Andrew Prine, cowboy e alienígena das telas, morre aos 86 anos
O ator Andrew Prine, astro de westerns clássicos como “O Preço de um Covarde” (1968) e “Chisum, Uma Lenda Americana” (1970), e também lembrado como líder alienígena de “V: A Batalha Final” (1984), morreu na última segunda (31/10), aos 86 anos. Ele estava de férias em Paris com sua esposa, a atriz e produtora Heather Lowe, quando faleceu de causas naturais. Além dos seus papéis em westerns, Prine também era lembrado por sua participação no drama “O Milagre de Anne Sullivan” (1962), dirigido por Arthur Penn, e como um dos policiais responsáveis por caçar o serial killer do terror cultuado “Assassino Invisível” (1976). Andrew Prine nasceu em 14 de fevereiro de 1936, em Jennings, no estado americano da Flórida. Ele se formou na Miami Jackson High School e frequentou a Universidade de Miami com uma bolsa de teatro, mas desistiu e foi para Nova York para atuar. Ele começou a sua carreira na década de 1950, participando de filmes como “Terrível como o Inferno” (1955) e “Kiss Her Goodbye” (1959), e episódios de séries de TV, como “Deadline” (1959) e “Playhouse 90” (1960). Em 1958, ele teve uma grande oportunidade na Broadway ao assumir o papel de Anthony Perkins – que precisou se afastar – na peça vencedora do Prêmio Pulitzer “Look Homeward, Angel”, escrita por Thomas Wolfe e dirigido por George Roy Hill. “Acho que uma das razões pelas quais consegui é porque eu era muito magro”, disse ele numa entrevista antiga. O papel chamou a atenção e Prine foi convidado para estrelar uma série de western. “Então eu disse: ‘Vou sair e fazer isso e depois eu volto para a Broadway’”, lembrou ele num episódio da série “A Word on Westerns”. “Então eu descobri quanto dinheiro eles me dariam apenas para sentar em um cavalo, e eu disse: ‘Tchau, Broadway.’” Seu primeiro papel recorrente numa série de TV foi em “Wide Country” (entre 1962 e 1963). Interpretando o irmão mais novo de Earl Holliman, ele participou de um total de 28 episódios e começou a se tornar um rosto conhecido. Nessa mesma época, Prine participou de alguns episódios da série “Gunsmoke” dirigidos por Andrew V. McLaglen. Os dois voltariam a trabalhar juntos em filmes como “A Brigada do Diabo” (1968), “O Preço de um Covarde” (1968) e “Chisum, Uma Lenda Americana” (1970), no qual Prime contracenou com o astro John Wayne. Ele também participou de séries famosas como “Alfred Hitchcock Apresenta”, “O Fugitivo”, “Bonanza” e “Daniel Boone”. Prine manteve a agenda lotada durante os anos 1970. Ele participou de filmes como “O Pequeno Índio” (1973), “Os Ventos do Outono” (1976) e “Assassino Invisível” (1976), além de ter feito diversas aparições na TV, em séries como “Barnaby Jones”, “A Mulher Biônica”, “Hawaii Five-O”, “CHiPs”, entre muitas outras. “Consegui assumir tantos papéis no período da década de 1970 porque nunca encontrei um papel no cinema que não gostasse”, disse ele em 2013. “Sou um ator que trabalha, não espero um ano para fazer um filme.” Para promover o filme “The Centerfold Girls” (1974), em que ele interpretou um serial killer, Prine posou nu para a revista feminina “Viva”. Outros papéis de destaque nessa época foram nos filmes “Nightmare Circus” (1973), “Grizzly, a Fera Assassina” (1976) e “The Evil” (1978). Mas ele continuou filmando, ainda que com menos intensidade, nas décadas seguintes. Fez alguns títulos conhecidos como “Brincando com Fogo” (1984), “Mandroid, O Exterminador” (1986) e “Anjos Assassinos” (1993), além de ter estrelado a minissérie “V: A Batalha Final” como líder da invasão da Terra, e participado de “Weird Science”, “A Sete Palmos” e do famoso episódio duplo de “CSI” dirigido por Quentin Tarantino em 2005. Com um currículo enorme, Andrew Prine somou mais de 180 créditos como ator. Seus últimos trabalhos foram no terror “As Senhoras de Salem” (2012), de Rob Zombie, e o drama indie “Beyond the Farthest Star” (2015). Prine foi casado com a atriz Sharon Farrell (“Namorada de Aluguel”) de 1962 a 1963 e com a atriz Brenda Scott (“The Road West”) três vezes – de 1965 a 1966, 1968 a 1969 e 1973 a 1978 – antes de se casar com Heather Lowe (“A Batalha do Planeta dos Macacos”) em 1986. Ele também se envolveu romanticamente com a atriz Karyn Kupcinet (“A Loja dos Horrores”), que foi assassinada em 1963 em um infame homicídio não resolvido em Hollywood. Em 2001, Andrew Prine recebeu o Prêmio Bota de Ouro como reconhecimento pelo seu trabalho em westerns.
Estreias: Os 10 melhores filmes que chegam ao streaming
A seleção de filmes que chegam às plataformas digitais trazem muitas opções inéditas e sucessos do cinema, mas principalmente grandes astros, em títulos estrelados por George Clooney, Julia Roberts, Millie Bobby Brown, Jennifer Lawrence e Harry Styles. Confira abaixo as 10 principais novidades da semana nos serviços de assinatura e locação online. | ENOLA HOLMES 2 | NETFLIX A sequência do longa estrelado por Millie Bobby Brown em 2020 supera o primeiro filme com mais diversão teen feminista. Apesar de toda a sua autoconfiança, a irmã mais jovem e brilhante de Sherlock Holmes é atingida pela dura realidade dos anos 1880 quando tenta abrir sua própria agência de detetives em Londres. Clientes em potencial continuam preferindo seu irmão Sherlock (Henry Cavill) ou qualquer homem, na verdade, frustrando seus planos de empoderamento. Mas quando está prestes a desistir, uma menina sem nenhum tostão implora para que Enola encontre sua irmã desaparecida. O detalhe: o que parece ser um simples caso de desaparecimento acaba coincidindo com uma investigação complexa de seu irmão famoso. Baseado na franquia literária “Os Mistérios de Enola Holmes”, de Nancy Spinger, a continuação ainda conta com a volta da mãe sufragista e anarquista da heroína (Helena Bonham Carter), sua instrutora de artes marciais (Susan Wokoma) e o belo “idiota” Lord Tewkesbury (Louis Partridge). A direção é de Harry Bradbeer, experiente diretor de séries britânicas, que fez sua estreia em longas no filme anterior. | VEJA COMO ELES CORREM | STAR+ A nova comédia de mistério ao melhor estilo “whodunit” (quem matou) se passa nos bastidores do mundo teatral londrino dos anos 1950. Na trama, os planos para uma versão cinematográfica de uma peça de sucesso são interrompidos abruptamente depois que um membro importante da equipe é assassinado. Quando o inspetor Stoppard e sua parceira novata e ansiosa, a policial Stalker, assumem o caso, eles se veem jogados em um enigma em meio ao clima de glamour e sordidez dos palcos e camarins de Londres. E logo percebem que os principais suspeitos não são apenas suspeitos. São também vítimas potenciais de um serial killer à solta. O elenco grandioso destaca Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”) como os detetives, Adrien Brody (“A Crônica Francesa”) como o morto e um monte de suspeitos – entre eles, Harris Dickinson (“King’s Man: A Origem”), Ruth Wilson (“The Affair”) e David Oyelowo (“Selma”). O roteiro é de Mark Chappell (criador da série “Flaked”) e a direção de Tom George (“This Country”), que estreia em longa-metragem. | MY POLICEMAN | AMAZON PRIME VIDEO O cantor Harry Styles vive seu primeiro personagem gay – com direito a cenas quentes – nesse drama de época, em que forma um triângulo romântico com Emma Corrin (a princesa Diana de “The Crown”) e David Dawson (o rei Alfred de “The Last Kingdom”). Adaptação do romance homônimo de Bethan Roberts, o filme se passa no final dos anos 1990, quando a chegada do idoso inválido Patrick na casa do casal Marion e Tom desencadeia uma exploração de eventos de 40 anos atrás: a relação apaixonada entre Tom e Patrick em um momento em que a homossexualidade era ilegal no Reino Unido. Styles e Corrin vivem as versões jovens de Tom e Marion, enquanto Dawson interpreta Patrick. E o elenco ainda inclui Linus Roache (“Homeland”) e Gina McKee (“Os Bórgias”) como as versões mais velhas de Tom e Marion, além de Rupert Everett (“O Casamento do Meu Melhor Amigo”) como o Patrick idoso. A adaptação foi escrita por Ron Nyswaner (“Amor Por Direito”), a direção é de Michael Grandage (“O Mestre dos Gênios”) e a equipe ainda inclui o produtor Greg Berlanti (diretor de “Com Amor, Simon” e criador do “Arrowverso” televisivo). | INGRESSO PARA O PARAÍSO | A comédia romântica, que surpreendeu nas bilheterias mundiais, é a quinta parceria da carreira dos atores Julia Roberts e George Clooney e a primeira em que vivem um casal em 18 anos – desde “Doze Homens e Outro Segredo” (2004). Nesse reencontro nas telas, eles são divorciados que se odeiam, mas fazem uma trégua em nome de um objetivo comum: sabotar o casamento da filha, que decidiu se casar impulsivamente em Bali com um rapaz que recém conheceu. Foi o que aconteceu com eles próprios, 25 anos atrás, e a experiência de seu divórcio faz com que decidam impedir que o pior se repita. O filme tem roteiro e direção de Ol Parker (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”) e o elenco também inclui Kaitlyn Dever (“Fora de Série”) como a filha, além de Billie Lourd (“American Horror Story”), Lucas Bravo (“Emily em Paris”) e Maxime Bouttier (“Unknown”). | MEN – FACES DO MEDO | VOD* A atriz Jessie Buckley, indicada ao Oscar 2022 por “A Filha Perdida”, é perseguida por vários homens interpretados pelo mesmo ator (Rory Kinnear) no terceiro longa dirigido por Alex Garland, cineasta de “Ex Machina” (2014) e “Aniquilação” (2018). No filme, ela sai de férias sozinha após a morte do ex-marido e é atormentada por visões e homens que buscam despertar seu sentimento de culpa. Para sua perplexidade, todos parecem ter o mesmo rosto. Embora seja o primeiro terror dirigido por Garland, ele tem experiência no gênero, tendo conquistado projeção como roteirista de “Extermínio” (2002), filme de zumbis dirigido por Danny Boyle. | PASSAGEM | APPLE TV+ Drama sobre os efeitos prolongados do trauma, o filme traz Jennifer Lawrence (“Não Olhe para Cima”) em nova performance elogiada, como uma ex-militar americana que volta da guerra no Afeganistão contra sua vontade, ferida e com estresse pós-traumático, e encontra dificuldades para se adaptar à vida civil. Deslocada ao retornar à cidadezinha de onde saiu, ela acaba formando um vínculo com um mecânico (Brian Tyree Henry, de “Eternos”) que também enfrenta seus próprios demônios. A direção é de Lila Neugebauer, que faz sua estreia em longa-metragem depois de assinar peças elogiadas e episódios das séries “Maid” e “A Vida Sexual das Universitárias”. | A JAULA | STAR+ A produção brasileira de suspense é um remake do thriller argentino “4×4” (2019). Na trama, Chay Suede (“Travessia”) vive um ladrão que arromba um carro de luxo sem saber que está entrando numa armadilha. O dono do carro (Alexandre Nero, de “Império”) instalou no veículo um sistema especial, que prende em seu interior quem entrar sem autorização. A adaptação do longa original do argentino Mariano Cohn foi escrita por João Candido Zacharias (“Danado de Bom”) e marca a estreia na ficção do diretor João Wainer, responsável pelos documentários “Pixo” (2009) e “Junho — o Mês que Abalou o Brasil” (2014). O elenco também traz participação de Mariana Lima (“Onde Está Meu Coração”). | UM POMBO POUSOU NUM GALHO REFLETINDO SOBRE A EXISTÊNCIA | MUBI Grande vencedor do Festival de Veneza de 2014, o longa do sueco Roy Andersson é uma obra surrealista, que dramatiza lugares-comuns, nonsense ou brutais em 39 pequenas histórias, flagrando seus personagens em situações embaraçosas. Há a professora de dança flamenca que bolina o corpo de um de seus alunos durante a aula, uma velhinha que não larga a bolsa com suas joias nem mesmo no leito de morte e vários outros personagens que representam, em conjunto, exemplos das banalidades humanas. Em que pese toda a fragmentação narrativa, dois personagens percorrem quase todo o filme. São vendedores de bugigangas sem o menor talento para isso, que tentam forçar sua falta de jeito nos lugares mais inusitados. Apesar de encerrar uma trilogia humanista, composta também por “Canções do Segundo Andar” (2000) e “Vocês, os Vivos” (2007), esse é o único longa de Andersson que tem formato fragmentado, quase uma antologia de curtas. Outro detalhe é que todos os esquetes foram filmados com câmera fixa, que remetem aos filmes mudos de Charles Chaplin, um dos ídolos do diretor sueco. As cenas ainda foram registradas em estúdio, com o auxílio de efeitos visuais, tratamento de cor e muita estilização visual. | O LENDÁRIO CÃO GUERREIRO | VOD* A animação que traz dublagem em português do comediante Paulo Vieira (do “BBB 22”) acompanha Hank, um cão sem sorte que resolve trocar sua vizinhança de cachorros raivosos por uma cidade cheia de gatos, após ser salvo por um samurai gatuno. Seu objetivo é encontrar um gato mestre para treinar e virar um samurai, mas o problema desse plano é que os gatos odeiam cachorros. Na produção original americana, Hank é dublado pelo ator Michael Cera (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”), enquanto Samuel L. Jackson (“Capitã Marvel) interpreta seu sensei felino Jimbo, num elenco cheio de vozes de famosos. O filme conta com a direção de três veteranos da Disney, que trabalharam juntos no clássico “Rei Leão” (1994): Rob Minkoff (o diretor original), Mark Koetsier (animador) e Chris Bailey (animador). Mas não impressionou nem público nem crítica (55% de aprovação) nos EUA. | SELENA GOMEZ: MINHA MENTE E EU | NETFLIX O documentário mostra a luta da cantora e atriz contra a depressão durante seu tratamento de lúpus, mas também revela o histórico pouco conhecido de seu diagnóstico de bipolaridade, que aconteceu em meio a um surto psicótico que durou dias. Dirigido por Alek Keshishian, conhecido por outro famoso documentário musical, “Na Cama com Madonna” (1991), o filme aborda a carreira de Selena Gomez e todos os seus problemas de saúde, tanto física quanto mental, e foi desenvolvido em segredo ao longo de seis anos. As cenas de hospitais, vazio existencial, pensamentos suicidas e outros registros muito sombrios são contrabalançados por momentos de clareza, que iluminam a transformação de Selena em filantropa, destacando sua nova missão de vida para “ajudar os outros”. Uma vontade que nasceu de seu próprio sofrimento. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Estreias: As 10 melhores séries que chegam ao streaming
A volta de séries bastante esperadas se destaca na programação das plataformas digitais. Mas também chamam atenção as novas produções que mostram o lado sombrio do futebol, às vésperas da Copa do Mundo do Catar. Confira abaixo as 10 séries de maior impacto na programação de streaming da semana. | MANIFEST 4 | NETFLIX A primeira parte do final de “Manifest” começa finalmente a responder os mistérios relacionados aos passageiros do voo 828. A série acompanha os passageiros de um avião, que após ficar cinco anos desaparecido, aterrissa em seu destino como se nada tivesse acontecido. Os passageiros estão exatamente como eram, sem que o tempo tivesse avançado para eles, o que chama atenção do governo, da mídia e afeta as famílias que os consideravam mortos. Para completar, os viajantes ainda precisam lidar com um efeito colateral inesperado de seu desaparecimento: passam a ouvir “chamados” para fazer determinadas coisas. Segundo os produtores, entre eles o célebre cineasta Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”), a trama foi inspirada pelo desaparecimento misterioso do voo 370 da Malaysia Airlines, mas a premissa também sugere influência de “Lost” e “The 4400”. A Netflix salvou a série do cancelamento na TV aberta e encomendou 20 capítulos inéditos para finalizar a trama, dos quais metade chegam nesta sexta (4/11). E todo o elenco original está de volta para o desfecho, com destaque para Josh Dallas (o Príncipe Encantado de “Once Upon a Time”), Melissa Roxburgh (série “Valor”), Parveen Kaur (série “Beyond”), Luna Blaise (série “Fresh Off the Boat”), J.R. Ramirez (série “Jessica Jones”), Matt Long (“Helix”), Daryl Edwards (“Demolidor”) e Holly Taylor (“The Americans”). Já Athena Karkanis (série “Zoo”) e o menino Jack Messina (“Maravilhosa Sra. Maisel”), integrantes das três temporadas originais, não vão voltar devido aos fatos vistos no final do último capítulo exibido. | WHITE LOTUS 2 | HBO MAX Originalmente concebida como minissérie, a atração volta para uma nova temporada após vencer o Emmy e se tornar um grande sucesso. Os novos episódios apresentam um novo grupo de hóspedes numa unidade diferente da rede fictícia de hotéis The White Lotus. Desta vez, a trama vai acompanhar turistas americanos de férias na Itália. Apesar das mudanças, o elenco vai trazer de volta Jennifer Coolidge, que também venceu o Emmy no papel de Tanya McQuoid. Ela agora estará em férias na Sicília, onde vai encontrar os novos personagens vividos por Aubrey Plaza (“Legion”), Michael Imperioli (“Família Soprano”), F. Murray Abraham (“Homeland”), Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Theo James (“A Mulher do Viajante no Tempo”), Haley Lu Richardson (“A Cinco Passos de Você”), Will Sharpe (“Giri/Haji”), Adam DiMarco (“A Ordem”), Meghann Fahy (“The Bold Type”) e Leo Woodall (“Cherry – Inocência Perdida”), entre outros. A produção continua a cargo do criador Mike White (“Escola do Rock”), que somou às vitórias da série mais dois Emmys – de Melhor Roteiro e Direção. | LIGAÇÕES PERIGOSAS | LIONSGATE+ A série baseada no clássico literário de Choderlos de Laclos é um prólogo que explora o começo do relacionamento doentio entre a Marquesa de Merteuil e o Visconde de Valmont, que se conheceram como jovens amantes apaixonados em Paris às vésperas da Revolução Francesa. A trama explora a decadência da nobreza na Paris pré-revolucionária, mostrando as habilidades de sedução e manipulação do casal em sua escalada social. A obra original já teve diversas adaptações, sendo a mais bem-sucedida o filme dirigido por Stephen Frears em 1988, estrelado por Glenn Close, John Malkovich e Michelle Pfeiffer, que venceu três Oscars. Também houve versões contemporâneas, como “Segundas Intenções” (1999), com Sarah Michelle Gellar, Ryan Phillippe e Reese Whitherspoon, e até uma versão brasileira, exibida como minissérie na Rede Globo. A produção atual foi desenvolvida por Harriet Warner (criadora de “Tell Me Your Secrets”) e destaca no elenco Alice Englert (“Dezesseis Luas”) e Nicholas Denton (“Glitch”) como os notórios amantes, além de Lesley Manville (“Trama Fantasma”) e Carice Van Houten (“Game of Thrones”) como nobres envolvidas na ascensão da futura marquesa. | JOGO DA CORRUPÇÃO | AMAZON PRIME VIDEO “Jogo da Corrupção” é, na verdade, a 2ª temporada de “El Presidente”, criada pelo roteirista argentino Armando Bó, que venceu o Oscar pelo filme “Birdman” (2014). Em sua 1ª temporada, a série abordou o começo do escândalo conhecido como “FIFA Gate”, expondo falcatruas da Federação Argentina e de dirigentes chilenos de futebol. Já os novos episódios focarão nos desdobramentos da corrução futebolística no Brasil, por meio da ascensão de João Havelange ao comando da FIFA. A produção destaca o ator português Albano Jerónimo (“The One”) e os brasileiros Maria Fernanda Cândido (“O Traidor”) e Eduardo Moscovis (“Boa Dia, Verônica”) em papéis centrais. Jerónimo vive Havelange, Maria Fernanda interpreta sua esposa, Anna Maria Havelange, e Moscovis é o bicheiro Castor de Andrade, que inspirou o recente documentário “Doutor Castor”, lançado em fevereiro pela Globoplay. Além deles, Leo Cidade (“Cinderela Pop”) e Polliana Aleixo (“Em Família”) vivem o casal Havelange na juventude e o colombiano Andrés Parra retoma seu papel da 1ª temporada como o ex-dirigente de futebol chileno Sergio Jadue, pivô do “FIFA Gate”, que volta transformado em narrador e elemento cômico dos novos episódios. | GOL CONTRA | NETFLIX O título da série colombiana se refere ao gol contra de Ándres Escobar, que eliminou a seleção da Colômbia na Copa do Mundo de 1994. Mas também é uma metáfora para o relacionamento perigoso entre futebol e narcotráfico na época de Pablo Escobar. A série acompanha a carreira de Ándres Escobar de 1987 a 1994, período em que foi considerado um dos maiores zagueiros colombianos. Ele fazia parte de uma geração de ouro da Colômbia, formada também pelo folclórico goleiro Higuita, Asprilla, Rincón e Valderrama, e foi campeão da Copa Libertadores por seu time, o Atlético Nacional. Dez dias após fazer o gol contra que deu a vitória aos Estados Unidos no Mundial, encerrando o sonho da Colômbia conquistar sua primeira Copa, ele foi assassinado com um tiro disparado à queima-roupa por um traficante. Desenvolvida pela dupla Pablo Gonzalez e C.S. Prince (que também criaram “O Maior Assalto” na Netflix), a produção é estrelada por Juan Pablo Urrego (“MalaYerba”) como o zagueiro azarado. | GARCÍA! | HBO MAX A primeira produção original espanhola da HBO Max adapta os quadrinhos homônimos de Santiago García e Luis Bustos, que satirizam o Capitão América. A trama se passa numa versão distópica da Espanha atual, dividida e à beira do caos político, onde uma repórter investigativa (Veki Velilla, de “Yrreal”) descobre uma conspiração de décadas: a existência de um superagente criado em um laboratório na década de 1950 pelos serviços secretos fascistas do general Franco e preservado criogenicamente. Depois de 60 anos congelado em sono profundo, García (Francisco Ortiz, de “El Cid”), o supersoldado com incrível força física e programado para obedecer ordens sem questionar, é acordado pela repórter e se vê desorientado e confuso em uma Espanha que mudou tanto que ele não consegue mais reconhecer. A série foi desenvolvida por Sara Antuña (“Atrapada”) e Carlos de Pando (“O Ministério do Tempo”) e conta com direção do cineasta Eugenio Mira (“Toque de Mestre”). | YOUNG ROYALS 2 | NETFLIX A série gay adolescente acompanha a história do jovem príncipe sueco Wilhelm (Edvin Ryding), que vai estudar em um internato da alta sociedade após se meter em confusões que prejudicaram a imagem da realeza. Ao chegar à escola de elite, ele é apresentado a Simon (Omar Rudberg), um dos integrantes do coral do colégio, e logo amizade entre os dois ganha profundidade romântica, mas diversas barreiras impedem que eles fiquem juntos. A 2ª temporada se passa em meio à difícil e dolorida separação do casal, após Wilhelm se tornar o próximo na linha de sucessão ao trono e ser forçado a escolher o dever sobre o amor. Mas o vazamento de um vídeo de sexo e rejeição ao conservadorismo acaba fazendo com que os dois tentem encontrar uma forma de permanecerem juntos. | REBOOT | STAR+ A nova comédia de Steve Levitan, o criador de “Modern Family” (2009-2020), satiriza a crescente inclinação da indústria televisiva para reviver programas de sucesso do passado. A trama gira em torno do revival de uma sitcom dos anos 2000, acompanhando a reunião do elenco e os bastidores da produção. Sem se ver desde o fim do programa, o reencontro dos atores gera momentos constrangedores. Mas a maior ênfase fica por conta do choque cultural entre a equipe de novos roteiristas, contratados para atualizar a série, e o criador da atração, refletindo as mudanças sociais e culturais dos últimos 20 anos. O elenco destaca Keegan-Michael Key (“Schmigadoon!”), Johnny Knoxville (“Jackass Para Sempre”) e Judy Greer (“Homem-Formiga”) como as antigas estrelas da sitcom, Calum Worthy (“The Act”) como um ex-ator mirim, Paul Reiser (“Stranger Things”) como o criador do programa, Rachel Bloom (“Crazy Ex-Girlfriend”) como a nova roteirista visionária e Krista Marie Yu (“Last Man Standing”) como vice-presidente de Comédia da Hulu (plataforma que exibe a série nos EUA). | THE MOSQUITO COAST 2 | APPLE TV+ A 2ª temporada adere melhor ao filme homônimo, ao acompanhar a família dos protagonistas na floresta da Guatemala, mas dividida entre abraçar o plano do pai idealista, que quer viver num paraíso tropical, ou escapar do perceptível inferno. A história é baseada no romance de Paul Theroux, publicado em 1981, mas sua 1ª temporada resultou muito diferente da adaptação cinematográfica de 1986, que foi estrelada por Harrison Ford. No filme, a motivação para o protagonista conduzir sua família para as florestas da América Latina era a desilusão com os Estados Unidos e o desejo de criar uma utopia. Já na série, ele está literalmente em fuga dos EUA, situação que alimenta tensão, suspense e problemas na dinâmica familiar. E esta não é a única mudança. O filho mais velho virou uma garota. Apesar disso, o ator principal, Justin Theroux (“The Leftovers”), é sobrinho do escritor do livro. O resto do elenco destaca Melissa George (“30 Dias de Noite”) como sua esposa e os jovens Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”) e Logan Polish (“Sonhando Alto”) como seus filhos. A adaptação está a cargo do produtor-roteirista Neil Cross (criador da série “Luther”) em parceria com Tom Bissell (“Artista do Desastre”). Eles coproduzem a atração com o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), que assinou a direção dos dois primeiros episódios. O que, por sinal, resultou num visual extremamente cinematográfico. | FLORDELIS: QUESTIONA OU ADORA | GLOBOPLAY A série documental de true crime conta a história da ex-deputada Flordelis, acusada de mandar matar seu marido, o pastor Anderson do Carmo, assassinado a tiros na porta de casa, em Niterói, em junho de 2019. Em seis capítulos, a produção parte do crime que desestabilizou a família de 55 filhos adotivos do casal, para contar a trajetória da mulher pobre da favela do Jacarezinho, no Rio, que virou liderança evangélica aliada ao presidente Jair Bolsonaro. O título “Questiona ou Adora” é inspirado num dos sermões da pastora — que tinha sua própria Igreja, o Ministério Flordelis, com cinco filiais — e no título de um de seus CDs como cantora gospel. A proliferação de seus filhos adotivos também é explorada pela produção, que mostra como ela era considerada altruísta por abrigar dezenas de crianças. Só que vários filhos e uma neta também são acusados de envolvimento no assassinato do marido de Flordelis. Outro detalhe bizarro é que, antes de virar marido, Anderson foi um dos filhos de criação de Flordelis e também seu genro, já que namorou um das filhas biológicas da pastora. Cheia de reviravoltas e surpresas, a história é contada pela equipe de jornalismo da Globo, numa produção que chega ao streaming na véspera do julgamento do crime – marcado para começar na segunda-feira (7/11) em Niterói, Rio de Janeiro.
Trailer mostra o infeliz Natal de Asa Butterfield
A Amazon Prime Video divulgou pôster e o trailer de “Your Christmas Or Mine?”, comédia natalina estrelada por Asa Butterfield (“Sex Education”). A trama gira em torno do desencontro de um casal de namorados, que de última hora decidem passar o Natal com a família de sua cara metade. Só que os dois tomam a mesma decisão sem compartilhar e acabam passando o Natal sem a companhia um do outro. Um dirige-se a uma mansão praticamente vazia em Gloucester, enquanto o outro segue para uma casa lotada e caótica em Macclesfield. E com a neve forte que cai no Reino Unido, ficam presos com pessoas que não conhecem. Além de Buttefield, o filme traz Cora Kirk (“A Luz do Demônio”) como a namorada e ainda Daniel Mays (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Harriet Walter (“Succession), David Bradley (“Game of Thrones”) e Lucien Laviscount (“Emily in Paris”), entre outros. Com direção de Jim O’Hanlon (da série “Catastrophe”), a comédia tem previsão de estreia para 2 de dezembro no streaming.
Anitta é destaque no trailer do “Savage x Fenty Show 4”, de Rihanna
A Amazon Prime Video divulgou o trailer do “Savage x Fenty Show 4”, combinação de shows e desfiles de lingeries da grife da cantora e empresária Rihanna, que ocupou o vácuo deixado pelo fim das Angels da Victoria’s Secret. Combinando moda, performance e música, o show vai chegar ao Prime Video na quarta-feira (9/11) com várias atrações e convidados especiais, incluindo a cantora brasileira Anitta. As atrações musicais também incluem os cantores Burna Boy, Don Toliver e Maxwell. Além disso, também foram anunciadas participações de Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”), Winston Duke (“Pantera Negra”), Simu Liu (“Shang-Chi e os Anéis de Poder”), Sheryl Lee Ralph (“Abbott Elementary”), Marsai Martin (“Black-ish”), Taylour Paige (“Zola”) e Taraji P. Henson (“Empire”), entre outros astros e celebridades. Fotos da participação de Anitta também foram divulgadas pelas redes sociais da revista americana Billboard. Confira abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por billboard (@billboard)
Lindsay Lohan grava música de “Meninas Malvadas” na trilha de seu novo filme
Além de marcar o retorno de Lindsay Lohan às comédias românticas, o filme “Uma Quedinha de Natal” também resgata a carreira musical da atriz, que está lançando uma nova gravação do clássico natalino “Jingle Bell Rock” como single para acompanhar o lançamento. Não é a primeira vez que a música, que integra a trilha do novo filme, surge na carreira da atriz. Um dos momentos mais famosos de “Meninas Malvadas” inclui uma coreografia sexy das protagonistas – Lohan entre elas – ao som desta mesma canção. No filme de 2004, a gravação falha no meio da apresentação e, diante do impasse, ela começa a cantar a letra famosa. “Uma Quedinha de Natal” traz Lohan como uma herdeira de hotel mimada que sofre um queda de esqui numa montanha durante as férias natalinas e fica com amnésia total. Sem ter para onde ir, ela aceita passar sua recuperação na pousada do homem que a resgatou, um proprietário galã (Chord Overstreet, de “Glee”) que vive com sua filha precoce. Os dois se conectam quase que instantaneamente, embora ela demonstre claramente ter um passado de luxo. Só que quando o romance começa a esquentar, a memória também começa a voltar, e com ela seu antigo pretendente. O filme tem direção de Janeen Damian, produtora-roteirista de “O Príncipe e Eu”, que também escreveu o roteiro em parceria com Jeff Bonnett, Ron Oliver e Michael Damian. Todos trabalharam em vários telefilmes de Natal do canal pago Hallmark. A estreia está marcada para 10 de novembro. Confira abaixo um trecho do single, a cena de “Meninas Malvadas” e o anúncio do lançamento, feito nas redes sociais da Netflix. Lindsay Lohan's new single — Jingle Bell Rock! — drops at midnight🎄 pic.twitter.com/ZxaVx66UjS — Netflix (@netflix) November 3, 2022
Shailene Woodley vai estrelar filme do diretor de “Relatos Selvagens”
A atriz Shailene Woodley (“Big Little Lies”) vai estrelar o thriller “Misanthrope”, que será o primeiro filme em inglês do diretor argentino Damián Szifron (“Relatos Selvagens”). Escrito pelo próprio Szifron, em parceria com Jonathan Wakeham, o filme vai acompanhar uma jovem policial (Woodley) recrutada por um agente do FBI para ajudá-lo a traçar o perfil e capturar um assassino. Além de estrelar, Woodley também vai produzir o filme. O elenco ainda conta com Ben Mendelsohn (“The Outsider”), Ralph Ineson (“A Bruxa”), Jovan Adepo (“Um Limite Entre Nós”), Rosemary Dunsmore (“Orphan Black”) e Michael Cram (“The Birch”). “’Misanthrope’ é um filme que revitaliza o amor pelo cinema independente, desde a direção até a cinematografia. O desempenho de cada ator é cativante e fundamental para a história que está sendo contada”, disse Peter Jarowey, da Vertical Entertainment, produtora responsável pelo filme, em comunicado. O filme ainda não tem previsão de estreia. Shailene Woodley está envolvida também em “Ferrari”, cinebiografia de Enzo Ferrari dirigida por Michael Mann (“Inimigos Públicos”), e “Dumb Money”, filme sobre a manipulação das ações da GameStop, que causou um estrago em Wall Street. Os longas não têm previsão de estreia.
Netflix libera cenas quentes do trailer de “O Amante de Lady Chatterley”
A Netflix divulgou o trailer da nova versão de “O Amante de Lady Chatterley”, que traz Emma Corrin (a Princesa Diana de “The Crown”) em cenas quentes. Adaptação do romance homônimo de DH Lawrence, a trama é famosamente escandalosa e já gerou versões muito picantes na tela, inclusive um lançamento proibido para menores estrelado por Sylvia Kristel (a “Emmanuelle”) em 1981. A história gira em torno da rica e privilegiada Lady Chatterley, casada com um homem que ela não ama e que inicia um relacionamento casual, que vira passional, com um jovem humilde que trabalha em sua propriedade inglesa. O livro foi publicado originalmente na Itália e na França na década de 1920, mas não foi impresso nos Estados Unidos até 1959 sob a acusação de conter obscenidades. Além de Emma Corrin como Lady Chatterley, o elenco destaca Jack O’Connell (“Invencível”) como o amante e Nicholas Bishop (“Industry”) como o marido traído. O roteiro foi escrito por David Magee (“As Aventuras de Pi”) e a direção é da francesa Laure de Clermont-Tonnerre, diretora do filme “The Mustang” (2019) e da minissérie “The Act”. A estreia está marcada para 2 de dezembro.
Johnny Depp vai participar de desfile da marca de lingerie de Rihanna
O ator Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) vai participar do “Savage X Fenty Volume 4”, uma mistura de desfile e apresentação musical promovida pela marca de lingerie criada pela cantora Rihanna. O evento será exibido no serviço de streaming Amazon Prime Video no dia 9 de novembro. Segundo informações obtidas pelo site IndieWire, Depp será apresentado num momento dedicado às “estrelas” do programa, numa aparição semelhante àquela feita por Cindy Crawford em 2021. Uma fonte do site TMZ informou que Depp já gravou a sua partipação, que marcará a primeira vez que um homem figura entre as “estrelas” da Savage X Fenty. Além de Depp, também vão participar do evento as modelos Cara Delevingne e Irina Shayk, o ator Winston Duke (“Pantera Negra”) e as atrizes Sheryl Lee Ralph (“Abbott Elementary”), Marsai Martin (“Black-ish”), Taraji P. Henson (“Empire”), entre outros. A cantora brasileira Anitta será um dos destaques musiciais do evento, ao lado de Burna Boy. Anteriormente, Depp fez um retorno aos eventos televisionados ao aparecer virtualmente como o MTV Moon Person (o astronauta do troféu) do VMA de 2022. Pouco a pouco, o ator está recuperando sua carreira após o fim do julgamento por difamação da sua ex-mulher Amber Heard (“Aquaman”). Ele também viverá o rei Luís XV no filme “Jeanne du Barry”, da diretora francesa Maïwenn. Além disso, vai dirigir a cinebiografia “Modigliani”, baseada em uma peça de Dennis McIntyre, com produção do ator Al Pacino (“O Irlandês”). Rihanna, por sua vez, recentemente gravou música para a trilha sonora “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”. Ela também vai se apresentar durante o intervalo do próximo Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, marcada para o dia 12 de fevereiro.
Johnny Depp apela na Justiça para não indenizar Amber Heard
Mesmo após conquistar US$ 10,35 milhões de indenização em seu processo contra Amber Heard, Johnny Depp não quer pagar os US$ 2 milhões que o júri concedeu a sua ex-esposa no mesmo julgamento. O ator entrou com um recurso na justiça para não ter que pagar nada. De acordo com o site TMZ, a defesa de Depp alega nos documentos apresentados ao Tribunal de Virgínia, EUA, que o júri decidiu erroneamente a favor da atriz em outro processo por difamação que ela moveu contra o ator. Heard processo Depp porque o ex-advogado do ator, Adam Waldman, disse à imprensa que ela forjou uma briga para justificar o fim de seu casamento. Na ocasião, Waldman afirmou: “Então, Amber e suas amigas derramaram um pouco de vinho e bagunçaram o lugar, criaram suas histórias diretamente sob a direção de um advogado e relações públicas, e em seguida fizeram uma segunda ligação para o [serviço de emergência] 911”. Na apelação, a defesa afirma que a decisão foi equivocada porque foi o advogado quem disse isso, não o ator. Ou seja, Depp “não deveria ser responsabilizado por essas observações”. A ação também explicou que a equipe de Amber não conseguiu provar que Waldman fez esses comentários com malícia – um requisito para vencer uma ação de difamação. Heard também entrou com apelação na Justiça para não pagar a indenização vencida por Depp. A defesa da atriz também afirmou que “o tribunal cometeu erros que impediram um veredito justo”, e em sua tese incluiu referências à Primeira Emenda da constituição dos EUA, que proíbe a restrição à liberdade de expressão e imprensa. Depp processou Heard por um artigo publicado no jornal The Washington Post em que ela se descreveu como sobrevivente de violência doméstica. Até o momento, nenhum dos dois pagou a quantia definida no julgamento.
Netflix estreia modelo de assinatura com anúncios
A Netflix iniciou nessa quinta (3/11) o seu prometido modelo de assinatura mais barata, com adição de anúncios. O plano já está disponível aqui no Brasil, assim como nos EUA, Reino Unido, Austrália, Japão, França, Alemanha, Itália e Coreia do Sul – além do Canadá e do México, onde fizeram parte do programa piloto. O preço varia de país para país. Nos EUA, o custo é de US$ 6,99 por mês. No Brasil, o valor é de R$ 18,90 por mês e dá direito ao usuário conferir a programação do serviço de streaming com qualidade máxima de 720p/HD e com uma média de 4 a 5 minutos de anúncios exibidos por hora. O plano básico tem qualidade menor de imagem, permite acesso em apenas uma tela e não traz a opção de fazer download do conteúdo. Além disso, possui limitação de conteúdo – algumas séries como “Arrested Development” e “House of Cards” não estão incluídas neste pacote. O diretor de operações da Netflix, Greg Peters, que foi responsável pela criação do plano básico com anúncios, explicou que, desde que foi anunciada a mudança, a Netflix iniciou um longo processo de obtenção de direitos e revisão de contratos para permitir que o conteúdo fosse acompanhado por anúncios. Ainda assim, cerca de 5% a 10% da programação total da Netflix não estará disponível no plano, algo que o executivo chamou de “uma pequena minoria de visualizações”. Segundo Peters, essa diferença se deve a alguns acordos antigos, que não permitem interrupções durante a exibição do conteúdo. Ele fez questão de frisar que não se trata de problema de distribuição com algum estúdio em específico. “É principalmente sobre o tipo do acordo e trabalharemos para reduzir esse número ao longo do tempo.” No plano básico, a maioria dos conteúdos será interrompida pela exibição de anúncios. A exceção serão os lançamentos de grandes filmes, como o aguardado “Glass Onion: Um Mistério Knives Out”. Em casos como este, serão exibidos anúncios apenas antes do início do filme. “Vamos tentar preservar esse tipo de modelo cinematográfico lá”, explicou Peters, que também apontou que esse modelo é similar àquele adotado por alguns serviços rivais. Por outro lado, filmes que estão no catálogo da Netflix há mais tempo terão uma combinação mais “tradicional” de anúncios, tanto antes do início quanto no meio, embora com intervalos “menos frequentes”, disse ele. Jeremi Gorman, chefe de publicidade da Netflix, disse no mês passado que o estoque de anúncios estava quase esgotado, com várias centenas de contratos já fechados com anunciantes. Analistas de Wall Street previram que a publicidade poderia gerar vários bilhões de dólares por ano em receita nos próximos anos para o streaming. Além disso, Peters define a novidade como “um modelo pró-consumidor” que trará “muito mais membros” para o serviço – embora não faça nenhuma projeção apontando quantos novos usuários seriam atraídos pela assinatura mais barata. Ele também sustenta que a assinatura mais barata não vai canibalizar o negócio de assinaturas mais caras, preservando os outros planos por causa dos recursos e funcionalidades a mais que eles oferecem. O plano básico sem anúncios tem a mesma qualidade mediana de imagem do plano com anúncios, mas oferece o catálogo completo, downloads e exibições sem interrupções comerciais por R$ 25,90. No plano padrão, que custa R$39,90, os assinantes obtêm resolução de 1080p, além de acesso a todos títulos, capacidade de download e disponibilidade de assistir ao conteúdo em telas simultâneas. A Netflix ainda apresenta um plano premium, que custa R$55,90 e o único que oferece resolução em 4k, além de permitir acesso simultâneo a um número maior número de telas. Vale lembrar que, inicialmente, os anúncios estavam reservados a serviços gratuitos como Pluto e Tubi, onde a publicidade era sua única fonte de receita. Mas os serviços pagos agora vão buscar esses anunciantes, ao mesmo tempo em que tentarão preservar os clientes que foram inicialmente atraídos para seu ambiente original desprovido de comerciais. Outros serviços de streaming já lançaram ou preparam seus próprios planos com anúncios, como HBO Max, Peacock, Paramount+ e Disney+.
HBO Max e Discovery+ somam 95 milhões de assinantes mundiais
A Warner Bros. Discovery (WBD) está contabilizando quase 95 milhões de assinantes mundiais de seus serviços combinados na HBO Max e Discovery+ no terceiro trimestre do ano, de julho a setembro. O período representa a época do lançamento de “A Casa do Dragão”, prólogo de “Game of Thrones” que se provou imensamente popular. Como a empresa liderada por David Zaslav já informou que vai unificar as plataformas de streaming em um serviço único em 2023, não foram informados os números relativos a cada plataforma de forma separada. No segundo trimestre, o WBD disse que os assinantes de HBO Max e Discovery+ totalizaram 92,1 milhões, um aumento de 1,7 milhão em relação aos 90,4 milhões do trimestre anterior. O número atual representa um aumento de 2,8 milhões de usuários em todo o mundo – 500 mil deles nos EUA e Canadá. Pode parecer pouco, mas é maior que o atingido pela líder Netflix no mesmo período. A grande rival da WBD adicionou 2,4 milhões de novos assinantes no terceiro trimestre, incluindo um ganho de 100 mil na América do Norte, para chegar a 223,1 milhões em todo o mundo no final de setembro. No relatório divulgado nesta quinta (3/11), a WBD também revelou um prejuízo líquido de US$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre, que incluiu US$ 1,92 bilhão em amortização de impostos de ativos vinculados à reestruturação da empresa após a fusão entre Warner e Discovery. Isto significa que a empresa ainda vai precisar cortar muitas despesas para buscar o equilíbrio financeiro. Em comunicado, o principal executivo da empresa reconheceu um ambiente operacional desafiador. “Estamos reimaginando e transformando a organização para o futuro enquanto promovemos sinergia em toda a empresa, aumentando nossa meta para pelo menos US$ 3,5 bilhões e fazendo progressos significativos em nossos produtos DTC [streaming] combinados”, disse David Zaslav. “Embora tenhamos muito mais trabalho a fazer e algumas decisões difíceis ainda a serem tomadas, temos total convicção da oportunidade à nossa frente.”
Twitter de Amber Heard é deletado após seu ex, Elon Musk, comprar rede social
A atriz Amber Heard teve seu perfil no Twitter deletado nesta semana, após seu ex-namorado, Elon Musk, comprar a empresa de mídia social. No lugar do perfil @realamberheard, uma mensagem afirma que “essa conta não existe”. A atriz segue com seu perfil no Instagram, que conta com 5,3 milhões de seguidores, apesar de ser pouco atualizado. A última publicação é de 1º de junho e traz uma manifestação de Amber sobre o veredito do seu julgamento por difamação, vencido por seu ex-marido, Johnny Depp. Amber e Musk namoraram após a separação da atriz com Depp, em 2016, e ficaram juntos por cerca de um ano. A atriz comentou sobre o fim do namoro numa entrevista de 2018 ao site The Hollywood Reporter. “Elon e eu tínhamos um relacionamento lindo e temos uma bela amizade agora, baseada em nossos valores fundamentais. Curiosidade intelectual, ideias e conversas, um amor compartilhado pela ciência. Nós nos unimos em muitas coisas que falam sobre quem eu sou por dentro. Eu tenho muito respeito por ele”, disse na ocasião. Entretanto, durante o julgamento de difamação movido por Depp, um agente de Hollywood, que já trabalhou com o ex-casal, divulgou mensagens trocadas com a atriz sobre o relacionamento dela com Musk. Nos textos, ela admitiu que estava “apenas preenchendo espaço” com o novo CEO do Twitter após a separação com o ator. À época, Musk se pronunciou sobre a batalha judicial da ex-namorada com Depp. Ele escreveu no seu perfil no Twitter: “Espero que ambos sigam em frente. Na melhor das hipóteses, eles são incríveis”.












