Arcanjo Renegado: Globoplay estreia série sobre “tropa de elite” do Bope
A Globoplay lança uma nova série policial neste sexta (6/2). Intitulada “Arcanjo Renegado”, a produção traz policias do Bope, batalhão carioca celebrizado no filme “Tropa de Elite”, além de ex-criminosos de verdade. Arcanjo é o nome de uma equipe do Bope tida como a mais bem treinada, eficaz e letal do batalhão. Porém, um atentado ao vice-governador (Gutti Fraga, de “Aspirantes”) do Rio de Janeiro muda a vida de seu líder, o primeiro-sargento Mikhael (vivido por Marcello Melo Jr., que por sinal participou de “Tropa de Elite”). Dos 16 personagens policiais, 14 são integrantes reais do Bope. Já os papéis de traficantes foram desempenhados por egressos do sistema penal. “Na trama, o Mikhael perdeu muito cedo o pai, policial militar, vítima da violência, e a mãe, por conta de um câncer. Cresceu cuidando da irmã, Sarah (Erika Januza), mas, em função da morte do pai, e por ter um olhar extremamente equivocado da sua própria instituição e da sociedade fluminense, ele é um ser com uma visão de correção deturpada”, explicou Jose Junior, criador da série. A ideia é mostrar como personagens complexos se entrelaçam numa linha tênue entre o bem e o mal. Criada por José Junior (autor também de “A Divisão”) e dirigida pelo cineasta Heitor Dhalia (“Tungstênio”), “Arcanjo Renegado” teve cenas gravadas em favelas do Complexo da Maré, nos bairros da Penha e Ramos, na Avenida Brasil e em locações no Centro do Rio, tendo a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) como cenário constante na parte política da trama. O elenco também inclui Erika Januza (“O Filme da Minha Vida”), Flávio Bauraqui (“A Vida Invisível”), Rita Guedes (“1 Contra Todos”), Leonardo Brício (“O Mecanismo”), Danni Suzuki (“Vai que Cola”), Bruno Padilha (“Aruanas”) e participação especial da atriz Lea Garcia (“Pacificado”). Confira o trailer abaixo.
Joaquin Phoenix estrela curta ambientalista contra incêndios e desmatamentos no Brasil e Austrália
O ator Joaquin Phoenix, que no domingo (9/2) deve vencer o Oscar de Melhor Ator por “Coringa”, é a estrela de um curta ambientalista lançado nesta sexta (6/2). Em “Guardians of Life”, ele interpreta um médico num planeta Terra agonizante. Gravado em um pronto-socorro de Los Angeles, o filme mostra médicos tentando salvar um paciente não identificado cuja ausência de sinais vitais simboliza a ameaça da mudança climática. Quando a falência de seus órgãos é anunciada, mãos ensaguentadas de uma médica se afasta do corpo, revelando em seu interior o desmatamento e os incêndios florestais que vão da Austrália à Amazônia. “Qual o próximo?”, pergunta o vídeo, pedindo para o espectador agir agora. “Realmente é um pedido de ação”, disse o ator, em comunicado sobre o lançamento. “As pessoas não percebem que ainda há tempo, mas somente se reagirmos agora e fizermos mudanças abrangentes em nosso consumo. Não podemos esperar que os governos resolvam estes problemas por nós.” Além de Phoenix, o elenco do curta inclui Adria Arjona (“Esquadrão 6”), Oona Chaplin (de “Game of Thrones” e neta de Charles Chaplin), Rosario Dawson (“Luke Cage”), Matthew Modine (“Stranger Things”), Q’orianka Kilcher (“Yellowstone”) e o músico Albert Hammond Jr. (da banda The Strokes). A direção é de Shaun Monson, do documentário “Terráqueos”, narrado justamente por Joaquin Phoenix. Um dos astros mais proeminentes de Hollywood a chamar atenção para o perigo do aquecimento global, Phoenix se juntou ao grupo ambientalista Rebelião contra a Extinção e à Amazon Watch, uma organização sediada na Califórnia que faz campanha para proteger a floresta amazônica, para produzir o curta, o primeiro de uma série de vídeos que pretendem provocar ações de combate à mudança climática. Há cerca de um mês, Phoenix chegou a ser preso em um protesto contra a mudança climática organizado pela colega Jane Fonda, em Washington, alguns dias depois de vencer o Globo de Ouro como protagonista de “Coringa”. Veja o curta ambientalista abaixo.
Comercial do Super Bowl de Top Gun: Maverick ganha versão legendada
A Paramount divulgou a versão legendada em português do comercial de “Top Gun: Maverick” produzido para o intervalo do Super Bowl (final do campeonato de futebol americano), exibido no domingo passado (2/2) na TV dos EUA. A prévia de 30 segundos é literalmente de perder o fôlego, repleta de cenas ação, discussões tensas e marcada pela respiração ofegante do astro Tom Cruise. Este último detalhe não é interpretação, mas reação real às condições de filmagens. Um vídeo de bastidores antecipado pelo estúdio mostrou que Cruise e os demais atores filmaram suas cenas em aviões de verdade, sentindo a força da gravidade durante as manobras de ação. Embora não tenham realmente pilotado os jatos do filme, realizaram diversos voos como passageiros, em assentos adaptados para passar a impressão de que comandavam as aeronaves. “Não se pode criar esse tipo de experiência sem filmá-la ao vivo”, justificou Cruise, sobre a opção. O realismo resultante pode ser literalmente ouvido no vídeo abaixo. Os demais atores da continuação do “Top Gun” de 1986 são Miles Teller (“Whiplash”), Jennifer Connelly (“Noé”), Glen Powell (“Estrelas Além do Tempo”), Ed Harris (“Westworld”), Jon Hamm (“Mad Men”), Charles Parnell (“Transformers: A Era da Extinção”), Jay Ellis (“Insecure”), Bashir Salahuddin (“GLOW”), Danny Ramirez (“The Gifted”), Monica Barbaro (“Chicago Justice”), Lewis Pullman (filho de Bill Pullman, visto em “A Guerra dos Sexos”) e até Val Kilmer, que reprisa seu papel como Iceman. O diretor é Joseph Kosinski, que já dirigiu Cruise em “Oblivion” (2013), e a estreia está marcada para 25 junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Anatel finalmente aprova negócios da Warner com a AT&T no Brasil
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) finalmente aprovou, por 3 votos a 2, nesta quinta-feira (6/2), a compra da Time Warner pela AT&T. O Brasil era o último país do mundo que ainda erguia barreiras à consolidação mundial da aquisição. O acordo comercial foi originalmente firmado em 2016 nos EUA, quando a AT&T adquiriu a então Time Warner por US$ 84,5 bilhões. A autorização para o negócio aconteceu em junho de 2018 pela Justiça Federal dos Estados Unidos e em seguida a AT&T mudou o nome da Time Warner para WarnerMedia. O objetivo da compra foi, entre outras coisas, lançar uma plataforma de streaming para concorrer com a Netflix. Batizada de HBO Max, a plataforma chega em maio deste ano nos EUA, mas não até agora segue sem previsão de lançamento no Brasil, por conta das dificuldades relacionadas ao negócio no país. A aprovação da compra envolveu 18 países e apenas o Brasil criou impasse, tanto que a hoje chamada WarnerMedia fez várias aquisições na América Latina para preparar o lançamento da HBO Max no mercado sul-americano, deixando de lado qualquer investimento em operações brasileiras. A operação foi aprovada rapidamente, mas com restrições, ainda em 2017 pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Mas o passo seguinte, a aprovação da Anatel, só começou a ser votada em agosto de 2019, sendo paralisada por seis meses ao atingir empate, por pedido de vista do conselheiro Moisés Moreira, voto que definiria o resultado. Nesta quinta (6/2), ele finalmente se manifestou pela aprovação da compra. A operação era contestada por associações de empresas de radiodifusão porque, para elas, a compra infringia um dos artigos da lei de TV por assinatura. A lei proíbe que empresas de telecomunicações, como a AT&T, tenham participação de mais de 30% em emissoras, programadoras e empacotadoras de conteúdo audiovisual, como é o caso da Timer Warner. Em seu voto, o relator Vicente Aquino considerou que a legislação impede a propriedade cruzada entre “produtoras e programadoras com sede no Brasil”, mas que o grupo AT&T não teria produtora nem programadora com sede no Brasil. “Não há vedação quanto às programadoras com sede no exterior”, disse o conselheiro. Não é exatamente verdade. No Brasil, a AT&T tem participação na operadora de TV por assinatura Sky. Tanto que, para a área técnica da Anatel, para que a operação fosse concluída, a empresa norte-americana precisaria se desfazer do controle da Sky a fim de se enquadrar nas regras da lei de TV por assinatura. Por conta disso, a aprovação da compra pela Anatel ainda não é o capítulo final dessa saga. Segundo o conselheiro Emmanoel Campelo, que foi voto vencido, a compra pode ser contestada judicialmente, porque infringe a lei da TV por assinatura. “A lei é clara com relação à proibição”, disse. “Interpretação permissiva gera vício de constitucionalidade”, completou. Atualmente, o Congresso Nacional discute uma proposta de alteração na lei que rege o mercado de TV paga, que ficou ultrapassada diante do surgimento das plataformas de streaming. O projeto, em fase de análise no Senado, deve acabar com as restrições à propriedade cruzada, eliminando completamente a polêmica que tem dificultado os planos da WarnerMedia no Brasil.
Deputado cria projeto de lei para extinguir a meia-entrada no Brasil
O deputado Vinicius Poit, do partido Novo, protocolou na Câmara Federal um projeto de lei para acabar com a meia-entrada em eventos culturais e esportivos. O projeto do deputado propõe revogar a lei nº 12.933, de 23 de dezembro de 2013, “que dispõe sobre o benefício do pagamento de meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artístico-culturais e esportivos”. Segundo o político, “meia-entrada é metade do dobro! Acaba ficando mais caro para todos. É uma falsa aparência de proteção aos estudantes”. O tema ganhou relevância política nos últimos dias, depois de Jair Bolsonaro receber um grupo de sertanejos e produtores culturais no Palácio do Planalto. No encontro, Doreni Caramori Junior, presidente da Abrape (Associação Brasileira dos Promotores de Eventos) protestou contra a meia-entrada, que chamou de “injustiça histórica”, ao afirmar que ela desequilibra a cadeia produtiva de shows no país e pedir para que o governo tomasse uma atitude. Poit gravou um vídeo para registrar sua iniciativa (veja abaixo), no qual chega citar Caramori e a boa receptividade do presidente Bolsonaro ao pedido, mas distorceu o contexto. Caramori defendeu que quem realiza eventos culturais tem prejuízo com a meia-entrada, porque não recebe compensação do governo para não cobrar o preço inteiro em todos os ingressos. Fica claro, portanto, que a meia-entrada não é “metade do dobro” para o representante dos promotores de eventos, mas sim o único impedimento para a cobrança do “dobro integral” de todos os consumidores. O político acatou a sugestão, como ele mesmo disse. Ou seja, quer acabar com a meia-entrada, mas não propõe, simultaneamente, nivelar todos os preços de ingressos para o patamar da meia-entrada atual. O que está propondo, na prática, é apenas aumentar o custo de consumo cultural para quem hoje tem desconto. Trata-se de mais um ataque a direitos adquiridos por parte de políticos que não compartilham das mesmas condições sociais de quem eles chamam de “privilegiados” – segundo a lei, “estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes”. Em vez de propor projeto de maior inclusão social, o político novo prefere promover a exclusão, defendendo, na prática, o acesso à cultura apenas para quem tem condições financeiras. Ou seja, como privilégio de classe social. Filho de milionário, Vinicius Poit foi eleito com bandeira de “combate aos privilégios” e afirma ter economizado R$ 1.114.832,34 em verba de gabinete, gastos da cota parlamentar e renúncia a regalias que tinha direito.
Matrix 4: Vídeos e fotos do começo das filmagens revelam pistas da trama
Fãs e paparazzi profissionais flagraram o começo das filmagens do quarto “Matrix” nas ruas de San Francisco, na Califórnia (EUA). Em fotos e vídeos, é possível ver Keanu Reeves e Carrie-Anne Moss, que retornam a seus papéis de Neo e Trinity, sob a direção de Lana Wachowski, cocriadora da franquia. As cenas foram registradas no bairro de Chinatown e mostram Keanu com seu visual de John Wick, com barba e cabelo comprido, e em determinado momento também com gorro de lã grunge. As imagens, que a princípio não parecem revelar muita coisa, podem ter, na verdade, apresentado grandes pistas sobre a história da continuação, por enquanto mantida em sigilo. Até então, a narrativa oficial considerava Neo e Trinity como mortos no terceiro filme. Mas e se, em vez disso, tivessem sido absorvidos de volta à Matrix? E se voltassem a viver a fantasia de habitar uma projeção do mundo real do passado – mais especificamente, uma versão virtual da San Francisco de 2020? Vale lembrar que a trama do “Matrix” original passava-se no futuro distante, após uma Inteligência Artificial dominar o mundo. A maioria das pessoas, no entanto, vive sem saber disso, habitando uma “simulação” virtual do planeta antes do apocalipse. Porém, alguns conseguem se libertar e o hacker Neo (Reeves) é escolhido para se “desplugar” deste universo artificial e liderar uma revolução contra os computadores e robôs que escravizaram a humanidade. O filme de 1999 foi revolucionário por suas metáforas, que combinavam metafísica e sci-fi, mas também por suas cenas de ação, que introduziram o wire fu (o kung fu voador) e o feito “time bullet” (câmera lenta do ponto de vista de uma bala) no cinema ocidental. Fez tanto sucesso que ganhou duas continuações, que entretanto não tiveram a mesma repercussão, chegando a decepcionar os fãs da franquia. A nova história foi escrita por Aleksandar Hemon (roteirista de “Sense8”) e David Mitchell (autor do livro que virou “A Viagem”) em parceria com Lana Wachowski, que criou “Matrix” com a irmã Lilly, na época em que ambas eram “irmãos”. Desta vez, Lana é a única Wachowski envolvida no projeto, completando uma separação da irmã que se iniciou na produção de “Sense8”. Ver essa foto no Instagram Matrix stars Keanu Reeves and Carrie-Anne Moss were spotted in Chinatown today as they filmed scenes for the upcoming sequel (📷: @peacepandaz) #thematrix #matrix4 #keanureeves #carrieannemoss #sanfrancisco #sf #chinatown #houseofnanking #filmset #sequel Uma publicação compartilhada por San Francisco Examiner (@sfexaminer) em 5 de Fev, 2020 às 3:13 PST Ver essa foto no Instagram He's baaaaack! Keanu Reeves is back in the Bay Area filming the next installment of "The Matrix" in San Francisco. Uma publicação compartilhada por KRON4 News (@kron4tv) em 5 de Fev, 2020 às 3:39 PST Ver essa foto no Instagram 'Matrix 4' begins filming in San Francisco 🌉 Drop your best guess — what's Keanu looking at? 👀 (via @dougdalton) Uma publicação compartilhada por Fandom (@getfandom) em 5 de Fev, 2020 às 5:01 PST Ver essa foto no Instagram Mr Keanu Reeves filming Matrix inSF .. bets JT picture … thanks Mr Reeves for posing ! 📸 JTMSPORT10 #keanureeves #matrix4 Uma publicação compartilhada por @ keanuital em 5 de Fev, 2020 às 3:02 PST Ver essa foto no Instagram Walked right into Keanu filming The Matrix 4 in my neighborhood this morning. I wanted to yell, “I love that you’re dating a cool woman in your age group!!!” (Google Alexandra Grant), but chose not to disrupt his creative process because that’s the kind of person I am. Also, an exasperated crew member was all, “We’re working HE-YAH.” 🎥🔥🤓 Uma publicação compartilhada por Erin Carlson (@erinleighcarlson) em 5 de Fev, 2020 às 12:06 PST Ver essa foto no Instagram Yeah there he is, Keanu dodging bullets you can't even see. #matrix4 https://t.co/6jMwhkCNzB Uma publicação compartilhada por Fan community (@keanu_fans_international) em 5 de Fev, 2020 às 11:45 PST Ver essa foto no Instagram Thanks Shane O’ Rourke! Keanu Reeves filming right across street from my office via FB Thanks Manzoni. #Matrix4 #keanureeves Uma publicação compartilhada por Mr_R_News_Blog (@mr_r_news_blog) em 5 de Fev, 2020 às 7:29 PST Ver essa foto no Instagram 📸Первые фотографии со съёмок фильма МАТРИЦА 4. ⠀ Напомним, что сценарий написала Лана ВАЧОВСКИ, которая также выступит режиссёром будущей картины. Киану РИВЗ и Керри-Энн МОСС вернутся к ролям Нео и Тринити, соответственно. ⠀ Премьера 21 мая 2021 года. ⠀ #Matrix4 #КиануРивз @carrieannemoss и @jadapinkettsmith. Uma publicação compartilhada por Кино в Беларуси (@kino.kinoprom) em 6 de Fev, 2020 às 4:45 PST Ver essa foto no Instagram #repost from @keanureevesfanpage2020 #matrix #matrix4 #neo #keanureeves ❤ #King #idol #actor #Neo ☑©️GYPHY ☑©️posts non profit ☑©️thankssource #credit #photocredit #credittoowner #allrightstotheowner #copyrightbytheownerofthepicture #photocredittotheowner #credittotheownerofthemovie Uma publicação compartilhada por keanu_charles_reeves_fan (@big_fan_of_keanu_reeves) em 6 de Fev, 2020 às 8:49 PST
Sam Raimi negocia dirigir sequência de Doutor Estranho
O diretor Sam Raimi, que dirigiu a primeira trilogia do Homem-Aranha nos cinemas, pode voltar a comandar um filme de super-herói da Marvel. Ele abriu negociações com o estúdio comandado por Kevin Feige para substituir Scott Derrickson em “Doctor Strange in the Multiverse of Madness” (Doutor Estranho no Multiverso da Loucura). A Marvel Studios confirmou em janeiro a saída de Derrickson por “diferenças criativas”, mas ele vai continuar no projeto como produtor executivo. Como o filme manteve seu cronograma, com início das filmagens em maio deste ano e lançamento em maio do ano que vem, a Marvel corre para definir o substituto. Caso tope, será a estreia de Raimi num longa produzido pela Marvel Studios, já que os primeiros Homem-Aranha foram lançamentos exclusivos da Sony. Tanto Raimi quanto Derrickson tem passado ligado ao cinema de terror, mas Raimi é mais conhecido por injetar humor em suas histórias aterrorizantes. Mais interessado em desenvolver sua própria produtora nos últimos anos, Raimi não dirige um filme desde 2013, quando lançou “Oz: Mágico e Poderoso”, uma fábula da Disney, justamente a dona da Marvel. O primeiro “Doutor Estranho” foi um sucesso comercial e de crítica quando estreou em 2016, arrecadando quase US$ 680 milhões nas bilheterias mundiais.
Joaquin Phoenix é surpreendido por brasileira em Londres: “You are Coringa!”
O ator Joaquin Phoenix está trabalhando duro em sua campanha na véspera do Oscar, que será entregue no domingo (9/2) em Los Angeles. A campanha, claro, é a favor dos direitos dos animais, sua causa favorita – até porque o Oscar já “está ganho”. Grande responsável pela adoção de menus vegetarianos e veganos na temporada de premiações, Phoenix foi gravado por fãs panfletando nas ruas de Londres nesta semana, durante um protesto contra a indústria agropecuária por sua contribuição na devastação do planeta. Um dos vídeos recentes que surgiram nas redes sociais flagrou sua reação ao ser reconhecido por uma brasileira, que se enrolou muito no inglês e não lembrou o nome original do filme “Coringa” para cumprimentá-lo. “You are Coringa”, disse a jovem, ao receber um panfleto, levando-o a dizer “não”. Mas ele logo percebe que ela quer dizer “Joker”, conforme os elogios brotaram – “You are an actor. I saw your movie I love it. You are a good actor”. Agradecendo a saraivada de elogios de forma modesta e gentil, ele apertou a mão da brasileira e continuou a panfletagem. Cenas assim contrastam de forma radical com a fama de rude e, convenhamos, babaca que a mídia fabricou em torno de sua personalidade. Veja abaixo o vídeo do encontro com a brasileira e outro do protesto. #VIDEO | Joaquin Phoenix hands out Animal Equality UK leaflets to the public on Tower Bridge yesterday pic.twitter.com/DvuQL1g02Z — Joaquin Phoenix Updates (@DailyJoaquin) February 3, 2020 Joaquin Phoenix joins Animal Equality in London to protest factory farming https://t.co/ZnJcXB6tzH — JoaquinPhoenix.com (@JoaqPhoenix) February 3, 2020
Secretário de Direitos Humanos da PGR aciona Justiça contra José de Abreu
Após José de Abreu atacar a ex-colega Regina Duarte com palavras de baixo nível, o secretário de Direitos Humanos da Procuradoria Geral da República, Ailton Benedito, encaminhou ofício ao Ministério Público Federal de São Paulo sugerindo que o órgão tome providências em relação às ofensas. Convidada pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a Secretaria Especial da Cultura, Regina Duarte aguarda apenas a nomeação para tomar posse. “Ainda hoje, 4 de fevereiro de 2020, será encaminhado ofício ao Ministério Público Federal no Estado de São Paulo, a fim de que tome conhecimento do fato e promova as medidas que entender cabíveis nas suas atribuições em face do sujeito que ofendeu todas as mulheres brasileiras”, escreveu Benedito no Twitter, para em seguida confirmar o envio do ofício ao Ministério Público, que de fato recebeu o documento. Benedito encaminhou o ofício após criticar, também no Twitter, as declarações dadas por José de Abreu em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo para justificar agressividade anterior contra Regina. Ao comentar a ida de atriz para o governo Bolsonaro, ele afirmou: “Facista não tem sexo. Vagina não transforma uma mulher em um ser humano. Eu não vou parar, eu sou radical mesmo e estou em um caminho sem volta”. Antes da entrevista, José de Abreu já havia sido criticado, tanto pela esquerda quanto pela direita, por um post no Instagram em que ameaçava “desmascarar” Regina, citando os cabelos brancos, rugas e banhas da atriz e dizendo que sabia o que “fizemos” no passado. “Eu sei o que fizemos na sua casa, na Barra da Tijuca. Eu sou artista, assumo meus vícios e me libertei deles. Mas você, assumindo um cargo público, vai ter que prestar conta deles”, escreveu o ator no post, posteriormente deletado. “Lembra de quantos gays lhe tiraram rugas? Coloriram seus cabelos brancos? Criaram figurinos para esconder suas banhas? Você está cagando na cabeça deles! Eles me ligam, desesperados, com sua postura! Tenha vergonha nessa cara! Vou até o fim. Regina Duarte, vou lhe desmascarar! Assuma seu cargo de apoiadora de fascista se tiver coragem. E aguente as consequências”, completou Abreu na mesma publicação. Com suas declarações, Abreu conseguiu envergonhar até petistas que o consideravam seu ator de estimação. Mas não foi sua primeira manifestação execrável. Em 2016, ele chegou a cuspir num casal em um restaurante e ainda se vangloriou no Twitter, orgulhoso: “Cuspi na cara do coxinha e da mulher dele! Não reagiu! Covarde”, mudando o sentido do que significa covardia. Além disso, desde outubro de 2017 ele é procurado por oficiais de justiça, que tentam citá-lo num processo aberto pela então primeira-dama da capital paulista, Bia Doria — hoje primeira-dama do estado. O motivo foi outra manifestação machista do ator, que escreveu no Twitter, em 9 de outubro de 2016: “STF proíbe vaquejada mas permite que a Bia Doria dê entrevista? É um crime contra os animais…”. Para o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o ator “se encontra em local incerto e não sabido”. Os ataques recentes foram publicados no exterior, enquanto Abreu curtia uma lua de mel com sua nova mulher, 51 anos mais jovem. Em um post de quarta-feira (6/2), ele avisou que o casal não volta ao Brasil, planejando morar na Nova Zelândia.
Aves de Rapina e Jojo Rabbit são as grandes estreias da semana nos cinemas
A semana reservou duas grandes estreias de cinema, com condições de agradar cinéfilos e fanboys. Primeiro filme de super-heróis do ano, “Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” tem a maior distribuição. A produção da Warner, que junta a vilã Arlequina de Margot Robbie (isto é, o que dava para salvar de “Esquadrão Suicida”) com um novo grupo de heroínas relutantes, não é um “Deadpool” feminino, como muitos torciam, mas a versão mais colorida e pop de quadrinhos desde a clássica série de “Batman” dos anos 1960. Há mais ação que humor e pouca fidelidade às publicações que inspiram sua trama, mas o tom anárquico faz justiça à Arlequina. Além disso, sua perspectiva cartunesca traz um frescor divertido ao sombrio universo cinematográfico da DC Comics. Tanto que, dentre as adaptações recentes da editora, seus 90% de aprovação no Rotten Tomatoes só perdem para os 93% recebidos por “Mulher-Maravilha” em 2017. “Jojo Rabbit”, por sua vez, é a consagração de Taika Waititi (de outro filme de super-heróis, “Thor: Ragnarok”) como um dos diretores de comédia mais criativos da atualidade. Vencedor do Festival de Toronto e do WGA Awards, premiações que costumam subestimar comédias, é favorito a levar ao menos o Oscar de Melhor Roteiro Original no domingo (9/2). Por sinal, a demora da Disney/ex-Fox para lançar esse filme no Brasil vai obrigar os cinéfilos a disputar salas em seu circuito médio, para assisti-lo nos três dias que antecedem a premiação. Não precisava. Muito menos escolher uma data de lançamento em que as atenções que deveriam privilegiar esta pequena maravilha estarão divididas com um inescapável blockbuster. Não se pode esquecer que o longa ainda confirma a boa fase de Scarlett Johansson, que concorre ao Oscar pelo papel de mãe inconformada de um pequeno nazista, durante a 2ª Guerra Mundial. Para quem não sabe, a trama ultrajante acompanha esse menino, que é aspirante à membro da juventude hitlerista, sofre bullying dos coleguinhas fascistas e é confortado por seu amigo imaginário, ninguém menos que Adolf Hitler. A história tem uma reviravolta quando a criança descobre que sua mãe está escondendo uma garota judia em sua casa. Como a ideia de fazer piada com Hitler ainda é controvertida, o filme obteve “apenas” 80% no Rotten Tomatoes. A programação se completa com duas produções francesas convencionais. Confira abaixo os detalhes, com todos os títulos, sinopses e trailers das estreias da semana. Aves de Rapina – Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa | EUA | Super-Heróis Arlequina (Margot Robbie), Canário Negro (Jurnee Smollett), Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Cassandra Cain e a policial Renée Montoya (Rosie Perez) formam um grupo inusitado de heroínas. Quando um perigoso criminoso começa a causar destruição em Gotham, as cinco mulheres precisam se unir para defender a cidade. Jojo Rabbit | EUA | Comédia Alemanha, durante a 2ª Guerra Mundial. Jojo (Roman Griffin Davis) é um jovem nazista de 10 anos, que trata Adolf Hitler (Taika Waititi) como um amigo próximo, em sua imaginação. Seu maior sonho é participar da Juventude Hitlerista, um grupo de composto por jovens que concordam com os seus ideais. Um dia, Jojo descobre que sua mãe (Scarlett Johansson) está escondendo uma judia (Thomasin McKenzie) no sótão de casa. Depois de várias tentativas frustradas para expulsá-la, o jovem rebelde começa a desenvolver empatia pela nova hóspede. A Chance de Fahim | França | Drama Forçado a fugir de Bangladesh, sua terra natal, o jovem Fahim (Assad Ahmed) e seu pai deixam o resto da família e partem para Paris. Após a sua chegada à França, eles começam uma verdadeira maratona de obstáculos para obter asilo político. Graças ao seu talento com xadrez, Fahim conhece Sylvain (Gérard Depardieu), um dos melhores treinadores da França. Quando o campeonato francês começa, a ameaça de deportação pressiona Fahim e seu pai. O jovem enxadrista tem apenas uma opção para continuar no país: ser campeão. Quem me Ama, me Segue! | França | Comédia Simone (Catherine Frot) e Gilbert (Daniel Auteuil), um casal de aposentados, vive em uma aldeia no sul da França. Após uma série de acontecimentos, como falta de dinheiro, a mudança do amante de Simone para outro lugar e as reclamações constantes de Gilbert, Simone decide simplesmente sair de casa. Agora, Gilbert está pronto para fazer qualquer coisa para ter sua esposa de volta.
Kirk Douglas (1916 – 2020)
Kirk Douglas, um dos últimos atores da era de ouro de Hollywood, morreu nesta quarta-feira (5/2) aos 103 anos, nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo filho, o também ator Michael Douglas, em comunicado. “É com muita tristeza que meus irmãos e eu anunciamos que Kirk Douglas nos deixou aos 103 anos. Para o mundo, ele era uma lenda, um ator da era de ouro do cinema que viveu seus anos dourados. Um humanitário cujo comprometimento com a justiça e as causas que acreditava estabeleceu um padrão para todos nós aspirarmos”. O texto de Michael conclui dizendo que “para mim e meus irmãos Joel e Peter, ele era simplesmente pai, para Catherine [Zeta-Jones], um maravilhoso sogro, para seus netos e bisnetos, um avô amoroso e, para sua esposa Anne, um marido maravilhoso. A vida de Kirk foi bem vivida e ele deixa um legado no cinema que perdurará pelas gerações vindouras, e uma história como um filantropo de renome que trabalhou para ajudar o público e trazer paz ao planeta”. A causa da morte não é conhecida, mas ele sobreviveu a um acidente de helicóptero em 1991 e a um AVC em 1996, que o deixou com problemas de fala. Filho de imigrantes russos de origem judaica, que chegaram aos EUA fugindo do nazismo, Issur Danielovitch, o menino que virou Kirk Douglas, viveu uma infância pobre, entre seis irmãos. Trabalhava como faxineiro quando conseguiu impressionar o diretor da Academia de Artes Dramáticas de Nova York num teste para entrar na escola, e conseguiu uma bolsa de estudos por não poder bancar as aulas. Ele chegou a estrear no teatro em 1941, mas sua carreira foi interrompida quando foi alistado para lutar na 2ª Guerra Mundial. Por isso, já tinha 30 anos quando sua colega de curso de atuação, a icônica Lauren Bacall, convenceu o produtor Hal Wallis a lhe dar seu primeiro papel no cinema. Era para ser uma figuração, mas o teste foi tão bom que ele foi escalado num dos principais papéis de “O Tempo Não Apaga” (1946), de Lewis Milestone, como o marido alcoólico e não amado de Barbara Stanwyck, personagem complexo que antecipou o tipo de figuras que interpretaria ao longo de mais de 90 longa-metragens. Depois de enfrentar Robert Mitchum e Burt Lancaster em dois clássicos noir, “Fuga do Passado” (1947) e “Estranha Fascinação” (1947), sua fisionomia marcante, caracterizada por uma covinha profunda num queixo privilegiado, logo passou a estampar pôsteres como protagonista. Já em “Minha Secretária Favorita” (1948) deixou de interpretar o vilão para se tornar o galã romântico, em seu primeiro papel principal. Curiosamente, ele não investiu nesse perfil. Ao contrário, preferiu continuar malvado e fazer clássicos. No espaço de uma década, Douglas trabalhou com alguns dos maiores diretores do cinema americano, estrelando filmes memoráveis como “Quem é o Infiel?” (1949), de Joseph L. Mankiewicz, “Êxito Fugaz” (1950), de Michael Curtiz, “Embrutecidos pela Violência” (1951), de Raoul Walsh, “Chaga de Fogo” (1951), de William Wyler, “A Montanha dos 7 Abutres” (1951), de Billy Wilder, “O Rio da Aventura” (1952), de Howard Hawks, “Assim Estava Escrito” (1952), de Vincente Minnelli, “Mais Forte que a Morte” (1953), de Anatole Litvak, “Caminhos sem Volta” (1955), de Henry Hathaway, “Homem sem Rumo” (1955), de King Vidor, “Sede de Viver” (1956), de Minnelli e George Cukor, “Glória Feita de Sangue” (1957), de Stanley Kubrick e a dupla de westerns “Sem Lei e Sem Alma” (1957) e “Duelo de Titãs” (1959), de John Sturges. Se tivesse feito apenas estes filmes, sua filmografia seria uma das melhores de todos os tempos, repleta de clássicos e obras de mestres da sétima arte, de onde saíram, inclusive, suas três indicações ao Oscar. Mas este foi apenas o começo de sua carreira. Douglas deu vida a algumas das principais tendências do cinema hollywoodiano, transitando dos gângsteres de filme noir para os cowboys de chapéu preto, mas ficou conhecido mesmo como o nome dos filmes de qualidade. Sua primeira indicação ao Oscar veio com o papel do pugilista cínico e cruel de “Invencível” (1950), um vilão que encantou a Academia. A segunda foi como um produtor ambicioso de cinema em “Assim Estava Escrito” (1952). E a terceira acompanhou seu retrato sublime do atormentado pintor Vincent van Gogh, em “Sede de Viver” (1956). Em comum, eram todos os personagens repletos de falhas e muitas vezes detestáveis. Esta característica também marcou o jornalista sensacionalista de “A Montanha dos 7 Abutres”, que explorava uma tragédia em busca de benefício próprio, assim como inúmeros outros papéis de sua carreira. Mesmo seus heróis se caracterizavam por possuir um lado sombrio, como Ulisses, no filme homônimo de 1954, o arpoador Ned Land em “20.000 Léguas Submarinas” (1954) e o cowboy Doc Holliday, em “Sem Lei e Sem Alma”. Dizem que essa personalidade difícil não existia apenas nas telas. O ator nutria a reputação de gostar de mandar em seus diretores. Seu amigo de longa data Burt Lancaster costumava dizer que o próprio Kirk Douglas era o primeiro a admitir ser uma pessoa difícil — “Eu sou o segundo a dizer”, acrescentava na piada. Fato é que, desde 1955, passou a receber créditos em seus filmes como produtor. Esta força de bastidores acabou se provando positiva quando ele resolveu enfrentar a lista negra de Hollywood. Para saber o que era a lista negra é preciso lembrar que, após a 2ª Guerra Mundial, políticos da extrema direita tinha instaurado um clima de paranoia nos EUA, dizendo que havia comunistas em todos os lugares, inclusive na indústria cinematográfica. Dando início a uma “caça às bruxas” moderna – uma guerra ao “marxismo cultural”, expressão que não existia na época, mas que serve de parâmetro para os leitores atuais – , o Congresso americano pressionou roteiristas, diretores e atores a revelar quais de seus colegas eram esquerdistas. Quem se recusava a falar, era ameaçado de prisão e fim de carreira. Assim que os primeiros cederam, foi criada uma lista com nomes dos “comunistas” de Hollywood, a infame lista negra. Vários roteiristas foram listados e proibidos de trabalhar. Mas eles encontraram um meio de driblar os políticos, usando a assinatura de colegas e até mesmo pseudônimos. Mesmo assim, havia um clima de pânico por receio do subterfúgio ser descoberto. Quando definiu que seu primeiro filme dos anos 1960 seria “Spartacus”, Kirk Douglas resolveu contratar o melhor roteirista que conhecia, Dalton Trumbo, um escritor da lista negra. Mas ao fechar o projeto com o diretor Stanley Kubrick, ele insistiu que Trumbo fosse creditado com seu nome real. Dizia que se fossem criar problema com o produtor, ele era o produtor. Trumbo foi devidamente creditado e nada aconteceu contra ele, Kubrick ou Douglas, encerrando o terror da lista negra em Hollywood. Como intertexto, esse embate aconteceu apropriadamente num filme de temática revolucionária, em que um escravo chamado Spartacus liderava um levante contra os desmandos do Senado de Roma. Consagrado como um dos principais épicos de seu gênero, “Spartacus” venceu quatro Oscars. O ator dizia que se orgulhava mais disso do que de qualquer filme que tivesse feito. Mas ainda fez muitos outros clássicos nos anos seguintes, entre eles o western “O Último Por-do-Sol” (1961), de Robert Aldrich, “A Lista de Adrian Messenger” (1963), de John Huston, “Sete Dias de Maio” (1964), de John Frankenheimer, “A Primeira Vitória” (1965), de Otto Preminger, “Os Heróis de Telemark” (1965), de Anthony Mann, “Paris Está em Chamas?” (1966), de René Clément, “Movidos pelo Ódio” (1969), de Elia Kazan, e “Ninho de Cobras” (1970), outra parceria com Mankiewicz. Apenas mais uma seleção incrível de obras de mestres do cinema. A partir dos anos 1970, sua carreira seguiu um rumo inusitado, levando-o a acumular filmes de fantasia e ficção científica. O mais curioso é que até essa etapa trash ou decadente, inferior à fase clássica, produziu bons títulos de entretenimento, como a adaptação de Jules Verne “O Farol do Fim do Mundo” (1971), a sci-fi paranormal “A Fúria” (1978), de Brian De Palma, o terror nuclear “Exterminação 2000” (1977), de Alberto Martino, a cultuada viagem no tempo de “O Nimitz Volta ao Inferno” (1980) e o divertido western cartoon “Cactus Jack, o Vilão” (1979), em que enfrentou Arnold Schwarzenegger. Além de Brian De Palma (duas vezes), ele trabalhou com outros cineastas que marcaram a era do VHS, entre eles George Miller, o criador de “Mad Max”, em “Herança de um Valente” (1982), e John Landis, o diretor de “Blues Brothers”, “O Clube dos Cafajestes” e do célebre clipe de “Thriller”, de Michael Jackson, em “Oscar: Minha Filha Quer Casar” (1991) – no qual contracenou com Sylvester Stallone. Um de seus últimos filmes, “Acontece nas Melhores Famílias” (2003), ainda lhe permitiu atuar ao lado de seu filho, o igualmente famoso ator Michael Douglas. Para dar a devida dimensão à importância e tamanho da carreira de Kirk Douglas, basta lembrar que ele ganhou seu primeiro troféu pelas realizações da vida no Globo de Ouro de 1968. Quase 30 anos depois, em 1996, foi a vez do Oscar homenageá-lo por sua impressionante filmografia. Após mais três anos, foi a vez do SAG (Sindicato dos Atores). E ele ainda estava ativo. Em 2001, foi a vez do Festival de Berlim. Até o WGA (Sindicato dos Roteiristas) lhe deu um prêmio em reconhecimento pelo que fez por Dalton Trumbo. Na verdade, a indústria cinematográfica nunca parou de homenageá-lo, desde que ele ganhou sua estrela na Calçada da Fama em 1960. E o motivo de tanto carinho é que, em contraste com os papéis de malvados, ele foi um grande herói da vida real. Não apenas por enfrentar o fascismo americano. Mas por criar a Fundação Douglas, que desde 1964 investe em vários projetos de educação e saúde, ajudando a manter casas de repouso para astros idosos, hospitais infantis, playgrounds públicos, pesquisas médicas e bolsas de estudos. Em 2018, já com 101 anos, de cadeira de rodas e com problemas relacionados a seu AVC, Kirk Douglas pôde testemunhar pela última vez como era querido em Hollywood, ao ser aplaudido de pé por toda a geração atual de atores, atrizes e cineastas. Foi a última vez em que apareceu em público, durante o Globo de Ouro.
The First Lady: Viola Davis será Michelle Obama em série sobre Primeiras-Damas dos EUA
O canal pago americano Showtime anunciou a produção da série “The First Lady”, sobre três importantes primeiras-damas dos EUA, Eleanor Roosevelt (1884-1962), Betty Ford (1918-2011) e Michelle Obama (1964-). Por ocasião do anúncio, apenas a intérprete de Michelle Obama está definida. A atriz Viola Davis (“How to Get Away with Murder”) viverá a esposa de Barack Obama e também produzirá a atração. “Fazer Viola Davis interpretar Michelle Obama é um sonho tornado realidade, e não poderíamos ter mais sorte de ter seu talento extraordinário para ajudar a lançar esta série”, afirmou a presidente da Showtime Jana Winograde em comunicado. A série é uma criação do escritor Aaron Cooley (“Four Seats: A Thriller of the Supreme Court”) e vai focar na vida pessoal, atuação e influência política das primeiras-damas dos EUA. Caso se prove um sucesso, novas temporadas devem abordar outras esposas famosas de presidentes americanos. Em fase inicial de produção, “The First Lady” vai agora completar seu elenco, antes de definir cronograma de gravações e sua data de estreia.
Redemption Song: Último clássico de Bob Marley ganha clipe de aniversário de 40 anos
A gravadora Island Records divulgou um clipe inédito de “Redemption Song”, música famosa de Bob Marley, que em 2020 completa 40 anos de seu lançamento original. Última faixa do último álbum gravado pelo cantor, “Uprising”, lançado em julho de 1980, “Redemption Song” é considerada o clássico final de Marley. Foi também o último single que ele lançou em vida. O disquinho de vinil com a canção chegou às lojas em outubro de 1980, sete meses antes de sua morte. Com letra extraída de discursos do ativista Marcus Garvey, “Redemption Song” surpreendeu por ser diferente de tudo o que o artista tinha feito até então. Acústica, ela registra a voz do cantor jamaicano apenas com acompanhamento de violão, aproxima-se do folk de protesto, ao estilo das primeiras músicas de Bob Dylan, sem o apelo do reggae que transformou Marley num ícone mundial. Com direção e artes dos artistas franceses Octave Marsal e Theo de Gueltz (que já assinaram lenços da grife Hermés), o vídeo consiste de cerca de 2,7 mil desenhos feitos à mão e animados artesanalmente, retratando os temas da canção e a interpretação de Marley.












