“Downton Abbey 2” é confirmado para o próximo Natal
A produtora Focus Features anunciou a produção de “Downton Abbey 2”, novo filme baseado na série britânica de sucesso. A série acompanhava a vida da aristocrática família Crowley e seu batalhão de empregados na mansão da família, situada numa região rural da Inglaterra no começo do século 20. E venceu nada menos que 15 Emmys durante sua exibição, que aconteceu entre 2010 e 2015. Lançado em setembro de 2019, o primeiro longa derivado da atração surpreendeu ao superar a competição de “Rambo: Até o Fim” e “Ad Astra”, levando vantagem nas bilheterias dos EUA. Ao todo, faturou US$ 237 milhões em todo o mundo. A nova continuação teve sua estreia marcada já para o Natal deste ano nos EUA e Reino Unido com o retorno do elenco principal, incluindo Hugh Bonneville, Elizabeth McGovern, Michelle Dockery e Maggie Smith, aos seus papéis. Além deles, a Focus revelou que a produção receberá o reforço de Hugh Dancy (“Hannibal”), Laura Haddock (“Guardiões da Galáxia”), Nathalie Baye (“Prenda-Me se For Capaz”) e Dominic West (“The Affair”). Não há notícias sobre a volta de Lily James, que não participou do primeiro filme, mas a presença de Dominic West, com quem ela teve um caso flagrado por paparazzi, praticamente elimina a possibilidade. Ele jurou para a esposa que não voltaria a trabalhar com a atriz. O criador Julian Fellowes, que conduziu a série original entre 2010 e 2015, continua assinando o roteiro, enquanto Simon Curtis (“Sete Dias com Marilyn”) vai assumir a direção. Em comunicado, o produtor Gareth Neame disse que a continuação será o antídoto perfeito para um ano terrível, mergulhado na pandemia de coronavírus. “Depois de um ano muito desafiador, com tantos de nós separados da família e dos amigos, é um grande conforto pensar que tempos melhores estão por vir e que no próximo Natal nos reuniremos com os personagens queridos de ‘Downton Abbey’”, disse ele. Para quem ainda não conhece, todos os episódios da série estão disponíveis no Brasil pela Amazon Prime Video. We're thrilled to announce that Julian Fellowes and the entire Downton cast are back for #DowntonAbbey2, with Hugh Dancy, Laura Haddock, Nathalie Baye and Dominic West joining! See the film in theaters this Christmas. pic.twitter.com/DkEfo8ODzm — Focus Features (@FocusFeatures) April 19, 2021
Astro de “Pessoa de Interesse” promove teoria de conspiração sobre tráfico de crianças
O ator Jim Caviezel, que ficou conhecido por interpretar Jesus em “A Paixão de Cristo” (2004) e por estrelar a série “Pessoa de Interesse” (Person of Interest), participou neste fim de semana de um evento da extrema direita para promover uma teoria de conspiração sobre tráfico de crianças. Trata-se de uma história de terror alimentada por fóruns dos seguidores delirantes do QAnon, que ganhou o nome de “adenocromização”. A teoria, que parece roteiro de filme, alega que pessoas ricas e celebridades pagam para que crianças sequestradas sejam torturadas e, assim, produzam adrenalina. O hormônio seria então injetado no “comprador”, concedendo a ele propriedades rejuvenescedoras. Caviezel apareceu no evento Clay Clark’s Health and Freedom Conference (Conferência pela Saúde e Liberdade, em tradução livre) por videoconferência, e prometeu que “não haverá piedade” para os praticantes desse tipo de tortura – que, por coincidência, seriam liberais da esquerda. “Há muitos termos que eles usam [para o processo de extração da adrenalina], mas é o pior horror que eu já testemunhei. Só de ouvir os gritos… se eu visse algo assim, seria além do que eu poderia suportar”, comentou. Vale observar que ele nunca testemunhou “o pior horror que eu já testemunhei”, nem nunca ouviu os gritos que disse que ouviu. Na verdade, a aparição de Caviezel no evento serviu para promover o seu novo filme, “Sound of Freedom”, onde interpreta um agente federal que abandona o emprego para, também por coincidência, dedicar-se inteiramente à luta contra o tráfico de crianças pelo mundo. “Sound of Freedom” é baseada na história real de Tim Ballard, que fundou uma organização de resgate de crianças e luta contra pornografia infantil, mas que enfrenta muitas críticas por seus métodos controversos, incluindo “exageros” narrativos e falta de zelo com a privacidade das vítimas. Jim Caviezel further pushes the "adrenochrome" conspiracy theory (https://t.co/E3q2Fe2H25): (clip 2/2) pic.twitter.com/xAqNcyJOcz — Eric Hananoki (@ehananoki) April 17, 2021
“Ópera rock” com Adam Driver e Marion Cotillard vai abrir Cannes. Veja o trailer
A organização do Festival de Cannes revelou nesta segunda-feira (19/4) que o evento de 2021 será aberto com a exibição de “Annette”, dirigido por Leos Carax (“Os Amantes de Pont Neuf”) e protagonizado por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) e Marion Cotillard (“Aliados”). De carona no anúncio, a UGC Distribution aproveitou para divulgar o primeiro trailer da produção, que destaca a seleção de Cannes e o estilo reconhecidamente surreal do cineasta francês. “Annette” é o primeiro filme falado em inglês de Carax, que retornará a Cannes nove anos depois de apresentar “Holy Motors” no festival. O filme foi originalmente concebido como uma ópera rock pela banda Sparks, que assina a trilha sonora original. A trama acompanha um ator de “stand up” e uma cantora da fama internacional, que formam um casal cercado de glamour. Mas o nascimento de sua primeira filha, Annette, uma “menina misteriosa com um destino excepcional” altera o rumo de suas vidas. O mais famoso festival de cinema do mundo, que habitualmente acontece em maio, este ano foi adiado devido à pandemia para o mês de julho. A abertura foi marcada para o dia 6 e o encerramento será em 17 de julho.
Olivia Colman negocia estrelar nova série da Marvel
A especialista em viver rainhas, Olivia Colman, estrela de “The Crown” que venceu o Oscar por “A Favorita”, está negociando um papel na série “Secret Invasion”, produção da Marvel para a plataforma Disney+ (Disney Plus). Ainda sem previsão de estreia, a série seguirá os eventos de “Capitã Marvel”, acompanhando Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Talos (Ben Mendelsohn), o líder dos alienígenas conhecidos como skrulls, lidando com uma invasão de extraterrestres à Terra. A série é uma adaptação dos quadrinhos homônimos, escritos por Brian Michael Bendis em 2008 e lançados no Brasil como “Invasão Secreta”. Na trama original, uma facção maligna dos skrulls (raça de alienígenas com poder de metamorfose que apareceu em “Capitã Marvel”) tenta se infiltrar em posições-chave dos governos da Terra. Escrita por Kyle Bradstreet (“Mr. Robot”), a adaptação também destaca em seu elenco Kingsley Ben-Adir, visto recentemente em “Uma Noite em Miami”. Ele vai interpretar o vilão principal, cujo nome ainda não foi revelado.
Eva Wilma é internada em UTI em São Paulo
A atriz Eva Wilma está internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (19/4), a atriz de 87 anos deu entrada na unidade médica para fazer o tratamento de problemas no coração e nos rins na última quinta-feira (15) e apresenta evolução estável desde então. Ela está consciente e respirando de forma espontânea. Esta é segunda vez que Eva Wilma dá entrada no hospital neste ano. Em janeiro, ela passou 21 dias internada por conta de uma pneumonia. Na ocasião, chegou a passar nove dias na UTI com dificuldade respiratória. O trabalho mais recente de Eva Wilma foi em 2019 na novela “O Tempo Não Para”, em que interpretou a personagem Petra.
Processo milionário de Rachel Sheherazade contra SBT cita assédio moral de Sílvio Santos
Demitida em agosto de 2020 do SBT, a jornalista e apresentadora de telejornal Rachel Sheherazade entrou com um ação milionária de indenização na Justiça, pedindo R$ 20 milhões de direitos trabalhistas nunca cumpridos. Mas o processo também abre espaço para denúncia de assédio moral contra Sílvio Santos. Protocolada em 11 de março, na 3ª Vara do Trabalho de Osasco (SP), onde o SBT é sediado, a ação cita a cerimônia do Troféu Imprensa realizada em 9 de abril de 2017, quando Sheherazade subiu ao palco para receber o Troféu Internet de melhor apresentadora de telejornal, que ela havia conquistado em 2016. A jornalista diz ter sido humilhada por Silvio Santos em rede nacional na ocasião. “Eu te chamei para você continuar com a sua beleza, com a sua voz, foi para ler as notícias, e não dar a sua opinião. Se quiser falar sobre política, compre uma estação de TV e faça por sua própria conta”, disse Sílvio Santos na ocasião. A defesa da apresentadora diz que Silvio Santos teve um comportamento depreciativo, preconceituoso, vexatório, humilhante e constrangedor, além de ter uma “atitude nitidamente machista, [que] colocou a figura feminina numa posição em que a beleza física é supervalorizada em detrimento dos atributos intelectuais”. Rachel Sheherazade também alega ter sofrido suspensão do telejornal “SBT Brasil” em agosto de 2019, após um pedido de Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, um dos principais patrocinadores dos programas da emissora de Silvio Santos. Por represália a suas publicações em redes sociais, ela foi proibida de comandar o telejornal nas edições de sexta-feira. “Silvio Santos a afastou da apresentação do telejornal ‘SBT Brasil’, como nítida forma de punição em razão de seus comentários e opiniões, bem como reduziu seu espaço no ar”, diz a defesa da apresentadora. Nos anexos do processo de 522 páginas, Sheherazade incluiu prints de um e-mail que José Roberto Maciel, CEO do SBT, lhe enviou em 17 de outubro de 2014. Na data, Rachel pediu afastamento do trabalho para se submeter a uma cirurgia e o executivo decidiu lembrar a funcionária sobre a linha editorial do SBT, pedindo para que ela revisse seu posicionamento político nas redes sociais, além de reduzir o tom, visto por ele como agressivo. Na época, a jornalista fazia duras críticas a Dilma Rousseff, que concorria à reeleição presidencial. Maciel disse que a postura dela envergonhavam a ele e a muitos dos colegas de trabalho. A jornalista foi contratada pelo SBT em março de 2011 na condição de prestadora de serviços, como pessoa jurídica, sem ter sua carteira de trabalho assinada. Seu salário inicial foi estipulado em R$ 30 mil e ela recebia mais um bônus de R$ 7 mil para custos com moradia – uma maneira de a emissora ajudá-la a se estabelecer na região metropolitana de São Paulo, já que morava em João Pessoa (PB) antes de ser contratada. Por conta das renovações de seu contrato, Rachel teve um crescimento salarial exponencial. Seu último vencimento na emissora, pago em outubro de 2020, foi de R$ 214.108,47, quase 614% maior do que o inicial, conforme mostram as notas fiscais anexadas ao processo. Mas a jornalista caiu na malha fina da Receita Federal, que está cobrando uma fortuna em impostos atrasados por considerar sua relação profissional fraudulenta, afirmando que ela deve impostos de Pessoa Física, embora tenha recebido como Pessoa Jurídica. Se a Receita acha isso, ela considera que também deve receber o que tem direito. Sua defesa alega que a “pejotização” contratual imposta pelo SBT deixou-a sem receber vários pagamentos que teria caso sua carteira de trabalho tivesse sido assinada, como férias integrais, que não lhe foram remuneradas, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), pagamento da diferença salarial decorrente dos reajustes que ela não usufruiu por não ser contratada pelo regime CLT, trabalhos em feriados e horas-extras, participação nos lucros da receita da empresa (PLR), pagas a funcionários CLT do SBT, aviso prévio, 13º salário nunca pago, etc. O processo lista diversos motivos para sustentar a tese de que ela não era uma prestadora de serviços, mas uma funcionária do SBT: cumprimento de carga horária, exclusividade de trabalho com o SBT, subordinação a diretores da emissora, uso de e-mail corporativo, crachá de funcionária, direito a vale-refeição e plano de saúde. A Justiça Trabalhista marcou para 3 de agosto, às 10h10, a primeira audiência do caso, em que as testemunhas de Rachel Sheherazade e do SBT serão ouvidas pelo juiz. O jornalista Hermano Henning, que também processou a emissora de Silvio Santos, é uma das testemunhas listadas para falar a favor da ex-colega de trabalho.
Danilo Gentili terá que pagar indenização por piada com enfermeiras
A Justiça de São Paulo condenou o humorista Danilo Gentili a pagar uma indenização de R$ 41,8 mil ao Sindicato dos Enfermeiros, bem como a publicar um pedido de desculpas em suas redes sociais. Gentili foi processado pelo sindicato por tuitar: “Vocês sabem se existe um asilo especializado onde as enfermeiras batem umas pros véios? Essa tem sido uma preocupação minha quando penso no futuro. Existe esse tipo de serviço?”. Em sua sentença, o juiz André Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível de São Paulo, considerou que o humorista “fez uso de sua condição de pessoa pública para ofender toda uma categoria profissional”, legitimando “seculares formas de opressão contra as mulheres – inseriu a profissão de enfermeira como uma função a ser ocupada por mulheres para servir sexualmente a ele, o homem branco”. O humorista terá de pedir desculpas sob pena de lhe ser aplicada uma multa diária de R$ 1.000 reais durante 200 dias, mas cabe recurso contra a decisão. Em sua defesa, Gentili alegou que não cometeu ato ilícito e nem violou nenhum direito, citando tanto seu direito constitucional à liberdade artística quanto o fato de que a piada fazia referência a uma cena da comédia italiana “Feios, Sujos e Malvados” (1976), de Ettore Scola. “Fazer piada de forma alguma permite concluir que Gentili estivesse incentivando o assédio moral e sexual contra a categoria dos enfermeiros ou que seja o responsável pela violência doméstica que existe contra as mulheres desse país”, afirmou a defesa, realizada pelo escritório Simão e Bunazar Advogados. Para a defesa, o processo foi uma tentativa de censura aberta por adversários políticos, citando o fato de que o sindicato é ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e ao PT. “Trata-se de uma absurda e inócua restrição à atividade humorística.” O sindicato negou à Justiça que o processo tenha relação com a política. Disse ainda que Gentili não fez uma piada, mas cometeu uma agressão à categoria.
Marvel revela primeiro trailer de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”
A Marvel divulgou o pôster e o trailer de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, o filme do Mestre do Kung Fu, com direito a muitas lutas, poses e apresentação de personagens. A prévia destaca as mudanças feitas para o cinema, com a retirada dos elementos de espionagem da trama original. Em suas origem clássica, concebida por Steve Englehart e Jim Starlin em 1973, Shang-Chi, o Mestre do Kung Fu, era filho do lendário Fu Manchu, vilão da literatura pulp, criado por Sax Rohmer e primeiro grande gênio do mal da ficção, responsável por popularizar o clichê do vilão oriental com bigodinho e planos de dominação mundial que se tornaria lugar-comum, seja nos quadrinhos de Flash Gordon (o Imperador Ming) quanto nos filmes de James Bond (o “satânico” Dr. No). Nas publicações da Marvel dos anos 1970, Fu Manchu se apresentava como um grande filantropo para o filho, enquanto o treinava para se tornar uma arma letal. Tudo muda quando Shang-Chi é enviado em sua primeira missão e descobre que o pai não era quem dizia ser. A partir dessa reviravolta, alia-se aos inimigos dele – os mesmos dos livros de Rohmer, com algumas criações inéditas, inclusive um suposto filho de James Bond. A Marvel, porém, não tem os direitos sobre Fu Manchu. No lugar dele, o filme apresenta o vilão Mandarim, mencionado na franquia “Homem de Ferro”. Desta forma, preserva a trama da rebelião do filho altruísta contra o pai maligno. A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu como o herói do título, e o elenco também conta com Awkwafina (“A Despedida”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Fala Chen (“The Undoing”) e o astro de filmes de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”), que tem o papel do Mandarim. Awkwafina, que aparece dirigindo um ônibus desgovernado na prévia, também pode ter substituído um personagem clássico que se encontra fora da “jurisdição” da Marvel, um motorista de táxi falastrão e estabanado chamado Rufus, que era desenhado exatamente como o humorista clássico Grouxo Marx. “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” tem direção do cineasta indie Destin Daniel Cretton, responsável por projetar a atriz Brie Larson (a Capitã Marvel) em “Temporário 12”, drama vencedor do Festival SXSW em 2013. Já o roteiro foi escrito por Dave Callaham, criador da franquia “Os Mercenários”, que também assina o roteiro de “Mulher-Maravilha 1984” e do reboot de “Mortal Kombat”. A estreia está marcada para 2 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer nas versões legendada e dublada em português.
Globo exibe especial “Falas da Terra” neste Dia do Índio
A Globo celebra o Dia do Índio com a exibição nesta segunda-feira (19/4) do especial “Falas da Terra”, terceiro fruto do Projeto Identidade, dedicado a valorizar temáticas da agenda social vinculadas a datas do calendário. Nenhum dos especiais repetiu a mesma estrutura, mas cada um avançou um pouco a forma de abordar seus temas. O que se dedica ao lugar da fala indígena é o mais representativo, por dar voz a ativistas de verdade – uma rápida evolução desde o primeiro, “Falas Negras”, que trouxe atores interpretando ativistas, além de ter sido escrito por roteirista branca. Desta vez, há nativos brasileiros à frente e atrás das câmeras. O especial conta com a consultoria do escritor Ailton Krenak, da artista Ziel Karapató, da cineasta Graciela Guarani, da documentarista Olinda Tupinambá e do cineasta Alberto Alvarez. Na pauta, estão a pluralidade de falas dos diferentes indígenas do Brasil, que compartilham suas identidades étnico-raciais, culturas, lutas e ocupações, tratando não apenas da terra física mas de sua extensão cultural, como moda, música e arte. O programa vai ao ar após o “BBB 21”. Veja um vídeo especial sobre o programa abaixo, que aborda os bastidores da produção.
Final feliz de “Wynonna Earp” foi feito antes do aviso de cancelamento
A criadora e showrunner de “Wynonna Earp”, Emily Andras, admitiu numa entrevista ao jornal The Los Angeles Times que escreveu o final feliz da 4ª temporada, exibido na sexta passada 9/4) nos EUA, antes de saber que aquele seria o final da série, cancelada pelo canal pago americano SyFy. “Eu não sabia e foi uma verdadeira montanha-russa”, disse Andras. “Mas meu instinto me dizia que eu tinha que garantir que a 4ª temporada fosse satisfatória para os fãs, nossos Earpers, que se esforçaram tanto para nos trazer de volta em meio a nossos problemas financeiros após a 3ª temporada.” Andras conseguiu garantir que a 4ª temporada fosse “emocionalmente gratificante” por não querer arriscar terminar a série com um monte de perguntas sem resposta. Por isso, a temporada terminou com casamento e reconciliação entre os personagens, mostrando o destino de cada um deles ao seu final. Mas se tivesse certeza que teria outra temporada, Andras confessou que teria atrasado o casamento altamente antecipado entre Waverly Earp e Nicole Haught. “Eu poderia ter prolongado o suspense, prolongado o drama”, ela explicou, possivelmente aludindo à trama da Waverly Anjo do Mal, resumida em dois episódios. “Mas, no meu coração, eu simplesmente senti que não poderíamos arriscar pelo público. E, estranhamente, eu esperava que isso também fosse um presente para o elenco – tanto o casamento quanto a resolução da história de Doc e Wynonna.” No final, a showrunner concluiu que queria deixar os personagens em um lugar onde eles pudessem ver que todos os seus esforços na trama – e dos fãs nos bastidores – valeram a pena. “Não precisa ser perfeito. Não há garantia de que vai durar”, acrescentou Andras. “Mas vale a pena lutar pelo seu momento, lutar pelo que você quer, lutar por alguém que te emociona.” Apesar do final bastante conclusivo, Andras não desistiu de encontrar um novo canal ou plataforma nos Estados Unidos para viabilizar a produção de uma potencial 5ª temporada, em coprodução com a produtora canadense SEVEN24 Films e a IDW Entertainment, divisão responsável pelas adaptações das histórias em quadrinhos da editora IDW. Para quem não conhece, “Wynonna Earp” teve suas três primeiras temporadas disponibilizadas recentemente no Brasil pela plataforma Globoplay. Baseada nos quadrinhos de Beau Smith, a atração desenvolvida pela produtora-roteirista Emily Andras (de “Lost Girl”) traz Melanie Scrofano (série “Damien”) como a ovelha negra da família Earp e heroína do título, Dominique Provost-Chalkley (“Vingadores: Era de Ultron”) como sua irmã caçula e anjo bissexual, Katherine Barrell (série “Workin’ Moms”) como a policial lésbica “hot” (ou melhor, Haught) e Tim Rozon (série “Vagrant Queen”) como o pistoleiro imortal do Velho Oeste Doc Holliday. Inicialmente comparada a “Buffy: A Caça-Vampiros”, a série logo se tornou cultuada por seus próprios méritos, ao combinar feminismo, rebeldia, monstros e sensualidade LGBTQIA+ para atingir 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Veja abaixo o trailer do lançamento na Globoplay e um documentário emocionante dos bastidores do episódio final, que foi exibido nos EUA após a despedida da série.
Nova série de Dave Grohl explora relação de roqueiros e suas mães
A Paramount+ divulgou o trailer de “From Cradle to Stage”, nova série documental produzida por Dave Grohl, líder da banda Foo Fighters. Inspirada pelo livro homônimo da mãe do roqueiro, lançado em 2017, a série vai explorar a dinâmica da relação entre músicos de sucesso e suas mães, e contará com as participações das cantoras country Brandi Carlile e Miranda Lambert, do rapper Pharrell Williams e dos roqueiros Geddy Lee (do Rush), Tom Morello (do Rage Against the Machine) e Dan Reynolds (do Imagine Dragons) juntos de suas mães, além, claro, de Dave e Virginia Grohl. “Eu acredito que a relação entre um músico e sua mãe é muito importante porque é a base de sua compreensão do amor, que é certamente a maior musa de todo artista”, disse Grohl, em comunicado sobre o projeto. “Ter a oportunidade de viajar pelo país e contar as histórias dessas mulheres incríveis por trás da cortina não só iluminou a música que elas inspiraram, mas também me fez apreciar o amor que recebi de minha própria mãe, minha melhor amiga. Nem é preciso dizer o que todos devemos às mulheres que nos deram a vida. Sem elas, não haveria música. ” “Esta série, baseada no aclamado livro de Virginia Grohl, oferece um raro olhar sobre os momentos íntimos e inspiradores entre alguns dos maiores artistas do mundo e suas mães – bem a tempo para o Dia das Mães”, acrescentou Bruce Gillmer, Presidente de Programação de Eventos e Músicas da ViacomCBS. A estreia está marcada para o dia 6 de maio, três dias antes do Dia das Mães, na plataforma de streaming Paramount+. Além desse projeto, Dave Grohl ainda tem outro lançamento previsto para as próximas semanas: o documentário “What Drives Us”, sobre a relação dos músicos de rock com a estrada à bordo das vans de turnês, que estreia na Amazon Prime Video em 30 de abril. Ele também já lançou uma série sobre a história do lendário estúdio californiano Sound City em 2013 e documentou o 20º aniversário do Foo Fighters em 2014.
Pastor que ora pela morte de Paulo Gustavo será processado
Dezenas de entidades LGBTQIA+ e de grupos defensores de direitos humanos anunciaram neste fim de semana que vão processar na Justiça o pastor José Olímpio, da Assembleia de Deus de Alagoas, após uma postagem nas redes sociais em que ele disse estar orando pela morte do ator Paulo Gustavo, internado há um mês com covid-19, em estado grave. “Esse é o ator Paulo Gustavo que alguns estão pedindo oração e reza. E você vai orar ou rezar? Eu oro para que o dono dele o leve para junto de si”, publicou o pastor em suas redes sociais durante a semana passada. Após a repercussão negativa do comentário, José Olímpio apagou a publicação. Internado na UTI desde o começo de março, Paulo Gustavo enfrenta complicações da covid-19, está intubado, utilizando pulmão artificial e seu estado de saúde é considerado crítico. A situação comoveu famosos e fãs, que têm organizado correntes de oração pelo restabelecimento da saúde do ator, conhecido pelos papéis humorísticos no teatro, na TV e no cinema. Foi neste contexto que o pastor José Olímpio se manifestou de forma anticristã. Para as entidades, o ataque de ódio gratuito se deve ao fato de o ator de 42 anos ser homossexual assumido e casado com o médico Thales Bretas, com quem tem dois filhos bebês. “É urgente que crimes como estes, motivados por homofobia, sejam enquadrados da tipificação da LGBTfobia, na lei de combate ao racismo de n. 7.716/2018, e que punições mais rigorosas e severas sejam tomadas contra condutas homofóbicas e atos discriminatórios como o em questão”, diz a nota assinada pelas principais entidades de defesa dos direitos de LGBTs do país, no anúncio de que medidas judiciais serão tomadas contra o pastor. A Aliança LGBT+, signatária do documento, afirma que a declaração do pastor não é um caso isolado, mas parte de uma campanha que atinge cotidianamente gays, lésbicas e trans. “Vivemos tempos sombrios. Esta afirmativa foi dita por nós inúmeras vezes nos últimos meses. “A pandemia que ainda segue em curso transformou o caráter de alguns e revelou o verdadeiro caráter de outros, fazendo com que pudéssemos separar o joio do trigo e sem nenhuma sombra de dúvidas fossemos capazes de compreender melhor o outro”, diz o texto assinado pelo ativista Toni Reis, líder da Aliança LGBT+. Além de entidades LGBTQIA+, o texto de repúdio ao pastor também conta com apoio de lideranças evangélicas.
Documentário sobre presos da ditadura vence festival É Tudo Verdade
A organização do É Tudo Verdade, o principal festival de documentários da América Latina, anunciou neste domingo (18/4) os vencedores da sua 26ª edição. Tanto “Os Arrependidos”, vencedor da Competição Brasileira de Longas, e “Presidente”, Melhor Filme da Competição Internacional, marcaram o evento com temas políticos. Dirigido pelos jornalistas Armando Antenore e Ricardo Calil (“Narciso em Férias”), “Os Arrependidos” traz relatos de ex-militantes que, muito jovens, largaram tudo para arriscar a vida por uma causa, mas acabaram presos, torturados e usados como propaganda da ditadura militar. Já o “Presidente” de Camilla Nielsson mostra como Nelson Chamisa enfrentou a velha guarda nas eleições de Zimbábue. Entre os curtas, os premiados foram o brasileiro “Yaõkwa: Imagem e Memória”, de Rita Carelli e Vincent Carelli, e a coprodução entre Argentina e México “A Montanha Lembra”, dirigido por Delfina Carlota Vazquez. Os vencedores dos prêmios de longa-metragem terão novas exibições no dia 20 de abril, em programa duplo às 19h (“Presidente”) e às 21h (“Os Arrependidos”), na seção É Tudo Verdade da plataforma de filmes Looke. Veja abaixo o debate com os diretores de “Os Arrependidos” realizado virtualmente para o É Tudo Verdade.












