
Lista destaca os principais lançamentos do mês com destaques da HBO Max, Netflix, Apple TV, Prime Video e Globoplay
A relação dos melhores lançamentos do mês coloca em perspectiva as principais séries recentes disponibilizadas em streaming, apontando opções para maratonar em casa. A lista contempla desde atrações consagradas em temporadas inéditas até estreias que valem a pena começar a acompanhar. Confira a seleção de agosto.
📺 LANTERNAS | HBO Max
A série do DC Studios é uma das melhores adaptações de quadrinhos recentes, focada na Tropa dos Lanternas Verdes, força policial intergaláctica cujos agentes recebem anéis capazes de transformar força de vontade em construções de energia. Hal Jordan (Kyle Chandler, de “Friday Night Lights”) é um veterano perto do fim da carreira e recebe a missão de treinar John Stewart (Aaron Pierre, “Rebel Ridge”), ex-fuzileiro escolhido para se tornar seu possível substituto. Dois meses depois, John ainda tenta dominar os poderes enquanto enfrenta a resistência de um mentor pouco disposto a admitir que sua época pode estar terminando.
A investigação começa em 2016, após um assassinato na pequena Rushville, em Nebraska. Hal já observava a região e acredita que o crime tem origem extraterrestre, embora a xerife Kerry (Kelly Macdonald, “Boardwalk Empire”) não encontre qualquer evidência que sustente sua suspeita. Obrigado a levar John consigo, ele transforma o caso também numa etapa do treinamento. As pistas conduzem os dois para além de um homicídio local e revelam a presença dos Caçadores Cósmicos (Manhunters), antigos inimigos da Tropa capazes de se infiltrar entre os humanos, enquanto a desconfiança passa a atingir praticamente todos ao redor da dupla.
A história também avança até 2026, quando as consequências daquela investigação formam um 2º mistério e conectam a série ao restante do novo universo da DC. Nathan Fillion reaparece como Guy Gardner após “Superman”, enquanto Sinestro (Ulrich Thomsen), antigo Lanterna Verde que se tornou adversário de Hal, surge encarcerado e ligado ao passado do protagonista. Criada por Chris Mundy (“Ozark”), Damon Lindelof (“Watchmen”) e o roteirista de quadrinhos Tom King, a produção de oito episódios troca a estrutura tradicional de aventura espacial por um policial investigativo terrestre, ao estilo de “True Detective”, mas sem abandonar a dimensão espacial da mitologia dos Lanternas.
📺 MINHA CARREIRA BRILHANTE | Netflix
A série australiana adapta o romance semiautobiográfico escrito por Miles Franklin ainda adolescente em 1901. Ambientada na Austrália da virada do século 20, a história acompanha Sybylla Melvyn (Philippa Northeast, de “Territory”), jovem criada no interior que rejeita o futuro planejado pela família com planos de se tornar escritora. Enviada para conviver com a avó, Mrs. Bossier (Anna Chancellor, “Minha Lady Jane”), ela passa de uma vida rural marcada por dificuldades financeiras para um ambiente abastado, onde casamento aparece como o caminho esperado para garantir sua posição social.
Sybylla acredita que independência e vida criativa são incompatíveis com esse destino, mas sua convicção é testada quando ela conhece Harry (Christopher Chung, de “Slow Horses”), um proprietário de terras por quem se apaixona. A possibilidade de casamento deixa de representar apenas a submissão às expectativas familiares e passa a competir de fato com a vida independente que ela imaginava. Ao mesmo tempo, Frank (Jake Dunn, de “Renegade Nell”), trabalhador da propriedade da avó, insiste em cortejá-la. O conflito não está apenas em escolher entre homens, mas em decidir quanto Sybylla está disposta a abrir mão para escrever e viver segundo suas próprias escolhas.
Liz Doran (“Please Like Me”) desenvolveu a adaptação de seis episódios que revisita a obra, ainda hoje lembrada pela adaptação cinematográfica dirigida por Gillian Armstrong em 1979, que projetou Judy Davis internacionalmente, recebeu indicação ao Oscar de figurino e se tornou um dos títulos associados à retomada do cinema australiano no período. A série retoma a mesma tensão entre realização artística, desejo amoroso e as limitações impostas às mulheres no período, num tom de comédia romântica rebelde, ligeiramente anti-“Bridgerton”.
📺 MATÉRIA ESCURA 2 | Apple TV
“Matéria Escura” acompanha Jason Dessen (Joel Edgerton, “O Mestre Jardineiro”), físico e professor de Chicago que abriu mão de uma carreira científica mais ambiciosa para construir uma família com Daniela (Jennifer Connelly, “Expresso do Amanhã”). Na 1ª temporada, ele é sequestrado por uma versão alternativa de si mesmo que fez a escolha oposta e criou a Caixa, dispositivo capaz de acessar universos formados pelas diferentes possibilidades de uma vida. O outro Jason dedicou a vida ao projeto científico, mas passou a questionar as escolhas que o afastaram de Daniela. Ao descobrir uma realidade em que os dois estavam casados, ele decide trocar de lugar com o professor.
Preso no multiverso, o Jason original atravessou diferentes versões de Chicago enquanto procurava o caminho de volta. Algumas apresentavam futuros melhores, enquanto outras tinham sido devastadas por doenças e colapsos sociais. O reencontro com Daniela e o filho Charlie (Oakes Fegley) permitiu que os três partissem juntos em busca de uma realidade onde pudessem recomeçar.
A 2ª temporada encontra os três instalados num mundo que parece finalmente seguro, mas Jason não consegue abandonar a Caixa e se torna cada vez mais obcecado pelas possibilidades oferecidas pelo multiverso. Daniela, traumatizada pela experiência de descobrir que viveu durante semanas com uma versão diferente do marido, passa a desconfiar do comportamento dele, enquanto Charlie quer apenas alguma estabilidade. Mas uma ameaça força a família a fugir novamente. Em outro ponto do multiverso, Amanda (Alice Braga, de “Cidade de Deus”), que ajudou Jason a procurar sua realidade e decidiu permanecer num mundo alternativo, une-se a Ryan, cientista que Jason2 abandonou em outra dimensão, na tentativa de encontrar um caminho para casa.
A expansão muda a natureza da adaptação: a 1ª temporada praticamente completou a história do romance de Blake Crouch, publicado em 2016, e os novos episódios avançam por material inédito criado pelo próprio escritor, que continua como showrunner. Em vez de repetir a busca de Jason por sua família, a série passa a explorar o que acontece quando diferentes personagens dominam a mesma tecnologia e começam a usar universos alternativos para tentar corrigir a realidade segundo seus próprios desejos.
📺 REACHER 4 | Prime Video
Alan Ritchson retoma o papel de Jack Reacher, ex-major da Polícia Militar do Exército americano que abandonou a carreira e passou a atravessar o país sem endereço fixo, tropeçando nos crimes que encontra pelo caminho. Criada por Nick Santora a partir dos romances de Lee Child, a série adota uma investigação diferente a cada temporada e combina o treinamento militar do personagem com seu método quase obsessivo de observar detalhes, reconstruir acontecimentos e enfrentar pessoalmente quem tenta impedi-lo.
A 4ª temporada adapta “Gone Tomorrow”, 13º livro da coleção, que começa quando Reacher encontra uma mulher visivelmente perturbada no metrô. Convencido de que alguma coisa está errada, ele tenta intervir, mas a passageira tira a própria vida diante de seus olhos. A investigação revela que a morte não foi um episódio isolado e conduz a uma trama ligada ao Pentágono, a interesses políticos e a pessoas dispostas a matar para impedir que um segredo venha à tona. Reacher também se aproxima do irmão da vítima, que procura respostas sobre o que a levou àquela situação.
A temporada troca novamente quase todo o elenco ao redor de Ritchson, característica decorrente da vida itinerante do protagonista, e leva para a tela personagens criados especificamente para esta investigação. Depois do recorde de audiência alcançado pela 3ª temporada, a Prime Video já renovou “Reacher” para a 5ª, enquanto o universo da série se expande com “Neagley”, derivada centrada na investigadora vivida por Maria Sten.
📺 TED LASSO 4 | Apple TV
Três anos após deixar o AFC Richmond e voltar aos Estados Unidos para ficar perto do filho, Ted Lasso (Jason Sudeikis) retorna à Inglaterra para assumir a equipe feminina recém-criada pelo clube, que disputa a 2ª divisão. A 4ª temporada desenvolve o projeto apresentado por Rebecca Welton (Hannah Waddingham) e Keeley Jones (Juno Temple) no desfecho anterior e coloca o treinador diante do desafio de formar outro grupo praticamente do zero. A troca do futebol masculino pelo feminino também permite que a série aborde as diferenças de estrutura e visibilidade entre as duas modalidades sem abandonar o tom de comédia.
Após duas vitórias consecutivas no Emmy de Melhor Série de Comédia, a história que parecia encerrada ainda reúne Ted a Roy Kent (Brett Goldstein, de “Falando a Real”), ao técnico Beard (Brendan Hunt) e ao diretor Leslie Higgins (Jeremy Swift, de “Downton Abbey”). A principal novidade é Tanya Reynolds (“Sex Education”), que se junta à equipe técnica de Ted Lasso, enquanto a lista de jogadoras inclui Faye Marsay (“Game of Thrones”), Jude Mack (“Mickey 17”), Rex Hayes (“Bang”), Aisling Sharkey (“Jurassic World: Domínio”) e Abbie Hern (“Minha Lady Jane”). Grant Feely (o Luke Skywalker de “Obi-Wan Kenobi”) completa as novidades do elenco como novo intérprete de Henry.
Criada por Sudeikis, Bill Lawrence (“Scrubs”), Joe Kelly e Brendan Hunt, “Ted Lasso” preserva sua equipe principal de produção e roteiro, com Brett Goldstein também como roteirista e produtor executivo.
📺 CEM ANOS DE SOLIDÃO 2 | Netflix
A 2ª e última parte de “Cem Anos de Solidão” cobre os 50 anos finais do romance de Gabriel García Márquez e acompanha a passagem de Macondo da modernização à decadência. Baseada na obra publicada em 1967, a minissérie acompanha gerações da família Buendía, cujo patriarca fundou a cidade fictícia, atormentada pela loucura, amores impossíveis, uma guerra sangrenta e absurda, e o medo de que uma terrível maldição os condene, inevitavelmente, a cem anos de solidão.
Após a guerra da Parte 1, o armistício assinado pelo coronel Aureliano Buendía não encerra os conflitos. O temor dos conservadores leva a uma tentativa de assassinato e à chegada de Fernanda del Carpio a Macondo. O casamento dela com Aureliano Segundo prolonga a linhagem dos Buendía, enquanto o irmão gêmeo José Arcadio Segundo concretiza o antigo projeto de ligar a cidade ao restante do mundo por meio da ferrovia. A abertura comercial traz a companhia bananeira e converte o progresso em instrumento da ruína anunciada desde o início da história.
Claudio Cataño (“Mil Presas”) retorna como o coronel Aureliano Buendía, ao lado de Marleyda Soto (“Los Silencios”) como Úrsula Iguarán. Julián Román assume os papéis dos gêmeos Aureliano Segundo e José Arcadio Segundo, enquanto Carla Baratta interpreta Fernanda del Carpio. As novas gerações ampliam a repetição de nomes, desejos e tragédias que estrutura a família, agora diante de uma Macondo ocupada por máquinas, interesses estrangeiros e sinais de esgotamento. Os sete episódios desta leva conduzem a um capítulo final separado, concebido com duração próxima à de um longa-metragem.
A série foi escrita pelo porto-riquenho José Rivera (“Diários de Motocicleta”) em parceria com os escritores colombianos Natalia Santa (“O Maior Assalto”), Camila Brugés (“Fronteira Verde”) e Albatros González (“Lynch”), além de María Camila Arias (“Amores Modernos”). Já a direção dos capítulos finais ficou a cargo de Carlos Moreno (“Cão Come Cão”) e Laura Mora (“Matar a Jesús”).
O design de produção é assinado por Eugenio Caballero (vencedor do Oscar por “O Labirinto do Fauno”) e Bárbara Enríquez (“Roma”). Já a direção de fotografia é de Paulo Pérez (“Notícia de um Sequestro”). Por fim, a série ainda conta com as diretoras de casting Yolanda Serrano e Eva Leira, responsáveis pelo casting de séries como “La Casa de Papel” e “Elite”, e produção do cineasta Rodrigo García (“Albert Noobs”) e do designer Gonzalo García Barcha (“Gravidade”), filhos de Gabriel García Márquez.
📺 EMERGÊNCIA 53 | Globoplay
Dos mesmos criadores de “Sob Pressão”, “Emergência 53” troca os corredores de um hospital pelas ruas para acompanhar uma equipe de um Serviço Móvel de Urgência fictício inspirado no Samu. A trama acompanha Manuela Bastos (Valentina Herszage, de “Ainda Estou Aqui”), enfermeira recém-chegada à unidade que precisa aprender a atender pacientes em casas, acidentes, vias públicas e outros lugares onde poucos minutos podem separar sobrevivência e morte. Diferentemente de séries médicas concentradas numa equipe de médicos, a produção destaca enfermeiros e motoristas como profissionais diretamente responsáveis pelas decisões tomadas antes que o paciente chegue ao hospital.
Manuela entra num grupo já acostumado a trabalhar sob pressão, comandado por Irene (Yara de Novaes, “Manhãs de Setembro”), coordenadora que trata o serviço público como uma missão e cobra da equipe capacidade de agir sem perder a relação humana com pacientes e familiares. Os chamados mudam a cada episódio e colocam os profissionais diante de acidentes, crises médicas e situações de violência, enquanto a série acompanha também os problemas que eles carregam para dentro das ambulâncias.
Entre os enfermeiros, as motivações são diferentes: Manuela escolheu a profissão como carreira, enquanto Vanessa (Raquel Villar, “Dom”) encara o trabalho como etapa para realizar o sonho de se tornar médica. A vida particular de Irene também ganha espaço com Dona Laura (Fernanda Montenegro, “Vitória”), sua mãe idosa, que encara a saúde debilitada sem abandonar cigarros, bebidas e uma relação pouco solene com a própria morte.
Criada por Márcio Maranhão — baseado em seus 12 anos no Samu —, Cláudio Torres e Andrucha Waddington, que voltam ao drama médico depois de “Sob Pressão”, a série ainda reúne nomes como Emilio Dantas, Heloísa Jorge, Ana Hikari, William Nascimento, Jaffar Bambirra e Emilio de Mello. O elenco passou por treinamento técnico e acompanhou profissionais reais, desde o recebimento das chamadas até os resgates, para reproduzir procedimentos como reanimação e uso de desfibriladores.
📺 STERLING POINT | Prime Video
O melodrama acompanha Annie Jacobson (Ella Rubin, de “Anora”), uma adolescente de 17 anos criada em Nova York com o irmão gêmeo (Keen Ruffalo, filho de Mark Ruffalo) e o pai adotivo (Jay Duplass, de “Transparent”). Metódica e concentrada em garantir uma vaga num programa de verão da Universidade da Pensilvânia, ela vê seus planos desmoronarem após ser rejeitada e receber a notícia da morte do avô Gordon, um homem que nunca teve permissão para conhecer. O testamento deixa aos irmãos uma ilha remota na região canadense de Muskoka, acompanhada por uma carta enigmática.
Annie viaja sozinha ao Canadá para investigar a herança e descobre que o avô possuía uma casa no lago, além de ser dono de toda a ilha ao redor. O local, porém, já é ocupado por Ramona (Amélie Hoeferle, de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”), outra adolescente que também afirma ser neta de Gordon. A disputa pela propriedade revela que as duas pertencem à mesma família e expõe segredos ligados à mãe de Annie, morta quando ela e Connor eram crianças. Enquanto tenta compreender por que o pai escondeu essa parte de seu passado, a protagonista se aproxima de Ellis (Jacob Whiteduck-Lavoie) e Rory (Daniel Quinn-Toye), dois rapazes ligados a lados opostos da comunidade local.
Criada por Megan Park (“Meu Eu do Futuro”), a série de oito episódios combina investigação familiar, romance e conflitos entre os moradores da região e os proprietários ricos das casas de veraneio. Josh Schwartz e Stephanie Savage, responsáveis por “The O.C.” e “Gossip Girl”, atuam como produtores executivos, ao lado da LuckyChap, produtora de Margot Robbie. O elenco adulto ainda destaca Jeffrey Dean Morgan (“The Walking Dead: Dead City”) e Missi Pyle (“Garota Exemplar”).
📺 OUTER BANKS 5 | Netflix
A 5ª e última temporada encerra a aventura dos Pogues, grupo de amigos da classe trabalhadora de uma ilha da Carolina do Norte marcada pela divisão entre ricos (Kooks) e pobres. Desde que John B (Chase Stokes) começou a investigar o desaparecimento do pai, “Outer Banks” transformou essa rivalidade social numa sequência de caças a tesouros que passou pelo ouro do Royal Merchant, a Cruz de Santo Domingo e a cidade perdida de El Dorado. Sarah (Madelyn Cline), herdeira de uma família rica que rompeu com o próprio círculo para ficar com John B, Kiara, Pope, JJ e, mais tarde, Cleo formaram o núcleo que atravessou fugitivos, naufrágios, assassinatos e expedições internacionais em busca das fortunas.
O encerramento começa diretamente após a tragédia no Marrocos. Na disputa pela lendária Coroa Azul, JJ descobriu que Chandler Groff era seu verdadeiro pai e acabou assassinado por ele diante de Kiara. Groff fugiu com o artefato e pretende vendê-lo em Lisboa, enquanto os amigos enterram JJ longe de casa e decidem persegui-lo. A situação é agravada pelo retorno dos Corsários Lupinos, grupo de mercenários comandado por Dalia que também quer a Coroa, e pela descoberta de John B e Sarah de que terão um filho. Ao retornarem ao Outer Banks, os Pogues estão sem dinheiro, sem casa e novamente cercados pelos Kooks.
Kiara assume a frente da busca por vingança, enquanto John B passa a questionar riscos que antes encarava sem pensar nas consequências. O grupo ainda precisa aceitar uma aliança desconfortável com Rafe (Drew Starkey), antigo inimigo e irmão de Sarah, para alcançar Groff e recuperar a Coroa Azul. O próprio tesouro ganha outro peso quando Kiara recorda a lenda de que ele seria capaz de trazer mortos de volta à vida.
Criada por Josh Pate, Jonas Pate e Shannon Burke, “Outer Banks” chega ao fim com a história que os produtores afirmam ter concebido desde o início como uma jornada de cinco temporadas, fechando a série com a mesma mistura de amizade, diferenças de classe e caça ao tesouro que tornou os Pogues populares na Netflix.
📺 MULHERES DE AZUL | Apple TV
Inspirada em acontecimentos reais, a série mexicana acompanha María (Bárbara Mori, de “Perdidos en la Noche”), que abandonou a rotina doméstica para ingressar na primeira força policial feminina do país em 1971. O esquadrão, porém, havia sido criado como uma operação de relações públicas para desviar a atenção de um serial killer que assassinava mulheres na Cidade do México. Ao lado da rebelde Valentina, da policial de família tradicional Gabina e da especialista em impressões digitais Ángeles, María conduziu uma investigação paralela depois de perceber que os colegas homens estavam prendendo suspeitos errados e ignorando evidências.
Na 2ª temporada, María foi promovida a tenente e passa a enfrentar o conflito entre obedecer às regras da corporação e continuar investigando além dos limites impostos por seus superiores. O novo caso começa quando um assassino passa a escolher policiais como vítimas. Mesmo sem autorização, elas seguem pistas que conduzem a um massacre estudantil de 1968. As mortes revelam que o criminoso não está atacando integrantes da corporação ao acaso: existe uma ligação entre suas vítimas e acontecimentos que a polícia preferia manter enterrados.
O passado evocado pela trama é o massacre de Tlatelolco, quando forças do governo mexicano atacaram uma manifestação estudantil na Plaza de las Tres Culturas, na Cidade do México, dez dias antes da abertura dos Jogos Olímpicos de 1968. A repressão deixou dezenas de mortos — o número exato permanece disputado — e milhares de pessoas foram detidas. Fernando Rovzar (“Monarca”) e Pablo Aramendi (“Tijuana”), criadores da série, usam esse episódio histórico como origem de um caso que amplia o conflito da 1ª temporada: as quatro mulheres já conquistaram espaço dentro da polícia, mas agora precisam investigar uma violência ligada ao próprio aparato estatal.