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Música

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  • Música

    Viva – A Vida É uma Festa: Nova animação da Pixar ganha segundo trailer

    8 de junho de 2017 /

    A nova animação da Pixar, que se chama apenas “Coco” nos EUA e virou “Viva – A Vida É uma Festa” no Brasil, ganhou um novo pôster e seu segundo trailer, ainda sem legendas ou dublagem nacional. A prévia revela diversas similaridades com outra animação recente, “Festa no Céu” (2016), ao acompanhar um menino e seu cachorro numa jornada pelo plano espiritual. Proibido de tocar música, apesar de ser parente de um cantor famoso, a criança vai atrás de respostas. E ao segurar o violão de seu ancestral, acaba sendo “puxada” para a Terra dos Mortos. A partir daí, seus parentes falecidos tentam ajudá-lo a voltar ao mundo dos vivos. O elenco de vozes originais inclui Gael García Bernal (“Neruda”), Benjamin Bratt (“Doutor Estranho”) e Renee Victor (série “Weeds”), mas o protagonista é dublado por um estreante, Anthony González, escolhido entre várias crianças que fizeram testes para o papel. O roteiro é de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também vai estrear como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”). A previsão de estreia é para 4 de janeiro no Brasil, quase dois meses depois do lançamento nos EUA.

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  • Música

    Gorillaz divulga novo clipe animado com música desanimada

    8 de junho de 2017 /

    A banda animada Gorillaz lançou um novo clipe, “Sleeping Powder”, que abre com uma cena icônica de campanha anti-drogas dos anos 1980. A peça, intitulada “This Is Your Brain On Drugs”, traz a imagem de um ovo sendo frito, narrada por uma voz que diz “Isto é o que acontece com o seu cérebro quando você usa drogas”. A música que se segue é descrita como uma faixa solo de um dos membros virtuais do Gorillaz, o vocalista e tecladista 2-D. Embora ela não seja empolgante, o vídeo mostra o personagem levantando de seu teclado para dançar animadamente. Em entrevista à BBC Radio 1, o vocalista Damon Albarn afirmou que estava trabalhando em quatro dezenas de músicas que não entraram no último álbum para disponibilizá-las ao longo de um ano e meio. “Eu estou revendo todas as faixas que de algum jeito não deram certo e as terminando”, disse, em entrevista ao apresentador Zane Lowe. “Acredito que posso continuar no jogo por pelo menos 18 meses.” Ou seja, vem aí mais músicas desanimadas que só personagens animados conseguem dançar.

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  • Música

    Primeiro clipe do Fifth Harmony como quarteto é comercial descarado de carro

    8 de junho de 2017 /

    O Fifth Harmony lançou seu primeiro clipe como quarteto. Mas é preciso assistir a um comercial de carro de 30 segundos, num merchandising descarado e encrustado no começo do vídeo, antes que as primeiras notas de “Down” sejam ouvidas. Não que a luz neon de motel barato e a coreografia de girl band dos anos 1990 melhore o resultado nos minutos seguintes. Muito menos a presença isolada do rapper Gucci Mane, que diz suas falas e sai de cena sem se misturar. Na verdade, comerciais de carro costumam ter maior orçamento e mais ação que a direção de James Larese (do coletivo Syndrome, que já trabalhou com Ke$ha e Eminem) conseguiu elaborar. A música merecia algo melhor. “Down” faz bom uso de sua influência de dancehall (a versão eletrônica do reggae), num arranjo muito bem produzido, que também é muito muito parecido com o recente hit “Come First”, do misterioso trio Terror Jr. Já há debates no Twitter sobre plágio.

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  • Música

    Novo clipe de Karol Conka faz ode ao sexo oral feminino

    8 de junho de 2017 /

    A rapper Karol Conka divulgou seu novo clipe, “Lalá”, uma ode ao sexo oral feminino, que usa flores como metáfora visual e explora a ineficácia masculina na hora do “lalá”. Isto é, de lamber lá. “Não sabe a diferença de um clitóris para um ovário”, canta Karol, de forma crítica. “Escrevi essa música na intenção de informar as pessoas da necessidade da prática e da técnica do sexo oral na mulher. Tive a ideia de fazer um clipe com uma equipe toda formada por mulheres de forte posicionamento”, explicou a artista no release que acompanha o lançamento. “Tivemos ideias coletivas que mostram o universo feminino de uma maneira doce e ao mesmo tempo divertida. A intenção é passar a mensagem quebrando o tabu de maneira informativa e criativa.” A letra, que trata do assunto de forma direta e sem pudor, ganhou um vídeo lúdico dirigido por Vera Egito (roteirista de “Elis” e diretora de “Amores Urbanos” e “Restless Love”) e Camila Cornelsen (cinematógrafa de “Restless Love”), na mesma linha colorida, repleta de figurinos e glitter, que tem marcado os clipes da nova geração de funkeiras. O detalhe é que, para ilustrar com línguas e virilhas a mensagem de empoderamento, o vídeo empregou uma alarmante quantidade de atores de pele clara em sua produção, deixando Karol como a única pessoa de pele escura falando sobre igualdade de direitos e prazeres. Pois é.

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  • Música

    Novo clipe do Radiohead tem tema sci-fi e direção de cineasta polonês premiado

    4 de junho de 2017 /

    O Radiohead divulgou o clipe de “I Promise”, uma das três faixas inéditas que serão incluídas como bônus no relançamento comemorativo dos 20 anos do álbum “OK Computer”, considerada a obra-prima da banda britânica. O vídeo acompanha um passeio de ônibus pela noite, mostrando paisagens e pessoas tristes, que comovem um passageiro em particular. Ao final, descobre-se que o homem emocionado é, na verdade, apenas a cabeça decepada de um robô, numa referência ao tema sci-fi do disco. A obra é assinada pelo cineasta polonês Michal Marczak, responsável por “All These Sleepless Nights”, premiado como Melhor Documentário Mundial no Festival de Sundance do ano passado. A edição especial comemorativa de “OK Computer” será lançada em 23 de junho.

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  • Música

    Documentário do Sepultura ganha trailer repleto de estrelas do rock pesado

    2 de junho de 2017 /

    A O2 divulgou o pôster e um novo trailer do documentário da banda Sepultura, que acompanha os músicos no palco, nos bastidores, em viagens, em estúdio e em suas casas. E além do “som pauleira” da banda, também traz depoimentos de lendas vivas do heavy metal, que expressam sua admiração pelos brasileiros. A prévia dá uma palhinha das participações de Lars Ulrich (Metallica), Scott Ian (Anthrax), Dave Ellefson (Megadeath), Phil Anselmo (Pantera) e Corey Taylor (Slipknot). Dirigido por Otávio Juliano (“A Árvore da Vida”), “Sepultura Endurance” foi filmado ao longo de sete anos e rendeu mais de mil horas de imagens captadas. Mesmo assim, não conta com participação ou apoio dos irmãos Cavalera, que inclusive vetaram a utilização de suas músicas, demonstrando como o racha entre os membros foi grave e duradouro. Algumas das faixas proibidas estão entre as mais conhecidas do grupo, como “Roots” e “Attitude”. Na premiére realizada em Los Angeles, trechos em que as duas músicas apareciam, tocadas pela atual formação, foram exibidos sem som. No Brasil, o documentário estreia no dia 14 de junho.

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    Liam Gallagher, Foo Fighters e Arcade Fire lançam novos clipes

    2 de junho de 2017 /

    As festas juninas começaram no YouTube ao som de rock, com três clipes de astros consagrados: as bandas Foo Fighers e Arcade Fire e o cantor Liam Gallagher, ex-Oasis. Curiosamente, eles abordam a velhice e a herança deixada para os mais jovens. O clipe de “Wall of Glass”, antecipa o disco de “estreia” de Liam, “As You Were”, seu primeiro lançamento solo. A voz é a mesma dos tempos do Oasis. Mas seu aspecto envelhecido, reforçado por cabelos curtos e óculos escuros, deixou-o mais parecido com seu irmão e desafeto Noel. Dirigido por Francois Rousselet (do clipe dos Stones estrelado por Kristen Stewart, “Ride ‘Em on Down”), o vídeo não tem nada demais: mostra o cantor olhando fixamente para a câmera e circulando entre corredores, quartos e paredes espelhadas de um hotel decadente, refletindo os efeitos da passagem do tempo sobre si mesmo. A ideia do envelhecimento é levada à extremos em “Run”, clipe do Foo Fighters, que traz o grupo do ex-Nirvana Dave Grohl mais pesado que nunca, ao mesmo tempo em que registra seus integrantes com cabelos brancos e muitas rugas, sob maquiagem pesada. O cenário é uma casa de repouso para idosos, onde a banda se apresenta. Não demora e os acordes de grunge metálico levam os velhinhos à loucura, inspirando-os a fazer mosh, stage diving e se rebelar contra enfermeiros e guardas. O rock da Terceira Idade termina com fuga em massa, assalto a jovens, mergulho nas drogas e dança frenética até exaurir completamente as últimas energias dos velhinhos. O próprio Dave Grohl dirigiu essa fantasia desvairada. Por fim, o Arcade Fire pondera a desolação do mundo que as próximas gerações herdarão em “Everything Now”. A música mistura tudo ao mesmo tempo, indo da balada indie ao refrão funkeado, enquanto passa por guitarras shoegazer, piano evocativo de David Bowie e até flauta andina, como trilha para um visual de sci-fi pós-apocalíptica. Os únicos adultos presentes são a própria banda, que toca no deserto, enquanto crianças brincam entre cidades fantasmas, torres elétricas, destroços e “as cinzas de tudo agora”, assistindo de longe o lançamento de foguetes ao espaço. A direção é creditada a The Sacred Egg, que recentemente assinou o excelente clipe de terror “Lights Out”, do Royal Blood. Veja os três clipes abaixo:

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    Veja o último clipe de Kid Vinil, que ele não teve tempo de assistir

    2 de junho de 2017 /

    O cantor e radialista Kid Vinil estava gravando um novo disco com sua banda Magazine, quando faleceu subitamente em maio, após passar mal num show. Este trabalho também rendeu o último videoclipe da carreira do artista, que ele não teve tempo de ver finalizado. O vídeo acompanha a banda tocando “Segura a Água” em estúdio. A música combina a letra da popular marchinha de carnaval “Cachaça Não É Água” com a melodia do rock “Hold Back The Water”, do grupo canadense Bachman Turner Overdrive, um dos preferidos do cantor. A gravação foi produzida entre fevereiro e março, no estúdio Gaz, do guitarrista do Magazine, Fábio Gasparini. “Ele vinha muito feliz, radiante, alto astral e cheio de criatividade. Saiu à francesa, uma pena”, disse o baterista Trinkão sobre a morte de Kid Vinil, em 19 de maio. “Segura a Água” vai integrar o álbum inédito do Magazine, ainda sem previsão de lançamento.

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    Anitta lança seu primeiro clipe em espanhol, gravado em Nova York

    31 de maio de 2017 /

    Anitta divulgou seu primeiro clipe cantado em espanhol, “Paradinha”, visando o lançamento de sua carreira internacional. A produção foi feita em tempo recorde. A gravação ocorreu na semana passada em Nova York e o lançamento chegou rápido na internet para evitar vazamentos. Com direção do carioca Bruno Ilogti, o vídeo mostra Anitta dançando pelas ruas, metrô, supermercado, lavanderia e até um restaurante, numa ambientação muito colorida e descontraída, em meio à população nova-iorquina. E logicamente sua dancinha contagia os figurantes anônimos, que tentam imitá-la. A língua espanhola sugere um reggaeton, mas o refrão com o título em português é de trio elétrico. O fato de a música ser dedicada a um movimento de dança sensual também tem certo Tchan, por assim dizer. Este é o terceiro trabalho de Anitta dirigido por Ilogti. Ele também foi responsável pelos divertidos clipes de “Bang” e “Essa Mina É Louca”, sucessos anteriores da cantora – além de vídeos de Fergie, comerciais de moda e curta-metragens. O vídeo de “Paradinha” vem acompanhado de uma campanha comercial, com patrocinador e tudo, que já divulgou o making of e – que tchan – terá vídeos para ensinar a coreografia. O making of pode ser conferido logo após o clipe.

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    Kevin Hart e o rapper TI criam série de comédia passada num estúdio de gravação

    30 de maio de 2017 /

    O comediante Kevin Hart (“Um Espião e Meio”) e o rapper Tip “TI” Harris (“Homem-Formiga”) estão desenvolvendo uma nova série de comédia, que gerou disputa de bastidores e acabou tendo seus direitos adquiridos pelo canal pago americano Showtime. Intitulada “The Studio”, a série vai mostrar o que acontece num estúdio de gravação, girando em torno de funcionários desse negócio posso ortodoxo, em que o horário de trabalho normalmente vai da meia-noite às 6h da manhã. Além de assinarem o projeto, Hart e TI também participarão do elenco da série, que terá produção da Lionsgate TV. Os dois já trabalharam juntos, nas comédias “O Durão” (2015) e “Policial em Apuros 2” (2016). Hart será visto a seguir no remake/continuação de “Jumanji” e TI em “Homem-Formiga e Vespa”, mas ainda não há previsão para a estreia de “The Studio”.

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    Música de Descendentes 2 celebra maldades da Disney em dois clipes

    26 de maio de 2017 /

    A Disney Music divulgou dois clipes da música “Ways to Be Wicked”, que integra o telefilme “Descendentes 2”. O primeiro destaca imagens da produção do Disney Channel, enquanto o segundo traz os atores cantando a música num carro, ao estilo de “Carpool Karaokê”. A música é um elogio às maldades e registra uma recaída de Jay (Booboo Stewart), Evie (Sofia Carson), Mal (Dove Cameron) e Carlos (Cameron Boyce) no lado negro dos contos de fadas. Dois detalhes chamam atenção. Ao final do clipe oficial, o Príncipe Ben (Mitchell Hope), filho da Bela e da ex-Fera, junta-se a eles num visual de bad boy. Já no Karaokê, o quarteto principal é acrescido de China Anne McClain (série “Programa de Talentos”), que estreia na franquia como Uma, a filha de Úrsula. Além Uma, outros filhos de vilões das fábulas vão participar da nova história: Harry Hook (o novato Thomas Doherty), filho do Capitão Gancho, e Gil (Dylan Playfair, de “Se Eu Tivesse Asas”), filho do Gastão. A franquia se passa num reino idílico, após o príncipe herdeiro oferecer uma chance de redenção para os filhos dos maiores antagonistas dos contos de fadas, que foram presos em uma ilha com todos os vilões, ajudantes, madrastas e meia-irmãs malvadas. No primeiro filme, ao passar a frequentar a escola ao lado dos filhos da Fada Madrinha, Bela Adormecida, Rapunzel e Mulan, os jovens decidem romper com seus pais vilões, abraçando a oportunidade de se tornarem pessoas boas. Novamente escrito por Sara Parriott e Josann McGibbon e dirigido por Kenny Ortega, “Descendentes 2” tem estreia marcada para 21 de julho nos Estados Unidos.

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    Novata Kell Smith junta Luiza Brunet, Astrid Fontenelle, Fabi Bang e Luiza Possi em clipe contra o assédio

    25 de maio de 2017 /

    A cantora Kell Smith mal começou a carreira e já chama atenção. Seu primeiro clipe, “Respeita as Mina”, chega num timing perfeito, em tempos de empoderamento feminino e denúncias de assédio, e conta com participação de mulheres bem mais famosas que a própria artista: Luiza Brunet, Astrid Fontenelle, Fabi Bang e Luiza Possi. O refrão contagiante ensina: “Respeita as mina/ Toda essa produção não se limita a você/ Já passou da hora de aprender/ Que o corpo é nosso/ Nossas regras, nosso direito de ser”. E enquanto Kell canta, o vídeo apresenta situações de assédio sofridas por mulheres em seu cotidiano, incluindo transporte público, o ambiente de trabalho e a hora de lazer, onde entram em cena as famosas citadas. A direção é de Mess Santos, que fez, entre outros, o divertido clipe de Nego do Borel para “Você Partiu meu Coração”, com Anitta e Wesley Safadão. Com batida dançante e violões, a produção de Rick Bonadio vai num bom embalo até tropeçar num trecho de rap, em que Kell mostra que não é rapper. O detalhe é que ela nem precisava apelar para um textão clichê e mal ajambrado, quando seu refrão já diz tudo. E isto é tão raro. “Respeita as Mina” também pode induzir a um equívoco, sugerindo que Kell seja uma nova revelação do funk ou, vá lá, do hip-hop nacional. Mas outras canções de seu disco de estreia apontam falta de identidade musical, com um ecletismo que pode agradar até fãs de chororô sertanejo.

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    Série mais cara da Netflix, The Get Down é cancelada após uma temporada

    25 de maio de 2017 /

    A Netflix cancelou a série “The Get Down”, criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”), após a disponibilização da segunda metade de sua temporada inaugural sem muita fanfarra. Considerada a mais cara produção do serviço de streaming, a série despertou grande expectativa, mas se revelou bem diferente do que se esperava. Prometida como um relato da origem do hip-hop, a atração se revelou fantasiosa e coreografada como um grande musical. Mesmo acompanhando personagens fictícios, a produção incorporou fatos e personagens históricos, como Grandmaster Flash, pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. Por sinal, Flash era um dos produtores, ao lado do rapper Nas e do crítico e escritor Nelson George, que trabalharam junto com Luhrmann para garantir a autenticidade da recriação da época. Passada no berço do hip-hop em meados dos anos 1970, a trama girava em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos de South Bronx, em Nova York, que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços para a cena artística de Manhattan. A história também tinha uma trama paralela, envolvendo uma cantora de discoteca filha de um pastor evangélico. O elenco incluía uma nova geração de atores negros e latinos, mas também nomes conhecidos como Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Giancarlo Esposito (série “Breaking Bad”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”) e Justice Smith (“Cidades de Papel”). Segundo o instituto de pesquisa Symphony Advanced Media, a primeira parte da temporada de estreia, lançada em agosto do ano passado, foi vista por 3,2 milhões de pessoas nos Estados Unidos em seus primeiros 31 dias no ar — menos de um quinto do registrado por “Orange is the New Black” em sua 4ª temporada. O fracasso é ainda maior considerando os altos custos de produção — um total de US$ 120 milhões, sendo US$ 7,5 milhões por episódio, maior orçamento de uma série da plataforma — e as várias paralisações na produção, que atrapalharam o andamento do projeto, criando a necessidade de dividir a temporada em duas partes – a segunda metade foi disponibilizada em abril. De acordo com a revista Variety, “The Get Down” teve a produção interrompida e reiniciada tantas vezes que a equipe passou a apelidá-la de “The Shut Down” (“Desligada”, em inglês). Relatos falam em bastidores tumultuados pelo perfeccionismo de Luhrman, que não teria se adaptado ao formato de produção em série. Durante as gravações, Luhrman chegou a se declarar sobrecarregado e considerou abandonar o projeto, mas decidiu ao menos terminar uma temporada completa.

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