Zack Snyder revela elenco de sua versão animada de Thor
O cineasta Zack Snyder foi responsável pela principal notícia desta quinta (10/6) na “Geeked Week” da Netflix. O diretor de “Liga da Justiça de Zack Snyder” e “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas” participou do evento para anunciar um novo projeto na plataforma de streaming: o anime “Twilight of the Gods” (Crepúsculo dos Deuses, em tradução literal). O título é o mesmo do último ciclo das óperas nórdicas de Richard Wagner (“Götterdämmerung”, em alemão), especificamente a parte do Ragnarok, o apocalipse, e representará a visão do diretor sobre a Mitologia Nórdica, com direito a personagens conhecidos pelos filmes de Thor na Marvel. O projeto circula há pelo menos dois anos e, por conta disso, já está bastante adiantado. Tanto que seu elenco diverso, cheio de nomes conhecidos, também foi divulgado. Os protagonistas mortais serão dublados pela atriz Sylvia Hoeks (“Blade Runner 2049”) como Sigrid e Stuart Martin (“Medici: Mestres de Florença”) como Leif. Além disso, Pilou Asbæk (“Ghost in the Shell – A Vigilante do Amanhã”) será Thor, John Noble (“O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei”) representará Odin e Paterson Joseph (“The Peep Show”), único ator negro do elenco, dará voz à versão animada de Loki. O cast ainda inclui Rahul Kohli (“iZombie”), Jamie Clayton (“Sense8”), Kristofer Hivju (“Game of Thrones”), Peter Stormare (“John Wick: Um Novo Dia para Matar”), Jamie Chung (“Lovecraft Country”), Lauren Cohen (“The Walking Dead”) e Corey Stoll (“Homem-Formiga”). A lista completa de quem interpreta qual personagem pode ser vista abaixo. Apesar do anúncio, ainda não há previsão para o lançamento. Sylvia Hoeks as SIGRID Stuart Martin as LEIFPilou Asbæk as THORJohn Noble as ODINPaterson Joseph as LOKIRahul Kohli as EGILLJamie Clayton as THE SEID-KONAKristopher Hivju as ANDVARIPeter Stormare as ULFRJamie Chung as HELLauren Cohan as INGECorey Stoll as HRAFNKEL — Netflix Geeked (@NetflixGeeked) June 10, 2021
“Loki” bate recorde de audiência na Disney+
O primeiro episódio de “Loki”, nova série da Disney+, bateu o recorde de visualizações das atrações da Marvel na plataforma, superando o lançamento de “Falcão e o Soldado Invernal” e “WandaVision” em suas primeiras 24 horas de exibição. A vantagem não está sendo contada pela Disney, que permanece muda sobre o desempenho de seus conteúdos de streaming, mas da agência de estatísticas SambaTV, que cravou que a série teve a maior audiência de estreia da Marvel Studios na Disney+ americana. Segundo a Samba, 890 mil assinantes assistiram “Loki” no dia do lançamento, número maior que os 759 mil de “Falcão e o Soldado Invernal” e os 655 mil de “WandaVision”, além da série ficar à frente do primeiro fim de semana completo de “Cruella”. Números abaixo de 1 milhão parecem pequenos diante da contabilidade da Netflix, mas a SambaTV mede a audiência de streaming em apenas 3 milhões de lares com Smart TVs nos EUA. Além disso, todos sabem que os totais da Netflix são irreais. Considerando o universo total de TVs conectadas pela SambaTV, “Loki” foi assistido por 25% de todos os lares contabilizados nas primeiras 24 horas de seu lançamento. A série estrelada por Tom Hiddleston também chegou ao streaming acompanhada pelas críticas mais positivas de toda a Marvel, com uma média de aprovação de 96% na análise do site Rotten Tomatoes, que compila as principais críticas publicadas em inglês sobre filmes e séries. Apenas um título anterior da Marvel teve notas iguais: o filme “Pantera Negra”. Para dar a dimensão de sua aprovação, as duas séries lançadas este ano pelo Marvel Studios, “WandaVision” e “Falcão e o Soldado Invernal”, alcançaram 91% e 89% respectivamente – e já eram consideradas excepcionais.
“O Senhor dos Anéis” vai ganhar longa animado
A Warner anunciou um retorno à Terra Média. O estúdio prepara um longa animado sobre o universo de “O Senhor dos Anéis”, criado por J.R.R. Tolkien. Intitulado “The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim” em inglês, o lançamento da New Line e da Warner Bros. Animation contará com direção e produção de Kenji Kamiyama e Joseph Chou, dupla por trás dos recentes animes “Ghost in the Shell SAC_2045” e “Ultraman” na Netflix. O roteiro está a cargo de Jeffrey Addiss e Will Matthews, que trabalharam juntos em outra produção da Netflix, “O Cristal Encantado: A Era da Resistência”. Vale lembrar que a trama clássica de “O Senhor dos Anéis” já foi transformada num longo animado. O desenho homônimo foi lançado em 1978 com direção do lendário Ralph Bakshi (“O Gato Fritz”), mas não fez um décimo do sucesso das produções live-action da Warner comandadas por Peter Jackson nos anos 2000. Jackson não está envolvido no novo projeto, mas Philippa Boyens, que co-escreveu as trilogias dos “Anéis” e do “Hobbit” serve como consultora da animação. A trama tem ligação com a trilogia cinematográfica – e os livros de Tolkien – , ao se concentrar em uma história não contada por trás do Abismo de Helm, a fortaleza no centro da batalha épica de “As Duas Torres”. A história será ambientada centenas de anos antes da guerra e, de acordo com o anúncio, será centrada em Helm Mão-de-Martelo, o rei de Rohan. “Todos nós da New Line sentimos uma profunda afinidade com o mundo extraordinário que JRR Tolkien criou, então a oportunidade de mergulhar de volta na Terra Média com a equipe da Warner Bros. Animation é um sonho que se tornou realidade”, disserem em comunicado conjunto a COO da Warner Bros. Carolyn Blackwood e o presidente e CCO da New Line, Richard Brener. “Os fãs conhecem o Abismo Deep como o palco de uma das maiores batalhas já filmadas e, com muitos dos mesmos criadores visionários envolvidos e o brilhante Kenji Kamiyama no comando, não poderíamos estar mais animados para apresentar uma nova visão de sua história que convidará o público global a experimentar a rica e complexa saga da Terra Média de uma maneira nova e emocionante. ” A trilogia inicial dos Anéis arrecadou US$ 2,9 bilhões e venceu 17 Oscars. Seu sucesso continuou em muitas edições de DVD/Blu-ray, como referência da cultura pop e como atração para o turismo na Nova Zelândia, onde os filmes foram feitos. Por conta dessa popularidade, a Amazon adquiriu os direitos para transformar esse universo numa série, que será a mais cara de todos os tempos, custando quase meio bilhão de dólares por temporada. Ainda não há previsão para o lançamento da animação ou para a série de “O Senhor dos Anéis”.
Milo Ventimiglia entra na série “Maravilhosa Sra. Maisel”
O ator Milo Ventimiglia, estrela de “This Is Us”, entrou no elenco da 4ª temporada de “Maravilhosa Sra. Maisel” (Marvelous Mrs. Maisel). O personagem do ator não foi divulgado. Mas, curiosamente, outro ator de “This Is Us” já apareceu na série premiada da Amazon Prime Video. Sterling K. Brown viveu um arco durante a 3ª temporada, pelo qual, inclusive, recebeu uma indicação ao Emmy de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia no ano passado. A escalação de Ventimiglia também aponta que o elenco de “This Is Us” já começa a definir novos projetos, agora que a série dramática da rede NBC definiu seu final na próxima temporada. Anunciada para 2022, a última temporada ainda não ganhou data de estreia. No Brasil, a série é disponibilizada pelo canal pago Star Premium (ex-Fox Premium). Já “Maravilhosa Sra. Maisel” está há quase dois anos fora do ar, devido às dificuldades de gravação criadas pela pandemia. A série disponibilizou sua 3ª temporada em dezembro de 2019, quando também foi renovada para mais um ano de produção. Estrelada por Rachel Brosnahan no papel-título, “Maravilhosa Sra. Maisel” conta a história de uma dona de casa de classe alta da Nova York dos anos 1950 que, após o divórcio e uma crise existencial, decide seguir carreira na então emergente cena de comédia stand-up na cidade. Antes do estouro da atração, sua criadora, Amy Sherman-Palladino, era mais conhecida por ter criado “Gilmore Girls”, um fenômeno de popularidade do começo dos anos 2000, estrelado por Lauren Graham e Alexis Bledel, que, entretanto, nunca foi reconhecido com prêmios. Um contraste com a série “Maravilhosa”, vencedora de 20 Emmys, incluindo Melhor Série de Comédia, além de seis Critics Choice Awards, três Globos de Ouros, cinco SAG Awards, dois PGA Awards, um WGA Award e um Peabody Award.
Vídeo de “Eu Nunca…” anuncia data da 2ª temporada
A Neflix divulgou um vídeo com o elenco de “Eu Nunca…” para anunciar que a 2ª temporada da série será lançada no dia 15 de julho. Veja abaixo a dança do anúncio. Recentemente, a série voltou aos noticiários por dois motivos. A modelo Chrissy Teigen abandonou uma participação especial, após admitir ter cometido bullying na também modelo Courtney Stodden uma década atrás. E o elenco se reuniu-se virtualmente para arrecadar fundos e ajudar a combater a covid-19 na Índia. A série foi criada por Mindy Kaling (“Project Mindy”), que é filha de imigrantes indianos, inspirando-se na sua própria juventude. A trama gira em torno da adolescente Devi (Maitreyi Ramakrishnan), sua família indiana e seus amigos americanos.
Ursinho falante do filme “Ted” vai virar série
O filme “Ted” vai virar série. A plataforma de streaming Peacock encomendou a produção de uma temporada completa para Seth MacFarlane, criador do longa de 2012 e sua continuação de 2015. Além de produzir a série, MacFarlane também deve voltar a dar voz a Ted, um urso de pelúcia desbocado, beberrão e maconheiro. Mas, pelo menos até o momento, não há planos para que Mark Wahlberg, dono de Ted, ou outros integrantes do elenco dos filmes voltem a seus papéis na série. “Ted” foi a estreia de MacFarlane na direção e também foi estrelado por Mila Kunis, mas a sequência trocou a protagonista feminina, trazendo Amanda Seyfried como interesse romântico de Wahlberg. Juntos, “Ted” e “Ted 2” arrecadaram mais de US$ 750 milhões em todo o mundo. A série ainda não tem cronograma de gravações ou previsão de estreia.
Facada em Bolsonaro vai virar filme
O cineasta Josias Teófilo, que estreou com o documentário “O Jardim das Aflições”, sobre o guru bolsonarista Olavo de Carvalho, vai lançar um curta-metragem sobre o atentado à faca contra Jair Bolsonaro em setembro de 2018, quando o capitão reformado ainda era candidato à presidência. A trama não será uma reprise de “Os 12 Macacos”, em que um homem considerado maluco era enviado no tempo para impedir um genocida de causar o apocalipse com um vírus contagioso, apenas para falhar na tentativa de matar seu alvo. Em vez disso, trata-se de um documentário com depoimentos de Carlos e Eduardo, filhos de Bolsonaro, além do deputado Gil Diniz e do advogado Victor Metta. O curta é resultado de sobras de outro trabalho. São imagens que não entraram na versão final do próximo documentário de Teófilo, “Nem Tudo se Desfaz”, sobre a ascensão de Bolsonaro, que deve ser lançado ainda neste ano.
Ryan Reynolds é personagem de videogame em novo trailer legendado de “Free Guy”
O 20th Century Studios divulgou o pôster nacional e um novo trailer legendado de “Free Guy: Assumindo o Controle”, comédia fantasiosa em que Ryan Reynolds vive um personagem de videogame. Na trama, Reynolds vive um bancário comum chamado Guy (cara, em inglês), que é figurante numa cena de assalto de videogame. Mas com ajuda de uma jogadora, ele acaba se tornando autoconsciente e descobre que sua existência é artificial, criada por um programador de games (Taika Waititi, de “Jojo Rabbit”). A partir daí, passa a ajudar outros figurantes a enfrentar as ameaças do jogo, o que o torna um problema que precisa ser eliminado pelo programador. O elenco também destaca Joe Keery (“Stranger Things”), Lil Rel Howery (“Corra!”) e Jodie Comer (“Killing Eve”), que vive a heroína responsável por “despertar” Guy e ajudá-lo a superar os perigos causados por sua rebelião. O filme foi escrito por Matt Lieberman (dos novos longas animados de “A Família Addams” e “Scooby-Doo”) e marca o retorno do diretor Shawn Levy à direção, sete anos após o fracasso de seu último longa, “Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba”. Desde então, ele vinha se concentrando na atividade de produtor, inclusive da série “Stranger Things”. A estreia de “Free Guy” estava originalmente prevista para julho do ano passado, mas a pandemia de coronavírus atrasou seu lançamento em mais de um ano. “Free Guy” agora vai chegar em 13 agosto aos cinemas brasileiros, seis dias depois dos EUA. Exclusivamente nos cinemas.
Tick, Tick… Boom!: Veja o trailer do primeiro filme dirigido por Lin-Manuel Miranda
A Netflix divulgou o pôster e o trailer de “Tick, Tick … Boom!”, primeiro longa dirigido por Lin-Manuel Miranda (o autor de “Hamilton”), que adapta a peça homônima de Jonathan Larson, outro autor célebre da Broadway, responsável por “Rent”. Originalmente concebido como um trabalho solo autobiográfico, interpretado pelo próprio Larson em 1990, a peça foi ampliada após sua morte em 1996, fazendo sua estreia como musical off-Broadway em 2001. A versão que chega aos cinemas foi adaptada por outro autor de sucesso em musicais, Steven Levenson, responsável por “Dear Evan Hansen” – além de ter vencido o WGA Award (prêmio do Sindicato dos Roteiristas) pela minissérie “Fosse/Verdon”, homenagem ao gênero. “Tick, Tick … Boom!” traz Andrew Garfield (“O Espetacular Homem-Aranha”) como Jonathan Larson na véspera de seu aniversário de 30 anos e da estreia de um novo musical, “Superbia”, uma ópera rock inspirada em “1984”, de George Orwell, que nunca foi produzida. Na vida real, a frustração com o destino de “Superbia” levou o autor a criar “Tick, Tick … Boom!” como desabafo, dispensando a estrutura grandiosa dos espetáculos da Broadway para se apresentar acompanhado apenas por uma banda em pequenos palcos. Ao mesmo tempo em que apresentava o espetáculo solo, Larson acabou desenvolvendo “Rent”, seu maior sucesso, que infelizmente nunca pôde apreciar. Ele morreu de problemas cardíacos na manhã da première, aos 35 anos, vencendo todos os prêmios possíveis (do Tony ao Pulitzer) postumamente. A adaptação dessa fase criativa da vida de Larson também inclui em seu elenco MJ Rodriguez (“Pose”), Bradley Whitford (“The Handmaid’s Tale”), Judith Light (“Transparent”) e marca a volta de Vanessa Hudgens aos musicais que a consagraram na adolescência, como estrela da franquia “High School Musical”, da Disney. A produção vai estrear em streaming no outono norte-americano (nossa primavera), em data ainda não divulgada. E também terá exibição limitada nos cinemas, manifestando uma aposta da Netflix em indicações ao Oscar 2022.
Nova série do He-Man aposta na nostalgia em trailer dublado
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Mestres do Universo: Salvando Eternia”, a nova série animada de He-Man. Em versão dublada em português, a prévia aposta alto na nostalgia, incluindo até um hit dos anos 1980 como trilha musical, “Holding Out For a Hero”, música de Bonnie Tyler. Criada pelo cineasta Kevin Smith (“O Balconista”), a nova série é descrita como uma continuação, que abordará “histórias não resolvidas dos anos 1980, ao retomar a jornada dos personagens de onde a história parou décadas atrás”. “Nós escolhemos retomar a trama exatamente onde a era clássica se encerrou para contar uma história épica daquela que pode ser a batalha final entre He-Man e Esqueleto!”, disse Smith em comunicado, quando o projeto foi anunciado. “Essa vai ser a história de ‘Mestres do Universo’ que você sempre quis ver quando era criança!”, completou. A adaptação tem realmente um visual mais retrô em contraste com a nova versão de She-Ra, a série da irmã do He-Man, que foi totalmente reformulada para uma estética de anime e ainda ganhou apelo LGBTQIA+ para as novas gerações. Embora a Netflix tenha divulgado a versão dublada em português, vale a pena conferir o trailer original em inglês, porque a produção tem um elenco de voz impressionante, com Chris Wood (“Supergirl”) como o Príncipe Adam/He-Man, Mark Hamill (“Star Wars”) como o Esqueleto, Lena Headey (“Game of Thrones”) como Maligna, Sarah Michelle Gellar (“Buffy, a Caça-Vampiros”) como Teela, Liam Cunningham (também de “Game of Thrones”) como Mentor, Alicia Silverstone (“As Patricinha de Beverly Hills”) como a Rainha Marlena e muitos outros. Até Alan Oppenheimer, que fez a voz original do Esqueleto, faz parte da equipe de dubladores interpretando outro vilão, Homem-Musgo. A série tem produção da Powerhouse Animation, estúdio por trás de “Castlevania”, e estreia em streaming em 23 de julho.
Nova “Gossip Girl” ganha primeiro trailer legendado
A HBO Max divulgou o primeiro trailer legendado do reboot de “Gossip Girl”. A prévia apresenta os personagens e revela o principal paralelo com a série original ao mostrar o grupo de adolescentes privilegiados acolhendo uma garota novata, de menor status social. Na série original foi um garoto, que acabou se revelando a verdadeira identidade da Gossip Girl. Ao som de “Super Rich Kids”, de Frank Ocean, o vídeo também revela como a passagem do tempo afetou o universo das fofocas digitais. No Brasil, “Gossip Girl” ganhou o título de “A Garota do Blog”. Mas a versão atual da personagem é mais evoluída e tem uma conta no Instagram. O detalhe é que, apesar dessa mudança, a produção ainda propaga os textos venosos com a mesma narração, cortesia de Kristen Bell (“The Good Place”). Como a série original, a nova “Gossip Girl” é escrita por Joshua Safran e baseada no livro homônimo de Cecily von Ziegesar. A trama se passa oito anos depois que o blog original da “garota fofoqueira” foi desativado, quando uma nova Gossip Girl surge para vigiar a atual geração de estudantes da elite de Nova York. O elenco está definido desde o ano passado com Emily Alyn Lind (“A Babá”), Jordan Alexander (“Sacred Lies”), Whitney Peak (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Eli Brown (“Pretty Little Liars: The Perfeccionists”), Johnathan Fernandez (“Lethal Weapon”), Tavi Gevinson (“Scream Queens”), Thomas Doherty (“Legacies”), Adam Chanler-Berat (“Next to Normal”), Zion Moreno (“Claws”) e o veterano da Broadway Jason Gotay (“Peter Pan Live!”) – como de praxe, intérpretes bem mais velhos (alguns 10 anos mais velhos) que a idade dos personagens supostamente adolescentes. Além deles, a série contará com Elizabeth Lail, a vítima da 1ª temporada de “Você”. E aí rola uma curiosidade. “Você” foi estrelado pelo verdadeiro Gossip Girl. Penn Badgley viveu Dan Humphrey (que se revela o garoto do blog) antes de atormentar Lail como o psicopata Joe Goldberg. A nova “Gossip Girl” também tem produção dos criadores da versão original, Josh Schwartz e Stephanie Savage. E a direção dos primeiros episódios está a cargo da atriz Karena Evans (“Mary de Morte/Mary Kills People”), que virou diretora com clipes de Drake em 2018. A série vai estrear na plataforma de streaming em 8 de julho, nove dias após a HBO Max chegar no Brasil, permitindo aos fãs brasileiros acompanharem a série desde seu primeiro episódio.
Cinemas recebem animação, drama premiado e quatro filmes brasileiros
Os exibidores de cinema apostam em “Spirit – O Indomável” para manter a tendência de aumento no público durante mais um fim de semana. A produção da DreamWorks Animation tem a maior distribuição desta quinta (10/6), chegando a cerca de 300 salas. Infelizmente, também é uma das animações mais fracas do estúdio, uma reciclagem da reciclagem. O filme é uma adaptação da série “Spirit Riding Free” da Netflix, que por sua vez era inspirada no longa animado “Spirit: O Corcel Indomável” (2002). Só que a obra original, indicada ao Oscar, não tinha garotinhas galopando, mas índios. A nova versão troca o contexto histórico-cultural por uma trama com DNA de fábula de princesinha. Com direção de Elaine Bogan (“Como Treinar o Seu Dragão – A Série”) e do brasileiro Ennio Torresan (chefe de arte de “Abominável”), o longa acompanha a menina Lucky Prescott, que tem sua vida alterada para sempre ao se mudar da cidade grande para um pequeno vilarejo fronteiriço, onde se torna amiga de um cavalo selvagem chamado Spirit. Em circuito limitado, o destaque é “First Cow – A Primeira Vaca da América”, que só não apareceu no Oscar porque seu pequeno estúdio, A24, não tinha dinheiro para fazer campanha conjunta para dois títulos e optou por “Minari”. Mesmo assim, o novo longa da diretora Kelly Reichardt (“Certas Mulheres”) venceu nada menos que 24 prêmios e foi eleito pelos críticos de Nova York como o melhor filme do ano passado. A trama gira em torno de um padeiro habilidoso (John Magaro) em viagem para o Velho Oeste que encontra uma verdadeira conexão com um imigrante chinês também em busca de sua fortuna. Juntos, eles percebem que podem ficar ricos ao transformar o leite da primeira vaca da região em biscoitos. Infelizmente, a vaca não é deles. E o que se segue é uma fábula sobre amizade, capitalismo e sustentabilidade. A programação ainda inclui o drama alemão “Eu Estava em Casa, Mas…”, que rendeu o Urso de Prata do Festival de Berlim à diretora Angela Schanelec (“Uma Tarde Qualquer”) e é uma verdadeira aula sobre a técnica cinematográfica. Mas… o que chama realmente atenção no leque de opções é o lançamento simultâneo de quatro longas brasileiros de ficção. A maior expectativa recai sobre “Acqua Movie”, primeiro longa do premiado pernambucano Lírio Ferreira desde “Sangue Azul” em 2014. O road movie é passado no mesmo universo do cult “Árido Movie” (2005), com fotografia e elenco impressionantes. Um contraste enorme com “AmarAção”, cheio de problemas, que é quase cinema de guerrilha pela falta de recursos evidentes. Mas em termos de narrativa coesa são as comédias bobas que se saem melhor. O tema sobrenatural de “Missão Cupido” é realmente para não se levar a sério e rende boa diversão, enquanto “Quem Vai Ficar com Mário?” parte de uma premissa com pontos de conexão com “A Gaiola das Loucas” para, além de fazer rir, ajudar a refletir sobre preconceito sexual. Veja abaixo os trailers de todos os lançamentos. Spirit – O indomável | EUA | 2021 First Cow – A Primeira Vaca da América | EUA | 2020 Acqua Movie | Brasil | 2020 Quem Vai Ficar com Mário? | Brasil | 2020 Missão Cupido | Brasil | 2020 AmarAção | Brasil, França, Israel | 2020 Eu Estava em Casa, Mas | Alemanha, Sérvia | 2020
Claudia Barrett (1929–2021)
A atriz Claudia Barrett, que ficou conhecida ao ser carregada por um alienígena com roupa de gorila no famoso trash “O Robô Alienígena”, morreu em 30 de abril de causas naturais aos 91 anos, em sua casa em Palm Desert. A notícia foi publicada por sua família na quarta-feira (9/6). A cena de Barrett carregada nos braços do extraterrestre peludo com capacete de mergulho (seu “traje” espacial) tornou-se icônica ao ilustrar incontáveis listas de piores filmes de todos os tempos. Interpretado pelo dublê George Barrows, o monstro meio robô chamava-se Ro-Man e entrou para a cultura pop como uma das invenções mais ridículas da ficção científica dos anos 1950. Nascida Imagene Williams em West Los Angeles, Barrett estudou atuação, dança e canto quando criança, porque sua mãe esperava que isso a ajudasse a superar a timidez. Depois de vencer um concurso de beleza local, mudou seu nome para Claudia Barrett, conseguiu um agente e assinou com a Warner Bros. Ela foi uma dos últimas atrizes da era do “sistema de estúdio”, e assim que foi contratada voltou a estudar atuação, dança, canto, dicção e modelagem na Warner, trabalhando por 15 anos consecutivos sob contrato. Ela apareceu principalmente em faroestes na TV e no cinema. Entre seus créditos estão três bangue-bangues estrelados por Allan Lane entre 1950 e 1953 e séries como “Hopalong Cassidy”, “Cisco Kid”, “O Cavaleiro Solitário” (The Lone Ranger) e “Roy Rogers”, entre outras. Mas a fama só veio mesmo quando ela foi escalada como Alice, filha da última família sobrevivente no mundo pós-apocalíptico de “O Robô Alienígena” (Robot Monster). Versão alienígena de “King Kong”, a trama seguia uma criatura semelhante a um macaco cujas instruções para eliminar a raça humana são questionadas quando ele se apaixona pela adorável Alice de Barrett. O filme foi rodado em preto e branco, mas em 3-D, em um canyon de Los Angeles durante quatro dias, com um orçamento de meros US$ 16 mil. E poderia ter sido facilmente esquecido se não tivesse se tornado célebre por sua ruindade. Na sua própria época de lançamento, as críticas foram tão negativas que seu jovem diretor teria tentado o suicídio (“Eu finalmente percebi que meu futuro na indústria cinematográfica era sombrio”, escreveu Phil Tucker em uma nota que entrou para as lendas de Hollywood). A ironia é que o tempo transformou “O Robô Alienígena” em cult de tão ruim, ganhando elogios por divertir com sua precariedade hilária. Graças a isso, tornou-se icônico e até influente, inspirando paródias em séries, desenhos animados dos Looney Tunes e em clipes de rock – o hit “You Might Think”, da banda The Cars. Embora tenha continuado a carreira com participações em séries e filmes por mais uma década – ela parou de atuar em 1963, com o western “Império da Vingança” – Barrett só é lembrada pelos fãs por seu papel no clássico cult. Por conta disso, costumava receber inúmeras cartas e convites para participar de convenções. “Embora adorasse atuar, em meados dos anos 1960 ela percebeu que sua carreira não estava avançando, então mudou para empregos paralelos na distribuição de filmes, publicidade e relações públicas”, de acordo com o obituário escrito por sua família nas redes sociais. Até que em 1981 ela encontrou “o emprego dos seus sonhos” na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Barrett trabalhou na divisão que produzia os prêmios de avanços científicos e técnicos, e participou da premiação do Oscar todos os anos desde então.












