Versão online da Comic-Con decepciona e reúne pouco público
Primeira tentativa de realizar um grande evento de forma virtual, a versão online da Comic-Con não conseguiu empolgar o público e fracassou em materializar uma versão digital da convenção real. Os organizadores prometeram o melhor dos mundos, uma edição cheia de atrações, gratuita e sem filas. Mas a Comic-Con@Home teve poucas estrelas do mundo do entretenimento e, tragicamente, pouca presença de fãs. Além da baixa visualização dos vídeos disponibilizados, faltaram fãs na própria programação. Maior atrativo de qualquer Comic-Con, os cosplays acabaram esquecidos pelos organizadores, sem aparecer em nenhum vídeo, embora habitualmente sejam as imagens mais associadas à festa geek. Também não houve comércio virtual, um oportunidade perdida para promoções e lançamentos que, em outros tempos, movimentariam fortunas nos corredores do centro de convenções de San Diego. Faltou até programação interativa – e alternativa – , com passatempos temáticos. A Comic-Con@Home se restringiu a uma sucessão de vídeos produzidos com o aplicativo Zoom, reunindo cabeças falantes. E, aparentemente, alguns desses vídeos, apresentados como “lives”, eram pré-gravados. Keanu Reeves, que participou de dois painéis no fim de semana – para divulgar “Bill & Ted: Encare a Música” e comentar os 15 anos de “Constantine” – , acabou sendo a maior estrela do evento, que ainda contou com o elenco do filme “Os Novos Mutantes”, das séries das franquias “Star Trek” e “The Walking Dead”, e um punhado de outras atrações televisivas. Apesar de alardeados 350 painéis online, menos de duas dezenas foram dedicados a filmes e séries. Já as discussões acadêmicas sobre o que representa “A máscara nos quadrinhos de ‘Watchmen'”, “A psicologia da cultura pop de Natal” e “A ciência de ‘Star Trek'” ficaram às moscas. Não por acaso, a grande maioria dos vídeos disponibilizadas na página da Comic-Con Internacional no YouTube registrou menos de 2 mil visualizações. Alguns não conseguiram atrair nem 500 pessoas. A Comic-Con Internacional sempre teve esses debates obscuros, mas eles nunca chamaram tanta atenção quanto em sua versão virtual. O formato do evento “democratizou” a programação, colocando painéis hollywoodianos ao lado de discussões da “academia dos geeks”, sem priorizar destaques. A única divisão oferecida foi a dos dias da semana. Mais assistido de todos os painéis, o encontro de vários intérpretes da série “Vikings”, da 1ª à última temporada, atraiu o interesse de 223 mil pessoas. Só outro vídeo chegou perto desses números: “Os Novos Mutantes”, que reuniu 213 mil pessoas. Este painel foi também o que mais caprichou em novidades. Além de reunir o diretor e o elenco completo, apresentou a primeira cena do filme e um trailer inédito. Nenhum outro momento da programação chegou perto desse volume. Entre os bate-papos mais bem-sucedidos, o debate com Keanu Reeves sobre “Constantine” foi visto por 67 mil e um painel dedicado aos papéis heroicos de Charlize Theron teve 57 mil visualizações. Dentre as séries, depois de “Vikings” o programa mais assistido foi dedicado a “The Walking Dead”, que reuniu 87 mil fãs, seguido por “Fear The Walking Dead”, visto por 72 mil e um painel com diversas atrações do universo “Star Trek”, prestigiado por 64 mil. Outros destaques incluíram a participação do elenco de “The Boys”, com 54 mil visualizações, “His Dark Materials”, com 44 mil, e o curioso empate de público dos painéis de “The 100”, “Wynona Earp” e “What We Do in The Shadows”, com 34 mil espectadores. O dado negativo ficou por conta do desinteresse gerado pelo painel da 4ª temporada de “Van Helsing”, visto por apenas 4 mil pessoas. A falta de grandes atrativos se deveu à ausência de produções da Disney e da WarnerMedia. Os dois conglomerados decidiram dar pouca importância para o evento, porque têm outros planos de divulgação. A Disney tem sua própria “Comic Con”, a D23 Expo, que este ano também deverá ser virtual, e a Warner anunciou sua primeira convenção dedicada às atrações da DC Comics, a DC FanDome, que vai acontecer no dia 22 de agosto. Se a realização da Comic-Con@Home não foi exatamente o que os fãs esperavam, o que acabou se materializando serviu para alertar os “concorrentes” sobre o que precisa ser aperfeiçoado. Além disso, demonstrou para todo mundo que não é caro nem muito difícil organizar uma convenção digital. Sem as dificuldades logísticas para reunir diversos astros num mesmo local, acomodar o público e ainda contar com equipamento sofisticado para exibições especiais, até fãs estão fazendo convenções online. Durante o fim de semana da Comic-Con, aconteceram duas: JusticeCon, dedicada à “Liga da Justiça”, com a presença do diretor Zack Snyder e do ator Ray Fisher (Ciborgue), e #SaveDaredevil, com diversos atores e a equipe da série “Demolidor”. Só a entrevista com Zack Snyder na JusticeCon foi acompanhada por 281 mil pessoas. Ou seja, teve mais público que a atração mais vista da Comic-Con@Home.
P-Valley é renovada para 2ª temporada
O canal pago americano Starz anunciou a renovação de “P-Valley” para sua 2ª temporada. A renovação da série criada por Katori Hall aconteceu após a exibição do terceiro episódio, que foi ao ar no domingo (26/7), e na comprovação da força de sua audiência. “P-Valley” estabeleceu o recorde de estreia mais vista no aplicativo de streaming do canal Starz, aumentando a audiência do Starzplay em 37% nos três primeiros episódios. O número de espectadores, porém, não foi revelado. “‘P-Valley’ se tornou rapidamente a mais nova série de televisão imperdível deste verão, tanto para os críticos quanto para o público, graças a personagens autênticos e atraentes que fazem o cenário do The Pynk ganhar vida”, disse Christina Davis, presidente de programação original do canal, em comunicado. “Katori entregou um drama provocativo que olha além do glamour e dos corações e mentes desses personagens plenamente realizados e convincentes, explorando-os através de um olhar feminino que convida o público a dar um passeio em seus saltos altos. Sabemos que Katori tem muitas histórias incríveis para contar e muita coisa para essas mulheres na 2ª temporada”, completou. Katori Hall, que fez sua estreia como produtora-roteirista televisiva, é autora da peça “Pussy Valley”, em que a trama se baseia. A série se passa num clube barato de strip-tease do interior do Mississippi e acompanha os sonhos e desilusões de um grupo de funcionárias do local, que atende principalmente homens negros de baixo poder aquisitivo. Além da criadora e de um elenco composto primordialmente por mulheres negras, a produção também escalou diretoras negras para comandar os episódios, como a responsável pelo piloto, Karena Evans, que assinou vários clipes do rapper Drake – “In My Feelings”, “Nice for What”, “God’s Plan”, etc. Já o elenco destaca Brandee Evans (“The Bobby Brown Story”), Nicco Annan (“This is Us”), Shannon Thornton (“Power”), Elarica Johnson (“Harry Potter e o Enigma do Príncipe”), Skyler Joy (“Ma”), J. Alphonse Nicholson (“Chicago P.D.”), Parker Sawyers (“Southside with You”), Harriet D. Foy (“Elementary”), Tyler Lepley (“The Haves and the Have Nots”) e Dan J. Johnson (“Underemployed”). No Brasil, a série é disponibilizada pelo Starzplay, simultaneamente à exibição nos EUA. Veja o trailer legendado abaixo.
Phineas e Ferb: Candace contra o Universo ganha clipe musical
A Disney+ (Disney Plus) divulgou um clipe musical extraído de “Phineas e Ferb: Candace contra o Universo”, que mostra Candance cantando feliz, até se lembrar dos terrores criados por seus irmãos, Phineas e Ferb. A cena chega a incluir uma banda de apoio, numa referência à tradição dos desenhos roqueiros dos anos 1960 e 1970, que sempre tinham clipes no meio de seus episódios. A música, chamada “Such a Beautiful Day”, também foi disponibilizada como single no Spotify. Vale lembrar que Candace é dublada por Ashley Tisdale, que já demonstrou seus dotes vocais na franquia “High School Musical” original, do Disney Channel. “Phineas e Ferb: Candace contra o Universo” é o segundo longa animado derivado da série “Phineas e Ferb”, também do Disney Channel, mas será o primeiro a estrear em streaming, na plataforma Disney+ (Disney Plus), com estreia marcada para o dia 28 de agosto. A animação focará na história da irmã mais velha dos protagonistas, que se sente deixada de lado pela família e é abduzida por alienígenas.
Primeira série do diretor de Me Chame pelo Seu Nome ganha trailer legendado
A HBO Brasil divulgou o trailer completo e legendado de “We Are Who We Are”, primeira série dirigida pelo cineasta italiano Luca Guadagnino (de “Me Chame pelo Seu Nome” e “Suspiria”). A prévia revela a data de estreia e que a atração vai enfatizar questões de identidade sexual na adolescência – como em “Me Chame pelo Seu Nome”. A série se passa numa base militar dos EUA em Veneto, na Itália, e foi escrita por Guadgnino em parceria com Paolo Giordano (“A Solidão dos Números Primos”), Francesca Manieri (“Minha Filha”) e Sean Conway (“Ray Donovan”). Segundo a sinopse, a trama acompanha dois adolescentes americanos, Fraser e Caitlin, que moram na base devido ao trabalho dos pais, e vai explorar temas típicos dessa fase da vida, como amizade, primeiro amor, identidade, confusão e angústia. Trata-se de “uma história que pode acontecer em qualquer lugar o mundo, mas, neste caso, acontece num pequeno pedaço dos EUA na Itália”. Os dois protagonistas são vividos por Jack Dylan Grazer (o Eddie de “It: A Coisa”, com o cabelo loiro) e a estreante Jordan Kristin Seamon. O elenco também destaca Chloë Sevigny (“Os Mortos Não Morrem”) e a brasileira Alice Braga (“A Rainha do Sul”) como as mães do personagem de Fraser, o rapper Scott “Kid Cudi” Mescudi (“Westworld”) e Faith Alabi (“Cold Feet”) como os pais de Caitlin, além de Tom Mercier (“Synonymes”), Spence Moore II (“All American”) e Francesca Scorsese, a filha caçula e adolescente do cineasta Martin Scorsese. “We Are Who We Are” é uma coprodução da HBO com o canal pago europeu Sky, e estreia em 14 de setembro no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA.
A busca da vacina de covid-19 vai virar série do diretor de Vice
O diretor de “A Grande Aposta” (2016) e “Vice” (2018) vai trocar a economia e a política pela ciência em seu próximo projeto. Adam McKay vai produzir uma série sobre a busca de uma vacina para o novo coronavírus. A HBO aprovou a produção de “The First Shot”, minissérie baseada no livro homônimo – e ainda inédito – do jornalista Brendan Borrell sobre as empresas envolvidas na pesquisa, a ciência das vacinas e os desafios em relação ao acesso e segurança da vacinação contra a covid-19. Borrell tem escrito sobre a pandemia de coronavírus em publicações como National Geographic, Wired e Science. O projeto faz parte de um acordo geral firmado entre a produtora de McKay, Hyperobject Industries, e a WarnerMedia, que já rendeu a série “Succession” na HBO e colocou em desenvolvimento várias minisséries, como uma adaptação do filme “Parasita”, de Bong Joon-ho, e a história do time de basquete Los Angeles Lakers dos anos 1980, ambas também na HBO. McKay ainda está desenvolvendo uma série de antologia sobre mudanças climáticas para a HBO Max.
Tenet será lançado em agosto para “reabrir” os cinemas em 70 países
A Warner anunciou que “Tenet”, novo filme do diretor Christopher Nolan adiado várias vezes em razão da pandemia de covid-19, vai finalmente estrear nos cinemas de mais de 70 países a partir de 26 de agosto. Mas os cinemas dos Estados Unidos ficarão fora desse lançamento internacional. E os do Brasil provavelmente também. Os dois países permanecem com as salas fechadas por serem os que pior lidaram com a pandemia, deixando-a se alastrar pela falta de diretrizes federais de isolamento social e campanhas de conscientização. Apesar disso, o filme ganhou uma data para exibição posterior, limitada e em cidades selecionadas dos Estados Unidos, informou a Warner Bros. A data escolhida foi o fim de semana do feriado do Dia do Trabalho, que cai em 7 de setembro nos EUA. A data também é feriado aqui, pois, claro, é o dia da independência do Brasil. “Tenet” teve sua estreia adiada três vezes devido a covid-19. Os primeiros atrasos foram pequenos, ressaltando uma estratégia da Warner de transformar a produção no primeiro grande lançamento pós-pandemia. De fato, o filme de Nolan é um dos títulos de grande orçamento com os quais os exibidores contam para atrair o público de volta ao parque exibidor após a paralisação mundial do setor no início deste ano. A decisão de lançá-lo já em agosto onde for possível será um teste de estresse. Na Coreia do Sul, os cinemas estão funcionando normalmente e já renderam um blockbuster, “Invasão Zumbi 2”. Mas o país foi um dos primeiros a controlar a pandemia. A China também está em fase de reabertura de salas. Entretanto, o público europeu não tem demonstrado o mesmo entusiasmo para trocar o isolamento pela aglomeração em locais fechados. Para piorar, as redes de cinema AMC e Cineworld não pretendem retomar seus trabalhos nos EUA antes de meados de agosto. Vale observar que a Warner não mencionou data de lançamento em VOD para locação digital de “Tenet”, o que demonstra que todas as fichas foram colocadas na exibição cinematográfica. Isto também significa que o filme demorará a chegar aos grandes centros em que os cinemas permanecerem fechados. O estratégia de transformar “Tenet” no filme responsável por “reabrir” os cinemas, porém, esbarra num problema criado pelo próprio marketing inicial do filme. A produção não é um título estabelecido, não tem personagens famosos, não pertence a nenhuma franquia e, graças à sua campanha enigmática, nem sequer se sabe do que diabos se trata. A trama é até agora um mistério e a sinopse genérica não ajuda: “Armado com apenas uma palavra – Tenet – e lutando pela sobrevivência do mundo, o protagonista (John David Washington) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É inversão.” O texto nem se dá ao trabalho de nomear o personagem principal. Já as situações vistas no trailer incluem balas que disparam na direção contrária dos tiros e carros que capotam de trás pra frente, numa espécie de “efeito rewind”, que questiona a linearidade do tempo e lembra que o diretor responsável é o mesmo de “A Origem” (2010) e “Interestelar” (2014). Detalhe: em entrevistas recentes, os protagonistas disseram não ter entendido nada da história durante as filmagens. O elenco do filme inclui John David Washington (“Infiltrado na Klan”), Robert Pattinson (“Bom Comportamento”), Elizabeth Debicki (“As Viúvas”), Clémence Poésy (“The Tunnel”), Martin Donovan (“Big Little Lies”), Aaron Taylor-Johnson (“Vingadores: Era de Ultron”) e Dimple Kapadia (“Confinados”), atriz veterana de Bollywood em seu primeiro grande papel em Hollywood, além de dois velhos conhecidos dos filmes de Nolan, Michael Caine (trilogia “Batman”) e Kenneth Branagh (“Dunkirk”).
Advogada do The Sun chama Johnny Depp de misógino drogado e violento
Johnny Depp está processando o jornal The Sun por difamação devido a um artigo que o chamou de “espancador de esposa”. Mas a advogada do tabloide britânico acrescentou outros adjetivos fortes e pejorativos para descrever o ator durante o julgamento. Em sua apresentação final da defesa, a advogada Sasha Wass chamou Depp de misógino drogado e violento. Ela disse que tudo o que o jornal publicou “é verdade – ou seja, Depp realmente bateu em sua esposa”. E descreveu porque “espancador de esposa” é uma forma correta de descrevê-lo – entre outras. Wass disse que havia “evidências esmagadoras de violência doméstica e do comportamento de espancar a esposa, catalogadas durante um período de três anos”. E concluiu que “uma profunda misoginia […] está na raiz da raiva de Depp”. Ela aprofundou a descrição negativa do ator. “Ele criou uma persona misógina de (Heard) como o estereótipo de uma mulher irritante”. Wass também disse que Depp classificou a Heard como “uma interesseira, uma megera e uma adúltera” em várias declarações para desacreditá-la. A advogada argumentou que esse ressentimento foi amplificado e virou violência contra Heard porque Depp era “um viciado sem esperança que perdia repetidamente seu autocontrole e toda a capacidade de conter sua raiva”. E ainda usou o histórico do ator como “evidência bem documentada de violência e destruição durante toda a vida adulta, que ocorreu sempre que ele ficou sob a influência de bebidas e drogas.” Para comparar a diferença causada pelas drogas no comportamento do ator, ela disse que o primeiro ano do relacionamento do casal, durante o qual Depp estava sóbrio, foi “idílico”. A violência só começou em 2013 após uma recaída, que o tornou “sujeito a mudanças irracionais de humor e padrões comportamentais anormais, que não estavam presentes quando o Sr. Depp estava sóbrio, e o Sr. Depp tem um nome para essa entidade metamorfoseada – o Monstro”. Depp, que preferiu se ausentar do tribunal nesta segunda-feira (27/7), nega veementemente ter agredido Heard. O ator alega que as acusações de Heard e suas testemunhas são “uma farsa cuidadosamente coreografada”, porque as drogas, que ele confirma tomar, não o tornariam violento. Ele também abriu um processo por difamação contra a atriz nos EUA, o que deve manter esta história escandalosa em evidência por muito tempo. O casal se conheceu durante as filmagens de “Diário de um Jornalista Bêbado”, em 2011, e se casou em Los Angeles em fevereiro de 2015. Heard entrou com pedido de divórcio no ano seguinte e o divórcio foi finalizado em 2017. O julgamento por difamação contra o jornal The Sun vai se encerrar na terça-feira (28/7), com a apresentação dos argumentos dos advogados de Depp, mas o juiz encarregado do caso, Andrew Nicol, não deve proferir sua decisão antes de várias semanas.
Elon Musk chama Johnny Depp para briga após ser citado em processo
Com seu nome envolvido no processo movido por Johnny Depp contra o jornal The Sun por difamação, o empresário Elon Musk resolveu chamar o ator para a briga. Literalmente. A defesa de Depp alegou que a ex-esposa do ator, a atriz Amber Heard, teve um caso com o proprietário da fábrica de veículos Tesla enquanto ainda era casada. Musk contestou essa versão, afirmando que só teve um relacionamento com a atriz após a separação dela. “Eu não tive um romance com a Amber durante o casamento dela com o Johnny, isso é absolutamente falso”, afirmou Musk ao jornal americano The New York Times. “Eu também não tive nenhum romance a três”, acrescentando, em relação a outra denúncia da defesa de Depp, de que Heard, Musk e a atriz Cara Delevingne protagonizaram uma orgia na casa do ator. E arrematou: “Se o Johnny quiser uma luta em uma gaiola é só me avisar”. Johnny Depp moveu processo contra o jornal britânico The Sun após ter sido chamado de “espancador de esposa”. Seu casamento com Heard terminou no final de 2016, quando a atriz acusou o ator de violência doméstica. Ela acabou namorando Musk em seguida, mas o relacionamento foi breve. O julgamento trouxe à tona muitos detalhes escandalosos da vida privada do casal, acompanhados por fotos e depoimentos de Heard que alegam uma rotina de abusos e surtos violentos de Depp, motivados por ciúmes doentios e excessos de drogas e álcool. Depp afirma que nada disso aconteceu e que o depoimento de Heard e suas testemunhas é “uma farsa cuidadosamente coreografada”. Ele também abriu um processo por difamação contra a atriz nos EUA, o que deve manter esta história escandalosa em evidência por muito tempo.
Globo de Ouro vai premiar filmes lançados até fevereiro de 2021
A 78ª edição do Globo de Ouro considerará em sua premiação o mesmo período de elegibilidade do Oscar 2021, incluindo filmes lançados entre 1º de janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021. O anúncio foi feito nesta segunda (27/7), pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês). A janela de 14 meses valerá apenas para as categorias cinematográficas. A organização do evento também informou que as categorias de televisão continuarão restritas às datas tradicionais, abrangendo lançamentos de 1º de janeiro de 2020 a 31 de dezembro de 2020. A votação para determinar os indicados da TV acontecerá de 30 de dezembro de 2020 a 12 de janeiro de 2021, enquanto os filmes serão votados entre 13 e 30 de janeiro. O anúncio das nomeações acontecerá em 3 de fevereiro para, em seguida, acontecer a votação final de 10 a 23 de fevereiro. Os vencedores do Globo de Ouro 2021 serão conhecidos no dia 28 de fevereiro – data inicialmente prevista para a realização do Oscar, que em 2021 acontecerá apenas em 25 de abril – , com apresentação das comediantes Tina Fey e Amy Poehler.
Teaser de Star Trek: Discovery anuncia data da 3ª temporada
A plataforma americana CBS All Access divulgou um novo teaser de “Star Trek: Discovery”, que revela a data de estreia da 3ª temporada. Os novos episódios começam a ser exibidos em 15 de outubro nos EUA. Além da data, o teaser ainda destaca a oficial Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) segurando uma bandeira da Federação dos Planetas Unidos. A imagem tem força simbólica porque, ao viajar para 930 anos no futuro, a Discovery vai descobrir que a Federação não existe mais. Assim, aparentemente, caberá à tripulação da espaçonave resgatar os ideais de paz, fraternidade e prosperidade da antiga organização planetária. A viagem no tempo também muda a perspectiva da série, até então situada como prólogo da primeira “Star Trek” de 1966, fazendo sua cronologia avançar para além até de “Star Trek: Pìcard”. Isto abre uma infinidade de possibilidades para os roteiristas, que se livram das amarras canônicas ao colocar os personagens num período histórico nunca abordado na franquia. “Star Trek: Discovery” é disponibilizada no Brasil pela Netflix com um dia de diferença em relação à exibição nos EUA. The future is now. Star Trek: Discovery returns October 15 💫 #StarTrekDiscovery #StarTrek https://t.co/FSHC0NbIOF pic.twitter.com/4odsMwUNE2 — Star Trek (@StarTrek) July 27, 2020
The Witcher vai ganhar série derivada
A Netflix anunciou a produção de uma nova série derivada de “The Witcher”. Vai se chamar “The Witcher: Blood Origin” e se passar antes dos eventos da atração principal. Ambientada 1200 anos antes da história de Geralt de Rivia, “Blood Origin” contará a origem do primeiro Bruxo e os eventos que levaram à crucial “conjunção das esferas”, quando o mundo de monstros, homens e elfos fundiu-se para se converter em um só. A produção live-action (com atores) será uma minissérie de seis episódios, com gravações no Reino Unido. A trama será desenvolvida por um dos roteiristas de “The Witcher”, Declan de Barra, e contará com supervisão de Andrzej Sapkowski, o autor dos livros sobre “The Witcher”, que inspiraram a série. “Como fã de fantasia ao longo da vida, estou muito animado para contar a história de ‘The Witcher: Blood Origin’. Uma pergunta está em minha mente desde que li os livros ‘The Witcher’: como era o mundo élfico antes da chegada cataclísmica dos humanos? Eu sempre fui fascinado pela ascensão e queda das civilizações, como a ciência, a descoberta e a cultura florescem logo antes dessa queda”, disse Declan de Barra. Além desta série, a Netflix já tinha anunciado a produção de uma animação passada no mesmo universo: “The Witcher: Nightmare of the Wolf”, que será outro prólogo, centrado na história de Vesemir, mentor de Geralt de Rivia. Nenhuma dessas atrações tem previsão de lançamento. Enquanto isso, a 2ª temporada de “The Witcher” continua em produção. A expectativa é que as gravações durem até fevereiro de 2021. 1200 anos antes de Geralt de Rivia, os mundos de monstros, homens e elfos se tornaram um só – e assim surgiu o primeiro Witcher. Vem aí The Witcher: Blood Origin, um spin-off em 6 partes, de Declan de Barra e Lauren Schmidt Hissrich. — netflixbrasil (@NetflixBrasil) July 27, 2020
Diretor de Predadores Assassinos fará terror claustrofóbico para a Netflix
A Netflix iniciou a produção de “O2”, próximo filme do diretor Alexandre Aja (“Predadores Assassinos”), que será estrelado por Melanie Laurent (“Bastardos Inglórios”, “Truque de Mestre”). “O2” conta a história de uma mulher que acorda em uma unidade médica de criogenia. Ela não se lembra quem é ou como foi parar numa caixa pouco maior que um caixão. Mas como está ficando sem oxigênio, precisa reconstruir sua memória e encontrar uma saída para seu pesadelo. Em comunicado, Aja disse ter identificado no filme uma similaridade temática ao período de isolamento social causado pela pandemia de coronavírus. “Depois de um período de confinamento, um projeto que explora confinamento e claustrofobia foi quase uma imposição e uma necessidade. Estou muito entusiasmado por colaborar com a (produtora) Wild Bunch e Mélanie Laurent e começar uma bela aventura criativa com a Netflix.” O filme seria falado em inglês, com Noomi Rapace (“Prometheus”) ou Anne Hathaway (“Os Miseráveis”) no papel principal, mas, ao assumir o projeto e fechar com a Netflix, Aja considerou que “O2” seria uma boa oportunidade para voltar a realizar uma produção francesa. Ele não assina um longa francês desde “Alta Tensão” (2003), o terror com que se fez notar por Hollywood. Além de Melanie Laurent, o elenco também contará com Mathieu Amalric (“O Oficial e o Espião”) e Malik Zidi (“Gauguin: Viagem ao Taiti”). Ainda não há previsão para a estreia.
Roteirista de Toy Story 4 fará série baseada nos quadrinhos de Paper Girls
A Amazon aprovou e oficializou a produção da 1ª temporada de “Paper Girls”, adaptação dos quadrinhos premiados de Brian K. Vaughan (“Os Fugitivos”) e Cliff Chiang. Os quadrinhos são uma espécie de versão feminina de “Stranger Things” – só que estrearam um ano antes da produção da Netflix. Assim como em “Stranger Things”, a trama se passa nos anos 1980 e envolve quatro amigas que correm por sua cidadezinha de bicicletas. Mas há um motivo especial para elas usaram bikes. Elas trabalham como entregadoras de jornal (daí o nome Paper Girls). A trama se passa na manhã seguinte do Halloween de 1988, quando a cidade fictícia de Stony Stream é surpreendida pela invasão de uma misteriosa força do futuro, que acaba envolvendo as quatro amigas num conflito entre duas facções rivais de viajantes do tempo. O projeto tem produção da Legendary Television em associação com a Plan B, empresa de Brad Pitt, e foi inicialmente oferecido para análise da Amazon no ano passado. A adaptação é assinada por Stephany Folsom, co-roteirista de “Toy Story 4”, que também produzirá a atração em parceria com os roteiristas Christopher Cantwell e Christopher C. Rogers (criadores de “Halt and Catch Fire”) e os autores dos quadrinhos. “Como grandes fãs do que Brian e Cliff criaram em ‘Paper Girls’, não poderíamos estar mais animados com a oportunidade de dar vida a essa incrível aventura”, disseram Folsom, Cantwell e Rogers em comunicado. “Esta é uma história com tanto coração e tantas cores e dimensões únicas, e nossa sincera esperança não é apenas fazer justiça ao material original, mas fazer com que as ‘Paper Girls’ sejam diferentes de qualquer outra coisa atualmente na TV.” A série não tem previsão de estreia, mas os quadrinhos já podem ser lidos no Brasil, em publicações da editora Devir. Veja abaixo algumas capas da edição americana, lançada pela Image Comics.












