Academia Britânica também adia sua premiação de cinema para abril de 2021
Depois do Oscar, o BAFTA Awards também mudou as datas de sua premiação de cinema de 2021. A Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas anunciou que seu próximo evento vai acontecer em 11 de abril – exatamente duas semanas antes do Oscar, que acontecerá em 25 de abril de 2021. Em comunicado divulgado nesta segunda (15/6), A Academia Britânica disse que a mudança “reconhece o impacto da pandemia global e acomoda um período mais prolongado de elegibilidade”. E resume-se a informar que “mais detalhes sobre a cerimônia serão anunciados no final do ano”. A premiação do BAFTA costuma preceder o Oscar em alguns dias. Neste ano, o evento britânico aconteceu em 2 de fevereiro, enquanto o Oscar foi realizado em 9 de fevereiro. Além de premiar os melhores do cinema, o BAFTA também reconhece os melhores da TV em uma cerimônia diferente. A celebração televisiva de 2020 estava prevista para o mês passado, mas foi adiada para 31 de julho e deverá acontecer com apresentadores e indicados isolados socialmente, participando do evento por meio de videoconferência. As indicações ao prêmio televisivo, que destacaram “Chernobyl”, foram reveladas no início de junho. Confira aqui.
Trailer do drama M-8 chama atenção para o racismo estrutural brasileiro
A Paris Filmes e a Migdal Filmes divulgaram fotos, o pôster e o trailer de “M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida”. Apesar do título de filme espírita, trata-se do novo drama de Jeferson De, do premiado “Bróder” (2010) e o mais próximo de um Spike Lee que o cinema nacional já produziu. Ele não gosta da comparação, mas ela existe porque Jeferson De ainda é um raro cineasta negro brasileiro que consegue se manter ativo sem grandes hiatos de produção há uma década, e sempre abordando temas de interesse racial em sua filmografia. Por sinal, a prévia de “M-8” sugere que se trata de seu filme mais fiel ao “Dogma Feijoada”, uma proposta para o cinema negro brasileiro que ele lançou em 1997 – em que diretor, ator principal e tema devem ser negros, atuais e urgentes, e que os personagens negros não podem ser estereotipados. Baseado no livro homônimo de Salomão Polakiewicz, o filme gira em torno de Maurício (Juan Paiva, de “Malhação”), filho de uma auxiliar de enfermagem (Mariana Nunes, de “Carcereiros”), que se torna calouro de uma faculdade de Medicina. Durante uma aula de anatomia, Maurício é apresentado a M-8 (Raphael Logam), corpo que servirá para estudo da classe durante o primeiro semestre. Mas ele não demora a descobrir que todos os cadáveres dos estudos são pretos, o que lhe causa espanto. Após se tornar vítima gratuita de violência policial e enfrentar outras experiências de racismo estrutural, Maurício passa a perceber que tem mais em comum com os mortos que com seus colegas brancos de aula. Lázaro Ramos, Henri Pagnoncelli, Zezé Motta e Malu Valle fazem participações especiais. Exibido no Festival do Rio do ano passado, “M-8” tem estreia prevista para o segundo semestre de 2020, quando os cinemas puderem reabrir.
Netflix renova Sangue e Água para 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série sul-africana “Sangue e Água” (Blood & Water) para sua 2ª temporada. A confirmação dos novos episódios foi divulgada por meio de um vídeo, que mostra a reação do elenco à notícia. No vídeo anunciando a 2ª temporada, a diretora Nosipho Dumisa aparece interagindo com vários membros do elenco para contar a novidade, enquanto a câmera captura a reação de surpresa e alegria dos atores, que soltam palavrões inesperados e até se emocionam em alguns casos. A trama da série acompanha uma adolescente que se transfere para uma nova escola, frequentada pela elite, com o objetivo de investigar em segredo um sequestro que abalou sua família. Com roteiros e direção da cineasta Nosipho Dumisa (da “janela indiscreta” sul-africana “Nommer 37”), a série estreou em 20 de maio na plataforma de streaming. A produção segue a linha da espanhola “Elite” e da mexicana “Control Z”, que também foram renovadas.
Oscar é adiado para abril de 2021
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou o adiamento da 93ª cerimônia do Oscar. Originalmente prevista para acontecer em 28 de fevereiro, ela agora será realizada em 25 de abril de 2021. Além disso, o período de elegibilidade ao Oscar para longas-metragens – que começou em 1º de janeiro e expiraria em 31 de dezembro de 2020 – foi estendido para 28 de fevereiro de 2021. As mudanças refletem tempos incomuns, devido à pandemia de coronavírus, mas não são inéditas. O Oscar já tinha sido adiado três vezes anteriormente – devido às inundações de Los Angeles em 1938, após o assassinato do Dr. Martin Luther King, Jr. em 1968 e após a tentativa de assassinato do Presidente Ronald Reagan em 1981. Já janela de elegibilidade tinha sido estendida para além do período tradicional de 12 meses apenas uma vez, no 6º Oscar. Na ocasião, a cerimônia de março de 1934 foi precedida por uma janela de elegibilidade de 17 meses, de 1º de agosto de 1932 a 31 de dezembro de 1933, para o ajuste do calendário – de modo que o período de elegibilidade pudesse ser o ano anterior a cada cerimônia, de 1 de janeiro a 31 de dezembro, dali em diante. Em um comunicado, a Academia indicou que o evento ainda será realizado no Dolby Theatre em Hollywood e terá transmissão ao vivo pela rede ABC nos EUA, numa aparente rejeição da possibilidade de uma premiação pré-gravada ou com participação virtual dos indicados. Outras mudanças de datas também foram anunciadas. O prazo de inscrição para o Oscar para as categorias gerais – entre elas, Melhor Filme, Trilha Sonora e Canção Original – irá até 15 de janeiro de 2021. O prazo de inscrição para as categorias especiais – Melhor Animação, Documentário, Filme Internacional e curtas – é 1º de dezembro de 2020. Entre 1 e 5 de fevereiro, comitês especializados da Academia farão votações preliminares para reduzir o número de indicados nas categorias especiais, como Documentário e Filme Internacional, entre outras. O resultado dessa peneira será conhecido no dia 9 de fevereiro. De 5 a 10 de março, os vários candidatos de todas as categorias passarão por uma votação preliminar que determinará a lista oficial de indicações ao Oscar. Os nomes dos indicados serão divulgados em 15 de março. A votação final será realizada de 15 a 20 de abril, para a entrega do Oscar aos vencedores em 25 de abril. Os organizadores da premiação também anunciaram que o Governors Awards da Academia, um jantar de gala, geralmente realizado na segunda semana de novembro, no qual a organização, há 11 anos, apresenta Oscars honorários, não ocorrerá neste outono. “Informações adicionais sobre a cerimônia e seleção de homenageados serão fornecidas posteriormente”, disse a Academia em comunicado, sugerindo que os homenageados ainda podem ser escolhidos e celebrados antes ou mesmo durante a cerimônia do Oscar. Da mesma forma, a apresentação dos Prêmios Científicos e Técnicos da Academia, programada para o próximo sábado (20/6) em Beverly Hills, foi adiada para uma data posterior ainda a ser determinada. Para completar, a Academia ainda anunciou que o Museu de Cinema da Academia, esperado há muito tempo, será apresentado a um público selecionado com uma festa de gala na véspera do Oscar, em 17 de abril, e será aberto ao público alguns dias após a premiação, em 30 de abril. “Por mais de um século, os filmes desempenharam um papel importante nos confortando, inspirando e entretendo nos tempos mais sombrios”, disseram o presidente da Academia, David Rubin, e a CEO da entidade, Dawn Hudson, no comunicado. “Eles certamente tem feito isso este ano. Nossa esperança, ao estender o período de elegibilidade e a data de entrega de nossos prêmios, é proporcionar a flexibilidade que os cineastas precisam para terminar e lançar seus filmes sem serem penalizados por algo além do controle de qualquer um. Este próximo Oscar e a abertura de nossa o novo museu marcarão um momento histórico, reunindo fãs de cinema ao redor do mundo para se unirem através do cinema”. Karey Burke, presidente da ABC Entertainment, acrescentou: “Nos encontramos em território desconhecido neste ano e continuaremos a trabalhar com nossos parceiros na Academia para garantir que o evento do próximo ano seja seguro e comemorativo, e que também capte a emoção da abertura do Museu de Cinema da Academia.”
Jessica Chastain vai produzir série de suspense criminal
A atriz Jessica Chastain (“It: Capítulo Dois”) vai produzir uma série de suspense criminal baseada no novo romance de Alice Feeney, “His & Hers”. A produtora de Chastain, Freckle Films, será responsável pela adaptação em parceria com a Endeavor Content e a produtora executiva Kristen Campo (“The Killing”, Truth Be Told”). O livro acompanha um casal divorciado que precisa lidar com suspeitas durante a investigação de um crime. O casal é formado por Jack Harper, um detetive policial britânico, e Anna Andrews, uma telejornalista da BBC. Quando uma mulher é encontrada assassinada em sua cidade natal, Anna reluta em cobrir o caso e Jack suspeita do envolvimento dela, até que ele próprio se torna suspeito do assassinato. “His & Hers” será o segundo romance de Feeney adaptado numa minissérie. Seu livro de estréia, “Sometimes I Lie”, está atualmente em desenvolvimento na Fox com produção da WBTV (Warner Bros Television) e Ellen DeGeneres, e com Sarah Michelle Gellar (a eterna “Buffy”) no papel principal. A Freckle Films está atualmente em pós-produção do filme “355”, um thriller de espionagem baseado em uma ideia original de Chastain, que ela própria está estrelando, e “The Eyes of Tammy Faye”, também estrelado por Chastain. Outros projetos incluem “The Division” na Netflix e uma série em desenvolvimento no canal britânico ITV, com financiamento da Sony Television.
Search Party: 3ª temporada ganha trailer para estreia na HBO Max
A HBO Max divulgou o pôster e o trailer da 3ª temporada de “Search Party”, que agora será disponibilizada pelo serviço de streaming, após o canal TBS exibir os dois primeiros anos na TV paga. A prévia é ainda mais insana que o habitual, ao mostrar que o crime também alimenta a subcultura das celebridades. Criada pelo trio de cineastas indie Sarah-Violet Bliss (“The Color of Time”), Charles Rogers (“Fort Tilden”) e Michael Showalter (“Mais um Verão Americano”), “Search Party” gira em torno de um pequeno grupo de hipsters nova-iorquinos, que buscam estar sempre na moda e na 1ª temporada entraram numa campanha para encontrar uma garota popular desaparecida. Só que a busca se revela cheia de reviravoltas e acaba envolvendo-os num crime real, pelo qual podem ser condenados nos novos episódios. O elenco inclui Alia Shawkat (da série “Arrested Development”), John Reynolds (“Stranger Things”), John Early (“O Artista do Desastre”) e Meredith Hagner (série “Younger”). A mudança para a HBO Max deixou a série fora do ar desde dezembro de 2017. Mas, em compensação, também rendeu uma renovação dupla, garantindo sua 4ª temporada. Os novos episódios estreiam em 25 de junho em streaming, por enquanto apenas nos EUA.
Will Smith vai estrelar thriller sobre escravidão do diretor de O Protetor
Will Smith vai estrelar o novo filme do diretor Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento”, “O Protetor”). Chamado de “Emancipation”, o drama vai contar a história real do escravo Peter, que ficou famoso no século 19 após fugir de seu “dono” e torturador e posar para uma foto expondo as cicatrizes de crueldade nas suas costas, marcas de um chicoteamento que quase o matou. A foto se tornou conhecida como “Scourged Back” e “viralizou” após ser publicada em uma série de veículos de imprensa em 1863, criando um impacto similar ao do assassinato de George Floyd em sua época. Estudiosos apontam a foto como uma das influências do crescimento do movimento abolicionista, que levou ao fim da escravidão nos EUA. Pouco depois de sua publicação, países europeus anunciaram que deixariam de comprar algodão dos estados do sul dos EUA, onde a escravidão ainda era praticada. A imagem também é creditada por um aumento considerável no número de alistamento de negros livres no exército da União — nome dado aos estados da região norte dos EUA, que lutavam pela abolição. Apesar de todo este contexto histórico, “Emancipation” está sendo descrito por seus produtores como um “thriller de ação” focado na fuga de Peter de seus captores. Smith também será um dos produtores do projeto, que deve ser filmado apenas em 2021. Veja abaixo a foto real do escravo Peter.
The Sinner é renovada para 4ª temporada
O canal pago americano USA Network renovou a série “The Sinner” para sua 4ª temporada. Bill Pullman vai reprisar seu papel como o detetive Harry Ambrose em um novo caso. Com ele, também voltam o criador e showrunner Derek Simonds e os produtores executivos, incluindo a atriz Jessica Biel (que estrelou a 1ª temporada). A renovação quebra a tendência negativa da emissora, que cancelou três séries consecutivas, “Dare Me”, “Treadstone” e “The Purge”, nas últimas semanas. “‘The Sinner’ tocou o público com seu estilo de investigação de mistério”, disse Chris McCumber, presidente da USA Network e do canal pago Syfy. “Na 4ª temporada, estamos empolgados em aprofundar ainda mais a psique do amado personagem do detetive Ambrose, de Bill Pullman, enquanto apresentamos ao público um mistério completamente novo e atraente.” A série é disponibilizado no Brasil pela Netflix.
The Politician: 2ª temporada da série da Netflix ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado da 2ª temporada de “The Politician”, que sugere uma trama bem mais interessante e divertida que os episódios inaugurais. Outra diferença em relação à 1ª temporada é que a divulgação está acontecendo em cima da hora. A primeira série produzida por Ryan Murphy (“American Horror Story”) para a plataforma de streaming retorna com novos capítulos já na sexta-feira, 19 de junho. A atração acompanha Payton Hobart, personagem vivido por Ben Platt (“A Escolha Perfeita”), em sua evolução para se tornar um político americano. Cada temporada pretende mostrá-lo durante uma eleição diferente. O primeiro ano mostrou que ele era capaz de tudo para virar presidente do grêmio de sua escola, primeiro degrau de um plano para se tornar Presidente dos Estados Unidos, enquanto a 2ª temporada vai encontrá-lo no meio de uma eleição para o Senado liderada por Dede Standish, personagem vivida por Judith Light (a ex-chefe de “Ugly Betty”). O elenco também inclui Gwyneth Paltrow (“Vingadores: Ultimato”), Jessica Lange (“American Horror Story”), Zoey Deutch (“O Plano Imperfeito”), Bob Balaban (“Moonrise Kingdom”), David Corenswet (“Moe & Jerryweather”), Laura Dreyfuss (“Glee”), Betty Midler (“Abracadabra”) e Lucy Boynton (“Bohemian Rhapsody”), entre outros intérpretes. Além do tom de comédia escrachada, a série também usa números musicais originais para contar sua história.
Jurassic World 3 será primeiro filme a retomar produção no Reino Unido
O terceiro “Jurassic World” será o primeiro filme a retomar sua produção no Reino Unido. O longa da Universal recebeu autorização para realizar filmagens a partir de 6 de julho. Para retomar os trabalhos, o estúdio deve gastar cerca de US$ 5 milhões em protocolos de higiene e em testes para detectar a covid-19 entre as pessoas nos sets de filmagem. As medidas incluem uma instalação médica e 150 pontos de desinfecção de mãos no estúdio. A equipe de produção do filme deve usar máscaras o tempo todo, assim como os atores que não estiverem em cena. “Queremos ter certeza de que estamos indo além dos protocolos oficiais para criar um ambiente seguro. O custo não é nossa principal preocupação agora, mas sim a segurança”, disse um dos produtores do filme ao site Deadline. O elenco da produção inclui os protagonistas da franquia, Bryce Dallas Howard e Chris Pratt, e atores veteranos de “Jurassic Park”, como Jeff Goldblum, Laura Dern e Sam Neill, que estrelaram os filmes dos anos 1990. Isto porque o novo filme vai juntar as duas franquias jurássicas. A trama vai retratar, pela primeira vez, um mundo literalmente de dinossauros, após os répteis gigantes saírem da Ilha Nublar e se espalharem pelo planeta. Na história, as criaturas não estão mais no parque, mas à solta por toda a parte. Emily Carmichael (“Círculo de Fogo: A Revolta”) coescreveu “Jurassic World: Dominion” com o diretor Colin Trevorrow, que retorna ao comando do longa após dirigir o primeiro “Jurassic World” em 2015. Eles trabalharam juntos no curta “Battle at Big Rock”, que serve como uma prévia do filme (e pode ser visto integralmente neste link). A previsão da Universal é de que “Jurassic World: Dominion” (título em inglês da produção) chegue nos cinemas em 11 de junho de 2021.
Quibi teria menos de 2 milhões de assinantes na véspera de começar a cobrar pelo serviço
A plataforma Quibi não deu mesmo certo. Uma reportagem do Wall Street Journal apurou que a startup de vídeos curtos para celulares, fundada por Jeffrey Katzenberg (que criou a DreamWorks Animation), não vai atingir nem remotamente sua meta de assinantes para seu primeiro ano de operação. O texto pouco lisonjeiro, publicado no domingo em Nova York, detalhou brigas internas entre Katzenberg e o CEO Meg Whitman e informou que o Quibi conseguiu menos de 2 milhões de assinantes desde seu lançamento em 6 de abril. A empresa projetava 7,4 milhões de assinantes até o final do ano. Para piorar, o download do aplicativo da Quibi diminuiu consideravelmente após a semana inaugural. O baixo interesse é ainda mais preocupante porque os usuários ainda nem estão pagando pelo uso do serviço. A plataforma foi lançada com uma oferta promocional, que garantia acesso gratuito de 90 dias. Isso significa que apenas a partir de julho, quando os usuários precisarem gastar dinheiro para acessar seu conteúdo (US$ 4,99 mensais com anúncios ou US$ 7,99 sem anúncios), é que os números reais de assinaturas vão aparecer. E qualquer projeção aponta que serão muito menores que os atuais números decepcionantes. De 6 de abril a 28 de maio, o aplicativo Quibi foi baixado cerca de 4 milhões de vezes, apurou a empresa de análise Apptopia. Desses, apenas 30% do total são usuários ativos diariamente. O conteúdo mais popular do Quibi, segundo a análise da Apptopia, é “Reno 911!”, revival de uma série de comédia do canal pago Comedy Central, exibida entre 2003 e 2009 na TV americana. Katzenberg culpou o surto de covid-19 pelos resultados decepcionantes da Quibi. “Atribuo tudo que deu errado ao coronavírus. Tudo”, disse Katzenberg em entrevista ao jornal The New York Times, publicada há um mês. Mais recentemente, a empresa acrescentou que o número mais lento de downloads do aplicativo também é resultado de “sua decisão de reduzir seu marketing à luz de protestos nos Estados Unidos após a morte de George Floyd”, segundo relato do Wall Street Journal. Um dos principais problemas da Quibi foi o lançamento exclusivo para celular numa época em que as famílias estavam juntas em casa, em isolamento social. O aplicativo não fornecia alternativa para assistir seu conteúdo nas TVs. A empresa correu para adicionar suporte ao AirPlay da Apple (que foi feito na semana de 25 de maio) e ao Chromecast do Google (em 9 de junho). Mas esse esforço podem ter vindo muito tarde. O baixo número de downloads reduziu o interesse de anunciantes em incluir comerciais no produto, o que levou a chefe de marketing da Quibi a deixar a empresa apenas duas semanas após o lançamento. Para completar, a Quibi ainda está sendo processada pela startup de vídeo interativo Eko, que alega que o recurso Turnstyle do aplicativo – a capacidade de ver vídeos na horizontal ou vertical – viola uma patente sua importante e que a empresa de Katzenberg roubou segredos comerciais. Katzenberg originalmente fundou a empresa como “NewTV”. Ao anunciar o financiamento inicial de US$ 1 bilhão do empreendimento em agosto de 2018, ele divulgou o enorme potencial da empresa como um serviço de vídeo por assinatura apenas para celular, dizendo à Variety: “Não consideramos que competimos com o Hulu, HBO, Netflix ou as redes. É um caso de uso completamente diferente.” Entretanto, buscou conteúdos similares ao das outras plataformas, como séries e reality shows, apresentando-os apenas em capítulos menores, de menos de 10 minutos, e restringiu a exibição do material aos celulares. A Quibi acabou levantando US$ 1,75 bilhão junto a investidores como Disney, WarnerMedia, Sony, NBCUniversal e ViacomCBS. Mas consumiu o caixa rapidamente, com várias encomendas de conteúdo, num surto de produção digno da Netlix. Para criar interesse no produto, fechou contratos com uma longa lista de talentos de Hollywood, como Jennifer Lopez, Chance the Rapper, Chrissy Teigen, Liam Hemsworth, Sophie Turner, Lena Waithe, Reese Witherspoon e diretores como Steven Spielberg, Guillermo del Toro, Antoine Fuqua, Sam Raimi, Catherine Hardwicke e Peter Farrelly. Por conta disso, a plataforma pode precisar de US$ 200 milhões adicionais até o segundo semestre de 2021, de acordo com o relatório do Journal.
Barbra Streisand dá ações da Disney para filha de George Floyd
A cantora, atriz e cineasta Barbra Streisand usou de criatividade para ajudar a pequena filha – agora órfã – de George Floyd, cuja morte por policiais brancos deu início à onda de protestos antirracistas pelo mundo. Ela doou ações da Disney para Gianna Floyd, de 6 anos. O fato foi revelado pela própria Gigi “Pink” Floyd no Instagram, que postou uma foto com seu presente valiosíssimo para agradecer à cantora. “Graças à você, agora sou uma investidora da Disney”, escreveu a menina. Na bolsa de valores, as ações da Disney estão valendo cerca de US$ 115 cada (o que em reais daria mais de R$ 580 na cotação de hoje), mas não se sabe com quantas ações Gianna Floyd ganhou. De qualquer forma, as ações da Disney costumam ser as mais seguras e valiosas do mercado. Além do presente de Barbra Streisand, a menina também teve um fundo de doações aberto em seu nome, que já arrecadou mais US$ 2 milhões em depósitos feitos pelas mais diversas pessoas desde a morte do seu pai. O assassinato de George Floyd, sufocado pela polícia até morrer, mesmo já imobilizado e clamando pela vida, causou grande comoção mundial e iniciou o questionamento das instituições que perpetuam o racismo no século 21, não apenas por meio da força bruta, mas também via cultura – por meio de estátuas em praça pública de antigos escravocratas, por exemplo. Ver essa foto no Instagram Thank You @barbrastreisand for my package, I am now a Disney Stockholder thanks to you 🥰🥰🥰 Uma publicação compartilhada por GIGI FLOYD (@giannapinkfloyd_) em 13 de Jun, 2020 às 7:59 PDT
Shows clássicos: Vídeos ao vivo com The Clash, Dead Kennedys, Bad Religion, Pixies, Sonic Youth, Nirvana etc
Pipoca Moderna apresenta a 5ª seleção de documentários musicais históricos, numa mostra de shows, festivais e programas de TV raros que traçam a história do pop/rock. A nova coleção de vídeos abre a safra dos anos 1980 em ritmo acelerado, ao acompanhar a evolução do punk ao hardcore e a explosão do rock alternativo, chegando até ao grunge em 27 vídeos. Em resumo, uma programação que vai de Ramones (fase “Pleasant Dreams”) a Nirvana (fase “Bleach”). A lista de vídeos históricos inclui a última apresentação da formação original do Clash em 1983, a punkadaria do Dead Kennedys que terminou num tumulto histórico em Los Angeles, o show do Black Flag que virou disco ao vivo e influenciou todo o futuro grunge, a revolução mosh do Minor Threat, a turnê dos Descendents que popularizou o punk pop em 1985, os derradeiros concertos de Operation Ivy (a banda de Tim Armstrong) e Big Black (a banda de Steve Albini), os registros das primeiras turnês europeias de Mudhoney e Nirvana (com Chad Channing na bateria), que basicamente deram início à década seguinte, etc. É só pauleira. Confira também as seleções anteriores, que podem ser acessadas nos links abaixo. > Shows dos 1960 (iê-iê-iê, mod, folk e psicodelia) > Shows dos 1970 – Parte 1 (hard rock e glam) > Shows dos 1970 – Parte 2 (progressivo e funk) > Shows dos 1970 – Parte 3 (disco, new wave e punk rock) #FiqueEmCasa. #StayHome. Ramones | 1982 The Undertones | 1980 Stiff Little Fingers | 1980 Buzzcocks | 1981 The Damned | 1988 The Clash | 1983 New Model Army | 1985 Pete and the Test Tube Babes | 1983 UK Subs | 1982 Plasmatics | 1982 Dead Kennedys | 1984 Bad Brains | 1987 Minor Threat | 1983 Circle Jerks | 1986 Black Flag | 1984 Agent Orange | 1983 Descendents | 1985 Bad Religion | 1989 Operation Ivy | 1989 Husker Du | 1985 The Replacements | 1981 Pixies | 1988 Sonic Youth | 1987 Spaceman 3 | 1989 Big Black | 1987 Mudhoney | 1988 Nirvana | 1989












