10 séries novas pra maratonar no fim de semana
Com “Dahmer: O Canibal Americano” ainda escalando a lista das séries mais vistas, a Netflix lançou outra produção tensa de Ryan Murphy, igualmente baseada em fatos reais e no estilo pouco sutil que caracterizam as obras do produtor. E, desta vez, os críticos gostaram mais. Há outro bom suspense na seleção, mas a variedade de opções inclui até romance e a história imperdível da criação do Spotify. Confira abaixo 10 sugestões para maratonar no fim de semana. | BEM-VINDOS À VIZINHANÇA | NETFLIX O novo suspense de Ryan Murphy (“Dahmer: O Canibal Americano”) é inspirado na famosa casa “Watcher” em Nova Jersey. Um casal comprou o imóvel colonial holandês de 1905 por quase US$ 1,4 milhão em 2014, mas foram forçados a abandonar sua nova casa por causa de cartas arrepiantes de alguém que se autodenominava “O Vigia” e que afirmava ter “vigiado” a casa por décadas. “Eu sou o Vigia. Traga-me seu sangue jovem”, dizia uma das notas. A produção marca a volta de Naomi Watts (“Goodnight Mommy”) à Netflix após a experiência frustrada de “Gypsy” – cancelada com apenas uma temporada em 2017 – e seu segundo trabalho consecutivo com Bobby Cannavale (“Mr. Robot”) – os dois acabaram de filmar “This Is the Night” do diretor James DeMonaco (o criador da franquia “Uma Noite de Crime”). Segundo a sinopse oficial, Dean (Cannavale) e Nora Brannock (Watts) acabaram de comprar a casa dos seus sonhos no idílico subúrbio de Westfield, em Nova Jersey. Mas logo depois de gastarem todas as suas economias para fechar o negócio, eles percebem que o bairro não é nada acolhedor. Há uma mulher mais velha e excêntrica chamada Pearl (Mia Farrow, de “O Ex-Namorado da Minha Mulher”) e seu irmão Jasper (Terry Kinney, de “Billions”) que se infiltram na casa dos Brannock e se escondem no elevador. Há também Karen (Coolidge), a corretora de imóveis e uma velha conhecida de Nora, que os faz sentir como se não pertencessem àquele lugar. Além disso, o bairro ainda conta com os vizinhos intrometidos Mitch (Richard Kind, de “tick, tick… BOOM!”) e Mo (Margo Martindale, de “The Americans”), que não respeitam os limites da propriedade. Mas a vida do casal principal só vira mesmo um inferno quando as cartas sinistras começam a chegar, aterrorizando os Brannocks ao ponto de ruptura, à medida que os segredos sinistros do bairro se espalham. | SOM NA FAIXA | NETFLIX A indústria digital e seus “killer apps” têm rendido várias minisséries reveladoras, mas nenhuma tão focada quanto esta produção sueca, que oferece um relato acurado de como uma pequena empresa de Estocolmo revolucionou a indústria musical com a ideia de lançar uma plataforma (não pirata) de música por assinatura. Trata-se da história do Spotify. Com roteiro de Christian Spurrier (“Silent Witness”) e direção de Per-Olav Sørensen (“Royalteen”), a trama poderia se centrar apenas em Daniel Ek (Edvin Endre, de “Fartblinda”), que, frustrado por não ser considerado bom o suficiente para trabalhar no Google, acabou criando o Spotify. Em vez disso, divide seu protagonismo com outros profissionais que, de uma forma ou outra, imaginaram a resposta às preces das gravadoras durante a crise sem precedentes que ameaçou acabar com a indústria fonográfica no começo do século 21. Brilhante. | ANGELYNE – POR TRÁS DO ÍCONE DE HOLLYWOOD | GLOBOPLAY Outra minissérie baseada em fatos mais estranhos que a ficção, “Angelyne” homenageia a primeira pessoa que se tornou uma celebridade sem ter nada a mostrar, além de sua vontade de ser famosa. A verdadeira Angelyne ganhou a mídia com um plano ousado nos anos 1980, décadas antes das redes sociais e dos reality shows, ao espalhar outdoors em Los Angeles com sua figura curvilínea. A curiosidade em torno de sua presença nos pôsteres gigantes fez com que ela fosse entrevistada por vários programas de TV, o que lhe rendeu a fama tão desejada. Produzida por Sam Esmail (“Mr. Robot”) e estrelada por sua esposa Emmy Rossum (“Shameless”), a série escrita por Nancy Oliver (roteirista-produtora de “True Blood”) e também traz Martin Freeman (“Pantera Negra”), Alex Karpovsky (“Girls”), Hamish Linklater (“Missa da Meia-Noite”), Charlie Rowe (“Rocketman”), Lukas Gage (“Euphoria”), Michael Angarano (“Minx”), Molly Ephraim (“Perry Mason”) e David Krumholtz (“The Deuce”). | DAS BOOT 3 | LIONSGATE+ Aclamada pela crítica, a série é inspirada no filme “O Barco: Inferno no Mar” (1981) e acompanha a tripulação de um submarino alemão durante a 2ª Guerra Mundial. A 3ª temporada apresenta um capitão britânico que decide agir com crueldade no enfrentamento com os submarinos, após receber a notícia da morte de seu filho em batalha, uma fortuna em ouro contrabandeado, a entrada em cena da marinha japonesa e o ressurgimento do antigo capitão do “barco” em Lisboa, com um plano para encerrar a guerra. Elogiada e com 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, a série é considerada tão boa quanto o filme original, além de ampliar a história que virou cult e consagrou o recentemente falecido diretor Wolfgang Petersen nos anos 1980. Os 10 novos episódios foram dirigidos por Dennis Gansel (do cultuado filme “A Onda”) e Hans Steinbichler (“O Diário de Anne Frank”), e a série encontra-se renovada para a 4ª temporada. | SANDITON 2 | GLOBOPLAY A minissérie de época virou série e garantiu mais temporadas graças à aclamação pública, mas a atriz Rose Williams (de “Reign/Reinado”) perdeu seu par romântico. O ator Theo James (“Divergente”) não retorna, devido a problemas de agenda. Assim, quando Charlotte Heywood (Williams) decide passar um novo verão no pitoresco resort costeiro de Sanditon, ela encontra novos galãs, graças à instalação de uma guarnição militar na região. A produção é baseada no último romance não finalizado de Jane Austen (1775—1817), mais famosa escritora romântica de todos os tempos, autora de “Orgulho e Preconceito” e “Emma”, entre outros clássicos, que escreveu os 11 primeiros capítulos meses antes de sua morte em 1817, mas não concluiu a trama. A adaptação foi desenvolvida por Andrew Davies, responsável pela versão da BBC de “Guerra e Paz”. Mas seu final abrupto, como o romance inacabado, dividiu opiniões em 2019, originando uma campanha de fãs por uma 2ª temporada, que acabou não sendo realizada da forma como os defensores do casal original gostariam. Os roteiros dos novos capítulos foram escritor por Justin Young (“Death in Paradise”), que teve que imaginar como continuar a história para além do que foi escrito por Austen. E não apenas para uma 2ª temporada. A série já se encontra renovada para seu terceiro ano de produção. | AS BORBOLETAS NEGRAS | NETFLIX O suspense francês dos cineastas Bruno Merle (“O Príncipe Esquecido”) e Olivier Abbou (“Estranhos em Casa”) acompanha um escritor contratado para escrever as memórias de um humilde aposentado. Mas o que começa como o relato de uma história de amor dos anos 1970 vira a confissão de um serial killer, com direito a inspiração no estilo sangrento do “giallo”, os filmes de psicopata do cinema italiano. O elenco destaca Niels Arestrup (“O Profeta”), Nicolas Duvauchelle (“Polissia”), Alyzée Costes (“Os Pequenos Crimes de Agatha Christie”) e Alice Belaïdi (“Se Eu Fosse um Homem”). | BIG SHOT 2 | DISNEY+ O drama esportivo que leva John Stamos (“Fuller House”) de volta à “high school” traz o ator como um famoso treinador de basquete, que, por causa do comportamento temperamental, é demitido de seu emprego cobiçado e acaba virando professor de educação física numa escola particular para meninas – onde estuda sua filha (Sophia Mitri Schloss, de “The Kicks”). Sua chegada colide com a dinâmica das meninas, mas não demora e o mau humor cede lugar à compreensão, ajudando as garotas a formar um time altamente competitivo. A grande novidade da 2ª temporada é a mudança de status da escola, que deixa de ser exclusivamente feminina para abrir suas portas para garotos, o que cria uma série de novos problemas para o treinador e sua equipe. Criada por David E. Kelley (“Big Little Lies”) e Dean Lorey (“Harley Quinn”), a série ainda conta com Jessalyn Gilsig (“Glee”), Yvette Nicole Brown (“Community”), Monique A. Green (“I Am the Night”), Tiana Le (“No Good Nick”), Sophia Mitri Schloss (“The Kicks”) e a estreante Tish Custodio. | ANOMALIA | NETFLIX A comédia sci-fi sul-coreana acompanha uma jovem que acredita que seu namorado foi abduzido por alienígenas. Ela se junta a uma entusiasta da ufologia para investigar o desaparecimento misterioso dele e acaba se deparando com uma reviravolta atrás da outra. Enquanto a história da amizade das duas protagonistas, que eram amigas de infância, é explicada em flashbacks, a trama do presente investe na dúvida, se os homenzinhos verdes são alucinação ou se a verdade está lá fora. Criada por Jin Han-sae (“Extracurricular”), a produção é estrelada por Jeon Yeo-bin (“Vicenzo”) e a cantora Im Jin-Ah (do grupo de K-pop Orange Caramel). | SHANTARAM | APPLE TV+ A série estrelada por Charlie Hunnam (“Sons of Anarchy”) era para ser um filme estrelado e produzido por Johnny Depp, mas essa encarnação nunca saiu do papel. Mas talvez a duração de um filme tornasse a adaptação do best-seller de Gregory David Roberts mais ágil. A trama complexa, cheia de reviravoltas e que demora a ganhar ritmo é sobre a jornada de um homem chamado Lin, que ao fugir de uma prisão australiana se reinventa como médico nas favelas de Bombaim, na Índia, nos anos 1980. Ele acaba se envolvendo com um chefe da máfia local (Alexander Siddig, de “Gotham”) e, eventualmente, usa suas habilidades de tráfico de armas e falsificação para lutar contra as tropas russas invasoras no Afeganistão. Paralelamente, ele se apaixona por uma mulher enigmática e intrigante chamada Karla (Antonia Desplat, de “Carta ao Rei”) e deve escolher entre liberdade ou amor e as complicações que vêm com essa escolha. A produção ambiciosa tem roteiro de Eric Warren Singer (“Trapaça!”), direção do cineasta Justin Kurzel (“Assassin’s Creed”) e ainda conta com o produtor-roteirista Steve Lightfoot (“O Justiceiro”) como showrunner. | O MENINO MALUQUINHO | NETFLIX A adaptação do personagem de Ziraldo é a segunda série brasileira de animação da Netflix – que há quatro anos lançou “Super Drags” para um público mais velho. “O Menino Maluquinho” foi originalmente um livro infantil de mesmo nome publicado em 1980, que se tornou um fenômeno de vendas e inspirou o lançamento de histórias em quadrinhos do personagem, publicadas pelas editoras Abril e Globo de 1989 até 2007. As histórias giram em torno de uma criança alegre e sapeca – ou, como descreve o primeiro parágrafo do livro original, “um menino que tinha o olho maior que a barriga, fogo no rabo e vento nos pés”. Cheio de imaginação, o personagem adora aprontar e viver aventuras com os amigos, e diferencia-se por usar um panelão na cabeça, como se fosse um capacete ou chapéu. Antes da série da Netflix, “O Menino Maluquinho” já tinha ganhado duas adaptações live-action para o cinema. A adaptação ficou a cargo de Carina Schulze e Arnaldo Branco (ambos de “Juacas”), com direção de Beto Gomez (“Oswaldo”) e Michele Massagli (“Clube da Anittinha”).
10 filmes novos pra ver em casa no fim de semana
A seleção de filmes para ver em casa inclui a subversão de obras clássicas, com destaque para “Rosalina”, que transforma a tragédia de “Romeu e Julieta” numa comédia de triângulo amoroso, e “Cyrano”, que troca a farsa poética e o famoso narigudo por um musical com Peter Dinklage. Confira abaixo as 10 sugestões da semana para transformar a sala em cinema. | ROSALINA | STAR+ Kaitlyn Dever (de “Fora de Série”) é a Rosalina do título, prima de Julieta e que por acaso também é ex-namorada de Romeu. O filme pretende contar pela primeira vez a história deste triângulo amoroso, transformando uma das maiores tragédias de Shakespeare numa divertida comédia romântica. Para isso, muda a perspectiva da história clássica de amor, mostrando “Romeu e Julieta” pela ótica da ex rejeitada e vingativa, que planeja sabotar o namoro mais famoso de todos os tempos. A trama é baseada num best-seller de Rebecca Serle (autora do livro que virou a série “Famous in Love”) e foi roteirizada pelos especialistas Scott Neustadter e Michael H. Weber, a dupla de “(500) Dias com Ela” e “A Culpa é Das Estrelas”. Já a direção é de Karen Maine, responsável pela cultuada comédia “Acampamento do Pecado” (Yes, God, Yes), e o elenco ainda destaca Kyle Allen (“O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas”) como Romeu e Isabela Merced (a Dora de “Dora e a Cidade Perdida”) como Julieta – além de Minnie Driver (“Speachless”), Bradley Whitford (“The Handmaid’s Tale”), Christopher McDonald (“Hacks”) e Sean Teale (“The Gifted”). | CYRANO | AMAZON PRIME VIDEO Peter Dinklage (o Tyrion de “Game of Thrones”) vive um Cyrano de Bergerac diferente, que deixa de ser o feioso narigudo da peça clássica de Edmond Rostand (1868-1918) para se tornar uma pessoa com nanismo. Mas esta não é a única mudança do filme, inédito nos cinemas brasileiros. Seu rival se tornou negro com a escalação de Kelvin Harrison Jr. (o Fred Hampton de “Os 7 de Chicago”) como o galã Christian. E a disputa pelo coração de Roxanne (vivida no filme por Haley Bennett, de “O Diabo de Cada Dia”) é apresentada como um musical. Pra quem não lembra desta história bastante conhecida, Cyrano é apaixonado por Roxanne, mas ela só tem olhos para o belo e simplório Christian. Conformado, o feio tenta ensinar ao belo como conquistar sua amada, fazendo-o assinar cartas românticas de sua autoria e a declarar poemas arrebatadores que ele criou. Mas isso cria problemas óbvios, porque Christian não é nada romântico e decepciona Roxanne num encontro real, sem a simulação de Cyrano. Para complicar ainda mais, ainda há um pretende rico (Ben Mendelsohn, de “Capitã Marvel”) querendo a amada de todos. E tudo isso se passa durante uma guerra. Esta trama já foi encenada de muitas formas, desde aventura clássica de capa espada até comédia romântica moderna, mas desta vez se materializa como um musical dirigido por Joe Wright (de “Anna Karenina” e “Orgulho e Preconceito”), em que os poemas viram música e o triângulo amoroso tira todos para dançar. | ALGUM LUGAR ESPECIAL | TELECINE O drama feito para partir corações conta a história de um pai terminal (James Norton) que quer dar um futuro para o filho pequeno. Na trama, quando o pai descobre que tem apenas alguns meses de vida, ele tenta encontrar uma nova família perfeita para seu filho, determinado a protegê-lo da terrível realidade da vida. Escrito e dirigido pelo italiano Uberto Pasolini (“Uma Vida Comum”), venceu o prêmio do público nos festivais de Varsóvia (Polônia) e Pula (Croácia), além de somar 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. | ESPOSA DE ALUGUEL | NETFLIX A nova comédia brasileira que lembra uma velha Sessão da Tarde traz Caio Castro (“Novo Mundo”) como um solteirão convicto, que nunca se envolveu profundamente com nenhuma mulher além de sua mãe e das três irmãs. Mas ao se descobrir terminal, sua mãe controladora lhe faz um último pedido: vê-lo casado. E para evitar ficar fora do testamento, o solteirão resolve contratar uma atriz (Thati Lopes, de “Diários de Intercâmbio”) para fingir ser sua noiva. Só que ela começa a improvisar e faz tudo diferente do combinado. E para surpresa de todos, agrada em cheio a matriarca, que até entrega as chaves de um imóvel cobiçado da família para o casal. Embora a premissa seja familiar, o talento de Thati Lopes para o humor ajuda a engolir até os aspectos mais intragáveis. “Esposa de Aluguel” tem roteiro de Fil Braz (“Minha Mãe é uma Peça 3”), direção de Cris D’Amato (“Pai em Dobro”) e ainda traz em seu elenco Mariana Xavier (também de “Minha Mãe é uma Peça 3”), Gabi Lopes (“A Menina que Matou os Pais”) e Danielle Winits (“Tudo Bem no Natal que Vem”). | ENTRE TEMPOS | MUBI Estre drama romântico italiano reflete uma longa história de amor, apresentada por meio das memórias de um jovem casal. São lembranças nem sempre fieis, alteradas por humores e diferenças de percepção, além do próprio tempo, que os mostram felizes/infelizes, juntos/separados, apaixonados entre si/apaixonados por outros, num fluxo de emoções e sentimentos. Belamente fotografada e magistralmente escrita e dirigida por Valerio Mieli (“Ten Winters”), a apresentação não linear resulta numa reflexão envolvente sobre a subjetividade das memórias e do amor. Venceu três prêmios paralelos no Festival de Veneza e foi indicado a três outros no David Di Donatello (o Oscar italiano). | EARWIG | MUBI A fantasia sombria da francesa Lucile Hadzihalilovic (“Inocência”) acompanha um zelador de 50 anos, que é contratado para cuidar de uma menina de 10 anos. Sua tarefa mais importante é preservar as dentaduras dela, que são feitas de gelo e devem ser trocadas várias vezes ao dia, além de atender aos muitos telefonemas diários do Mestre, que questiona o bem-estar da criança. A garota com os dentes de gelo nunca sai de casa, onde as persianas estão sempre fechadas. Até o dia em que o zelador é instruído a prepará-la para sair. Tudo acontece de forma misteriosa e bizarra, como as sequências coloridas de luz que refletem os estados emocionais dos personagens, que mal conversam entre si. É inquietante, estranho e por isso a diretora encoraja o público a manter a mente aberta para tirar suas próprias conclusões. Chega apenas no sábado (15/10) na plataforma MUBI. | O GRITO DAS LEOAS | VOD* Três mulheres jovens, de espírito livre, enfrentam o tédio e a falta de expectativas da vida no Kosovo. Para fugir das limitações de suas existências cotidianas, elas decidem formar uma gangue e começar a cometer assaltos. Escrito, dirigido e estrelado aos 18 anos de idade pela precoce Luàna Bajrami (atriz de “Retrato de uma Jovem em Chamas”), o filme conquistou cinco prêmios internacionais nos festivais de Sarajevo, Varsóvia, Estocolmo e Raindance. | A MALDIÇÃO DE BRIDGE HOLLOW | NETFLIX Esta comédia infantil de Halloween só entrou na lista porque há muitos fãs dos filmes ruins de Marlon Wayans (de “Inatividade Paranormal”) e a seleção de lançamentos da semana está bem fraca em geral. A trama acompanha uma adolescente (Priah Ferguson, de “Stranger Things”) que acidentalmente liberta um espírito capaz de fazer as decorações de Halloween ganharem vida. Diante da catástrofe, ela precisa se unir a seu pai (Wayans), um homem cético que não acredita no sobrenatural, para tentar salvar a cidade. A direção é de Jeff Wadlow (do péssimo terror inspirado na série “A Ilha da Fantasia”) e o elenco ainda conta com a cantora Kelly Rowland (“Freddy vs. Jason”), Lauren Lapkus (“A Missy Errada”) e Rob Riggle (“Anjos da Lei”). Tenha medo e não assista sozinho, deixe as crianças fazerem isso para preservar a sanidade. | ASSALTO NA PAULISTA | GLOBOPLAY O thriller brasileiro é inspirado no assalto real que aconteceu recentemente num grande banco da Avenida Paulista, no coração de São Paulo. A trama acompanha pai e filha adotiva que organizaram o roubo, vendo os planos ensaiados começarem a dar errado a partir da saída do banco e até a tentativa de desovar as joias roubadas no Paraguai. Dirigido por Flavio Frederico (“Boca”), o filme destaca Eriberto Leão e Bianca Bin (ambos de “O Outro Lado do Paraíso”) como protagonistas. | LIMA BARRETO AO TERCEIRO DIA | VOD* A produção alegórica de Luiz Antônio Pilar (“Mojubá”) se passa nos três últimos dias da internação do escritor Lima Barreto em um manicômio. Sofrendo com depressão e alcoolismo, ele relembra sua vida como jovem autor enquanto escreve “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, uma de suas principais obras. Aos 42 anos, o artista fantasia sobre os personagens que criou e tem alucinações constantes que a todo instante o remetem à sua juventude. As duas versões de Lima Barreto também se confrontam com os personagens do romance, que ganham vida e aparecem em cena de forma fantasiosa e caricata. Roteiro e direção de arte foram premiados no festival Cine-PE, de Recife. | TROMBA TREM – O FILME | A animação brasileira, baseada na série homônima do Cartoon Network, acompanha Gajah, um elefante sem memória que, ao ficar célebre, acaba se afastando de seus velhos companheiros de viagem no Tromba Trem. O estrelato dura pouco, pois ele logo se torna o principal suspeito de misteriosos raptos. Desvendar o mistério só será possível com a ajuda dos amigos pré-fama: um grupo de cupins obstinados e Duda, uma empolgada e inocente tamanduá vegetariana. A direção é de Zé Brandão, criador dos personagens e produtor de “O Irmão do Jorel”.
Robbie Coltrane, o Hagrid de “Harry Potter”, morre aos 72 anos
O ator Robbie Coltrane, conhecido pelas novas gerações por interpretar o personagem Hagrid na franquia “Harry Potter”, morreu nesta sexta (14/10), aos 72 anos. Além do seu papel na franquia baseada nos livros de JK Rowling, Coltrane também fez participações em dois filmes de James Bond e no terror “Do Inferno” (2001), estrelado por Johnny Depp. Robbie Coltrane era o nome artístico de Anthony Robert McMillan, nascido em 30 de março de 1950, em Glasgow, na Escócia. Filho de um médico e uma professora, ele se formou na escola de arte de Glasgow, e continuou a estudar arte na Moray House College of Education, em Edimburgo. Sua estreia nas telas aconteceu em 1979, quando participou de um episódio do teleatro “Play for Today”. No ano seguinte, apareceu pela primeira vez no cinema com figurante da sci-fi dramática “A Morte ao Vivo”, clássico visionário de Bertrand Tavernier. Seguiram-se várias outras participações pequenas em filmes de sucesso ou cultuados, como “Flash Gordon” (1980), “Krull” (1983), “Férias Frustradas II” (1985) e “Henrique V” (1989), além de vários programas humorísticos, como “A Kick Up the Eighties” (1984), “Alfresco” (1984) e “Tutti Frutti” (1987). Mas foi só nos anos 1990 que ele conseguiu virar protagonista. Isto aconteceu na série “Cracker”, seu primeiro grande papel, onde Coltrane deu vida ao Dr Edward “Fitz” Fitzgerald, um psicólogo criminal antissocial e desagradável, mas com um dom único para resolver crimes. O papel rendeu a Coltrane o prêmio BAFTA. “Cracker” durou três temporadas, exibidas entre 1993 e 1995 no canal britânico ITV, e depois disso o ator foi direto enfrentar James Bond. Em 1995, Coltrane interpretou Valentin Zukovsky em “007 Contra GoldenEye” (1995), que marcou a estreia de Pierce Brosnan no papel do espião britânico. O personagem fez tanto sucesso que se tornou um dos poucos vilões a aparecer em mais de um filme de Bond, voltando em “007 – O Mundo Não é o Bastante” (1999). Sua carreira tomou outro rumo com a chegada do novo século. Em 2001, ele teve papel de destaque em “Do Inferno”, adaptação de uma famosa história em quadrinhos de Alan Moore sobre os assassinatos de Jack, o Estripador. E, claro, estrelou o filme que definiria sua carreira: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Em “Harry Potter”, Coltrane interpretou Hagrid, um meio-gigante que trabalha como guarda-caça da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e que foi um dos principais aliados do personagem-título na sua batalha contra Voldemort. Com sua inocência e seu jeito desengonçado, Hagrid conquistou uma geração inteira de fãs. Ele apareceu em todos os oito filmes da franquia, além de ter emprestado a voz para o personagem em alguns curtas-metragens. Embora a franquia “Harry Potter” lhe tenha mantido ocupado, Coltrane ainda encontrou tempo para participar de filmes como “Van Helsing – O Caçador de Monstros” (2004), no qual interpretou o monstro Mr. Hyde, “Alex Rider Contra o Tempo” (2006), no papel de Primeiro-Ministro, e na adaptação do clássico “Grandes Esperanças” (2012) em que dividiu a tela com alguns dos seus colegas de “Harry Potter”, como Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter. Seus últimos créditos foram nas séries “National Treasure” (2016) e “Urban Myths” (2020), na qual interpretou o cineasta Orson Welles (diretor de “Cidadão Kane”). Robbie Coltrane já estava doente há dois anos, mas ele ainda participou do reencontro de “Harry Potter”, produzido pelo serviço de streaming HBO Max. Sua fala, ao final do especial, foi premonitória. “O legado dos filmes é que a geração dos meus filhos vai mostrá-los para os seus filhos. Então você poderá estar assistindo aos filmes daqui a 50 anos, facilmente”, disse ele. “Eu não vou estar por aqui, infelizmente. Mas Hagrid vai estar, sim”, completou. Daniel Radcliffe homenageou o colega ao lembrá-lo como “uma das pessoas mais engraçadas que conheci”. “Ele costumava nos manter rindo o tempo inteiro quando éramos crianças no set”, disse o intérprete de Harry Potter num comunicado. “Tenho lembranças especialmente boas dele mantendo nosso ânimo em ‘Prisioneiro de Azkaban’, quando ficamos todos escondidos de uma chuva torrencial por horas na cabana de Hagrid e ele contava histórias e piadas para manter o moral alto. Eu me sinto incrivelmente sortudo por ter conhecido e trabalhado com ele e muito triste por ele ter falecido. Ele era um ator incrível e um homem adorável”.
Playplus corta som quando grupo B denuncia arbitrariedades de “A Fazenda”
O Playplus cortou o som de uma denúncia feita pelo grupo B de “A Fazenda” sobre as arbitrariedades da produção. Depois de Bia Miranda e Pétala Barreiros irem atrás de Thomaz Costa aos gritos, apontando dedos e ofendendo o peão, enquanto ele chorava por perder a namorada do jogo, Tati Zaqui, sem reagir, Barbara Borges testemunhou que Bia deu um empurrão violento nas costas do ator e devia ser expulsa por agressão. Muito emocionado, Thomaz respondeu que nem valia a pena reclamar: “Eles (a produção) não vão fazer nada do lado de lá. O outro (Tiago) pulou a cerca…”. E Shayan Haghbin enumerou: “Pulou a cerca, bateu o sino, veio helicóptero, veio carro de som, veio fogo, não fizeram nada. Acabou”. Foi o momento em que a produção cortou o som. Veja abaixo. Não há dúvidas de que a impunidade é responsável pela escalada de bullying do grupo A sobre o B. Houve um exemplo didático de como a falta de regras claras está criando um clima insuportável no programa. Um dia antes, Tiago tinha quebrado os utensílios da cozinha sem punição, durante uma comemoração ostensiva. Agora, mais pessoas do grupo A se juntaram ao quebra-quebra, batendo panelas bem próximo dos integrantes do grupo B, que foram cercados. Foi preciso isso acontecer para rolar uma punição. E ainda assim, como apontou Deborah Albuquerque, a punição padrão de 24 horas sem água equiparou esse comportamento violento a levar uma garrafinha para fora da casa. O som voltou em seguida e, durante a conversa, o grupo B lembrou que Lucas Santos, do grupo A, chegou a fazer um revolverzinho com a mão para dizer o que faria com Shayan fora do confinamento. “Eu tenho arma, eu sou atirador esportivo”, informou Lucas na noite anterior. Shay prestou queixa junto à produção do programa, que não tomou nenhuma atitude. Ou melhor, tomou. Durante a eliminação, “vazou” um áudio sobre a polêmica, que Vini Buttel levou ao conhecimento do grupo A. “Tá tendo crime aqui dentro e não estão fazendo nada. Não estou me sentindo protegida aqui dentro”, reclamou Deborah, sobre o clima cada vez mais agressivo do grupo A. “A última coisa que isso aqui é um jogo”, avaliou Thomaz, chorando sem parar e querendo abandonar o reality. “Eu já não tava mais aguentando aqui com ela (Tati), agora eu não quero mais ficar”, disse. “Só vou ficar feliz lá fora, quando encontrar ela, aqui não dá mais”, desabafou. Para piorar, do lado de fora, vários usuários do Twitter estão acusando a Record TV de proteger o grupo B e ter manipulado o resultado da votação para Tati sair como lição, por ter se colocado propositalmente na roça. Todas as pesquisas paralelas apontavam que era Babi quem sairia, com uma boa folga para Tati. A festa e o climão armadíssimos 😅💥 #EliminaçãoAFazenda pic.twitter.com/kRUMS0jo3e — A Fazenda (@afazendarecord) October 14, 2022 🚨 A Bia peitando o Thomaz #AFazenda pic.twitter.com/P0GmVKqGhO — Central Reality (@centralreality) October 14, 2022 O Thomaz, gente 😢 #EliminaçãoAFazenda pic.twitter.com/D71Frp8lmx — A Fazenda (@afazendarecord) October 14, 2022 Bárbara tá tentando consolar o Thomaz 😢 #EliminaçãoAFazenda pic.twitter.com/pRnAZwE3fi — A Fazenda (@afazendarecord) October 14, 2022 O Thomaz disse que empurraram ele e que a produção não faz nada pro povo do lado de lá #AFazenda pic.twitter.com/jVLp4NuK4G — Central Reality (@centralreality) October 14, 2022 #AFazenda pic.twitter.com/srC2LDxF0w — Central Reality (@centralreality) October 14, 2022
Mythic Quest: 3ª temporada ganha trailer
A Apple TV+ divulgou o trailer da 3ª temporada da comédia “Mythic Quest”. Semelhante a “The Office” e “Brooklyn Nine-Nine”, a série é uma comédia de local de trabalho, que acompanha o proprietário de uma empresa bem-sucedida de videogame e sua equipe problemática, enquanto lutam para manter o sucesso de seu game. O criador da série, Rob McElhnney (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), vive o proprietário e a prévia destaca seus embates com a personagem de Charlotte Nicdao (“Content”) e a chegada do fortão Joe Manganiello (“Magic Mike”) ao elenco. O elenco também inclui F. Murray Abraham (“Homeland”), Danny Pudi (“Community”), Imani Hakim (“Todo Mundo Odeia o Chris”), Jessie Ennis (“Alma da Festa”), David Hornsby (“Good Girls”), Naomi Ekperigin (“De Férias da Família”), Caitlin McGee (“Home Economics”) e a atriz de videogames Ashly Burch (“Critical Role”).
Emily Blunt enfrenta o Velho Oeste no trailer de “The English”
A Amazon Prime Video divulgou o teaser de “The English”, série de época estrelada por Emily Blunt (“Um Lugar Silencioso”). A prévia destaca a aliança formada pela personagem de Blunt em meio à violência do Velho Oeste. Escrita e dirigida por Hugo Blick (“The Honourable Woman”), a série se passa na década de 1890 e acompanha uma aristocrata inglesa chamada Lady Cornelia Locke (Blunt), que se une a um scout indígena (Chaske Spencer, de “Banshee”) quando os dois são ameaçados de morte por cowboys arruaceiros. Livrando-se do perigo, fazem um pacto para realizar uma travessia perigosa por uma “paisagem construída por sonhos e sangue” (de acordo com a sinopse) até a nova cidade de Hoxem, no estado americano de Wyoming, enfrentando obstáculos cada vez mais aterrorizantes e que os testam em suas essências, tanto física e quanto psicologicamente. O elenco ainda conta com Stephen Rea (“Não Fale Com Estranhos”), Valerie Pachner (“Uma Vida Oculta”), Rafe Spall (“Trying”), Toby Jones (“First Cow – A Primeira Vaca da América”) e Ciarán Hinds (“Belfast”). Além de estrelar, Blunt também produz a atração, ao lado de Blick. “The English” tem estreia marcada para 11 de novembro.
Disney lança pôster de “A Pequena Sereia” e reforça: “Halle Bailey é Ariel”
A Disney divulgou o pôster de “A Pequena Sereia”, versão live-action da animação dos anos 1990. Revelado nas redes sociais da empresa, a arte foi acompanhado por um texto simples, que diz: “Halle Bailey é Ariel”. A frase foi repetida em todo o mundo, reforçando que Halle Bailey (da série “Grown-ish”), uma atriz negra, interpreta o papel de Ariel. O tom afirmativo é uma resposta à reação negativa de parte do público à sua escalação. Houve até usuário expulso do Twitter por postar uma montagem racista, que “corrigia” Arial no filme, transformando-a em branca. O teaser do filme também gerou cerca de 2 milhões de dislikes, numa campanha contra a “lacração” (termo usado pela extrema direita para defender racismo, homofobia e misoginia). O filme dirigido por Rob Marshall (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”) também inclui em seu elenco Melissa McCarthy (“Caça-Fantasmas”), Jonah Hauer King (da minissérie “Little Women”, da BBC), Jacob Tremblay (“Extraordinário”), Awkwafina (“Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”), Daveed Diggs (“Expresso do Amanhã”) e Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). A estreia vai acontecer em 25 maio de 2023 nos cinemas brasileiros. Halle Bailey é Ariel.#APequenaSereia, em 25 de maio nos cinemas. pic.twitter.com/BFwwmGQqgr — WaltDisneyStudiosBR (@DisneyStudiosBR) October 13, 2022
Conheça a história real por trás da série “Bem-Vindos à Vizinhança”
A série “Bem-Vindos à Vizinhança” (The Watcher), que estreou nessa quinta (13/10) na Netflix, é baseada numa bizarra história real, que há oito anos aterrorizou os proprietários de uma casa em Nova Jersey nos EUA. Estrelada por Naomi Watts (“Goodnight Mommy”) e Bobby Cannavale (“Mr. Robot”), a série conta a história de um casal que compra aquela que seria a sua casa dos sonhos e começa a receber cartas assustadoras de alguém que os vigia. A série criada por Ryan Murphy e Ian Brennan (parceiros desde “Glee”) tomou algumas liberdades criativas na construção da sua narrativa (como mostrar a família morando na casa, algo que não aconteceu na história real). Mas os fatos verdadeiros foram ainda mais assustadores que sua versão dramatizada. Tudo começou em 2014, quando Maria Broaddus e o marido Derek Broaddus compraram uma casa colonial holandesa de seis quartos, localizada no agora infame endereço 657 Boulevard, em Westfield, Nova Jersey. Antes mesmo de a venda se tornar pública, Derek encontrou a primeira cartas anônima na caixa de correio (conforme apontam os dados de um processo que o casal iniciou contra as pessoas que lhes venderam o imóvel). Em tom sinistro, a carta dizia: “Você precisa encher a casa com o sangue jovem que eu pedi. Assim que souber seus nomes, vou chamá-los e atraí-los para mim. Pedi aos [proprietários anteriores] que me trouxessem sangue jovem.” O autor da carta dizia que sua família observara aquela casa durante gerações e ele se dizia insatisfeito com as recentes reformas feitas no imóvel. “Você conhece a história da casa? Você sabe o que está dentro dos muros do 657 Boulevard? Por que você está aqui? Vou descobrir.” A segunda e terceira cartas, recebidas em 18 de junho e 18 de julho de 2014, foram ainda mais preocupantes. “Quem vai ficar nos quartos de frente para a rua?” perguntou o misterioso autor. “Eu saberei assim que você se mudar. Vai me ajudar a saber quem está em qual quarto para que eu possa planejar melhor.” As cartas foram endereçadas aos novos moradores, por mais que o nome estivesse escrito incorretamente. O autor ainda citou os apelidos das crianças, sugerindo que estava perto o suficiente para conseguir ouvi-los, conforme apontado em um artigo escrito por Reeves Wiedeman para Magazine e publicado em 2018 – que serviu de base para a série da Netflix. Suspeitando que o autor das cartas pudesse ser um dos seus vizinhos mais próximos, Derek e Maria levaram as cartas para a polícia. “Não era alguém do outro lado da cidade ou de outro lugar… Era alguém que estava lá”, disse Wiedeman. “E isso indicava alguém que morava muito perto ou passava muito tempo por lá.” A teoria de que o autor estava próximo foi confirmada pelo fato de ele ter mencionado que um dos filhos do casal estava usando um cavalete em uma varanda fechada, que não era visível da rua. Diante disso, a polícia questionou um vizinho suspeito, um homem de 60 anos que supostamente tinha problemas de saúde mental (e que já morreu). Entretanto, não foi apresentada nenhuma evidência que confirmasse essa suspeita. Mais tarde, foi descoberto que o DNA encontrado em um dos envelopes pertencia a uma mulher. A família processou os antigos proprietários da casa em 2015, alegando que eles deveriam ter divulgado uma carta anterior enviada pelo mesmo sujeito. Depois que o processo virou notícia, o detetive da polícia de Westfield, Barron Chambliss, resolveu investigar o caso novamente. Chambliss suspeitava que uma irmã do vizinho entrevistado poderia ter sido a pessoa que lambeu o envelope. Porém, quando conseguiu uma amostra de DNA dela, viu que não era compatível. O detetive também perseguiu uma pista envolvendo um casal visto em um carro estacionado do lado de fora da casa certa noite. A mulher disse que o homem, seu namorado, jogava videogames “obscuros”, incluindo um que envolvia um “observador”. Mas o homem não atendeu à intimação para ir à delegacia e, posteriormente, mudou-se para fora do estado. Seria ele o autodenominado Watcher? Ninguém sabe. Com a investigação sem resolução, a família Broaddus desistiu de se mudar para a casa. Eles compraram outra moradia e estavam tentando vender a casa assombrada pelas cartas. Porém, ao contrário dos donos anteriores, eles se sentiam na obrigação de avisar possíveis compradores a respeito do que tinha acontecido lá. Diante da dificuldade em vender a residência, a família chegou a considerar demolir a casa e dividir o terreno em dois lotes diferentes. Essa ideia encontrou muita resistência entre os moradores da região, que pareciam não se importar muito com as cartas que a família recebia. Os planos de demolição foram enterrados quando o conselho de planejamento da cidade rejeitou o projeto. Em 2017, algumas semanas depois de o jornal The Star-Ledger publicar que novos inquilinos tinham se mudado para a casa, uma quarta carta foi recebida. Conforme relatado no artigo da revista New York, o tom da nova carta era muito mais agressivo, com ameaças físicas, que sugeriam que os moradores sofreriam algum tipo de violência, seja na forma de um acidente, um incêndio, uma doença misteriosa ou talvez na morte de um animal de estimação. Um ano depois, um juiz indeferiu a ação de Broaddus e outra dos proprietários anteriores, que alegaram difamação. Mais um ano se passou até que o casal finalmente conseguiu vender sua casa dos sonhos para uma família que não parecia se importar com a história daquele local. Os novos proprietários pagaram US$ 959 mil pela casa, o que representou uma perda de quase US$ 400 mil para a família Broaddus, que havia gasto US$ 1,3 milhões, isso sem mencionar os anos de pagamentos de hipotecas e impostos que investiram na casa, sem nunca ter morado lá dentro. Aparentemente, os novos ocupantes não receberam nenhuma carta desde que se mudaram. Derek e Maria Broaddus ainda vivem com os filhos em Westfield e precisaram lidar com a exposição na mídia despertada pela nova série, além da desconfiança dos seus vizinhos, que suspeitam que eles próprios criaram a farsa – o que não faz sentido algum, visto que perderam muito dinheiro com isso. Nem mesmo a venda dos direitos da sua história para o canal pago Lifetime, que desenvolveu um telefilme, e para a série da Netflix compensou as despesas que eles tiveram. Até hoje não se sabe quem é o autor das misteriosas cartas. Assista abaixo o trailer de “Bem-Vindos à Vizinhança”.
Timothy Dalton entra na nova série derivada de “Yellowstone”
Mais um astro veterano se juntou à franquia “Yellowstone”. Timothy Dalton, que foi o James Bond dos anos 1980, entrou em “Yellowstone: 1923”, juntando-se aos também experientes Harrison Ford (o “Indiana Jones”) e Helen Mirren (“A Rainha”). O novo derivado da franquia do produtor-roteirista Taylor Sheridan apresentará uma nova geração da família Dutton no início do século 20, quando pandemias, seca histórica, o fim da Lei Seca e a Grande Depressão atormentam os EUA. Dalton interpretará Donald Whitfield, um homem poderoso e autoconfiante, que também possuiu a falta de empatia necessária para ser rico. Intimidador e nefasto, ele está acostumado a conseguir o que quer, e deve bater de frente com os Dutton, encabeçados por Ford. “1923” é o segundo spin-off da série central, estrelada por Kevin Costner, e foi anunciado após o sucesso da 1ª temporada de “1883”, passada no Velho Oeste, que trouxe os cantores country Tim McGraw e Faith Hill como James Dutton e sua esposa, bisavôs de John Dutton (Costner, em “Yellowstone”) em busca de sua própria terra no Oeste americano. Todas as séries são criações de Taylor Sheridan, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original por “A Qualquer Custo” (2016). Ainda não há previsão de estreia para a nova produção. “Yellowstone: 1923” não será a primeira série de Dalton, que nos últimos anos teve papel recorrente como vilão de “Doctor Who”, matador de monstros do terror “Penny Dreadful” e chefe dos super-heróis da “Patrulha do Destino”. Ele vai se juntar na atração da Paramount+ a um elenco grandioso, que além de Ford e Mirren também conta com James Badge Dale (“Homem de Ferro 3”), Brandon Sklenar (“The Offer”), Robert Patrick (“O Pacificador”), Darren Mann (“Animal Kingdom”), Sebastian Roché (“The Originals”), Michelle Randolph (“A Noite da Bruxa”), Marley Shelton (“Pânico 5”), Brian Geraghty (“Big Sky”), Jerome Flynn (“Game of Thrones”), Jennifer Ehle (“A Hora Mais Escura”) e Julia Schlaepfer (“The Politician”).
Filme “Kickboxer: O Desafio do Dragão” vai virar série
O filme “Kickboxer: O Desafio do Dragão” (1989), estrelado por Jean-Claude Van Damme, vai virar uma série de TV. Segundo o site Deadline, a atração vai se chamar “Operation: Kickboxer” e vai apresentar uma trama diferente daquela vista no longa-metragem original e nas suas muitas sequências. Ao todo, a franquia “Kickboxer” teve sete filmes, mas só três deles foram estrelados por Van Damme. O original, dirigido por Mark DiSalle e David Worth, acompanhou o personagem Kurt Sloane (Van Damme), que precisou aprender o estilo kickboxing do Muay Thai para vingar seu irmão. Já o protagonista das continuações foi o irmão de Kurt, David Sloane (interpretado por Sasha Mitchell). A série, porém, será focada em outro dos irmãos Sloane, Michael, que se vê envolvido em uma trama de espionagem e intriga geopolítica. Ela precisará se disfarçar de lutador de MMA, usando essa condição para ter acesso a alvos ao redor do mundo, enquanto permanece na disputa pelo cinturão de campeão. Curiosamente, a trama do infiltrado em competição de lutas é a mesma de “Operação Dragão” (1973), clássico estrelado por Bruce Lee. “Operation: Kickboxer” será produzida por Todd Garner (“Mortal Kombat”), Dimitri Logothetis (diretor de “Kickboxer: A Retaliação”) e Gary Scott Thompson (roteirista de “Velozes & Furiosos”), que também vai atuar como showrunner da atração. A série deve começar a ser gravada no início de 2023, mas ainda não tem previsão de estreia. Assista abaixo ao trailer de “Kickboxer: O Desafio do Dragão”.
Bullying ultrapassa limites em “A Fazenda”: “Estragaram o jogo”
Um desabafo de Thomaz Costa no confinamento de “A Fazenda 14” nesta quinta-feira (13/10) deu voz ao esgotamento do grupo B diante do excesso de bullying que marca esta edição do reality show rural da Record TV. Alvo de xingamentos e ameaças constantes, o ex-“Carrossel” disse que não vale a pena permanecer no jogo para passar o que está passando. E Pelé Milflows, Barbara Borges (Babi), Alex Gallete, Kerline Cardoso e Tati Zaqui concordaram totalmente. “Eles estragaram o jogo… Se eu for pra uma roça eu não consigo olhar para aquela câmera e dizer de coração que eu quero ficar, porque eu não quero”, Thomaz lamentou. “Ficar dois meses vivendo desse jeito, eu não consigo. Não vale um milhão e meio pra mim ficar dois meses nessa casa, eu prefiro não ter um milhão e meio e viver minha vida. Prefiro não ter esse um milhão e meio e viver em paz, sabe. Eu tenho minha família. Lá fora a gente pode ter até os nossos conflitos, a vida é isso né… Mas pelo amor de Deus, nunca vivi isso na vida!”, comentou. “Estragaram tudo. Olha o [reality] que a Kerline participou [BBB 12], o reality inteiro não teve metade da metade das brigas que teve aqui… O pessoal joga, não precisa disso, não tem ofensas, não tem essas coisas”, comparou Thomaz. Para dar noção do quanto difícil e intenso ficou o clima, ele ainda apontou que a Kerline não pode ir no banheiro sozinha, porque o grupo rival vai em cima xingar. Um pouco antes, Alex tinha dito que “isso aqui está infernal” e Tati suspirou questionando “o que eu tô fazendo aqui?”. Cada semana é pior. E na votação de terça-feira (11/10), Tiago Ramos se superou ao proferir ofensas absurdas contra mãe do participante Shayan. Ao vivo, disparou: “Sua mãe vai ver o tamanho da minha bengala”, explicando que mandaria nudes. Minutos depois, em mais um ato de descontrole, Tiago chegou a ameaçar uma produtora do programa. Bastante irritado, o peão soltou palavrões e avisou: “Não quero ninguém gritando comigo. A mulher gritou na minha cara”, esbravejou, dizendo que ir procurar a tal produtora para tirar satisfações. Segundo Pétala, seu aliado ainda teve uma discussão com os “ninjas”, que não foi mostrada pelas câmeras. O participante do grupo A ainda destruiu utensílios da cozinha aos berros para comemorar a vitória de Bia Miranda na disputa de Fazendeira da semana. Na madrugada seguinte, o também ex-“Carrossel” Lucas Santos, do grupo A, chegou a fazer um revolverzinho com a mão para dizer o que faria com o iraniano Shayan Haghbin fora do confinamento. “Eu tenho arma, eu sou atirador esportivo”, informou Lucas. Shay foi prestar queixa junto à produção do programa, que não tomou nenhuma atitude. Thomaz também prestou queixa de uma ameaça que partiu de Deolane Bezerra. Ao final da formação da roça, a advogada chegou no ouvido do ator e lhe dirigiu um monte de xingamentos, que foram cortados pela produção. Até a apresentadora Adriane Galisteu se manifestou diante da quantidade de ‘piiiiii’ usada para ocultar os palavrões “pesados”. “O que ela falou ali foi tão pesado, que não dá pra gente colocar aqui”, disse Galisteu. Foi realmente forte, porque abalou Thomaz, que confirmou ter sido ameaçado. “Veio me ameaçar, querer colocar irmão no meio. Pelo amor de Deus”, ele desabafou. Um dos mais atacados, mesmo antes de trocar de grupo, Thomaz tem tentado manter a calma sem descer ao mesmo nível. É um dos poucos que consegue neste reality show, que virou uma sucessão de gritarias e piiiiiis, e por isso mesmo é um dos mais abalados pela sucessão de baixarias. A Record TV conseguiu um feito histórico. Nunca se viu uma reunião de gente tão tóxica num mesmo programa de televisão. E como o único limite traçado pela produção foi a agressão física, esse elenco – na verdade, o grupo A – entendeu que o resto todo está liberado. Já teve cuspe, empurrão, homofobia, misoginia, acusações, gritarias, apelidos maldosos, ofensas, calúnias e ameaças sem parar, algumas francamente criminosas, que deixam o pior de Karol Conká parecendo brincadeira de criança. “Te pego lá fora” é uma das frases menos pesadas. Há peões que se orgulham de apontar o dedo, erguer a voz e ser mal-educados, mas nem tudo é pose para o jogo. Alguns participantes demonstram precisar de ajuda psicológica urgente. O climão ficou ainda mais pesado porque nunca acaba. Prevalece quase o tempo inteiro, sempre que integrantes dos grupos rivais se encontram na casa. Virou tática. Há provocações intermináveis para que alguém perca a cabeça e dê o primeiro soco. Mas os ânimos estão tão aflorados que, se isso acontecer, metade do elenco tende a se envolver e ser expulso, encerrando o reality de forma prematura. Seria, na verdade, o melhor que poderia acontecer para a saúde mental dos participantes e de boa parte do público. "Se eu for pra uma roça eu não consigo olhar para aquela câmera e dizer de coração que eu quero ficar, porque eu não quero" (Thomaz). #AFazenda pic.twitter.com/cHBDW7oBUq — Central Reality (@centralreality) October 13, 2022 "Tá cada vez mais infernal viver aqui" (Alex). #AFazenda pic.twitter.com/11bxcmC5Ix — Central Reality (@centralreality) October 13, 2022 Lucas disse que anda com arma aqui fora e ameaçou o Shay. #AFazenda pic.twitter.com/5QTbyRltry — Central Reality (@centralreality) October 13, 2022
Liam Neeson negocia estrelar reboot de “Corra que a Polícia Vem Aí!”
O ator Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”) está em negociações para estrelar o reboot da franquia de comédia “Corra que a Polícia Vem Aí!” (Naked Gun), originalmente protagonizada por Leslie Nielsen. Nascida como uma série de TV em 1982, chamada de “Esquadrão de Polícia” (Police Squad), a franquia “Corra que a Polícia Vem Aí” foi parar no cinema em 1988 e consagrou o veterano ator Leslie Nielsen no papel de Frank Drebin, um policial com inaptidões muito especiais. Fez tanto sucesso que teve mais duas continuações em 1991 e 1994. A ideia de reviver a franquia ronda Hollywood desde a morte de Leslie Nielsen em 2010. O próprio Neeson já havia mencionado a possibilidade de estrelar o reboot em 2021. Mas agora parece que o projeto finalmente vai sair do papel. Caso as negociações se concretizem, Neeson vai interpretar o filho do detetive Frank Drebin. O roteiro do novo “Corra que a Polícia Vem Aí!” será escrito pela dupla Dan Gregor e Doug Mand, e dirigido por Akiva Schaffer. Os três trabalharam juntos recentemente no filme “Tico e Teco: Defensores da Lei” (2022). Já a produção do reboot ficará à cargo de Seth MacFarlane, com quem Neeson trabalhou em filmes como “Ted 2” (2015) e “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola” (2014), além de ter feito aparições nas séries do produtor-roteirista, como “Uma Família da Pesada” (Family Guy) e “The Orville”. O novo “Corra que a Polícia Vem Aí!” ainda não tem previsão de estreia. Liam Neeson será visto a seguir no thriller “Marlowe”, dirigido por Neil Jordan (“Obsessão”), que chega aos cinemas americanos em 2 de dezembro. Assista abaixo ao trailer do primeiro “Corra que a Polícia Vem Aí!”.
Amazon disponibiliza “Poliana Moça” e fará nova novela com o SBT
O Prime Video lançou nesta quinta (13/10) os primeiros 25 capítulos da novela “Poliana Moça”, atualmente no ar no horário nobre do SBT. A trama protagonizada por Sophia Valverde terá novos capítulos disponibilizados em novembro, num acordo de exibição que levará o final da trama para o streaming em abril do ano que vem. Com isso, a plataforma da Amazon tirou da Netflix a exclusividade do conteúdo infantil da emissora, após a rival experimentar grande sucesso com a disponibilização de “Carrossel” (2012), “Chiquititas”(2013), “Carinha de Anjo” (2016) e “As Aventuras de Poliana” (2018) – entre as maiores audiências do streaming. Além disso, a Amazon vai coproduzir a próxima produção infantil da emissora de Sílvio Santos, “Romeu e Julieta”, escrita por Iris Abravanel, esposa de Silvio Santos, visando um lançamento conjunto em 2023. A novela será exibida primeiramente no SBT e logo depois os capítulos vão estar disponíveis no streaming da Amazon. Os negócios são facilitados pelo fato de a emissora de Silvio Santos não investir numa plataforma de streaming forte, diferentemente das concorrentes Globo (Globoplay) e Record (PlayPlus), o que permite a negociação de seu conteúdo para empresas desse setor. “Já temos uma relação excepcional com o SBT e, por meio desse acordo de longo prazo, estamos estreitando laços e abrindo caminho para muitos projetos conjuntos, reforçando, assim, nosso investimento em conteúdo local, com muitas ideias já em andamento”, disse João Mesquita, country manager do Amazon Prime Video Brasil, em comunicado. Como mencionou João Mesquita, este não é o primeiro negócio da Amazon com o SBT. A empresa patrocina as transmissões da Libertadores da América no canal de TV desde 2020.












