Prêmio Critics Choice destaca “Amor, Sublime Amor” e “Belfast”
Brigando desde os anos 1990 com o Globo de Ouro, o Critics Choice Awards foi para cima do prêmio rival nesta segunda-feira (13/12). Aproveitando o vexame da falta de prestígio da cerimônia da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês), que não será televisionada em 2022, a Associação do Critics Choice fez alarde de seus indicados cinematográficos, que foram revelados praticamente na mesmo instante em que o Globo de Ouro anunciou sua lista. A relação dos filmes indicados ao prêmio da crítica americana foi liderada pelo musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, e por “Belfast”, drama semibiográfico de Kenneth Branagh, com 11 nomeações, seguidos por “Duna” e “Ataque dos Cães”, que também empataram com 10 menções cada um. Logo atrás, houve mais um empate, entre “Licorice Pizza” e “O Beco do Pesadelo”, com 8 indicações. A lista das atrações das categorias televisivas foi anunciada na semana passada, destacando “Succession”, da HBO, na disputa por 8 prêmios. Além de revelar os concorrentes no mesmo dia do Globo de Ouro, o Critics Choice Awards 2022 também vai acontecer na mesma data, em 9 de janeiro. Quem vacilou, neste caso, foi o Globo de Ouro, que marcou sua premiação para o dia anteriormente reservado pelos críticos americanos, esperando que o evento rival alterasse seus planos. Isto não aconteceu e ainda acirrou os ânimos. Era a exibição televisiva que fazia o Globo de Ouro ser respeitado. Mas agora é o Critics Choice que tem a TV ao seu lado, ocupando inclusive a vaga do evento da HFPA na programação do canal pago TNT no Brasil. A implosão do Globo de Ouro é dramática, consequência de boicote não só da rede NBC, que decidiu deixar de exibir o evento em 2022, mas também de estúdios e das principais agências de talentos da América do Norte e do Reino Unido, que proibiram as maiores estrelas de Hollywood de prestigiar sua cerimônia. A reação inédita foi consequência de várias denúncias contra a HFPA, que até o ano passado não tinha integrantes negros, o que também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de ética de integrantes da organização – em suma, a votação tinha cartas marcadas. Mesmo comprometendo-se a mudar, para não perder seus privilégios e os milhões do contrato televisivo, a HFPA decepcionou os poucos que acreditaram em suas promessas, anunciando a impressionante integração de seis críticos negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado. Exibida em meio à polêmica, a premiação do Globo de Ouro de 2021 teve a pior audiência do prêmio em todos os tempos, assistida por 6,9 milhões de pessoas. Uma catástrofe quase apocalíptica em comparação aos 18,3 milhões que sintonizaram no ano anterior. Se o Critics Choice Awards render boa audiência em 2022, o prêmio dos críticos estrangeiros de Hollywood pode não ter mais volta. Para contrastar ainda mais com a percepção negativa do Globo de Ouro, os responsáveis pela cerimônia dos críticos americanos escalaram dois apresentadores negros, os atores Taye Diggs (“All American”) e Nicole Byer (“Loosely Exactly Nicole”), para comandar o evento. E devem contar com a participação da maioria dos astros indicados, ao contrário do Globo de Ouro. Veja abaixo a lista dos indicados nas categorias de cinema. Melhor Filme “Belfast” “No Ritmo do Coração” “Não Olhe Para Cima” “Duna” “King Richard – Criando Campeãs” “Licorice Pizza” “O Beco do Pesadelo” “Ataque dos Cães” “tick, tick… BOOM!” “Amor, Sublime Amor” Melhor Ator Nicolas Cage – “Pig” Benedict Cumberbatch – “Ataque dos Cães” Peter Dinklage – “Cyrano” Andrew Garfield – “tick, tick… BOOM!” Will Smith – “King Richard” Denzel Washington – “The Tragedy of Macbeth” Melhor Atriz Jessica Chastain – “Os Olhos de Tammy Faye” Olivia Colman – “A Filha Perdida” Lady Gaga – “Casa Gucci” Alana Haim – “Licorice Pizza” Nicole Kidman – “Being the Ricardos” Kristen Stewart – “Spencer” Melhor Ator Coadjuvante Jamie Dornan – “Belfast” Ciarán Hinds – “Belfast” Troy Kotsur – “No Ritmo do Coração” Jared Leto – “Casa Gucci” J.K. Simmons – “Being the Ricardos” Kodi Smit-McPhee – “Ataque dos Cães” Melhor Atriz Coadjuvante Caitríona Balfe – “Belfast” Ariana DeBose – “Amor, Sublime Amor” Ann Dowd – “Mass” Kirsten Dunst – “Ataque dos Cães” Aunjanue Ellis – “King Richard” Rita Moreno – “Amor, Sublime Amor” Melhor Ator/Atriz Jovem Jude Hill – “Belfast” Cooper Hoffman – “Licorice Pizza” Emilia Jones – “No Ritmo do Coração” Woody Norman – “Sempre em Frente” Saniyya Sidney – “King Richard” Rachel Zegler – “Amor, Sublime Amor” Melhor Elenco “Belfast” “Não Olhe Para Cima” “Vingança & Castigo” “Licorice Pizza” “Ataque dos Cães” “Amor, Sublime Amor” Melhor Direção Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza” Kenneth Branagh – “Belfast” Jane Campion – “Ataque dos Cães” Guillermo del Toro – “O Beco do Pesadelo” Steven Spielberg – “Amor, Sublime Amor” Denis Villeneuve – “Duna” Melhor Roteiro Original Paul Thomas Anderson – “Licorice Pizza” Zach Baylin – “King Richard” Kenneth Branagh – “Belfast” Adam McKay, David Sirota – “Não Olhe Para Cima” Aaron Sorkin – “Being the Ricardos” Melhor Roteiro Adaptado Jane Campion – “Ataque dos Cães” Maggie Gyllenhaal – “A Filha Pedida” Siân Heder – “No Ritmo do Coração” Tony Kushner – “Amor, Sublime Amor” Jon Spaihts, Denis Villeneuve, Eric Roth – “Duna” Melhor Fotografia Bruno Delbonnel – “The Tragedy of Macbeth” Greig Fraser – “Duna” Janusz Kaminski – “Amor, Sublime Amor” Dan Laustsen – “O Beco do Pesadelo” Ari Wegner – “Ataque dos Cães” Haris Zambarloukos – “Belfast” Melhor Design de Produção Jim Clay, Claire Nia Richards – “Belfast” Tamara Deverell, Shane Vieau – “O Beco do Pesadelo” Adam Stockhausen, Rena DeAngelo – “A Crônica Francesa” Adam Stockhausen, Rena DeAngelo – “Amor, Sublime Amor” Patrice Vermette, Zsuzsanna Sipos – “Duna” Melhor Edição Sarah Broshar and Michael Kahn – “Amor, Sublime Amor” Úna Ní Dhonghaíle – “Belfast” Andy Jurgensen – “Licorice Pizza” Peter Sciberras – “Ataque dos Cães” Joe Walker – “Duna” Melhor Figurino Jenny Beavan – “Cruella” Luis Sequeira – “O Beco do Pesadelo” Paul Tazewell – “Amor, Sublime Amor” Jacqueline West, Robert Morgan – “Duna” Janty Yates – “Casa Gucci” Melhor Cabelo e Maquiagem “Cruella” “Duna” “Os Olhos de Tammy Faye” “Casa Gucci” “O Beco do Pesadelo” Melhores Efeitos Especiais “Duna” “Matrix Resurrections” “O Beco do Pesadelo” “007 – Sem Tempo para Morrer” “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” Melhor Comédia “Barb & Star Go to Vista Del Mar” “Não Olhe Para Cima” “Free Guy” “A Crônica Francesa” “Licorice Pizza” Melhor Animação “Encanto” “Flee” “Luca” “A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas” “Raya e o Último Dragão” Melhor Filme em Língua Estrangeira “A Hero” (Irã) “Drive My Car” (Japão) “Flee” (Dinamarca) “A Mão de Deus” (Itália) “The Worst Person in the World” (Noruega) Melhor Canção Be Alive – “King Richard” Dos Oruguitas – “Encanto” Guns Go Bang – “Vingança & Castigo” Just Look Up – “Não Olhe Para Cima” No Time to Die – “007 – Sem Tempo para Morrer” Melhor Trilha Sonora Nicholas Britell – “Não Olhe Para Cima” Jonny Greenwood – “Ataque dos Cães” Jonny Greenwood – Spencer” Nathan Johnson – “O Beco do Pesadelo” Hans Zimmer – “Duna”
Trailer de “Animais Fantásticos 3” revela participação de Mads Mikkelsen
A Warner divulgou o esperado trailer de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, terceiro filme da franquia que serve de prólogo para “Harry Potter”. Bastante atrasado em seu cronograma original, e não apenas devido a pandemia, a produção sofreu uma troca de última hora, com a substituição de Johnny Depp por Mads Mikkelsen (“Hannibal”) durante as filmagens. O motivo foi o escandaloso julgamento do processo aberto por Depp contra o jornal The Sun por chamá-lo de espancador de esposa. Depp perdeu, virou legalmente um espancador de esposa e foi convidado a se retirar do filme. O trailer mostra as primeiras cenas de Mikkelsen como o novo intérprete do vilão Gellert Grindelwald, mas, como o título aponta, a trama dá mais destaque para a versão jovem de Alvo Dumbledore, diretor de Hogwarts na saga “Harry Potter” – que nos filmes de “Animais Fantásticos” é interpretado por Jude Law. Ele orienta um grupo liderado por Newt Scamander (Eddie Redmayne) numa missão secreta, sem muitos detalhes revelados, que envolve o encontro com novos “animais fantásticos”. Outros personagens que estiveram nos dois filmes anteriores também estão de volta no terceiro longa, incluindo Ezra Miller (Credence/Aurelius Dumbledore), Alison Sudol (Queenie Goldstein), Dan Fogler (Jacob Kowalski), Katherine Waterston (Tina Goldstein), Callum Turner (Theseus Scamander) e Jessica Williams (Eulalie “Lally” Hicks). Novamente dirigido por David Yates, que assinou todos os “Animais Fantásticos”, além dos quatro últimos “Harry Potter”, o filme tem estreia marcada em 14 de abril no Brasil, um dia antes dos EUA.
Verónica Forqué (1955–2021)
A atriz espanhola Verónica Forqué, que estrelou três filmes de Pedro Almodóvar, foi encontrada morta aos 66 anos nesta segunda-feira (13/12) em sua casa de Madri. Relatos iniciais apontam para possível um suicídio, mas não há maiores detalhes até o momento. Seus primeiros trabalhos de destaque foram em filmes de seu pai, o diretor José María Forqué – como “Una Pareja… Distinta” (1974), “Madrid, Costa Fleming” (1976) e “El Segundo Poder” (1976). Mas logo ganhou aval do respeitabilíssimo diretor Carlos Saura, que a escalou em “Olhos Vendados” (1978), e do jovem Almodóvar, responsável por lhe dar destaque em “Que Fiz Eu para Merecer Isto?” (1982). O filme de Amoldóvar deu grande popularidade a Forqué e os dois voltaram a colaborar em mais dois sucessos, “Matador” (1986) e “Kika” (1993), que a estabeleceram como uma atriz querida do público espanhol. Ela acabou se tornando protagonista e especializando-se em comédias, seguindo a carreira com filmes premiados como “Sin Vergüenza” (2001) e “Rainhas” (2005). Mas também fez dramas famosos, como “Clara y Elena” (2001), em que contracenou com outra musa de Almodóvar, Carmen Maura. Um de seus últimos trabalhos foi “Vovó Saiu do Armário” (2019), em que interpretou a personagem-título, uma senhora idosa que decide se casar com uma mulher e cria uma crise com a neta conservadora. Ao saber de sua morte, Almodóvar emitiu um nota de pesar por meio de sua produtora, El Deseo. “O vazio que isso deixa em nossas vidas e no nosso cinema é irrecuperável. Foi-se uma atriz extraordinária e uma pessoa insubstituível com quem tivemos a honra de trabalhar e compartilhar a vida. Faça uma boa viagem, Verónica”. Antonio Banderas, que trabalhou com ela em “Matador”, também se manifestou, descrevendo-a como “uma mulher doce, espiritual e boa companheira”. Já a Academia Espanhola de Cinema a reverenciou como “um rosto essencial do cinema espanhol nas últimas décadas”. Os motivos do suicídio são desconhecidos, mas o diretor, ator e produtor Carlo D’Ursi escreveu uma triste reflexão em seu perfil no Twitter, citado nesta segunda-feira pelo jornal El Confidencial: “Morrer sozinha, com 66 anos e vítima de depressão não estava escrito em nenhum roteiro”.
Globo de Ouro desprestigiado revela suas indicações
Embora o Globo de Ouro tenha perdido prestígio e não seja televisionado em 2022, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) foi em frente e anunciou nesta segunda (13/12) os indicados à premiação. Os filmes “Belfast”, de Kenneth Branagh, e “Ataque dos Cães”, de Jane Campion, lideram a lista com sete indicações cada. Já entre as séries, “Ted Lasso” e “The Morning Show”, ambas da Apple TV+, foram as produções mais indicadas, disputando quatro prêmios cada. Os vencedores serão anunciados em 9 de janeiro, mas o formato desse evento ainda não foi revelado. Vale lembrar que o Globo de Ouro já teve uma edição em que os premiados foram simplesmente nomeados numa entrevista coletiva de imprensa. Isto aconteceu em 2008, durante a greve dos roteiristas de Hollywood. A NBC tomou a decisão de não transmitir o próximo Globo de Ouro ao se juntar aos boicotes de vários setores de Hollywood contra o evento, após a denúncia de que a HFPA não tinha integrantes negros, o que também trouxe à tona acusações de histórico sexista e falta de ética de integrantes da organização. Por conta disso, a HFPA se comprometeu a mudar, abrindo vagas para novos integrantes e mudando várias de suas regras, incluindo a adoção de um manual de ética. Poucos levaram fé nas promessas e o boicote ao evento foi mantido. Após os esforços iniciais para se renovar, a organização aprovou seis integrantes negros em 1 de outubro – um resultado pífio, que tornou os eleitores do Globo de Ouro apenas 5,7% mais diversos que no ano passado. Exibida em meio à polêmica, a cerimônia de 2021 teve a pior audiência do Globo de Ouro em todos os tempos, assistida por 6,9 milhões de pessoas. Uma catástrofe quase apocalíptica em comparação aos 18,3 milhões que sintonizaram a premiação no ano passado. Veja abaixo a lista dos indicados ao Globo de Ouro de 2022. CINEMA Melhor filme (drama) “Belfast”, de Kenneth Branagh “No Ritmo do Coração”, de Sian Heder “Duna”, de Denis Villeneuve “King Richard: Criando Campeãs”, de Reinaldo Marcus Green “Ataque dos Cães”, de Jane Campion Melhor filme (comédia ou musical) “Cyrano”, de Joe Wright “Não Olhe para Cima”, de Adam Mckay “Licorice Pizza”, de Paul Thomas Anderson “Tick, Tick Boom!”, de Lin-Manuel Miranda “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg Melhor animação “Encanto” “Flee” “Luca” “My Sunny Maad” “Raya e o Último Dragão” Melhor roteiro “Licorice Pizza” “Belfast” “Ataque dos Cães” “Não Olhe para Cima” “Being the Ricardos” Melhor direção Kenneth Branagh, por “Belfast” Jane Campion, por “Ataque dos Cães” Maggie Gyllenhaal, por “The Lost Daughter” Steven Spielberg, por “Amor, Sublime Amor” Denis Villeneuve, por “Duna” Melhor trilha sonora “A Crônica Francesa” “Encanto” “Ataque dos Cães” “Madres Paralelas” “Duna” %u200B Melhor canção original “Be Alive”, de “King Richard: Criando Campeãs” “Dos Orugitas”, de “Encanto “Down to Joy”, de “Belfast” “Here I Am (Singing My Way Home)”, de “Respect: A História de Aretha Franklin” “No Time to Die”, de “Sem Tempo para Morrer” Melhor ator (drama) Mahershala Ali, por “Swan Song” Javier Bardem, por “Being the Ricardos” Benedict Cumberbatch, por “Ataque dos Cães” Will Smith, por “King Richard: Criando Campeãs” Denzel Washington, por “The Tragedy of Macbeth” Melhor atriz (drama) Jessica Chastain, por “Os Olhos de Tammy Faye” Olivia Colman, por “The Lost Daughter” Nicole Kidman, por “Being the Ricardos” Lady Gaga, por “Casa Gucci” Kristen Stewart, por “Spencer” Melhor ator (musical ou comédia) Leonardo DiCaprio, por “Não Olhe para Cima” Peter Dinklage, por “Cyrano” Andrew Garfield, por “Tick, Tick Boom!” Cooper Hoffman, por “Licorice Pizza” Anthony Ramos, por “In the Heights” Melhor atriz (musical ou comédia) Marion Cotillard, por “Annette” Alana Haim, por “Licorice Pizza” Jennifer Lawrence, por “Não Olhe para Cima” Emma Stone, por “Cruella” Rachel Zegler, por “Amor, Sublime Amor” %u200B Melhor ator coadjuvante Ben Affleck, por “The Tender Bar” Jamie Dornan, por “Belfast” Ciarán Hinds, por “Belfast” Troy Kotsur, por “No Ritmo do Coração Kodi Smit-McPhee, por “Ataque dos Cães” Melhor atriz coadjuvante Caitríona Balfe, por “Belfast” Ariana DeBose, por “Amor, Sublime Amor” Kirsten Dunst, por “Ataque dos Cães” Aunjanue Ellis, por “King Richard: Criando Campeãs” Ruth Negga, por “Identidade” Melhor filme em língua estrangeira “Compartment No. 6”, de Juho Kuosmanen (Finlândia) “Drive My Car”, de Ryusuke Hamaguchi (Japão) “A Mão de Deus”, de Paolo Sorrentino (Itália) “Madres Paralelas”, de Pedro Almodóvar (Espanha) “A Hero”, de Asghar Farhadi (Irã) TELEVISÃO Melhor série de drama “Succession” “Round 6” “Pose” “The Morning Show” “Lupin” Melhor série de comédia “The Great” “Only Murders In the Building” “Ted Lasso” “Hacks” “Reservation Dogs” Melhor minissérie ou filme para TV “Dopesick” “Impeachment: American Crime Story” “Maid” “Mare of Easttown” “The Underground Railroad” Melhor ator (drama) Brian Cox, por “Succession” Lee Jung-jae, por “Round 6” Billy Porter, por “Pose” Jeremy Strong, por “Succession” Omar Sy, por “Lupin” Melhor atriz (drama) Christine Baranski, por “The Good Fight” Elizabeth Moss, “The Handmaid’s Tale” Jennifer Aniston, “The Morning Show” Mj Rodriguez, “Pose” Uzo Aduba, “In Treatment” Melhor ator (comédia) Anthony Anderson, por “Black-ish” Nicholas Hoult, por “The Great” Steve Martin, por “Only Murders in the Building” Martin Short, por “Only Murders in the Building” Jason Sudeikis, por “Ted Lasso” Melhor atriz (comédia) Hannah Einbender, por “Hacks” Elle Fanning, por “The Great” Issa Rae, por “Insecure” Tracee Ellis Ross, por “Black-ish” Jean Smart, por “Hacks” Melhor ator (minissérie ou filme para a TV) Paul Bettany, por “WandaVision” Oscar Isaac, por “Cenas de um Casamento” Michael Keaton, por “Dopesick” Ewan McGregor, por “Halston” Tahar Raheem, por “O Paraíso e a Serpente” Melhor atriz (minissérie ou filme para a TV) Jessica Chastain, por “Cenas de um Casamento” Elizabeth Olsen, por “WandaVision” Kate Winslet, por “Mare of Easttown” Cynthia Erivo, por “Genius: Aretha” Margaret Qualley, por “Maid” Melhor ator coadjuvante Billy Crudup, por “The Morning Show” Kieran Culkin, por “Succession” Mark Duplass, por “The Morning Show” Brett Goldstein, por “Ted Lasso” Oh Yeong-su, por “Round 6” Melhor atriz coadjuvante Jennifer Coolidge, por “The White Lotus” Kaitlyn Dever, por “Dopesick” Andie MacDowell, por “Maid” Sarah Snook, por “Succession” Hannah Waddingham, por “Ted Lasso”
Morte de “And Just Like That” gera comercial para mostrar ator saudável
A morte de um dos personagens de “Sex and the City” logo nos primeiros episódios liberados de “And Just Like That” causou comoção tão grande que afetou até a cotação na bolsa de valores de uma empresa de bicicletas ergométricas. Spoiler, spoiler e spoiler. Na trama, Mr. Big (Chris Noth) tem um ataque cardíaco após se exercitar pedalando e morre no banheiro de sua casa, nos braços de sua esposa Carrie (Sarah Jessica Parker). Como a marca do aparelho ficou em evidência, a empresa Peloton buscar se adiantar para minimizar a ficção. Primeiro, lembrou que o personagem tinha uma condição cardíaca prévia, já tendo sofrido enfarte anteriormente. E neste domingo (12/12) lançou um comercial para mostrar que, embora Big tenha morrido, o ator Chris Noth continuava vivo… e pedalando. Além de dar conotação de virilidade sexual ao exercício, o comercial ainda incluiu narração de ninguém menos que Ryan Reynolds (o Deadpool). Veja abaixo.
Globoplay libera fase final de “Verdades Secretas 2” na segunda
A Globoplay resolveu adiantar os episódios finais de “Verdades Secretas 2”. A plataforma, que vinha lançando lotes de dez capítulos da trama de Walcyr Carrasco a cada quinzena, sempre às quartas, mudou de estratégia na reta final e já vai disponibilizar oito dos episódios finais a partir desta segunda (13/12). Em compensação, os dois capítulos derradeiros foram atrasados e só serão disponibilizados na sexta (17/12), guardando para o último momento o destino de Angel. Até lá, o público não saberá como a ausência da atriz Camila Queiroz será contornada na produção e de forma isso afeta o desfecho da primeira novela do streaming. Camila Queiroz foi desligada da produção em novembro, antes das gravações do capítulo final, que atrasaram devido à pandemia. De acordo com a emissora, ela deixou o elenco da novela após seu contrato vencer e realizar demandas para estender sua participação que não foram aceitas. Uma dublê foi usada para as últimas cenas da personagem Angel, que, segundo amplamente divulgado, irá morrer no fim da história. Apesar deste desfecho, a novela terá uma 3ª “temporada”, atualmente sendo escrita por Carrasco.
Disney+ renova série de Miguel Falabella antes da estreia
A primeira série live-action de Miguel Falabella (“Sai de Baixo”) na Disney+ já foi renovada para a 2ª temporada. Segundo a coluna de Patricia Kogut no jornal O Globo, Falabella já deu início aos trabalhos do segundo ano de produção, que contará com oito episódios. A 1ª temporada, que começou a ser produzida na virada de agosto para setembro, teve suas gravações concluídas na semana passada, mas a série ainda não tem previsão de estreia. Espécie de “Smash” brasileira, a atração gira em torno de um grupo de jovens que tenta conquistar seu espaço no teatro musical. Além de escrever e produzir, Falabella também estrela a trama, no papel do produtor do projeto da ficção. Enquanto os primeiros capítulos giram em torno dos testes de elenco, a 2ª temporada mostrará os ensaios do musical, que vai estrear no último capítulo. O elenco é encabeçado por Gabriella Di Grecco, protagonista da série argentina “Bia”, do Disney Channel, além de Daniel Rangel (“Três Verões”), Lilian Valeska (“Malhação”), Guilherme Magon (“Assédio”), Karin Hills (“Pé na Cova”), Jandir Ferrari (“A Vida Secreta dos Casais”), a novata Sara Sarres, Rhener Freittas e a argentina Micaela Diaz (os dois últimos também vem da série “Bia”), entre outros. A série tem direção de Cininha de Paula (“De Perto Ela Não é Normal”) e conta com Rosana Hermann (criadora de “Vai que Cola”) na equipe de roteiristas. O segundo ano ainda será reforçado pelo roteirista Emilio Boechat (da novela “Os Dez Mandamentos” e da série “Sessão de Terapia”).
Quadrinhos de “Surfside Girls” vão virar série da Apple TV+
A Apple TV+ anunciou a produção de uma nova série infantil, que tem potencial de agradar também o público adolescente. Trata-se de “Surfside Girls”, adaptação dos quadrinhos homônimos de Kim Dwinell publicados pela editora Top Shelf (do grupo IDW Publishing). A trama lembra uma combinação de “Outerbanks”, sucesso da Netflix, com a série “Nancy Drew”, ao girar em torno de Jade e Sam, duas melhores amigas que passam os dias surfando e pegando sol, até que encontram um fantasma e se veem envolvidas no mistério de um navio pirata com um tesouro amaldiçoado, que se encontra naufragado no seu litoral. Enquanto Sam quer a quebrar a maldição, Jade decide encontrar uma explicação científica para a existência de fantasmas. Para os papéis principais foram escaladas Miya Cech (“Rim of the World”, “Os Astronautas”) e YaYa Gosselin (“FBI – Os Mais Procurados”). A adaptação foi desenvolvida por May Chan, roteirista dos desenhos animados “Avatar: A Lenda de Aang”, “Phineas e Ferb” e “Carmen Sandiego”, que ganhou um prêmio do Sindicato dos Roteiristas (WGA) pelo telefilme “American Girl: Ivy & Julie, 1976: Um Equilíbrio Perfeito”. A plataforma encomendou 10 episódios para a 1ª temporada, que ainda não têm previsão de estreia.
Série recria era de ouro do time de basquete Los Angeles Lakers. Veja o trailer
A HBO Max divulgou o divertido trailer de “Winning Time: The Rise of the Lakers Dynasty”, série sobre a era de ouro do time de basquete Los Angeles Lakers. Para situar os leitores futeboleiros, não chega a ser o Santos de Pelé (este é o Chicago Bulls de Michael Jordan), mas pode ser comparado com o Flamengo de Zico. Criada pelo roteirista Max Borenstein (“Godzilla”) e dirigida pelo cineasta Adam McKay (“Não Olhe para Cima”), “Winning Time” mostra como um empresário chamado Jerry Buss conseguiu revolucionar o basquete nos anos 1980 montando um time extremamente popular e vencedor, liderado por um novato chamado Earvin “Magic” Johnson. John C. Reilly (“Kong: A Ilha da Caveira”) vive Buss e o estreante Quincy Isaiah é Magic Johnson. O elenco ainda destaca o também estreante Solomon Hughes como outra lenda do basquete, Kareem Abdul-Jabbar, além de Jason Clarke (“O Eterminador do Futuro: Gênesis”), Hadley Robinson (“Moxie”), Rob Morgan (“Mudbound”), Jason Segel (“How I Met Your Mother”), Michael Chiklis (“Quarteto Fantástico”), Sally Field (“O Espetacular Homem-Aranha”) e Adrien Brody (“O Grande Hotel Budapeste”). A estreia está marcada para março na HBO e na plataforma de streaming HBO Max.
Naomie Harris revela ter sido assediado por “um grande astro” de Hollywood
A atriz Naomie Harris, estrela da franquia “007” e do blockbuster “Venom: Tempo de Carnificina”, contou já ter sido assediada por um “grande astro” do cinema, mas sem revelar nomes. Em entrevista à edição dominical do jornal britânico The Mail, a atriz contou que o ator, segundo ela muito famoso, deslizou a mão por debaixo de sua saia durante uma leitura de texto. O que aconteceu foi perturbador, mas muito pior foi ver que a equipe do filme assistiu ao assédio sexual calada, em vez de intervir, devido ao status de famoso do assediador. “O mais chocante sobre isso foi que o diretor de elenco estava lá e o diretor do filme, e é claro que ninguém disse nada porque ele era – ele é – um grande astro”, revelou a atriz. Ela disse que este foi seu único incidente de assédio e ainda destacou como a situação mudou desde o movimento #MeToo. Ela contou ter trabalhado em um projeto recente em que “não houve hesitação” em remover um assediador do set. Ela também não nomeou o novo assediador.
Good Sam: Trailer apresenta série médica estrelada por Sophia Bush
A rede americana CBS divulgou o trailer de “Good Sam”, nova série médica que vai se somar à “Grey’s Anatomy”, “The Good Doctor”, “The Resident” e “New Amsterdam” na atual programação hospitalar da TV americana. Criada pela roteirista Katie Wech (“Rizzoli & Isles”), a série acompanha a Sam do título, uma cirurgiã cardíaca talentosa, mas reprimida, que assume um papel de liderança entre os residentes após seu renomado e pomposo chefe entrar em coma. Quando ele melhora e tenta retomar a chefia, ela tem que lidar com um fanfarrão arrogante que nunca reconheceu seu talento, e que por acaso também é seu pai. O elenco destaca Sophia Bush (“Lances da Vida”/One Three Hill) como Sam e Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”) como seu pai, além de Edwin Hodge (“Chicago Fire”), Michael Stahl-David (“Narcos”), Skye P. Marshall (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Omar Maskati (“Inacreditável”/Unbelievable) e o brasileiro Davi Santos (“Tell Me a Story”). Os quatro últimos vivem jovens médicos residentes. A produção é de Jennie Snyder Urman, criadora de “Jane the Virgin” e da nova versão de “Charmed”. A estreia vai acontecer em 5 de janeiro nos EUA.
“Amor, Sublime Amor” lidera bilheterias sem lotar cinemas nos EUA
O musical “Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA. Mas seu desempenho deixou claro para Hollywood que o gênero não tem mais o mesmo apelo da sua era de ouro. Inspirados pela boa repercussão de “La La Land” há cinco anos, os estúdios lançaram diversos musicais em 2021. Nenhum teve grande retorno comercial. O filme de Spielberg abriu com US$ 10,5 milhões em 2,8 mil cinemas, enquanto os estúdios 20th Century e Disney estimavam vender pelo menos US$ 15 milhões de ingressos nos EUA e Canadá. No exterior, a recepção do público foi ainda pior, com US$ 4,4 milhões em um punhado de grandes mercados, totalizando um início global de US$ 14,9 milhões, bem atrás dos US$ 25 milhões que a Disney previa. A baixa adesão não se deu por falta de incentivo da crítica. “Amor, Sublime Amor” atingiu 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, com elogios rasgados e afirmações exageradas de que se trata de um filme melhor que a adaptação original do musical da Broadway, vencedora de nada menos que 10 Oscars em 1962. O problema foi simplesmente se tratar de um musical. A análise etária das bilheterias norte-americanas indicou que mais de um terço do público tinha acima de 55 anos, demonstrando de uma vez por todas que musicais não atraem os jovens que geram blockbusters. Em comparação com outros musicais deste ano, “Amor, Sublime Amor” estreou acima de “Querido Evan Hansen” (US$ 7,4 milhões), mas atrás de “Em um Bairro de Nova York” (US$ 11,5 milhões). E saiu-se bem melhor que o desastre de “Cats” (US$ 6,6 milhões) no ano passado. Com um orçamento estimado em US$ 100 milhões, o filme de Spielberg tende a dar grande prejuízo, somando-se a outros fiascos financeiros que fazem a Disney lamentar a aquisição da antiga 20th Century Fox. Mas ainda há esperanças de que a temporada de premiações dê sobrevida ao longa, que deve ser indicado ao Oscar. A melhor notícia para a Disney é que o estúdio fez dobradinha nas bilheterias, com a animação “Encanto” em 2º lugar. O desenho, que também é um musical, fez US$ 9,4 milhões em seu terceiro fim de semana em cartaz e já soma US$ 71 milhões no mercado doméstico. Em todo o mundo, a produção chegou a US$ 151 milhões. A Disney também ocupa o 5º lugar com “Eternos”, bastante duradouro no ranking, que rendeu mais US$ 3,1 milhões. Lançado há seis semanas, o longa dirigido por Chloé Zhao já ultrapassou a arrecadação de “Viúva Negra” e está prestes a atingir US$ 400 milhões mundiais. Os demais filmes do Top 5 são “Ghostbusters: Mais Além” e “Casa Gucci”, que fizeram US$ 7,1 e 4 milhões, respectivamente, entre sexta e este domingo (12/12) nos EUA e Canadá.
Anne Rice (1941–2021)
A escritora Anne Rice, autora do best-seller “Entrevista com o Vampiro”, morreu na noite de sábado (11/12) aos 80 anos, após sofrer um AVC. Sua morte foi confirmada pelo filho Christopher Rice nas redes sociais. “A imensidão da dor de nossa família não pode ser exagerada”, ele escreveu. Autora de quase 40 best-sellers de ficção no universo gótico, Rice vendeu mais de 150 milhões de exemplares no mundo inteiro. E tudo começou com “Entrevista com o Vampiro”, lançado em 1976, que chegou no Brasil com tradução para o português de Clarice Lispector. Seu sucesso inaugurou uma saga literária, conhecida como “As Crônicas Vampirescas”, que inclui “O Vampiro Lestat” e “A Rainha dos Condenados”, e saiu das páginas impressas para inspirar músicas e filmes. “Entrevista com o Vampiro” virou primeiro uma música de Sting, “Moon Over Bourbon Street”, em 1986. E em 1994 chegou ao cinema, com Lestat interpretado por Tom Cruise. A adaptação de “Entrevista com o Vampiro” também contou com Brad Pitt, Antonio Banderas e a então menina Kirsten Dunst, e marcou uma geração com suas cenas icônicas dirigidas por Neil Jordan. De forte contexto homossexual, o filme trazia Cruise e Pitt como parceiros eternos, criando como uma criança vampira (Dunst) como filha. Responsável por revitalizar o gênero dos filmes de vampiros, “Entrevista com o Vampiro” foi precursor de “Crepúsculo” ao mudar a representação das criaturas da noite, que deixavam de ser monstros desalmados para se revelar pessoas atormentadas e capazes de amar. O filme também trocou o visual assustador dos vampiros, estabelecido por “Nosferatu” e os filmes de “Drácula”, pela aparência sedutora de dois dos maiores astros do cinema de sua época. A locação em Nova Orleans, lar da escritora, também teve efeito inspirador ao explorar o misticismo da região. Não por acaso, a série “The Originals” mostrou os primeiros vampiros do mundo, também vindo de páginas literárias (no caso, de L. J. Smith), morando na mesma cidade. A produção de cinema ainda ganhou uma sequência sem o mesmo elenco em 2002, “A Rainha dos Condenados”, que trazia Stuart Townsend como o vampiro roqueiro Lestat e a cantora Aaliyah (1979–2001) no papel-título, o último de sua carreira. Rice também criou outra saga gótica bem-sucedida, a trilogia das “Bruxas de Mayfair” (Lives of the Mayfair Witches), e posteriormente misturou as duas franquias em livros que estabeleceram um universo sobrenatural compartilhado. Tanto as “As Crônicas Vampirescas” quanto as “Bruxas de Mayfair” vão virar séries a partir de 2022 no canal pago americano AMC, o mesmo de “The Walking Dead”. A escritora tinha conseguido recuperar em 2016 os direitos de adaptação de seus livros de vampiros, que estavam com a Warner, e decidiu que não faria mais filmes. Impressionada com a qualidade das séries recentes, buscou parceiros para desenvolver atrações baseadas em suas obras, de modo a criar seu próprio universo televisivo. O produtor-roteirista Rolin Jones, que trabalhou em “Friday Night Lights”, “The Exorcist” e recentemente criou a nova versão de “Perry Mason” para a HBO, vai desenvolver as adaptações para a AMC. Ele chegou a trabalhar com Anne Rice no começo do projeto, e continuará a produzir as adaptações ao lado de Christopher Rice.












