Britney Spears paga aluguel de novo apartamento para ex-marido
A cantora Britney Spears estaria pagando as despesas do novo apartamento de Sam Asghari, apesar do modelo iraniano ter pedido o divórcio e ter saído da mansão em Thousand Oaks, na Califórnia. As informações foram reveladas pelo TMZ nesta quinta-feira (24/8). Fontes afirmam que Sam decidiu se mudar para um dos prédios mais sofisticados de Los Angeles. No entanto, o valor mensal de US$ 10 mil (cerca de R$ 48,5 mil) estaria saindo do orçamento de Britney. O custo equivale a um apartamento padrão em um arranha céu na região, mas o modelo conseguiu fechar um acordo para um imóvel melhor. Divórcio Assim que o divórcio foi solicitado por Sam Asghari, os advogados de Britney Spears a aconselharam a pagar pelas despesas do ex-marido na saída de casa. A dupla ainda fechou um acordo recente sobre a guarda dos cães. Vale lembrar que a defesa do modelo tenta contestar o acordo pré-nupcial feito antes do casamento, o que faria Britney despender dinheiro na separação. Fontes indicam que o valor final será de várias centenas de milhares de dólares.
Larissa Santos expõe insegurança após críticas por erros de português no BBB 23
Larissa Santos passou a ter dificuldades para se comunicar após ser atacada por seus erros de português no “BBB 23”. No podcast “PodDelas”, a professora contou que desenvolveu insegurança devido ao uso de expressões regionais. As correções indesejadas que foram disparadas dentro e fora do confinamento se tornaram chocantes para a ex-sister. “Isso me gerou muita insegurança, sabe? Ninguém nunca me corrigiu em nada, de palavras”, explicou. “Eu lembro que eu ficava me questionando [no reality]: ‘Por que as pessoas estão me corrigindo?’. […] Na minha cidade, tem muita gente que fala assim, não só essa palavra [truce/trouxe], como muitas outras erradas. E o povo tem a mania de corrigir”. Larissa acrescentou que o problema não eram as correções em si, mas a forma das quais elas aconteciam. “Tem pessoas que falam de forma pejorativa, sabe? E isso começou a me gerar muita insegurança. Porque eu saí [do ‘BBB’] e, até então, era tudo brincadeira, ‘truce fatos’ e tudo mais. Só que eu tive que lidar com a internet e começou a me gerar inseguranças. Agora, tudo que eu escrevo, mesmo que seja óbvio, eu mostro pra minha assessora”, ela pontuou. Fã ou hater? Os ataques contra Larissa Santos também ultrapassaram todas as marcas já vistas em edições anteriores. A ex-sister destacou que precisou se adaptar às mudanças por conta da repercussão fora do programa. “Quando eu saí, eu lia os comentários e falei: ‘Não posso fazer isso’. Porque vai ter aquela parcela que gosta de você, mas tem aquela que vai arrumar alguma coisa [pra falar]. […] Reality é uma explosão, você não vê o número [de seguidores] crescendo. Você tem noção, mas não tem noção”, apontou. Apesar dos haters e dos inúmeros professores de gramática, Larissa se mostra emocionada com o carinho de seus fãs. “Lá dentro você não tem noção que vai ter gente que não dorme a noite pra votar! Os fãs de reality são muito [calorosos]. O mais legal é que eles [fãs] gostam de você pelo que você é porque eles te viram sem filtro, sem nada”, completou a ex-sister.
Friends: Roteirista revela clima “ruim e agressivo” nos bastidores da série
A ex-roteirista Patty Lin revelou que o clima nos bastidores de “Friends” estava longe de ser um sonho. Em sua biografia, ela detalha que deixou o trabalho em Hollywood por conta de desgastes e traumas causados na 7ª temporada da série. “A novidade de ver grandes estrelas de perto perdeu a graça rápido, assim como meu entusiasmo para o café da manhã” escreveu Patty num trecho do livro “End Credits: How I Broke Up with Hollywood, The Last Time I Quit”, que foi publicado pela revista Time. “Os atores pareciam infelizes por estarem acorrentados a uma série velha e cansada, quando eles poderiam estar expandindo os seus trabalhos, e eu senti que eles estavam sempre tentando entender como cada roteiro específico iria servir para o benefício deles.” Patty acrescentou que muitas piadas foram descartadas do projeto devido as reclamações dos membros do elenco, que dispavaram suas opiniões sobre o roteiro. “Quando eles traziam problemas, eles não ofereciam sugestões realistas”, ela pontuou. “Vendo a si mesmos como guardiões de seus personagens, eles costumavam argumentar que eles nunca diriam isto ou aquilo. Isso, ocasionalmente, ajudava, mas no geral essas conversas eram ruins e agressivas, e faltava toda a leveza que se espera de uma sitcom.” Jornada de trabalho exaustiva Patty Lin contou sobre o lado oculto dos bastidores, como as “panelinhas” entre a equipe, a falta de diversidade e as suas longas cargas de trabalho, cerca de 12 horas por dia. A ex-roteirista ainda revelou ter tido síndrome do impostor por ser a única pessoa de origem asiática na equipe. Ela chegou a questionar se sua contratação teria sido apenas para “preencher cota”. “Eles me lembravam das crianças ricas da minha escola, que compravam na Abercrombie & Fitch (marca americana popular nos anos 1990) e digiram conversíveis”, ela afirmou. Além de “Friends”, ela também escreveu para séries como “Freaks and Geeks”, “Desperate Housewives” e “Breaking Bad”.
“Gran Turismo” e novo terror de “Drácula” estreiam nos cinemas
A programação de cinema desta semana destaca a adaptação do game “Gran Turismo” e uma nova versão de “Drácula”, centrada num capítulo específico da obra de Bram Stoker. A lista também inclui dois thrillers estrelados pelos veteranos Liam Neeson e Morgan Freeman, além do primeiro longa documental de Kleber Mendonça Filho, o premiado diretor de “Bacurau”. Confira abaixo mais detalhes dos filmes que estreiam na quinta-feira (24/8). GRAN TURISMO – DE JOGADOR A CORREDOR Baseado no famoso jogo de corrida do PlayStation, o filme narra a história real de Jann Mardenborough, um campeão de “Gran Turismo”, que entra em uma competição patrocinada pela Nissan para encontrar jogadores capazes de se tornarem pilotos reais. A trama se destaca por conseguir criar uma narrativa a partir de um jogo que originalmente não possui uma história definida. Embora siga uma fórmula esportiva familiar, com o treinador durão, o rival carismático, sucessos, fracassos e a inevitável volta por cima no terceiro ato, a transição de Jann de um jogador virtual para um piloto real é habilmente retratada, com destaque para elementos visuais que mesclam o mundo dos jogos com a realidade. Por conta dos clichês, porém, a obra teve apenas 58% de aprovação da crítica americana, na média apurada pelo Rotten Tomatoes. O papel principal é vivido por Archie Madekwe (“See”), enquanto o elenco também destaca Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”) como seu pai, David Harbour (“Stranger Things”) como seu treinador e Orlando Bloom (“Carnival Row”) na pele de um executivo do marketing que vê potencial comercial no novo piloto. Já a direção é do sul-africano Neill Blomkamp, que até então só tinha dirigido filmes de ficção científica, como “Distrito 9” e “Elysium”. DRÁCULA – A ÚLTIMA VIAGEM DO DEMÉTER Dramatização estendida de um breve capítulo do clássico literário “Drácula”, de Bram Stoker, o filme se passa em 1897, a bordo de um navio russo chamado Demeter, que carrega caixões sinistros em sua viagem da Romênia para a Inglaterra. A jornada é marcada por uma série de mortes e horrores indescritíveis, culminando na chegada do navio vazio ao seu destino. A narrativa, extraída dos detalhes do diário do capitão, descreve como o Conde Drácula sai de seu caixão à noite e causa estragos, atacando primeiro os animais a bordo e depois a tripulação. A história também inclui uma mulher chamada Anna, não incluída no capítulo original, uma noiva do vampiro que também sai de seu caixão, mas para tentar ajudar a tripulação. Dirigido pelo norueguês André Øvredal, que ficou conhecido por terrores indies como “O Caçador de Troll” e “A Autópsia”, o filme apresenta uma cinematografia que contribui para a atmosfera sombria da história. A representação de Drácula, interpretada por Javier Botet, é inspirada no visual de “Nosferatu”, e os efeitos especiais são usados para realçar os momentos de terror. Com um clima retrô, a produção lembra tanto os longas da antiga produtora britânica de terror Hammer quando a claustrofobia de “Alien”, em que um monstro começa a matar, um por um, toda a tripulação isolada na vastidão do espaço/mar. O elenco inclui Corey Hawkins (“Tempestade”) como o principal protagonista, Aisling Franciosi (“Imperdoável”) como Anna e Liam Cunningham (“Game of Thrones”) como o capitão da nau dos condenados. A CHAMADA O novo thriller de ação estrelado por Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”) é um remake do espanhol “El Desconocido” (2015), que também já rendeu uma versão sul-coreana, “Ligação Explosiva” (2021) – exibida em novembro do ano passado no Brasil. A trama começa em uma manhã aparentemente normal, mas que rapidamente se transforma em um pesadelo. O protagonista conduz seus dois filhos em seu carro quando recebe uma ligação misteriosa informando que há uma bomba no veículo, que será detonada caso tente parar. Após ser convencido da seriedade da ameaça, o pai faz tudo que pode pela sobrevivência de sua família, enquanto o interlocutor não identificado o força a cometer crimes. O enredo também lembra o clássico “Velocidade Máxima”, ao desencadear uma perseguição em alta velocidade pela cidade. Dirigido por Nimród Antal (“Predadores”), o elenco ainda conta com Matthew Modine (“Stranger Things”), Noma Dumezweni (“Bem-Vindos à Vizinhança”), Jack Champion (“Pânico 6”), Lilly Aspell (“Mulher-Maravilha 1984”) e Embeth Davidtz (“Influencer de Mentira”). MUTI – CRIME E PODER O suspense trash destaca Morgan Freeman (“Truque de Mestre”) no papel de um especialista em um caso de serial killer. A trama segue uma série de assassinatos que vão de Roma ao Mississippi, ligados a um aspecto obscuro de um ritual sul-africano chamada “Muti”, que envolve o uso de partes de um corpo numa feitiçaria. O personagem de Freeman é um professor de estudos africanos, que é trazido à investigação para ajudar a decifrar as evidências bizarras, reconhecendo a presença de “muti”. O vilão, um africano com cicatrizes chamado Randoku (interpretado pelo ex-jogador de futebol americano Vernon Davis), é apoiado por um rico empresário, enquanto um dos policiais (Cole Hauser, de “Yellowstone”) tenta resolver o caso motivado pela morte de sua filha. A direção é de George Gallo, especialista em thrillers de baixo orçamento, que já tinha trabalhado com Freeman em “A Rosa Venenosa” (2019) e possui a inabalável reputação de raramente fazer filmes bons. Nem a presença de seis roteiristas e 18 produtores diferentes conseguiu impedir seu novo longa de ser considerado lixão, com apenas 11% de aprovação no Rotten Tomatoes. SEM DEIXAR RASTROS O drama polonês é baseado num caso real e notório de assassinato, que aconteceu em 1983. A trama começa com o estudante Grzegorz Przemyk (Mateusz Górski) e seu amigo Jurek (Tomasz Ziętek) celebrando o fim do ensino médio em Varsóvia, quando são abordados pela milícia e levados à delegacia, onde Grzegorz é brutalmente espancado. A história segue a luta de Jurek, a única testemunha do crime, e da mãe de Grzegorz, a poeta e ativista Barbara Sadowska (Sandra Korzeniak), para levar os culpados à justiça, enfrentando a corrupção e a intimidação do governo comunista. Dirigido por Jan P. Matuszyński (“Deep Love”), o longa é meticuloso em detalhes, capturando a atmosfera dos anos 1980 e a tensão política da época. A narrativa traça cuidadosamente as manobras políticas, acordos, acobertamentos e coerção que definiram a tentativa do estado de se esquivar da responsabilidade pelo assassinato. Mas o ritmo lento e a duração de 160 minutos podem se tornar uma experiência desafiadora para o espectador. O ACIDENTE O primeiro longa do diretor gaúcho Bruno Carboni foi premiado por seu roteiro no Festival Internacional de Pequim, na China. A trama segue Joana (Carol Martins), uma ciclista que sofre um atropelamento inusitado após confrontar uma motorista que a fechou no trânsito. Carregada no capô do carro por alguns metros, Joana sai aparentemente ilesa, mas o vídeo do incidente viraliza, e ela se vê obrigada a lidar com as consequências que se desenrolam a partir disso. A narrativa é bem amarrada, com cada ação reverberando em uma consequência direta, e o atropelamento e suas reverberações ocasionam voltas e revoltas abruptas na vida de Joana. Carboni já havia demonstrado seu talento no curta-metragem “O Teto Sobre Nós”, que competiu no prestigiado Festival de Locarno, na Suíça, e faturou o troféu de Melhor Direção no 43º Festival de Gramado. Graças a este trabalho, ele foi selecionado para participar do Berlinale Talents em 2016 e da Locarno Filmmakers Academy em 2015, programas que reúnem jovens talentos promissores do cinema mundial. Para completar, desenvolveu o roteiro de “O Acidente” no laboratório do Torino Film Lab em 2018, na Itália. Sua habilidade para ir direto ao ponto, sem perder a profundidade e a complexidade, é evidente no longa, que consegue transformar um incidente aparentemente banal em uma reflexão profunda sobre temas sociais e humanos, como homofobia, misoginia e classicismo, além de oferecer um estudo delicado de personagens. RETRATOS FANTASMAS O novo filme de Kleber Mendonça Filho, o premiado cineasta de “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau”, é seu primeiro longa documental. A obra também é uma ode à sua cidade natal, Recife, e à sua paixão pelo cinema. Dividido em três capítulos, a obra explora as memórias do diretor, principalmente sua cinefilia. Mendonça Filho mistura vídeos caseiros antigos com suas próprias filmagens, e se aventura para explorar os cinemas de rua de sua infância, que alimentaram sua obsessão, mas que em sua maioria fecharam, vítimas da decadência urbana e da concorrência dos multiplexes suburbanos. Ele também explora o futuro alternativo dessas salas, visitando aquelas que foram transformadas em igrejas evangélicas, refletindo as tendências religiosas no Brasil moderno. “Retratos Fantasmas” é uma rica crônica da cinefilia, entrelaçada à jornada pessoal do cineasta. O documentário estreou fora de competição no Festival de Cannes e atraiu a atenção de distribuidores internacionais simpáticos à sua visão nostálgica pela exibição tradicional em cinemas. VIDAS DESCARTÁVEIS Premiado no Festival Cine-PE, o documentário de Alberto Graça (“Beatriz”) e Alexandre Valenti (“Amazônia – Heranças de uma Utopia”) aborda a escravidão moderna em áreas rurais e a exploração de mão de obra imigrante na indústria têxtil de São Paulo. A obra expõe as condições precárias de trabalho no Brasil, resultantes das dinâmicas migratórias movidas por falsas promessas de melhoria de vida. Entre os casos apresentados, estão os de imigrantes latinos que confeccionam roupas para marcas famosas e o caso da Fazenda Brasil Verde, no Pará. A narrativa é construída através de depoimentos de trabalhadores humildes, muitos deles analfabetos, que relatam suas experiências traumáticas, e monta um mosaico abrangente sobre o assunto, ampliando progressivamente a discussão e o choque. Trata-se de cinema enquanto canal de denúncia.
Filha do cantor do U2 tenta aprender violão no trailer de musical da Apple TV+
A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer de “Flora e Filho – Música em Família”, novo drama musical do diretor John Carney, um dos maiores especialistas no gênero, responsável por “Apenas uma Vez” (2007), “Mesmo se Nada Der Certo” (2013) e “Sing Street” (2016). Desta vez, ele escalou ninguém menos que Eve Hewson (“Robin Hood: A Origem”), a filha do cantor Bono, do U2, como protagonista. Hewson vive a Flora do título, uma mãe solteira batalhadora da Irlanda, que tem problemas para se conectar com o filho rebelde adolescente (o estreante Orén Kinlan) e lidar com o ex-companheiro (Jack Reynor de “Periféricos”). Ao encontrar um velho violão, ela tenta formar uma conexão com o menino através da música, mas é desprezada. Como ele não se interessa pelo instrumento, ela mesma resolve ter aulas de violão por zoom com um músico decadente de Los Angeles, vivido por Joseph Gordon-Levitt (“Power”). E pouco a pouco a música começa a mudar a via de todos os envolvidos. Como é típico de John Carney, o filme é uma ode ao poder transformador da música, com toques de humor e sensibilidade. A combinação encantou o público do Festival de Sundance deste ano, onde o longa fez sua première sob aplausos calorosos e elogios rasgados da crítica, atingindo 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme terá um lançamento limitado nos cinemas dos EUA a partir de 22 de setembro, antes de ser lançado globalmente pela Apple TV+ em 29 de setembro.
Daisy Ridley tem um segredo perigoso no trailer de novo suspense
A Lionsgate divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Marsh King’s Daughter”, suspense estrelado por Daisy Ridley (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) como uma mulher que mantém um segredo terrível sobre seu passado. Helena, a protagonista, tem uma vida aparentemente comum, morando numa cabana com a filha pequena e o namorado. Entretanto, sem que ninguém saiba, ela esconde uma origem sombria e perigosa: seu pai é o infame Rei do Pântano, um assassino que sequestrou sua mãe e as manteve cativas por anos no mato, onde Helena nasceu. Quando ele foge da prisão, Helena sabe que será caçada e, para proteger sua família, precisará usar tudo o que aprendeu com o assassino e encontrar forças para enfrentar o homem que a ensinou sobre sobrevivência no mato. O filme é uma adaptação do romance psicológico de mesmo nome de Karen Dionne, com roteiro de Mark L. Smith (“O Regresso”) e direção de Neil Burger (“Divergente”), e o elenco ainda destaca Ben Mendelsohn (“Invasão Secreta”) como o pai foragido e Garrett Hedlund (“Na Estrada”) como o namorado de Ridley. A estreia vai acontecer em 6 de outubro nos EUA, mas, por enquanto, ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
“Marte Um” vence o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
O filme “Marte Um” foi o maior vencedor da 22ª edição do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em cerimônia realizada na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (23/8). A obra do diretor Gabriel Martins conquistou um total de oito estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro, Ator e Ator Coadjuvante. A premiação não chegou a surpreender, uma vez que a tradição do GPCB é premiar o filme escolhido para representar o Brasil no Oscar. Acontece que tanto a escolha do Oscar quanto o GPCB são organizados pela mesma entidade, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais. Neste ano, “Marte Um” foi selecionado pela comissão da ABCAA para disputar uma vaga no evento da Academia dos EUA, mas não conseguiu passar pela peneira dos candidatos. O longa acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte Diretor e atores Além de conquistar o troféu de Melhor Filme, a consagração de “Marte Um” se estendeu por várias categorias. Só Gabriel Martins levou três troféus, por Filme, Roteiro e Direção. Seus atores ainda se emocionaram no palco, ao receberem seus troféus. Cícero Lucas, jovem de 17 anos premiado com o troféu de Melhor Coadjuvante, recebeu muitos aplausos ao dedicar o prêmio aos pais e ao samba, revelando que foi descoberto por Gabriel em uma roda de samba. Carlos Francisco, intérprete de seu pai no filme, ficou com a estatueta de Melhor Ator. Atrizes O sucesso de “Marte Um” representou frustração para “Medida Provisória”, recordista em indicações com 15 estatuetas. A sci-fi distópica de Lázaro Ramos saiu da cerimônia com apenas um troféu para Adriana Esteves como Melhor Atriz Coadjuvante. Já o prêmio de Melhor Atriz ficou com Dira Paes, por seu desempenho no papel título do filme-denúncia “Pureza”. Outros prêmios O drama de época “A Viagem de Pedro”, de Laís Bondanzky, foi um dos mais premiados em categorias técnicas, com três estatuetas: Melhor Figurino, Maquiagem e Direção de Arte. E “Eduardo e Mônica”, de René Sampaio, conquistou o primeiro troféu da noite para Melhor Trilha Sonora. Política cultural Entre homenagens a artistas falecidos, a noite também foi marcada por discursos políticos, com pedidos de ações em defesa das “cotas de tela” e a regulação do streaming, medidas importantes para a continuidade da produção do cinema brasileiro, cuja necessidade urgente não parece sensibilizar a classe política. Vencedores A premiação também inclui séries e filmes de nicho. “Bem-Vinda a Quixeramobim” foi eleito a Melhor Comédia, “Pluft, o Fantasminha” o Melhor Longa-Metragem Infantil, e “Manhã de Setembro” a Melhor Série de Ficção. Confira a seguir a lista com todos os indicados e os respectivos vencedores de cada categoria da premiação. Melhor Longa-Metragem de Ficção “Marte Um” (vencedor) “A Viagem de Pedro” “Eduardo e Mônica” “Medida Provisória” “Paloma” Melhor Longa-Metragem Documentário “Kobra Auto Retrato” (vencedor) “A Jangada de Welles” “Amigo Secreto” “Clarice Lispector – A Descoberta do Mundo” “O Presidente Improvável” Melhor Longa-Metragem Comédia (Voto Popular) “Bem-Vinda a Quixeramobim” (vencedor) “Jesus Kid” “O Clube dos Anjos” “Papai É Pop” “Vale Night” Melhor Longa-Metragem Infantil “Pluft, o Fantasminha” (vencedor) “Alice dos Anjos” “Alice no Mundo da Internet” “DPA 3 – Uma Aventura no Fim do Mundo” “Pequenos Guerreiros” Melhor Longa-Metragem Animação “Tarsilinha” (vencedor) “Além da Lenda – O Filme” “Meu Amigãozão – O Filme” “Meu Tio José” “Tromba Trem – O Filme” Melhor Direção Gabriel Martins, por “Marte Um” (vencedor) Laís Bondanzky, por “A Viagem de Pedro” Marcelo Gomes, por “Paloma” René Sampaio, por “Eduardo e Mônica” Rosane Svartman, por “Pluft, o Fantasminha” Melhor Primeira Direção de Longa-Metragem Carolina Markowicz, por “Carvão” (vencedora) Angelo Defanti, por “O Clube dos Anjos” Bruno Torres, por “A Espera de Liz” Caio Blat, por “O Debate” Lázaro Ramos, por “Medida Provisória” Melhor Atriz Dira Paes, por “Pureza” (vencedora) Alice Braga, por “Eduardo e Mônica” Andréa Beltrão, por “Ela e Eu” Kika Sena, por “Paloma” Marcélia Cartaxo, por “A Mãe” Melhor Ator Carlos Francisco, por “Marte Um” (vencedor) Alfred Enoch, por “Medida Provisória” Antonio Pitanga, por “Casa de Antiguidades” Cauã Reymond, por “A Viagem de Pedro” Gabriel Leone, por “Eduardo e Mônica” Melhor Atriz Coadjuvante Adriana Esteves, por “Medida Provisória” (vencedora) Camila Márdila, por “Carvão” Camilla Damião, por “Marte Um” Drica Moraes, por “As Verdades” Helena Ignez, por “A Mãe” Melhor Ator Coadjuvante Cícero Lucas, por “Marte Um” (vencedor) André Abujamra, por “O Clube dos Anjos” Augusto Madeira, por “O Clube dos Anjos” Emicida, por “Medida Provisória” Flávio Bauraqui, por “Medida Provisória” Melhor Direção de Fotografia Leonardo Feliciano, por “Marte Um” (vencedor) Adrian Teijido, por “Medida Provisória” Felipe Reinheimer, por “Pureza” Gustavo Hadba, por “Eduardo e Mônica” Pedro J. Marquez, por “A Viagem de Pedro” Pepe Mendes, por “Carvão” Melhor Roteiro Original Gabriel Martins, por “Marte Um” (vencedor) Bruno Torres e Simone Iliescu, por “A Espera de Liz” Carolina Markowicz, por “Carvão” Laís Bodanzky, por “A Viagem de Pedro” Marcelo Gomes, Armando Praça e Gustavo Campos, por “Paloma” Melhor Roteiro Adaptado Angelo Defanti, por “O Clube dos Anjos” (vencedor) Aly Muritiba, por “Jesus Kid” Jorge Furtado e Guel Arraes, por “O Debate” Lusa Silvestre, Lázaro Ramos, Elisio Lopes Jr. e Aldri Anunciação, por “Medida Provisória” Matheus Souza, Claudia Souto, Jessica Candal e Michele Frantz, por “Eduardo e Mônica” Melhor Direção de Arte Adrian Cooper, por “A Viagem de Pedro” (vencedor) Fernanda Carlucci, por “O Clube dos Anjos” Filipe Cunha, por “Marte Um” Joana Mureb, por “Eduardo e Mônica” Renata Pinheiro, por “Carvão” Melhor Montagem Ficção Aline Werlang, por “Pureza” (vencedora) Diogo R. Pimentão, por “Eduardo e Mônica” Flavio Zettel, por “Carvão” Karen Akerman, por “A Mãe” Lucas Gonzaga, por “Marte Um” Melhor Montagem Documentário Caio Cavechini, por “O Presidente Improvável” (vencedor) Bruna Finelli, por “Kobra Auto Retrato” Guilherme Fiúza, por “Clarice Lispector – A Descoberta do Mundo” Marcelo Campaña, por “A Jangada de Welles” Rafael Figueiredo, por “Amigo Secreto” Melhor Som Pedro Lima, por “Marte Um” (vencedor) Alessandro Laroca, por “Carvão” Beto Ferraz e Gustavo Loureiro, por “O Debate” Cristiano Maciel, por “A Mãe” Simone Petrillo, por “A Viagem de Pedro” Melhores Efeitos Visuais Sandro di Segni, por “Pluft, o Fantasminha” (vencedor) Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho e Hugo Gurgel, por “A Viagem de Pedro” Gabriel Martins, por “Marte Um” Leonardo Sindlinger, Michel Takahashi e Karlos Shirmer, por “Jesus Kid” Marcelo Siqueira, por “A Espera de Liz” Paulo Barcellos, por “Medida Provisória” Melhor Trilha Sonora Plínio Profeta, por “A Viagem de Pedro” (vencedor) Caetano Veloso, por “Marte Um” João de Barro e Josué de Castro, por “O Debate” João Donato e Arismar do Espírito Santo, por “Eduardo e Mônica” Max Viana, por “Ela e Eu” Melhor Canção “Marte Um”, por “Marte Um” (vencedora) “Eu Sei Que Vou Te Amar”, por “Eduardo e Mônica” “Mente Sem Medo”, por “Carvão” “Só Pra Você”, por “A Viagem de Pedro” “Vento de Lá”, por “A Viagem de Pedro” Melhor Longa Ibero Americano “Argentina, 1985” (Argentina), de Santiago Mitre (vencedor) “1976” (Argentina/Chile), de Manuela Martelli “As Bestas” (Espanha), de Rodrigo Sorogoyen “La Jauría” (Colômbia), de Andrés Ramírez Pulido “Restos do Vento” (Portugal), de Tiago Guedes Melhor Longa Internacional “Elvis” (Estados Unidos), de Baz Luhrmann (vencedor) “1982” (Líbano), de Oualid Mouaness “A Mulher Rei” (Estados Unidos), de Gina Prince-Bythewood “Avatar: o Caminho da Água” (Estados Unidos), de James Cameron “Boa Sorte, Leo Grande” (Reino Unido), de Sophie Hyde “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre” (Estados Unidos), de Ryan Coogler “Top Gun: Maverick” (Estados Unidos), de Joseph Kosinski Melhor Série Ficção “Manhãs de Setembro” – 2ª Temporada (Amazon Prime Video) (vencedora) “Bom Dia, Verônica” – 2ª Temporada (Netflix) “Rota 66: A Polícia que Mata” – 1ª Temporada (Globoplay) “Sob Pressão” – 5ª Temporada (Globoplay) “Turma da Mônica: A Série” – 1ª Temporada (Globoplay) Melhor Série Documental “Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez” – 1ª Temporada (HBO Max) (vencedora) “Em Casa com os Gil” – 1ª Temporada (Amazon Prime Video) “Lei da Silva: A História do Jogo do Bicho” – 1ª Temporada (Canal Brasil) “O Caso Celso Daniel” – 1ª Temporada (Globoplay) “PCC: Poder Secreto” – 1ª Temporada (HBO Max) Melhor Série Animação “Vamos Brincar com a Turma da Mônica” – 1ª Temporada (Giga Gloob) (vencedora) “Cordélicos” – 1ª Temporada (TV O Povo) “O Show da Luna!” – 7ª Temporada (Discovery Kids) “Passagens da Independência” – 1ª Temporada (Canal Futura/Globoplay) Melhor Curta Ficção “Big Bang”, de Carlos Segundo (vencedor) “Ainda Restarão Robôs nas Ruas do Interior Profundo”, de Guilherme Xavier Ribeiro “Fantasma Neon”, de Leonardo Martinelli “Infantaria”, de Laís Santos Araújo “Sobre Amizades e Bicicletas”, de Júlia Vital “Último Domingo”, de Joana Claude e Renan Brandão Melhor Curta Documental “Território Pequi”, de Takumã Kuikuro (vencedor) “A Última Praga de Mojica”, de Cédric Fanit, Eugenio Puppo, Matheus Sundfeld e Pedro Junqueira “Carta para Glauber”, de Gregory Baltz “Peixes Não se Afogam”, de Anna Azevedo “Trópico de Capicórnio”, de Juliana Antunes Melhor Curta Animação “A Menina Atrás do Espelho”, de Iuri Moreno (vencedor) “Em Busca da Terra-Música Prometida”, de Gabriel Bitar “Meu Nome É Maalum”, de Luisa Copetti “Nonna”, de Maria Augusta V. Nunes “O Senhor do Trem”, de Aída Queiroz e Cesar Coelho
Luísa Sonza chora e expõe angústia em novo clipe: “Será que sou um fraude?”
Luísa Sonza está desesperada em seu novo clipe, “Principalmente Me Sinto Arrasada”, que dá continuidade à sua nova era. A faixa é a segunda revelada do novo álbum da cantora, intitulado “Escândalo Íntimo”, e sucede “Campo de Morango”, que provocou grande burburinho na web por sua estética e letras audaciosas. No vídeo dirigido por Diego Fraga, a cantora surge catatônica, em meio a um ambiente sujo e bagunçado, decorado com cadeiras de pernas pro ar. Sentada sem reação, ela aparece o tempo todo forçando um riso louco, enquanto a edição entremeia a imagem com flashes de choro, desespero e ansiedade. Cheio de simbolismos, o vídeo reflete uma letra confessional e emotiva, em que Luísa se questiona e desabafa sobre as pressões que vem sofrendo na carreira, com direito à breves cenas auto referenciais da polêmica “Campo de Morango”. Uma viagem ao subconsciente Antes do lançamento, Luísa contou ao podcast “PodDelas” que a gravação é inspirada em suas crises de ansiedade e explicou que a casa bagunçada do vídeo representa seu subconsciente. “Será que eu sou uma fraude?”, ela se questiona na música, dando voz a seu inconsciente, antes de terminar com um alerta: “Estou à beira de enlouquecer”. A música também é tortuosa. O que começa como uma espécie de trap sofre uma quebra brutal de ritmo, quando uma orquestra invade a melodia e a gravação se altera para uma balada de rock. A ruptura sonora ainda serve de trilha para a exibição de cenas sombrias, provavelmente extraídas de outros clipes vindouros, já que as faixas de “Escândalo Íntimo” formarão um álbum visual. De todo modo, assim como o clipe anterior, o resultado é uma porrada. Novo disco e show Com pegada conceitual, o álbum “Escândalo Íntimo” tem lançamento marcado para 29 de agosto e, segundo Luísa, refletirá uma viagem ao seu interior, representando uma espécie de autoanálise de sua vida. O primeiro single, “Campos de Morango”, já alcançou mais de 4 milhões de reproduções no Spotify. O lançamento chega a tempo da apresentação da artista no Palco Skyline do festival The Town, que vai acontecer em 3 de setembro. Os fãs devem esperar surpresas na apresentação.
Alfred Enoch é assaltado ao chegar ao Grande Prêmio de Cinema Brasileiro
O ator inglês Alfred Enoch, conhecido por seu papel em “Harry Potter” e protagonista de “Medida Provisória”, foi assaltado ao chegar à cerimônia do 22º Grande Prêmio de Cinema Brasileiro, realizado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, na noite desta quarta (23/8). Bem-vindo ao Rio Segundo o colunista Lucas Pasin, o ator estava acompanhado de sua esposa, Mona Godfrey, quando o assalto ocorreu. Com o vidro do carro aberto, os criminosos se aproximaram e levaram o celular dela. O incidente resultou no atraso das entrevistas que estavam programadas com Enoch durante o evento. Enoch estava no local para acompanhar a principal premiação nacional de cinema, realizada pela Academia Brasileira de Cinema e Artes Visuais, na qual concorre ao troféu de Melhor Ator por “Medida Provisória”, dirigido por Lázaro Ramos. Filho do ator britânico William Russell e da médica brasileira Etheline Margareth Lewis Enoch, ele cresceu entre a Inglaterra e a Bahia, e fala português com fluência. Além de trabalhar na franquia “Harry Potter”, no papel de Dean Thomas, e de protagonizar “Medida Provisória”, o ator também é conhecida por sua importante participação na série “How to Get Away with Murder”. Ao todo, “Medida Provisória” concorre com 15 indicações na premiação da noite, liderando a lista de filmes selecionados para a cerimônia, que tem apresentação Cláudia Abreu e Silvio Guindane e reúne diversos famosos em seu tapete vermelho. O evento tem transmissão ao vivo pelo Canal Brasil.
Cauã Reymond e Tatá Werneck têm sigilo bancário quebrado por CPI
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras aprovou a quebra do sigilo bancário dos atores Cauã Reymond e Tatá Werneck, além do apresentador Marcelo Tas. O trio é investigado por atuação em propagandas da empresa Atlas Quantum, acusada de aplicar golpes que ultrapassam R$ 7 bilhões, afetando cerca de 200 mil investidores. Investigação em andamento A decisão foi tomada em sessão nesta quarta-feira (23/8) no Congresso Nacional e ocorre no âmbito da investigação sobre a Atlas Quantum, empresa suspeita de integrar esquema de pirâmide financeira. Diversos vídeos com Cauã e Tatá, em que os atores falam sobre acreditar na empresa e no investimento em criptomoedas, ainda estão disponíveis na página da Atlas Quantum no Facebook. O requerimento para a quebra do sigilo bancário foi apresentado pelo deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP). Ele solicitou que a CPI decretasse a quebra do sigilo bancário da empresa, do dono da empresa, Rodrigo Marques dos Santos, e dos contratados, nomeadamente Cauã Reymond Marques, Marcelo Tristão Athayde de Souza e Talita Werneck Arguelhes, além de requisitar acesso aos contratos e aos dados do pagador relativos às campanhas realizadas. Defesa e ataque Em declaração à imprensa, os advogados de Tatá Werneck, Ricardo Brajterman e Maíra Fernandes, se manifestaram sobre a convocação: “Causou grande perplexidade essa convocação, porque Tatá atuou somente como garota propaganda da Atlas, há longínquos cinco anos, ocasião em que não havia nada que desabonasse aquela empresa. Ora, se o Banco Central, a CVM, o Ministério Público, a Receita Federal e os demais Órgãos Reguladores permitiam a atividade da Atlas junto ao grande público, como poderia a Tatá, que é somente uma atriz, adivinhar que essa empresa teria alguma atividade ilegal? É óbvio que se Tatá soubesse que a Atlas viria a se envolver em algum escândalo, lesando seus consumidores, ela jamais aceitaria vincular sua imagem àquela empresa, cabendo destacar que Tatá nunca investiu na Atlas; nunca foi sócia da Atlas ou teve qualquer participação nos rendimentos da Atlas. Tatá foi somente uma prestadora de serviços sem qualquer envolvimento com as atividades e rotina da Atlas.” Tatá e Cauã já tinham sido convocados para comparecer à comissão, no último dia 15, mas conseguiram um habeas corpus do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que permitiu que os dois não comparecessem. Essa ausência, garantida pelo poder judiciário, foi usada como justificativa para a quebra do sigilo dos dois. Em discurso, o deputado Áureo Ribeiro (SDD-RJ), presidente da CPI, argumentou que eles foram chamados e não quiseram dar explicações públicas sobre o caso. “Todos devem ser tratados de forma igual, não importa se são celebridades ou artistas”, disse. O ex-deputado estadual Arthur do Val, conhecido como “Mamãefalei”, também gravou um vídeo em 2018 elogiando a empresa Atlas Quantum, mas não houve iniciativa da CPI para que tivesse o sigilo quebrado.
Acidente em gravação deixa Thiago Martins com ferimentos na cabeça
O ator Thiago Martins sofreu um acidente durante as gravações da série “Cidade de Deus” da HBO Max, necessitando de seis pontos na cabeça. O ocorrido não levou a alterações no cronograma de gravações, mas preocupou fãs e equipe. “Numa cena de conflito, acabei me machucando, porém nada demais”, explicou o ator ao jornal O Globo. “Um pouco assustador por ser um corte na cabeça, mas os médicos e bombeiros foram super atenciosos comigo. No final deu tudo certo. Seis pontos e histórias para contar”, completou, mostrando tranquilidade. Reação do ator Nas redes sociais, o ator chegou a brincar com o incidente, compartilhando uma imagem do corte na parte de trás da cabeça e agradecendo à equipe que o atendeu e à produção da HBO Max. “Seis pontos e sete parafusos a menos. Graças a Deus, nada grave. Seguimos”, escreveu Martins. Outras declarações feitas pelo ator revelam seu senso de humor mesmo em um momento delicado: “Acidente de trabalho. Tudo em paz por aqui. Ontem foi um dia intenso, mas tá valendo a pena.” Outros problemas na série A série “Cidade de Deus” se passa 20 anos após os acontecimentos do famoso filme homônimo, no qual Thiago Martins também participou. A obra está sendo gravada na comunidade 12 do Cinga, em São Paulo, e já enfrentou outros desafios, como agressões por policiais militares contra parte da equipe e o assalto de uma van da produção. Além disso, o Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro anunciou que investigaria as gravações da série por supostamente envolver mais de 30 pessoas sem registro profissional. Entretanto, como a série não está sendo produzida no Rio até o momento, a investigação estaria fora da alçada da entidade carioca. Carreira de Thiago Martins Além de atuar em “Cidade de Deus”, Thiago Martins tem uma carreira notável em novelas de destaque na Globo, como “Avenida Brasil”, “Insensato Coração”, “Caminho das Índias”, “Da Cor do Pecado”, “Império” e “Flor do Caribe”. Ele também é conhecido por sua carreira musical.
Paulo Betti tem contrato encerrado na Globo após quase 40 anos
O ator Paulo Betti está de saída da rede Globo após um vínculo de quase 40 anos. O contrato com o ator, atualmente interpretando o personagem Anselmo em “Amor Perfeito”, terminará em 15 dias e não será renovado. Essa decisão faz parte das mudanças recentes da emissora, que agora opta por contratar atores por obra. Uma saída yranquila Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Betti destacou que sua saída foi pacífica e sem ressentimentos. Ele compreende as necessidades econômicas da emissora neste novo momento. “A minha saída foi absolutamente tranquila”, afirmou. Ele também reforçou que “a Globo não tem mais a audiência que ela tinha e são decisões econômicas que uma emissora de televisão deve fazer dentro da conjuntura atual. Acho até que é salutar”, avaliou o ator. Betti elogiou a Globo, enfatizando que trabalhar na emissora sempre foi prazeroso. Apesar da não renovação do contrato, o ator pode voltar em futuros projetos da Globo, seguindo o caminho de outros famosos, como Marieta Severo, Marjorie Estiano, Isis Valverde, Antonio Fagundes e Stênio Garcia, que estão trabalhando por obra. “As histórias são assim: têm começo e fim. E volta também. Daqui dois meses, posso receber convite para fazer uma novela na emissora e vou considerar com o maior carinho”, acrescentou Betti. O ator ainda expressou sua abertura para outros desafios, dentro ou fora da televisão, incluindo “convites para filmes incríveis e de histórias maravilhosas que me chamem para fazer”. Uma carreira repleta de sucessos Durante os quase 40 anos de Globo, Paulo Betti fez parte de novelas icônicas. Ele fez sua estreia na emissora em “Transas e Caretas” (1984) e virou uma presença constante nas telas, com destaque para personagens marcantes em “Mulheres de Areia” (1993), “Tapas e Beijos” (2013), “Império” (2014) e “O Outro Lado do Paraíso” (2018). Em janeiro deste ano, ele também confirmou sua participação em “Amor Perfeito”, continuando a deixar sua marca na dramaturgia nacional. Em janeiro deste ano, ele também participou do reality “The Masked Singer Brasil”, fantasiado de Coelho, e foi o primeiro eliminado da temporada.
Crise nos bastidores do “Vai que Cola” aumenta com novas denúncias
O programa humorístico “Vai que Cola”, da rede Globo, se encontra mergulhado em uma grave crise de bastidores, precipitada pela demissão de um de seus roteiristas, André Gabeh. Após se ver desempregado, Gabeh relatou que sofreu perseguição por parte do elenco do programa para deixar a equipe. A situação tornou-se tão crítica que gerou um racha entre os atores e os roteiristas, que na terça (22/8) publicaram uma carta aberta de apoio ao colega. A visibilidade das acusações feitas contra os humoristas famosos trouxe à tona outras queixas e culminou numa manifestação da própria entidade dos roteiristas do Brasil. André Gabeh agradece apoio Vítima da situação, André Gabeh voltou a se pronunciar sobre o ocorrido. Em uma longa mensagem publicada nas redes sociais nesta quarta (23/8), ele agradeceu aos colegas pelo posicionamento público e abordou as injustiças que sofreu durante o período em que trabalhou no humorístico. “Hoje, quem ler o que eles escreveram, vai saber que eu não exagerei quando falei sobre a injustiça que sofri, sobre a maldade que me fizeram e que tive que pisar em ovos para expor, porque o lado mais fraco da corda sempre tem que tomar cuidado pra nunca mais ser chamado pra trabalhar ou virar chacota diante do fandom de pessoas com muito mais visibilidade”, declarou. Ele ainda enfatizou a seriedade da situação, afirmando: “O que aconteceu comigo não pode acontecer com PROFISSIONAL NENHUM, com pessoa nenhuma, mas dessa vez eu tive a voz de mestres me defendendo e se defendendo.” Solideriedade e acusações dos roteiristas A carta dos roteiristas foi assinada por pelo menos seis escritores da fase atual do programa. Solidarizando-se com Gabé, eles afirmam que o colega foi “demitido arbitrariamente a pedido de parte do elenco da série”. Segundo a carta, Gabeh é um profissional “sério, competente, comprometido”, que vinha sendo elogiado tecnicamente por toda a equipe, incluindo a produtora Fábrica, Multishow e Globo. Além disso, os colegas destacam: “André Gabeh é também um escritor preto, gay e periférico, o que é importante ressaltar dentro de um contexto em que ‘a corda sempre arrebenta do lado mais frágil’. Perdemos um roteirista brilhante, um dos poucos suburbanos escrevendo para personagens suburbanos”. Eles apontam que a implicância ou perseguição com o autor não era de hoje e não se devida à qualidade do trabalho e sim por preconceito, por Gabeh ser um ex-BBB. Sem citar nomes, eles dizem que críticas construtivas são bem-vindas, mas a reação dos atores foi muito acima do tom e sem justificativa. “Atualmente a atmosfera de trabalho é de apreensão e medo, pois os roteiros recebem diversas críticas infundadas e abstratas. Críticas estas que dizem respeito, na maior parte dos casos, aos gostos pessoais e não à técnica e podem ter consequências desastrosas como a recente demissão do roteirista André Gabeh”, afirma a carta. Entre as revelações, os roteiristas afirmam que parte do elenco nem sequer lê os roteiros antes de gravações, o que sempre causa mudanças de última hora. Sem citar exemplos, os escritores comentam que existe uma divisão até mesmo entre os atores, que não concordam com os estrelismos de algumas figuras. Associação dos Roteiristas critica ambiente tóxico Em uma nota também divulgada nesta quarta-feira (23/8), a Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) se posicionou, em meio às denúncias, contra a “cultura de medo e opressão” em ambientes do mercado audiovisual. “O processo de criação de uma obra é um trabalho realizado em conjunto e todos os profissionais envolvidos merecem respeito”, ressalta um trecho. A ABRA também destacou ser “inadmissível que um local de trabalho se torne um local de perseguição e de violência psicológica por parte de outros colegas”. A associação defendeu um ambiente livre de práticas tóxicas e enfatizou a necessidade de assegurar a integridade física e mental dos funcionários. Mais um roteirista reforça denúncias Com a revelação do descontentamento dos roteiristas atuais, um ex-roteirista do programa, Daniel Porto, que pediu demissão no ano passado, compartilhou sua experiência traumática no “Vai que Cola”, reforçando a acusação de assédio moral por parte do elenco. Em texto publicado no Linkedin, Porto acusou os atores de serem tóxicos e que o trabalho no humorístico lhe causou depressão, burnout e crises de ansiedade. Porto relatou sua luta diária, as exigências insanas e a sobrecarga de trabalho. Reclamou dos salários desrespeitosos ofertados à equipe, revelando que um roteirista recebe entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês para escrever aproximadamente 10 episódios, sem remuneração adicional pelas reexibições. O redator final, seu caso, recebia R$ 5 mil por episódio, com uma carga de trabalho intensa. Ele também denunciou as atitudes dos atores: “O desdenho e o assédio moral com nossos textos eram diários e na nossa cara. Era direto, ofensivo e cruel. Todo mundo sabia, a estrutura inteira do programa sabia, e nós ficávamos vendidos tentando nos defender da maneira que nos cabia”. Ele ainda ressalta que “todos do elenco tinham comportamento tóxico conosco, em maior ou menor grau”. O roteirista também destacou que a manifestação desta semana foi resultado de um acúmulo de desaforos e sapos engolidos. “Sempre ficamos com medo de nos expor e perder futuros trabalhos como roteirista, que são cada vez mais escassos. Demorou muito para que o pedido de socorro da equipe viesse”, afirmou. “Demorou muito para que o óbvio fosse dito. Muito amigos se desgastaram muito emocionalmente e psicologicamente por causa dessas pessoas”. Após ressaltar o medo de exposição da equipe, o desgaste emocional e psicológico, ele agradeceu André Gabeh pela coragem de abrir os bastidores do programa: “Me solidarizo e compartilho meu relato para dizer que você não está sozinho nessa”. O elenco do “Vai que Cola” A 11ª temporada do programa “Vai que Cola” está atualmente em produção e será exibida ainda neste ano. O elenco da produção inclui Catarina Abdalla, Marcus Majella, Samantha Schmutz, Cacau Protásio, Pedroca Monteiro, Maurício Manfrini, Nany People, Marcelo Médici, Silvio Guildane e Luis Lobianco. Além deles, Sidney Magal, Diogo Vilela, Katiuscia Canoro, Paulinho Serra e Raphael Vianna fazem participações especiais. A rede Globo, o Multishow e a produtora Fábrica ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as alegações.












