Arábia Saudita fez primeiro festival de cinema, mas mostra limites com censura
A Arábia Saudita deu sinais contraditórios nesta segunda-feira (6/12) ao inaugurar seu primeiro grande festival de cinema e ao proibir a exibição de “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, no país. O governo árabe voltou a permitir a abertura dos cinemas em 2018, após uma censura de 35 anos baseada numa visão islâmica fundamentalista, que desaprovava entretenimento público, além da mistura entre homens e mulheres no mesmo espaço público. O anúncio do fim do veto integra um ambicioso plano de reformas do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, que busca promover espetáculos e eventos de entretenimento para se apresentar como liberal diante do Ocidente, apesar da oposição dos círculos conservadores. De forma arrojada, o histórico festival de cinema realizado em Jidá escolheu homenagear uma cineasta saudita, Haifaa al-Mansour, primeira diretora mulher do país, cujo filme, “O Sonho de Wadjda” (2012), ganhou prêmios internacionais. O feito é significativo, porque o conservadorismo da Arábia Saudita sempre segregou as mulheres, cujos direitos só começaram a ser reconhecidos no atual movimento modernizador do governo – a partir de 2018, elas receberam autorizações para participar de eventos esportivos e shows, e para dirigir carros! Por outro lado, a decisão sobre o musical de Spielberg demonstra o limite da abertura. O longa não recebeu autorização para estrear nos cinemas do país por incluir um personagem transexual interpretado por Iris Menas, que se reconhece como não-binário. Não é a primeira vez que isso acontece. “Eternos”, da Marvel, foi barrado na região por uma cena em que dois homens aparecem se beijando, e a animação “Dois Irmãos – Uma Jornada Inesperada” foi proibido por uma única cena que se referia a um casal lésbico. Além da Arábia Saudita, os filmes citados foram proibidos em outros países árabes do Oriente Médio, como Kuwait, Omã, Emirados Árabes, Bahrein e Catar.
Ridley Scott manda jornalista se “f*der” em entrevista
Um vídeo que se tornou viral no fim de semana, ao aparecer no Twitter, revelou que o diretor de cinema Ridley Scott não tem mais idade para dar entrevistas. O veterano cineasta de 84 anos mandou um jornalista russo se “f*der” durante uma entrevista por teleconferência, ao ouvir um elogio a “O Último Duelo”, que ele considerou ofensa a seus trabalhos anteriores. O jornalista Anton Vladimirovich Dolin disse, em tom elogioso, considerar que “O Último Duelo” possuía maior precisão histórica que filmes anteriores do diretor, como “Cruzada” (2005) e “Robin Hood” (2010) – que receberam críticas negativas em todo o mundo. Mas antes que pudesse completar o comentário, começou a ouvir o cineasta disparar “Vá se f*der” várias vezes. Nas últimas semanas, Scott tem sido notícia por declarações polêmicas, em que já vinha baixando o nível. Entre outras coisas, ele declarou que o fracasso de bilheterias de “O Último Duelo” era “culpa” da geração millennial “e seus celulares f*didos”, e que a família Gucci, que reclamou das invenções históricas e do elenco de “Casa Gucci” “deveria se considerar f*didamente sortuda” por contar com Al Pacino como intérprete de seu ancestral. Os herdeiros da Gucci querem ir à Justiça contra o cineasta. Thank you, Sir Ridley, for the ultimate answer to any and all people measuring "realism" and "historical accuracy" in period films. That's one for the books. pic.twitter.com/35JLcGsa0g — Ilya Glazkov (@IlGlaz) December 3, 2021
“The Boys” vai ganhar spin-off animado
A Amazon Prime Video vai produzir uma série animada passada no universo de “The Boys”. Intitulada “Diabolical”, a novidade foi anunciada no domingo (5/12) durante a edição virtual da CCXP. O curto vídeo em que o ator Karl Urban apresenta o projeto, acompanhado por uma animação de Terror, seu cachorro na série, foi disponibilizado no canal americano da plataforma e pode ser visto abaixo. A animação terá oito episódios escritos por várias estrelas, como Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”), Garth Ennis (o criador dos quadrinhos de “The Boys”), Ilana Glazer (criadora de “Broad City”), Simon Racioppi (“Invincible”), Justin Roiland (criador de “Rick & Morty”), Ben Bayouth (“Blark and Son”) e Aisha Tyler (“Criminal Minds”). Segundo os produtores Seth Rogen e Evan Goldberg, eles sempre quiseram desenvolver uma antologia animada desde que viram “The Animatrix”, ambientada no universo de “Matrix”. “Hoje esse sonho se tornou realidade”, declararam em comunicado. “Diabolical” já é o segundo spin-off de “The Boys”. Além do projeto animado, a Amazon também vai lançar uma série live-action, ainda sem título, passada em uma faculdade de super-heróis. As duas atrações vão estrear em 2022, em datas ainda não definidas.
Tom Holland revela que vai viver Fred Astaire no cinema
O jovem ator inglês Tom Holland (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”) revelou que interpretará o lendário astro de Hollywood Fred Astaire (1899–1987), que brilhou em musicais clássicos do cinema. “Vou interpretar Fred Astaire. O roteiro chegou uma semana atrás, mas ainda não o li. Eles não liberaram pra mim”, disse Holland à agência Associated Press, durante uma jornada de entrevistas (junket) em Londres para “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”. Considerado um dos maiores dançarinos de todos os tempos, Astaire teve uma trajetória de sete décadas no cinema e no teatro. Algumas de suas interpretações mais marcantes foram ao lado de Ginger Rogers, com quem formou uma famosa dupla no começo da carreira – em filmes como “O Picolino” (1935), “Ritmo Louco” (1936) e “Vamos Dançar?” (1937). Mas ele também brilhou com Jane Powell em “Núpcias Reais” (1951), Cyd Charisse em “A Roda da Fortuna” (1953) e “Meias de Seda” (1957), e Audrey Hepburn em “Cinderela em Paris” (1957). Seu último musical foi “O Caminho do Arco-Íris” (1968), de Francis Ford Coppola, no qual trabalhou com a cantora Petula Clark. Quando a idade não lhe permitiu mais dançar, ele seguiu em papéis dramáticos em séries como “Dr. Kildare” (1965), “O Rei dos Ladrões” (1969-1970) e “Battlestar Galactica” (1979) e filmes como “Inferno na Torre” (1974) e “Histórias de Fantasmas” (1981). Holland acrescentou que a cinebiografia do ator tem produção de Amy Pascal, responsável também pela franquia do “Homem-Aranha”. “Ela conversou comigo pelo FaceTime mais cedo. Eu estava no banho e tivemos uma conversa adorável”, ele afirmou. Tom Holland será visto a seguir em “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que estreia em 16 de dezembro no Brasil, e dois meses depois em “Uncharted – Fora do Mapa”, com lançamento marcado para 17 de fevereiro nos cinemas brasileiros. Veja abaixo uma seleção das 10 melhores danças de Fred Astaire no cinema.
“Fear the Walking Dead” é renovada e terá volta de Kim Dickens
O canal pago americano AMC renovou “Fear the Walking Dead” para sua 8ª temporada. E os produtores aproveitaram para anunciar o retorno de Kim Dickens à atração. Dickens vai retomar o papel de Madison Clark, vista pela última na 4ª temporada (exibida em 2018), ao se sacrificar em meio a uma horda zumbi para salvar vários refugiados num antigo estádio de esportes, entre eles sua filha Alicia (Alycia Debnam-Carey). Tida como morta desde então, ela vai voltar já na segunda metade da 7ª temporada. A atração entrou em hiato após a exibição do episódio de domingo (5/12) e só voltará a ser exibida nos Estados Unidos no dia 17 de abril. A pausa aconteceu após um momento dramático da atração, relacionado a Alicia, que pode estar ligado ao motivo do reaparecimento de Madison. “Se houvesse um Monte Deadmore, o rosto de Kim Dickens estaria nele. Madison Clark é uma personagem fundamental para a série – heróica, complexa, uma pessoa comum que se torna uma guerreira e então uma força de benevolência”, disse o produtor Scott M. Gimple. “O talento bruto, a força e o brilho de Kim irão eletrificar ‘TWDU’ mais uma vez e não poderíamos ter mais sorte de tê-la de volta”, completou o chefe do universo de “The Walking Dead”. A renovação de “Fear the Walking Dead” acontece após o final de “The Walking Dead: The World Beyond”, concebida como uma série limitada de duas temporadas, que apesar de completar sua história deixou várias pontas soltas. Além disso, a atração vai se posicionar como o principal título desse universo após o fim de “The Walking Dead”, que vai encerrar sua 11ª e última temporada em 2022. Após a conclusão da atração original, duas novas séries farão companhia a “Fear the Walking Dead”: uma produção estrelada por Daryl (Norman Reedus) e Carol (Melissa McBride) e a antologia “Tales of the Walking Dead”, que contará uma história completa por episódio, sempre com personagens diferentes. “Fear the Walking Dead” é disponibilizada no país pelo canal pago AMC Brasil e pela Amazon Prime Video.
“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” tem sequência oficializada
A Disney confirmou nesta segunda (6/12) que “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” terá uma sequência, após o sucesso do primeiro filme estrelado por Simu Liu. O anúncio na verdade foi duplo. Além de confirmar que a continuação voltará a ser dirigida por Destin Daniel Cretton, o estúdio fechou um contrato de desenvolvimento com o diretor, para a criação de novas atrações para a plataforma Disney+. Em comunicado, Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, teceu vários elogios ao talento do diretor, a quem definiu como um “colaborador incrível”, responsável por trazer uma nova “perspectiva e habilidade única para ‘Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis'”. “Tivemos um tempo fantástico trabalhando juntos no filme e ele tem muitas ideias intrigantes de histórias para dar vida à Disney+, por isso estamos entusiasmados em expandir nosso relacionamento com ele e mal podemos esperar para começar”, completou Feige. O fato do chefão da Marvel mencionar o acordo com a Disney+ sugere que Creton irá trabalhar em séries derivadas dos quadrinhos, possivelmente desenvolvendo atrações relacionadas a “Shang-Chi” Mas além de desenvolver projetos para a Disney+, Cretton também trabalhará em produções da Hulu/Star+, que pertence ao mesmo conglomerado. “Destin é um contador de histórias poderoso com um gosto impecável no material. À medida que continuamos a expandir nossa lista de colaboradores, sua voz única nos ajudará em uma lista empolgante de conteúdo para nosso público global”, disse Tara Duncan, responsável pelo selo Onyx Collective, dedicado a projetos de criadores “de cor” na Hulu.
Novo trailer de “Matrix Resurrections” capricha no kung fu visual
A Warner Bros. divulgou novos pôsteres e o segundo trailer legendado de “Matrix Resurrections”, que parte do tema do déjà vu, descrito no longa de 1999 como “uma falha da Matrix”, para explicar o despertar de Neo (Keanu Reeves), após anos mergulhado na Matrix. Bastante dramática, a prévia também destaca a volta de Trinity (Carrie-Anne Moss) e Niobe (Jada Pinkett Smith), que aparece bastante envelhecida, revelando que um longo período de tempo se passou desde que Neo e Trinity pereceram em “Matrix Revolutions” (2003). Com seu despertar, Neo volta a atrair a atenção dos agentes da Matrix, incluindo o novo personagem de Jonathan Groff (“Mindhunter”), mas, como ele brinca, entre cenas de muitos efeitos visuais, ainda conhece kung fu. Escrito e dirigido por Lana Wachowski, cocriadora da franquia original, o filme também traz de volta os personagens Merovingian (Lanbert Wilson), agente Johnson (Daniel Bernhardt) e Morpheus (rejuvenescido em interpretação de Yahya Abdul-Mateen II), além de incluir novos papéis vividos por Jessica Henwick (“Punho de Ferro”), Neil Patrick Harris (“How I Met Your Mother”), Priyanka Chopra (“Quantico”), Christina Ricci (“A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”) e quatro atores de “Sense8” (série também criada por Lana Wachowski): Eréndira Ibarra, Brian J. Smith, Max Riemelt e Toby Onwumere. A estreia está marcada para 22 de dezembro no Brasil, mesmo dia do lançamento nos EUA.
Martha De Laurentiis (1954–2021)
A produtora Martha De Laurentiis, responsável pelos filmes e séries com o personagem Hannibal Lecter, morreu no domingo (512) em sua casa, aos 67 anos, após uma longa batalha contra um câncer cerebral. Ela era viúva do famoso produtor Dino De Laurentiis (“Barbarela”, “King Kong”), com quem teve duas filhas, Carolyna De Laurentiis e Dina De Laurentiis. Dina divulgou um comunicado no domingo após a morte de sua mãe. “Minha mãe era uma alma calorosa, generosa e otimista – meu pai sempre se referia a ela como sua ‘luz do sol’ – e uma protetora feroz”, disse ela. “Uma esposa, mãe e avó preciosas e uma amiga que tocou a tantos, assim como uma provedora – e protetora – de pessoas criativas nos filmes e na televisão que ela amava. Ela colocava a família em primeiro lugar, mas levantava todas as manhãs apaixonada por ampliar o legado de meu pai e continuar a forjar o seu próprio. Sua bondade, inteligência e graça continuarão a nos inspirar.” Nascida Martha Schumacher em 10 de julho de 1954, ela foi coroada a Miss Júnior de Ohio em 1972, chegando a trabalhar brevemente como modelo em Nova York antes de seguir sua paixão no cinema, integrando a contabilidade dos filmes cultuados “Os Selvagens da Noite” (1979) e “Lobos” (1981). Ela se juntou à empresa de Dino De Laurentiis como contadora assistente durante o filme “Na Época do Ragtime” (1981), de Milos Forman, e foi promovia a assistente de produção durante a adaptação de “Chamas da Vingança” (1984), de Stephen King. O terror estrelado por Drew Barrymore também deu início a sua longa parceria de produção com Dino. O sucesso de “Chamas da Vingança” fez Martha crescer na empresa e se especializar em obras de Stephen King, de quem produziu “Olhos de Gato” (1985), “A Hora do Lobisomem” (1985) e “Comboio do Terror” (1986). Na época, Dino construiu o que hoje é o Screen Gems Studios em Wilmington, na Carolina do Norte, onde foram realizados vários longas de sua empresa, desde fracassos gigantescos como “King Kong 2” (1986) até hits inesperados como “Uma Janela Suspeita” (1987), ambos produzidos por Martha. O casal oficializou seu relacionamento em 1990. Eles não apenas se casaram como formaram uma sociedade profissional com o lançamento da produtora De Laurentiis Co., que emplacou vários sucessos. A lista inclui “Hannibal” (2001), “Dragão Vermelho” (2002) e “Hannibal, a Origem do Mal” (2007), adaptações da obra literária de Richard Harris, que serviram como continuação e prólogos de “O Silêncio dos Inocentes” (1991). Após a morte de Dino em 2010, Martha continuou como chefe da De Laurentiis Co, por onde desenvolveu a série “Hannibal”, que trouxe Mads Mikkelsen como o serial killer Hannibal Lecter ao longo de três temporadas elogiadíssimas. Entre seus últimos trabalhos estão o filme “Ártico” (2018) na Netflix, também estrelado por Mikkelsen, e o desenvolvimento do remake de “Chamas da Vingança”, atualmente em pós-produção para uma estreia em 2022.
Mila Moreira (1949–2021)
Mila Moreira, uma das primeiras modelos a virar atriz no Brasil, morreu na madrugada desta segunda (6/12), na emergência do hospital CopaStar, no Rio, após sofrer uma gastroenterite em Paraty. Ela começou a carreira de modelo aos 14 anos, quando venceu o concurso Miss Luzes da Cidade, organizado pelo jornal Última Hora. Logo depois, foi contratada pela Rhodia e se tornou uma estrela dos eventos de moda feitos para promover os fios sintéticos da empresa. A carreira não a impediu de continuar os estudos e ela se formou Psicologia. Ser modelo também a colocou na TV, como jurada no programa do apresentador Chacrinha nos anos 1970. Sua desenvoltura chamou atenção e Mila acabou convidada para fazer novelas. Foram dezenas, a partir de “Marron Glacê”, em 1979, em que viveu a responsável pelo bufê que dava nome à produção. “Quando virei atriz, todo mundo criticava. Houve muito preconceito dos colegas. Achavam que eu era caso do Cassiano [Gabus Mendes, autor da novela]”, ela contou em entrevista à Folha de S. Paulo há cinco anos. Na verdade, ela tinha uma relação com Cassiano Gabus Mendes, mas de grande amizade, já que foi casada nos anos 1970 com o ator Luis Gustavo, cunhado do autor. Ela se separou de Luis Gustavo antes de virar atriz, mas nunca perdeu a amizade, chegando a contracenar com o ex em vários trabalhos de Gabus Mendes. Assim, acabou se tornando parte da família de atores favoritos do escritor, que a incluiu em praticamente todas suas novelas, geralmente em papéis de mulheres ricas, de grande classe. Mila saiu de “Marron Glacê” direto para “Plumas e Paetês” (1981), “Elas por Elas” (1982) e a série derivada “As Aventuras de Mário Fofoca” (1982), chegando até a fazer uma participação como ela mesma na novela “Ti Ti Ti” (1985), sobre o mundo da moda. A parceria seguiu por uma década, com “Champagne” (1983), “Que Rei Sou Eu?” (1989), “Meu Bem, Meu Mal” (1990) e “O Mapa da Mina” (1993), até a morte de Cassiano naquele ano. A atriz ainda participou de dois remakes póstumos do velho amigo: “Anjo Mau” em 1997 e “Ti Ti Ti” em 2010. Os trabalhos com Cassiano a fizeram ser reconhecida como atriz e ela não teve problemas em continuar a carreira, trabalhando com vários autores consagrados, como Gilberto Braga, com quem fez “Corpo a Corpo” (1984), “Paraíso Tropical” (2007) e a minissérie “Anos Rebeldes” (1992), Daniel Más em “Bambolê” (1987), Sílvio de Abreu, no fenômeno de audiência “A Próxima Vítima” (1995), Aguinaldo Silva em “A Indomada” (1997), Carlos Lombardi em “O Quinto dos Infernos” (2002), Ana Maria Moretzsohn em “Sabor da Paixão” (2003), Walther Negrão em “Como uma Onda” (2005), Manoel Carlos em “Viver a Vida” (2009), Alcides Nogueira em “Ciranda de Pedra” (2008) e o remake de “O Astro” (2011). Ela demorou, porém, a firmar uma segunda parceria tão forte como tinha com Cassiano. Isto só foi acontecer no final de sua carreira, com Maria Adelaide Amaral, de quem gravou as minisséries “Os Maias” (2001) e “JK” (2006), além das novelas “Um Só Coração” (2004), “Queridos Amigos” (2008), “Sangue Bom” (2013) e “A Lei do Amor” (2016), seu último trabalho na Globo. Na época, deu uma entrevista ao jornal O Globo, em que lamentou ainda ser chamada de ex-modelo. “Sabe há quanto tempo não piso numa passarela? 37 anos! Fui modelo durante 11, 12 anos e tenho que carregar isso para o resto da vida”, reclamou. Os 37 anos citados correspondem a sua carreira de atriz, em que fez praticamente uma novela atrás da outra. Tanto trabalho lhe deixou pouco tempo livro para se aventurar por outros meios de expressão. Ainda assim, encaixou três filmes, todos sucessos de bilheteria da década de 1980: “Os Saltimbancos Trapalhões” (1981), de J.B. Tanko, “Aguenta Coração” (1984), de Reginaldo Faria, e “Dias Melhores Virão” (1989), de Cacá Diegues.
Playlist: 10 clipes do revival “cold wave” em 2021
A seleção de clipes da semana faz um apanhado de novos lançamentos de cold wave, movimento inspirado pela banda Joy Division que durou pouco nos anos 1980, mas teve uma segunda onda mais forte no começo do século, graças ao sucesso de Interpol. Se o revival dos anos 2000 foi encabeçado por bandas americanas, a terceira vinda, com experientes e novatos, deve-se basicamente a entusiastas europeus. À exceção de Johnny Hunter, da Austrália, as bandas reunidas no playlist abaixo são do velho continente: do Reino Unido (três), da Alemanha (três), da Rússia (duas) e da Suécia (uma). É interessante reparar que vários veteranos continuam ativos nessa relação, inclusive da geração cold wave original, caso da banda alemã Pink Turns Blue. Formada em 1987, chegou a acabar na década de 1990, mas renasceu com o sucesso do Interpol no começo do século e, em setembro passado, lançou seu primeiro álbum em cinco anos – o 12º da carreira. A escocesa Arab Strap é dos anos 1990 e também retornou recentemente, após acabar em 2006. Já as russas Giant Waves e Motorama, a sueca Shout Out Louds e as inglesas Phantom Limb e White Lies são contemporâneas do Interpol e, apesar de hiatos na produção, não chegaram a se separar. Como essa tendência pós-punk é marcado por vocais graves, quase góticos, as formações das bandas costumam priorizar vocalistas masculinos. A exceção na turma abaixo é a Grundeis, uma das novatas da seleção, que lançou seu primeiro single há um ano e o primeiro álbum no mês passado. Não por acaso, a voz – e o visual marcante – de Laura Mueller é o grande diferencial da banda alemã. Como sempre, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Arab Strap | Escócia | Phantom Limb | Inglaterra | White Lies | Inglaterra | Shout Out Louds | Suécia | Johnny Hunter | Austrália | Motorama | Rússia | Giant Waves | Rússia | Pink Turns Blue | Alemanha | Hello Pity | Alemanha | Grundeis | Alemanha |
Riverdale: Fotos mostram celebração nostálgica do episódio 100
A rede The CW divulgou as fotos do 100º episódio de “Riverdale”, que vai prestar homenagem aos quadrinhos originais que inspiraram a série. As imagens mostram uma recriação dos anos 1940, com direito ao visual clássico dos personagens da revista “Archie” – inclusive a gravata borboleta de Archie Andrews (KJ Apa). Os quadrinhos são editados desde 1941 nos EUA, acompanhando o cotidiano de Archie e seus amigos do colegial. Mas as publicações da Archie Comics também são bastante associadas aos anos 1950 e 1960, por ser a época em que quadrinhos de romance teen estouraram e pela ligação dos personagens com o rock, que virou febre em 1955. O próprio Archie formou uma banda com seus melhores amigos, que fez sucesso em desenhos animados dos anos 1960 e até colocou um hit nas paradas de sucesso (“Sugar, Sugar”, de 1969). O visual nostálgico faz parte do arco sobrenatural da 6ª temporada de “Riverdale”, apresentando eventos de realidades alternativas como um sonho febril. Graças a isso, personagens que já morreram na série também participam da celebração. O episódio comemorativo será exibido em 14 de dezembro nos EUA. Antes disso, a série terá seu primeiro crossover oficial com a cancelada “O Mundo Sombrio de Sabrina” – a a aparição de Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) acontecerá na terça-feira (7/12). A série é disponibilizada no Brasil pelo canal pago Warner.
Trailer apresenta especial de Ano Novo de “Doctor Who”
A rede britânica BBC divulgou o pôster e o trailer do especial de Ano Novo de “Doctor Who”, que revela uma trama de looping temporal e a volta dos daleks (que nunca vão embora). A prévia mostra um casal preso numa repetição interminável da noite da virada, que são mortos várias vezes por um dalek perdido no interior de um galpão de armazenamento deserto. Ao vir em seu auxílio, a Doutora (Jodie Whitaker), Yas (Mandip Gill) e Dan (John Bishop) também acabam presos no looping. Aisling Bea (“This Way Up”) e Adjani Salmon (“Dreaming Whilst Black”) vivem o casal. Intitulado “Eve Of The Daleks”, o especial de Ano Novo é o primeiro de três episódios extras da 13ª temporada do revival de “Doctor Who” que serão exibidos em 2022. O último será uma homenagem aos 200 episódios da série desde sua volta à produção em 2005 e também marcará a despedida de Whitaker do papel da Doutora. Ao final do terceiro especial, o atual showrunner dará lugar à volta de Russell T. Davies, responsável pelas primeiras quatro temporadas da versão moderna da série, que também escolherá o próximo Doctor Who. A estreia de “Eve Of The Daleks” será exibida em 1 de janeiro no Reino Unido e nos EUA. No Brasil, a série é disponibilizada pela plataforma Globoplay.
Globoplay anuncia “La Brea”, “Símbolo Perdido”, “Girls5eva” e nova “Ilha da Fantasia”
A Globoplay anunciou ter adquirido os direitos de várias séries americanas inéditas no Brasil, em acordos com a NBCUniversal, que não lançou seu serviço de streaming Peacock no país, a Lionsgate e a nova Fox. Os títulos que chegarão em breve no streaming da Globo foram revelados na edição virtual da CCXP pela head de conteúdo da plataforma, Ana Carolina Lima. Entre as produção, destaca-se “La Brea”, que virou a série mais vista da Peacock em outubro passado. Concebida como uma mistura de filmes de catástrofe e aventura clássica de Júlio Verne, “La Brea” começa com a abertura de um buraco gigante em Los Angeles. As pessoas que caem em seu interior vão parar no centro da Terra, onde encontram criaturas pré-históricas. Enquanto o resto do mundo tenta entender o que aconteceu, um homem separado da família pelo desastre tem visões sobre o local onde os sobreviventes estão e passa a ser considerado crucial para uma missão de salvamento. A lista também inclui “O Símbolo Perdido”, série que adapta o romance escrito por Dan Brown, terceiro livro da saga iniciada pelo best-seller “O Código Da Vinci” e “Inferno”. Na trama, o professor de Harvard Robert Langdon é convidado a desvendar o significado da pirâmide maçônica e impedir uma (mais uma, para quem viu os filmes) conspiração global. Há também o remake de “Ilha da Fantasia” com uma Sra. Rourke no papel eternizado por Ricardo Montalban, a comédia “Girls5eva”, sobre uma girl band veterana (estilo Spice Girls) que tenta voltar à ativa, e a primeira animação adulta veiculada exclusivamente na Globoplay, “Freak Brothers” – adaptação de “The Fabulous Furry Freak Brothers”, quadrinhos pioneiros da cena underground criados por Gilbert Shelton em 1968. Nenhuma das séries teve sua data de estreia revelada.












