Prefeitura de São Paulo cria programa de incentivo à filmagens na cidade
A prefeitura de São Paulo publicou decreto que cria um programa de apoio a filmagens nacionais e internacionais na cidade. Ele prevê um subsídio de 20% a 30% do valor total gasto por produções que escolham a capital como cenário. Os recursos podem ser desembolsados tanto em dinheiro como em infraestrutura. A medida consolida a política de atração de filmagens para promover a cidade. Além da promoção de São Paulo, a iniciativa também fomenta a atividade cinematográfica na cidade, ajudando a criar um pólo de profissionais especializados, o que gera mais emprego, circulação de dinheiro e desenvolvimento. Várias metrópoles canadenses têm programas similares, que fazem com que a maioria das séries e muitos filmes americanos sejam rodadas por lá, a ponto de obrigar Los Angeles a conceder incentivos para manter os estúdios de Hollywood na cidade. A iniciativa de estimular filmagens em São Paulo havia sido anunciada no ano passado, por decisão do prefeito Bruno Covas, que encomendou o projeto ao secretário da Cultura, Alê Youssef, e à presidente da Spcine, a cineasta Laís Bodanzky.
Estrela de Vikings vai protagonizar série criminal do criador de Big Little Lies
A atriz Katheryn Winnick, que encantou os fãs de séries como a rainha guerreira Lagertha, em “Vikings”, já definiu seu próximo papel televisivo. Ela vai estrelar “The Big Sky”, nova série criminal criada por David E. Kelley (“Big Little Lies”) para a rede ABC. Escrita por Kelley, a trama de “The Big Sky” é baseada em “The Highway”, livro de CJ Box que abre uma série de romances da personagem Cassie Dewell. Dewell ainda não foi escalada, mas Winnick viverá sua parceira. No suspense criminal, a detetive particular Cassie Dewell faz parceria com a ex-policial Jenny Hoyt (Winnick) em uma busca por duas irmãs que foram sequestradas por um motorista de caminhão em uma estrada remota em Montana. Quando descobrem que essas não são as únicas garotas que desapareceram na área, elas correm contra o relógio para deter o assassino antes que outra mulher seja levada. O elenco também destaca Ryan Phillippe (protagonista da série “Shooter”) no papel de Cody Hoyt, ex-marido da personagem de Winnick, que também é ex-policial e se envolve no caso porque uma das garotas desaparecidas é namorada de seu filho. O primeiro episódio será dirigido pelo cineasta Paul McGuigan (“Victor Frankenstein”), mas ainda não há previsão de estreia. Além de estrelar “The Big Sky”, Winnick poderá ser vista em três filmes nos próximos meses: os thrillers “The Minuteman”, ao lado de Liam Neeson, “Wander”, com Tommy Lee Jones, e “Flag Day”, dirigido e estrelado por Sean Penn.
Law & Order: SVU e séries de Chicago são renovadas por mais três temporadas
A rede NBC renovou todas as séries produzidas por Dick Wolf por mais três anos. Isto significa um aumento significativo no recorde de exibição de “Law & Order: SVU”, que ao chegar a seu 21º ano, em setembro passado, tornou-se a série live action mais duradoura da História da televisão americana. Com a renovação, o longevo drama policial estrelado por Mariska Hargitay e o rapper Ice-T vai chegar até a 24º temporada. A mesma renovação trienal foi estendida para a franquia “Chicago”, que atualmente consiste de três séries diferentes. A primeira e ainda carro-chefe “Chicago Fire”, atualmente exibindo seu oitavo ano de produção, teve sua duração confirmada até a 11ª temporada, “Chicago PD””, que atravessa o sétimo ano, garantiu-se até a 10ª e “Chicago Med, em seu quinto ano, chegará até a 8ª temporada. As renovações maciças fazem parte de um super-acordo fechado entre Wolf e o estúdio Universal Television. O megaprodutor assinou um contrato de cinco anos e nove dígitos, que inclui a produção de novas séries para streaming, visando o lançamento da plataforma Peackock, da NBCUniversal. O acordo inclui liberação de direitos para o catálogo de séries de Dick Wolf para a plataforma. Segundo cálculos do site Deadline, a soma de valores de todas as aquisições, direitos e encomendas giram em torno de US$ 1 bilhão. “Estamos muito satisfeitos, empolgados e orgulhosos por, como parte desse acordo épico com a Wolf Entertainment, o público leal da NBC saber que seus programas favoritos têm um futuro garantido nos próximos três anos”, disse Paul Telegdy, presidente da NBC Entertainment, em comunicado sobre o acordo. “Gostei muito de trabalhar com Dick ao longo de décadas e nem é preciso dizer que ele continua sendo um dos produtores mais influentes da história”, acrescentou Bonnie Hammer, presidente do NBCUniversal Content Studios. “Ele é um visionário diferente de qualquer outro, cujo impacto mudou todo o cenário da televisão. Estamos muito felizes em ver Dick e sua equipe permanecerem na família NBCUniversal por muitos anos.” Além das séries de Dick Wolf, a NBC também já tinha renovado o drama médico “New Amsterdam” e o melodrama familiar “This Is Us” para três temporadas de uma vez.
Letitia Wright vai viver arrepiante história real das Gêmeas Silenciosas
A atriz Letitia Wright, princesa da Marvel celebrizada em “Pantera Negra”, vai estrelar “The Silent Twins” (as gêmeas silenciosas), adaptação cinematográfica da história real e assustadora das irmãs June e Jennifer Gibbons. O longa se baseia no livro homônimo (veja a capa abaixo), escrito pela jornalista investigativa Marjorie Wallace, que detalha como June e Jennifer Fibbons ganharam seu apelido famoso. Nascidas em Barbados e criadas no País de Gales, as gêmeas cometeram crimes como incêndios e agressões na infância, mas o que mais chamava atenção para elas era o fato de só se comunicarem entre si, recusando-se a conversar com qualquer outra pessoa ao seu redor. Essa atitude resultou na internação de ambas em um hospital psiquiátrico, onde foram testadas e revelaram altíssimo QI. Quando as duas tinham 30 anos, decidiram que uma delas deveria morrer para que outra pudesse conversar com outras pessoas. Algum tempo depois, Jennifer teve um mal súbito não esclarecido e morreu. Atualmente com 57 anos, June continua viva e ainda mora com seus pais no País de Gales. Ela não é mais monitorada por médicos e conversa normalmente com outras pessoas, mas não aceita falar sobre a relação que tinha com sua irmã. O filme ainda não tem data para iniciar suas filmagens.
Ava DuVernay desenvolve série sci-fi na Amazon
A Amazon vai produzir a nova série da cineasta Ava DuVernay, após o sucesso de “Olhos que Condenam” na Netflix. Desta vez, trata-se de uma trama sci-fi. Ela vai produzir uma adaptação de “Despertar” (Dawn), premiado livro de Octavia E. Butler, escritora conhecida por juntar temas de ficção científica e questões raciais. “Despertar” é o primeiro volume de uma trilogia iniciada nos anos 1980, mas recém-publicada no Brasil, conhecida como “Lilith’s Brood” e “Xenogênese”. Publicada em 1987, a obra gira em torno de Lilith, uma mulher afro-americana que acorda 250 anos após uma guerra nuclear devastar o mundo. Toda a raça humana desapareceu da superfície do planeta, exceto uma pequena quantidade de espécimes, salva e colocada em hibernação por uma raça alienígena. Após o planeta voltar a ser habitável, os alienígenas planejam repopular a Terra, mas em troca da sobrevivência, querem cruzar com os humanos, para originar bebês híbridos que possam evoluir ambas as espécies. Lilith recebe a missão de convencer os demais a aceitar os termos, mas a maioria se horroriza com a proposta. A obra foi premiada com os troféus Nebula e Hugo, principais reconhecimentos da literatura de ficção científica. A adaptação será comandada por Victoria Mahoney, diretora de “Queen Sugar”, a primeira série criada por DuVernay, e que também foi diretora da segunda unidade de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”. Ainda não há previsão de estreia.
Os Simpsons: Kevin Feige dubla Thanos em cena do episódio que satiriza Vingadores: Ultimato
A rede americana Fox divulgou o pôster e uma cena do episódio especial de “Os Simpsons” que satiriza “Vingadores: Ultimato”. Na prévia, é possível ver uma versão de Thanos, chamada de Chinos, que controla um aplicativo que pode destruir a humanidade. Sua voz é dublada por ninguém menos que Kevin Feige, o todo-poderoso chefão da Marvel no cinema. No episódio, intitulado “Bart The Bad Guy”, o filho mais velho de Homer consegue assistir ao filme mais recente dos “Vindicantes” antes do lançamento nos cinemas e passa a usar spoilers do longa como material de chantagem. O capítulo será exibido no domingo (1/3) nos Estados Unidos e também terá participações especiais dos Irmãos Russo, diretores de “Vingadores: Guerra Infinita” e “Vingadores: Ultimato”, além de Colbie Smulders, que vive a agente Maria Hill nos filmes da Marvel. “Os Simpsons” é transmitida pelo canal pago Fox no Brasil.
Intérpretes de Capitã Marvel e Mulher-Maravilha brigam e beijam em fotos de bastidores
As atrizes Brie Larson e Gal Gadot, que vivem as super-heroínas Capitã Marvel (do universo cinematográfico da Marvel) e Mulher-Maravilha (do universo cinematográfico da DC), compartilharam fotos dos bastidores de sua participação no Oscar 2020. As duas apresentaram juntas um prêmio na cerimônia, realizada no início do mês. E tiraram selfies do encontro, em que apareceram “brigando” e mandando beijos juntas. “Façam amor, não guerra”, ambas escreveram, com bom humor, ao compartilhar as mesmas imagens. Veja abaixo. E lembre-se de clicar na setinha ao lado da imagem destacada no Instagram para ver a segunda foto. Ver essa foto no Instagram Make love, not war @gal_gadot Uma publicação compartilhada por Brie (@brielarson) em 27 de Fev, 2020 às 2:11 PST Ver essa foto no Instagram Make love ,Not war ❤️ @brielarson #oscars2020 Uma publicação compartilhada por Gal Gadot (@gal_gadot) em 27 de Fev, 2020 às 11:24 PST
Camila María Concepción (1992 – 2020)
Camila María Concepción, ativista da causa trans que estava inciando a carreira como roteirista nas séries “Daybreak” e “Gentefied”, da Netflix, morreu aos 28 anos. A morte de Camila foi confirmada por amigos e colegas nas redes sociais, e aconteceu logo após o lançamento de “Gentefied”, que chegou na plataforma na sexta passada (21/2). A hipótese principal é de suicídio. Além de ser assistente na confecção dos roteiros de “Gentefied”, ela roteirizou um episódio da 1ª temporada da série, sobre três primos latinos que tentam manter a lanchonete de tacos da família num bairro cada vez mais embranquecido, e trabalhou com Jill Soloway, criadora da série “Transparent”, em campanhas de igualdade de gêneros em filmes, televisão e artes. Em mensagem nas redes sociais, Marvin Lemus, roteirista de “Gentefied”, lamentou a morte do “mais especial e cru talento” que ele já conheceu. “Tenho tentado anestesiar esta dor e focar no show e em todo o amor que temos recebido. Camila, estou tão bravo com você agora. Porque eu sou um dos seus milhões de fãs. Eu ia fazer de tudo para que o mundo conhecesse seu nome”, postou.
César 2020: Polanski diz que não vai ao “Oscar francês” para não ser linchado
O cineasta franco-polonês Roman Polanski anunciou que não irá à 45ª cerimônia do César, o “Oscar francês”, marcada para esta sexta (28/2), apesar de seu novo filme, “O Oficial e O Espião” (J’accuse), liderar as indicações ao prêmio e concorrer em 12 categorias. “Há vários dias, me perguntam: você vai ou não à cerimônia do César? E eu respondo com a seguinte pergunta: como eu poderia?”, questionou Polanski, em comunicado. “Já sabemos o que vai acontecer nesta noite. As ativistas me ameaçam de um linchamento público. Algumas anunciam protestos, outras querem fazer de seu combate uma tribuna. Tudo isso promete mais ser um simpósio do que uma festa do cinema que deveria recompensar seus maiores talentos”, afirmou o cineasta. Polanski disse ainda que a decisão foi tomada “com pesar”, visando “não apoiar um tribunal de opinião autoproclamado pronto para ‘chutar’ os princípios do Estado de Direito para que o irracional triunfe novamente”, mas principalmente porque sua ausência vai proteger sua esposa e filhos, que, segundo ele, “são vítimas de injúrias e ataques”. De fato, feministas programaram uma manifestação diante da sala Pleyel, em Paris, onde o evento será realizado, para protestar contra a aclamação de um homem acusado de diversos estupros e agressões sexuais. Um grupo de mulheres também colou cartazes nas paredes externas do prédio nesta semana com os dizeres “Violanski: o César da vergonha”, em um trocadilho com a palavra “viol” (estupro em francês) e o sobrenome Polanski. Graças à essa reação às indicações do filme de Polanski ao prêmio, toda a diretoria da Academia das Artes e Técnicas Cinematográficas da França, responsável pelo César, anunciou sua renúncia há duas semanas (em 13/2). O detalhe é que decisão não foi lamentada, mas comemorada por vários astros e cineastas franceses, que consideram a direção da Academia muito velha e ultrapassada, além de preconceituosa. Um manifesto de algumas das principais estrelas da França também criticou a Academia por privilegiar artistas brancos e não reconhecer imigrantes e profissionais de colônias francesas. Desde sua exibição, “O Oficial e o Espião” vem enfrentando protestos feministas na França, estimulados pelo surgimento de mais uma acusação de estupro contra o diretor, que, como as demais, teria acontecido há várias décadas. Mas isso não impediu o lançamento de “O Oficial e o Espião” de se tornar a estreia mais bem-sucedida da carreira de Polanski, batendo o recorde de público de sua trajetória como cineasta. A crítica também aprovou o filme. Mesmo com vários jornalistas se recusando a avaliar o filme, ele atingiu 71% de aprovação no Rotten Tomatoes. A principal razão dos protestos se deve ao fato de Polanski ser considerado foragido da Justiça dos Estados Unidos desde 1977, quando foi condenado por estuprar uma menina de 13 anos. Apesar disso, apenas em 2018 foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA e isto somente depois que o movimento #MeToo relembrou seu histórico e incentivou o surgimento de novas acusações de abusos da mesma época. Na ocasião, o diretor chamou a atitude de hipocrisia, lembrando que sua condenação por abuso de menor era pública desde os anos 1970 e isso não impediu a Academia americana de lhe consagrar com um Oscar em 2003, por “O Pianista”. Entretanto, houve uma mudança significativa de comportamento em relação à tolerância de agressões sexuais. O silêncio em torno de abusos também diminuiu, o que fez com que supostas vítimas se manifestassem pela primeira vez. Polanski chegou a ser acusado por cerca de 12 mulheres, que se apresentaram como vítimas de abusos cometidos entre os anos 1970 e 1980. Além das indicações ao César, “O Oficial e o Espião” também concorreu ao prêmio da Academia Europeia, mas perdeu. Em compensação, venceu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Veneza no ano passado. O filme será exibido no Brasil a partir de 13 de março.
Modo Avião vira o filme de língua não inglesa mais visto da Netflix
“Modo Avião”, estrelado por Larissa Manoela, virou o filme em língua não inglesa mais popular na história da Netflix. A plataforma anunciou o sucesso da produção em suas redes sociais, revelando números. De acordo com a postagem (veja abaixo), o longa foi assistido em quase 28 milhões de lares desde o lançamento, em 23 de janeiro. E não foram apenas brasileiros que se interessaram: dois terços da audiência vieram do exterior, de países como Estados Unidos, México, França e Alemanha. Apesar desse sucesso de público, “Modo Avião” não agradou à crítica internacional. Apenas dois críticos citados no Rotten Tomatoes optaram por assistir ao filme e ambos consideram a historinha muito clichê e desaprovaram. O veredito do site Decider, inclusive, era para o público pular a produção – não no sentido em que Sandy & Júnior cantam, mas para evitar mesmo. “Modo Avião” é baseado num conceito do mexicano Alberto Bremmer (“Ya Veremos”). A versão brasileira foi escrita por Renato Fagundes (“Vai que Cola – O Começo”) e Alice Name-Bomtempo (“Vai que Cola” – a série), e a direção ficou a cargo de César Rodrigues (“Vai que Cola – O Filme”). Na trama, Larissa Manoela vive uma “influencer” adolescente das redes sociais que não larga o celular, até que um série de acidentes faz sua família tomar uma atitude drástica e mandá-la para “Jupiter” – lugar também conhecido como a fazenda de seu avô (Erasmo Carlos) sem cobertura de celular – , onde aprende uma lição sobre a importância da família e de amizades reais – a tal moral da história. 🚨✈️ Alerta de hit ✈️🚨 Modo Avião é o filme de língua não inglesa mais popular na Netflix até hoje! Quase 28 milhões de lares assistiram ao filme desde o lançamento, há quatro semanas – dois terços deles fora do Brasil, em países como Estados Unidos, México, França e Alemanha. pic.twitter.com/HhqkYkGQ4k — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) February 27, 2020
Novo clipe do BTS bate recorde de visualizações simultâneas no YouTube
A boy band sul-coreana BTS lançou o clipe de “On”, que, minutos depois de ser disponibilizado, bateu o recorde de visualizações simultâneas da plataforma, ao registrar 1,54 milhão de pessoas assistindo sua estreia simultaneamente. O vídeo destaca as coreografias caprichadas que caracterizam o grupo, além de muitos efeitos visuais e uma letra focada na superação, que tenta convencer que dor e medo podem servir como motivação na vida. Em seis horas, “On”, que faz parte do álbum “Map of the Soul: 7”, acumulou mais de 20 milhões de visualizações. Seu sucesso confirma a força do K-pPop em todo o mundo, e serve de belo exemplo para governos que tratam cultura como inimiga. O fenômeno do BTS demonstra claramente o que acontece quando a cultura é impulsionada pelo Estado, como na Coreia do Sul, e passa a representar “soft power” mundial. Para quem não sabe, o Ministério da Cultura sul-coreano tem um departamento específico para o K-pop, que incentiva gravadoras, investe na construção de locais para shows e cuida da regulamentação específica, como a programação de bares karaokês, com o objetivo de fomentar a indústria musical do país.
Reboot de Candyman ganha primeiro trailer sanguinário
A Universal divulgou o pôster e o primeiro trailer do remake/reboot do terror “Candyman”, que tem produção de Jordan Peele (“Corra!”). A prévia recria várias cenas do filme de 1992, com requintes sanguinários e algumas mudanças significativas. A principal diferença é que o ator Yahya Abdul-Mateen (“Aquaman”, “Watchmen”) interpreta o protagonista, numa mudança de sexo em relação ao filme original de 1992, estrelado por Virginia Madsen, vítima do monstro vivido por Tony Todd. Além disso, há diferenças sociais. O novo filme retorna à vizinhança de Chicago onde a lenda se originou, mas o local é outro após 26 anos. Se antes era cheio de residências populares, hoje é tomado por famílias de classe média alta, que se mudaram para o bairro. Para quem não lembra, a lenda do Candyman girava em torno de um filho de escravo que se tornou próspero depois de desenvolver um sistema para fabricar sapatos em massa durante a Guerra Civil. Ele também se tornou conhecido como artista por seu talento como pintor de retratos. Depois de se apaixonar e ser pai de uma criança com uma mulher branca em 1890, Candyman foi atacado por uma turba de linchamento contratada pelo pai de sua amada. Eles cortaram sua mão para que não pudesse mais pintar e a substituíram por um gancho. Depois, foi untado com mel roubado de um apiário, atraindo abelhas famintas que o picaram até a morte. Seu cadáver foi queimado e suas cinzas foram espalhadas pela área de Chicago onde sua aparição é mais forte. Seu espírito vingativo aparece quando seu nome é dito cinco vezes no espelho, com consequências mortais. A descrição do personagem, que lembra uma mistura da lenda urbana de Bloody Mary (ou da Loira do Banheiro) com a tortura sofrida pelo Negrinho do Pastoreio é, na verdade, baseada no conto “The Forbidden”, assinado pelo mestre do terror Clive Barker (“Hellraiser”). Com direção e roteiro de Nia DaCosta (“Little Woods”), o novo “Candyman” tem estreia está marcada para 11 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Taylor Swift se transforma em homem em clipe que critica comportamento machista
A cantora Taylor Swift se transformou em homem, com barba e comportamento machista, em seu novo clipe, “The Man”. O vídeo ilustra o comportamento tóxico masculino, com indiretas para a indústria fonográfica. A produção também contou com uma participação especial do ator Dwayne Johnson, que dublou a voz de Swift na cena final. “The Man” tem letra de hino feminista e seu clipe, dirigido pela própria Taylor Swift, é um compêndio de maus exemplos masculinos, desde urinar nas ruas até o comportamento folgado em transporte público, sem esquecer pitis em disputas esportivas, abuso de álcool, objetificação feminina, egocentrismo, egoismo, ganância, exibicionismo e transformação de mulheres e filhos em troféus. Se não fosse pela barba, a Taylor masculina poderia ser facilmente confundida com Jordan Belfort, o personagem de Leonardo DiCaprio em “O Lobo de Wall Street”. Mas algumas referências apontam outras inspirações, como uma placa que indica ser proibido o uso de patinetes, na cena em que ela urina no metrô. Patinete, em inglês, é scooter, como em Scooter Braun, o empresário de Justin Bieber que comprou os direitos de suas músicas. Scott Borchetta, antigo dono de gravadora com quem a cantora se desentendeu, também é citado em outro cartaz visto no metrô: “Chefe Scotch. Capitaliza o sentimento”. O fim do clipe mostra como foi feita a transformação, passo a passo, com grande uso de próteses faciais.












