Ex-Spice Girl Geri Halliwell entra no filme sobre o game “Gran Turismo”
A ex-Spice Girl Geri Halliwell foi anunciada no filme “Gran Turismo”, inspirado pelo popular game da PlayStation. A Ginger Spice faz parte da recente atualização do elenco da produção, que também conta com Djimon Hounsou (“Shazam!”), Daniel Puig (“Naomi”), Josha Stradowski (“A Roda do Tempo”) e Thomas Kretschman (“Vingadores: Era de Ultron”). Eles se juntam a David Harbour (“Stranger Things”), Archie Madekwe (“See”) e Orlando Bloom (“Carnival Row”) na produção, que não será uma adaptação literal do jogo, mas uma trama baseada numa história real, sobre um jogador adolescente (Madekwe) cujas habilidades no game o fizeram vencer uma série de competições da Nissan e se tornar um verdadeiro piloto profissional. O roteiro foi escrito por Jason Hall (“Sniper Americano”) e Zach Baylan (“King Richard: Criando Campeãs”), e a direção está a cargo de Neill Blomkamp (“Distrito 9”). As filmagens já começaram na Europa e o lançamento foi agendado para agosto de 2023. Halliwell também será vista em breve num documentário da Netflix sobre as Spice Girls, que ainda não tem previsão de estreia.
Nelson Ned vai ganhar série documental do Canal Brasil
A vida e trajetória artística do cantor Nelson Ned será narrada numa nova série documental do Canal Brasil. Com produção da Boutique Filmes, a série será baseada na biografia que o jornalista e diretor André Barcinski (“O Rei da TV”) está concluindo para lançar no ano que vem pela Companhia das Letras. A Boutique Filmes adquiriu os direitos da obra no primeiro semestre deste ano, já visando a produção. Mineiro de Ubá, Nelson Ned ficou famoso nacionalmente a partir do final dos anos 1960, com cantor de baladas românticas tristes como “Tudo Passará” e “Se as Flores Pudessem Falar”, que marcaram a geração brega dos anos 1970. Ele também chamava atenção por sofrer de nanismo, num caso raro de artista popular fora dos padrões. Seu sucesso era tanto que foi o primeiro cantor latino a vender 1 milhão de discos nos Estados Unidos, onde chegou a se apresentar ao lado de grandes nomes da música romântica internacional, como Julio Iglesias e Tony Bennett. Depois de vender mais de 45 milhões de discos, lançou em 1996 a biografia “O Pequeno Gigante da Canção”, em que detalhou seu quadro de depressão no auge de sua carreira, quando passou a beber e envolveu-se com drogas. Nelson Ned morreu aos 66 anos, em janeiro de 2014, em São Paulo. Na época, o diagnóstico médico informou que o artista sofreu choque séptico, sepse, broncopneumonia e acidente vascular cerebral. Lembre abaixo o maior sucesso do cantor.
Filme interrompido pela morte de Breno Silveira é retomado com Fernanda Montenegro
Suspenso desde maio pela morte do diretor Breno Silveira, “Dona Vitória” teve as filmagens retomadas nesta semana. Com direito à cenas da veterana Fernanda Montenegro, de 93 anos, rodadas sob a forte chuva do feriado de Finados na Lapa, região central do Rio. No filme, Fernanda dá vida a uma idosa que registrou por dois anos, escondida, a rotina de traficantes de drogas na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana. A história é real e aconteceu em 2004. O material que ela gravou rendeu várias reportagens que levaram à ação da polícia, numa operação que resultou na prisão de mais de 30 pessoas, entre elas policiais militares envolvidos com a quadrilha. A produção de “Dona Vitória” tinha sido interrompida em 14 de maio, quando Breno Silveira teve um infarto fulminante no set. Os trabalhos foram retomados após seis meses com direção de Andrucha Waddington (“Sob Pressão”), que é genro de Fernanda Montenegro – casado desde 1997 com Fernanda Torres. O filme é uma produção da Conspiração Filmes em parceria com o Globoplay, e ainda não tem previsão de estreia. "Durante as sequências os produtores do longa da Conspiração tiveram cuidado para que a atriz não escorregasse, já que o chão estava molhado."Foto: Leonardo Ribeiro/O Globo pic.twitter.com/PLltVH1ZR1 — Vilmar Ledesma (@viledesma) November 3, 2022
Ator de “Pantera Negra” entra no filme da série “Duro na Queda”
O ator Winston Duke, intérprete do formidável guerreiro M’Baku na franquia “Pantera Negra”, entrou na adaptação da série clássica “Duro na Queda” (The Fall Guy), em desenvolvimento pelo estúdio Universal. A série original, estrelada por Lee Majors, foi um sucesso enorme dos anos 1980, exibida durante cinco temporadas entre 1981 e 1986. Naquela produção, o personagem Colt Seavers era um dublê de Hollywood que nas horas de folga atuava como caçador de recompensas. A versão de cinema terá uma premissa diferente. Ryan Gosling (“Agente Oculto”) tem o papel de Colt Seavers, um dublê veterano e pouco requisitado, que volta a trabalhar em um filme com o astro com quem fez seus melhores trabalhos. O problema, no entanto, é que o ator desaparece no meio da produção. Duke interpretará o melhor amigo de Seavers. Ele se junta a um elenco que também inclui Aaron Taylor-Johnson (“Trem-Bala”) como o astro de cinema, Stephanie Hsu (“Maravilhosa Sra. Maisel”) como sua assistente e Emily Blunt (“Jungle Cruise”) como uma maquiadora protética que compartilha um passado romântico com o dublê. O roteiro foi escrito por Drew Pearce e o filme conta com direção de David Leitch, que anteriormente trabalharam juntos no sucesso “Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw”. E vale lembrar que, antes de se consagrar como diretor em “John Wick” e “Deadpool 2”, Leitch era justamente um dublê de cinema. A data de estreia está marcada para 1º de março de 2024. Enquanto isso, Winston Duke poderá ser visto na semana que vem nos cinemas, em “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”. Lembre abaixo a abertura da série “Duro na Queda”.
HBO cancela “Westworld”
A HBO anunciou o cancelamento de “Westworld”, que chega ao fim após quatro temporadas. A série protagonizada por Evan Rachel Wood (“Renascendo das Cinzas”), Thandiwe Newton (“Um Jantar Entre Espiões”) e Aaron Paul (“Breaking Bad”) chega ao fim após quatro temporadas. A notícia não deveria ser surpresa após os diversos cortes promovidos pela Warner Bros. Discovery, mas os criadores da série acreditavam que fariam uma 5ª temporada. O cocriador Jonathan Nolan chegou a declarar que o final do quarto ano, embora passasse a impressão de ser definitivo, com a morte de vários personagens, não era realmente o fim que tinha planejado para a série. A intenção, na verdade, era concluir a trama na temporada seguinte. “Nós nunca planejamos a quantidade de temporadas da série, mas quando estávamos escrevendo este 4º ano, acabamos pensando: ‘Podemos levar a nossa história para o precipício do último ato, logo antes de fazer aquilo que sempre planejamos fazer no final'”, disse. De acordo com a revista Variety, a principal razão do cancelamento foi o alto custo da produção e o baixa audiência das últimas duas temporadas, o que fez com que a nova gestão da Warner Bros Discovery decidisse cortas as despesas. Em comunicado emitido nesta sexta (4/11), a HBO disse que “nas últimas quatro temporadas, Lisa [Joy] e Jonathan [Nolan] levaram os espectadores a uma odisseia alucinante, elevando o nível a cada passo. Somos tremendamente gratos a eles, juntamente com seu elenco, produtores e equipe imensamente talentosos, e todos os nossos parceiros da Kilter Films, Bad Robot e Warner Bros. Television. Foi uma emoção me juntar a eles nesta jornada”, afirmou. O cancelamento de “Westworld” também eleva a pressão da Warner Bros. Discovery sobre o produtor J.J. Abrams, que fechou um contrário milionário de exclusividade para sua empresa, Bad Robot, com a antiga gestão da companhia, quando a WBD era WarnerMedia, e até agora não apresentou nada além de uma lista de projetos rejeitados.
Criador de “Sintonia”, KondZilla diz: “Netflix nunca mais”
O megaempresário Konrad Dantas, mais conhecido como KondZilla, “magnata” do funk que criou o maior canal de YouTube da América Latina e a série “Sintonia”, principal sucesso nacional da Netflix, revelou que não pretende mais trabalhar com a plataforma. Durante o Web Summit, maior evento de tecnologia da Europa, que se encerra nesta sexta (4/11) em Lisboa, Portugal, KondZilla reclamou da baixa compensação financeira resultante de sua parceria com a gigante do streaming. “Se esse tipo de negócio fosse o mesmo da música, eu participaria dos resultados, dos royalties de ‘Sintonia’. Mas agora eu trabalho com outros canais e estou feliz de ter reconhecimento. Eu não quero nunca mais trabalhar com o Netflix”, ele afirmou. KondZilla não deixou claro qual foi a razão do desentendimento, mas informou ao jornal O Globo, após sua apresentação, que houve falta de alinhamento de interesse entre a plataforma e ele. “Não recebi nem e-mail de agradecimento deles sobre ‘Sintonia’”, apontou. “A série segue, mas não estou mais envolvido com ela”, acrescentou, sugerindo ter rompido radicalmente com a equipe da plataforma. Com mais de 66 milhões de inscritos em seu canal no YouTube, KondZilla já está trabalhando em novos projetos para rivais da Netflix. Ele prepara seu primeiro longa junto à Paramount+: “Escola da Quebrada”, com direção de Kaique Alves e previsão de estreia para o início de 2023. “É minha primeira experiência como produtor, não apenas como produto executivo. É algo diferente para mim”, contou. Além de música e entretenimento, KondZilla também começou a se dedicar à área educacional. Há uma semana, lançou em Guarujá, no litoral paulista onde cresceu, o Instituto KondZilla, que tem apoio do Instituto XP, com o objetivo de formar novos talentos do audiovisual. “Tinha o sonho de trabalhar com educação porque ela mudou minha vida. A favela tem talento, e ele não se restringe apenas a cantores e jogadores de futebol. Eu vou ser um agente transformador para a população das favelas no Brasil”, revelou.
Cassia Kis é alvo de denúncias na Globo e na Justiça
O comportamento extremista de Cássia Kis se tornou alvo de denúncias na Globo e já está rendendo processos na Justiça. Um grupo de funcionários da emissora teria se reunido para formalizar uma reclamação no Departamento de Compliance contra a atriz não só nos bastidores da novela “Travessia”, mas também na série “Desalma”. Os funcionários denunciaram que Cássia grita e destrata colegas, inclusive com comentários preconceituosos. Mais de 10 funcionários assinaram as denúncias. Além disso, dois grupos da comunidade LGBTQIAP+ manifestaram repúdio à fala homofóbica da atriz, na entrevista recente em que declarou que casais homoafetivos “não dão filho”, e que pretendem “destruir a família” e “destruir a vida humana”. O Aliança Nacional LGBT+ anunciou medidas judiciais contra a atriz após os comentários, encaminhando um ofício diretamente à Globo, enquanto o Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT acionou o TJ do Rio por meio de uma Ação Civil Pública contra Cássia pelo crime de homofobia. Na petição, o Arco-Íris cita que as falas da atriz “claramente carregam teor discriminatório e preconceituoso aos casais homoafetivos e a comunidade LGBTQIAP+ ao questionar a validade da sua existência”. O movimento pede reparação coletiva pelos ataques feitos por Cássia da ordem de R$ 250 mil, “para fins de promoção de políticas e programas direcionados ao enfrentamento da discriminação e LGBTfobia no contexto artístico”. Há também um pedido de retratação pública. O Arco-Íris também entregou a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância do Rio uma notícia-crime relatando os mesmos fatos. O pedido é para que seja apurada a ocorrência de crime por parte de Cássia, com a possível abertura de ação penal. Equiparado ao crime de racismo pelo STF, a homofobia pode render pena de reclusão de um a três anos, além de multa. Mas se a situação da atriz já era crítica por conta dos comentários homofóbicos e postura confrontadora na empresa, piorou muito após circularem vídeos de sua participação nos movimentos golpistas que reúnem os bolsonaristas contra a democracia brasileira. Segundo apuração do colunista Lucas Pasin, a Globo vem realizando uma série de reuniões com diretores para definir o futuro da veterana. Por comunicado, a empresa reforçou que não comenta questões de compliance, mas apontou: “A Globo tem um Código de Ética, que deve ser seguido por todos os colaboradores e igualmente por todas as áreas da empresa – e em nenhuma delas é tolerada qualquer forma de discriminação. Da mesma forma, tem uma Ouvidoria pronta para receber quaisquer relatos de violação, que são apurados criteriosamente.”
Participação de Johnny Depp em desfile de Rihanna cria polêmica
A notícia de que o ator Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) vai participar do “Savage X Fenty Volume 4”, uma mistura de desfile e apresentação musical promovida pela marca de lingerie criada pela cantora Rihanna, tem gerado controvérsia na internet. Desde que a participação do ator foi confirmada, várias pessoas recorreram às redes sociais para pedir a exclusão de Depp do evento. “É melhor que a equipe de edição esteja trabalhando para excluir esse homem disso”, disse um usuário nos comentários de uma postagem no Instagram do evento. No Twitter, também é possível encontrar várias reações negativas à participação. “‘Savage x Fenty’ já é um fracasso e adicionar Johnny Depp à mistura é apenas mais um exemplo de como Rihanna realmente está fora de contato com a realidade”, escreveu um usuário. Outra usuária chegou a compartilhar a hashtag #AmberHeardDeservesBetter (Amber Merece Algo Melhor) e também pediu a exclusão de Depp. “Amber Heard merece o mesmo apoio que deu a tantos outros”, escreveu ela. “Ela merece solidariedade de outros sobreviventes, não traição. Ela merece algo melhor.” Outra hashtag que foi bastante utilizada foi #DitchDepp (Livre-se de Depp), que contou com diversas manifestações indignadas, algumas até ameaçando boicotar a marca. O produtor musical Drew Dixon descreveu a decisão de escalar o ator como “realmente decepcionante”, enquanto o cantor e ator britânico Olly Alexander – que já colaborou com Savage X Fenty em uma campanha de mídia social – anunciou que “não vai mais vestir” a marca. O evento será exibido no serviço de streaming Amazon Prime Video no dia 9 de novembro. Esse intervalo de tempo entre a gravação e a exibição levou alguns críticos a questionaram se Depp realmente iria aparecer no corte final. “Para aqueles indignados, eu esperaria e veria se isso realmente acontece”, tuitou o autor Art Tavana. “Não é assim que Rihanna age. Sua marca é à prova de balas.” Segundo informações obtidas pelo site IndieWire, Depp será apresentado num momento dedicado às “estrelas” do programa, numa aparição semelhante àquela feita por Cindy Crawford em 2021. Uma fonte do site TMZ informou que Depp realmente gravou a sua participação, que marcará a primeira vez que um homem figura entre as “estrelas” da Savage X Fenty. Além de Depp, também vão participar do evento Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”), Winston Duke (“Pantera Negra”), Simu Liu (“Shang-Chi e os Anéis de Poder”), Sheryl Lee Ralph (“Abbott Elementary”), Marsai Martin (“Black-ish”), Taylour Paige (“Zola”) e Taraji P. Henson (“Empire”), entre outros astros e celebridades. A brasileira Anitta será um dos destaques musicais do desfile/show, ao lado dos cantores Burna Boy, Don Toliver e Maxwell. Anteriormente, Depp fez um retorno aos eventos televisionados ao aparecer virtualmente como o MTV Moon Person (o astronauta do troféu) do VMA de 2022, numa participação que também dividiu opiniões e gerou bastante controvérsia. Ele também viverá o rei Luís XV no filme “Jeanne du Barry”, da diretora francesa Maïwenn, em seu retorno à atuação. Além disso, vai dirigir a cinebiografia “Modigliani”, baseada em uma peça de Dennis McIntyre, com produção do ator Al Pacino (“O Irlandês”). Rihanna, por sua vez, recentemente lançou uma música inédita na trilha sonora de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre”. Ela também vai se apresentar durante o intervalo do próximo Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, marcada para o dia 12 de fevereiro.
Douglas McGrath, diretor de “Emma” e parceiro de Woody Allen, morre aos 64 anos
Douglas McGrath, diretor do filme “Emma” (1996) e indicado ao Oscar pelo roteiro de “Tiros na Broadway” (1994), de Woody Allen, morreu na última quinta (3/11), aos 64 anos. Além de diretor e roteirista, McGrath também era ator e dramaturgo. No momento da sua morte, ele estava em Nova York, onde estava apresentando sua peça autobiográfica “Everything is Fine”. Ele nasceu em 2 de fevereiro de 1958, em Midland, Texas, e estudou na prestigiosa Universidade de Princeton. Em 1980, conseguiu o seu primeiro trabalho escrevendo roteiros para o programa humorístico “Saturday Night Live”. No fim da década, assinou um episódio da série “L.A. Law” (em 1989) e em seguida o telefilme “The Steven Banks Show” (1991), vendo sua carreira deslanchar ao passar para o cinema com os roteiros de “O Renascer de uma Mulher” (1993), estrelado por Melanie Griffith, e “Tiros na Broadway” (1994), filme que ele escreveu junto com o cineasta Woody Allen e que lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Nessa mesma época, também iniciou sua carreira de ator, participando de “Quiz Show: A Verdade dos Bastidores” (1994), indicado ao Oscar de Melhor Filme, “Um Dia em Nova York” (1996), “Felicidade” (1998), “Celebridades” (1998) e “Poucas e Boas” (1999) – estes dois últimos foram dirigidos por Woody Allen. Ele também escreveu e dirigiu o filme “Emma” (1996), adaptação do romance de Jane Austen estrelada por Gwyneth Paltrow. O filme recebeu duas indicações ao Oscar (e venceu a de Melhor Música). Depois dessa experiência, McGrath também escreveu e dirigiu os filmes “Um Agente como a Gente” (2000), em que dividiu as funções de roteirista e diretor com Peter Askin, “O Herói da Família” (2002), adaptação de uma obra de Charles Dickens, “Confidencial” (2006), cinebiografia do escritor Truman Capote, e “Não Sei Como Ela Consegue” (2011), comédia estrelada por Sarah Jessica Parker. Seus créditos como ator ainda incluem participações nos filmes “Conduta de Risco” (2007), “O Solteirão” (2009) e nas séries “Girls” e “Godless”, além de muitos projetos do amigo Woody Allen, como “Trapaceiros” (2000), “Dirigindo no Escuro” (2002), “Café Society” (2016), a minissérie “Crise em Seis Cenas” (2016) e o filme mais recente do diretor, “O Festival do Amor” (2020). McGrath também construiu uma carreira sólida no teatro e foi indicado ao Prêmio Tony por ter escrito a peça “Beautiful: The Carole King Musical”, em 2014. Sua peça “Everything’s Fine”, que ele estrelava no momento da sua morte, era dirigida pelo ator John Lithgow (“Dexter”, “The Crown”). Depois da notícia da sua morte, os organizadores da peça anunciaram que não iriam continuar as apresentações – antes agendadas até janeiro de 2023.
Diretora de “Lindinhas” fará filme sobre Josephine Baker
A cineasta francesa Maïmouna Doucouré (“Lindinhas/Mignonnes”) vai escrever e dirigir a cinebiografia da icônica atriz, cantora e dançarina Josephine Baker, ícone da luta pela liberdade e igualdade racial, além de um das maiores nomes dos espetáculos de Paris na primeira metade do século 20. O projeto está em desenvolvimento pelo Studiocanal e conta com o apoio dos filhos de Josephine Baker, Jean-Claude Bouillon Baker, Brian Bouillon Baker e da tribo Rainbow, o nome carinhoso que a artista deu às 12 crianças de diferentes origens que ela adotou após a 2ª Guerra Mundial. “Josephine Baker. A artista universal, mulher e mãe. Estamos honrados em fazer parceria com o Studiocanal e colaborar com Maïmouna neste longa-metragem sobre as conquistas incríveis e humanistas de nossa mãe. Sim, ela podia. E ela fez. Obrigado mãe!”, disseram os filhos dela, em comunicado oficial. Nascida nos EUA, em St Louis, Missouri, Baker passou a maior parte de sua vida na Europa, principalmente na França, onde encontrou fama nos cabarés de Paris nas décadas de 1920 e 1930. Ela apoiou a resistência francesa na 2ª Guerra Mundial, antes de retomar sua carreira após o conflito. E foi também uma ativista formidável dos direitos civis, recusando-se a se apresentar em partes segregadas dos EUA na década de 1950. Em sua vasta lista de pioneirismos, Baker foi a primeira mulher negra a estrelar um grande filme, “A Sereia Negra”, em 1927, além de ser considerada ícone mundial da Era do Jazz e uma heroína real da França, condecorada por Charles de Gaulle. Baker morreu em Paris em 1975, mas em 2021 ela foi enterrada novamente no Panthéon em Paris, tornando-se apenas a sexta mulher a ser homenageada dessa maneira pela França, ao lado de Simone Veil e Marie Curie. Doucouré disse que a vida e o trabalho de Baker como artista foram uma inspiração para ela. “É uma grande honra e também um belo desafio embarcar neste projeto. Pensar que através da ficção posso contar sua grande e profundamente rica história, sua beleza, suas lutas, suas feridas e sua humanidade. Mal posso esperar para dar uma nova vida a essa lenda incrível na tela”, disse ela. O filme começa a ser rodado em 2023 e ainda não tem previsão de estreia. Esse não é o único projeto sobre a vida de Josephine Baker em andamento. Há alguns meses, foi anunciado que a cantora Janelle Monaé (“Estrelas Além do Tempo”) ia estrelar uma minissérie biográfica sobre a atriz. O projeto, desenvolvido pelo estúdio indie A24, também não tem previsão de estreia. O primeiro filme de Maïmouna Doucouré, “Lindinhas” (2020), gerou polêmicas e tentativas de censura por supostamente sexualizar as suas protagonistas crianças. Na ocasião, a Netflix, que distribuiu o filme, precisou emitir um comunicado dizendo que a proposta da obra era criticar a sexualização infantil e não celebrá-la.
Jessica Chastain vive lenda do country no trailer da série “George & Tammy”
O canal pago americano Showtime divulgou o primeiro trailer da série “George & Tammy”, estrelada por Jessica Chastain (“Os Olhos de Tammy Faye”) e Michael Shannon (“Entre Facas e Segredos”). Embalada pelo ritmo country, a prévia destaca a relação conturbada entre a cantora Tammy Wynette (Chastain) e seu marido George Jones (“Shannon”). A atração foi criada por Abe Sylvia (roteirista de “Os Olhos de Tammy Faye”) e vai narrar a trajetória de Wynette, conhecida como “A Primera-Dama da Música Country”. Muitas das suas músicas tratavam de solidão, divórcio e dificuldades nos relacionamentos, temas que serão tratados na série. Sua canção mais conhecida é “Stand by Your Man”, um dos singles mais vendidos por uma artista feminina na história da música country. “George & Tammy” foi originalmente desenvolvida para a plataforma de streaming Spectrum, mas depois que esse serviço fechou, a série migrou para o Showtime. A atração terá seis episódios, todos dirigidos pelo cineasta John Hillcoat (“Os Infratores”). “Jessica e Michael são verdadeiramente extraordinários, pois suas performances marcantes e química inegável dão vida ao lendário relacionamento do rei e da rainha da música country”, disse Chris McCarthy, presidente da Showtime, em comunicado. “Os criadores e todo o elenco entregaram uma série com a sutileza, nuances e complexidade que são as marcas da marca Showtime e o que nossos espectadores merecem e exigem.” O elenco ainda conta com Steve Zahn (“The White Lotus”), Kelly McCormack (“Sugar Daddy – Na Busca de um Patrocínio”), Walton Goggins (“Os Oito Odiados”), Pat Healy (“Estação 19”), David Wilson Barnes (“The Son”) e Katy Mixon (“American Housewife”). “George & Tammy” estreia em 4 de dezembro no canal pago americano Showtime. As atrações do Showtime chegam ao Brasil pela Paramount+.
Selena Gomez contemplou suicídio durante turnê de 2016
A cantora Selena Gomez chegou a contemplar suicídio durante sua turnê de 2016. A revelação veio à tona no documentário “Selena Gomez: Minha Mente e Eu” (Selena Gomez: My Mind & Me), que estreou nessa sexta (4/11) no serviço de streaming Apple TV+. “A certa altura, ela disse: ‘Não quero estar viva agora. Não quero viver'”, revelou a ex-assistente de Gomez, Theresa Marie Mingus, durante uma entrevista do filme. “E eu fiquei tipo, ‘Espere, o quê?'” O documentário abre com imagens da turnê de “Revival”, ocorrida em 2016, em que a cantora sofreu uma crise de saúde mental, que a levou a cancelar os shows previstos após 55 apresentações. “Foi um daqueles momentos em que você olha nos olhos dela e não há nada lá”, continuou Mingus. “Era apenas breu. E é tão assustador. Você fica tipo, ‘OK, f*da-se. Isso precisa acabar. Precisamos ir para casa.'” A amiga íntima de Gomez, Raquelle Stevens, também se abriu sobre a confusão e a dor daquela época. “Tivemos que ter uma conversa muito séria com ela, tipo, ‘O que está acontecendo?’ A resposta dela também foi tipo, ‘Eu não sei. Não posso explicar. Eu gostaria que você pudesse sentir como é estar na minha cabeça'”, disse Stevens. “Eu só me lembro de ser muito caótico e ela estava ouvindo todas essas vozes”, continuou Stevens. “Elas ficaram cada vez mais altas e mais altas e mais altas. Isso desencadeou algum tipo de surto psicótico.” Em 2017, Gomez passou por um transplante de rim que salvou sua vida (ela sofria de lúpus). Um ano depois, ela sofreu mais complicações de saúde que exacerbaram seu estado mental já em declínio. Ela acabou levada para um hospital psiquiátrico. “Se alguém visse o que eu vi, no estado em que ela estava no hospital psiquiátrico, eles não a reconheceriam”, contou Stevens. A mãe de Selena Gomez, Mandy Teefy, acrescentou que a família só foi descobrir o “colapso mental” dela depois que o site TMZ reportou o ocorrido. “Eu estava com medo de que ela morresse”, disse Teefy. “É um milagre ela ter saído disso. Mas sempre há o medo de que isso aconteça novamente e isso nos machucou muito.” Em uma narração, Gomez refletiu sobre sua experiência no hospital, onde foi diagnosticada com transtorno bipolar. “Vou ser honesta, não queria ir para um hospital psiquiátrico”, disse ela. “Mas eu não queria mais ficar presa em mim mesma, na minha mente. Eu pensei que minha vida tinha acabado. Eu estava tipo, ‘Esta é quem eu vou ser para sempre.'” Em outro ponto do documentário, Gomez é mostrada numa viagem voluntária ao Quênia em 2019. Lá, ela se abriu com um estudante de enfermagem, dizendo que tinha pensamentos de automutilação. Recentemente, Gomez contou à revista Rolling Stone que “nunca realmente tentou suicídio, mas passou alguns anos pensando nisso”, conforme registrou o editor Alex Morris. “Achei que o mundo seria melhor se eu não estivesse lá”, completou ela. “Lembro a mim mesma que não estaria aqui se não fosse pelo surto psicótico, se não fosse pelo meu lúpus, se não fosse pelo meu diagnóstico”, acrescentou ela mais tarde na entrevista. “Acho que provavelmente seria outra entidade irritante que só ia querer usar roupas bonitas o tempo todo. Fico deprimida pensando em quem eu seria.” Seu sofrimento fez desenvolver forte empatia na cantora, que passou a se dedicar a causas sociais. Ela também se tornou produtora, iniciando esse trabalho com a adaptação de uma obra sobre suicídio, “13 Reasons Why”, série lançada em 2017 na Netflix. O documentário “Selena Gomez: Minha Mente e Eu” foi dirigido por Alek Keshishian, que já dirigiu Selena Gomez no clipe “Hands to Myself” (2015), além de ter feito o célebre documentário “Na Cama com Madonna” (1991). Assista abaixo ao trailer do documentário. Caso esteja pensando ou conheça alguém pensando em suicídio, procure ajuda no CVV e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV (https://www.cvv.org.br/) funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.
James Gunn tornará filmes da DC “mais unificados”, diz CEO da Warner Bros. Discovery
O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, não poupou elogios ao cineasta James Gunn e ao produtor Peter Safran (ambos de “O Esquadrão Suicida”), contratados para comandar a divisão encarregada das adaptações dos quadrinhos da DC Comics na Warner Bros. Segundo ele, agora os filmes da DC terão uma coesão maior e serão mais unificados. “Passei muito tempo nos últimos meses com James e Peter”, disse Zaslav na última quinta (4/11) durante uma videochamada com investidores sobre o desempenho trimestral da WBD. “Eles têm uma visão e um projeto poderosos que conduzirão uma abordagem criativa mais unificada, que nos permitirá perceber o valor total de uma das marcas mais icônicas do mundo”. A dupla ficou responsável pela supervisão de todas as produções da DC de cinema, TV e animação. Eles substituem Walter Hamada, que deixou o cargo de chefe da DC Films há uma semana. Durante a ligação, Zaslav divulgou vários projetos da DC em andamento, incluindo a sequência de “Batman” (2022), estrelada por Robert Pattinson, e “Joker: Folie à Deux”, continuação de “Coringa” (2019), que ele disse que começa a ser rodado no próximo mês. Essa nova era na DC tem início meses depois que Zaslav tomou a controversa decisão de engavetar o filme da “Batgirl” para receber um abatimento em impostos. Por um tempo, houve a expectativa de que o filme do “Besouro Azul”, originalmente concebido para a HBO Max e depois programado para sair nos cinemas, também fosse limado. Mas esse não é o caso. Zaslav fez questão de falar sobre a produção, apontando que o cineasta Angel Manuel Soto (“Twelve”) dirigiu o primeiro filme da DC centrado em um herói latino. Vale apontar ainda que “Besouro Azul” é um dos muitos filmes da DC que já estavam sendo produzidos por Peter Safran. Zaslav também observou que Gunn é o único cineasta a dirigir filmes de sucesso tanto para a Marvel quanto para a DC (e, considerando a péssima experiência de Joss Whedon em “Liga da Justiça”, ele não está errado). Segundo o executivo, Gunn se tornou um diretor de primeira linha com os filmes “Guardiões da Galáxia” da Marvel e mantém um relacionamento próximo com o chefe da Marvel Studios, Kevin Feige, que Gunn disse ter sido a primeira pessoa a quem ele contou depois de conseguir o trabalho. O próprio Feige observou que ele seria o “primeiro da fila” para ver nos cinemas os projetos de Gunn na DC. A DC acaba de lançar “Adão Negro”, que arrecadou US$ 254,7 milhões globalmente. As próximas adaptações de quadrinhos programadas incluem “Shazam! Fúria dos Deuses” (que estreia em 17 de março de 2023), “The Flash” (23 de junho de 2023), “Besouro Azul” (18 de agosto de 2023), “Aquaman e o Reino Perdido” (25 de dezembro de 2023) e “Joker: Folie à Deux” (4 de outubro de 2024). Além disso, Gunn ainda tem projetos em andamento na Marvel, incluindo um especial de Natal dos “Guardiões da Galáxia”, que estreia em 25 de novembro na Disney+, e “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, previsto para maio de 2023. Apesar desses compromissos, Zaslav garantiu que ele e Safran já “estão trabalhando duro agora”, para dar início a uma nova fase no DCU (nova denominação do Universo da DC nas telas).












