrelado pelo futuro 007 Roger Moore. Além de viver outros cowboys no cinema, ele também viveu o mesmo cowboy em outras séries. “Cheyenne” deu origem a um universo compartilhado de séries de cowboys da Warner, que incluíam “Bronco”, “Sugarfoot”, “Colt. 45”, “Lawman” e a popular “Maverick”. Body até apareceu num episódio de “Maverick” de 1960, mas a principal ligação das séries se deu por conta de uma personagem vivida por Diane Brewster, que após ser introduzida num capítulo de “Cheyenne” fez quatro aparições em “Maverick”. A série ficou no ar por sete temporadas, até 1963. Ou, mais exatamente, até o fim do contrato de Clint Walker. O ator queria ter saído da produção antes, já que tinha muitos convites para filmar e, durante um impasse na longa negociação com a Warner, chegou até a ser substituído provisoriamente por outro cowboy em sua própria série: Bronco, personagem que depois ganhou um spin-off. Ao sair de “Cheyenne”, ele também decidiu dar um tempo nos papéis de cowboys. Foi fazer uma comédia – que virou clássico – , “Não Me Mandem Flores” (1964), como coadjuvante de Rock Hudson e Doris Day. Estrelou o único filme dirigido pelo cantor Frank Sinatra, o drama de guerra “Os Bravos Morrem Lutando” (1965). Foi parar nas selvas da Índia na aventura “Maya” (1966). E, principalmente, se alistou na missão histórica de “Os 12 Condenados”, o clássico de 1967 que estabeleceu a fórmula dos filmes de anti-heróis, os malvados necessários, reunidos para atingir um objetivo capaz de redimi-los ou matá-los. Nada menos que o esquadrão suicida original. Muito copiado, o filme dirigido pelo mestre Robert Aldrich acompanhava um grupo de militares americanos presos por crimes de guerra, recrutados pelo major vivido por Lee Marvin para atingir um alvo importante atrás das linhas nazistas, durante a 2ª Guerra Mundial. As chances de sucesso eram pequenas, de retornar com vida menores ainda, mas se fossem capazes de realizar o feito, eles teriam as sentenças comutadas e ainda seriam considerados heróis. Ao lado de Clint Walker, toparam a proposta personagens vividos por Charles Bronson, Donald Sutherland, Jim Brown, Telly Savalas, o cantor Trini López e até o cineasta John Cassavetes. Foi um estouro de bilheteria, que ganhou continuações, imitações e até uma série nos anos 1980. Também foi o ponto alto da carreira de Walker, que ao tentar retomar os filmes de cowboy, pensando em reviver seus dias de glória, acabou enveredando por um punhado de produções B que esgotaram seus créditos como ator de cinema. No melhor deles, “O Grande Búfalo Branco” (1977), voltou a contracenar com Charles Bronson. A falta de novos sucessos o fez reaparecer na TV, numa profusão de participações especiais, inclusive como interesse amoroso de Lucille Balle no clássico sitcom “The Lucy Show”. Mas foi como seu velho personagem, Cheyenne Brody, que retomou a atenção do público. Cheyenne Brody reapareceu depois de 30 anos sumido, em plenos anos 1990, em duas oportunidades: num telefilme do personagem “The Gambler” (vivido pelo cantor Kenny Rogers), que reunia diversos cowboys clássicos da TV, e num episódio do revival da série “Kung Fu” de 1995. Esta foi também a última aparição de Clint Walker como ator. Depois disso, ele ainda trabalhou como dublador em “Pequenos Guerreiros” (1998), aventura infantil de Joe Dante, sobre um grupo de soldados de brinquedo criados com tecnologia de ponta que decidem levar sua missão a sério demais. Na produção, ele voltou a se juntar com alguns de seus co-protagonistas de “Os 12 Condenados”.
Impulse: Série do diretor de No Limite do Amanhã ganha trailer cinematográfico
O YouTube Red divulgou o pôster, o segundo trailer e cinco teasers de “Impulse”, série derivada do filme e da franquia literária juvenil “Jumper”. As prévias são muito melhores do que a premissa sugeria. O envolvimento do cineasta Doug Liman no projeto rendeu uma série cinematográfica. O diretor de “A Identidade Bourne” (2002) e “No Limite do Amanhã” (2014) também dirigiu “Jumper” em 2008 e volta à franquia para comandar o episódio inaugural da série, além de assinar a produção. Para quem não lembraq, o filme original acompanhava David Rice (Hayden Christensen), um adolescente com a habilidade de se teletransportar para qualquer lugar do mundo em um instante. Mas ao conhecer Griffin (Jamie Bell), outro jumper, ele descobre que não é o único com poderes e se vê no meio de uma antiga guerra entre os jumpers e seus inimigos jurados. Já a série é focada numa nova geração de jumpers. Enquanto o filme adaptava o primeiro livro de Steven Gould, também chamado de “Jumpers” e escrito em 1992, a atração do YouTube é baseado no terceiro livro, também chamado “Impulse” e publicado em 2013. A trama foi escrita por Jeffrey Lieber (série “Lost”), Jason Horwitch (série “Luke Cage”) e Gary Spinelli (de “Feito na América”, também dirigido por Liman) e acompanha uma adolescente rebelde de 16 anos, Henrietta Cole (Maddie Hasson, da série “Twisted”), que prefere ser chamada pelo nome masculino de Henry e sempre se sentiu diferente de seus colegas. Seu maior desejo era escapar de sua cidade pequena. E isto é prontamente atendido, quando ela descobre que possui a habilidade extraordinária de se teletransportar. Mas isso não acontece de forma suave, causando catástrofes ao seu redor. O elenco ainda inclui Missi Pyle (“O Artista”), Sarah Desjardins (série “Van Helsin”), Enuka Okuma (série “Rookie Blue”), Craig Arnold (série “Degrassi: A Próxima Geração”), David James Elliott (série “Secrets and Lies”) e Callum Keith Rennie (série “Jessica Jones”). A previsão de estreia é para o verão norte-americano, entre junho e agosto.
Série Krypton é renovada para a 2ª temporada
O canal pago americano Syfy renovou a série “Krypton”, sobre o planeta de Superman, para sua 2ª temporada. Apesar de considerada pela crítica americana como pior série derivada dos quadrinhos da DC Comics – 60% de aprovação no site Rotten Tomatoes – , “Krypton” é a atração do Syfy que conseguiu mais audiência em sua estreia no canal nos últimos quatro anos – desde a minissérie “Ascension”. A série é acompanhada por 1,8 milhão de telespectadores, computados três dias de exibição em todas as plataformas. A audiência ao vivo, porém, é bem menor. Após a estreia diante de 1,3 milhão, perdeu metade do público, até registrar 606 mil telespectadores no episódio mais recente. A série foi criada por David S. Goyer (roteirista de “O Homem de Aço”) e Ian Goldberg (criador da série “Dead of Summer”), e destaca Cameron Cuffe (“Florence: Quem É Esta Mulher?”) como o protagonista Seg-El, o avô de Superman, que surge em sua juventude, num planeta dividido por complôs políticos e atritos entre clãs radicais, a caminho de sua própria destruição. O final da 1ª temporada vai ao ar na quarta (23/3) nos Estados Unidos.
The Marvelous Mrs. Maisel é renovada até a 3ª temporada
A Amazon anunciou a renovação de “The Marvelous Mrs. Maisel” para sua 3ª temporada. O detalhe é que a série ainda não estreou seu segundo ano. O anúncio foi feito após a criadora da série, Amy Sherman-Palladino, brincar que já merecia o sinal verde para o terceiro ano ao receber o Peabody Award no sábado (19/5). “The Marvelous Mrs. Maisel” também venceu o Critics Choice e o Globo de Ouro, ambos nas categorias de Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz de Comédia (Rachel Brosnahan). A plataforma de streaming havia encomendado a série inicialmente para duas temporadas, num acordo original para a produção de 18 episódios no total. Mas o projeto teve repercussão maior que a esperada e, com o anúncio do final de “Transparent”, posiciona-se para se tornar a série de maior relevância para a Amazon – ao menos, até a estreia de algumas superproduções recentemente encomendadas. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, “The Marvelous Mrs. Maisel” conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade, estrelado por Lauren Graham e Alexis Bledel. Exibida entre 2000 e 2007 na TV aberta americana, “Gilmore Girls” foi recentemente resgatada numa leva curta de quatro episódios especiais pela Netflix. A 2ª temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel” ainda não tem data de estreia definida, mas será disponibilizada aos assinantes do serviço de streaming da Amazon ainda neste ano.
Série de comédia LA to Vegas é cancelada ao final da 1ª temporada
A rede Fox cancelou a série de comédia “LA to Vegas” após apenas uma temporada. A notícia do cancelamento foi compartilhada pelo ator Amir Talai via Twitter. “Eu amo vocês, fãs de ‘LA to Vegas’. É por isso que me parte o coração dizer que nossa série não vai voltar”, ele escreveu, acrescentando que não tinha uma explicação oficial, mas que isso pouco importava, porque já estava decidido. “LA to Vegas” tinha uma média de 2,3 milhões de telespectadores e marcava 0,7 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Criada por Lon Zimmet (produtor-roteirista de “Unbreakable Kimmy Schmidt”), a série acompanha a tripulação e os passageiros de um voo comercial de ida e volta entre Los Angeles e Las Vegas. O elenco destacava Dylan McDermott (série “American Horror Story”) como o Capitão Dave, Amir Talai (“O Círculo”) como o copiloto, e Kim Matula (série “UnReal”) e Nathan Lee Graham (“Zoolander 2”) como comissários de bordo. O último episódio foi ao ar em 1 de maio nos Estados Unidos. I love you so much #LAtoVegas fans. That's why it breaks my heart to tell you that our show is not coming back. I don't have an explanation for you, but it doesn't actually matter. It's done. I'm gonna miss our #LAtoVegas family so much, and that includes you. pic.twitter.com/vO3sFSiTmi — Amir Talai (@AmirTalai) May 22, 2018
Grupo conservador americano quer tirar 13 Reason Why do ar
A 2ª temporada de “13 Reasons Why” já desperta tanta polêmica quanto a 1ª. Se na estreia a controvérsia se concentrava na abordagem do suicídio juvenil, agora são cenas de um tiroteio em escola e um estupro violento que dividem opiniões. A reação se tornou tão exacerbada nos Estados Unidos que uma das associações conservadoras de maior capacidade de pressão do país, a Parents Television Council, engajou-se numa campanha para tirar a série do ar. A entidade formada por pais de formação religiosa católica, que defendem uma programação televisiva mais sadia – com menos tolerância a gays, sexo e violência – , considera a série “potencialmente nociva”. Para eles, “13 Reasons Why” é “uma bomba relógio para crianças e adolescentes” e por isso “precisa ser tirada do ar” com urgência, segundo afirma em seu site oficial. A trama que rende objeção gira em torno do personagem Tyler Down (Devin Druid). Vítima de bullying, o adolescente sofre um estupro violento e decide promover um massacre contra seus colegas da escola, a fictícia Liberty High School, evocando eventos que estão atualmente nos noticiários americanos. O pior não chega a se concretizar, mas a forma como aconteceu a resolução causou controvérsia por apresentar uma linha de ação perigosa durante uma situação do tipo. Especialistas protestaram contra a solução da série. “Quando alguém tem uma arma, você não fica com a pessoa e tenta tirar a arma dela. Você chama as autoridades”, afirmou a diretora clínica da Sociedade de Proteção contra o Suicídio Adolescente, Phyllis Alongi, ao canal americano NBC. Para chegar nesse ponto, o personagem passou por uma jornada terrível, que incluiu um estupro por um dos integrantes do time de baseball da escola, dentro de um banheiro. Repleta de violência física, a cena gerou comoção até entre os fãs da série, que a descreveram no Twitter como “traumatizante” e “perturbadora”. Por isso, a indicação de que o episódio conteria cenas que poderiam ser sensíveis para alguns foi considerada insuficiente. “Eu sei que há um aviso sobre o conteúdo do episódio 13 de ’13 reasons why’, mas nada, absolutamente nada, poderia ter me preparado para a cena com Tyler e Montgomery no banheiro”, escreveu um usuário do Twitter. No entanto, alguns fãs saíram em defesa da série. “O ponto de ’13 reasons why’ é conscientizar. É para ser desconfortável assistir. Não pule o último episódio da 2ª temporada. É porque é gráfico que ele precisa ser visto”, defendeu uma telespectadora no Twitter. No programa que discute a série, “13 Reasons Why: Beyond the Reasons”, realizado pelos próprios produtores da atração, o criador e showrunner Brian Yorkey defendeu a violência da cena com o conceito de “empatia radical”. Para ele, a cena era necessária para fazer com que o público sentisse empatia por alguém tão diferente. “Era importante para nós trazer o público um pouco para o lado do Tyler. Por mais brutal que essa cena seja de assistir, desafio alguém a assisti-la e não sentir pena por Tyler”, argumentou o showrunner, que também defendeu a decisão do personagem de tentar disparar contra os colegas. “Nós tínhamos um personagem que obviamente sofria bullying grave, sofria de isolamento social e pensava em uma escolha muito trágica em relação a esses sentimentos. Na 2ª temporada, nós estávamos interessados em continuar a seguir a jornada dele e tentar compreender seu estado de mente e de alma. Eu acho que vocês verão que, no balanço dos episódios, estávamos tentando entender o personagem de Tyler e como um jovem problemático pode ser levado a considerar esse tipo de escolha difícil”, declarou Yorkey. Vale considerar que a Netflix decidiu cancelar um evento de pré-estreia da série após um aluno abrir fogo contra os colegas da Santa Fe High School, deixando pelo menos dez mortos na sexta passada (18/5). O pai do jovem assassino revelou que o filho sofria bullying na escola. A tragédia aconteceu antes que a série pudesse ser levada a julgamento moral por incitá-la. Mas é mais fácil para conservadores atacar a cultura, de forma hipócrita, que exigir mudanças nas leis que facilitam a proliferação de armas nos Estados Unidos. As próximas eleições brasileiras também podem conduzir à Brasília candidatos que defendem a descriminalização do porte armado, aumentando a quantidade de armas nas ruas, que se tornariam disponíveis para massacres em escolas, genocídio de populações indígenas e outros assassinatos banais.
Lucifer vai ganhar dois episódios inéditos como bônus após o final da série
A Fox anunciou a exibição de dois episódios inéditos de “Lucifer”, anteriormente gravados para a 4ª temporada, que não será mais realizada. O produtor Joe Henderson chegou a descrevê-los como dois dos melhores episódios já feitos para a série e lamentou seus destinos, acreditando que eles não seriam exibidos, já que o cancelamento os deixou no limbo. Mas, embora tenha interrompido a produção, a Fox resolveu programá-los como “bônus” para os fãs. São episódios com histórias completas, mas não está claro se abordam o cliffhanger do final da 3ª temporada. De todo modo, ambos trazem participações curiosas e um deles serve até como um encerramento espetacular para a série. O primeiro, chamado de “Boo Normal”, acompanha Lúcifer (Tom Ellis) e sua equipe investigando o assassinado de uma pediatra, e conta com participação de Charlyne Yi, atriz da série “House”, como uma amiga de Ella (Aimee Garcia), que pode ser uma fantasma. Já o segundo, batizado de “Once Upon a Time”, mostrará uma dimensão alternativa criada pela mãe de Lúcifer (Tricia Helfer) onde o anjo caído nunca conheceu Chloe (Lauren German) mas tem livre arbítrio. A grande curiosidade deste episódio é que ele é “narrado” por Deus, que por sua vez é dublado pelo escritor Neil Gaiman – o próprio criador de Lúcifer nas páginas de “Sandman”, publicação de quadrinhos da Vertigo. Este episódio ainda tem a curiosidade de se aproximar de uma história dos quadrinhos originais, algo que raramente a série realizou. Justamente no arco final de sua revista própria, Lucifer criou um mundo alternativo, para provar que seria capaz de realizar algo melhor que Deus. Os episódios adicionais serão exibidos juntos, na próxima segunda (31/5) nos Estados Unidos. Ainda não há previsão de estreia para esta “coda” no Brasil.
Kim Raver vai voltar a fazer parte do elenco fixo de Grey’s Anatomy
A atriz Kim Raver voltará a fazer parte do elenco central da série “Grey’s Anatomy”. Após uma participação em cinco episódios da 14ª temporada, recém-encerrada nos Estados Unidos, a atriz voltará a interpretar a Dra. Teddy Altman em todos os capítulos do 15º ano da produção. “Eu estou empolgadíssima em reviver Teddy Altman. Voltar à Shondaland com a incrivelmente talentosa roteirista Krista Vernoff e Ellen Pompeo (intérprete de Meredith Grey) é como estar no céu. Eu tenho um lugar especial no coração para Teddy e me sinto com muita sorte por ter a oportunidade de continuar sua história!”, disse a atriz, em comunicado divulgado pela rede ABC. Em novembro, ao ter sua participação na 14ª temporada confirmada, ela confessou que aceitaria na hora um convite para voltar a integrar o elenco fixo de “Grey’s Anatomy”. “Eu adoro trabalhar com [a produtora] Shonda Rhimes. Eu amo trabalhar com o elenco. Literalmente para mim, é definitivamente o lar. Eu me sinto afortunada o suficiente por poder trabalhar em outros programas, mas toda vez que eu volto para ‘Gray’ é realmente como estar em casa”, disse na ocasião. Vale lembrar que a Dra. Teddy Altman comandou o departamento de cirurgias cardíacas entre a 6ª e a 8ª temporada da atração. Sua saída da série foi dramática, demitida pelo velho amigo e ex-namorado Owen Hunt (Kevin McKidd) no final da 8ª temporada, para que pudesse seguir seu sonho de comandar a MEDCOM, unidade médica do exército dos Estados Unidos. Desde então, ela entrou na série “Revolution” e na minissérie “24 Horas: Viva um Novo Dia”, além de ter feito algumas participações em “Bones”, “APB” e “Designated Survivor” – todas canceladas! A volta de Teddy acontece após a série se despedir de duas personagens fixas e queridas da atração, Arizona Robbins (vivida por Jessica Capshaw) e April Kepner (Sarah Drew), que encerraram seus arcos na season finale. Mas não será um retorno muito tranquilo, pois acontece quando os espectadores estavam se acostumando com o novo casal formado pelo Dr. Owen Hunt (Kevin McKidd) e a Dra. Amelia Shepherd (Caterina Scorsone). Detalhe: em sua última conversa na série, Teddy revelou que retornou grávida a Seattle. Na mesma sequência, a Dra. Miranda Bailey (Chandra Wilson) lhe ofereceu o cargo de chefe interina do hospital Grey Sloane Memorial, um cargo que, aparentemente, ela vai aceitar. A 15ª temporada de “Grey’s Anatomy” estreia no outono norte-americano, entre setembro e novembro. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Sony.
Maradona vai virar série da Amazon
A vida de Diego Maradona vai virar uma série encomendada pela Amazon. A produção está sendo desenvolvida pela divisão mexicana do serviço de streaming e vai abordar a trajetória do lendário jogador argentino nos anos 1980, com ênfase em sua mão decisiva para a conquista da Copa do Mundo de 1986. “Existem poucos jogadores cuja notoriedade transcende gerações e fronteiras – Maradona é uma instituição no mundo inteiro, e os grandes feitos de sua carreira ainda figuram entre os grandes momentos da história do futebol”, afirmou Brad Beale, Vice-Presidente Global de Aquisição de Conteúdo do Amazon Prime Video. A série será produzida pela BTF Media, produtora fundada pelos mexicanos Francisco Cordero e Ricardo Coeto. Sobre a série, Cordero comentou: “A história trará um olhar inédito a Maradona, não apenas como campeão mas como um homem”. A produção faz parte de uma estratégia do serviço de streaming da Amazon de desenvolver programas originais para o mercado latino-americano. Por conta disso, a Amazon mexicana acaba de lançar a série dramática “Diablo Guardian” e se prepara para estrear “Um Extraño Enemigo”. Além desta série, que será uma obra dramática, a vida de Maradona também está sendo alvo de um documentário em desenvolvimento por Asif Kapadia, diretor dos premiados documentários “Amy” (sobre Amy Winehouse) e “Senna” (sobre Ayrton Senna).
Trailer do final de Sense8 mostra luta contra organização secreta
A Netflix divulgou o trailer legendado do episódio especial de duas horas que encerrará a série “Sense8”. A prévia destaca o esforço do grupo para salvar Wolfgang (Max Riemelt) das garras da organização secreta BPO, que caça os sensates. O roteiro que conclui a trama foi escrito por Lana Wachowski, criadora da série, em parceria com David Mitchell, o autor do romance que foi adaptado no filme “A Viagem” (2012) pelas irmãs Wachowski, e por Aleksandar Hemon, escritor de best-sellers – que apareceu como si mesmo num episódio de “Sense8”. O final vai voltar a reunir todo os oito “sensates” da trama: Brian J. Smith (Will), Miguel Ángel Silvestre (Lito), Tina Desai (Kala), Jamie Clayton (Nomi), Tuppence Middleton (Riley), Max Riemelt (Wolfgang), Doona Bae (Sun) e Toby Onwumere (Capheus). E foi uma conquista dos fãs da série. A Netflix chegou a cancelar “Sense8” de forma abrupta, o que deixaria a história sem conclusão. Mas os fãs protestaram de forma ruidosa. Diante da campanha criativa e incessante para que a série não ficasse sem desfecho, o serviço de streaming deu meia volta e se comprometeu a produzir um episódio especial de duas horas para encerrar a história. O final será disponibilizado na plataforma de streaming no dia 8 de junho.
Jennifer Love Hewitt vai substituir Connie Britton na série 9-1-1
A série “9-1-1”, que gira em torno de chamados de emergência para a polícia e bombeiros, precisou resolver uma emergência própria. Com a decisão de Connie Britton de sair da atração, a Fox contratou Jennifer Love Hewitt como integrante do elenco fixo da 2ª temporada. A atriz vai interpretar Maddie, uma nova operadora do serviço de emergências 911 (preenchendo a lacuna deixada pela personagem Abby Clark, de Britton). Maddie também é irmã de Buck, interpretado por Oliver Stark. Hewitt deve ter sido pega de surpresa, porque estava afastada da TV desde 2015, quando participou de uma temporada de “Criminal Minds”. Sex symbol dos anos 1990, a atriz de 39 anos compareceu nos Upfronts, evento de divulgação da programação, e chamou atenção por estar fisicamente diferente. Veja abaixo. Ela própria foi ao Instagram pedir desculpas pela aparência, jogando a culpa na falta de maquiagem, na viagem em cima da hora com seus filhos e a maratona de 12 horas que acompanhou o evento. Em março, o produtor executivo Ryan Murphy disse esperar que Britton pudesse voltar como atriz convidada – algo que parece improvável após ela fechar o papel principal na série de antologia “Dirty John”, do canal pago Bravo. “Estamos no processo de renegociar seu contrato para que ela possa fazer alguns episódios para manter sua personagem viva”, disse Murphy na época. “Ela realmente ama o elenco e a equipe e está muito esperançosa de que isso possa acontecer.” Na mesma entrevista, Murphy revelou que a 2ª temporada apresentaria vários novos operadores de call center. “Estamos indo atrás de grandes nomes”, ele brincou. Além de “Criminal Minds”, os créditos de Hewitt na TV incluem “The Client List” (2012-2013), “Ghost Whisperer” (2005-2010) e a clássica “Party of Five” (O Quinteto, 1994–2000), que gerou o spin-off “Time of Your Life” (1999-2000) centrado em sua personagem, mas ela também é conhecida por papéis no cinema, como o terror “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” (1997) e sua continuação, além da comédia “Mal Posso Esperar” (1999) e até “O Terno de Dois Bilhões” (2002), com Jackie Chan.












