Michael Lang (1944–2022)
Michael Lang, criador do lendário festival de Woodstock, morreu no sábado (8/1) de complicações de linfoma não Hodgkin num hospital em Nova York, com 77 anos. Nascido e criado no Brooklyn, Lang iniciou sua carreira como produtor musical em Miami, na Flórida, onde desenvolveu o Miami Pop Festival de 1968, que destacou uma performance incendiária de Jimi Hendrix. No ano seguinte, mudou-se para Woodstock, no interior de Nova York, onde trabalhou com os parceiros Artie Kornfeld, Joel Rosenman e John Roberts para criar um festival local. O evento, que aconteceu de 15 a 18 de agosto de 1969, numa fazenda da região, tornou-se um marco da contracultura, reunindo 500 mil pessoas para assistir shows de artistas como Hendrix, Janis Joplin, Jefferson Airplane, The Who, Carlos Santana, Sly and the Family Stone, Joe Cocker e Crosby, Stills, Nash & Young. “Woodstock ofereceu um ambiente para as pessoas expressarem seu melhor”, disse Lang no aniversário de 50 anos do festival, em 2019. “Foi provavelmente o evento mais pacífico do gênero na história. Isso foi devido às expectativas e ao que as pessoas queriam criar lá.” Apesar do sucesso, o festival deu um enorme prejuízo, já que quase ninguém pagou ingressos, invadindo a fazenda para assistir aos shows de graça. Após perder dinheiro, Lang tentou capitalizar um pouco da fama do evento com a realização de mais dois shows na região, em 1994 e 1999. O último ficou marcado por preços inflacionados, quebra-quebra, estupros e um incêndio grandioso, representando o oposto do evento original. Lang também ajudou a planejar o Woodstock 50, que aconteceria em agosto de 2019, mas acabou cancelado por receio de repetir o desastre do festival anterior. O promotor de eventos também foi produtor de cinema. Após produzir o documentário “Woodstock: The Lost Performances” (1990), com cenas de shows não vistos no filme “Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música” (1970), de Michael Wadleigh, ajudou a lançar a carreira do diretor Wes Anderson, produzindo o primeiro longa do cineasta: a comédia “Pura Adrenalina” em 1996, que também revelou os irmãos Luke e Owen Wilson como atores. Presente com grande destaque no filme de Wadleigh, onde apareceu desde o planejamento do festival, acompanhando a construção dos palcos e circulando pela região lamacenta de moto, Michael Lang também virou personagem de cinema, interpretado por Jonathan Groff no filme “Aconteceu em Woodstock” (2009), de Ange Lee. Ele era casado e teve cinco filhos.
Marilyn Bergman (1929–2022)
A compositora Marilyn Bergman, vencedoras de três estatuetas do Oscar, morreu neste sábado (8/1) aos 93 anos, vítima de uma parada respiratória não relacionada à covid-19. Ao lado do marido Alan Bergman, com quem colaborou por décadas, ela conquistou o Oscar pela composição das canções “The Windmills of Your Mind”, do filme “Crown, o Magnífico” (1968), e “The Way We Were”, sucesso musical de “Nosso Amor de Ontem” (1973). O terceiro Oscar foi pela trilha sonora de “Yentl” (1983). Ao todo, o casal recebeu 16 indicações ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas do EUA, entre 1968 e 1990 – a última foi por “Moonlight”, do remake de “Sabrina”. Já o primeiro trabalho de Marilyn, por coincidência, foi a letra da música-tema do filme “No Calor da Noite” (1967), estrelado por Sidney Poitier, que morreu na sexta-feira (7/1). Marilyn e Alan Bergman também trabalharam, ao longo da carreira, com artistas como Neil Diamond (“You Don’t Bring Me Flowers”), Quincy Jones (“The World Goes On), o brasileiro Sergio Mendes (“Look Around”) e Barbra Streisand, para quem compuseram a oscarizada “The Way We Were” e as músicas de “Yentl” (três delas indicadas individualmente ao Oscar), além de terem roteirizado um especial televisivo de 1995, “Barbra: The Concert”. Em suas redes sociais, Streisand descreveu os Bergman como parte de sua família. “Nós nos conhecemos há mais de 60 anos nos bastidores de uma pequena boate, e nunca paramos de nos amar e de trabalhar juntos. Suas canções são atemporais, e nosso amor também”, ela escreveu. Lembre abaixo as músicas do casal que venceram o Oscar de Melhor Canção Original.
The Weeknd lança primeiro clipe de “Dawn FM”
The Weeknd lançou o clipe de “Sacrifice”, o primeiro vídeo do álbum “Dawn FM”, lançado na sexta (7/2). A produção dá sequência ao premiado “After Hours”, de 2020, e está sendo recebida com elogios rasgados da crítica musical, confirmando que Abel Tesfaye é um dos artistas mais relevantes do pop atual. O vídeo reflete o aspecto conceitual do álbum, cujo título alude a uma “estação de rádio do purgatório”, segundo definição do cantor canadense. O responsável pela locução da “Alvorada FM” fictícia no disco e no clipe é ninguém menos que o comediante Jim Carrey (“Sonic – O Filme”). A voz do ator abre o vídeo, despertando The Weeknd simbolicamente da própria morte. No disco, ele surge entre as músicas, conversando com os ouvintes. Carrey inclusive ajudou a escrever “Phantom Regret by Jim”, faixa que encerra o disco com um discurso sobre a morte e a aceitação. A parceria entre os dois aconteceu porque eles ficam amigos ao se tornarem vizinhos em Los Angeles. Outros convidados desta FM celestial incluem o jazzista Quincy Jones, os rappers Tyler, the Creator e Lil Wayne, o produtor Max Martini e os DJs/artistas de dance music Calvin Harris, Swedish House Mafia e Oneohtrix Point Never. A direção de “Sacrifice” é de Cliqua (R.J. Sanchez), que assinou os três clipes anteriores do cantor.
Pitty lança clipe em clima de “John Wick”
A cantora Pitty lançou nesta sexta (7/1) o primeiro clipe de seu novo trabalho, o EP “Casulo”, que conta com quatro faixas e participais especiais. “Diamante” traz Pitty num dueto com a rapper Drik Barbosa, que ainda conta com participação do baterista Weks (do Nx Zero e da banda de Pitty). A direção é de Kenny Kanashiro (de clipes de Projota, Vitor Kley e Luiza Possi) numa estética meio “John Wick”, em que os artistas aparecem cercados e com armas de paintball apontadas diretamente para seus rostos. A situação expressa a sensação de cerco e perseguição descrita pela música, inspirada pelos julgamentos midiáticos – “essas pedras que nos atiram”.
Astro de “Judas e o Messias Negro” estrela clipe de SZA
A cantora SZA lançou o clipe de “I Hate U” nesta sexta (7/1), que traz o título como uma mensagem que ela envia pelo celular. Quem recebe é ninguém menos que LaKeith Stanfield, ator indicado ao Oscar por “Judas e o Messias Negro”. Ele estrela o vídeo sozinho, discutindo com o celular numa praia deserta e sombria, com clima invernal. O vídeo tem direção de Jack Begert (de vários clipes de Doja Cat) e termina avisando que seu clima desolador “não é o fim”. O significado da frase não é figurativo. Nas redes sociais, a cantora anunciou que essa é a primeira parte do lançamento. Confira abaixo.
Vídeos de “Sing 2” destacam vozes de Vanessa Camargo, Fiuk, Sandy, Lexa e Paulo Ricardo
A Universal divulgou sete vídeos para destacar os dubladores brasileiros de “Sing 2”, sequência da animação musical de 2016. A lista é formada por cantores muito conhecidos. Três já tinham participado do primeiro filme, Sandy, Wanessa Camargo e Fiuk. As novidades incluem Fábio Jr, dublando o pai de Fiuk na trama, além de Lexa, Any Gabrielly e Paulo Ricardo, que dão vozes a novos personagens. Nos EUA, os dubladores originais incluem Matthew McConaughey, Reese Witherspoon, Scarlett Johansson, Taron Egerton, Tori Kelly e Nick Kroll, que cantaram no primeiro filme. Já a maior novidade internacional de “Sing 2” é ninguém menos que Bono Vox, do U2, como um roqueiro icônico. O papel coube a Paulo Ricardo no Brasil. Na sequência, os integrantes do concurso de calouros do primeiro filme preparam um grande espetáculo e, para tirar o projeto do papel, convencem o patrocinador que um cantor lendário será a atração principal. Só que o tal ídolo do rock se encontra recluso desde a morte da esposa. Diretor e roteirista do primeiro longa, Garth Jennings volta a comandar a sequência para a Illumination, mesma produtora das animações de “Meu Malvado Favorito”, “Minions” e “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”. A estreia vai acontecer na quinta-feira (6/1) no Brasil, duas semanas depois dos EUA.
Os Melhores Clipes de 2021
Com Lil Nas X no inferno com o clipe mais gay de todos os tempos e Anitta no papel de Garota de Ipanema vinda do Piscinão de Ramos, 2021 foi marcado por imagens icônicas de vídeos musicais. Não só a multiplicação de visualizações atestou o sucesso mundial do K-pop como também testemunhou a volta do rock, com Olivia Rodrigo e a nova geração teen trocando o chororô do R&B romântico por guitarras distorcidas. Mulheres, em geral, foram as vozes mais importantes do ano, cantando sobre empoderamento, sororidade e autodeterminação, numa renovação bem-vinda após décadas de canções sobre conquistas masculinas. Já no Brasil, o funk saiu definitivamente dos bailes de periferia para virar o pop oficial do país – apesar dos esforços de emplacar o sertanejo como algo mais que country local. Além da lista com os 10 melhores clipes da música pop internacional e nacional, a relação também contempla destaques independentes, com mais dois Top 10 repletos de artistas criativos, lutando contra orçamentos limitados para se destacar no YouTube – e influenciar o futuro da música. Confira abaixo. Melhores Clipes – Pop BILLIE EILISH | Lost Cause BTS | Butter CARDI B | Up LIL NAS X | Montero (Call Me By Your Name) LORDE | Solar Power MÅNESKIN | Mammamia MEGAN THEE STALLION | Best Friend OLIVIA RODRIGO | brutal TAYLOR SWIFT | All Too Well SAWEETIE ft. DOJA CAT | Thot Shit Melhores Clipes – Pop Brasil ANITTA | Girl From Rio KAROL CONKÁ | Dilúvio DUDA BEAT ft. TREVO | Nem Um Pouquinho GLORIA GROOVE | A Queda GIULIA BE | Lokko IZA | Gueto JÃO | Coringa MARCELO JENECI ft. MUSE MAYA | Vem Vem MC KEVIN O CHRIS, R3HAB & LUCK MUZIK | Deixa Se Envolver (Spring Love) PABLLO VITTAR, RENNAN DA PENHA | Number One Melhores Clipes – Indie/Alternative ATARASHII GAKKO! | Pineapple Kryptonite BEABADOOBEE | Last Day On Earth GREENTEA PENG | Nah It Ain’t The Same JAPANESE BREAKFAST | Be Sweet KILLS BIRDS | Rabbid LITTLE SIMZ ft. OBONGJAYAR | Point And Kill MØAA | Jaw SNAIL MAIL | Valentine SQUIRREL FLOWER | Hurt A Fly WET LEG | Chaise Longue Melhores Clipes – Indie Brasil BAIANASYSTEM ft. B NEGÃO | Reza Forte DÄRKEE | Quimera FRAN, CARLOS DO COMPLEXO, BIBI CAETANO | Visceral LETRUX | Cuidado, Paixão MALLU MAGALHÃES | America Latina TERNO REI | Medo RETROMORCEGO | Satano-Comunistas do Além SOPHIA CHABLAU E UMA ENORME PERDA DE TEMPO | Delícia/Luxúria THE BAGGIOS | Deixa Raiar ZAINA | Não Quero Ninguém
Playlist: 10 clipes novos de bandas de ska
A lista de clipes independentes da semana reúne novos lançamentos de ska, gênero que nunca saiu de moda na Califórnia e no Japão. A seleção reúne do ska cool de levada jazzista até o ska punk com guitarras distorcidas, incluindo o mais recente vídeo de uma banda pioneira desse último subgênero, The Mighty Might Bosstones, que estourou na trilha do filme “Patricinhas de Beverly Hills” (Clueless) em 1995. Há também um dos mais bem-sucedidos representantes da nova geração, Bite Me Bambi, que tem outra conexão midiática. A cantora do grupo é a atriz Tahlena Chikami, que participou de episódios de “Glee”, “Gilmore Girls”, “Jane the Virgin” e “Parks and Recreation”. Para completar, os músicos são todos conhecidos da cena indie de Los Angeles, por virem de diferentes bandas, como Save Ferris, Starpool, The Shcmedlys e My Superhero. Os 10 vídeos selecionados incluem ainda, como curiosidade, um cover de Billie Eilish em ritmo de ska, feito pela banda angelena The Interrupters, e uma colisão punk de ska com folk, cortesia da australiana The Rumjacks. Como sempre, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. | ORESKABAND | Japão | BITE ME BAMBI | EUA | DEATH OF GUITAR POP FEAT. KING HAMMOND | Inglaterra | BIG D AND THE KIDS TABLE | EUA | CONTROL THIS | EUA | BEAT SUNSET | Japão | THE INTERRUPTERS | EUA | THE MIGHTY MIGHTY BOSSTONES | EUA | THE RUMJACKS | Austrália | HEY-SMITH | Japão
Nara Leão vai ganhar série documental na Globoplay
A plataforma Globoplay marcou a estreia de uma série documental sobre Nara Leão nos primeiros dias de 2022. “O Canto Livre de Nara Leão” vai mostrar como a cantora impactou a música e a cultura do Brasil. Em cinco episódios, a produção pretende abordar o surgimento da bossa nova sob o olhar da artista, o célebre show Opinião, de 1964, considerado primeiro protesto artístico contra a ditadura, o rompimento da cantora com a bossa nova e a fundação da MPB, a relação com Chico Buarque, as transgressões de Nara dentro da música brasileira e a vida afetiva da intérprete. Com depoimentos de Chico Buarque, Nelson Motta, Roberto Menescal, Paulinho da Viola e Maria Bethânia, entre outros, a série estreia em streaming no dia 7.
Joni Mitchell transforma hit de 50 anos em clipe inédito de Natal
A cantora Joni Mitchell divulgou em sua página oficial do YouTube o clipe de “River”, música do álbum clássico “Blue”, que completou 50 anos em junho passado. Ela tinha 28 anos quando lançou o disco, o quarto de sua carreira e um dos mais elogiados. Meio século depois, uma das músicas mais tristes do disco ganha seu primeiro clipe, e na data perfeita, como assinalam os acordes iniciais de “Jingle Bells” ao piano, que abrem a canção. A própria Joni explicou a referência, em mensagem compartilhada nesta sexta (24/12) nas redes sociais: “‘River’ fala de arrependimento ao fim de um relacionamento, mas também trata da solidão na época do Natal. Uma canção de Natal para as pessoas que estão sós no Natal! Precisamos de uma música assim”. Vale lembrar que a composição foi influenciada pela separação da cantora e Graham Nash, do grupo Crosby, Stills, Nash & Young, por isso o tom triste. Depois da gravação original, “River” ganhou mais de 400 versões de artistas tão diversos quanto Barry Manilow e Olivia Rodrigo, sem esquecer o ex-namorado da cantora, James Taylor. O clipe da música de 1971 foi dirigido por Matvey Rezanov, que trabalhou nas animações “Coraline e o Mundo Secreto” (2009) e “Paranorman” (2012), transformando imagens conhecidas de Joni de patins no gelo numa bela animação em preto e branco.
Pré-seleção do Oscar de Melhor Canção inclui de Ariana Grande a U2
A lista dos pré-selecionados na categoria de Melhor Canção do Oscar 2022, divulgada nesta terça (21/12) pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, incluiu vários artistas consagrados, indo alfabeticamente de Ariana Grande à U2. A principal curiosidade da relação com 15 títulos é que o Oscar pode apresentar a primeira disputa direta da carreira do casal Beyoncé e Jay-Z, que juntos venceram 51 Grammys. Para isto acontecer, a gravação de “Be Alive”, da trilha de “King Richard: Criando Campeões”, precisa se qualificar junto com “Guns Go Bang”, do western da Netflix “Vingança & Castigo”. Apesar de estar na estrada há mais de 40 anos, a banda U2, que compete pelo desenho “Sing 2”, não é a mais veterana da seleção. Há uma dupla de irmãos com mais de 50 anos de atividade, além de dois artistas com cerca de 60 anos de trajetória que buscam suas primeiras indicações ao Oscar: a banda Sparks, pela trilha de “Annette”, Brian Wilson, por uma gravação inédita de um documentário em sua homenagem, e Van Morrison, pela participação na trilha de “Belfast”, filme favorito a muitos prêmios. Entre os mais jovens, os destaques são Billie Eilish, que já venceu um Grammy pela faixa de “007 – Sem Tempo para Morrer”, a menciona Ariana Grande, na disputa pela comédia “Não Olhe para Cima”, e H.E.R., que retorna com o drama “Ferida” após sagrar-se vencedora do Oscar da categoria em 2021, pela trilha de “Judas e o Messias Negro”. Os 5 indicados (finalistas) de cada categoria serão anunciados no dia 8 de fevereiro. Já a cerimônia de premiação está marcada para 27 de março em Los Angeles, com transmissão ao vivo para o Brasil pelo canal pago TNT e pela plataforma Globoplay. Confira abaixo as 15 músicas que estão no páreo. ANNETTE | So May We Start? BELFAST | Down To Joy BRIAN WILSON: LONG PROMISED ROAD | Right Where I Belong FERIDA | Automatic Woman CINDERELLA | Dream Girl NO RITMO DO CORAÇÃO | Beyond The Shore QUERIDO EVAN HANSEN | The Anonymous Ones NÃO OLHE PARA CIMA | Just Look Up ENCANTO | Dos Oruguitas FOUR GOOD DAYS | Somehow You Do VINGANÇA & CASTIGO | Guns Go Bang 007 – SEM TEMPO PARA MORRER | No Time To Die RESPECT- A HISTÓRIA DE ARETHA FRANKLIN | Here I Am (Singing My Way Home) KING RICHARD: CRIANDO CAMPEÃS | Be Alive SING 2 | Your Song Saved My Life
Lorde lança mais um clipe ensolarado à beira-mar
A cantora Lorde divulgou um novo clipe extraído do álbum “Solar Power”. Para acompanhar a balada folk melancólica “Leader of a New Regime”, a artista neozelandesa realizou um clipe contemplativo, que a fotograva em meio à natureza, em uma praia rochosa. Dirigido por Joel Kefali e Ella Yelich-O’Connor, “Leader of a New Regime” reforça o clima ensolarado dos últimos clipes de Lorde, “Solar Power”, “Mood Ring” e “Fallen Fruit”, todos assinados por Kefali e com canções do novo disco.
Playlist: 10 clipes para conhecer melhor a nova geração dark e cold wave
A nova seleção de lançamentos da geração sombria do século 21 traz sons góticos, darkwave e cold wave, valorizando tons graves de baixo, teclados glaciais e batidas para dançar quase parado, sem sair do lugar. É praticamente uma viagem sonora no tempo, que resgata até imagens gravadas numa festa gótica de 1983, com os cabelões e os figurinos do pós-punk, num clipe recém-lançado pela banda banda francesa Je T’aime. Outros artistas exploram o climão com clipes cheios de neblina, como Møaa, banda da cantora e compositora americana Jancy Rae, que gravou seu primeiro álbum neste ano na Itália. Mas se lá atrás a referência dos góticos eram os vampiros de “Fome de Viver”, agora são zumbis pós-“The Walking Dead” que aparecem no clipe da canadense Actors. Vale reparar que, mesmo com as referências assumidas de The Cure, Siouxie and the Banshees, Joy Division e de um cover synthpop de Bauhaus, nenhuma das bandas opta pelo exagero caricatural que marcou o underground gótico dos anos 1990 e 2000, de maquiagem e estilo praticamente metaleiros. A nova turma é adepta do pretinho básico. E da dramaticidade contida. Como sempre, os vídeos foram alinhados de forma a sugerir uma discotecagem contínua. É só dar play abaixo e deixar tocar. Møaa | EUA | This Eternal Decay | Itália | Ash Code | Itália | Actors | Canadá | Rosegarden Funeral Party | EUA | Black Doldrums | Inglaterra | Ductape | Turquia | Echoberyl | França | Je T’aime | França | Johnny Hunter | Austrália












