5ª temporada de “Yellowstone” quebra recordes de audiência
A estreia da 5ª temporada da série “Yellowstone”, que aconteceu no domingo (13/11) nos EUA, quebrou recordes de audiência. Exibida no canal americano Paramount, a série acumulou 12,1 milhões de espectadores, marcando a maior audiência de estreia de uma série em 2022. A audiência ficou dividida da seguinte maneira: “Yellowstone” conquistou 8,8 milhões de espectadores em sua primeira exibição no canal pago Paramount (o que, por si só, já significa um aumento de 10% em relação à estreia da 4ª temporada). Esse número cresceu para 10,3 milhões de espectadores quando foram adicionados os dados de transmissões simultâneas em outros canais do grupo Paramount (CMT, TV Land e Pop) e fechou em 12,1 milhões após reprises no mesmo dia. Além disso, “Yellowstone” também registrou um crescimento de 52% entre adultos de 18 a 34 anos e uma classificação cumulativa de 5,6 pontos entre adultos de 18 a 49 anos. Primeira série semanal estrelada pelo ator Kevin Costner (“Robin Hood”, “Dança com Lobos”), que anteriormente só tinha feito a minissérie premiada “Hatfields & McCoys” (2012) para a TV, “Yellowstone” também foi a primeira atração televisiva criada pelo cineasta Taylor Sheridan, que foi indicado ao Oscar pelo roteiro de “A Qualquer Custo” (2016) e estreou como diretor com “Terra Selvagem” (2017), vencendo um prêmio no Festival de Cannes. Sheridan assina os roteiros, a produção e, eventualmente, a direção da atração, que aborda o mesmo universo de seus filmes premiados: o interior rural dos Estados Unidos, onde os homens ainda usam chapéus de cowboy, andam a cavalo (e helicóptero) e são rápidos no gatilho. Por sinal, o ator indígena Gil Birmingham, que trabalhou nos dois filmes citados de Sheridan, também está no elenco da série. Os demais atores confirmam a ambição cinematográfica da produção, com destaque para Wes Bentley (“Jogos Vorazes”), Kelly Reilly (“Britannia”), Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Liberdade”), Cole Hauser (“Transcendence: A Revolução”), Kelsey Asbille (“Terra Selvagem”), Dave Annable (série “Red Band Society”), Danny Huston (“Mulher-Maravilha”), Josh Lucas (“Mark Felt – O Homem que Derrubou a Casa Branca”), Gretchen Mol (“Boardwalk Empire”), Jill Hennessey (“Shots Fired”) e Patrick St. Esprit (“Velozes e Furiosos 8”), além de Josh Holloway (das séries “Colony” e “Lost”) a partir da 3ª temporada. Filmado em Utah e Montana, “Yellowstone” acompanha John Dutton (Costner), um cowboy moderno, proprietário da maior fazenda contígua dos Estados Unidos, que sofre constante pressão para diminuir suas fronteiras – por parte de desenvolvedores de terras e do governo – e enfrenta seus adversários num mundo violento e corrupto, que resolve seus problemas longe do olhar da mídia, onde envenenamento de poços d’água ou o sumiço de testemunhas não viram notícias. “Depois de quatro temporadas, a enorme base de audiência da série continua a impressionar com a estreia da última temporada, tornando-se a estreia televisiva mais assistida de 2022”, disse Ashwin Navin, CEO da empresa de análises de audiência Samba TV, em comunicado. “’Yellowstone’ continua a explorar as paixões de uma ampla faixa de espectadores em todo o meio-oeste americano famintos por gêneros com temas de Western que foram amplamente sub-representados na televisão nos últimos anos.” A estreia da 5ª temporada mostrou a posse de John Dutton (Costner) como governador de Montana, com sua filha Beth Dutton (Reilly) sendo promovida a chefe de gabinete e o filho Jamie Dutton (Bentley) colocando suas próprias ambições políticas de lado e se alinhando com o pai e a irmã. Além disso, em meio à ameaças da elite costeira aos fazendeiros da família Dutton, o filho mais novo Kayce Dutton (Grimes) e a esposa Monica (Asbille) sofrem sua própria tragédia familiar. A série, disponibilizada no Brasil pela plataforma Paramount+, faz tanto sucesso ganhou dois spin-offs: “1883”, focado na origem da família Dutton no Velho Oeste, já renovado para a 2ª temporada, e “1923”, estrelada por Harrison Ford e Helen Mirren, com estreia marcada para dezembro. Para completar, a estreia de “Yellowstone” foi acompanhada do lançamento de outra série criada pelo roteirista Taylor Sheridan, “Tulsa King”, estrelada por Sylvester Stallone, cuja audiência ainda não foi disponibilizada. Assista abaixo ao trailer da 5ª temporada de “Yellowstone”.
Diretor de “Crash – No Limite” é condenado a pagar US$ 10 milhões à vítima de estupro
O cineasta Paul Haggis (“Crash – No Limite”) foi condenado a pagar US$ 2,5 milhões em danos punitivos adicionais à Haleigh Breest, uma profissional de relações públicas que o acusou de abuso sexual. A condenação se soma ao valor de US$ 7,5 milhões concedidos na última quinta (10/11), quando foi originalmente condenado por estupro. Ao todo, o diretor precisará pagar US$ 10 milhões à vítima. Após a sentença, Haggis disse não ter dinheiro para cumprir a sentença e prometeu apelar da decisão do tribunal. “Hoje o júri soube o que os advogados da oposição sabem há anos, que eu gastei todo o dinheiro que tenho à minha disposição”, disse ele do lado de fora do tribunal. “Destruí meu plano de previdência. Eu vivi de empréstimos para pagar este caso em uma crença muito ingênua na justiça. Bem, agora vamos ver o que o tribunal de apelações dirá. Porque nós absolutamente apelaremos. Não posso viver com mentiras como esta. Vou morrer limpando meu nome.” Sua advogada, Priya Chuadhry, completou afirmando que “durante este julgamento, não tivemos permissão para dizer ao júri que o Sr. Haggis está basicamente sem um tostão, e agora o mundo sabe. E estamos ansiosos para limpar o nome dele”. A vítima, Haleigh Breest, não fez comentários fora do tribunal, mas posteriormente seus advogados divulgaram uma declaração. “Após a decisão de sexta-feira de responsabilizar o Sr. Haggis por suas ações, temos o prazer de ver o júri continuar a reconhecer os danos causados à nossa cliente, concedendo-lhe danos punitivos”, disseram os advogados. “A decisão deles envia uma mensagem poderosa de que o comportamento repreensível de Haggis não será tolerado de forma alguma. Estamos orgulhosos de nossa cliente, Haleigh Breest, pela coragem que ela demonstrou ao apresentar este caso e compartilhar publicamente a verdade do que aconteceu com ela. Esperamos que a decisão do júri aqui estabeleça um precedente sobre como outros casos do movimento #MeToo serão decididos daqui para frente.” O julgamento tratou de uma agressão sexual cometida no início de 2013, quando Breest trabalhava assessorando estreias de filmes. Depois de uma festa após a exibição de um filme, Haggis lhe ofereceu uma carona para casa e a convidou para seu apartamento em Nova York para tomar uma bebida. Uma vez dentro do apartamento, Haggis a submeteu a avanços indesejados e, por fim, a obrigou a fazer sexo oral e a estuprou, apesar das súplicas dela pedindo para ele parar. Em sua defesa, Haggis disse que Breest era paqueradora e, embora às vezes seus desejos parecessem “conflitantes”, ela iniciou os beijos e o sexo oral de maneira consensual. Ele disse que não conseguia se lembrar se eles tiveram relações sexuais. Os jurados ficaram do lado de Breest, que disse que sofreu consequências psicológicas e profissionais após seu encontro com Haggis. “Achei que ia pegar carona para casa. Eu concordei em tomar uma bebida. O que aconteceu nunca deveria ter acontecido. Não tinha nada a ver comigo, e tudo a ver com ele e suas ações”, disse ela aos jurados. Outras quatro mulheres também testemunharam que sofreram avanços forçados e indesejados – e, em um caso, estupro – de Haggis em diferentes ocasiões, desde 1996. Nenhuma das quatro entrou com uma ação legal como Breest. “Seu comportamento me mostrou que ele era alguém que nunca iria parar”, testemunhou uma mulher, dizendo que Haggis tentou beijá-la diversas vezes contra sua vontade e até a seguiu para dentro de um táxi e ao seu apartamento em Toronto em 2015. Os advogados do diretor tentaram atacar a credibilidade das acusadoras. Haggis negou todas as acusações e disse aos jurados que as acusações o deixaram abalado. “Estou com medo porque não sei por que essas mulheres – ou por que alguém – mentiriam sobre coisas assim”, disse ele. E sua defesa apresentou aos jurados várias outras mulheres – incluindo sua ex-esposa, a atriz Deborah Rennard – que disseram que Haggis as respeitavam quando elas rejeitavam suas propostas românticas ou sexuais. Durante as três semanas de depoimentos, o julgamento examinou mensagens de texto que Breest enviou a amigos sobre o que aconteceu com Haggis, além de e-mails trocados entre eles antes e depois da noite em questão, e apontou algumas diferenças entre os testemunhos diante do júri e o que registraram os primeiros documentos do tribunal. Além disso, os jurados ouviram extensos testemunhos sobre a Igreja da Cientologia, a religião fundada pelo autor de ficção científica e fantasia L. Ron Hubbard na década de 1950. Haggis foi um adepto da religião por décadas antes de renunciar publicamente e denunciar a Cientologia em 2009. Por meio do testemunho de Haggis e outros ex-membros da Cientologia, sua defesa argumentou que a igreja pretendia desacreditá-lo e poderia ter algo a ver com o processo. Nenhuma testemunha disse que sabia que as acusadoras de Haggis ou os advogados de Breest tinham quaisquer ligações com a Cientologia, e a própria defesa de Haggis reconheceu que Breest não estava envolvida com a religião. Ainda assim, a advogada de Haggis, Priya Chaudhry, procurou persuadir os jurados de que há “pegadas, embora talvez não as impressões digitais, do envolvimento da Cientologia aqui”. Os advogados de Breest chamaram essa linha de defesa de “uma teoria da conspiração vergonhosa e sem respaldo”. O veredicto saiu em meio a outros casos de abuso sexual envolvendo a indústria do entretenimento. Recentemente, outro júri decidiu que Kevin Spacey não abusou sexualmente do ator e então adolescente Anthony Rapp em 1986. Enquanto isso, o ator Danny Masterson e o ex-produtor Harvey Weinstein estão sendo julgados, separadamente, por acusações criminais de estupro em Los Angeles. Ambos negam as acusações, e Weinstein também está apelando de uma condenação em Nova York. Todos os quatro casos foram gerados pelo movimento #MeToo, que revelou os comportamentos abusivos de pessoas poderosas de Hollywood. Breest, em particular, disse que decidiu processar Haggis porque as manifestações públicas que ele fez contra Weinstein a enfureceram: “Esse homem me estuprou e estava se apresentando como um defensor das mulheres para o mundo”, lembrou ela. Além de ter vencido o Oscar de Melhor Filme por “Crash – No Limite” (2004), Haggis também foi responsável pelos roteiros de “Menina de Ouro” (2004), pelo qual foi indicado ao Oscar, “A Conquista da Honra” (2006) e “007: Cassino Royale” (2006), entre muitos outros. Ele também dirigiu os filmes “No Vale das Sombras” (2007), “72 Horas” (2010) e “Terceira Pessoa” (2013) e a minissérie “Show Me a Hero” (2015).
Casamento de Dani Calabresa tem cachorro de black tie e show de Luan Santana
A comediante Dani Calabresa e o publicitário Richard Neumann se casaram na segunda-feira (14/11) numa casa de festas em São Paulo, que foi transformada em palco de show repleto de famosos. A noiva subiu ao altar, montado na própria casa de festas, acompanhada do pai, ao som de marcha nupcial e usando uma grinalda de 3,5 metros de comprimento – inspirado em Princesas da Disney. Além disso, a cerimônia teve direito à participação do cachorro do casal, Pingo, que usou um “black tie canino” para acompanhar o matrimônio. O casal saiu do altar ao som da música “Firework”, de Katy Perry, a cantora preferida de Dani, que cantou e pulou diante dos convidados. Já a festa após a troca de alianças teve show de Luan Santana e de Tiago Abravanel, um dos melhores amigos da humorista. A noiva trocou de roupa para participar da celebração e fez diversas coreografias ao lado do bailarino e influenciador Justin Neto. Dani e Richard se conheceram em dezembro de 2019 e logo começaram a ficar. Eles aproveitaram o isolamento da pandemia para namorar distantes da atenção da mídia, vivendo praticamente um casamento desde o começo do relacionamento. Agora, virou um casamento oficial.
Deolane diz que recebe “fichas” da produção de “A Fazenda”
Deolane Bezerra revelou, numa conversa com seus aliados na cozinha de “A Fazenda”, que recebe fichas da produção do reality show da Record TV. A conversa era sobre os avisos sonoros da produção e Ellen Cardoso, a Morango, comentava que se assustava com os alarmes. Foi então que Deolane revelou: “Eu tenho medo quando eles mandam ali no closet ver uma ficha… Eu fico com o c* na mão”, contou. Então, Pétala Barreiros quis saber: “Que eles te mandaram hoje?”. Imediatamente, a edição mudou a imagem para impedir o público de descobrir o segredo. Esta revelação se soma a muitas outras sobre a suposta influência da advogada nos bastidores da produção. ? #AFazenda pic.twitter.com/CUI1tZDeLj — Dantas (@Dantinhas) November 15, 2022
Record TV protege Deolane e esconde ataque a Pelé em “A Fazenda”
A edição exibida na noite de segunda (14/11) de “A Fazenda 14” escancarou a proteção da Record TV à Deolane Bezerra e, por extensão, Bia Miranda. A “doutora” e a neta de Gretchen fizeram Pelé Milflows chorar durante uma dinâmica de jogo da discórdia, que causou revolta entre os espectadores que acompanharam pelo PlayPlus, plataforma de streaming da emissora. Mas o programa não mostrou isso. Embora Deolane tenha “brilhado” na edição com um show de prepotência e estupidez, nenhum instante da grande polêmica da noite foi exibido na TV. O ataque monstruoso, que causou comoção até entre André Marinho e Ellen Cardoso, a Morango, aliadas de Deolane, foi simplesmente ignorado e escondido. Dessa forma, Pelé foi duplamente atacado, por Deolane e pela produção. Sem exibir o baixo nível da advogada e de Bia Miranda, a edição mostrou apenas Pelé cercado pelo grupo de aliados, que o abraçava enquanto ele chorava no quarto, bem depois da dinâmica e sem explicar o contexto. Pior que isso, os produtores editaram essa cena com uma fala de Deolane chamando essa reação do grupo B de hipócrita. Isso mesmo. A edição impediu o público da Record TV de ver cenas que, num BBB da vida, renderiam cancelamento automático em Deolane Bezerra por 10 reencarnações. Cenas que fariam Karol Conká parecer um anjo. Tudo começou com Bia Miranda acusando Pelé de tentar intimidar Deolane usando um fato sobre a sua vida. “Você falou que era traficante, não foi para contar sua história, foi para colocar medo na Deolane. Então, você vira homem e seja você mesmo sem uma arma na mão”, bateu a neta de Gretchen. A advogada aproveitou a oportunidade para alimentar preconceito contra o rapper: “Você tem um olhar maldoso, tentou me intimidar”. Falando alto, ela tentou impedir Pelé de rebater. “Eu só falei que não ia ter medo de você, porque você ameaça todo mundo”, disse o rapaz. “Você só mente, eu quero que você se f*da”, seguiu ela, apontando o dedo na cara dele. Respondendo à Bia, Pelé comentou: “Isso não é mérito pra mim. Sabe porque eu passei por esse momento na minha vida? Porque eu fui expulso da minha casa com 15 anos. Eu dormi na rua e estava com fome, eu precisei fazer aquilo”, contou. “Há três meses atrás, antes de eu tá aqui, não tava fazendo show, não tinha dinheiro nenhum. Eu tive que fazer um corre para o meu filho poder comer. Eu sinceramente não uso isso pra me achar, não. Se eu fiz o bagulho, foi porque eu tive necessidade”, explicou emocionado, com a voz embargada e limpando o choro do olho – que Deolane diz ser maldoso. Sem piedade, Deolane avançou com verdadeira maldade sim para acusar o peão de se vitimizar. “Você quer dar uma de vítima da sociedade”, disse, gritando. Pelé também foi atacado por Pétala Barreiros, aliada de Deolane na casa, que o chamou de “Truta”, gíria usada para parceiro de crime ou de cela. “Truta? Não, não, não”, reagiu Pelé, sentindo-se humilhado. A edição só mostrou o ataque de Pétala, não a reação de Pelé, como se fosse normal uma mulher branca e rica chamar alguém, especialmente um negro pobre, de “truta”. Após a dinâmica, Pelé foi abraçado pelos aliados e tentou se explicar, entre lágrimas a acusação de Bia: “Eu não tentei coagir ninguém. Eu só soltei aquilo em um momento de briga”. O cantor, então, disse: “Eu não preciso ficar me vitimizando, porque eu não sou esse tipo de pessoa. São nove anos da minha vida me virando sozinho e dando o sangue para ser uma pessoa melhor”. Ele detalhou que precisou levantar dinheiro porque não ganhou nada com seus discos. “A [gravadora] 1Kilo fez muito sucesso, gerou milhões de reais. Sabe quanto eu peguei desse dinheiro? Nada. Eu não recebi de nenhuma música. Eu não recebi nada de streaming, de roupa que vendeu, de boné que vendeu, de outras marcas que entraram junto. Eu nunca ganhei um real. Eu tive que dar a volta por cima várias vezes na minha vida. Então eu só queria tentar explicar pra vocês que eu não quis coagir ninguém”, afirmou. Detalhe: Pelé não foi só único que afirmou não ter recebido da 1Kilo. Os músicos Xamã, Knust e Pedro Bavieira também comentaram no Instagram que não foram remunerados por seus lançamentos na gravadora. No desabafo, Pelé ainda se disse preocupado com o que seu empresário ia achar do que aconteceu e, principalmente, lamentava sua sogra ouvir sobre tráfico. “Tenho medo de decepcionar”, disse, chorando. “Eu não queria que meu filho, daqui a dez anos, entrasse na internet e visse esse momento. Eu não queria que meu irmão, de dez anos de idade, soubesse que eu fiz essas coisas”, acrescentou. As falas de Pelé emocionaram os colegas. Mais tarde, Bárbara Borges, a Babi, revelou para Iran Malfitano que tinha desistido de querer vencer “A Fazenda” e passado a torcer para Pelé ganhar o programa. Até integrantes do grupo de Deolane, como André Marinho e Ellen Cardoso, a Morango, sentiram o baque da agressividade das aliadas. Ambos são pretos como Pelé. Entretanto, a edição distorceu até o sentimento de André. Embora tenha mostrado ele chorando no quarto, a versão televisiva escondeu que isso aconteceu enquanto ele ouvia Pelé, numa montagem que sugeriu ser consequência de um discurso de Deolane reclamando dele para as aliadas. Os produtores manipularam até esta situação. A Record TV só não conseguiu censurar as redes sociais, onda a maioria dos comentários condenou a crueldade de Deolane, Bia e Pétala contra o concorrente. “Engraçado! A Deolane estufa o peito para dizer ‘a favela venceu’, mas na 1° oportunidade desmerece a história do Pelé e o chama de vítima. Depois dizem que a Babi tá errada. Esses fãs da Deolane não se enxergam mesmo”, comentou uma pessoa. “Karol Conká foi cancelada por MUITO MENOS do que essa Deolane, Pétala e Bia fazem nessa ‘A Fazenda’. Deolane faz ameaças pesadas diariamente se alguém vai contra, pega a história da pessoa e usa isso contra para humilhar e deixar a pessoa sem chão”, escreveu outra. “Karol Conká por muito menos foi cancelada e saiu com a mais alta rejeição do reality! Ah, me esqueci, BBB é outro nível e vocês não estão preparados pra essa conversa. E mais, se a dôtora fosse preta, todos já a estariam cancelando aqui fora!”, escancarou mais um. Veja abaixo o que Record TV tentou esconder do público. 🚨 SE ACHOU A GOSTOSA! Deolane afirma que Pele olha pra ela com olhar de maldade, que ele fica olhando muito pra ela #AFazenda pic.twitter.com/TvHqxzrfIS — FOFOCAS – #AFazenda14 (@atencaofofocas) November 13, 2022 Bia x Pelé #AFazendapic.twitter.com/zJS1js7h0R — Central Reality (@centralreality) November 14, 2022 Pelé se emocionou ao falar do passado dele, que foi expulso de casa e precisou fazer os corres. Bia disse que também foi expulsa e que foi trabalhar. Deolane diz que Pelé fica querendo dar uma de vítima da sociedade. #AFazenda pic.twitter.com/FDfffOZWjP — Dantas (@Dantinhas) November 14, 2022 🚨LARGOU A IGREJA E SE JOGOU NO MUNDO! Petela tentando intimidar o Pele usando gírias de quebrada #AFazenda pic.twitter.com/Dx5X68ZUGO — FOFOCAS – #AFazenda14 (@atencaofofocas) November 14, 2022 Vocês jamais vai nos decepcionar Pelé, temos orgulho de toda a sua história e trajetória, aguente firme! 👊🏿❤️ #AFazenda pic.twitter.com/EOeQmPUzHu — Pelé MilFlows 💥 (@MilFlows) November 14, 2022 Pelé está muito mal após Deolane usar o passado dele novamente na dinâmica pra dizer que ele tentou intimidar. “O que essa mulher está fazendo comigo é um absurdo.” #AFazenda pic.twitter.com/H7mNR3295P — Dantas (@Dantinhas) November 14, 2022 🚨 URGENTE! Após dinâmica, Pele cai no choro contando m que Deolane distorceu toda sua histórias vida e André lá no fundo ouvindo tudo, também cai no choro. #AFazenda pic.twitter.com/NVhud6fEvx — FOFOCAS – #AFazenda14 (@atencaofofocas) November 14, 2022 Morango dizendo que ficou triste hoje ao ouvir a história de vida do Pelé e que a melhor coisa é não expor sua vida pessoal lá dentro pq AS PESSOAS USAM ISSO contra você. Ué? #AFazenda pic.twitter.com/YqeF1SvMms — Dantas (@Dantinhas) November 14, 2022
Curta de Bárbara Paz é selecionado para mostra internacional
O novo filme de Bárbara Paz, o curta “Ato”, foi selecionado para o Les Nuits en Or, mostra internacional concebida pela Academia Francesa de Cinema. O evento promove os curtas-metragens premiados pelas Academias de cinema de todo o mundo e será realizado em 2023 em diversas cidades. “Ato” ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, entregue pela Academia Brasileira de Cinema neste ano, na categoria melhor curta-metragem de ficção. O filme é o terceiro curta de Barbara Paz, que estreou como diretora de longa-metragem em 2021, com o documentário “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”. Após ser premiado no Festival de Veneza, “Babenco” foi o representante do Brasil em busca de uma vaga no Oscar 2022. Veja abaixo o trailer oficial de “Ato”.
Robert Downey Jr. revela documentário emocionante sobre seu pai
A Netflix divulgou o trailer do documentário “Sr.”, que retrata a vida do cineasta Robert Downey, pai do ator Robert Downey Jr. O vídeo destaca trechos emocionantes da convivência entre pai e filho, e traz o intérprete do Homem de Ferro como condutor da narrativa. Foi dele a ideia de realizar o filme, registrando os últimos meses de vida de seu pai em conversas sobre suas realizações, família e lutas. Segundo a sinopse, o longa “é um retrato amorosamente irreverente da vida e carreira do cineasta independente Robert Downey que rapidamente se transforma em uma meditação sobre arte, mortalidade e disfunção geracional de cura”. O filme tem direção de Chris Smith, produtor de “A Máfia dos Tigres” e diretor de “Fyre Festival: Fiasco no Caribe”, e chega na Netflix em 2 de dezembro. O cineasta Robert Downey morreu em julho de 2021. Ele tinha 85 anos e sofria do Mal de Parkinson há pelo menos 5 anos. O diretor ficou conhecido nos anos 1960 por ser um dos cineastas mais identificados com o movimento contracultural dos EUA, que explorava em suas obras. Essa fase rendeu pelo menos um filme cultuadíssimo, “Putney Swope”, de 1969, que contrastou o movimento dos direitos civis com a indústria da publicidade. Seu filho famoso atuou em vários de seus filmes. De fato, o futuro Homem de Ferro estreou como ator na comédia “Pound” (1970), atuando para seu pai com cinco anos de idade. Robert Downey também foi ator e participou de filmes como “Boogie Nights” (1997) e “Magnolia” (1999), ambos de Paul Thomas Anderson. Sua última aparição nas telas foi como convidado do humorístico “Saturday Night Live” em 2015. Como suas obras foram realmente independentes, nunca receberam muita atenção do mercado e jamais saíram do circuito dos iniciados – seus principais títulos são inéditos no Brasil e em vários países do mundo. Por conta disso, sua ousadia acabou esquecida. Mais que isso, é até desconhecida entre as novas gerações, que se referem a ele apenas como o pai de Robert Downey Jr.
Margot Robbie diz que Disney desistiu de fazer “Piratas do Caribe” com ela
A atriz Margot Robbie (“O Esquadrão Suicida”) revelou que a versão feminina do filme “Piratas do Caribe”, que ele deveria estrelar, não deve mais acontecer. O projeto foi anunciado em 2020 e, desde então, não houve mais notícias sobre a produção. “Tínhamos uma ideia, e estávamos desenvolvendo ela há algum tempo, por anos. Seria uma história liderada por mulheres, num tipo diferente do que é visto na franquia, o que achamos que seria muito legal. Mas acho que eles (os produtores da Disney) não querem fazer isso”, ela lamentou, em entrevista à revista americana Vanity Fair. O projeto estava sendo escrito pela roteirista Christina Hodson, que trabalhou com Robbie em “Aves de Rapina” (2020). O novo filme não teria presença de Jack Sparrow, o personagem de Johnny Depp, mas se passaria no mesmo universo do pirata, acrescentando personagens novos. Uma das sagas cinematográficas mais lucrativas de todos os tempos, os cinco filmes estrelados por Depp arrecadaram mais de US$ 4,5 bilhões em todo o mundo. Mas os mais recentes faturaram menos que a trilogia original. O último, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”, rendeu “apenas” US$ 795 milhões e muita confusão de bastidores com o ator, incentivando planos da Disney para relançar a franquia com novos personagens. Christina Hodson também escreveu o roteiro de “Batgirl”, que teve a produção cancelada na véspera da conclusão de suas filmagens, e no filme do super-herói The Flash, que tem estreia prevista para junho de 2023. Já Margot Robbie está no elenco de “Babilônia”, ao lado de Brad Pitt, que estreia em janeiro, e no filme da “Barbie”, previsto para julho de 2023.
Cassia Kis denuncia atores de “Travessia” por assédio moral
Acusada de cometer assédio moral contra colegas, Cassia Kis também resolver denunciar integrantes do elenco de “Travessia” com as mesmas queixas junto ao departamento de compliance da Globo. A denúncia da atriz foi feita no final da semana passada, aproveitando o gancho de um texto que ela foi convidada a publicar no jornal Folha de S. Paulo. Segundo informações do Na Telinha, Cássia citou nomes e situações que a fizeram sentir-se discriminada, como colegas que saem do camarim cada vez que ela entra para trabalhar e dificuldades para ensaiar com o elenco. Os atores estariam se recusando a passar o texto com a intérprete de Cidália, alegando constrangimento pelas atitudes dela. Eles a denunciaram há duas semanas por intolerância política, religiosa e homofobia. A atriz ainda teria afirmado que sofre zombarias por defender Jair Bolsonaro. Entre outros apelidos, ela se tornou conhecida como Perpétua nos bastidores da Globo, numa referência à personagem de Joana Fomm, em Tieta (1989). Na novela clássica, a vilã era uma beata reacionária que defendia valores ultrapassados, embora ela própria não se comportasse assim. A Globo não parece interessada em tomar nenhuma posição nessa confusão, apesar de Cassia Kis ter sido denunciada mais de uma vez ao compliance e por membros de diferentes núcleos criativos, seja por atores, funcionários dos bastidores e até por jornalistas da empresa. Ela pediu boicote nas redes sociais à profissionais da imprensa da Globo, como Natuza Nery, Andréia Sadi, Flavia Oliveira e até mesmo William Bonner. A percepção da Globo, aparentemente, é que a atriz radicaliza de caso pensado para conseguir uma demissão e se dizer perseguida e injustiçada, mirando um processo milionário na Justiça. Com isso, a tendência é que ela fique até o fim da novela e nunca mais seja contratada na empresa. A atitude da atriz, por sinal, está sendo decisiva na ideia da emissora de encurtar a duração de “Travessia”, que está longe de ser um sucesso de audiência.
Luiz Fernando Guimarães detalha luta contra alcoolismo em autobiografia
O comediante Luiz Fernando Guimarães está lançando sua autobiografia, “Eu Sou uma Série de 11 Capítulos”, em que relata sua longa luta contra as drogas. O astro que divertiu o Brasil em “Os Normais”, “Minha Nada Mole Vida” e várias outras produções calcula ter perdido três anos da sua existência – e quatro carros – por conta do alcoolismo. A bebida o separou de amigos e o deixou com “uma vida abandonada”. Ele passou até por uma internação forçada em uma clínica, sem que conseguisse parar de beber. A solução foi demorada e veio com a ajuda de muita terapia, mas ele diz ter conseguido controlar sua doença, que considera hereditária. “Bebia para me sentir extrovertido. Foi o meu atual terapeuta que me ajudou a sair do poço. A gente sempre precisa de um reforço, de um Corpo de Bombeiros, de uma ambulância emocional. Quando a gente está no fundo do problema, não vê nada, porque é muita parede. Fica procurando salvação, mas não tem um caminho”, contou em entrevista ao jornal O Globo. A luta do ator de 72 anos contra o alcoolismo é apenas um dos temas abordados em “Eu Sou uma Série de 11 Capítulos”. Nas páginas da publicação da Globo Livros, ele também trata de sua descoberta do teatro, seu relacionamento de 25 anos com o marido, Adriano, e a emoção de virar pai ao adotar duas crianças, além de histórias de seus muitos amigos famosos. Relata “viagens psicodélicas” com Ney Matogrosso, festas com Evandro Mesquita e conversas no WhatsApp com Fernanda Montenegro, por exemplo. “Fernandona é tão divertida, no Whats ela fala ao mesmo tempo que pensa. Às vezes, eu mesmo não acredito que é ela falando ali. Eu mostro para os meus amigos: ‘Não pode ser!’. Ela me diz: ‘Aqui é Fernanda mesmo… a Mãe'”, contou ele. Atualmente em pré-venda, o livro só será lançado em 24 de novembro.
“Pantera Negra 2” domina bilheterias do Brasil
A estreia de “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” arrecadou cerca de R$ 29,5 milhões e registrou público de 1,36 milhão de pessoas no fim de semana no Brasil, segundo dados da Comscore. Foi um domínio completo, que refletiu sua distribuição nos cinemas. O filme estreou em 2,1 mil salas, de um total de cerca de 3,2 mil telas disponíveis em todo o país. Com isso, outros títulos tiveram que sair de cartaz ou ter sua presença diminuída para dar espaço à produção da Marvel. O resultado pode ser observado no resto do ranking. Após liderar por três semanas consecutivas, “Adão Negro” ficou com o 2º lugar entre os mais vistos, com R$ 3,7 milhões entre quinta e domingo (13/11). O valor equivale a 12,5% do que faturou a continuação de “Pantera Negra” (2018). Em 3º lugar, o terror “A Luz do Demônio” fez apenas R$ 981,6 mil, 3% da renda da produção da Disney/Marvel. No total, os cinemas faturaram aproximadamente R$ 36,2 milhões neste final de semana, com 1,7 milhão de pessoas pagando ingressos nas salas nacionais. São os melhores números desde setembro. Veja abaixo os trailers das cinco maiores bilheterias do Brasil. 1 | PANTERA NEGRA: WAKANDA PARA SEMPRE | 2 | ADÃO NEGRO | 3 | A LUZ DO DEMÔNIO | 4 | LILO, LILO CROCODILO | 5 | ONE PIECE FILM: RED |
Christina Applegate celebra estrela na Calçada da Fama após esclerose múltipla
A atriz Christina Applegate foi homenageada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood nesta segunda (14/11). O evento marcou a primeira aparição pública da atriz desde que ela anunciou que sofre esclerose múltipla, em 2021. Applegate deveria ter recebido a homenagem em 2020, mas a pandemia atrasou a cerimônia. Ela fez o anúncio do seu diagnóstico de esclerose múltipla por meio de uma postagem no Twitter, enquanto filmava a 3ª e última temporada da série “Disque Amiga para Matar”. A cerimônia também contou com a participação de Katey Sagal e David Faustino, que trabalharam com Applegate na série “Um Amor de Família” (Married… with Children), a produção que revelou seu talento cômico. “Você não está sozinha. Estamos todos aqui”, disse Sagal, que viveu sua mãe na série clássica dos anos 1980, enquanto tentava conter a emoção. A atriz Linda Cardellini e a roteirista-produtora Liz Feldman, ambas de “Disque Amiga para Matar”, o trabalho mais recente de Applegate, também estavam presentes. Afetada pela doença, a atriz subiu ao pódio com o auxílio de Sagal, que ficou ao lado dela durante seu discurso. Applegate chorou ao falar da sua filha, à quem ela agradeceu pelo apoio. “A pessoa mais importante deste mundo é minha filha”, disse. “Você é tão linda e gentil e inteligente e interessante. Sou abençoada todos os dias por acordar e levar você para a escola… obrigada por me apoiar em tudo isso.” Applegate também agradeceu aos seu fãs, dizendo “eu amo muito todos vocês”. Numa entrevista ao site Variety antes da cerimônia, Applegate disse que filmar a temporada final de “Disque Amiga para Matar” enquanto lutava contra a esclerose múltipla foi “difícil como você imagina que seria”. A atriz contou que precisou usar uma cadeira de rodas para chegar ao set. “Fui diagnosticada enquanto estávamos trabalhando”, disse Applegate. “Eu tive que ligar para todo mundo e dizer: ‘Eu tenho esclerose múltipla. Tipo, que p*rra é essa!’ E então tiver que aprender – todos nós aprendemos – o que eu seria capaz de fazer.” A 3ª temporada de “Disque Amiga para Matar” estreia em 17 de novembro na Netflix e será o primeiro novo projeto de Applegate lançado após seu anúncio sobre a doença. “As pessoas vão me ver pela primeira vez como uma pessoa com deficiência, e é muito difícil”, disse Applegate, referindo-se às suas futuras aparições públicas, que devem incluir a première da série em 15 de novembro. Porém, Applegate já vem preparando o seu público para isso. No mês passado, ela postou uma foto das diferentes bengalas que ela estava pensando em usar nos tapetes vermelhos. “As bengalas agora fazem parte do meu novo normal”, escreveu Applegate na época. Assista à cerimônia completa da Calçada da Fama abaixo.
Autor de “Gomorra” é processado pela Primeira-Ministra da Itália
O escritor e roteirista italiano Roberto Saviano (“Gomorra”) foi processado por difamação pela primeira-ministra de extrema-direita da Itália, Giorgia Meloni. O julgamento de Saviano começa nesta terça (15/11) em Roma. Meloni está processando Saviano por comentários que ele fez no programa de atualidades “Piazza Pulita”, em dezembro de 2020, durante uma discussão sobre a questão dos imigrantes. Falando sobre os africanos que chegavam às costas italianas em pequenos barcos ou como resgatados de naufrágios no mar, Saviano se referiu a Meloni como uma “bastarda” por sua postura linha-dura e anti-imigrante. Na época dos comentários de Saviano em 2020, a imagem de uma criança de seis meses, que morreu afogada depois que o bote onde ela viajava virou, tinha causado comoção na Itália. A criança estava entre seis pessoas que morreram naquela noite. No mesmo ano, o número total de pessoas que morreram tentando cruzar o Mediterrâneo superou as 1800 vítimas. No período que antecedeu a tragédia, Meloni e o líder do partido nacionalista Lega, Matteo Salvini criticaram os navios que patrulhavam o Mediterrâneo para resgatar pessoas em perigo de vida no mar, referindo-se a estes navios como ‘táxis migrantes’ e dizendo que deveriam ser sequestrados e afundados. Ou seja, que as pessoas deveriam morrer afogadas sem a ajuda de salvadores benevolentes. Falando sobre a criança morta e sua mãe, Saviano desabafou: “Você se lembra de toda aquela bobagem que foi dita sobre as ONGs, sobre elas serem ‘táxis marítimos’, ‘cruzeiros’. Tudo o que vem à mente são bastardos. Para Meloni, para Salvini, bastardos, como vocês puderam? Como foi possível descrever toda essa dor assim?” Saviano não voltou atrás nos seus comentários e continuou a fazer duras críticas a Meloni e a seu novo governo, condenando recentemente suas políticas de imigração, e a promulgação de uma lei que coloca em vigor sentenças de prisão de até seis anos para organizadores de raves ilegais. O juiz encarregado do processo decidiu que o “epíteto bastardo” havia ido “além dos direitos da crítica política”, e por isso colocou o caso em julgamento. O julgamento é visto como um teste para a liberdade de expressão italiana e o uso crescente de acusações de difamação por parte do governo como uma forma de censurar a imprensa. Em uma entrevista recente à Radio Capital, de Roma, Saviano revelou que Salvino e o novo ministro da Cultura, Gennaro Sangiuliano, também apresentaram queixas de difamação contra ele. Ele sugeriu que eles estavam mirando nele para alertar outros jornalistas que queriam criticar membros de seu governo e seus partidos de coalizão. “Eram todas queixas por difamação, relacionadas a mim expressando minhas críticas muito duras a eles. Eles estão me batendo para passar a mensagem aos meus colegas e, acima de tudo, para manipular, para fazer parecer que uma crítica dura e feroz a um político pode ser tomada no mesmo contexto de um comentário que você faz a um cidadão comum”, disse ele. “Há outro mecanismo oculto em jogo aqui, que é: ‘se você me critica, está indo contra a própria democracia porque é o voto que me permite fazer o que faço. Então, seu comportamento é ilegítimo’. Isso é muito perigoso porque a democracia não se baseia exclusivamente no voto, que é um segmento fundamental e fundador da democracia, mas se baseia sobretudo no respeito à crítica”, continuou ele. A associação de escritores Pen International publicou uma carta aberta online e no jornal italiano La Stampa pedindo que Meloni retire as acusações. “Como primeira-ministra da Itália, prosseguir com seu caso contra ele enviaria uma mensagem assustadora a todos os jornalistas e escritores do país, que podem não se atrever a falar por medo de represálias”, escreveu o presidente da Pen International, Burhan Sonmez. “Saviano não está sozinho. Estamos com ele e continuaremos a fazer campanha até que todas as acusações criminais de difamação contra ele sejam retiradas e seu direito de expressar pacificamente suas opiniões seja protegido de uma vez por todas”, completou ele. Saviano é conhecido internacionalmente por seu trabalho investigativo exposto no livro “Gomorra” (2006), que narrou a história da organização criminosa italiana Camorra. O livro causou a ira dos chefes do crime e gerou inúmeras ameaças de morte contra o autor, que precisou de proteção policial. A obra foi adaptada para o cinema em 2008, com roteiro escrito pelo próprio Saviano e direção do cineasta Matteo Garrone. O filme venceu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes. O livro ainda deu origem à série “Gomorra”, criada por Saviano e que durou seis temporadas.












