Veja os 10 melhores clipes indies da semana
Sábado é o novo dia da seleção de clipes musicais independentes da Pipoca Moderna, cobrindo os melhores lançamentos feitos ao longo da semana. A seleção deste sábado (22/1) reúne alguns artistas de longa e consagrada trajetória musical, como Spoon, White Lies e Trentemøller, ao lado de bandas que, embora mais recentes, também já possuem uma discografia de prestígio. O Top 10 semanal (sem rankeamento) é disponibilizado em dois formatos: convencional, com breves informações sobre cada artista na descrição dos vídeos, e num playlist, localizado ao final, para uma sessão contínua – método indicado para quem quiser assistir ao conteúdo numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome). Veja abaixo. VELVET VOLUME | DINAMARCA Flertando abertamente como o country setentista, “The Way We Love” é a música mais romântica já gravada pelas irmãs Lachmi. O trio formado por duas gêmeas e uma irmã caçula lança seu terceiro álbum, “Nest”, em 18 de fevereiro. SPOON | EUA Com uma batida propulsiva, violão, piano e refrão contagiante, “Wild” evoca a era “Beggars Banquet” dos Rolling Stones – que também inspirou uma fase do Primal Scream que o vocal de Britt Daniel chega a lembrar. Confira ainda a versão ao vivo, gravada no The Teragram, de Los Angeles, e disponibilizada na noite de sexta (21/1). A música faz parte do 10º álbum dos veteranos roqueiros texanos, “Lucifer on the Sofa”, que sai em 11 de fevereiro via Matador Records. INFINITY BROKE | AUSTRÁLIA Infinity Broke é o projeto psicodélico de Jamie Hutchings, vocalista da aclamada banda de Sydney Bluebottle Kiss. “From The Belly Of A Whale” faz parte do terceiro álbum desse grupo paralelo, “Your Dream, My Jail”, lançado no ano passado. PUP | CANADÁ A banda de rock alternativo de Toronto retorna com “Robot Writes a Love Song”, uma música sobre computadores apaixonados que conta com produção de Peter Katis, conhecido por seus trabalhos com The National e Interpol. O single é prévia do quarto álbum, “The Unraveling of PUPTHEBAND”, previsto para abril. FONTAINES D.C. | IRLANDA “Jackie Down the Line” é a primeira prévia do terceiro álbum do Fontaines D.C., “Skinty Fia” (um palavrão em irlandês), previsto para abril. A música traz ecos distantes de The Clash (“Guns of Brixton”) ao repertório da banda de Dublin, num vídeo com participação do MC, dançarino e coreógrafo Blackhaine. JAN VERSTRAETEN | BÉLGICA Cartão de visitas do álbum de estreia do cantor belga, “Goodbye World” é uma homenagem ao pop sessentista de arranjos orquestrais, via colagem de samples e marimbas sequenciadas como hip-hop clássico. A música dançante é o segundo single de “Violent Disco”, que sucede o EP lo-fi “Cheap Dreams” (2019), e chega às lojas em 4 de fevereiro. WHITE LIES | INGLATERRA O trio londrino White Lies retoma a temática mórbida do começo de sua carreira com o novo single “Am I Really Going To Die”. Para quem não lembra, a banda surgiu em 2007 com um álbum chamado “To Lose My Life…” (perder minha vida), que continha o hit “Death” (morte). Desde então sua música ficou mais synthpop que pós-punk, com clara influência de Simple Minds. O novo disco, “As I Try Not To Fall Apart”, será lançado em 18 de fevereiro. TRENTEMØLLER | DINAMARCA Ativo há duas décadas em diversos projetos indies, o multi-instrumentista Andres Trentemøller é um dos pioneiros da combinação de música eletrônica e dreampop. “No More Kissing in the Rain” exemplifica como o wall of sound do My Bloody Valentine vira música para sintetizadores. Quarto single de “Memoria”, o sexto álbum do artista (previsto para 11 de fevereiro), a música conta com vocais de Lisbet Fritze, que integra a banda de Trentemøller desde 2016. CATE LE BON | PAÍS DE GALES Uma das cantoras mais vanguardistas do pop britânico, Cate Le Bon faz uma ponte entre Roxy Music e Talking Heads em “Remember Me”, terceiro single de seu sexto álbum, “Pompeii” – previsto para 4 de fevereiro. A direção do clipe é de Juliana Giraffe, da banda californiana Midnight Sister, em parceria com sua irmã Nicky. DEAR DEER | FRANÇA Federico Iovino (Popoï Sdioh) e Sabatel (Cheshire Cat) formaram a Dear Deer em 2015. Com influência pós-punk/no wave, “Joan” faz parte de seu terceiro álbum, “Collect and Reject”, que será lançado em 25 de março. VELVET VOLUME | DINAMARCA | SPOON | EUA | INFINITY BROKE | AUSTRÁLIA | PUP | CANADÁ | FONTAINES D.C. | IRLANDA | JAN VERSTRAETEN | BÉLGICA | WHITE LIES | INGLATERRA | TRENTEMØLLER | DINAMARCA | CATE LE BON | PAÍS DE GALES | DEAR DEER | FRANÇA
Filme sobre a icônica gravadora Creation ganha primeiro trailer
A RLJE Films divulgou o primeiro trailer americano de “Creation Stories”, filme sobre a influente gravadora britânica Creation Records, que realizou uma revolução musical nos anos 1980. A prévia revela um foco narrativo centrado na história pessoal de Alan McGee, o fundador e dono da gravadora, que é vivido pelo escocês Ewen Bremner (o Spud de “Trainspotting” e sua continuação) em sua versão mais velha. O ator não é o único egresso de “Trainspotting” no projeto. O roteiro foi escrito por Irvine Welsh, autor do livro que virou “Trainspotting”, e a produção está a cargo de Danny Boyle, o diretor daquele filme. “Creation Stories” é baseado na autobiografia de McGee, intitulada “The Creation Records Story: Riots, Raves and Running a Label”. O lendário empresário escocês ganhou projeção ao montar um club londrino, The Living Room, que virou palco do movimento que culminou na formação da geração indie original, em meados da década de 1980 – a cena batizada como “C86” (classe de 86). Ele também tinha uma banda, a Biff Bang Pow, e foi o primeiro empresário do Jesus and Mary Chain, além de ter gravado o primeiro single do grupo. The Jesus and Mary Chain não foi a única banda famosa lançada pela Creation, que ainda gravou discos do Primal Scream, My Bloody Valentine, Teenage Fanclub, House of Love, Ride e até Oasis. Depois de vender metade de sua gravadora para a Sony nos anos 1990 e ver o Oasis explodir nas paradas, McGee ainda se envolveu na política, ajudando a passar uma lei de apoio financeiro a músicos insolventes. O último lançamento da Creation foi o disco “XTRMNTR”, da banda Primal Scream, em 2000. McGee fechou a gravadora após ficar insatisfeito com a direção comercial da Sony. O velho produtor ainda se aventurou a criar novas gravadoras e clubs, mas encontrou mais sucesso ao ressuscitar o nome Creation em 2014 para empresariar músicos, como seus velhos amigos do Jesus and Mary Chain e Happy Mondays. Ele também está produzindo um novo festival de rock, Creation Day, que vai acontecer no último fim de semana de maio no Reino Unido. O filme tem direção do ator Nick Moran, que virou diretor com outra cinebiografia de produtor-prodígio, “Telstar: The Joe Meek Story” (2008). O elenco inclui Suki Waterhouse (“Pokémon: Detetive Pikachu”), Rupert Everett (“O Lar das Crianças Peculiares”), Jason Flemyng (“X-Men: Primeira Classe”), Jason Isaacs (“Star Trek: Discovery”), Kirsty Mitchell (“Dupla Explosiva”), Mel Raido (“Lendas do Crime”), Matthew Durkan (“Coronation Street”) e Leo Flanagan (“Hanna”) como a versão adolescente de McGee. A première aconteceu no Festival de Glasgow, na Escócia, em fevereiro do ano passado, um ano antes da estreia nos EUA, que vai acontecer em VOD no dia 25 de fevereiro.
Meat Loaf (1947–2022)
O roqueiro Michael Lee Aday, conhecido como Meat Loaf, morreu na quinta-feira (20/1), aos 74 anos, cercado pela família. A causa da morte não foi revelada. Ele lançou um dos discos mais famosos do rock, “Bat Out of Hell”, de 1977, que se tornou um dos 10 álbuns mais vendidos de todos os tempos, com mais de 43 milhões de cópias comercializadas. As músicas foram concebidas em parceria com o compositor Jim Steinman como trilha de uma musical, uma versão futurística de “Peter Pan”. E o sucesso contínuo de “Bat Out of Hell” inspirou o cantor a estender o conceito numa trilogia, com os discos seguintes também vendendo milhões de cópias em todo o mundo. A conexão com o mundo dos espetáculos musicais não foi casual. A carreira no rock foi consequência de seu começo em produções do gênero. Sua performance na montagem de “Hair” em Los Angeles lhe rendeu seu primeiro contrato fonográfico com a Motown em 1971. Mas foi só seis anos depois, quando focou seu lado teatral no rock, que Meat Loaf estourou. Além da transição para roqueiro de sucesso, ele também trocou os palcos pelas telas. Foram mais de 60 papéis em filmes e séries, começando por sua participação no clássico musical “The Rocky Horror Picture Show”, em 1975 – repetindo papel que já tinha vivido no teatro. Meat Loaf chegou a protagonizar “Roadie” (1980), uma comédia musical de Alan Rudolph, e fazer par romântico com Cher em “Dead Ringer” (1982), batizado com o título de seu segundo álbum em parceria com Jim Steinman, mas a maioria de seus trabalhos no cinema foi como coadjuvante. A lista inclui alguns filmes cultuados, como “Quanto Mais Idiota Melhor” (1992), o improvável “O Mundo das Spice Girls” (1997), “Clube da Luta” (1999) e “Tenacious D – Uma Dupla Infernal” (2006). Nos anos 1990, ele voltou a liderar as paradas de sucesso com o hit “I’d Do Anything for Love (But I Won’t Do That)”, que ganhou um clipe dirigido por Michael Bay (“Transformers”). A música integrou o segundo volume da trilogia, “Bat Out of Hell II: Back Into Hell”, lançado em 1993. O capítulo final, por sua vez, só saiu em 2006. Depois disso, foi preciso mais um década para “Bat Out of Hell” completar seu círculo e ser finalmente transformado num musical de teatro, lançado no West End londrino em 2017. O cantor também vinha aparecendo como convidado de diversas séries nos últimos anos, incluindo “Glee”, “House” e “Elementary”, mas só foi ter um papel fixo numa atração televisiva em 2017, no terror “Ghost Wars”, que foi seu último trabalho nas telas. Sua postura conservadora e favorável ao Partido Republicano o afastou, pouco a pouco, de Hollywood. Ao se tornar um dos poucos roqueiros apoiadores de Donald Trump, praticamente caiu no ostracismo. Para complicar, passou por alguns problemas de saúde, principalmente nas cordas vocais. Ele sofreu vários desmaios durante apresentações nos últimos anos.
Elza Soares gravou DVD dias antes de morrer
A cantora Elza Soares estava em plena atividade antes de morrer nesta quinta (20/1), aos 91 anos de idade. Ela chegou a gravar um DVD no Theatro Municipal de São Paulo entre segunda e terça desta semana. Além do DVD, que foi completado, Elza estava trabalhando em um novo álbum, mas não há muitas informações sobre o estágio em que estava a produção. O repertório do disco e do vídeo é uma coletânea dos maiores sucessos da carreira da artista. Segundo o percussionista Mestre da Lua, que trabalhava com a cantora desde 2017, as gravações no Municipal reuniram 16 das músicas mais importantes de sua discografia. O material captado agora deverá ser exibido num documentário dedicado à vida e à obra da cantora, que deve sair por uma plataforma de streaming brasileira.
Elza Soares (1930-2022)
A cantora Elza Soares morreu na tarde desta quinta (20/1) de causas naturais em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos de idade. “Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação”, definiu perfeitamente a assessoria de imprensa da artista, no comunicado sobre seu falecimento. Elza Gomes da Conceição Soares foi realmente uma das maiores cantoras da música brasileira, iniciando a carreira no samba no final dos anos 1950, e praticamente lançando a cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959. A fase áurea da cantora inclui discos obrigatórios da música brasileira, como “O Samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963) e “Na Roda do Samba” (1964). Mas ela sofreu muito quando seu relacionamento com Mané Garrincha se tornou público. Foi vítima de um dos primeiros cancelamentos da música brasileira, oprimida por uma sociedade conservadora que a acusou de ter acabado com o casamento do jogador, mesmo os dois tendo oficializado a união. Para piorar, Elza era desquitada, situação malvista numa época em que nem divórcio era permitido no país. Ela chegou a ser impedida de realizar um show na Mangueira, tendo que fugir disfarçada para evitar agressões, reação alimentada por radialistas que incentivavam a quebra do disco da música em que ela cantava “Eu Sou a Outra”… Até o DOPS, a polícia da repressão, invadiu sua casa à noite, rendeu todos os moradores, revirou o interior do imóvel e executou o mainá de estimação de Garrincha, sem dar explicações. A casa também foi alvo de tiros. A situação abateu sua ascendente carreira cinematográfica. Muitos não lembram, mas Elza participou de muitas filmes brasileiros no começo dos anos 1960, como o musical “Briga, Mulher e Samba” (1960), o drama criminal “A Morte em Três Tempos” (1964) e as comédias “O Vendedor de Linguiça” (1962) e “O Puritano da Rua Augusta” (1964), ambas estreladas por Mazzaropi. A cantora seguiu gravando discos, como o sensacional “Elza Pede Passagem” (1972), sem que repercutissem como antigamente. Mas após o popular Mazzaropi a levar de volta ao cinema em “Um Caipira em Bariloche” (1973), ela mudou o repertório e voltou a fazer sucesso com gravações que exaltavam escolas de samba do Rio, como “Salve a Mocidade” e “Bom dia, Portela” (ambas de 1974). Seguiu lançando sambas tradicionais e emplacou dois novos hits: “Pranto Livre” (1974) e “Malandro” (1976). Mas a situação doméstica voltou a chamar mais atenção que a arte. Muitos se ressentiram, ironicamente, por Elza virar alvo de violência doméstica. O fato de o ídolo Garrincha, herói da Copa do Mundo de 1962, provar-se um marido violento, que sofria de alcoolismo e agredia a esposa, teria pesado contra a vítima. Já era a segunda experiência negativa de Elza com casamento, após ser forçada a se casar com o homem que tentou abusá-la na adolescência – seu pai acreditava que só assim sua honra estaria salva. Ela se divorciou de Garrincha em 1982, um ano antes do ex-jogador morrer de cirrose hepática, mas nem isso a tirou do ostracismo. Elza teria até pensado em desistir de cantar, diante das inúmeras portas fechadas para seu talento, quando literalmente bateu na porta de Caetano Veloso, num hotel de São Paulo, para pedir ajuda. Caetano prontamente convidou para Elza participar da gravação do samba-rap “Língua” no álbum “Velô” (1984) e do filme que ele dirigiu, “Cinema Falado”, lançado em 1986. “Língua” apresentou uma Elza Soares moderna e conquistou uma nova geração que não tinha compromisso com o conservadorismo. Ela abraçou esse público com seu disco menos voltado ao samba, “Somos Todos Iguais” (1985), que tinha até composição de Cazuza. Ela também gravou um rock com Lobão, “A Voz da Razão”, no disco “O Rock Errou” (1986), do cantor. Reconstruindo a carreira, passou o final dos anos 1980 nos EUA, se apresentando em vários shows no país. Mas na década seguinte só lançou um disco de estúdio, voltando a sofrer boicote da indústria fonográfica nacional, que passou a valorizar outras tendências. Precisou recomeçar tudo de novo, numa terceira fase no século 20, quando apresentou seu disco mais moderno e radical, “Do Cóccix Até o Pescoço” (2002), indicado ao Grammy Latino. O álbum espetacular, criado sob a sombra de uma queda e cirurgias que afetaram sua capacidade de locomoção, marcou com letras impactantes como “A carne mais barata do mercado é a carne preta” (“Carne Preta”). Foi seguido por um disco influenciado pela música eletrônica, “Vivo Feliz” (2003), e uma participação no filme “Chega de Saudade” (2008), no qual ela também cantou a trilha sonora. Mas logo veio outro hiato comercial. O lançamento de “A Mulher do Fim do Mundo” (2015) só foi viabilizado com recursos financeiros do Natura Musica, mas mostrou como Elza continuava a representar a vanguarda musical brasileira, misturando todos os ritmos. Graças à aclamação crítica do álbum, que venceu o Grammy Latino e colocou a faixa-título na série “3%”, ela encontrou uma rara estabilidade no final da carreira, fechando contrato com a Deckdisc para lançar dois discos consecutivos, “Deus É Mulher” (2018) e “Planeta Fome” (2019). Em 2018, Elza virou tema de documentário, “My Name is Now, Elza Soares”, cuja trilha foi vencedora do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A consagração continuou em 2020, quando virou samba enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel, “Elza Deusa Soares”, e participou como homenageada do desfile da escola de seu coração no Carnaval do Rio. Mostrando a continuidade de seu diálogo com as diferentes tribos da música brasileira, ela ainda lançou no mesmo ano uma nova versão do hit “Comida” com os Titãs. Sua última mensagem nas redes sociais, publicada nesta quinta, foi de apoio e torcida para a cantora Linn da Quebrada no “BBB 22”. A morte da cantora aconteceu exatos 39 anos depois de Garrincha, que também morreu no dia 20 de janeiro, em 1983.
Mick Fleetwood fará série dramática sobre roqueiro terminal
O lendário roqueiro Mick Fleetwood, baterista da banda Fleetwood Mac, vai produzir uma série dramática passada no mundo do rock para a rede americana Fox. Fleetwood compartilhará sua experiência como músico veterano, além de servir como voz criativa e musical da produção. Intitulada “13 Songs”, a série vai girar em torno de… um roqueiro lendário, Jasper Jones, que com sua banda The Grift eletrizou uma geração de americanos, mas agora está quase esquecido. Décadas depois de seu auge, ele é diagnosticado com câncer terminal. Com apenas alguns meses de vida, Jasper decide se reconectar com sua velha banda para compor e gravar as 13 músicas finais de sua vida. O roteiro está a cargo de Will Reiser (“50%”) e Jonathan Prince (“American Soul”), e o cineasta Jonathan Levine (“Meu Namorado É um Zumbi”) vai dirigir os episódios – recentemente, ele assinou todos os capítulos da minissérie “Nove Desconhecidos” (Nine Perfect Strangers) da Amazon. Levine e Reiser trabalharam juntos anteriormente na comédia “50%” (2011). A encomenda da série reforça a tendência da Fox de exibir séries com temática musical. A rede exibiu “Glee” e o drama da indústria do hip-hop “Empire”, e atualmente está preparando uma série passada no universo country, “Monarch”.
Daniel Radcliffe vai estrelar biografia de “Weird Al” Yankovic
Daniel Radcliffe (o Harry Potter) vai dar vida ao comediante “Weird Al” Yankovic em uma biografia para o canal de streaming da Roku. Intitulado “Weird: The Al Yankovic Story”, o filme biográfico foi escrito pelo próprio Yankovic em parceria com Eric Appel. Os dois já tinha feito um curta para o canal “Funny of Die” sobre a biografia do comediante em 2010, que foi estrelado por Aaron Paul (“Breaking Bad”). Como fez no curta, Eric Appel também vai dirigir e produzir o filme, que terá produção do Funny or Die. Conhecido por parodiar músicas, Yankovic é o artista de comédia com mais discos vendidos de todos os tempos. Cinco vezes vencedor do Grammy, seu lançamento de 2014, “Mandatory Fun”, foi o primeiro álbum de comédia da história a estrear em 1º lugar na parada de discos da Billboard. Lembre abaixo algumas das paródias famosas do comediante.
Adele lança clipe caótico para “Oh My God”
Adele lançou o clipe de “Oh My God”, filmado em perto e branco em estúdio fechado, com muitos truques de edição. A primeira ilusão é a montagem que faz Adele contracenar consigo mesma em diversas cenas. Também há uma multiplicação interminável de figurantes correndo, pulando e dançando ao redor da cantora. E tudo isso é apresentado como se fosse um falso plano contínuo. O clima caótico passa a impressão de bastidores de um espetáculo teatral ou circense, com ensaios coreográficos, cobras, cavalos, malabarismos e pegação. O vídeo é dirigido por Sam Brown, que assinou o visual de um dos maiores hits de Adele, “Rolling in the Deep”, de 2010. “Oh My God” é o segundo clipe do disco mais recente da cantora, batizado de “30” e lançado em outubro do ano passado. A música foi originalmente lançada como single em 29 de novembro, um mês após a primeira música de trabalho, “Easy on Me”.
Foo Fighters enfrentam demônios em trailer de terror
A banda Foo Fighters divulgou em seu canal do YouTube o novo trailer de seu primeiro filme, o terror “Studio 666”. Na trama que mistura terror e comédia, os músicos são assombrados após se mudarem para uma mansão antiga e cheia de história para gravar seu 10º álbum, “Medicine at Midnight”, sem saber que as forças ocultas do local ameaçariam os trabalhos — e suas vidas. A história foi concebida pelo roqueiro Dave Grohl e virou um roteiro escrito por Jeff Buhler, o autor do remake de “Cemitério Maldito”, em parceria com Rebecca Hughes (da série “Cracking Up”). Já a direção é assinada por BJ McDonnell, diretor de clipes de heavy metal (Slayer e Exodus) que tem trabalhado como operador de câmera nos filmes do universo “Invocação do Mal”. O elenco inclui Grohl e seus companheiros de banda, Taylor Hawkins, Nate Mendel, Pat Smear, Chris Shiflett e Rami Jaffee, além de Whitney Cummings (“Whitney”), Leslie Grossman (“American Horror Story”), Will Forte (“Last Man on Earth”), Jenna Ortega (“Pânico”) e Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”). A estreia está marcada para 25 de fevereiro nos EUA, exatamente um ano após o lançamento do álbum “Medicine at Midnight”, com distribuição nos cinemas a cargo da Open Road Films. Ainda não há previsão para a estreia no Brasil.
The Weeknd surra a si mesmo em clipe delirante
O cantor The Weeknd lançou o segundo clipe de seu novo disco, “Dawn FM”. Repleto de cenas delirantes, “Gasoline” mostra o encontro da versão envelhecida do artista com seu eu jovem e violento. Com direção de Matilda Finn (de clipes de AlunaGeorge), o vídeo começa com um acidente de carro, que faz o cantor envelhecido parar numa festa claustrofóbica, repleta de gente infernal e iconografia expressionista. Em meio aos corpos dançantes, ele se depara com uma versão mais jovem de si mesmo, que corre em sua direção para lhe dar uma surra, até deixá-lo surdo e desacordado. Enquanto isso, a letra da música fala em morrer na cama de overdose às 5 horas da manhã. “Dawn FM” foi lançado na sexta-feira (7/2) sob elogios rasgados da crítica musical. O título alude a uma “estação de rádio do purgatório”, que tem como locutor ninguém menos que o comediante Jim Carrey (“Sonic – O Filme”). Outros convidados desta FM celestial incluem o jazzista Quincy Jones, os rappers Tyler, the Creator e Lil Wayne, o produtor Max Martini e os DJs/artistas de dance music Calvin Harris, Swedish House Mafia e Oneohtrix Point Never.
“Rebelde” é renovada e ganha clipe musical em português
A nova versão de “Rebelde” foi renovada em tempo recorde. O programa que estreou no dia 5 de janeiro teve a confirmação de sua 2ª temporada nesta segunda (10/1), apenas cinco dias após o lançamento. Junto com o anúncio, a Netflix também divulgou um novo clipe oficial a atração, com o elenco da série cantando a versão em português de “Sálvame”, com a brasileira Giovanna Grigio liderando a regravação do hit do RBD. Veja abaixo. Os números de audiência da série serão conhecidos na terça (11/1), quando a Netflix revelar seu ranking semanal. Mas chama atenção o fato de que, até agora, a atração ainda não recebeu nota no Rotten Tomatoes, praticamente ignorada pela imprensa americana. A série atualiza o universo da novela mexicana homônima de 2004 com uma trama típica de mistério teen, à moda de “Pretty Little Liars”, e competições musicais que viraram moda depois de “Glee”. Na continuação, novos estudantes da escola Elite Way viram “pop stars de dia e justiceiros na noite”, enquanto disputam um concurso musical do colégio com sua banda e tentam descobrir quem está por trás de trotes violentos e atentados na escola Elite Way. Além da brasileira Giovanna Grigio (“As Five”), o elenco destaca o argentino Franco Masini (“Riviera”), o colombiano Jeronimo Cantillo (“Verdade Oculta”) e diversos astros jovens mexicanos, como o cantor Sergio Mayer Mori, Azul Guaita (“Sobe na Minha Moto”), Alejandro Puente (“El Club”) e as estreantes Andrea Chaparro e Lizeth Selene – que, além de atuar, também cantam músicas originais e releituras de “clássicos” do grupo RBD. Com esse hino eu venho anunciar que a segunda temporada de Rebelde está confirmada! ✨ 🎉 💥 🎤 #TodosSomosRebelde pic.twitter.com/TA1PkR5jXe — netflixbrasil🍿 (@NetflixBrasil) January 10, 2022
Os melhores clipes indies da semana
Ano novo, coluna nova. A seleção semanal de clipes indies passou por uma mudança radical, trazendo mais detalhes e apresentando melhor os artistas relacionados. No lugar dos playlists por afinidade de gênero, agora os destaques são para lançamentos recentes de clipes, independente de estilo, destacando as melhores novidades da música alternativa. Além dos clipes da semana, cada artista passa a ter seu próprio playlist individual, trazendo outros clipes de sua videografia para saciar a curiosidade sobre suas trajetórias – além de aumentar a quantidade de conteúdo que cada leitor pode aproveitar da página. Neste começo, há lançamentos registrados desde novembro para completar um Top 10, mas a ideia é sempre priorizar as estreias da semana, o que deve acontecer conforme o ano retomar o ritmo normal de divulgação. Aproveite a seleção, que combina artistas iniciantes e veteranos, todos com clipes recém-lançados, sem esquecer que cada título traz um playlist completo com pelo menos três vídeos diferentes. QLOWSKI | INGLATERRA O quarteto londrino Qlowski revisita o pós-punk do final dos anos 1970 com uma combinação energética de sintetizadores, dissonância, microfonia e vocais falados. O clipe de “Folk Song”, lançado na sexta (7/1), busca inclusive recriar os programas musicais do período – evoca o “Old Grey Whistle Test”, com um apresentador lutando para pronunciar o nome da banda direito. Depois de uma demo selecionada numa lista de melhores do portal Bandcamp em 2016, o Qlowski finalmente lançou seu álbum de estreia no ano passado. “Folk Song” e “A Woman” são deste disco, batizado de “Quale Futuro”, que saiu acompanhado por um… fanzine! Já “Ikea Youth” foi lançado como single em 2020, trazendo no lado B um cover de “Grinding Halt”, da banda The Cure. SONDRE LERCHE | NORUEGA “Cut” é o primeiro clipe do 12º álbum (contando uma trilha sonora) de Sondre Lerche, “Avatars of Love”, anunciado para abril. A composição e o clipe foram inspirados nos thrillers sensuais de Brian De Palma dos anos 1980. Quem ainda não conhece um dos principais artistas do pop norueguês pode aproveitar e ver mais cinco clipes reunidos na sequência da playlist acima, que cobrem alguns dos hits de sua carreira. Dois vídeos identificam a direção de Mona Fastvold, ex-mulher do cantor que virou uma cineasta premiada após o divórcio em 2013 – vencedora do Leão Queer do Festival de Veneza de 2020 pelo longa “Um Fascinante Novo Mundo”. SPECTOR | INGLATERRA Lançado na sexta (7/1), “Do You Wanna Drive” introduz o terceiro álbum da banda londrina que virou dupla. “Now Or Whenever” chega sete anos depois da consagração do disco “Now Or Whenever” e após o quarteto original perder dois membros, trocar de gravadora e lançar três EPs em busca de um novo som, afastando-se lentamente da comparação com a americana The Killers. Liderada por Frederick Macpherson, que foi apresentador da MTV e é fã do synthpop dos anos 1980 – particularmente Spandau Ballet e Ultravox – , Spector ganhou vida há 12 anos com músicas criadas num teclado casio e muita ambição, assumida ao ousar se batizar com o sobrenome de um dos maiores produtores musicais de todos os tempos – Phil Spector (Beatles, Ramones, Ronettes). BLOCK PARTY | INGLATERRA Sem lançar um álbum desde 2016, Block Party retorna com “Traps”, que também traz a banda inglesa de volta à velha forma. O clipe chega a lembrar o vídeo de “Banquet”, de 2005, uma das melhores músicas de seu disco de estreia. A comparação pode ser feita na playlist acima, em que os dois vídeos aparecem em sequência. Uma das melhores bandas britânicas do começo do século, Block Party se destacava por juntar elementos de diferentes cenas musicais do período, como o indie dance, o shoegazer e o Britpop dos anos 1990 com o nascente revival pós-punk dos 2000. Mas pouco a pouco foi se tornando mais convencional, trocando o rock pela dance music comercial, até se tornar genérica, irrelevante e perder metade da formação original. “Traps” marca uma volta ao rock sincopado, lembrando a época de “Silent Alarm”, eleito o álbum do ano de 2005 pela bíblia musical NME. A música é o primeiro single de “Alpha Games”, sexto álbum da banda, com lançamento marcado para abril. WIDOWSPEAK | EUA A dupla nova-iorquina formada pelos guitarristas Molly Hamilton e Robert Earl Thomas dá uma prévia de seu sexto álbum com o lançamento de “Everything Is Simple”, primeiro clipe do disco “The Jacket”, com lançamento marcado para março. Formada no Brooklyn em 2010, Windowspeak teve uma de suas primeiras músicas (“Harsh Realm”) incluídas na série “American Horror Story”, mas suas baladas de dreampop são mais calmantes que aterrorizantes, como pode ser conferido pela seleção (acima) que companha o single recente. CARIÑO | ESPANHA O trio feminino madrileno retorna com o primeiro clipe de seu segundo álbum (ainda sem título e previsão de estreia), dois anos após o lançamento de “Movidas”. Paola Rivero, Alicia Ros, María Talaverano e sua inseparável bateria eletrônica viraram queridinhas da cena indie em espanhol desde que surgiram em 2018 com “Canción de Pop de Amor”, música que definiu seu estilo punk pop romântico de inspiração sessentista. Um detalhe curioso é que o nome da banda foi inspirado pela forma como Paola e Maria se conheceram via Wapa, o aplicativo de namoro lésbico que antecedeu o Tinder. TWIN RAINS | CANADÁ Jay Merrow e Christine Stoesser viraram a dupla Twin Rains após a banda da qual participavam, Make Me Young, dissolver-se. O álbum de estreia foi lançado em 2016 com muitos grooves lentos (ou “música dançante da costa oeste” do Canadá, como eles gostam de chamar) e sons etéreos. O segundo disco, “Unreal City”, demorou cinco anos, trazendo mais dream pop e pelo menos uma música dançante de verdade, como mostra o clipe de “All of the Angels”, dirigido pelo cineasta Danny Alexander – responsável pelo documentário “No Tickets at the Door” (2021) sobre a cena musical de Toronto. MOMMA | EUA Formada pelas colegas de high school Etta Friedman e Allegra Weingarten, Momma faz um grunge melódico inspirada por artistas dos anos 1990 como Liz Phair e Breeders. Originalmente um trio com o baterista Zach CapittiFenton (ocupando o lugar do pai de Allegra nos primeiros ensaios), Momma virou quarteto em “Medicine”, primeiro single numa nova gravadora, a meca indie Polyvinyl. A banda californiana também mudou para Nova York, acompanhando os estudos universitários de Etta, e atualmente trabalha em seu terceiro álbum. DITZ | INGLATERRA O quinteto de Brighton expressa raiva contra a intolerância com um cantor assumidamente queer e picos de distorção capaz de derrubar metaleiros homofóbicos. Difícil de categorizar, a banda liderada por Cal Francis é adepta das mudanças súbitas de andamento, usando páginas do manual do punk, pós-punk e grunge, com influências de Flipper e Black Flag. O que mais chama atenção é sua capacidade de erguer paredes de guitarras barulhentas apenas para desabá-las em silêncio. Graças principalmente a alta rotatividade de bateristas nos primeiros dias, Ditz só lançou um punhado de singles em um ritmo esporádico desde sua formação em 2018. “The Warden” é o primeiro single do vindouro álbum de estreia, batizado de “The Great Regression”, que ainda não tem previsão de lançamento. KAPUTT | ESCÓCIA O sexteto de Glasgow faz um pós-punk epilético que deve muito a X-Ray Spex, a primeira banda punk com saxofone, ainda que visualmente não siga o modelito de quem faz este tipo de som. “Go West” é a primeira música do segundo álbum, ainda sem título e previsto só para meados de 2022, após a estreia em 2019 com o disco “Carnage Hall”.
Música famosa de Chico Buarque vai virar filme
A canção “Geni e o Zepelim”, que integra o musical “Ópera do Malandro”, de 1978, vai virar filme. A música de Chico Buarque, que marcou época com o refrão “joga pedra na Geni”, teve os direitos comprados pela Migdal Filmes, mesma produtora de “Minha Mãe é uma Peça”. A direção do longa será de Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta?”), que não lançava um filme de ficção desde “Mãe É Só Uma”, de 2016. Depois disso, ela realizou o documentário “Alvorado” (2021) sobre os bastidores do Impeachment de Dilma Rousseff. O roteiro ainda não começou a ser escrito e a atriz que interpretará Geni tampouco foi escolhida. Em processo muito inicial, o filme só começará a ser produzido em 2023. Lembre a canção abaixo.












